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Denise M. S.

Gerscovich

estabilidade
de taludes
Copyright 0 20120ficinadeTextos
t • r,impreuio 1 2013
2·ediçlol2016

Grd.aatualiQdaconformeoAcordoOrtogri licodaUnguaPwtuguesadet99(),em
vigcrnoBnsildHd• 2009.

Contelhoeditoriol ,\rthurPintoO,oV<!1;cylonGonço\vesdaSi\Y11;
DorioC.C.K . Kowaltowski;Jos~Gali,ial\mdisi;
Luio E:nriqueSiru;~•;PauloHekne;RozelyFerrein,c!<nS-ant<n;
ToresaGallottirlonnnno

CAPA E HO)rTO GIÁFIOO Malu Vallim


DIAGU.MAÇÃOAlexandre Babadobulos
PUPAJ.AÇÃODEnGuu.s EduardoRossetto,AlexandreBabadobulos
eLet{ciaSch neiater
PaEPAIAÇÃODETllTO RenaSignereCarolinaA.Messias
RIVISÃODETIXTOGersonSilva eRafaelMattoso
IMPatsUOtACAUMtNTO GrificaRettec

Dadoslnternaclonal1Mcataloga,;lonaPub\ka~l o{CIP)
(Clnuu 8nallein do Livro, SP, 8ruil)

Gerscovich,Deni..,M.S
Estabilidade de taludes /DeniseM.S
Gerscovich.--2.ed.--SioPaulo:OficinadeTextos,2016.

1.En~nhariadeestruturu 2.Gt,otknica
3.Geotexttis 4.Mecinicadosolo!.Títu1o

fndicesparacaú.logosistemático
l.Estabilidade de taludes:Engcnhariacivil
.,.

Todososdi..,itos..,..,rvadosàEditon.OíicinadeTextoo
l\uaCub.itio,798
CTPD4013-003!>ãoPauloSP

:~~-~=~o~~-br
atendOofiteno.corn.br
AGRADECIMENTOS

Agrad eço aos meus mestres, que me ensinaram como enfrentar o


desafio de prever o comportamento de um material tão complexo,
produto da natureza.
Agradeçoaosmeusalunos,quemotivaramaorganizaçãodeste

Agradeço à minha família, que me apoiou em todos os momentos


da minha vida.
Agradeço à faperj pelo apoio ao ensino e à pesquisa no Rio de
Janeiro.
APRESENTAÇÃO m
A questão da segurança envolvendo taludes em materiais geome-
canicos (solos, alteração de rocha, fraturas e descontinuida-
des, rochas) é um problema recorrente nas Engenharias Civil e
Geotécnica, seja envolvendo encostas naturais, seja envolvendo
taludes de aterros e pilhas. Em muitas situações nos mais diver·
sostiposdeobraseoutrasintervençõeshumanas,aavaliaçãoda
segurança de taludes é o fator controlador de projetos, normal-
m,entt txpresso oob a forma de um COE"ficiente de segurança
minimoaserestabelecidocomocritériodeprojeto{implantaçãoou
soboutrasformasdeu:pressara segurança (p.ex.,probabilidade
deruptura).Destacam-seaindaasfrequentesocorrênciasrecentes
de fenômenos maciços de movimentação de massa em encostas
naturais, com maior ou menor influência humana.
Apesardoassuntoes1abi!idade detaludessertratadocomocapí1uio
em grande número de livros-texto - particularmente estrangeiros, mas
também em algumas referências brasileiras - , havia uma carência de
umtextomaisespedfico envolvendoasanálisesde estabilidade com
umaabordagemtantoqualitativacomoquantitativa.
O livro da Profa. Denise Gerscovitch vem suprir essa lacuna na
literatura técnica básica brasileira. ~la sua estruturação, este livro
forneceumavisãoabrangentedoprob!emadeavaliaçãodasegurança
detaludesnaturais,aterrosepilhas,cobrindoos díversosaspectosdo
problema envolvendo:
,. identificação do tipo de movimento de massa, essencial para
seleçãodométododeavaliaçãoqualitativaoudean:l.lisequantita-
tivadofenômeno;
2. conceituação das causas possíveisdosescorregamentoseconse-
quenteseleçãodotipodean:l.liseaseraplicadaemcadacaso;
J. definiçàodotipode so\icitaçãoenvolvida(drenadaounàodrenada,
curtooulongopraw)econsequentedefiniçàodotipodean:l.lise
aseraplicada(tensõesefetivasoutotais,materisissaturadosou
parcialmente saturados);
4.identificaçãoedeterminaçãodosparãmetrosgeomecãnicosdos
materiais (solos, rochas, planos de fraqueza, descontinuidade)
requeridosnostipos demovimentoedeanáliseidentificados;e
o;.descriçãodetalhadadosmétodosdecálculousadosemanálisesde
estabilidade,aplicáveisemcadasítuação.
A Profa. Denise tem sólida formação básica e acadêmica e larga
experiênda emestudoseavaliaçõesenvo\vendoestabilidadedeencos·
tasnaturaisetaludesdeaterros,sobdiferentescondições.Tambémé
professorade cursosde graduaçãoep6s-graduaçãorelacionadoscom
esseassuntoesupervisionoudiversastesesdemestradoetrabalhos
definaldecurso,alémdediversaspalestrastécnicaserelatosgerais
em conferências. Ressalte-se também sua participação na equipe que
elaborouoManua!deEstabilidadedeEnrostasdaGeo-Rio,referênciabrasi-
leiraobrigat6riasobreoassunto.Seutrabalhodepesquisadedouto-
ramento,relacionadocomestabilidadedeencostas,destacou·sepelo
tratamentosimultâneodoproblemadeinfiltraçãodeéguadechuvaem
encostasnaturais,parcialmente saturadas,comaava\iaçiiodeefeitos
tridimensionais nos estudos de fluxo e estabilidade. o trabalho ainda
abrangeuoestudodeumcasorea\de escorregamentodegrandeportee
importãnciaemencostanaturalnoRiodeJaneiro,tomando-seumdos
maiscompletos e inovadoresnessaárea.
Tendoacompanhadoaolongodeváriosanosasatividadesacadê·
micaseprofissionaisdaProfa.Denise,tenhoacenezadequeapresente
publicaçãose tornaréumsreferênciaobrigat6riaemcursosdegradua·
ção em Engenharia Civil e Engenharia Geotknica, assim como impor·
tantereferênciaparacursosdepós-graduaçiioeparaproússionaisde
EngenhariaGeotécnica
Vamos esperar que, em breve, a autora dê continuidade a esta
primeirapublicação,envolvendoexemplosecasosdeaplicaçõeseum
novo texto envolvendo métodos de cãlculo das técnicas de estabilização
de encostas

LeandrodeMouraCostaFilho
S6c!o-DiretordatPSConsultoria e Engenharia
PREFÁCIO m
Escorregamentosdetaludessãoumadasformasmaisfrequentes
de movimento de massa e, por esse motivo, ~presentam o escopo
principal deste livro. Os mecanismos deflagradores e métodos de
anãlisevêmsendoestudadoshádkadasporpesquisadoresem
váriaspartesdomundo. Muitojáseavan,;ounacompreensãodo
comportamento dos solos sob diferentes condições de umidade
enadisponibilizaçãodeferramentascomputacionaisdeanálise
Entretanto, escorregamentos dE' encostas ainda promovem sérios
problemas, particularmente em áreas montanhosas, chegando a se
caracteriurcomoumaquestãodeordempública,governamental
Solucionarproblemasdeestabilidadedeta!udeséumaprática
comum na engenharia geotk nica. Cabe ao engenheiro desenvolver um
projeto que seja ótimo em termos econômicos e, principalmente, que
garanta a segurança do empreendimento. Um talud e pode, por exemplo,
tornar-seinstãvelquandoastensõescisalhantesmobilizadasnamassa
desoloourochaatingemaresistênciaaocisalhamentodomaterial.Essa
condição pode ser atingida pela intervenção de agentes externos (como.
porexemplo,aaçãodohomem)ouinternos(alteraçôesdaresistência
por intemperismo, por exemplo).
Comofatoresdecorrentesdaatividadehumana,enquadram-seas
alteraçôesnaredededrenagemenousoeocupaçãodosolo(eliminação
dacoberturavegetal,cortesparaaberturadenovasestradas,construção
demuros,ta!udesmaldimensionados,lançamentodelixoetc.}.
Nocasode ta\udesnaturais,a entradadeáguanoso\opromove
mudanças nas pressões de água intersticiais, potencializando as
condições favorãveis à instabilização. A inti.ltração pode se dar super-
ficialmente, pela ação da água da chuva; pelo mau funcionamento de
sistemas de drenagem; ou em profundidade, por fluxo através de fratu-
ras no embasamento rochoso ou mesmo por rupturas de tubulações de
serviçosdeãguaoudeesgoto.
A inclinação dos taludes tambêm é um dos fatores que influenciam
a ocorrência de movimentos de massa. Assim, talude'S mais íngremes
tendemasermaissuscetfveisaprocessosdeinstabi\idade.Hãoutros
fatores decisivos para desencadear os movimentos de massa, como, por
exemplo,sismoseatividadesvuldinicas.
Asanâlisesdaestabilidadedetaludesconstru(dossãorealizadas
com base na geometriadoproblema,na inclusão de possíveis carre
gamentosexternos,noconhedmentodaspropriedadesgeomecãnicas
dosmateriais e nospadrões deflu:ii:o. Nocasodeencostas,a avalia,
çãodaestabilidadeenvolveconhecimentospréviossobreageologia,a
topografia,ascaracteristicasmecânicasdosmateriais,alémdo estabe-
lecimentode hipóteses sobre as possíveis condições hidrológicas que
podem ocorrer. Adicionalmente, é importante identificar as eventuais
movimentaçõesprévias,parasee5tabelecerosmecanismosdedeflagra·
çãodaruptura.
Os estudos deestabilidadetambémseaplicamnaanálisedetaludes
já rompidos, pois fornecem informações relevantes sobre os parãmetros
deresistênciadosmateriaisenvo!vidoseauxiliamnoestabe\ecimento
demedidascorretivas.Narealidade ,arupturadeumtaludepodeser
associadaaumensaioderesistênciadegrandesdimensões.Assim,os
parâmetrosnecessáriosparaatingirarupturapodemsercalculadosna
retroan:íliseecomparadoscomosparãm.etrosderesistênciaatribuldos
no projeto original.
rstaobraprocuraapresentaraosestudanteseaosprofissionaisde
engenhariaostemasmaisimportantesrelacionadosaoestudoeanãlise
de estabilidadedetalude5.NoCap.1,definem·seostiposde taludese
movimentosdemassa.ocap.2tratadosconceitosbásicosnecessários
paraarealizaçio deestudosdeestabilidade.Sãorevistasdefiniçõese
metodologiasparaanálisedetensõesemsolos,previsãodepressõesna
ãguapresentenosvazioseconceitosderesistênciaaocisalhamento.No
Cap.3,sãoapresentadas,passoapasso,todasasetapasparaaanálise
e concepção do projeto de estabilidade, contemplando a escolha do
momento mais critico do projeto e a forma mais adequada de aborda-
gem do problema. No Cap. 4, apresentam-se métodos de estabilidade
porequilíbriolimite,subdivididosporformadasuperficiepotencialde
ruptura. Por fim, o Anexo A complementa os ábacos de estabilidade e o
Anexo B apresenta um breve resumo dos principais métodos de estabi-
lidade
1 TIPOS OE MLUOE E MOVIMENTO OE MASSA _ _ _ _ _ ,,
SUMÁRIO 1
l.l Tiposdetal 11
l.2 TiposdelllOIIÍmentodemassa

2 CONCEITOS BÁSICOS APLICADOS A ESTUDOS OE ESTABILIDADE ••.•.••.••.••. 35


2.1 Cooceitode"""~- - - - - - - - "

~:~ ~::~=:de-lo,-:-~~~~~~~~~~~~~-
2.4 Tensõesem _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _,
2.S,¼,.1/Jr.o 56
2.6 Re5ist!nw<10cisalhamento _ _ _ _ _ __

3 co=-~E=~::::º! ~:B~L-'M_,_·~~~~======-~,;'
3.2 QuantoilOmétododeanál"~------
3.J Q..i.!ntoàe=lhadacondiçAooftic.a:final de
construçk,xlongopraio... _93
3.4 Quanto.iotipo deanálise _ _ _ _ _ _ _ _ ,,
3.5 QuamoaosparAmetrosdosmateriais _ _ _ _ __

4MÉTODOSDEESTABILIDAOE _ _ _ _ _ _ _ _ ,o,
4.1 Taludevertica-soloscOl!$M)S.__ _ .101
4.2Ellocosr! 103
4.J Tallldelnfin~- - - - - - - - -
4.4 Superffciesplanares - taludefinito _ _ _ _ __
4.5 Superllciedrcula,~ - - - - - - - -
4.6 Superffciesn.\oàrula~---- - --
4.7 ~riossob<eosmétodosdeequillbriolimite

::::~ :::========================--',·~~
REFERtNC!AS BIBUOGRÃFICAS ÜlADAS E RECOMENOAOM ......................186
TIPOS DE TALUDE E
MOVIMENTO DE MASSA

1.1 TIPOS DE TALUDE


Taludeéadenominaçâoquesedá aqualquersuperffcieindinada de
um maciço de solo ou rocha. Ele pode ser natural, também denomi-
nado encosta, ou eonstruído pelo homem, como, por exemplo, os
aterros e cones.
AFig.l.lexemplificaváriassituaçõespráticasemqueasaná\i-
sesdeestabilidadesâonecess:lrias.Nocasodeaterrosconstruldosou
cortes,aanálisedeveserrealizadaconsiderandoasalteraçõesgeradas
aolongodaexecuçâoeapósotérminodaobra,defonnaaidentifieara
condiçãomaiscriticaemtermosdesegurança.Nocasodebarragensde
terra,deve -seanalisaraestabilidadenasdiversasetapasdeconstrução
eoperação,istoé,nofinaldaconstruçâo,duranteaoperaçãoeemsitua-
çõesemque abarragempod erá estarsujeitaaumrebaixamemorápido
doreservat6rio.Asbarragensderejeitossãoestruturassemelhantesàs
barragensde terra, entretanto,ti!mafunçãode estocagemde reslduo
e, em muitos easos, o próprio rejeito é usado como material de constru-
ção. Esse tipo de obra tem como condição crítica a baixa capacidade de
suporte do resíduo
Arupturaemsicaracteriza-sepelaformaçâodeumasuperficiede
cisalhamento contínua na massa de solo. Portanto, existe uma camada
desoloemtornodasuperficiedecisalhamentoqueperdesuascaracte-
risticasduranteoprocessoderuptura,formandoassimazonacisalhada,
conforme mostrado na Fig. 1.2. Inicialmente, fonna-se a zona cisalhada
e,emseguida,desenvolve-seasuperficiedecisalhamento.

1.1.1Taludes construídos
Os taludes construidos pela ação humana resultam de cones em
encostas,deescavaçõesoudelançamentodeaterros
Oscortesdevemserexecutadoscomalturaeinclinaçãoadequa-
das,paragarantiraestabilidade daobra.Oprojetodepende dasproprie -
dadesgeomecãnicasdosmateriaisedascondiçõesdefluxo.
Cortesoue,ew..,ões:~ln<Unaçiodoe<>11~
wal!araMCes~demedidlosdeesta-biliuçio

z~àwwwr:~
BartagM1det.,1ta:<lflltw~<llbarrqm.,
conf,guroçlotconomiCl,,.....,temal<Yiáw4

"1"',ossobr.,ooloscompres.,_<lf'fwllr~ria Rdroan.ilis,<llrupturapararHYaliaçiodo<
<11....,ioKonomic......,,,temalsvi.wel parfimetrosdeprojeto

Os aterros são construidos em projetosdebarragemdeterra e


emobrasvi:i.riasedeimplantaçãodeestruturasdvis,quandoosolo
defundaçãotembaixacapaddadedesuporteouparanivelamentodo
terreno.Comoaspropriedadesge<>técnicasdosolooompactado,utili-
zado nesse tipo de obra, são conhecidas, os cálculos de estabilidade
envolvemmenosincertezassecomparadosaosdossolosnaturais
Osaterrossãotambémconstruldoscomodiquesdecontençãode
lagosdeestocagemderesíduos.Quandoosresíduossãoinertesesólidos,
1 ITopoodeT.a,dee~de- ·

muitas vezes são utilizados SUper!lcilderuptur•


comomaterialdeconstruçãodo
dique.Anteasincertezasquanto
ao comportamento mecânko
doresiduo,hánec(!Ssidadede
controlecontinuoaolongoda
construçãoeoperaçãodolago
Comoformadeidentiftcar
acondiçãomaisdesfavorável,as F1<.. l .2 Zonafraco,Z011<1ci.sailloda •sul'fffkitdt
análises de estabilidade devem
considerar diferentes momen-
tosdaobra:tinaldaconstrução,quandohágeraçãodeexcessopositívo
deporopressãoe,alongoprazo,quandoseatingeoequilfbriohidráulico
Nocasodebarragens,asanálisesdeestabilidadedevemaindaincluira
condiçãoderebaixamtntorápidodoreservat6riotostfeitosdesismos

1.1.2Ta ludes naturais QUAOIIO 1.1 Respostas geodin&mius


Os taludes naturais podtm ser deen.costas,deacordo
constituídos por solo residual e/ou
coluvionar, al~m de rocha. Os solos
residuaisperman~ mnolocal em
que foram gerados, eoscoluviona-
res são formados como resultado
do transporte, tendo como agente
principalaaçãodagravidade.Quanto
àforma,ostaludespodemapresentar
faceplanaoucurvilinea(côncavaou
convexa),gerandofluxospreferen-
ciaisdeáguasuperficial(Quadrol.1).
Os taludes naturais estão sempre
sujeitos a problemas de instabilidade,
porqueasações dasforçasgravitacionais
contribuemnaturalmenteparaadeflagra-
ção do movimento. t muito comum obser-
var encostas que se mantinham estáveis
por muitos anos sofrerem processos de
movimentação.lssoocorrequandooutros
fatores que alteram o estado de tensões da FM~, modófirndo de rtoM (1965).
massaprovocamtensõescisalhantesqueseigualamàresistênciaao
cisalhamentodosolo.
Ainstabilidadedeencostas é consequênciadaprópriadinãmicade
evoluçãodasencostas.Comoavançodosprocessosfisico-quimicosde
alteraçãodasrochas,omaterialresultantetorna-semenosresistentee,
dependendodainfluênciadatopogratia,geram-secondiçõespropicias
para deflagrar a ruptura.

SOloresidual
O solo residual forma-se a partir da ação do intemperismo químico
efisiconarochasã.Comaalteraçãoprogressivadaspropriedades
geomecãnicasdarocha,ascamadasmaissuperticiaisvãosetrans-
formandoemsolo.Osoloresidualcaracteriza-seporestarsempre
sobrejacente ã rocha que lhe deu origem, e pode chegar a espessu-
ras de dezenas de metros
Como o processo de intemperismoevolui da superficie para as
regiõe, mais profundas, o solo residual pode apresentar diferentes
horizontes(Fig. 1.3).Acamada maissuperficia\édenominadasoloresidual
maduro ou simplesmente solo residual, e o alto grau de intemperismo
ness.aregiãoimplicaaperdacompletadascaracterlsticasdarocha-mãe,
tornandoessehorizonte razoavelmente homogêneo.Emseguida, é possí-
velidentiticarumacamadadesoloresidualjovemousolosaprolítico,ou
solodealteraçãoderocha,menosintemperizado,guepreservaascarac-
terísticasestruturaisdarochadeorigem(estruturasreliguiares,dobras,
veiosintrusivos,xistosidadesetc.),al<!mdealgun.smineraisnãodecom-
postos.Entreosolosaproliticoearocha
sã, é também comum identificar uma

11
camada de rocha alterada, indicando
...,,m o avanço da ação do intemperismo ao
longodasfraturasouemregiõescom
Sdo-•~,;-m,
$-OIOl-Of>roliti,:<)<)Y$oi() minerais menos resistentes. Apesar da
<111tm~c;ao<11,oct-.a subdivisãodesseshorizontes,nãoexiste
umlimitebemdetinidoentreeles.
Rocha • ~.. ldl
A composição do solo residual
'

Ftc.. 1.ll'trfi1•ini,mpttismo
dependedacomposiçãomineralógicada
rocha-mãe {Chiossi,197S;Massad,200S).
0Quadro1.2mostraalgunsexemplosde
produtosdeintemperismodarochasã.
1 ITopoodeT.a,dee~de- ·

Solocoluvionar QUAD110l.2 COmposiça.>dosolo


Colúvio ~ o material heterogêneo residualemfunçaoda
constituído por fragmentos de rocha rocha-mAe
sãoucomsinaisdeintemperização,

-
imersosemmatrizdeso\o.Osdepósi- AIJicM
tos originam-se por transporte, Quartzito
tendo como agente principal a ação
dagravidade,eseacumulamnosopé
ou a pequena distãncia de taludes
maisíngremesou escarpasrochosas
(GEO, 1997;Lacerda; Sandroni, 1985).
NoBrasi\,quandoháumgrandeacúmulodeblocosrochososde
dimensões significativas, o colúvio é tam~m denominado tálus.
Em campo, na maioria dos casos, é muito difícil identificar a
transiçàoentreacamadadeco\úvioeosoloresidual,porqueaaçãodo
intemperismotendeadestruirasfeiçôesgeológicas,tornandoacamada
visualmente homogênea

1.2 TIPOS OE MOVIMENTO OE MASSA


Entende-se como movimento de massa qualquer deslocamento
de um determinado volume de solo. Em geral, a literatura trata os
movimentos de massa como processos associados a problemas de
instabilidadedeencostas.~istemdiversaspropostasdesistemas
de classificação (Varnes, 1958, 1978; Hutchinson, 1968; Guidfcini;
Nieble, 1983),sendoadeVarnes(1978)amaisutilízadainterna·
cionalmente.ReproduzidanoQuadrol.3,apropostasubdivideos
movimentos em: queda, tombamento, escorregamento, expansão
lateral,escoamentoecomplexo,eéaplidivelparasoloserochas
AsTabs.1.1 el.2apresentamasrecomendaçõesdeclassificação
quantoàvelocidadeeprofundidadedamassadeslocada
Amaioriadasclassifi.caçõestemaplicabilidaderegionalebaseia-se
nascondiçõesgeológicaseclimátícaslocais.Háalgumaspropostaspara
adequar a classificação dos movimentos de massa a ambientes tropi-
cais, como é o caso do Brasil (Vargas, 1985; Costa Nunes, 1969). Augusto
Filho(1992) revisouapropostadeclassificaçãodeVarnes(1978)eajustou
ascaracterlstfcasdosprincipaisgrandesgruposdeprocessosdeescor-
regamento à dinãmica ambiental brasileira (GeoRio, 1999). A proposta
deAugustoFilho(1992)estánoQuadrol.4,noqua\seobserva queos
Q""""" 1 l ClassificaçJ,o dos mOYimentos de encosta segundo Vames {1978)

,. .....
.....
- --
L.. O.rodll


Qllfdal
Toml>arntnlos ~rodll ,.
--:::::::"'
, .,_.
~IM·
aml«iDnal
1
Muüsunidldos """' ,.
rochosos

""""
~rodll ,.
.....
.....
movimentosdemassasâoagrupadosem:rastejosoufluêncta;escorre-
gamentos;quedas e corridasoufluxos.
Apesarderep.esentaremmovimen-
1.... 1.1 ClassificaçAoquantoà
velocidade do movimento de tosde massa emtaludes,aserosõesnão
estãoincluídasnossistemasdeclassifica-
ção,porseremobjetodegrandepreocu-
~ , . , : l o >lm/5 pação pelos danos que podem causar.
Mi.ilo r.,:lo O,l "VfflM" , l m/5 Os mecanismos deflagradores dos proces-
Upido Um/diu O.l"VfflÍ" sos erosivos podem ser constitu!dos de
c=.-=----t="~-='='-'
~
.~
.,,~-~--+-~.~
~:~
:.-·,~
'·~ 2o/~dil
6~"~-
':
váriosagentes,faiendocomqueaserosões
sejam tratadas separadamente.

Subsidências
fonte;""'-'(1918). Subsidência& são movimentos de massa
que corre,pondem a um deslocamento
l M. 1.2 Classilicaçãoquantoà
profundidade da massa essencialmentevertical,quepodeserconti-
deslocada nuoouinstantãneo(colapsodasuperf"icie).
Conforme o mecanismo deflagrador, esse
tipo de movimento pode ser classificado
comorecalque,produzidopelorearranjodas
partículas,desabamentoouqueda(desloca-
mentofinitovertical)ouafundamento.em
fonte:GeoRio(/999). que ocorre deformação continua.
1 ITopoodeT.a,dee~de- ·

Q,....... 1.4 caracterlsticas dosp1incipaisgrandesgruposde movimento de massa

Rasttjooulluffl:ii Vr.0Splanosde6tslocamenlO(inttmos)
Vdoódldesmuilol>IIÍUS(crnt-)1~t~com1prolundidlde
~conmn!t<,...,Dllli<ouinlonnilffla,;
~~an-L,/ITW'ada

~ PolK"'planosdt~(fflffllO!)
VftoódadnmNlil,(knvh)1alla,(mM
Ptqufll0Si1Jandeswlumesden\iltenll
Geomttriatm.JlffÍailvariMis
i'llnlrts~soiospoucoespesos,soioseroch!iscomumpllnodtfraque,a
(lm.un,s ~ soiostspeS5QS~troch!ismuirofrall.l'ldlll

,_-·-
Erncunha~soiostrodi01Ccomdoi$planosdel,aque,1
Semplanosdt~
~lipoquN,lffll'ouffflplanoildNdo
~~att.i,(vário,~)

Ptq,ienos1mHiosvobnes
~variMl:l,sa,s,plKK.blocosett.

Corridl M(Qsuperffclesdtdtslocamenlo(riterrlf$ttltemas i rnassaem~J


Mowntnlo~aodeumllquidom("'°

::::::-..::.°.:""'dr....,.
M~desolo.rochl.debitostigua
Goodts\WmtSdem.llfflll
Extensor.OdtlO'n.mesmoemirusplirlu
Fonte:AugusloFi/h<,(1992).

°"""'
Os desabamentos ou quedas são subsídências bruscas, em alta
velocidade. As quedas envolvem blocos rochosos que se deslo-
camlivrementeemquedalivre,ouaolongodeumplanoinclinado
(Fig.1.4).Aformaçâodosblocosorigina-senaaçâodointemperismo
nasfraturas,pressõeshidrostáticasnasfraturas,perdadedesconfi-
namentolateral,decorrentesdeobrassubterriineas,vibraçõesetc
A Fig. 1.5 mostra dois exemplos de mecanismos de queda de blocos,
em que o colapso ocorre por (A) descalçamento e (B) tombamento

Alundamentodecamadaserecalques
Pordefiniçâo,subsidênciaéummovimentoqueenvolveocolapso
da superfície. Assim, o deslocamento da superfície gerado por
adensamento ou afundamento de camadas também pode ser
classificadonessetipodemovimentodemassa, apesar de não
e!ltarassociadoaproblemasdetaludes.
Ocolapsoporafundamentodascamadasorigina-sena remoção
deumafasesólida,lfquidaougasosa,cujascausasmaiscomunssào:(i)
açãoerosivadasé.guassubterràneas;(ii)atividadesdemineração;(iii)

Ftc;. 1.S Ex,mpiosd,rupturaporqllt<ia(modifkadodtGtoRio.1999)


11 Topoodel.a,dee~de- ·

efeitodevibraçâoemsedimentosnãoconsolidados;(iv)exploraçâode
petróleo;,e(v)bombeamentodeáguassubterrâneas
Osrecalquessãomovimentosverticaiscausadospelavariaçãono
estadodetensõesefetivas,comodecorrênciadesobrecargas,escava-
ções, rebaixamento do lençol d'água etc. Adicionalmente, os p=s-
sos de compressão secundária, em razão da fluência, também geram
movimentação da superfície

1.2.2Escoamentos
Escoamentos são movimentos contínuos, com ou sem superfí-
cie de deslocamento definida, não associados a uma velocidade
específica. Quando o movimento é lento, dá-se o nome de rastejo;
quandoomovimentoérápido,denomina-secorrida.Osescoa-
mentos apresentam um mecanismo de deformação semelhante à
movimentaçâodeumfluidoviscoso.

""""
Rastejos (ou fluêncta) sãomovimentoslentosecontfnuos, sem
superfície de ruptura bem definida, que podem englobar grandes
áreas, sem que haja uma diferenciação clara entre a massa em
movimento e aregião estáve\.
As causas do movimento são atribuídas à ação da gravidade
associadaaefeitoscausadospelavariaçâodetemperaturaeumidade.O
deslocamentoocorre emumestadodetensões,inferioràresistênciaao
cisalhamento. Caso haja uma variação do estado de tensões a ponto de
se atingir a resistência, a movimentação da massa torna-se um processo
deescorregamento,comsuperficiederupturabemdefinida
Emsuperfkie,osrastejospodemseridentificadospelaobserva-
çãodedeslocamentosdeeixosdeestrada,blocos,postesoucercas,ou
mudançasnavertica\idadedeárvores,postesetc.(Fig.1.6).
A diferença entre as formas de movimentação de massa do tipo
escorregamentoerastejofoidescritaesquematicamenteporLacerda
(1966) e está na Fig. 1.7. o escorregamento faz com que a massa se
movimente como um bloco ao longo de superfície bem definida. Na
Fig.1.7B,hâumaregiâosuperticialsobp=ssodeescorregamentoe
umacamadainferioremrastejo;nafig. 1.7C, osvetores develocidade
correspondemàcondiçãoderastejo.
Ftc;.l.6 Ex..,,,plod,rast,jo(Sh~,19JllapudGuidicini , Nid>lt,1911J)

Ftc;. 1.7 Disrribuiç<lo<Wwlocidadt..,,,Junç,lodotipo~"""'im•nto(modif1<11dod,L«ffl:la.l966)

""'"'
Corridas são movimentos de alta velocidade ~ 10 km/h) gerados
pelaperdaoompletadascaracteristicasderesistênciadosolo.A
massadesolopassaasecomportarcomoumfluidoeosdesloca·
mentosatingemextensõessignifi.cativas.
O processo de fluidificaçãopodeoriginar·se por: i) adição de água
emsolospredominantementearenosos;ü)esforçosdinâmioos(terre-
moto, cravação de estacas etc.); iii) amolgamento em argilas muito sensi·
tívas.Dentreessesfatores,apresençadeáguaemexcessoemperiodos
deprecipitaçãointensaémaisusual.
Aformadacorridaassemelha·seaumalíngua, na qual se distinguem
trêselementos(Fig.1.8):aregiãodemontante,denominadaraiz,ooncentra
1 ITopoodeT.a,dee~de- ·

FIG. l .lfom,a típica dtcorridll {Z<lruba e Mmd, 1969 opud Guidkini e Nid>lt, 1983)

omaterialquesedeslocará;apartecentral,
alongada,denomina-secorpo;eaáreade
acumulaçãofi.naldomaterialtransportado,
denominadabase,normalmeoteselocallza
naregiãomaisbaixadovale
AFig.l.9mostraexemplosdecorri-
dasqueaconteceramemNovaFriburgo-RJ
(2011),apósumperlododechuvasinten- ..,
sas.Asmovimentaçõesdeflagaram-senas ftc:.. 1.9 Eumpiosdtcorridas (Nouo.
regiões altas das encostas e o material Fn'burgo,R/ ·2011)
transportadoacumu!ou-senovale.

1.2.3Erosao
Aaçãoantrópica,associadaprincipalmenteadesmatamentose
construçõesdeviasdeacesso,temsidoofatorcondicionantena
deflagração dos processos erosivos. A falta de atenção às condi-
çõesnaturnispromoveumdesequilfbrio ambientalqueresultana
movimentaçào das camadas mais superficiais
As erosões também podem se caracteritar como processos de
evoluçãonatural.Aserosõescosteiras,porexemplo,representamum
processoquesedesenvolveapartirdeumconjuntodefenômenose
processosdinãmicos,quealteramascondiçõesdeestabi\idadeepodem
levarasituaçõesde riscopara aspopulaçõesquea!ivivemoupa ra
eventuaisocupaçõesfuturas.Osprocessoserosivossãosubdivididosem
doismovimentos,deacordocomoagente deflagrador:quandoaágua
subterrãnea é o principal agente, o processo é denominado voçoroca;
caso contrário, denomina-se ravina (Fig. 1.10). A potencialidade do
desenvolvimentodeprocessos erosivosdependedefatoresexternose
internos,conformemostradonoQuadro1.S.

"' '

--
~(·~d.~~--~.:~-~.'. '
@ ~~slsem11.1r~i,,dei9ua)
'-.

@ Voc;oroaoslcomsu~i.>deigua)
(Kalimy; Ct>utinho; Quf'iroz. 200SI (Mal; Alm,,kl,a; UC..-d.l. 200S)
Fc.1.I0 l'Tocnsos m,si110S (Kalirmy;Courinho;Qt,&oz, 200S)

f atores cor>diciCM1a ntes de

--
Qu,.o.a 1.5
processos erosivos Na gênese e evolução das
FJIOffl Polfflcialde~dadnr,qi erosões,os mecanismos atuam de
mffl'ID$(ondiçõe$dt irílllraçlo
modo isolado ouemconjunto,em

~,
--..
T~alii(de<hidadr e cumprimentoda fenômenoscomo:erosãosuperftcial,

........
r,pooeso1o
erosão subterrânea, solapamento,
desmoronamento e instabilidade
detaludes{escorregamentos),além
E~ dasalteraçõesqueosprópriossolos
C-~~e podem sofrer em consequência
dosfluxosemmeiosaturadoenão
P rewnçadttrinuocll!""""'tKl6riu
E,duçlofllio:o-qulmiciemóneralógiudo saturado em direção aos taludes,
tomando complexo o conhecimento
1 ITopoodeT.a,dee~de- l l

dos me.:anismos que comandam o processo erosivo ao longo do tempo.


Consequentemente, as tentativas de contençào de sua evolução sào

A associaçào de escorregamentos sucessivos com processos


erosivos pode se dar como resultado da dinâmica de evolução das
voçorocas (Futai; Almeida; Lacerda, 2005). Como mostrado na Fig. 1.11, a
infiltraçãodeáguareduzasucçàodotaludee,dependendodaduração
eintensidadedachuva,podedeflagrarumprocessodees.:orregamento
Posteriormente,o material resultante do escorregamento ~ transpor·
tadopelaáguaquesurgenopédavoçorocaetambémpelopróprio
escoamento superficial das chuvas que causaram o escorregamento. No

<l>
1 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1

'":;_3p! ~~~·:_~ c:;:o~"~_,_

~--

Ih
10 15
l empo(diasl
1l Fto:.. 1.11 Esqaemadaf'11oh,çilQdo
uoçorocamtnt~ (Futai;Aim.ida;
l.acmia,2005)
per!ododeestiagem,asucçãoaumenta,emde.:orrênciadareduçãoda
umidade,oquemelhoraascondiçõesdeestabilidadedotalude.Com
avoltadoper!odochuvoso,novoses«>rregamentospoclemocorrer.A
Fig.1.11Bmostraaevoluçãodofatordesegurançadotaludeaolongodas
diversas etapas do processo

1.2.4Escorregame ntos
Os esmrregamentos são movimentos de massa rápidos, com super-
fície de ruptura bem definida. A deflagração do movimento ocorre
quando as tensões cisalhantes mobilizadas na massa de solo
atingem a resistência aocisa\hamento do material. Tanto em solos
como emrochas,arupturasedápe\asuperficiequeapresentaa
menorresistência.Asterminologiasparadesignaroselementosde
caracterizaçãodeumescorregamentoedasdimensõesenvolvidas
namovimentaçãodemassaestãoindicadasnaFig.1.12,deacordo
com a norma NBR 11682 (ABNT, 2008).

Fto. 1.11 Eiemffltos q"" amu:terizam wma massa n«>rn9"do (ABNT, 2008)

AFig.1.llmostraexemplosderupturasocorridasemperfodosde
chuva intensa. São apresentados exemplos de movimentos de massa em
ãreasruraiseurbanas,comconsequênciascatastróficastantodoponto
de vista de perdas humanas quanto financeiras. Os exemplos envol-
vemrupturasdesoloresidualedeumamassaorgãnica,provenienteda
acumulaçãodolixolançadonaencosta(Fig.1.13A)

Clas.sif~quantoilf01madasuperflcie
Conforme ascondiçõesgeomorfológicas,assuperfíciesderuptura
podem ser planares, circulares, em cunha, ou uma combinação de
formas(circulareplana),denominadassuperficiesmistas.
11 Topoodel.a,dee~de- l i

'c)So1oresidu,,l,6<e•urwn.J(Riode.1.->eiro,l9961
Ftc.. 1.1ltx.mplo,IU HCorrf!l(lmfmOS

Os escorregamentos planares ou translacionais caracterizam-se


pelasdescontinuidadesouplanosdefraqueza(Fig.1.14).Essetipode
ruptura I! muito comum em mantos de colúvio de pequena espessura,
sobrejacenteaumembasamen!orochoso.
Quandoosplanosdefraquezasecruzamouquandocamadasde
menorresistêncianãosãoparalelasàsuperfkiedota!ude,asuperflcie
derupturapodeapresentarumaformadecunha{Fig.1.15)delimitada
porumoumaisplanos.
Emsolosrelativamentehomogêneos,asuperflcietendeasercircu-
lar(Fig.1.16).Quandoaanisotropiacomrelaçãoàresistênciaêsignifi-
cativa, a superflcie pode ter uma aparência mais achatada, na dir~ão
horizontal ou vertical.
A CunNMmples BCunhaomdoi,pl,nos

Ftc.. l .U Escorrrgarnmto om<11nha(CooRio,l999)


© EscOff~lo•otaciona,l'Mtasupeóo,
@ Vl>t.ode<Uplv rocircut.r(Geolbo,1999) 1~~18A,100S)

~ -..-~-=-;;,."'·,--,....-.....
®•·-"'""""'"'"'""""~~.,,_,, ..@..g:,-;~ -,
Ftc.1.16S"P"'fltiesdt,uptll,a - ncw~mmto•imples rotarional
Os escorregamentos rotacionais são denominados múltiplos
(Fig. 1.17A) quando mobilizam simultaneamente mais de uma superfi·
ciederuptura.Quandoosmecanismosderupturaevoluemaolongodo
tempo,nosentidodacrista,sãodenominadosretrogressivos(Fig.l.17B),
easequênciademovimentaçãoocorrepordescalçamento,casocontnlrio
sãodenominadosprogressivos(Fig.1.17C}seofenômenoédeflagradopor
ação de sobrecarga.
No talude, o escorrega-
mento circular ocorre em
formato tridimensional, pod,en-
do apresentar uma forma
cilíndricaoudtcolher,como
mostraaFig.1.18.
As rupturas de forma
Ft<.. 1.18 Escorng,ommta tridimensional mistaocorremquandoháuma
heterogeneidade, caracteri-
zadapelapresençademateriaisoudescontinuidadescomresist-1,ncias
mais baixas. As Figs. 1.19 e 1.20 mostram exemplos de superffcies de
rupturaquecombinamfonnascirculares(rotacional)eplanares

Ftc;. 1.lt &umplosdrsupt,fl,:its~ruptwrosimplesmiJto.s

Ft<.. 1.l0 Eumplos dr supttflcin U rupturo múltiplas mistas

Caus.asgeraisdo5=regamentos
Ainstabilidadtdotalude ~ deflagrada quando as ttnsõescisalhan-
tes mobilizadas se igualam à resistência ao cisalhamento, como
ilustradonaFig.1.21.
A condição de Fator de Segurança{FS) iguala 1 pode ser atingida
casohajaaumentodastensõescisa\hantesmobilizadasoureduçâoda
11 Topoodel.a,dee~de- ·

resistênciaaocisalhamento.Assim,os
mecanismos deflagradores da ruptura
podem ser divididos em dois grupos
(Quadrot.6)
No caso de encostas naturais, o
movimento de massa induzido pela
f-<loo--·,_ t,

·------
in6\tração de águas de chuva é um
fenômeno comum em regiões monta- ,,-- " " - " '
nhosas tropicais. Entretanto, retroaná-
]ises de casos históricos demonstram

QuMlltO 1.6 Classificaçàodosfatores deflagradores dos movimentos de massa

Rtrnotiode._.0-,llloud, ERMO

-~-
"-J(F"11,U2) ~

i Pe,odl.tg.. de<71UR,,-,pftmek.
A<úmulooaturllldemalfflal~

j
~dietslrut1ns, 11errosetc.
TtnM1010S,ondls,NC6tsetc.
üplos6es,111fee,l,WIIOSindulidos
~tmlrinu,;(f",g. l.ll)

""""-
Mattrial~
ClrKlfrl5tkasinomttslOmaltrialClracttrlsticisgtemednusclomatffial
(itomelria.estruturaselt.)
Açloclomn..,;sm,,p,<MKando . .a,;6"51isico-

i
-<ll*nitlSnosmillHiscwipliis.causandoquebridil
lipç6ese,eoodono,osmineniscommmormislencii.
Pnxtssosde~emdeo:nfndade..-ii,;õts
=:~•-.m.rtoilrlndo•
i v.liçaod,sporoprn,Oe5(f"'C-l.24):
E1Mç50D1tnço1trdlicopormudinçasnopac1rao
riiUllldeflw:o(~derl:S<Mlórios,proctSSOS
de~elt.)

i lnfiltraçlodl,teu..,m,,...,.nloYluradr>!,causando
rftluçJ<>d,s~deigul ....... ~ ) .
~dee,,;:ew,dep(trOpffflaO,(OIIIGl'MUltadode
implinuçlodeotiras
Flvlo~ill'MSdetrn:asoujunt.,s,aceleril>-
doosproctSSOSdeirllr~.
Fonte:adoptadadeVames(l97B).
ftc;.1.llRtmoçdo<kmassa{Sallros;~frrira.N,ro;França,2005)

"; que,emalgunsdeles,aínfiltra·
çâodaãguaatravésdasuper-
fídedoterrenonãoésuficiente.
para deflagrar a ruptura. O
escorregamento ocorrido n_a
encosta do morro dos Cabn
tos,naLagoaRodrigodeFreitas
(Rio de Janeiro), éum exemplo (Fig.1.25).
Simulações em 3Ddopadriiodefluxona
encosta (~rscovich; Campos; Vargas Jr.,
2006),associadasaestudosdeestabilidade
(~rscovich, 1994; ~rscovich; Campos;
VargasJr.,2008),mostraramqueoprinci-
pa\mecanismodeflagradordarupturanão
estavaassociadoàinflltraçâodaáguade
chuva. As variaçõe,s de poropressão, em
virtudedeinfiltraçãodeáguapelasfraturas
doembasamento,poderiamjustifu:artodo
oprocessodemovimentaçãodemassa
Dentre os mecanismos listados
no Quadro 1.6, a ação antrópica pode
se manifestar tanto como indutora de
aumento das tensões cisalhantes mobiliza- Ftc;. 1.15 Escor~omrntodo morre dos
das,apartirde: Camtos,Rio drJ<mriro(1988)
O execuçãodecortescomgeometria
incorreta(altura/inclinação);
O execuçãodeficientedeaterros(geometria,compactaçãoefundação);
O lançamentode lixonasencostas/nostaludes;

Comonareduçãodaresistênciaaocisa!hamento,por:
O remoçãodacoberturavegetal;
O lançamentoeconcentraçãodeáguaspluviaise/ouservidas;
O vazamentosnarededeabastecimento,esgotoepresençadefossas.

lnfluêociadavegetaçao
Acoberturavegetalpodeproduzirefeitosfavoriveisoudesfavorá·
veisnaestabi\idadedasencostas.Deumaformagera\,avegetação
protegeosolodeváriosefeitosclimáticos e asrafaespodemrefor-
çarosolo,aumentandoaresistênciadosistemasololraiz.Portanto,
háconsensodequeodesmatamentopromovecondições mais
favoráveis para ainstabilidadedasencostas.Acoberturavegetal
atua como um elemento protetor da ação dos agentes climáti-
cos. Superfícies desmatadas podem ficar vulneráveis a processos
erosivos, além de receberem maiores volumes de água precipitada
sobreasuperficiedotalude.
Apresentam-se,aseguir,algunsdosefeitosdavegetaçãonaestabi-
lidadedasencostas(Guidicini;Nieble, 1983)

Quanto~a.;aodascopasecaulesdas31Wfes
D As copas protegem a superfície da ação dos agentes dimáti
cos(raiossolares,vento,chuvaetc.),minimizandoasmudanças
bruscas de temperatura e umidade. Com isso, retardam a ação do
intemperismo e, com a interceptação da predpitação, reduzem o
vo\ume de águaque incide sobre asuperficie dotalude {fig.1.26)
1:1 Oscaulesdasãrvoresgeramumcaminho
preferencial de escoamento de água,
concentrandoainfi.ltraçãodosvolumes
deáguaprecipitadanessaregião.

1:1 Oscauleseascopaspodemestarsujeitos
111111 àforçadovento;quandotransmitidaao
solo,geraumatensãoadicionalquepode
contn"buir para instabilizar a encosta.
Estudos em túneis de vento em modelos
indicaram que o acréscimo na tensão
dsalhante mobilizada é daordemde

Ftc;. 1.1& Pro1,çac suptrficia! emqueCéocoeficientedearrasto(0,3a0,15),


pé a densidade da massa de ar (12 ~ tO·'KN/
m~ eµ. é a velocidade do vento (km/h). AQ se considerar uma velocidade
do vento relativamente alta, de90 km/h, e coeficiente de arrasto médio de
0,2,chega-seaumacréscimodetensãocisalhantedelkPa,desprezível
parafinsprãticos.Poroutrolado,aaçãodoventopodederrubaraárvore
e,comisso,favorecerainfi.ltraçãode água(Fiori;Carmignani,2009)
D A cob,ertura vegetal aumenta o peso sobre o talude. Ao se calcu-
lar a tensão exercida pela cobertura vegetal dividindo o peso da
árvorepelaáreade abrangênciadasraízes,registraram-sevalores
entre2,5kPae5kPa(Fiori;Carmignani,2009).
D A vegetação promove a deposição de matéria orgânica sobre a
superficiedotalude,aqualabsorvepartedaáguaprecipitada,
protegendootaludedosefeitosdaerosãosuperficial.
1 ITopoodeT.a,dee~de- ·

Quanto ao sistema radicular


c:;J Pode atuar como elemento de reforço, favorecendo a estabilidade.
Suainfluênciadependedodiâmetrodaraiz(Quadrol.7):rafzes
com menor diâmetro são mais eficientes no aumento de resistên-
cia do sistema solo/reforço
c:;J Poderepresentarumcaminhopreferencia\deinliltração,a~le-
randoavariaçâodaporopressâonosolo.
C:J Podepromoverareduçãodeumidadedoso\o,aqualretornapara
aatmosferaporevapotransplração.
A Fig. 1.27 mostra um modelo de sistema solo/raiz na zona de
cisalhamento. Inicialmente, a raiz é vertical e, com o cisalhamento, o
pontodédeslocadoearaizpassaaserindinada.Umavezquearesis-
tência à tração da raiz é dada por T~ sendo, t,. e a, as componentes nas
direções horizontal e vertical, respectivamente. Com isso, a tensão
normalnoplanoderuptura(o,.)seráacrescidadacontribuiçãodaresis-
tênciadaraiz(aj,isto é,
O,v =o, +ovz 'R'°' 'l'+o., (1.2)
QuAN0 17 MOffologiadosistemaradicular

T,polt:mai5do-dasralns"......,.,..
wmlli!umaprofuncidacll,deetrUdt60an;
muítas.,eslffldemhorizontalmente.
-
f
T,poV-lt:o~niaxmo .. d.! 1
prof~maiore,,rn.s J m,iorii,sirua-se
1"'60cmdoprofunclidado; 1 raiz<ffllralftort.1~par1 1 estaliilDÇlo
ea<iaffl"aisltt5Comhorilonlalmon!tcom clolaludo
~osiongos.

T,poR:o~mhlnollinge
grandesproh.oldidadts e sornente21Msituam-
" nos60cminiciais;muítasra11ts"esleAdem
=rner«eesu.a,br1n,fncillaleralf

f T,poV:~10tipoV-tl,rn.s.sralm
horizonlaissaoa..:us.

Fonr,,:rlOri e Carmignan~1009.
E a resistência do sistema (T,tl consistirá na resistência ao
cisalhamentodosolo(Tt)acrescidadaparce\acorrespondenteàraiz(tJ,
isto t ,

·NJ· i
t,1 • 1,+1, • 1,sen'l'+1r • 1Rsen'~ +(c+(<:1•+TR'Ol'l'll9+1 (1.3)

A re11istência à tração
da raiz pode ser determinada
experimentalmenteemequipa-

:::~JI. T, R,i., o,
mentosdetraçãosimple11.Wu,
McKinnell e Swansto (1979)
realizaram ensaios em raízes
detrêstiposdevegetação,eos
b <------,,;--b re11ultados estão na Fig. 1.28:
Fto:. l .l7 Sisu,,,asolohaiz (modifocadod• fiori •
acurvaA representaamtdia
C<l""Í9Mni,2009/ dosre11ultadosdasraize11de
árvoresvivas,eacurvaB
delimita os resultados de raízes de uma área desmatada há seis anos. O
cortedasárvore11reduzare11isti!nciadaraize,consequentemente,are11is·
tência do sistema sola'raiz. Com isso, demonstra-se que o desmatamento
atuacomoagentedeflagradordainstabilidadedotalude
>mm
i,

j •
Ralzsi
,oo

Fto:. 1.ll Sisr, masolo/raiz(Wu '1 a1.,1979apoulFiont Ca,míg>1<1ni.2009)


CONCEITOS BÁSICOS APLICADOS
A ESTUDOS DE ESTABILIDADE

Emgeral,osestudosdeestabitidade de taludesseguemaseguinte
metodologia·
O defi.niçãodatopografiadotalude;
O definiçãodassobrecargasaseremaplicadassobreotalude,caso
existam;
O execuçãodasinvestigaçõesdecampoparadefiniraestratigrafiae
identifi.caroselementosestruturaiseventualmenteenterradosna
massaeosniveisfreáticos;
O definiçãodascondiçõescrítícasdotalude,considerandodiversos
momentosdavidaútildaobra;
O definiçãodoslocaisde ell[traçãode amostraindeformada;
O rea\izaçãodeensaiosdecaracterização,resistênciaaocisa\hamento
e deformabilidade {paraestudosde anãlise detensões};
O anãlisedosresultadosdosensaiosparadefinirosparãmetrosde
projeto;
O adoção de métodos de dimensionamento para a obtenção do fator
desegurançaoudastensõesedeformações.

Aqualidadedoprojetodependedaconfiabilidadedasinvestigaçôes
decampoelaboratórioedacapacidadedoprojetistaeminterpretaros
resultadosexperimentais,definirosparãmetrosdeprojetoe,principal
mente,analisarosdiferentescenários poss[veisquepossamalteraras
condiçõesde resistênciaaocisa!hamento e reduzirofatorde segurança
A seguir, apresentam-seosconceitosbásicosnecessáriosparaa
realizaçãode umestudodeestabi\idade

2 .1 CONCEITO DE TEN SÃO


Qua\querpontono interiordamassadesolo estásujeitoaesforços,
emrazãodopesopróprio,alémdaquelesgeradospelaaçãodeforças
externas.Essesesforçospodemserrepresentadosporsuasresultantes,
aluantes nas direções normal (R.J e tangencial (T.), a partir das quais,
definem-se osestadosdetensãonormal(o-.} e cisa\hante{t.J,oomo mostra

·-···1 '<··,
.~~~
' --.......
::.:1~
na1S passa por um determinado

" :;:~:c;:=t~:~:;s~:;,:o
/ / \ "- senta~::~:~~::e:t: n::!;!en
tes das tensões em tres planos
ortogonaJSemtomode umponto
Fto:..l.l ~ nopo,uoP(plaMoJ as componentes da tensão em
qualquer outro plano podem ser
obtidaspelasequaçõesde equilfbriodeforças(Fíg.2.3).
Existemalgunsplanosecondiçõescomcaracterlsticasespedais,
descritos a seguir.
D Planos principais::::, as tensões cisalhantes são nulas e as tensões
normaissãodesignadaspor<J1><'.J2><J3.
[:] Invariantes de tensão(J,, 1,, J~ ::::, as direções emagnitudes das
tensõesprincipaissãoindependentesdasorientaçõesdoseixosX,
y e i.Assim,

~
o ' ,f'.: ,~.
'· '",,', 'R . ··ª··
' º•
l'P.·,l .[º·,., '• '•]j'°'fo.•Jj
P,., ,.,
o,,,,
,,, .,,
cos(n,y)
cml.n.r/
(1.3)

,,. . ,,.

Ft<.. 2.:S Tmsôn rm um plano qualqllff

,, • .,., +o,+o, • <11+o,+<r1 (2.4)

,,=",'Jf',+2,,.,,.,.,,-0,,;,-o,,!,-",'!,.~opitJ, (l.6)

O Planos de tensão cisalhante mãxima =:> apresentam a mãxima


magnitude de tensão cisalhante, calculada por:

...... -~ (2.7)

0 Planooctaédriro =a- apresentainclinaçãoconstanteemrelaçãoaos


planosprincipais(Fig. 2.4). Asrl"Sultantesdastensõesnormale
cisalhante,aplicadasnesteplano,sãodadaspor:

"«•·-,--~ -~ (2.8)

•-·½[('1 -o !'+(o -o//+(o,-o,rj


1 1 1
1
' •
{1.9)
•i((o, -o;í'+(o,-<>,r'+(o,-o.'r+611!,.+<!,u!,.)) 1'
2.1.1EquiUbriobidimensional
Muitas obras geotécnicas podem ser tratadas em termos bidimen-
sionais. Projetos de murosdecontenção(fig. 2.SA),porexemplo, são
executadosadmitindoqueasdeformaçõesocorrambasicamente
noplanoortogonalàfacedomuro,poisadeformaçãoédesprezl-
velnadireçãolongitudinal.Outracondiçãotípica é aaxissimétrica
(Fig.2.SB),naqualasdeformaçõesnoplanohorizontalsãoiguais,e
aanálisepodeserefetuadaconsiderandoexclusivamenteosei!fos
vertical e radial.

Em condições de análise de tensão bidimensional, o tensor de


tensões se reduz a três componentes (a,,, a,. e t.,), como mostra a Fig. 2.6,
naqualapresenta-setamMmaconvençâodesinais,emquesâopositi-
vasas tensões normais de compressão, e tensões cisalhantes, que
tendemagirarnosentidoanti-horário.

As tensões em um plano qualquer, cuja normal faz um ângulo a


comrelaçãoaoeí:,,;o:,,;,sãocakuladaspor:

•~· •.,.c<>< 2a - ("•;"• 1 • (2.12)

OrculodeMohr
Osestadosdetensãoemtodososplanosquepassamporumponto
podemserrepresentadosgTaficamenteemsistemadecoordena-
das,emqueasabscissassãoastensôesnormaiseasordenadas
sãoastensõesdecisalhamen10.Essasoluçãográficaresul1aemum
drculodenominadoCfrculodeMohr(Fig.2.7)

Conceitodepoloouorigemdosplaoos
Umpontonotáveldestaca-senodrculodeMohr,denominadopolo
ouorigemdosplanos.Cadaestadodetensãodefinidonodrculo
de Mohrcorresponde a um determinado conjunto de tensões (0-0
tJ associado a um plano (a). O traçado da paralela a esse plano,
passando pelo ponto (00 tJ, corta o drculodeMohrnopolo, ou
seja,todaretaquepassapelopolocortaocírculoempontocujas
tensões(o. ,tJatuamnoplanodemesmainclinaçãodareta.
Equação do círculo:

Coordenadasdocentrododrculo;

Agrandevantagemdousodesseconceitoéque,umavezdefinidaa
posíçãodopolo,épossiveldeterminarnãos6todososestadosdetensão
em um determinado ponto, como também os planos em que atuam. A
Fig.2.8mostraumexemplodeutilizaçãodesseconceito:(i)localiza-se
o ponto (a.,~ no circulo de Mohr, (ii) como as tensões (a., i,..) atuam no
planovertical,traça-seumaretaparale\aàdireçãodesseplano(verti-
cal);(iii)essaretacortaodrculodeMohrnoPolo.Quandoesseprocesso
é repetido com o outro plano (a,. t..), a reta hori:wntal corta o circulo de
Mohrnomesmoponto(noPolo)

lo,
º~t[!il::_
1

Trajetória de tensões
Em muitos casos, é recomendável representar em um único
diagramaasvariaçõesdosestadosdetensãodecorrentesde esfor-
ços externos; em um mesmo grtfico, os circulas de Mohr podem
se tornar confusos. Como alternativa, recomenda-se desenhar
somente as tensões associadas ã tensão cisalhante máxima, como

·~·p:
. ,. ,. . " ' ' ~· ·
mostradonaFig.2.9.Comisso,ocírculopassaaserrepresentado
por um único ponto, nos eixos denominados p x q. Ligando-se os
pontosdefine-seatrajet6riadetensões.

e t P• ~
2 (2.15)
q- ~
"• F 2

Ftc..2 .t rq\lnl<llinciadodiagramapxqcomodrculodf!Mohr

Deacordocomadireçàodatrajetóriadetensào, ~ possfvelavaliar
otipodecarregamentoimposto.AFig.2.10mostradiferentestrajetó·
rias e osestadosdetensãoassociados.Nafig.2.lOA,astensõesvertical
ehorizontal(principais)sãoinicialmenteiguais{q • O).Nafig.2.10B,o
estado inicial corresponde a o.~º•~
Oe as trajetórias mantêm uma incli-
nação constante em que o,,/o. • k. Para essa condição de carregamento,

-~- .. ::,'
"'··¼·"'· ~
·"'·'"º
k,o]

+------'"""-'--- .,, '


Ftc..2 .10 [xrmplosd• m1jnória<i< trns3os

Naprttica,qualquerelementonointeriordamassadesoloencon-
tra-sesobumestadoinicia\detensões.Assim,seuestadodetensões,
Linho._ __ .. · representado no diagrama
px q,normalmenteseencon·
tranoprimeiroquadrante(Fig.
2.11). Conforme a trajetória de
tensàoseguida(tipodecarre
gamento/descarregamento),
acapacidadedosoloderesis·
tiradeterminadavariaçâode
seu estado de tensões muda
Por exemplo, a resist-1,ncia do
solocomoelementodefunda-
çãoêmaiordoquequandoele
ésubmetidoaumprocessode
Fc.l.ll Traj,tória:dtr,M<lo M<llmp<> escavação

2.2 CONCEITO DE DEFORM AÇÕES


As deformações de um elemento originam-se tanto por variações
nas tensões normais quanto por tensões cisalhantes. As defor·
mações originadas e xclusivamente pelas tensões normais são
definidaspelasrelaçõesentreasvariaçõesdecomprimentoeo
comprimento inicial (Fig. 2.12). A soma das pa rei!las das deforma·
çõesnormaisdefineadeformaçâovolumétrica,isto é,

·· ·-;-
•,·';"
.,.7 (2.17)

.... -~
""
h..2.11 Deform<>Çllogtradaportf'rU<lonorma1/8udM~.2000)

Asdeformaçõesoriginadasexclusivamentepelastensõescisalhan-
tes (Yt ) impõem uma distorção angular, definida pelo ângulo formado
entreaconfiguraçâoinicialeafinal.AFig.2.13 mostraumexemplode
deformação cisalhante do plano XZ em elemento infinitesimal.
2,3 COMPORTAMENTO TENSÃO X DEFORMAÇÃO
Emsolos,asrelaçõestensãoXdefonnação5-âonãolineares(Fig.2,14),
Osmódulosdeelastiddadeoudedeformabilidade,oumódulode
Young(E),quecaracterizamainclinaçãodacurva,variamemfunçào
do nível de tensões e da sua trajetória de tensões. Quando o solo é
descarregado,ainclinaçãodacurvamuda,indicandoqueom6dulo
de deformabilidade no descarregamento (E_) é significativamente
maiordoquenocarregamento(E_>E).Apósodescarregamento,
as defonnações não são recuperadas integralmente, pennanecendo
um resfduo denominado defonnação plástica. Com isso, variações
no estado de tensões geram 5°"'t.nsio

-/.. ~~~,.
defonnaçõestotaisque)X)dem
ser subdivididas numa parcela
elástica(e.)eoutraplástica(i;.),
caracterizandoosolocomum
rr/Ç:'"·~-~-:·:./
componamentoelastoplástico.
A influência da trajetória de ''
tensõesnocomportamentotensão/ 1,/J Rtspo1t.otl.i,~r,o
defonnação evidencia-se quando ,::,' duarr'9-'rMntc
secomparamascurvasdecarrega-
mentocomasdedescarregamento. ~ '
o resultado é estendido para """ia El.i,tica Oefcm,•,),o
qualquersequênciadevariaçãode E,•m6dulct1"91"'t.lnitill
tensõesnosolo,istoé,osmódulos E,.-módulo>eant.,P,>Wlndop,tloorigeme•
de deformabilidade variam 5°"'d.tensk>n.,rupru~
E,,.·módulcdede,c.,rr~rnento
conforme a trajetória imposta
A Fig. 2.15 mostra resultados de Fic..l .1 4CW'11<1 1<!'r1$<10Xd(jimn,zç,}<l
ensaiostriaxiaisemargila,nosquaisseverificamdaramenteosefeitos
das trajetórias no módulo de Young. Para o mesmo valor de tensào confi-
nante, as diferentes trajetórias resultam em distintos valores de resis-
tênciadepico.Atrajetóriadeextensào\ateral(curvall)resu\tanomenor
valor de resistência do solo e num comportamento mais rlgido (maiores
valoresdeE).Ressalta-sequeaenvol16riaderesis1ênciafoiconslderada
única,ind ependente datrajetóriadetensõesseguida,pe\ofatode os
ensaios terem sido realizados mantendo-se a tensào principal interme-
diária (o,) igual à maior (o,) ou menor {o,)
C M6dulo<HVoung(E)•Niwl<Htemio

ij
~·~
Ql/

O 150 300
p"O,P•J
BCurastenWOxdefor~io

!~
'""
Ftc.. l .lS !rifluinci<ldastrajdóri.udett"'4onomód1<lodedefonna.t,ili<lade(Ca,pio.l990)

Ao se compsrar os resultados de ensaios triaxiais (o, ~ o,) com os de


ensaios de deformação plana, em que a deformação em uma direção foi
impedida (o, • n{o, + o,)), Lambe e Whitman (1%9) observaram diferen-
ças significativasnovalordoângulodeatrito{+").Afig.2.16mostraque,
quantomaisdensa~aamostra,maior~adiferençanovalorde +',ao
secompararambososensaios.Ressalta-sequeaadoçãodevaloresde
,·,obtidosporensaiostriaxiais,
levaasoluçõesdeprojetoa
favor da segurança
Apesardocomportamento
nàolineardacurvacrx&,muitos " ~ '"''°'"00

~---
métodos de dimensionamento
adotam como hipótese simpli-
ficadora o modelo linear e
elástico. Nesses casos, cabe ao
projetista optar pelo módulo »+~-~-~~-0~~-~
de elasticidade mais adequado Poto,.ldodo,~)

pararepresentarosniveisde FOG. 1.16 Valorndtângulosdtatritodttuaiostriaxiais


tensão que serão mobilizados. « kdefonnaçlloplan11.,,,arri<u(Lambor;Wlritma",l969)

1.3.1 Lei de H ooke


O comportamento tensão x deformação de materiais is.otrópicos,
elásticoselineareséregidopelaleideHooke,segundoaqua\ocompor-
tamento do material define-se por três constantes elásticas: módulo de
elasticidade oumódulode Young(E),módulocisalhante (G) e coeficiente
dePoiss.on(v).OcoeficientedePoissondefinearelaçãoentreasdefor-
mações em eixos ortogonais, e o módulo cisalhante {G) ~ função de E e v:

(2.19)

G•___!__ (2.20)
2(1+v)
Para condições tridimensionais, asdefonnaçôessãocakuladasa
partirde·
.,,.i{o·,-,to·,+o·,1] '
Y.,.-'"G'"
•,•i{o',-,(o',+o',1] 1,..--J-,,, (2.21)

e,•i{o',-,(o',+o',1] '
Y,. *G'"'

~-•, +<,n, • ~ o',+<>"',+«',) (2.22)

Alternativamente, as tensões podem ser definidas em função das


deformações,pormeiodasseguintesequações:
O', • ô.&,+lGc,
(2.23)
a,•'4+2Gc,
O', • ô.&,+lG<,

nasquaisleGsãoasconstantesdeLamé·
__
, ,,_
(1..-)(1-2,•)

As equações da Lei de Hooke podem ser simplificadas para a condi-


ção de deformação plana. em que a deformação em um dos eixos é nula,
ou axissimétrica, que pressupõe que as tensões e deformações são
iguais em um determinado plano. Nesses casos, as equações, definidas
emtermosdeplanosprincipais,são·

(1.26)

Axissimétrica !····,·!-r"-,.•·,... l[:H.'.;::J::J


.,. ![,·,-,..·,]
E ou
[º']· , r•-· '·J··J
·,i ,.., ~,- 1 c1

(2.27)

Apesardeocomportamentodossolosnãoseajustaraomodelo
isotrópico-elástico-linear, o conceito associado à Lei de Hooke é
bastanteutilizadonaprática.Dependendodaimponânciadoprojeto,
é possível assumir um comportamento linear-elástico para o solo,
definido pelos parâmetros secantes {E,.,,v,.,). Alternativamente, pode-se
subdividiroca rregamentoemetapase considerar a variação desses
parâmetrosusandomódulostangentes(E,evJ,admitidosconstantes
em cada etapa.
2,4 TENSÕES EM SOLOS
O solo é um sistema trifásico constituído por sólidos, água e ar
Parte dosesforços li transmitidapelosgrãose,conformeascondi-
çõesd e saturação,parte étransmitidapelaágua.Nocasodesolos
secos, todos os esforços são transmitidos pelo arcabouço sólido.
Entretanto, para se determinar o estado de tensões, é preciso
conhecer não só os esforços, mas também a área considerada, que
deveriapassarpelospontosdecontato(AJ,conformemostraa
Fig. 2.17, Esse tipo de abordagem toma -se inviável ante a variabi\i-
dade de tamanhos de grãos e arranjos estruturais. Em contrapar-
tída,aadoçãodeumplanohorizontal(A)acarretariaaexistência
deregiõessólidas e regiõesquepassampelosvazios
o somatório da área de contato (AJ li da ordem de 0,03% da área
total(A),oquefazcomqueovalordatensão,considerando-seexclusi-
vamente atransmissãodosesforços pelos contatos, sejasignificativa-
mente maisaltodoqueocalcu\adonop\anohorizontal.Apesardeo
conceitodetransmissâoatravlisdoscontatosentregrãosserfisicamente
maiscorreto,nãoseriapossive!desenvolvermodelosmatemáticosque
representassem isoladamente as forças transmitidas. Assim, as tensões
normais e cisalhantessãosempretra1adasdopontodevistamacroscó-
pico,considerandoaáreatotal(A).

,, 1 / 1 \ '·

(2.28)
2.4.1 Principiodatenslloefetiva-solossaturados
Oconceitodetensàoadotadonageotecniapressupõeaadoçàode
umplanoqueinter«-pteosgrâos e osvazios.Nocasodossolos
saturados,umaparceladatensãonormalêtransmitidaaosgrãos
(o1 e outn parte é tnnsmitida à água (u). Em contraposição, a
tensãodecisalhamento i!transmitidaexclusivamentepelafase
sólida,umavezqueaáguanàoresisteatensõescisalhantes.Com
isso,astensõesnormaisecisalhantespodemserreescritas,como
mostraoesquemadaFig.2.18.
o com:eito de que parte da tensão
normal age nos contatos interparticulas
eparteatuanaáguaexistentenosvazios
deuorigemaumadasrelaçõesmaisimpor-
tantesdaMecânicadosSolos,propostapor
Terzaghi(1943)econhecidacomoPrincípio

Ftc..l.l& Conttitodttt11$6oefl'tí11<1 A percepção de que somente parte


das tensões normais é transmitida aos
grãos possibilitou uma melhor compreensão do comportamento de solos
saturados,tantonoquedizrespeitoasuacompressibilidadequantoa

Ao contrário dos materiais usados na engenharia civil, a


compressibilidade do solo é consequência do deslocamento relativo
entrepartículas(fig.2.19).Acompressioindividualdogrioédesprezí
velem comparação com as variações de volume geradas pelos desloca·
mentosdasparticulas,que dependemdoníveldetensõestransmitido
entre os grãos, isto é, da tensão efetiva. Sempre que há deformação,
o posícionamento dos grãos muda e, consequentemente, a tensão
efetiva muda. De modo inverso, qualquer variação de a' acarreta varia·
ções volumétricas (recalque ou expansão). Essas variações podem ser
geradas por mudanças na tensão total (carregamentosexternos)ou
na poropressão (variações nas condições
deáguanosubsolo:elevaçãoourebaixa-
mento do NA, variação nas condições de
fluxo etc.).
A resistência dos solos também é
controlada pela tensão efetiva. Maiores
nlveisdetensãoefetiva{tensões normais
entregrâos)forne.:emaosoloumamaiorcapacidadederesistiràsvaria-
çõesdastensõescisalhantes.
Comoossolosnãoresistematensôesdetração,a tensãoefetiva
nâopodetervaloresnegativos,masaporopressâopodeserpositivaou
negativa(sucção).

2.4.2Solos naosaturad os
Bishopetal.(1960)estenderamoconceitodetensãoefetivapara
solosnãosaturados,propondoaseguinteequação:

d• .. -u.+rlu.-u,..i (2.JO)

naqualoéatensãonormal;u,éapressãonoar;u..,apressãonaágua;e
t,umparâmetroquedependedograudesaturaçào;parasolossaturados
x • te,parasolossecos,x • 0.Resultadosexperimentais(Fig.2.20)mostra-
ramqueavariaçãodoparãmeuo
xcomograudesaturação(S)é A s,1,u,io,_IY<>(D<>nlold,1961)
nãolinear.ApropostadeBishop
etal.(1960)nãoteve boaaceita-
'·º
çâo no meio técnico, por se
mostrarinadequadaadetermi- 0,6
nadostiposdesolo(porexemplo, 2
solos colapsíveis) e por não
fom~rumarelaçãoadequada 0.2
entretensãoefetivaevariação
devolume,nocasodesolosnão 20 '0 60
GrludlS1tu~loS('o)
saturados.
8 SolocompaK!ado(81'9hilll61)
A abordagem proposta por
FredlundeMorgenstern(1977),
commaioraceitaçãonaprática,
sugeresepararasrelaçõesentre
asdiversasfases,e!ltabele.:endo 2
o que os autores denominam
variáveisdeestado,querelacio-
namasdiversasfases;istoé:

('7-u.),(u.- u,..) '" .,


Gr•udlS1turoçloS~)
{2.31) Foc;. 2.2o variaçdo<kxrmftmçdodograu<ksaturaç4o
c.,-u,.1,1u0 -u,.J

naqua\oéatensãonormal,eu, eu,.são,respectivamente,apressão
no ar e na água presente nos poros. Dentre as três opções acima, a
Eq.(2.31)éamaisconvenienteparareproduzirocomportamentodo
solonãosaturado.tinteressante observarqueadefiniçãode tensão
efetivaparasolossaturadosestádeacordocomapropostade rredlund
eMorgenstern(1977),porseinserirnoconceitodeumavariáve\de
estado,istoé.
<1'•(o-u,.)

Conferirmaisdetalhessobreasabordagensaquiapresentadasem
Camapunetal.(2015).

2-4.3 Tensõesinsitu-S uj>erflcie hori2onta l


Astensõeslnsit11sãooriglnadaspelopesopr6priodomaciço e sua
determinação pode ser bastante complexa em situações de grande
heterogen eidade e topografia irregular. No entanto, quando a
superfieiedoterreno,assimeomoassubeamadas,sãohorizontais
e há pouca variação das propriedades do solo na direção horizon·
tal,adeterminaçãodastensõesinsít11 é relatívamente simples
Aestasituaçãodá-&eonomedegeostática.
Emcondiçãogeostática,nãoexistemtensõescisalhantesatuando
nosplanosverticais e horizontais,razãopelaqualessesplanos
correspondemaosplanosprincipalsdetensão.Essecenáriopodeser
idealizadoapartirdaaná\isedoprocessodeformaçãodeumsolo
sedimentar,noqua\adeposiçãodesucessivascamadasimpõe aos
elementos de solo acr~seimos de tensão que tendem a gerar deforma·
çõesvertieaisehorizontais(Fig.2.21).Nadireçãohorizontal,asdefor-
mações se anulam, uma vez que há uma compensação de tendência
de deslocamentosentre elementosadjacentes.Comainexistênciade
tendência de deslocamento horizontal, não são mobilizadas tensões
cisa\hantesnosplanoshorizontaisdurante oprocessodeformação
dodep6sito.Comoconsequ<1,ncia,osplanoshorizontaiseverticaissão
planos principais
Não atender qualquer um dos
requisitosdarig.2.21podeacarretaro
aparecimentodetensõescisalhantesnos
planos horizontais e verticais. No caso 1 1
desuperffciesinclinadas,porexemplo,a
tendênciademovimentaçãodamassade
~. ~
so!ogeratensõescisalhantesnosplanos
horizontaise,consequentemente,verti- F,o. l .11 Con<fit;&ogrostd1ica-soloKdimrn1ar
cais(Fig.2.22).
Em casos de superfície
inclinada,apráticatemmostrado

A
queocákulodatensàovertí-
calpodeserfeitocomamesma
metodologia adotada para a
condição geostática; entretanto,
a determinação dos demais
1
estadosiniciaisdetensõesémais
complexa.
-
Atensãogeostáticavertical
1
écakuladasimp!esmenteconsi- Ftc.2.22 Sup,1_flci,indinada
derando o peso de solo acima
daquelaprofundidade,istoé,

(l.JS)

emquezrepresentaaespessuradacamadae y,opesoespedficodosolo
A tensão horizontal é computada a partir da premissa de que seu
valorcorrespondeaoesforçonecessárioparaanularasdeformações
horizontais.Assim,suamagnitudedependedatensãoverticalaplicada.
e, em determinadas situações, da compressibilidade do solo; isto é,
dacapacidadedosgrãosdemudardeposição.Como essamobilidade
dependedastensõesap!icadasnosgrãos,ocálculodatensãohorizontal
êdefinidoemtermosdetensãoefetiva,istoê,

onde k.édenominadocoeficieme de empuxonorepouso


Determina-se o coeficiente de empuxo no repouso a partir da
teoria da elasticidade,porcorrelações empíricas,ensaiosdelaborató-
rio e ensaios de campo, mas a determinação experimental é sempre
questionável.Alémdoinevitávelalíviodetensõesdecorrentedodescar-
regamento durante o processo de amostragem, as amostras são subme-
tidas a deformações cisalhantes que ocasionam variações na umidade
edistorçãonoarranjoestruturaldosgrãos(amolgamento).Nocasode
ensaiosdecampo,aintroduçãodeequipamentodoelementodemedida
alterao estadoinicialde tensões e/ougeraamolgamento.
o Quadro 2.1 resume algumas propostas para a estimativa de
k0 .Asequaçõesdateoriadaelasticidade,sobacondiçãodedeforma-
çõeshorizontaisnulas(t:. •&,• O),definemovalordek,,emfunção
docoeficientedePoisson.Asexpressõesempiricaspropostasna!itera-
tunifonimconcebidasparasolossedimentares.Solosresiduaisesolos
que sofreram transformações pedológicas posteriores apresentam
tensõeshorizontaisquedependemdastensõesinternasdarochaou
doprocessodeevoluçãosofrido;nessescasos,émuitodifícilobtero
valordek.,.
Adeterminaçãodek,,apartirdeensaiosdelaboratórioprocura
simularascondiçõesdecampoouatrajetóriadetensõesexperimentada
pe\oso\o duranteasuaformação.Paramaioresdetalhessobre otema,
recomendam-se Bishop e Henlcel (1962), Moore (1971), Campanella e Vaid
(1972), Carga e Khan {1991), Daylac (1994}, Senneset, (1989), Mesri e Hayat

-
(1993);Boszczowslci(2001)

Qw.D11C1 21 cor,elat;õespa raestimativadek,

........ ........
....
ArgrlzinormakMnteadmwdas(Bishop.19~
+· - 1ngu1o«itrüm1MJ

K0 • 0,95-1<1n+· ArgilasnormakMnteadmwdas
+·•anrulootilrMm!ÍYO

~(1976)
,,-,,,(..·+)
Q,....... 21 Correlaçõesparaestimativa dek,,(cont.)
K0 • 0,19+0, llt
ffflffl0982)
K0 • 0,04 + 0,75r

"+ln0967)

~(1919)

K0 • (l - >ffl<fl'XOCR)-·
klfmasmpificada;
K0 •0.510CR)°.S

ArfilasprHdonsadas
K.(OC) • valordeK_domaterial~
"+ln(l'l67)
........
K.(N() • valordeK_doffllllffllllr.onnalmonto

11 • COll5tanlo,l!fflrq:raMIR0,4•0,5

Holt< • kuiacs(1981)

2.4.4Tensões induz.idasJX>rcarrega mentos


Quando se e xecutamobuscivis,váriostiposdesolicitaçõessão
aplicadosnosolo. Umavezcalculadasasvariaçõesdetensão,as
tensõesfinaissãodefinidaspor:
c.,• c..,+.i.c, (1.37)

(1.38)

Ao se assumir o solo como um semiespaço homogêneo, com


comportamento tensão x deformaçãolineareelástíco, é possfvelutili-
2ar soluções matemáticas,obtidasapartirdateoriadaelasticidade(TE),
para determinar as variações nos estados de tensão. Apesar de essa
teorianãodescrevercorretamenteorealcomportamentotensão/defor-
mação dos solos (fig. 2.14), a experiência tem mostrado que a TE fornece
bonsresultadosnocálculodastensões,masasdeformaçõesassociadas
não são conúáveis.
Apresentam-se, a seguir,algumassoluçõe,sdateoriadaelastici-
dadelinearparaadeterminaçãodosacréscimosdetensãoempontosdo
maciçodesolopelaaçãodecarregamentossuperftciais.Essassoluções
foramobtidasindividualmente,segundoascondiçõesdecontornodos
carregamentos {Quadro 2.2). Para um estudo mais completo, sugere-~ a
obradePouloseDavis(t974)
As soluções das equações da TE mostram que um determinado
volume dosolo,denominadobulbodetensões,éafetadoporcarrega-
mentos.Nasuperfície doterrenoforada,reacarregada,as variaçõesde
tensão são ~mpre nulas. No caso de cargas uniformemente distribui-
das, é razoável considerar que o bulbo de tensões esteja limitado a uma
profundidadedaordemdeduasvezesalarguramédiadocarregamento

QUAD110 2,2 SoluçõeseUisticasp.a rasobrecargas

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2iJ.v'•r')s2 2.!f

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Q,....... l .l Soluçõeselásticasparasobrecargas(cont.)

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1,., . ,gc-cos(a+U)]

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Õ úrv,,ci,culor,perfeilamenteflexh1el

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l 1+(o/d r"l
M,•Me•2-[n+2u)-~+~]
2 (.:r+rr· !.:r+r)·..

Rotilç.&ldospklnosprincip.-iis
Quandoseiniciaocálculodetensõesnacondiçãogeostática,os
planos verticais e horizontais são planos principais. Essa condi-
ção origina-se na hipótese de a formação do solo ter sido feita
pordeposiçãosucessivadasdiversascamadasdecomprimento
infinito, resultando em um processo de deformação essencial-
mente vertical. A inexistência de tendência de movimentação
horizontalresultaemtensõescisalhantesnulasnoplanohorizon-
tale,consequentemente,noplanovertical.
Nocasodesolidtaçõesdedimensões!imitadas,hátendêndade
deslocamentoshorizontais,quemobilizamtensõescisalhantesnoplano
horiwntal. A Fig. 2.23 mostra, esquematicamente, como ocorre a rotação
detensõesprincipaisapósocarregamento.Nospontosforadoeixode
simetria (B e B1, as deformações passam a ter uma componente horizon -
tal, cuja direção varia de acordo com a sua posição em relação ao eixo de
simetria. As tensões verticais e horizontais mantêm-se como as princi-
pais somente ao longo do eixo de simetria
timportanteobservaressa
rotação quando se computam
astensôesfinais.Foradoeixo
de simetria, as tensôesprinci-
paisatuamemplanosinclina
dos. Com isso, o valor final de
o,_ é obtidopelasomadavaria-
ção de o,com a tensão normal
inicial{o..),que atuavanoplano
e,apósoca rregamento,passou
a ser plano principal{Fig. 2.23).
AFig.2.24resumeasexpressões
paraocákulodastensõesfinaisparapontoscoincidentesenãocoinci-
dentescomoeixodesimetria.

MO

Fto..l .l4 Estodofino! drtmsõn

2.5 AGUA NO SOLO


Aáguanosoloorigina-sedemuitasfonteseéumdosfatoresque
mais interferem na estabilidade de taludes. A pressão na ãgua pode
serpositivaounegativaevariarconformeaexistêndaounãode
movimentação.

2.5.1 Cidohidrológico
Nanatureza,existeumsistemadecirculaçãodeáguadenominado
dclohidrológico,queenvolveprocessosdepredpitação(chuvaou
neve}, condensação e evaporação {Fig. 2.25). No ciclohidrol6gico,
quandoháprecipitaçiio,pane do volume de água atinge direta
mente o solo, pane cai em rios, lagos e mares, e pane é intercep-
tada pela vegetação. Do volume de água que é interceptado pela
vegetação,parteretornaparaaatmosferaporevapotranspiração
e o restante êabsorvidopela própria vegetação ou cai no terreno.
Dovolumedeáguaquecainasuperficiedosolo,parteseinfiltra
eparte fluisuperficialmente(runoffl,ouficaretidaemdepressões
superficiais
A capacidade de interceptação depende do tipo de vegetação, da
intensidadee daduraçãodachuva.Emgeral,suainfluência é maiorno
infciodoperíodochuvoso,quandoavegetaçãoestãseca.Comopassar
do tempo, o volume de ãgua inte~ptado diminui e, em alguns casos,
chega a ser desprezível. Nocasodevegetaçãorasteira,ainterceptação
varia entre 10% e 20% do total precipitado, enquanto em ãreas de flores-
tas e'Stá entre 5% e 50% (Se!by, 1982).Quandoaschuvassãodepequena
intensidade e pouca duração, o valor pode chegar a 100%. À medida que
acapacidadedeinterceptaçãodiminui,aáguachegaàsuperficiedo
terreno por meio de gotejamento ou ese<.1ando pelos tronco, (ste-mflow), o
queacarretaumaumentosignificativodeumidadenaregiãopróximaãs
ralzesegeraumgradientedeumidadenasuperfkie.

Ftc..1.15 Cidohidrológico

A máxima vazão que um solo é capa:1: de absorver, denominada


infiltrabilidadeoucapacidadedeinfiltração,dependeda condutividade
hidráulicanaregiãosuperficialedascondiçõesiniciaisdeumidade
Comisso,dependendodaintensidadeeduraçãodachuvaedoângulo
do talude, é possível encontrar situações em que todo o volume de água
éabsorvidopelosolo,ousituaçõesemquepartedessevolumeescorre
superficialmente(runoff).Quandoaduraçãodachuvaéprolongada,a
parceladerunofftendeasetomar maissignificativa,comoresultadoda
perdadacapacidadedeinfiltraçãodosolo(Fig.2.26).
tm geral, em áreas com vegetação densa, a parcela conespon·
denteaorunoffépequena.[máreasurbanasdensamenteocupadas(por
exemp\o,áreade favelas),ofluxosuperficialrepresentauma e\evada
porcentagemdovolumetotaldeáguaprecipitada
Na literatura, existem algumas proposições para a estimativa do
runoff. úteis para entendera influência da topografia na hidrologia de
taludes, mas apresentam restrições importantes, uma vez que foram
estabelecidas em função de um número limitado de medições de campo
(GCO, 1986; Coelho Neto, 1987)

2.5.2l nfiltraç.\o
lnfiltraçãoéoprocessodeentradade
águanoso\o,ummecanismocontrário
àevaporaçâo.Quandoumadeterminada
quantidade de águachegaàsuperfície
deumsolonâosaturado,inicia-seum
processo de infiltração, essencialmente
vertical,emdecorrênciadaaçàoconjunta
Ftc.. 1.26 Oistribuiçdo da iaxa precipiiado""
deforçascapilaresegravitacionais.Com
longodolrmpo o fluxo, as condições de umidade da
regiâonâosaturadasâoalteradase,em
algunscasos,podemocorrermudançasdeposiçãodasuperffcie
freiitica,ouageraçi'iodefluxosubsuperficial.
Ataxadeinfiltração,oumelhor,avazãoquepassaatravésdasuperfi-
ciedeumsolo,dependedainfiltrabilidadeoucapacidadedeinfiltração,da
condutividadehidráulicaedaintensidadedachuva.Quandoasuperflcie
deumsolonãosaturado é repentinamenteinundada,inicia-seoprocesso
deinfiltraçãoaumataxaelevada.[ntretanto,naregii'ioimediatamente
abaixodasuperficie,ovalordacondutividadehidráulicapermanecebaixo,
em razão dos baixos teores de umidade de campo. Consequentemente,
nessareg:iãoosgradienteshidráulicossãopequenos,acarretandobaixas
velocidadesdefluxo.Esseprocessodeinfiltraçãopodesermaisbem
compreendido por meio da Fig. 2.27. Inicialmente, há uma tendência de
aumento do teor de umidade na região superlicial; em seguida, ocorre o
avançodafrentedesaturaçãoparaprofundidadesmaiselevadas.
Ao se examinar mais deta-
lhadamenteumperti.ldeintiltraçãosob
umalãminad'águaconstante,verifi.ca-
·seaexistênciadetrêsregiõesdistintas
(Fig.2.2B):(i}zonasaturada,comuma
espessurade poucoscentímetros;(ii)
wna de transmissão, aparentemente
uniforme; (iü) zona de umedecimento,
onde ocorre uma drástica redução
da umidade, limitada pela frente de
umedecimento. Azonadetransmis-
sãocaracteriza-:.e por uma condição
de quase saturação, em decorrência
debolhas dearretidasnosvazios,que !<t,-p~iMndldos9radiffli.,de,ucçk>
impedem a saturação completa. Em !•1,-satura.çk>....,po,-lld.ol
solosfinos,aespessuradawnade f>t,·plMOminlnci.ldos9radiffli.,g,..,;1aoona;,
transiçãoémaillbemdefi.nida.
A taxa de infiltração depende Ftc..l.lT Estdgiosdo.ruoiuç,!odotf'Ol"df lD!lida<lf
dacondutividadehidráulicadosolo comotempo
superflcialedaintensidadedechuva,
entreoutrosfatores.Quandoaintensidadedechuva é inferioràinfi.1-
trabilidade, ainfiltraçãoécontínua;casocontrário,quandoaintensi-
dadedechuvaésuperioràinfiltrabilidade,háumacúmulodeáguana
superfícieeataxadeinfiltraçãoseigualaàinfiltrabilidade.AFig.2.29
apresentaumesquemadasposslveisrelaçõesentretaxadeinfiltraçãoe
intensidadedechuva(R),deacordocomascondiçõesdeinfiltrabilidade.
Semprequeaintensidadedechuvaforinferioràcondutividadesaturada
(k,.Jdaregiãosuperficia\,oprocessodeinfiltraçãoserácontínuo,como
mostraacurvaA.Seaintensidadedechuvaforsuperioràcondutivi-
dadesaturada(k..J,masinferioràinfiltrabilidade,haveráumprocesso
contínuo de infiltração, até que ocorra a saturação da região superfi-
cial;então,haverá uma reduçãodataxadeinfi!tração,como mostraa
curvaB.Porfi.m,seaintensidadedechuvaforsuperioràinfiltrabi\idade ,
oprocessodeinti.ltraçãoserásemelhanteaocasoB,easaturaçãosuper-
fi.cia\ocorreráinstantaneamente(curvaC){Hille\,1971)
Fto:..2.}I P,,f,ldtinfi1traç4o

Quandoaintensidadede chuva é superioràcondutividade saturada


(Fig.2.29B-q,observa-seumareduçãodacapacidadedeintiltraçãocomo
tempo, porque à medida que a frentedesaturaçãosemovimenta, a condu-
tividade hidráulica na região superficial permanece constante, enquanto
osgradientesdesucçãodecrescem.Comoconsequência,ofluxopassaa
ocorrerexclusivamente poraçãodagravidade e,seosoloforhomogêneo
edeestruturaestável,ataxadeintiltraçãotenderáassintoticamentepara
ovalorcorrespondenteàcondiçãosaturada(lt..J{Hillel,1971)
Assim, quando a inclina
o' cu...,.-'·R<t,..
} \ CurvaB·l>R>k,.. çãodotaludenãoforsignitica-
tiva,semprequeaintensidade
i~ CoMC'>"~ de chuva for inferior à intiltra-
bilidade, o processo de intil·
tração se dará continuamente,
como mostra a Fig. 2.30, e
quandoaintensidadedechuva
forsuperioràinfiltrabi\idade,
Tempo" haveráumacúmulode águana
R·lmens~dtdtCOOv.i superfície (runoff)
1-C.paddadt<HlnfiltraçloOnf,ltrabilkla<H)
11,..·Pl-rmubilidW,.tU™la
Convém ressaltar que,
quando se avaliam processos
Fto:..2.19 Dife rentn p- lkinfiltr<IÇOO
deinfiltraçãocomoobjetivode
(~.1994)
observarmudançasnascondi·
ções hidrológicas de um talude, deve-se considerar não só a potencia-
lidade deintiltraçãosuperficialdecorrentedas chuvas,comotambém
a influencia do embasamento
rochoso. Sistemas de fratu·
ras interconectados podem ser
saturados em eventos pluvio·
métricos e gerar processos
intemosdeinfiltração(Wi\son,
1988). Além disso, no que diz F1G.l.J0 Dtpr"'1mdadat<1xadti,,fil!roç4oa,mor,mpo
respeito à quantificação do
runoff,deve- se avaliarapossibiUdadedesurgênciade águanasuperfície
do talude,emvirtudedainterceptaçãodelinhasfreáticasassociadasa
niveisd'águasuspensos{Selby,1982).

Relaçaochma 1-S.movimentosdemassa
Existe uma relação inequívoca entre chuva e movimento de massa
Emperfodosdechuvasintensas,ocorreumaumentosignifica·
tivodeocorrências,comoresultadodoprocessode infiltração.Em
análisesdeestabilidade,quandosepretenderelacionarchuvavs
escorregamento,deve-seteremmenteque:
c::J processos defluxointernocontinuamaocorrerap6saschuvas
teremcessado.Comisso,épossfvelquearupturaocorraalgum
tempo após o evento pluviométrico, em período sem chuva;
c::J as heterogeneidades de p.!rfis em regiões tropicais pode gerar
proces.sosdefluxoprefereru:iais;
c::J o horizonte de rocha fraturada atua como camada drenante ,
mantendoacondiçãonãosaturada,e/oucomocaminhodeinfil-
traçãopreferencial.
Em áreas urbanas, os movimentos de massa podem causar sérios
danosàsociedade,sejamelesmateriaisouhumanos.Háanecessidade,
portanto.dopontodevistadosórgãospúblicos.deestabeleceralgum
decritériodeidentificaçãodoslimiaresdechuva,capazesdedeflagrar
os movimentos de massa. Com base nessa informação, surgem metodo -
logias de gerenciamento, mais conhecidas como sistemas de alerta, a
seremimplantadasemáreasde encostadeformaaprotegerapopulação
Tais sistemas requerem uma instrumentação de campo que no mínimo
forneça, em tempo real, as intensidades de chuva incidindo na superfície
doterreno(pluviógrafosoupluviômetros)
l'.xistem,naliteratura,váriaspropostasdecorrelaçãochuvavs
escorregamento (Lumb, 1975; Guidicini; lwasa, 1977; Brand; Premchitt;
Philipson, 1984; Tatizana; Ogura; Cerri, 1987; Premchitt; Brand; Chen,
1994; Pun; Wong; Pang, 2003; D'Orsi, 2011). Há que se ressaltar que a
definiçiiodoinfciodachuvavariaentreaspropostas.Emgeral,oinlcio
dachuvaocorrequandoseregistramvaloresniionulosempluviôme-
tros.Há,entretanto, propostasmaisrecentesquedefinemoinfcioda
chuvaapartirdedeterminadovaloracumuladode1h,acumuladode
chuva este definido dentro dos crit~rios de cada modelo. A Tab 2.1 e
Fig2.31resumemaspropostasdesenvolvidasparaencostasbrasi\eiras,
nasquaisse observaque háumatendênciade utilizaçiiodeintensidade

Tu 2 1 Resumo d.li,~ proposta~ brMileirn de wrre~çao curv, ,-i; e5CO<reg~mento


Lot,,.. c.-r- ...... DVN(ÃOfluww/«-LJl(l,O
Dffinw;lodtzanas,\B.CeD
emfunçloda~Ílldl:d'HM
.....,_flprtópiu,ç6eslCto
dia~ao-(Cc) e,
pr~óofWlllo((J).
1dia ;,,_ 1(l0mm
Tftir.wwlet "- Serr, doMar, igS6 J l9$6 2diaR1SOmm
(1987) ru..Jo(SP) (JOonos) Jdi&s ;,,. 200mm

Serradosô.po, 19S6 , 1986 lnldo:lh ;,,. 20mm


O'Oni(l011}
Tfrfl6polis(IJ) (JOano,j rom:411 _,s; smm
Fonte.odoptododeCl>twe$(2016).

Ftcl,ll LimiaTfS crlticos r MRdtL/11QSOesco,ng<lmrITTOl,(A)SaradoMar(SP)


(ad<1pt,:1do dt G-.,i4icini r lwa$<1,l977)
®
a E.Korregamemosgeoen,lizicm
• E>conegamento,induzklos
oSemregistrocleesconegamento

D 1111 1111

ºo.o :io <0 60 eo 100 t:io 1<0 160 1eo

FH;l.Jl ümiarncrfricos!'lltrfCl11t"'19 fnc,:,rngc,mtntot:(8JC~ba.t4o(adaptadodt


Tatizanarta!.,1987);(C}htnSpolis(RJ)(.uiaptadodtD'Orsi,2011)

o Sistema Alerta-Rio, da Prefeitura do Município do Rio de Janeiro,


criado em 1996,foipioneiroeéreferêncianacional.Aolongodosanos,
comaampliaçãodobancodtdados,ohistóricodeocorrências,associado
àampliaçãodarededepluviômetrosautomáticos,eoslimitesopera-
cionaisparaoestabelecimentodosníveisdealertaforamsendoaltera·
dos.Apartirde200S,aprobabilidadedeocorrênciadeescorregamento
passouasermedidaemfunçàode trêsíndicespluviométrioos,como
mostrnaTab.2.2.
Tu l l Critériospluviométricosope1acionaisem201S

1... I Muit(lllta

Fon~: AIM<!Rio(2005).

2.5.3Pres~ona6gua
Ante todo o processo de movimentação d'água, um perfil de
solo pode apresentar diferentes condições de umidade. Como
esquematizadonaFig.2.32,quandoseidentificaapresençade nível
d·água no terreno, o perfil pode ser subdividido em três zonas: não
saturada;saturadaporcapi!aridade;esaturadaabai::,;odoníve\
d'água,ondeaspressões de água são positivas. Acimadon!vel
d'água,aspressõessãonegativas e denominadassucção.Press.ões
positivasdeáguatendemaafastaraspartkulassólidas,enquanto
asnegativasatuamcomoagentesdeatraçãodaspartícu\as.Com
isso,naregiãonãosaturada,osologanhaumaresistênciaadicio·
nal,cujamagnitudedependedovalordasucção.
Na região n ão saturada, a distribuição de poropressão negativa
(sucção) é função das condições ambientais e, assim, varia com o tempo.
A sucção aumenta durante as épocas secas, (:(Informe a taxa de evapo-
ração, e se reduz nas épocas de chuva, ante os processos de infiltração
Acima do nível d'água, a saturação pode ocorrer por ação da
capilaridade,quepromoveaascensãodo\fquidoatravésdoscanal!cu-
los fonnados pelos vazios, como resultado de um desbalance amento
deforçasdeatraçãodasmolécu!asdeáguapresentesna superfkie
Enquantonointeriordolíquidoasforçasd e atraçãosãoisotrópicas,
n a superficie,asforçasemdireçãoàfaselíquidasãomaioresdoque
asqueocorrememdireçãoàfasegasosa,causandoumacontraçãoda
superficiedolíquido.Comisso.nainterfacelíquido/gás,olíquidose
comporta como se estivesse
coberto por uma membrana
elástica sob tensão superficial
{TJ constante. Quando existe
uma diferença de pressão
entreasduasfases,ainterface
líquido/gástorna-securva,com
concavidadevoltadaparaafase
de menor pressão (Fig.2.33).
Assim, um líquido com uma
interfacecôncava,comrelação
aoar, estásobpressãoinferior
f 1G. l .n rrn.ao 1upr,jiciol o osconl4ocapi1or

capilar é muito variável e inversamente proporcional ao diâmetro


dos vazios, como exemplifica a Fig. 2.34. Adicionalmente, como os
vaziosapresentamdiâmetrosvariados,aalturadeascensãonãofica
bemcaracterizada,easbolhasdearpodemftcarendausuradasno
interior do solo. Ainda assim. existe uma altura máxima de ascen-
do capilar, que depende da ordem de grandez a do tamanho repre-
sentativodosvaziosdosolo.Parasolosarenosos,aalturadeascensão
capilarédaordemdecentímetros,enquanto emterrenosargilosos ela
pode atingir dezenas de metros. Convém ressaltar que a água livre não
suponatensõesne gativasacimadetOOkPa(l0mdecolunad'água),
poisocorrecavitação
®Raiodomenisco

~Ralodomenlsco • O,OOOlcm

~ ~ o,002cm

ftc;.l.J.4 Tuboscapilans comdiftRnlrs raiosde curvanira

Press.\onegativa(sucçao)
Naregiãosaturadaporcapilaridade,asucçãovarialinearmente
e corresponde ao produto entre a altura da coluna d'água (h~) e o
peso especHicodaágua(yw),isto ê,

(2.,9)

Na regiãonãosaturada,asucçãoestádiretamenterelacionadaao
volumedeáguapresentenosvazios,oqualpodeserquantificadoem
termosd,graud,saturação{S),teordeumidadl:"gravimêtrico(m)outeor
de umidadevolumêtrico(8),que êoparâmetromais adotadonaprática,
definidocomoarelaçãoentreovolumedeãguaeovolumedetotal
Arelaçãoentre6xllt,denominadacurvacarac1erfsticaoucurvade
retençãodeágua,emgeralapresentaumacurvanaformade S(fig.2.35),
comcaracterfsticasquedependemdotipodeso\o,dadistribuiçâode
tamanhos de vazios e dadistribuiçãodasfraçõesgranulométricas.Os
solos arenosos tendem a apresentar uma perda brusca de umidade
quandoasucçãoultrapassaumdeterminadovalor;emcontrapartida,
ossolosargilosostendemaapresentarcurvasmaissuaves.Comporta-
mento semelhante é observado quando se comparam curvas caracterís-
ticas de solos uniformes e solos bem graduados.
Naprática,seumapequenasuo;ãoforaplicadaaumsolosaturado,
nenhumfluxoocorrer:i.atéqueelaultrapasseumdeterminadovalor
crítico,capazde fazeraáguapresente nomaiorvaziocomeçarasair.Essa
suçãocrfticaédenominadasucçãodeentradadear('l'b)(Fig.2.3S).Com
o aumento gradual da suo;iio,
Su<çlo(ljl)
osvaziosdediãmetrosmenores (1KUll!"9)

. ~·~
vãoseesvaziando,atéque,para
altosvaloresde sucção,somente
osvaziosdepequenodiãmetro
ainda retenham água. Apesar
de ser numericamente pequena,
essasucçãocriticaéfacilmente

:,~.
detectávelemsolosgrossoseem
solosbemgraduados.Emgeral,
espera-seque '+'l,variede0,2kPa deor('l'J
a 1 kPa (2 a 10 cm de coluna
! ) (f!J r..;&eumk!.>dl
d'água)emareiasgrossas;1kPa Te0<d. Te0<dl volur!M!r\co(OJ
a 3,S kPa em areias médias;
3,5kPaa7,5kPaemareiasfinas;
7kPaa2SkPaemsiltes e mais
de2SkPaparaargilas(Aubertín; F,c;. l .l5 CUrvasran,ctmslic.. rfpica.,
lticard;Chapuis,1998).
Algunssolosargilosos,quandosubmetidosasecagem.retraem·se
apontodedesenvolvertrincasdetração.Essefenõmenoéoriginadopor
umadiminuiçãoconsideráveldoraiodecurvaturadosmeniscoscapila-
res,oquelevaaumaumentodaspressõesdecontatoeàaproximação
das partículas.
A relação entre sucção e teor de umidade não é unívoca, isto é,
a curva característica apresenta histerese. Quando se obtém experi-
mentalmente a curva característica, pode-se seguir uma trajetória de
secagem a partir de uma amostra inicialmente saturada, ou uma traje-
tória de umedecimento a partir de uma amostra inicialmente seca
De acordocomosentídoadotado, paraumadadasucção,osteoresde
umidadenoequillbrioserãodiferentes,comoexemp!ilicaafig.2.36
D Não uniformidade geométrica dos vazios
- Stm H afastar muito da rulidadt, é posslvtl admitir qut
osvaziosconstituem-Hdeporosdediâmetros maiores(R)
SUc,;io('!'I inttrcaladoscomoutrosdtdiâmttros
menores{r),conformeapresentadona
Fig.2.37, e que asforçasdeadsorçâo
sâodesprufv,is.Emumprocessode
secagem (fig. 2.37A), a drenagem da
águaocorrttmumvalordesucção
igualav,.Entretanto,paraqueocorra
a saturação desse poro (fig.2.378), a
sucçãodeveHrreduzidaaumvalor
'+'•· Como a sucção ê inversamen-
te proporcional ao diâmetro do poro
{Fig. 2.33),'+'r>'t'o, Portanto,otramo
desecagemdependedomenordiâme
trodovazio,enquantoode umede-
T.at<llumida<llvolunwmco(OJ cimento, do maior. Esse fenômeno,
Fti;..l.]6C1tTWco,oct.rr!sti«l,procnsosdr denominadoin•·bot!!teffW,fazcom
-,,gm,eu~to
qu e,aumdeterminadovalorde
sucção,aquantidadtdeágua
retida no solo, quando subme-
tidaaumprocessodesecagem,
sejasuperiorãobservadaduran-
teoprocessodeumedecimento.
Esse ,feito é mais pronunciado
em solos arenosos, com baixos
valores de sucção, onde a influ,
h;.. l .l 7[:fm<>ink-botl1,(Híllri,1971j ênciadageometriadosporosé

D Proestnçadtar
- Oarqueeventualmenteficaretidonosoloquandoesteésubme-
tidoaumprocessodeumedecimen!oreduzseuteordtumida-
de.Explica-Haretençãodearnosvaziospordoisaspectos:{i)o
fatodealgunsvaziosserempreenchidosprimeiropode tornar
variávelavelocidadtdtmovimentaçâodafrentedtinfiltraçâo;
(ii)aexistênciadealtassucçõesadiantedafrentedesaturação
pode inibir o preenchimento dos vazios maiores á medida que
esta se movimenta.
O Mudançadaestrutura
- Processos dclicos de secagem e umedecimento podem propi-
ciar fenômenos de inchamento e ressecamento, dentre outros,
que acarretam mudanças na estruturado s.o!o,alterandoa
formada curva característica.

Press.k>posrtiva - porop.-ess.!o
HidrM!.ltica
Na região saturada, quandonãoháamovimentaçãodaágua,a
distribuiçãodeporopressão é linear,ístoé,

Na natureza, a água pode estar em movimento em decorrência de


umflu,;oregional,quese desenvolve em funçãodecaracteristi-
casgeolõgicas,topográl'lcasehidráu!icas(Fig.2.38).Soloserochas
possuem porose,quandopermitem a passagem da água, são
denominados aqufferos. A permeabilidade do material não deter-
mina se este se torna um aquífero. O que importa é o contraste
de permeabilidades com os materiais circundantes, isto é, uma
camada de solo siltoso pode se tornar um aquífero se estiver
contida entre camadas argilosas.
Os aqufferos podem estar confinados entre duas camadas imper-
meáveis ou nào confinados. Em geral, os aquíferos confinados sào
saturados, enquanto os nào confinados podem estar parcialmente
&aturadosounàoapresentarníveld.água.
Aquíferosemqueacargapie:i:ométricaésuperioràcotade sua
extremidadesuperiorsàodenominadosaqu!ferosanesianos.Emalguns
casos,a elevadacargapie:i:ométricaassociadaadeterminadasestraU-
graftasacarretasurgênciasd'águanasuperffciedoterreno.Essepadrâo
de fluxo é particularmente importante paraos estudosdeestabilidade,
pois geram tensões efetivas muito baixas no pé do talude e ainda podem
promover erosão interna.
As camadas consideradas nào aquíferos representam barreiras
para a movimentação da água. Assim, é possível encontrar situações em
que um determinado perfil apresenta mais de um nível d·água, denomi-
nado nível d.água suspenso{Fig. 2.39).
Comoavelocidadedefluxonoaquifero é lentaelaminar,consi-
dera-seválidaaadoçãodaleideOarcy,aqualestabel~ queofluxo(q)
ocorrepelaaçãodegradienteshidráulicos(i .. Ah/L),istoé,

onde k, é a condutividade
Ni'Rld'~"' hidráulica ou permeabilidade;

~ rd
:~;a:te ~ :~;m::!;ãoto;~
água;L,adistânciapercorrida;e
A,a área através da qual passa
ofluxo.Comisso,avelocidade
depercolaçào(v)ficadefinida
FtG. l .l9 Nfl>fld"dglt<l 5USj>fflJO peloprodutoentreogradiente
hidráulico e a condutividade
hidráulica(k).COnvémressaltarqueacargatotalédefinidapelasoma
dascargasdepressào(h,),deelevaçâo(h.)edevelocidade(h.);entre-
tanto,comoasvelocidadessãobaixas,aparceladecargade velocidade
podeserdesprezadaparaftnspráticos,ouseja,
Combasenasequaçõesdecontinuidade,quedeterminamquea
diferençaentreavazàoquesaidointeriordeumelementoeavazào
queentraéigualàvariaçâodevolumedeáguanotempotransconido,e
navalidadedaleideDarcy,aequaçãogeraldefluxobidimensionalem
meiosporososficadefinidacomo

k,~+k,~·Jf%;+s~) (1.43)

onde lr, é acondutividadehidráulicaoupermeabilidade nadireçãoi;h,a


cargatotal;e,oíndicedevazios;S,ograudesaturação;et,otempo.
Aequaçãoaplica-seaváriosproblemasgeotknicosqueenvolvem
movimentação de água, como, por exemplo, recalques por adensamento,
infiltração em solos não saturados, fluxo estacionário (sob gradiente
constante)etc.
Ofluxointemoemencostas(Fig.2.25)oconenaregiâosaturada
(àS/âr. • O), sob gradiente hidráulico razoavelmente constante (fluxo
estacionário).Comisso,aosedespre:i:arosefeitosdecapilaridade,e
assumindoquegrãoseáguasãoincompressfveis,queamovimentação
daáguanàopromove variaçõesvolum étricas(isto é ,Je/Õt • O) e que há
isotropiacomrelaçãoàcondutividade(k. • k,-),aEq.(2.43)reduz-seà
equação de Laplace:

(1.44)

A equação de Laplace é muito conhecida na engenharia, pois


descrevematematicamenteváriosfenômenosflsicos.Suasoluçãogeral
é constituída por dois grupos de funções, as quais podem ser representa·
das,nazonadefluxoemestudo,porduasfamíliasdecurvasortogonais
entresi,denominadaslinhasdefluxoelinhasequipotenciais.
Háváriosmétodosdesoluçãodaequaçãode Laplace:i)solução
analítica (casos simples); ii) modelos analógicos; iii) modelos físicos
reduzidos;iv)métodosgráficos(rededefluxo),ev)métodosnuméricos.
Naprática,osmaisusadossãoostraçadosgráficosderededefluxoeos
métodosnuméricos,fenamentasacessíveisnapráticadaengenhariae
eficazesparasimularascondiçõesreaisdecampo.
A fig. 2.40 mostra um exemplo de rede de fluxo em um talude,
naqualseidentificamaslinhasdefluxoeaslinhasequipotenciais.Na
superflciefreática,aporopressãoénulaerepresentaolimiteentrea
zonasuuradaeanãnsuurada.Observa-sequenspiezômetrosinstala-
dosnotaludeindicamumaalturadecargadepressãoquenãocoincide
comasujl<i'rflciefrdtica

Defato,asuperficiefreáticaéumalinhadeHuxoapartirdaqual
as!inhasequipotenciaispartemortogonalmente.NocasodaFig.2.40,a
cargadepressãoémenordoqueadistãnciaverticalatéalinhafreática
(h..). A fig. 2.41A mostra, em detalhes, que a equipotencial que passa
pelo ponto A possui uma carga total igual à cota do ponto B. A diferença
de alturaentre A e Bcorrn ponde àcargadepressãonopontoA,ouseja,

Apartirdadefiniçãodacargadepressãoemdiferentespontos,é
possível traçar outra linha, denominada linha piezométrica. Com isso, a
cargadepressâodefine -sediretamentepeladistânciadopontoconside-
radoàlinhapiezométrica(fig.2.41B).

f,c;., 2.41Compo,gç4o rnm. 1upr,-JkwJR<ltial r pinommicu


Asanfüsesdeestabilidadedevemconsiderardiferenteshipóteses
de !luxo, pois diversas hipóteses podem ocorrer durante a construção e
vida útil do talude. A Fig. 2.42 mostra um exemplo de diferentes modelos
depadrãodefluxo(soloarenoso x soloargiloso),quandoseimpõeum
processoderebaixamentorápidodoreservatório.Nocasodaargila,a
baixapermeabilidaderetardaoestabelecimentodoequiHbriohidrãulico
(regime permanente),havendoum excessodeporopressàoaserdissi·
pado; no solo não coesivo, o equillbrio ocorre rapidamente, e a linha
freática te nde,quase instantaneamente ,parao pé dotalude.

Razao de porop<essao
Emalgumassituações,torna-se convenientetrataraporopressão
emrelaçâoàtensâovertical,istoé,pelarazâodeporopressâo(rJ:

Pela facilidade de implementação, essa alternativa sempre estã


presenteemplanilhasdecãlculoouemprogramasdeestabilidadede
taludes. Tendoemvistaaimportânciadadefiniçâocorretadascargas
piezométricas naestimativadofatordesegurança,avaliaraestabili-
dadecombaseemumúnicovalorder. poderesultarnumaavaliação
incorretadascondiçõesdeestabilidade,porque,dependendodascondi·
çõesdedis1ribuiçãodeporopressão, é pra1icamen1eimpossíveldefinir
umvalorconstante,válidoparatodootalude
Sóocorremvaloresconstantesder, quandoasuperfkiefreãtica
é paralelaàsuperficiedotalude.0Quadro2.3mostraalgunsexemplos
emquearazâodeporopressâoéconstante,tendosidoadotadaarelaçâo
daordemdeO,Sentreospesosespecílicosdaáguaedosolo. Generica -
mente,seaslinhasdefluxoforemretas,ovalordarazãodeporopressão
pode ser escrito como (Abramson et ai., 1996):

'• ·\:,:~~ (l.47)

emqueie8são,respectivamente,ainclinaçãodotaludeedaslinhas
defluxo.Quandoofluxoé essencialmente vertical(8 • 90"),ovalorda
poropressãoénulo.

Para casos em qu e r, é variável, Bishop e Morgenstem {1960)


reromendam uma ponderaçãocomrelaçãoaosvolumes desolo(Fig. 2.43),
descrita a seguir:
O dividirageometriadoproblemaemfatiasa,b,ced;
O subdividirafatiaemregiõesecalcularr0 nocentrodecadaregião;
O calcularovalormédioporfatia,segundoaequação:

({,),_., ,- ~ (2.48)

O calcularor,médio,usandoamédiaponderadadasáreasdas
fatias, isto é,
({.1- i• r. r,"r.~-- 1 (2.49)

Poropress3oinduzida
por carregamentos
Em projetos que envol-

~
vam solos de baixa
permeabilidade, é funda-
" '•
h, ,.,
mental prever a variação
da poropressão que se dá
em deo,rrência de varia-
~
• +-1>- ~ ~
çõesnosestadosdetensão
da massa de solo. Nesse
tipode solo,oproci!ssode
fluxogeradopelodesequilíbriohidráulicoocorremesmoapóso
término da obra. Dado que o comportamento do solo depende da
tensão efetiva,nãosóosrecalques,cornotambérnacapacidade do
solo de resistir às solicitações impostas irá variar ao longo do tempo.
tdificildeterminarosexcessos deporopressão(àu) gerados por
carregamentos ou descarregamentos, por envolver uma série de simpli-
ficações. A proposta mais adotada na prática é a de Skernpton, que tern
comobaseosconceitosdescritosaseguir:
O Ao se admitir a validade da lei de Hooke, isto é, comportameoto
dosoloelástico,isotrópicoelinear,equeasvariaçõesnastensões
efetivas sejam iguais (óo', • 00', • 00', • 00'), a Eq. (2.22) pode ser
rei!scritacomo

,-- ,- 3(1-2,·).'J<r'
(2.50)

O Ao se definir a compressibilidade do arcabouço {C,) pela relação entre


adeformaçãovolumétricaeavariaçãodetensãoeíetiva,tem-se:
e, -~ (l.Sl)

O Ao se r~screver a Eq. {2.51) em termos de tensão total, chega-se a:

O Aoseconsideraradrenagemnulaeadmitirqueosgrãossólidos
sejam incompress(veis, as variações volumétricas somente
poderâooeorrernovolumedeáguanosporoscomoresultadode
variaçõesnaporopressão.Comisso,

emquenéaporosidade:V,ovolumetotal:ec., acompressibilidadeda
água,queé·

8 AosecombinarasEqs.{2.52)e(2.53)eassumiraigualdadenas
variaçõesdeOO, e OO,,tem-se·

8 Comorearranjodostermos,chega- se à equaçãodeSkempton·

ondeBédefinidopor:

Uma vez que a compressibilidade da água (Sxto·• cm'/kg) é muito


inferior à do solo, o valor do parâmetro B pode ser considerado igual a 1,
nocasodesolosaturado.OparãmetroA,teoricamenteigualal/3,varia
emumafaixade -lal,conformeotipode so!o;onível,ahistória;ea
trajetória de tensões etc
Emalgumassituaçõesprãticas,astensõesprincipaisintermedi:1.-
ria (&J,J e menor (âa,) não são iguais; consequentemente, a proposta
deSkemptonn âoéadequadaparaestimaravariaçâodaporopre!!sâo.
Henke\(1960)sugeriuumapropostadecélcu\o,introduzindoastensões
octaéd ricas(Eqs.2.8e2.9),dadaspelaexpressão

(2.57)

em que a é um parâmetro da equação que pode ser associado ao


parâmetro A (Eq. 2.5S). Ao se admiti r M , • Ao,, a expressão de Henkel
fica:

Em ensaios triaxiais,avariaçãoo,é nula. Comisso, é possível


estabelecerumarelaçãoanalitkaentreoparãmetroAdeSkemptone
oparãmetrocideHenkel,oquepossíbilitaousoprãticodaequaçãode

&l•[i+aJi]~,•[{+a.i].-..:.,,-o,)
~.- (l-59)

2.6 RE515TtNCIA AO CLSALHAMENTO


Acapacidadedosgrãosdere!listiraesforçosdecisa\hamentopossi-
bilitaquecarregamentose/oude'Scarregamentossejamexecutados
sem causar instabilidades. De fato, uma camada de solo saturado
diferedeumalâminadeliguapelapresençadegrãossólidos.Nãoé
poss!velumapessoamanter-seempésobrellquidos,porqueestes
nãoresistemae'Sforçoscisalhantes.

2.6.1Mecanismosderesistência
Os solos são capazes de resistiraesforçoscisalhantesem decor-
rênciadamobitizaçãodaresistêncianocontatoentregrãos,epela
interferênciaqueoarranjo estruturalimpõequandosepromove
umdeslocamentorelativoentrepartículas.Assim,aresistfncia
aocisalhamentodossoloséfunçãodeduascomponentes:resis-
tência entre partículas eimbricamento(fig. 2.44). A resistência
entrepartículasdependedoatritoentregrãosedaexistênciaou
nãodeligaçõesfisioo-qufmicasentrepartlculas{coe!!âo).Porsua
vez,oimbricamentorefere-seàresistênciaadicionalcausadapelas
diferençasnosarranjosentrepartículas

-~::~::~< (.U<'flOdmg)

FOG.. 1.44Mttanismosdt rnistôncio

Resistê ncia entrepartlculas


A mobilização da resistência ao atrito entre partículas é análoga
aodeslizamentodeumcorporfgidosobreumasuperffcieplana
(fig.2.4SA).A tensãotangencialnecessáriaparaprovocarodesliza-
mentodocorpo('¼) dependedatensãonormaledocoelidentede
atrito entre o corpo e o plano. Matematicamente, essa relação pode
ser escrita assim:

,,. •a r9+" (2.61)

em que a é a tensão normal, definida como a relação entre o peso W e a


áreade contato,e +'éoãngulodeatrito,quedependedotipodesolo,da
compacidade etc.
Omecanismodecoe!!ãoequiva\eãexistênciadeumaligaçãoefetiva
entrepartículas,comosefosseumacola(Fig.2.4SB).Atensãotangen-
cialnecessáriaparaprovocarodeslizamentodocorpo(t,J temumva\or
definido,funçãodasligaçõesffsico-qufmicaseindependentedatensão
normal. A coesão real é observada em solos argilosos {argilominerais) e
em solos cimentados. Matematicamente, ess.a relação pode ser escrita·

.,.•<' (l.6l)

emquec'éacoesãoreal.
ftc.. 2.4, AnalogioJlsicadarnistinciamtnpartictdos(hdhu,2000)
lmbricamento
Define-se imbricamento como o trabalho adicional necessário para
movimentar uma partkula ascendentemente, quando se provoca
um deslizamento horizontal nas partkulas. No caso do aolo fofo
(Fig.2.46A), porexemplo,quandoos grãos movimentam-se horizon-
talmente ao longo da linha a-a, o esforço realizado tem de vencer
exclusivamente aresistênciaentregràos.Nocasodosolodenso
(Fig.2.46B),existeumtrabalhoadicionalparasuperaroimbrica-
mentoentreparticulaseumatendênciadeexpansàovolumêtrica
(dilatãncia) durante o cisalhamento. Assim, quanto mais denso for
osolo,maiorseráaparceladeimbricamentoe,consequentemente,
maiorseráaresistênciadosolo.

~~
.ex::x:xj '~
AFig.2.47esquematizaosmecanismosderesistênciaaoatritoe
imbricamento característicos de um solo denso, em que a ê a inclinaçào
doplanoinclinado;oumelhor,ãngulodedilatãncia.Nessecaso,conside-
rando- se oesforçohorizonta\H • T,,o equilíbriopode seres.critocomo:

'ff, • T, -Nwm- T<D<O. s O (2.6J)


Easoluçãodosistemaresu\tanas seguintes equações·

r,•M>ml+ri;,+<o,o.J (2.66)

W• Nl<osa - rg+w-m) (2.67)

11.w;::~:::: . w1~1 :~~9;!) • Wlg(t +al (2.68)

, , . ,,1!1(t +«) (2.69)

~_y
-->o'
A Fig. 2.48 esquematiza o comportamento tensão " deformação
eavariaçãovolumétricadeumsoloarenosocomdiferenlesgrausde
densidaderelativa.Osolodensoapresentaumacréscimoderesistência,
em razão da parcela de imbrkamento. Após o pico, que corresponde à
ascensãodaspartículascomrelaçãoaosgrãossubjacentes,aparce\ade
imbricamentodeixadeexistireosoloperdearesistência.Paragrandes
deformações, ambas as curvas tendem ao mesmo valor residual. Em
termos de variação de volume, o solo fofo tende a comprimir, enquanto

O ganho de resistência ao cisa\hamento decorrente da parcela


de imbrícamento também depende do valor da tensão normal. Altos
valores de tensão normal representam tensões excessivamente
elevadas nos contatos, que podem acarretar a quebra nos contatos
entre os grãos. Nesses caoos,
a estrutura do oolo muda e,
consequentemente, a contribui
ção do imbricamento se reduz.
·~··,.,
,/~,,~Fofo
........ .
lmbncamen!o

··--··
Como regra geral, se a tensão
normalaumenta,atendênciade
movimento ascend ente diminui;
reduz-seoefeitodedilatância,
assim como a sua contribuição
para aumentar a resistência do
solo. t possível imaginar uma
·~1-----------'°'º
tensão norma! alta o suficiente
paraimpedi r adilatância.Assim, f==--
ovalordenvariacomonívelde f 1C.. l.'8 ln.f111b•:iAdo.portfU!d, imh,ko.m,ntoM
tensão normal. tms6ocúalhanr.

1.6 .2Crité rioderuptura


A ruptura é um estado de tensões arbitrário, definido pela cu rva
tensão~deformação e que variasegundoocritérioadotado.
O Quadro 2.4 mostra alguns exemplos de critérios de ruptura
conhecidosnapráticadaengenharia. OscritériosdeRankineeTres.ca
seassernelhamno estabelecirnentodacurvatensão~deformação,mas
diferemnadefiniçâodosestadosdetensâopossíveis.ParaRankine,as
tensõessãoestáveis,desdequeastensõesnormaissejaminferioresa
urnvalormáximo.Trescaestabeleceatensãocisalhanternáxirnacorno
limite de ruptura. No caso do critério de Mohr, a ruptura depende de
uma combinação das tensões normal e dsalhante.
lndependentementedocritérioadotado,trabalha-secomoconceito
de envoltóriaderuptura(ouderesistência),quedefineolugargeomé-
tricodosestadosdetensãonacondiçãoderuptura.Emoutraspalavras,
estadosdetensãoinferioresaoscontidosnaenvoltóriacorrespondema
situaçõesdeestabilidade;estadosdetensãocoincidentescorna envol-
tória caracterizamruptura;epontosacimadaenvoltóriacorrespondem
aestadosdetensãoimpossíveisdeocorrer.Noscritériosde Rankine e
Tresca,asenvo\tóriassâorepresentadasporlinhasretase,nodeMohr,
aenvoltóriaécurva{Mendeloon,1968).
Q""""" l 4 Critérios de ruptura

Ranlnt Arvpturaoccm

·--
quandoatens.10
de~stiguala

:::::=
..........
mwiodetr~

Aruplur11ocont
quando il tens.lo
dedsaliamtnlll

::::
=:=
... _....
ensaiodetr~

Mort,

~-·
=
Aruptur11ocorrt
quandonoplano

t cisatlantes(0,1)
ttal q.,e il lfflSk>
de~é
máúna;islof,
(<>,-<>,),,.. • l{c,)

Solosaturi!do
Em geotecnia, adota·st o critério de Mohr·Coulomb, qut lineariza a
envoltóriadeMohr(r:ig, 2.49). Assim,aenvoltóriaderl"Sistênciapassaa
serdefinida porumareta:

1•c'+o'rgt• (2.70)

emquec'éointercepto e+', ainclinaçãodareta.


A determina<;ãodaenvolt6riaéfeitaapartirdotra<;adodareta
quemelhorenvo\ve astensõesderupturadetenninadas experimental·
mente{ensaiodecisalhamentodireto,triaxialetc.).AFig.2.49mostra
umexemplodetraçadodaenvoltóriaderesistência,apartirdedrculos
de Mohrcorrespondentes à ruptura nas condições de pico e residual.
Caberessaltarquec'e +'variamcom:
O ascondições dedrenagem;
O avelocidadedeensaio(argilas);
O adireçãodoensaio(soloanisotrópico);
O atrajetóriadetensões(variaçãode <Ji);
O acompacidadedaamostra.

Ao se comparar aequaçãoda envoltória de Mohr-COulomb (Eq. 2.70)


comasquedefinemosmecanismosderesistência(Eqs.2.61,2.62,2.69),
observam· se algumassemelhanças,masquenãosãosuficientespara
associarointercepto(c')aofenômenofisicodecoesâoeoângulode
inclinaçãodareta(+')aosângulosdeatritoedilatância.Assim,apesar
deserusualnaprática,êconceitualmenteinconetodenominarc' de
coesãoe +'deângulodeatritodosolo.

Solo r.3osaturado
Paradeterminararesistênciadesolosnãosaturados, Fredlunde
Morgenstem (1977) propuseram um novo critêrio, que considera a influ -
ência da sucção:

<•<+fu. -u,..Ho+~+lo--u.)·19+" (2.71)

emqueoêatensâonormaltotal;u., apressâonoar;u. ,apressâona


ãgua;c'e,j,',osparâmetrosefetivosderesistênciadesolosaturado;e ..,
Opllrâmetroquedenotaoganho
deresistênciaemdecorrênciado
aumento da sucção.
A envoltória de ruptura
do s.o!o êrepresentada em um
espaçotridimensional(Fig.2.50),
e tem como ordenada a tensão
cisalhante"tre,comoabscissas,
asvariáveisdeestadode tensiío
(O"-u.) e(u,- u,.).Analogamente
àenvoltóriadossolossaturados,
ointerceptocoesivonoplano
tx(o-uJpodeserrepresentado

ij__ {u.·IIJ _ _ ......... r----


por um parâmetro e {Fig. 2.51),
definido por

,, ..................... (u, ':-1'9+' c•c+(u, u.)19t• Aprojeçãodaenvo\tóriade


resistêncianoplanot x (u,- u..),
SUcclom.ltrla(U.·U.J para diferentes valores de
Ft<.l.51Pklnot x(u,-IIJ sucção,resultaemumasériede
contornos (Fig.2.52). As linhas
interceptamoeixodetensões em
; posiçôescrescentes,comoresul-
tadodoacréscimodaparcelado
interceptodecoesâocorrespon·
denteàsucçãomátrica.

i~-
,!
~"§;
l.,.,.u),

w.·")· º
' Os resultados
mentaismostramqueaenvol-
experi

t6ria de ruptura de solos não


saturadosénãolinear,ouseja,
1
~- ,- .
os parâmetros•· e +" não são
constantes.Para mais detalhes,
TenW<>normall/quida("·uJ recomenda-se Camapun et ai.
ftG.l.JlProjfçdohorizontalnoplanotx(l,,-uJpa.ra (2015)
difem,tn VG loRs d•sucçdo
CONCEPÇÃO DE PROJETO
DE ESTABILIDADE

O objetivo da análise de estabilidade é avaliar a possibilidade


de ocorrência de escorregamento de massa de solo presente em
taludenaturalouconstruido.Emgeral,asanálisessãorealizadas
pela comparação das tensões cisalhantes mobilizadas com a resis-
tência ao cisalhamento. Com isso, define-se um fator de segurança
dadopor:

rs-~
,_
1 :: :=:,~::., ~
<l=>nl.ot.m,lg~lflc.doHllco
(l.i)

Essetipodeabordagemédenominadodeterminístico,poisestabe-
lece um determinado valor para o fS. O rs- de um projeto corresponde
a um valor mfnimo a ser atingido e varia em função do tipo de obra
e vidaUtil. A definição do valor admissível para o fator de segurança
(FS....,) depende,entreoutrosfatores,dasconsequênciasdeumaeventual
ruptura em termos de perdas humanas e/ou econômicas.
A norma NBR 11682 (ABNT, 2008) estabelece que, dependendo dos
riscosenvolvidos,deve-seinicialmenteenquadraroprojetoemuma
dasclassificaçôesdeNlveldeSegurança,definidasapartirdosriscosde
perdas humanas (Quadro3.1) e perdas materiais (Quadro 3.2). Aqualifica-
çâo de risco deve considerar não somente as condiçôes atuais do talude,
comotambémousofuturodaárea,preservando-seotaludecontra
cortesnabase,desmatamento,sobrecargaseinfiltraçãoexcessiva.

QUAOao :u Nlvel de segural>Çll desejado contr, perdas human«i


Nhtti ... MSWlapl Cri*los
-, ÃruscomOlltnSl~e~dePffl(NS.como~
p,lblias,rei6encilisounduslrili!,,el.Mios,prJta$e,;er,_louis...wnos,oun1o,
com~de~<On«fllraçlode~
ml'IM&SerodClvi&<detrifesoiRmo
Aru.e~k,oom~ep,rmarwóoreilrude~
ml'IM&SeradiNia<detrtie:gomoci..ado
8-xo Ãruse~com~e~MlllwidePfflO'S
ml'IM&SerodClvi&<detrile:goreduzido
QUADROl.2Nlveldesegurançadesejadocontradanosmateriaiseambientais

Danosn'IICffllis:lotiisproúnos1propried,idesdtilto.-histórico,soóaloup«rimoniil,
obrasdt,rindtportetirusque--stMÇ(IStsSfflÓiiS.Danos~lotiissujtilos
iaódtnres~l(iffl,tàsOlfflONISpn)llirnid,dtsdtoltodoJlos,~dt"ÍtÍIGt
übrur;dtproduto$tólicol
Mtdo Dallosma(erÍiiS:louisproúnos1~dt_.,moderado.DanosM"lbitrKais:lotiis
wjeilos 1 acidtmts~modtrados
8'i>O Danos . . . . .:lotiispr(à,--ipropriedidtsdt .... Jffllrido.Danosimbiieruis:loclis
SI.IÍfÍIOSi Kidtnlts...tiitrQisrt«ltidos

A Tab. 3.1 apresenta uma re<:omendação da NBR 11682 (ABNT, 2008)


paravaloresdefatordesegurançaadmissivel(FS...,J,quelevaemconta
os níveis de segurança estabelecidos para o projeto. A norma também
ressaltaque,nocasodegrandevariabilidadedosresultadosdosensaios
geotécnicos,osfatoresdesegurançadareferidatabeladevemsermajora-
dos em 10% ou, alternativamente, deve-se usar um enfoque probabilístico.
Nos últimos anos, a abordagem determinística tem sido criticada,
eváriosprojetistassugeriramqueosestudosde estabilidadeincorpo·
rassemumtratamentoestatisticoparaarepresentaçãodasincertezas
decorrentes de um número limitado de amostras e da variabilidade
dosparãmetrosgeotknicosdeterminadosemensaiosdecampoe/ou
laboratório. Esse ti pode abordagem, denominada probabiHstica, permite
quantificar algumas incerte:tasinerentes ao fator de segurança (FS)
obtidopelosmétodosdeterminfsticostradicionais.Osmé1odosproba-
bilísticosnàoseràotratadosnestelivro;paramaisinfonnaçõessobre o
tema,recomenda-seo\ivrodeHarr(19B7)
Um aspecto fundamental a ser observado é que, independen-
temente da formadeestabelecerograudesegurançadeumtalude,
é sempre recomendável,
Fatoresdesegurançamlnimospara além das investigações
escorregamentos

:w:.·h==--.i.- geotécnicas,ainstalaçâode

=~~=-1
.. Alto MMM> BaiJo
instrumentação de campo,
comoobjetivodeacompa-
nhar as movimentações
horiwntaiseverticaisdo
taludeeosn[veispiezomé-
tricos.Essemonitoramento
deveserfeitoduranteouapósaexecuçãodaobra.Depossedessasinfor-
mações,oprojetistatemcondiçõesdeavaliaraspremissasdeprojetoe/
ousugerircorreçõesnomodelooriginal.

3.1 QUANTO À GEOMETRIA DA RUPTURA


Uma massa de solo pode se romper segundo diferentes formas:
circular,planar,multiplanar,mistaetc. Emgera\,aprevisãodos
posslveismodosderupturaest:l.condicionadaàpresençadehetero-
geneidadesao\ongodoperfildotalude.Camadascomcontrastes
elevadosderesisténciaouaexisténciadedescontinuidadesacarre-
tam mudanças bruscas na superf!cie de ruptura, tomando-a multi-
planar ou mista. As descontinuidades na massa podem ter origem
emfissuras,juntaspreservadasdarocha-mãe,veiosoucamadasde
baixaresistência,camadasdepreenchimentodejuntasetc
Em muitos casos, a ruptura envolve superficies de ruptura
tridimensionais(Fig.3.1),easan:l.lisesde estabilidadesãorealizadas
para as diferentes seções transversais. Lambe e Whitman (1969) sugerem
queoFSparaoconjuntosejafeitoporponderaçãodas:l.reas.

(J.2)

Seoestudoenvolveraanálisedeumtaludejárompido, ~ importante
observar se ocorreram rupturas ou movimentações de massa anteriores.

3.2 QUANTO AO MÓODO DE


ANÁLISE
Existem dois tipos de
abordagemparadetermi-
naroFSdopontodevista
determinístico: teoria de
equilíbrio limite e análise
detensões

:p.1Equillbrio limite
o método consiste na
determinação do equilí-
brio de uma massa ativa
de solo, a qual pode ser Fto-l.1 CondiçAotridi:mrnlrion~I
delimitadaporumasuperfkiederupturacircular,poligonaloude
outra geometria qualquer. O método assume que a ruptura se dá ao
longodeumasuperficieequetodososelementosaolongodessa
superfície atingem simultaneamente a mesma condição de FS • 1
Assumem·seasseguintespremissas:
D Postula-se um mecanismo de ruptura, isto é, arbitra-se uma deter-
minada superfície potencial de ruptura (circular, planar etc.), O
solo acima da superfkie é considerado um corpo livre e é subdivi-
dido em fatias (fig. 3.2).
D O equilíbrio é calculado pelas equações da estática (Fig. 3.3). O
equilíbriodefon;aséfeitopormeiodaanálisedoequilibriodecada
fatia.O equilíbriodemomentos

• o i ':::::,7.:!:::·::~~;;;;
cisalhante mobilizada (t...J é
umadasincógnitasdoproblema.
Ao se examinar as
equaçõesdisponíveiseasinc6g-
nitas, descritas no Quadro 3.3,
observa-se que o problema~
Ftc;.J.l EumplodrdivisAoomftuiasdoumasupo,ficio estaticamente indeterminado

lt Equil,briodefon;uNfltia B Equilibóodemomento,
' o,,

~
'
' .
M...•W,x,+(t- x arcoAB) x R/JIO
Asequaçõesdeequilfbrioederesistência Qu.u,110 ] .] Equaçõesx lncõgnitas
aocisalhamentosàoaplicadasatodasas Eoi~ks
fatias,numtotalde4nequaçôes,sendon 2n Eqlàllbriodolurçl'I
o número de fatias. As incógnitasenvol- Equillbriodomomffl<I<
vemnâosóoFS,comotambémosesforços ~dotttsÍSlbldl(T•f(NJ)
atuantesnabaseenocontatoentreasfatias, ,n TOTfd.DEEQUAÇÕES
alémdopontodeaplicaçãodessasresu\- ~
tantes.Comisso,onúmerodeincógnitas 1 Fatordotitgu"ança
(6n-2) é superior ao de equações (4n). Para forµtanc-illna'-'dalllil{,)
resolver esse problema, vários m<!todos Fon;anormalnai-odafalia(N')
decálculoforampropostos,comdiferen- ~deN'nai-odalllil
teshipótesessimplificadoras para reduzir n-1{") forµta~ermlatias<n
o número de incógnitas. Uma hipótese n-1{") forµnonnalfl'lln! filNs(E)
comumatodososm<!todoséassumirque n·l{") Pmtodoapka{lada~tml'
fatias(Eel)
oesforçonormalnabasedafatíaatuano
TOTfd.DE INCóGNIT"-S
pontocentral,reduzindoasincógnitasa
(')N&>WSreforçaooememidode
(Sn-2). Assim,osm<!todosadotama!tema-
tivasdecálrulodeformaaeliminaras (n-2)
incógnitas e tornaroproblemaestaticamente determinado.
O Nas anãlises, a tensãocisalhante mobilizada ("-o) ao longo da
superficie de ruptura é determinada de forma que a massa esteja
emestadodeequilfbriolimite.Essaabordagemestabelec:equeoFS
sejaovaloraoqualosparâmetrosderesistênciadevamserreduzi-
dos,de formaatomarotaludenolimite dainstabilidade,isto é,

Nocasodesolosaturado,tem-se:

(J.4)

e,paraacondiçãonãosaturada:
e rgt' 1gtb
·-·fS+{o--u, )-Ts+(u, -u.,)·n (J.S)

O OFS é admitidoconstanteemtodaasuperfície,isto é,todosos


pontosaolongodasuperficiederuptura atingemsimultanea-
mentearesistênciaaodsalhamento(FS • l).
O A superficie potencial de ruptura, associada ao FS mínimo, é deter-
minada por um processo de procura, como exemplifica a fig. 3.4
AprocuradasuperflciecrfticamostraoscontomosdemesmofS
Emgeral,oscontomostendemaapresentarumaformaeliptica,
comoeixomaioraproximando-sedasuperfkiedotalude.Essa
superficiepotencia\derupturaé(mka,enãoépossivelencontrar
fS mínimos associados a mais de uma superficie. A convergência
do processo pode ser verificada a partir do traçado de curvas de
mesmofS,oque auxiliasignificativamente no estabelecimentoda
região a ser pesquisada
A vantagem do método de Equilíbrio Limite está na sua simpli-
cidade e precisão de resultados; entretanto, as premissas adotadas
assumem um comportamento da massa de solo não compatível com a
realidade,comosseguintespontosprincipais·
O A hipótese de que todos os eltmentos ao longo da superflcit dt
rupturaatingem,simultaneamente,acondiçãodeFS • l,implica
a adoção de um modelo constitutivo rlgido plástico, incompatível
comomodeloelastoplásticodosolo(Fig.3.5).Adicionalmente,é
inviávelterqualquerinformaçàosobre asdeformações,isto é ,não
hácomoverificarseestãonafaixaadmiss(velparaoprojeto.
O As hipóteses simplilicadoras adotadas pelos métodos de cálculo
acarrttam diferentts distribuições de tensão normal ao longo
dasuperficiederupturae,consequentemente,resultamemFS
diferentes. A fig.3.6 compara
a distribuição de tensão
normalaolongodasuperflcie
derupturaobtidaporumdos
Ctntn:><lod,<:uk> métodos de equilíbrio limite
trt!i<o(FS_)

FK.. J.SC..,rvauns3ox
dtformc>Ç4orf9ido-pl~s!óca
Ftc;.. S.6 Diltnl>uiç<lodo teris4ononnal:~~ílfbriotimiuxond!iKd<W\S6n (GOTKOUicl,, 1983)

(método de Bishop), com a correspondente determinada por


outro método que incorpora um modelo constitutivo elástico/não
linear{métododoselementosfinitos).Asdiferençasnasdistribui-
çõesdetensãoefetívaaolongodasuperficiederupturaresultam
emdiferençasnaresistênciamobi\izadae,consequentemente,
naprevisãodofS.
C:J A definição do FS a partir do confronto entre a resistência ao
cisalhamento e a tensão cisalhante mobilizad a equivale a assumir
umatrajetóriadetensãovertical(Tavenas;Trak;Leroueil,1979).
Naprãtica, dependendo das condições de variação no estado de
tensôesedavelocidadededissipaçâodeporopressão,astrajet6-
rias de tensão são muito distintas. A Fig. 3.7 mostra um exemplo
emque,casoomomentocriticosejafinaldeconstrução(condição
nãod renada),aresistfociaaocisalhamento(qao)serãinferiorà
adotadapelomé1ododeequilíbriolimite(qJ;eresultadoinverso
serãobtidoemcondiçàodelongoprazo,drenada(qo);adissipa-

FS..,<FS<FS0

Ftc;.. J .J Jnfh,mcia do trojffório d, W\S6n"" rnÍlltm<io oocisolhommto


ção dos excessos de poropressão resulta em tensões efetivas
maiselevadase,consequentemente,resistênciaaocisalhamento
superioràobtidacomatrajetóriavertical

3.2.2An~lise de tensões
Estudosdeestabilidadebaseadosnaanálisetensãoxdeformação
sãorealizados comoauxíliode programascomputacionais,basea-
dos nos métodos dos elementos finitos (MEF) ou das diferenças
finitas {MOF). A grande vantagem dessa abordagem está no fato de
que os programas disponíveis no mercado possibilitam a incorpo-
ração de várias caracterlsticas dos materiais envolvidos, como, por
exemplo:
O nãolinearidadedacurvao x E;
O anisotropia;
D nãohomogeneidade;
D infüiênciadoestadoinicialdetensões;
D etapasconstrutivas

A análise das condições de estabilidade pode ser feita pela compa·


ração das tensões cisalhantes mobili2adas, determinadas numerica -
mente , com a resistência ao cisalhamento. Com isso, é possível:
D estabelecer áreas rompidas (plastificadas), em que ~ • ~ .
mesmo sem se estabelecer uma superfkie de ruptura ( indicando
ruptura progressiva);
D estabelecer níveis de tensão de interesse para a realização de
ensaios de laboratório;
D conhecer a magnitude das deformações, que podem ser mais
determinantesdoqueopróprioFSnaconcepçãodoprojeto.
A Fig. 3.8 mostra os resultados do uso de um programa comer-
cial de elementos finitos (PLAXISC) em estudos de estabilidade. Os
vetoresdedeslocamentopermitemdelimitararegiãoderuptura,eas
confrontaçõesdosestadosdetensãocomaresistênciaao<:isalhamento
mostramasregiõesdeplastificaçãoeaszonasemquehouvetendên-
cia ao desenvolvimento de tensões de tração. No caso do programa
PLAX!S, há uma rotina de análise das condições de estabilidade,cuja
metodologia se assemelha ã adotada pelo método de equilíbrio limite,
istoé,osparãmetrosderesist,1,nciasãominimizadosatéseatingira
condição ~ • 1 - . e,comisso,especifica-seoFS
3,3 QUANTO À ESCOLHA OA CONOIÇÃO CRITICA:
FINAL OE CONSTRUÇÃO X LONGO PRAZO
Aexecuçãodecarregamentosoudescarregamentosprovocavaria-
çõesnastensõestransmitidasaosgrãosenaspressõesdaágua
presente nos vazios. Com isso, gera-se um desequilíbrio hidráulico
quedeflagraumprocessodefluxo(transiente},oqualocorreaté
queasporopressõesretornemàcondiçãode equilíbrio, Durante
oprocessodefluxo(drenagemouembebimento),osexcessosde
tensão transmitidos à água são integralmente transferidos aos
sólidos, e o valor da tensão efetiva varia como tempo. A esse
processo dá-se o nome de adensamento ou consolidação primá-
ria, particulannente relevante em solos de baixa permeabilidade,
poisemsolosdeelevadapermeabilidade(areiasepedregulhos),o
processodefluxoocorresimultaneamenteàexecuçãodaobrae,
dessaforma,considera-seadissipaçãoinstantânea.Emargilas,o
processo de adensamento pode atingir tempos muito prolongados
e,emalgunscasos,dezenasdeanos
Acapacidadedosoloderesistiraumadeterminadavariaçãoem
seuestadodetensõesédiretamenteproporcionalàtensãoefetíva.Com
isso,aresistênciaaocisalhamentodosolonãoéumagrandezafixa,pois
podemocorrervariaçõesnatensãototalounaporopressão.Nocasoda
geraçâodeexcessodeporopressão,essedesbalanceamentoseequilibra
com o desenvolvimento de processo de fluxo. Como em determinadas
situaçõesesseprocessonãoéinstantâneo,avariaçãodaporopressãoao
longodotempoproduzvariaçõesnatensãoefetivae,consequentemente,
naresistênciaaocisalhamentodosolo.
Quandoseestudaaestabilidadedeumaobra,compara-searesis-
tência ao dsalhamento com as tensões cisalhantes transmitidas aos
grii.osdosolo.P<>rtanto,oprojetodeestabilidadedeveserelaborado
comocompletoconhecimentode comoaporopressãoiré responder
duranteeapós aconstrução.Nocasodesolosgranulares,asvariações
naspressõesnaéguasãoinstantaneamentetransmitidasaosgrãos.Em
solos de baixa penneabilidade (argilas) a situação mais des favorável
deveserpreviamentedefinidaapartirdasopções
D Aofinaldeconstrução(ounãodrenada):aque\aque ocorre imedia-
tamenteapósavariaçãodastens.ões,quandonenhumexcessode
poropressãofoidissipado;oumelhor,quandonenhumavariação
devolumeocorreunamassadesolo.
D Nolongopraw(oudrenada):aquelaqueocorreposteriormente
àdissipaçãodosexcessosdeporopressão,oumelhor,quandose
atingeoequilíbriohidrâulico,aofinaldoprocessodetransferência
de carga entre a água e o arcabouço sólido. Esse momento é sempre
omaiscríticoemcasosemqueoexcessodeporopressãoénegativo.

A fig.3.9apresentaumexemplodaevo\uçãodastensõesnoponto
P, em decorrência da construção de aterro sobre um solo argiloso nonnal-
mente adensado. Excessos de poropressão positivos são gerados e,
comadissipação,háumaumentonatensãoefetivaenaresistênciaao

,,~ i,
--- ~ - ~ - - - -

.j
"'~t-------a--2'•m=~

~
f~ f-------<--2,,m=~
FaseOID<Sli~oOI Poiopre,,..oem
comtruçl,o po,oprM,..o ~u~ibrk>
cisalhamentodosolo.DadoqueFSédefinidopelarelaçãoentrearesistên-
ciaaocisalhamentodosoloeastensõescisalhantesmobilizadas(Eq.3.1),
com o aumtnto na resistência há também um aumtnto gradativo do FS
Com isso, o momento mais critico da obra ocorre no final de construção.
Na Fig. 3.10, há. um t xtmplo tm qut ocorre o comportamento
inversodoapresentadonaFig. 3.9. A execuçãodeumaescavaçãoemsolo
argilosopromoveum excessonegativodepressãonaáguadosporos.
Inicialm,nt,,aporopressãonopontoPédadapory. h,......, (u.}t,ap6s
o equilíbrio,aporopressãoreduz.se ay.h, ...., (uJ.Avariação entre os
valortsinicialtfinaldeporopressãodeptndtdotipodtargila.Nafigura,
cadacurvaexemplificaumtipodeargilaassociadoaumdeterminado
valordoparâmetroAde poropressão(Eq.2.56).Aofinaldadissipaçãodo
excessodeporopressão,atinge-Sl!FS.,.,oqualdtveSE"rconfrontadocom
ovaloradmissívelparaprojeto.

'_Equipotenc:i.ol

Ftc;.. 3.10 Euoluçdo<ia poroprn,,ao , rs como umpo - nc<1v<IÇ® • m argila (modif,cado d• Lombo •
Whitman. 1%9)

3. 4 QUANTO AO TIPO DE ANÁLI SE


3.4.1 Te nsõeseletivas
Como o comportamento dos solos é rtgulado ptlas tensões nos
grãos,aformacorretaderealizaros estudosde estabi\idade i! pela
análiSE" do comportamtnto em !E'rmos dt tensão efetiva. Com isso,
adefiniçãodatensãocisalhantemobilizadaéfeitacombasenas
envoltóriasderesistência, e escrita,nocasosaturado:

(J.6)
tnecessáriodeterminarosparãmetros:c',+'eu(u.+Au).Nacondi-
çãonãosaturada,aexpressãotorna-se:

comanecessidadededeterminarnovosparâmetros: +- eaparcelade
sucção(u,·u..).

3.4.2 Tensõestotais(+- o)
Em algumassituações,aanáliseemfunçãodastensõestotais
fornece resultados confiáveis e, como requerem um menor número
deparâmetros,torna-seumaalternativainteressantedopontode
vista de custo do projeto. Essa abordagem pode ser realizada em
situações de·
O solosaturado:
D condiçãocríticacorrespondenteaofinaldeconstrução(excessos
positivosdeporopre..são);
D argilasnormalmenteadensadasoulevementeprê-adensadas.Argilas
muito pré-adensadas (OCR>4) geram excessos de poropressão
negativa;portanto,acondiçãomaiscrfticapassaaserakmgoprazo.

A tensâocisalhantemobilizadaêestimadapelaequaçâo:

(3.8)

A análise em termos efetivos é teoricamente mais correta, pois a


respostadosoloaqualquertipodesolicitaçâodependedatensâoefetiva.
Quando se opta por análises em termos totais (+ • O), o projetista está
automaticamente assumindo que as poropressões geudas na obra são
idênticasàsdesenvolvidasnosensaios.

3.5 QUANTO AOS PARÃMETROS DOS MATERIAIS


A norma NBR 11682 (ABNT, 2008) preconiza que a caracterização
geotécnicadosmateriaisquecompõema estratigrafiadaencosta
eosterrenosenvolvidos(emprêstimose/ouaterros)deveenglobar
ensaiosparaadeterminaçãode·
D umidadenatural:
D curvagranulomêtrica:
qu....... 1.5 Pari metros e ensaios em solo nJo saturado

Independentemente da condição de saturação. a definição dos


parâmetros de resisténcia pode estar sujeita a incertezas, em razão da
qua\idadedosensaiosoumesmodarepresentatividade dasamostras,
istoé,seelasefetivamente traduzemocomportamentodetodotalude
Nessescasos,recomenda-sereduzirosparãmetrosderesistênciapor
fatoresdesegurança,quepodemvariarentrelel5,dependendoda
importãnciadaobraedograudeconúançanosensaios.Porexemplo:

(3.9)

,,-(;i) (3.10)

emque +'. ec'• são,respectivamente,oãngulodeatritoeointerceptode


coesâoparaprojeto; +', e c', sâo,
Tu. 11Valoresllpicosdepcdmeuosgeotécnicos respectivamente,oãngulode
Tipodesola y (kNJa') +'(&rns) r:(kh) atritoeointerceptodecoesão
de píco;efS+e fS,sâoos
fatoresdereduçâoparaatritoe
coesâo,respectivamente.
ATab.3.2apresentauma
indicação de valores típicos
40-U dos parâmetros geotécnicos de
35-42 so\osdaregiãodoRiodeJaneiro.
Ruptura progressiva
Na abordagem por equilíbrio lim ite, o FS é admitido constante em
todaasuperficie;entretanto,éraroumtaluderomperdemodo
abrupto.Adicionalmeme , é poucoprováve\que arupturaocorra
simulta neamenteemtodosospontosdasuperficiepotencialde
ruptura(excetoempequenosvolumesdemassa).
A ruptura progressiva é uma consequência da distribuição não
uniformedetensõesedeformaçõesnointeriordotalude.Arupturapode
ocorrer em detenninados pontos da massa em que a tensão cisalhante
seigualaàresistênciadosolo(,_ • -.,)ouemlocaisemqueasdefor-
maçõessiioexcessivas.Nessescasos,háumatransferênciadeesforços
para os pontos adjacentes, que leva a ruptura local a ser progressiva
Arupturaglobaldamassaocorre quandohouveraformaçãodeuma
regiãocontínuaaligarospontoscomrupturalocal.
A hipótese de ruptura progressiva deve ser aplicada em casos
em que a curva tensão • defonnaçào apresenta um pico de resistência
(Fig.3.11)ouquandoh:I apossibilidadedejáteremocorridopontosde
rupturalocal.Aocorrênciade superficiesderuptura preexistentes no

o·r.
interior da massa de solo, por exemplo, pode indicar a movimentação
prévia.Nessescasos,recomendam-separàmetrosderesistênciacorres-
pondentesàenvoltóriaresidual(rtg.3.12)

'
f'on101
~
re,idua l

Ponto2
-°'

3.5.2Papelda âgua
Comoagentedeinstabi\izaçàodeencostas,opapeldaáguapode
seratribuídoa(Aubertin;Ricard;Chapius,1998)·
O mudança nas pressões da água, alterando a tensão efetiva e,
consequentemente,aresistêndadosolo;
O variações do peso da massa, em função das mudanças no peso
específiconaturalparacondiçãosaturada;
O gera.çâodeerosõesinternas e/oueitemaspelaforçadepercolação;
D atuação como agente no processo de intemperismo, promovendo
alterações nos minerais constituintes.
A poropressão a ser introduzida na anãlisede estabilidade deve
considerar as condições de
pressão da água na condi-
ção de equilíbrio, bem como
prever a resposta do solo em
termosdegeraçãodeexcessode
poropressão.Comoapressãoda
águanosporostempapelfunda·
mentalnaavaliaçãodaestabill-
dadedetaludes,oprojetodeve
contemplar diferentes hipóteses
depadrãodefluxoe/oucondi-
ções de drenagem, de forma a
esgotartodasaspossibilidadespossíveisquepossamocorrerdurante,
apósaconstruçãoeaolongodavidaútildoprojeto
Háaindaaalternativadeacompanharasporopressõespormeio
dainstalaçàode piezômetrosnocampo.Asprofundidades e oslocais
de instalação devem possibilitar a definição de níveis piezométricos
globais, porque é necessário o conhecimento prévio da distribuição
de poropressâo ao longo da superfície de niptura para a realização da
análise de estabilidade.
O Quadro 3.6 resume as fonnas mais usuais de estabelecer a
poropressãoemprojetosdeestabilidadedetaludes.

...................
l.6 Altemativasdedefiniç~odaparopress.!o

~ffNIKaour!Mld'. . (~~
T~doredl!dollwo
Monitof.-compimmelros

--
Soluo;6tsnumérius
Pr0p0stadl!~ouHMkel(Eq.1.56)
Monitot-compi,tI(lmelros
MÉTODOS DE ESTABILIDADE

Os métodos apresentados a seguir baseiam·se na abordagem por


Equilíbrio Limite e foram desenvolvidos para anãlises em 2D.
Todososmétodospressupõemestadoplanodedeformaçãoesua
validadeestáassociadaàformadadasuperficie de ruptura
lndependentementedome.:anismoderuptura,emsoloscoesivos
écomumumaformaçãodetrincasdetraçãonasuperficiedoterreno
antesdoescorregamento.Quandoissoocorre,asuperflciepotencial
derupturanaregiãodatrincadeixadecontribuirparaaestabilidade
global, como mostra a Fig. 4.1. Adicionalmente, eventuais sobrecargas
contidas no tre.:ho não afetam mais os momentos instabilizantes. A
trinca pode ser preenchida por água e, com isso, gerar es forços adido·
nais (há projetistas que conside-
ram a fatia limitada pela trinca
parafmsdecálculodosmomen-
tosinstabilizantes,comoformade
compensarapossibilidadede esta
serpreenchida porágua).Portanto,
éaconselhávelestimaraprofundi-
dadeda trinca.

4.1 TALUDE VERTICAL - SOLOS

4 ,1.1Trincadetraç3o
Combasenateoriadee.:iuili-
briolimite,Rankine verilicou
que,emmaoçoscomsuper-
ficieplana, a menor tensão
horizontal suportada pelo
solo poderia ser definida pelo
clrculoderupturaeenvoltória
deMohr-Coulomb(Fig.4.2)
Fic. 4.l CirculoffMohrJl<lrasolomni,..,
Aosesubstituiratensãonormal(o',)naequaçãodaenvo\tóriade
resistência,chega-sea

Aosemultiplicarambososladosporcos+'e assumindo que as


tensões principais maior (o',) e menor (o',) correspondem, respectiva.
mente,àstensõesvertical(o',• 7z)ehorizontal{o',J,tem-se

onde k. éocoeficientedeempuxoativo,dadopor:

Adistribuiçãodetensõeshorizontaisvariacomaprofundidade,eé
negativanotrechomaissuperficial.Nessaregiãosurgemtrincasdetraçào,
attaprofundidadeequivalenteàrondiçãodetensãohoriwntalnula;abaixo
desse ponto, o primeiro termo da Eq. (4.2) supera a parcela negativa. Com
isso,aprofundidadedatrinca(z.,)ftcadeftnida,emtermosefetivos,por:
z, • k' ou z, • lc ' -~19(45+!'.i
r(ig(u-"t>] +g(•s-f>] 1 2 (4.4)

E, em termos de tensão total {4' ~ O}, por:

4 .1.2 Cortesverticais
Asestruturasdecontençãode ta\udessãonecessáriasquandoos
esforços instabilizantes são superiores aos estabilizantes. Dado
queossoloscoesivostêmcapacidadederesistiràtração,até a
profundidadedatrinca,aresultante dosesforços{estabili:zante)é
negativa(Fig.4.3).Comisso,segundoateoriadeRankine,enquanto
aprofundidade deescavação(HJnãosuperarodobrodaprofun
didadeda trinca{z.,),aresultant@dosesforçosestabilizantesserá
maiordoqueosinstabili:zantes.
Ateoriadeestadolimite
de Rankine pressupõe que
asuperficiederupturaseja
plana. Na prática, porêm,
observações de rupturas em
cortes verticais mostraram que
os escorregamentos ocorrem
_H], ~·. .,~, 00
'
H, Sr [tg(45-+)]
~-
'

Oistr!bu!çlo
aolongodesuperficiescurvas
fellenius{t948apudTchebota-
rioff, 1978) recomendou uma
Ftc..4.lDimibLriçilod<o,rmtaludnwrticais-ntado
reduçãode3,5% paraocá\culo ati110d<R<tnkine
daalturacríticadeescavação
sem escoramento. Em outras palavras, o fator multiplicador 4, mostrado
nafig.4.3,seriareduzidopara3,8.Apesardessareduçào,evidênciasde
campo ainda apontavam o fato de essa redução ser insuficiente para
garantiraestabilidadedocorte.Astensõesdetraçãopróximasàsuper-
ficie, bem como as trincas de tração, observadas no campo, eliminam a
contribuiçãodestaregiãonaresistênciadomaciçoeafastamaindamaiso
comportamentorealdoprevistoporRankine(l'ig.4.4).Comisso,Ten:aghi
e Peck {1967) sugeriu uma expressão ainda mais conservadora dada por:
H • 2,67c " ou H • 2/,7c" tg(45 +f.)
< r[19(4s-f1] , r 2 (4.6)
E, emtermosdetensãotota\,para·

I
4.2 BLOCOS RÍGIDOS
AestimativadofSdeblocosrfgidos
············ .J. '-
talvezsejaocasomaissimplesdeuso
da teoria de equilíbrio limite. Uma
vez definidos os esforços atuantes
nobloco,ofS é cakuladopormeio
dasequaçõesdeequilíbriod e forças
nasdireçõesnormaletangencialao
p\ano(l'ig.4.S).Mas,
Ftc..4.4Supe,jiciod<ruptu,aplanacom
(4.8) ltÍrlClld<tr<IÇ<lo
emqueAéaáreadabasedobloco.Então,

W$ttllf • ~; +ii~ •:· • ~; + Wr~;r9t" (4.9)

AoseexplicitarFS,chega-sea:

..,.
FS • éA 0 (Wro,fl)r9t'

Observa-se que,nahip6tese de c'• 0,oFStorna-se independente do


(4.10)

~odobloco,isto~.

(4.11)

Equilfbrionadireçãonormalaoplano

Equilíbrionadireçãotangencialaoplano

=1- ~
(4.12)

O Quadro 4 .1 resume a expressão para o câkulo do FS, incluindo os


esforçosadicionaisgeradospelapresençadeáguaeportirante.
Qu,u:,.o4.1 Equilfbriodeblocosobdiferientiescondições
Açlodopnoproprio e daiglla Equilfbriooadnçlo normalaoplano
Ebcon = N• N"+U•Wco,fl

FS•c"A+(Wcosfl-u)19+" (4.13)
W~+V
Q,.......4.IEquillbriodeblocosobdiferentescondições(cont.)
A(lodopeiol"'ópioedl.lru,,etsforço~ fquibrio .. ~nonnalaoplano
(\irilnEi~ on =) N'+U • WCOSl\+Tstnltl

Equilibrio .. ~tangffiCialaopltno
\,' ~ o+ Tco,-., • w...r(l+V

14"'-- ----' .... fS•c'A+ [Wco,l\+TW"f'-u)l9+' (4.14)


W~+V-Tco,-.,

\
Exerdcioresolvido-Estabilidadedebloco
Após a inspeção de uma encosta
rochosa,observou·seapossibilidade
derupturadeumblocodel,Smde
largurael0mde extensão(fig.4.6).
Pede-sequesejafeitaumaavaliação
expeditadascondiçõesdeestabi-
lidade do bloco para os seguintes

a)semágua;
b)trincasatucada;
e) insta\açãodetirantes,inclinadosde 10-com ahorizontal,paraas
duascondiçõesanteriores,estabelecendo·5eumfSdeprojetode1.S;
d)adotando-seacondiçãomaisdesíavorável,avaliaroseíeitosda
indinaçãodotirante,panfS"l,S.

Solução
a)Semágua:

b)Trincasaturada(y... 9,SlkN/m'}:
Aspressõesde águanatrincaenabasedob\ocoproduzemasforças:
v-~ - 9,81 (1.~ cosisJ'_ 4.86kN/m

u - ~ · 1.S (9.81(;1cosl5))• 7.3lkN/m

COmisso:
W• l.5• 1,l x lx25 • 41,25kN/m
FS • c'A+(Wcoojl - U)tg+'
Wsen~+V

FS • (4L2:1,;:;~~!~:° . 2;~2]21• 1,13

c)Compararos esforços em tirantes, estabelecendo-se umfSde


projetodel,S·

D Semágua F5 L ~ 1·:~.~os,:;~::~~; : ~-1,S 1


F5 . l1,37 +0,481T _ l.5
17,43- 0,827

D COmágua

FS • (4 l,:t:::::+~~~::-;;~:J;;~- 1,S

F5 · ~i.
3: ~~; ;;::~ - is
3
r - 4,MkN/m

d)Avaliarosefeitosdainc\inaçãodotirante ,paral'S a l,S:


f5 (41,25cos25+Tsen..,-1,n11g,40 _ 1, 5
41,2Ssen2SH,S8-Tcos'I'
, 5 . 2s,s2 +0,839Tsen.., ., 1_5

, ___,._~_,-
22,11-rcos,.,

0,839sen'!'+\ 5cos'I'

Observa-senafig.4.7aexistênciadeumânguloótimo,queresulta
emmenoresvaloresdecarganotirante,daordemdes·.
De fato esse ângulo pode ser calculado analiticamente. Dado e'~ o,

fS • (Wcosp+Toenf - U)t!Jt'
W,enp+V - Tcos,.
7 _ fS<W,eop+\IHWco,tl-U)tg+' __ _ , _
sen,..tgt'+fScos,. Bsen,.. fScM't'
1
r-._ 1
, 1

H "' "" V
1 ~

..,
.,o
1
Ãn\lulodoti,anle(Om~"°'1zontoll'1'-II)
FIG-4.7 Corgovs.indinc>Çilodotiro.ntt

OadoqueA,B e fSsãoconstantes,ovalorminimodaderivadada
forçanotiranteédadapor
rs . cwco,11+r......,-U)19t·
W>enll+V - Tcos,;,

!I_•--'--(Bc0<,,f5>en,-)•O
d'I/ (B.,.,...+fSc0>v i'

Então,puaainclinação6tima:

••arct{fs)
Nesse caso, 1f1 • 29,2", o que corresponde a um ângulo com a
horizontalde4,S-.

4,3 TALUDE INFINITO


Quando o escorregamento é predominantemente translacional,
paraleloàsuperficiedotalude,desprezam-seosefeitosdeextremi-
dades e aanálisepode serfeitapelométododetaludein6nito.Nesse
caso, os esforços em uma fatia podem ser identificados (l'ig. 4.B)
Aoseassumirqueasforçasentrefatiasseanulam,istoé,dX•dl: • 0,
eresolvendooequilíbriodeforçasnasdiTeçõesparalelaeperpendicular
àsuperficiedotalude,tem-Sf!
Ftc;. 4.1 Taludo infmito:Jorças atuamos om uma fatia~

Uma vez que W"' yh! ro:;~, tem-se, independentemente da dimen·


são(b}dafatia,aexpressãoparaocãlculodoFS,oumelhor,em:

(4.18)

(4.19)

Alternativamente, pode-se prever a profundidade da superflcie de


ruptura(ZJassumindofS .. t,isto ~,paraaanáliseemtermosefetivos:

OutrassituaçõesestãoresumidasnoQuadro4.2.
4.]Taludelnfinitosobdiferentescond"ões
C.-4 FNl'dt

fS .. ~ (4.22)
4.2T~ludelnfinitowbdiferentei;wn,di

FS • (yhco<2~-r,.mhco<l~)'9t' (4.23)
1h~'1\(os~

FS•~l-m1:') (4.Z4)

FS-~(1=;~-)-~7) (4,2s)

t'•O;u=fluliO!*alelo.eNAtcoinódente
tom•~dotàlde.istotm • l "'"
FS•1..,rl1flarg+17) •!1f.

Auu-nindoque,inicia~•• raiz~normallwperffciedt
~monto,~com1~r.im..Q.).1
~do~llr,çlodaraiLE1~do
sistfflla(T,.)oonsistdr11~aoósalhinientodoWO(TJ
Krtseidadaparu:la~lraiz(T,.)./1\s~
=:~~~ r11di-!çaonormale~n1e!lo
lr,çlol~
N, • N+T, cosJ.. (4.26)

FS · r'/+[yhlcm1p+T« eo<J,.-uJJt9t' (4.28)


yhloenP<osP - T,senJ..

FS • ,1 +IJhl cos'!l+r« cosJ.Jt9+'+111, -11 ,. )lg+~ (4 .19)


rhloenPcosll- T,senJ..
Exercido resolvido -Talude infinito
Otaludeindicadonafig.4.9éformadoporsolocoluvionar.Pede-se:
a) Desenvolvera expressão para
FSadmitindofluxoparale\oà
superfkie, com linha freática
situada a uma profundidade
(1-m)z,emquez é aprofundi·
dadedasuperficiederuptura.
b)CompararoFScalculadopelo
métododotaludeinfinito<:omo
resultadoprevistoporDuncan,
assumindoquem • 0,5
c)DesenvolverexpressãoparaFSassumindofluxoparaleloàsuperfi-
dee linha freática a uma profundidade {1-m)z, em quez é a profun-
didade da superfície de ruptura, considerando o solo não saturado
d) Desenvolver expressão para FS assumindo fluxo inclinado de um
ângulo a com ahorizonta\,com linha freática situada a uma profun
didade(t -m)z,emquezéaprofundidadedasuperflciederuptura.

Solução
a)Fluxoparaleloàsuperficie:

Ftc..4.lO Talwl• mfmito


·-·
r5 . t'l+(Wcos~-ul)lg• '

~-,1r'°"H""~•-1¼.,ll·,.·
·-·
r5 . c'+1lycos'p-.,)lg t '
zysenlJco,II

f5 . t'+ll r cos'p -_,,, zcos'~g t'


zysenpcosp

f5 _(1-Yi{m)t9t· -(i-.!..m)~
tg~ y tg~

b)Compararcomoresu\tadoprevistoporDuncan
Talude infinito:

c)nuxoparaleloàsuperficieelinhafreãticaaumaprofundidade
(1-m)Z:
considerando que W • yhk,nfl, tem-se, independente da dimensão b
dafatia,aexpressãoparacálculodoFS.
FS · ' l+vltot ~+yhlcosp tot' =>FS • c+v iot +y hcosfltot'
yh/cosp .... p yhcosp .... p
d)f1u,coinclinadodeumângu\oo:comahorizontal(fig.4.11):

Ftc..4.ll CondiçdodtfluxopararaludrÍIIJinito
I:Fm • O

fS - c'l+lWcosfl - u/)lgt'
Ws,,np

"· '(¾~.),(",=•~(%,))••
Ws,,np

F5 . c'+1lycos'P- ult9t'
zy...,pcosp

Aporopressãolicageometricamentedeterminadapor:

cos(n+P) • mZcosP, Y • mZcosP,


Y cos(n + Pl =•·-··-
(~,)

comisso:

FS • c+(z1coslp-~1gt'
zy...,pcosp
4.3.1 Fo rçade percolaçllo
As expressões de cálculo do FS, apresentadas anteriormente,
desprezaram o efeito da força de percolação (F,J promovida
pela água quando ocorre fluxo no talude.Nos cálculos, a ação da
água é indiretamente incorporadapelasforçasextemasatuantes

Alternativamente, a força de percolação no interior da fatia poderia


serconsideradaseparando-seossólidosdaágua(Fig.4.12). Nessecaso,a
depercolação(F,} i! dadapor:

poisogradientehidráulico(i)nafatia i!

(4.31)

"'::,__füomê:J'
_. 1___...
,, 1 E+ dE

___:! -í ;-;;; l>•.lco,fl


w.. -r..hl> •r.J<olfl

' '
'\-
~
r..,. 4.l 2 Tuludt i,,f111ito:1<1twrodo-~ ff
pttmlaçolo t mfatiag,nm<O.

Comisso,oequilfbriodeforçasnasdireçõesparalelaeperpendicu-
laràsuperflciedotaludei!delinidopelasEqs.(4.32)e(4.33).Esseconjunto
geraumaexpressãoparaocálculodoFSidênticaàanterior(Eq.4.23;
m~t),naqualaporopressãofoiconsideradaumaforça externaàfatia.
:[f,. • O :, W_.w,f+f~ • • =>y,..h/C01flw,f+r,..h/C01Pwtf • •

=>y..,hl«>•fl.. '41-~+/(1f
=> W..,,COIP • N"=> N" •y...,hla,1111
4.3.2AbacosdeDuncan(tensõesefetivas)
Duncan (1996) propôs um mêtodo simpliticado para determinar o
fatordesegurançadetaludesintinito,.Utilizandoumaabordagem
emtermosdetensõesefetivas,nagualsãoprevismenteconheci·
dososparâmetros efetivosde resistência e sradodeporopressão
r.,Duncanpropôsaexpressão:

(4.34)

nagualosparâmetros AeBsãoobtidosnosãbacosapresentadosna
Fig. 4.13.0parãmetroA varia com a razãodeporopressão r, eoparãmetro
Bdependeexclusivamente dsinclinaçãodotslude

Exerclcioresolvido- Fatordesegurança:taludeinfinito11S.ilbaco de
Duncan
Ap6sumperiodode chuvas,veriticou-se oescorregsmentode uma
massadesolo,originalmentenãosaturado,decercade2mde
espessura,sobrepostaaumarochamedianamentefraturada,com
declividademêdiade30' .Ava\iaçõesrealizadasnaáreamostra-
ramqueoutrostaludessimilaresencontravam-seemoondiçôes
críticas.Paraminimizarorisoodenovosacidentes,foramexecu-
tadosprojetosdeestabilizaçãodasáreaspotencialmenteinstáveis,
levando-se em oonta exclusivamente essas informações. Determi-
nar o valor do ãngulo de atrito mobilizado durante o escorrega-
mento,assumindo-seumvalordec',.Q.

Soluçao
Allsumindo a existência de um nlvel d'água coincidente oom a
superfíciedoterreno,tem·se·
a)Taludeinfinito
m• lt1:'"º·s
FS· ~[1-m"7}0.s~ .. 1 t ' a 49Q

b}ÁbacodeDuncan

b - _!__ -1,73

"'
'" · ~ - r,.<m;~os'fi1 . o,5coslp . o,33
F~ • A~+B~ • O,S~---t'a 49"

4.4 SUPERFÍCIES PLANARES - TALUDE FINITO


As superfícies de ruptura, denominadas planares, são caracte ·
rlsticasdeencostasque apresentam algum plano de fraqueza
ou materiais oom contrastes significativos na resistência ao
cisalhamento.Ainclinaçâodoplanonâoêparalelaàsuperffciedo
terreno{Fig.4.14) e asoluçãoêobtidaresolvendo-seoequilíbriode
forças atuantes na cunha
Ao se resolver o equilíbrio de forças, indicadas na Fig. 4.14, nas
direçõesparalela e perpendicularàsuperfíciederuptura,tem-se·

!;f,.•O =>••~~)+r.'* =>-W..r4\•c~~+N'* (4.35)


!;f~·º =>WCOS~ • N"+U"" N'•Wcos~-u
Ftc.4.l4 S"J"'l'Jlcitplano.r

Então, as expressões para o cálculo do F'Sf:tcamestabelecidas


conforme as equações:

=f5 • c1AB)+(Wcosfl - U)tgt ' (4.36)


Wi.,,4l

.....
=> FS • ~

As superfícies planares podem eventualmente ser wnsideradas


uma alternativa de modo de ruptura em taludes homogêneos. Nesses
casos, nàoháwmo terumanoçàoprêvia da inclinação da superfície
potencialderuptura.Então,aanáliseéreali:r.adapeloptoe<i!ssodebusca
da condição mais desfavorável,
pesquisando-se superfícies com
diversas inclinações. A superfi-
cie que fornece o menorFS é a
consideradacrlticaesuaidenti-
ficaçãoé feita traçando-se a
curvaF'Sussuperficieanalisada
(Fig.4.1S).
No caso de se estudar a
hipótesedepresençadetrinca
de traçio,asuperfícieplanar
é interrompida no interior do
talude, na intersecção com a
trinca (Fig. 4.16). Nessa figura, a
Ftc. 4.15 1'ronirada superjlci, crftiai - fS,. superficiederupturaérestrita
ao plano AD, havendo ainda uma sobrecarga uniformemente distribuída
na superfície do terreno {q), água na trinca M e linha de tirante rn. A
solução do problema segue a mesma metodologia, em que são identifi.-
cados os esforços atuantes na cunha (descritos na Fig. 4.16) e realiza-se
o equilíbrio de forças
E,torÇos•ru.nt•• ""(Unho·
W--do<unho
P-,-,ul1<1n1• do>Obreur1JO.noUecho8C
- ,paé
V-ompuxo<Háguo,...tr!IICI

'
,. l y~Z

T-.,.forçodorir•n!O
U-~>l<>,...bo,•d•(Unho(tr.C-.OAOI

- ~r..Z•M:i
,_ r•>i<tfndo "" nKho AO,

.,_. c·;~+/N - U/~


Ftc:..4.16 Sup,,~planarcomtrincadtr,oç&,

Aosereso\veroequilfbriodeforçasnasdireçõesparalela e perpen-
dicularàsuperfídederupturaAD,tem-se·
TcO>(Jl+0)+s_~(W+P)lfft+VCOl'f'
I
!f.. - 0 ou
s_•(W+P).,,f+V«>1'f' - T<O>(Jl+0)
(4.37)

(W +P)co,Jl+Tco,(90 - l\ - 8) • N+r..."'+'
0 l
!f • 0 ou
N • (W+P)<o<Jl+Tc0<(90-JI - 0) - V..."'t'
{4.}8)

Comisso,oFSemtermosefetivospodeserescritocomo:

fS c'xlõ-+{cw +P)cosfl+T<#n(f\+0)- V""'f-U)9+"


{4.39)
(W+ P)~+Vro,'f' - Tros(Jl+O)

EJ(erdcioresolvido-Superlkieplanar
Durante a construção de uma refinaria de óleo, ocorreu a situa-
ção mostrada na fig. 4.17. As escavações foram feitas em uma
argi\asaturada,compesoespedfico-r • t8,7kN/m' .Poracidente,
aescavaçãomaisprofondafoiinundadaporcerca2mdeespes-
suradeóleo.Assumindoaexistên-
eia de condições não drenadas,
cakuleocoeficientedesegurança
contrarupruraaolongodasuper-
ficiepotencialdedeslizamentoAB
Aresistêncianãodrenadada argila
aolongodesseplano é de 39kPa.O
pesoespecfficodoó\eoedaáguasâo,
respectivamente,iguaisaB,BkN/m'
Ftc..4.l7 ~riAdop,-ol,ltrnA e9,8kN/m'

Soluç.\o -superfície planar


a)Cálculodosesforços(Fig.4.17):
W• J(ÃrffACDe) • 18,7 ~25,3 ~ 200,1kNJm

A8' • (1,1+4,3)'+3' • 27.-49m


~AB • 5,24m

b)Porequillbriodeforças(Fig.4.19),determina-seS a 166,SkN/m.
Com isso:
Fs .. --2.... . ~ . ~ . 1,2.3
,_ S!Afl 166,S

,_ FK:.4.19 [q!.!ilíbrio<itforÇ1111

c}Resolvendoasequaçõesdeequilfbrio,chega-sea:
LF, • O W- P_.-P • SStf><l - Ncosu:o-

s .. W+P :;;:,-Ncow.
Ll11 " 0 P'""'+Sco<à. • P_.c0<p+NStf><l :o-

N. Pé'm +Sc.:.- P11cosp

SStf>ll• W+P_.,enp- (P*'+Sc::.-P11cO<!l}o>a

Ss,,n1<1 • Wsf:l'l<t+P.,>enlht<"Wl - P-c0«< - Soo!,1" + P,.CO<Jl,c0«<

s(-1..:,c0<1<1) • Ws,,n,;, + P,.(>enP"""'1Hosjl<;O«t) - P-c0«<

Logo:
H - / ~ • 1,27
d)Procurndasuperficiecrftica:
foramrealizadasanálisesconsiderandoapossibilidadedesuperfi.
ciecircularesuperflcieplana{Fig.4.20).

Ftc..4.l0 J>ro<1.,<1d<lFSmlnimoc(A)cirrul<1rFS • 1.37;(B)pl<lnaFS • 1,12

4.4.1Métododascunhas
As superfícies planares podem ser constituidas de mais de um
plano. No exemplo da fig. 4.21, o talude da barragem rompe quando
emcontatocomonúcleoargiloso,atravésdesuperffciemultiplanar.

Ftc..4.ll [xtmplo$dl'suptr.ficin dl'nq,turopoligonol

A superfície potencial de ruptura é dividida em fatais e o FS é


obtidoporequilfbriodeesforços nasdireçôeshorizontalevertical.As
inc6gnitasdoproblemaestionaFig.4.22.Alémdopesodascunhas(W),
dastensõesnormalefetiva(N')ecisalhante(S),atuantesnasuperficiede
ruptura,edapressãodaágua{U),oequilfbrioenvolveforçasadicionais
entrecunhas(E,i),quedevemapresentaramesmamagnítudeedireções
contrárias,istoé,E,, .. E,,. A inclinaçãodoempuxoentrefatias{li)surge
também como uma nova incógnita.
Com isso, o problema toma-se indeterminado, tendo em vista que
onúmerodeinc6gnitasésuperioraonúmerodeequaçõesdeequilfbrio
(duasequaçõesdeequillbriodeforçasparacadacunha).Aindeterminação
ésolucionadaapartirdahip6tesedeinclinaçãodoempuxoentrefatias(õ).

\"· h;..4.ll Esforçosnas ruMIU

O valor de õ pode variar entre O e +·, e, quando se adota õ • O, o


valordeFSéconservativo,enquantoparaõ • +',FSésuperestimado
Recomenda-se,comohipóteserazoável,aadoçãodel:idaordemdaíncli
naçãodotalude,ouentre10"e1Sº.
Comooequilíbriodascunhasdeveresultarnomesmovalorde FS,

0 arbitra-seova\ordeõ;
0 arbitra-seumvalordeFS(quantomenorFS,maioresasforças
estabilizantes);
0 constroem·se ospo!ígonosdeforçade cadacunha;
O determinam-seE:,,(Fig.4.23}eE,,;

,,,\ ''"·

~ % w, ~ .,, , ,
•,\)."·
N", 19+'

\u-.,,1
Ftc..4.H EquiHbriodtn_forço,noCUM<I
½,
8 casoE,,,.E,,,repete-seoprocedimentocomoutrovalordeFS.Essa
verificaçãopodeserfeitatraçandoascurvasdeFSx f:t ou.(I.ExFS,
comomostradonaFig.4.24.

111 E_nFS ii \En f S

Quandooproblemaenvolveduascunhaseadmitindogueaincli-
naçàodaresu\tantede forçasentrefatiassejanula(6 • 0),oproblema
passaatersoluçãomaissimples
8arbitra-seFS;
['] por equilíbrio de forças vertical (Eg.4.40) e horizontal (Eg. 4.41),
calcula-seovalordeE,conformeaEq.(4.42):

8 calcula-se a diferença entre os empuxos nas duas cunhas (.(I.Ej,


observando que:
- Se.(I.E<O=FSarbitradomuitobaixo;
- Se.(I.E>O=FSarbitradomuitoalto;
- Se.(I.E • O=FSadeguado.
Exercido resolvido - Método das cunhas
Dadooperfi.laseguir,estimeofSparasuperficieindicada na
Fig. 4.25. O solo A ~ c,.mstituldo de um aterro arenoso wm peso
especifi.code19,2kN/m'e parâmetrosderesistênciac'• Oe,· - J o-.
O aterro está assente em uma camada argilos saturada, com
resistencianãodrenadadelSkPaepesoespecifi.cosemelhante
ao do aterro
,

>/
Ftc:..4.l5 C-triaana.lis4da(cot,u~mcm}

Soluçllo - método de Fellenius e Bishop


CálculodosW;:

s, . 3.0 5 ; 1.8 2 • 2.78m' => w,. 53,4 kN/m

S, • l,l; l.2 + 2,73 x 1,20 + 0,32x0,6 + O.ll;0,6 • 4.28m' => W, • 82,2kN/m

S, • 1.llx 4.27+ 2.4 5 ; 4•27 • 12,9lm' :::, w,• 248.lkN/m

S, • 1.11\l.ll - 1,10m' => w, . 21.1 kN/m

Cálculodost..:
l, • l.S5m
t, - 1.nm
l 1 • 4,27m
i.. - 1,nm
Arbitrando-~FS•3·
C,• 3,Ss~f - o

c, - 1.13~~ - 20,2kN/m

C, • 4,27'~ · 49.8kN/m

C, • 1.72x~ • 20,1kN/m

=> t - · arutg cg:;-)


· - · a«tg 1gt' · 10.89'

._ • arctgf • oo

Desenhandooequilíbriodeforças(Fig.4.25)chega-~aumdesba-
lanceamentode14kN/m.
Arbitrando- seFS•2,8

e,. 3,ssxi]" • o
C, • 1,73xÜ • 21.6kN/m

C, • 4.27xR=Sl,4'-N/m

c, . 1,nxü - 21.skNlm

+- • arrtgi!º • ll.65"
+- · arctg~ • OO

Neste caso, o equHíbrio


deforças(Fig.4.26)acarretaum
desbalanceamentode3kN/m.
Plotando-se os resulta-
dosparaosFSiguais a3e2,8
chega-seaumresultadofinalde
FS•2.74(Fig.4.27).
F1<,. at.l6 Equihôriodrfo<"çasparaFS •3e FS • 2,8
~~
" ~
2)1 2,6 2,8 3 3,1
Fator~Hguranç1

4-5 SUPERÁCIE CIRCULAR


4.5.1Abacosdelaylor(q,- o)
Os primeiros ábacos de estabilidade T
foram preparados porTaylor(194B),
guepe,sguisouodrculocritico,isto
é, a condição de FS • 1. conside·
randouma geometriasimples,solo
homogêneo e saturado e superfi-
ciede rupturacircular(Fig.4.28).0S
ábacossãoestritamenteaplicáveisa Ftc;. 4.l8 Mítodo ~Taylor - grorr,firia
análisesdetensõestotais,admitindo
resistência não drenada constante
comaprofundidade,oquedilicilmenteseverificanocampo.
Apartir doequilfbriodemomentos (Eq.4.43),paracondiçãode
FS • l,Taylorsugerequeaeguaçãosejaescrita emtermosdosparâmetros
geométricos e geotécnicos ([q. 4.44), ou melhor, define um parâmetro
denominadofatordeestabilidade(N),associadoàcondiçãoderuptura:

fh~ •N(i )•l


(4.44)
~.. ··(f )
TaylorpropõeousodaFig.4.29 paraadeterminaçàodofatorde
estabilidade(l/N},emfunçàodaprofundidadedasuperfíciederuptura
(DH)paradiferentesinclinaçõesdotaludep.comisso,determina-sea
resistêncianecessária(c.,)parapromoverarupturae,naslinhastraceja-
das,adistânciaentreasuperflciederupturaeopédotalude

@ 8<~·

"" ,. p.,.p>S'º....,Fig,.16(8)

' '
li..0.11 $'
_; v.;· /·. -~
i "" j_- _/
'I ('/ I - - ,
1

V
; /

] "" / '1/ 1;;,--


1 I
z 011 1-,i+ -,.-,-+- t - t - t -
' /
1/
~~·
~ ~
U..rlinha<l>N u..,linhastrK~slong.l, FoG..•.29 Def111iç<lociopo.,4mftro 1/N-
=!.,~Jec~rto, Mttodo U Taylor (•. O)

Para taludes com inclinação li< 54º, o método pode ser usado para
as seguintes condições:
O Caso A: válidas as curvas cheias (Fig. 4.29A). Quando há a possibili·
dadedeasuperficie derupturaultrapassaropédotalude ,aslinhas
tracejadas, transversais às curvas de traço cheio, permitem deter-
minar a distância entrea superfide de ruptura eo pé do talude (nH).
O CasoB:válidasascurvastracejadaslongas(Fig.4.29A).
O Parasituaçõesemguenãoexistecamadarígida(D .. <>0),o fatorde
estabilidade(N)éobtidocomaretatracejadanaFig.4.298
O Paradeterminarasuperflciecritica,testam-sevãrioscírculos,até
seobteromenorFS,istoé,
- asvariáveisHejlsãoconhecidas;
- paradiferentesvaloresdeD,calcula-searesistêndanãodrena-
daassociadaàcondiçâoderuptura,oumelhor,apartiTde

c::J Compara·se c- comaresistêncianãodrenada(s.),ca\cula·se o


fator de segurança:

ParataludescominclinaçãolJ>S4' (1'ig.4.29B),asuperfidecrítica
passanecessariamentepelopédotalude(D•l).Alocalizaçãodoclrculo
derupturaobtidacomousodoábacoémostradanal'ig.4.30.

B V~lorfldo<ufl

~ .-.·;r\
'-:~ j
r .
~ 500 600
"
700 800
lndiNçlodoulude(~)

flc..4.lO Locatiza,;ilodosctm.bsdrJ>'(IJ>S4')- Mttodo ftTaylor{Chowdhurry.l978)


llOO

Exercido resolvido - Ábacos de Taylor: solo homogêneo


Um depósito com superfide plana consiste em camada de argila
médiasaturadacomresistênciamédiade30kPasobrejacente
à areia grossadensaqueseencontra a uma profundidade de
12m.Propõe-seescavaressedepósitoatéumaprofundidadede
9m. Determinara inclinação da escavação para que se tenha
um coeficiente de segurança de 1,5 contra ruptura generali·
zada.Consideraropesoespeclficodaargilacomo16kN/m'.Para
ainclinaçãoobtida,qua\seriaova\ordofatorde segurançase
duranteeapósaescavação,odepósitoargilosoestivesseperma-
nentementesubmerso?
So[uçlio -Abaco de Taylor
a)Para fS .. 1,5:
Oâbaoode Taylor(tensôestotais)fomeceasoluçâoparaoondiçâo
deruptura,istoé,FS - 1
ParafS•l,S,deve-secakularovalordaresistêncianâodrenadaa
seradotado,istoé:
(SJ,,_,,- -!!} .. 20kP1

¾ - (~) - ~ - 0,1,

SendoDH s 3rn,chega-seao .. o,33eparana:0,tern-seainclina<;âo


necessáriade~:18,Sº ou t:2,9S(V:H).
b)FS • ?sehouvessesubrnenâototal('r,.• 9,811:N/m'):
Dadoq,...,O• O.ll e Pa20°

( ~ )- o.1,ao-['u]""" • 0,1h6.19w9• 7.BkP1=>FS • ?.s• l.85

Os âbacos de Taylor podem ser esten-


didos para outras situações
Argila
y• 16kN/m' [:] No caso de taludes totalmente
12m •.• lOl:?1 submersos, os âbacos podem ser
usadosoonsiderandoovalordopeso
espedficosubmerso(y.,.J,ernvezdo
peso especifico total;
[:] Nocasodesolosheterog,!,neosouqueapresentemaresist~ncianâo
drenada(s.._)variandocomaprofundidade,osparâmetrosgeotéc-
nicospodemsersubstituídosporvaloresequivalentes,cakulados
apartirdamédiaponderada(Fig.4.32).
Exercido resolvido - Ábacos de Taylor: solo heterogêneo
Determine a inclinaçàocrítica do talude adiante, tal que rs ~ 1,3.
Ensaio,nolocalmostraramvariaçôessignificativasnovalorda
resistêncianàodrenada,comomostraaFig.4.33.

Soluçllo-.ibacodeTaylor
O solo heterogêneo, ou solo
com s. variando com a
proíundidade,podeseranali-
sado por Taylor, fazendo-se
uma ponderação com relação 5o1 0 3l • l.68tlm'
às espessuras das camadas •. • 2JMtlm'
(Fig.4.34). FK;. t.ll f't,fildott r~..o

D• l e
',..,_ ..
P• 50' ~ 2-. ~

~,.,,.,. . o.1nHy_, PilraFS • l


o.1n

l-, · ~ - 1,92x2.:,:1,6xl,6 • L7l

S,,-, • W1 • 2,9lx2,:~21,9S•l.6 • l,3ó

,.,,.,. . o.1nx6,2•L73• 1,9

Ftc:..4.l4 MOMlodtJ>ffJildottrrt..o

TerzaghiePeck(1967)estenderamosábacosdeTaylorparasitua·
çôesemque + "-o,comomo,traaFig.4.34. A análisemanteveaaborda-
gem em termos de tensão total, e o procedimento para a utilização do

El assumirumvalordefatordesegurança(FS,};
O calcularovaloroãngulodeatritocorrespondenteàruptura(+.,}a
partir de:
(fl+d- ~ (4-47)

El considerando +•• ~.yeH,determinarc, (Fig.4.35);


O calcularo fatordesegurança:
FSi •t
O casoFS,•FS,,reiniciaroprocesso.

!
! ZonaA
,- !

j 0,20
-,
!
~ 0,15

!'
J 0,10

10 20 30 40 50 60 70 80
Ãr>gulodoul..:le,P
,.~,
SIJperflci• daruptur1po, .. 1Mk>ptd0uk>de
___fT

---
~ u ..,nnhlche"'

C.uol:SUperfkl,,d•,uptura po,.. peloptdot&luM


~ u .. rllnhlchei,,
C.uo2,SUperfkl,,d• ,uptur&ultr• po<.. optdot& luM
~ u .. rllnhltracajld&~
C.uo3:SUperf/óede,uptur1pos.. l'IOtolude(o-(l) .&-:::::?e
~ u .. ,11M11r1c•)ld&curu
Exercido resolvido - Ábacos de Taylor: escavação de canal
lmediatamenteapósaexecuçãodeumconeparaaaberturade
umcanalcomprofundidadede6,1meinclinaçiiodotaludede
1:1,75(H:V)ocorreuumarupturaporescorregamento(Fig.4.36).
Osubsolonofundodoreservató-
rioconsisteem argila siltosa até
10,7mdeprofundidade,assente
sobreareiagrossamuitodensa.
Considerando que inicialmente
talude encontra·M! submerso e
assumindoopesoespecfficodaargila
igualal6kN/m' ,pede·M!· FIG.,.36 c - tria<loprobwnul
a)Cakular a resistência ao
cisalhamento mobilizada da argila a partir da retroanálise da
ruptura ocorrida
b)Paraqueocortepossaserexecutadoatéamesmaprofundidade,
qualainclinaçãodetaludeaserutilizadaseaespecificaçãode
projetoforFS s l,27?
c)Qua\seriaocoeficientedesegurançadostaludesdocanaldelinido
anteriormentesehouverumesvatiamentorãpidodoreservatório
e do canal?

Soluçllo-.!JbacosdeTaylor
a)Soluçàopeloábacode Taylor-tensõestotais,solosaturado,rs • t
(y.• 9,81kN/m~
Taludesubmerso - rupturapelopédotalude

..
o - ü- - 0,15

...s:.._ • 0,19
13 • 602" =>
, •. • 0,19x6,19 x6,1 • 7,\71<Pf

b)ParaFS =l,27·

ú J..,.. • f,H- • 5,65P•

5
r~ H • 6,1:~ 6,1 s O,\S

ÁbacodeTaylor=)P • 40"
c)Considerandorebaixamentorápido:

P- '4()" e o- o,1s

AbKodoTaylor =o- --fii-- " o,1n · c - 0.173x16x6.1 • 16,86kP•

=o-FS • 1~ • 0,41

4.5.2 Abacos de Hoek e Bray (tensões efetivas)


Com base no método de círeulo de atrito e na introdução de hipóte-
ses simplificadoras sobre a distribuição de tensões normais, Hoek e
Bray(1981)apresentaramábacos
deestabilidadeparataludesde
geometria simples.submetidos
a determinadas condições de
fluxo,solohomogêneoeisotró-
píco,superflciederupturacircu-
larpassandopelopédotalude,
conectando-se àtrincadetração
',, nasuperficiedoterreno.
Suportlti1<NNptur1 Osábacossãoválidospara
ftc.4.l7Condiçdo<ieJGturaç4oo,mpltta determinadas condições de
fluxo,quepodemvariardesde
ainexistênciadeáguanotaludeatéa
saturação completa (Fig.4.37). Uma vez
definida a posição da linha freática que
maisseaproximadacondiçãodecampo,
segue-seasequênciadeutilizaçãodos
ábacosmostradanaFig.4.38.
AsFigs.4.39 a4.43 mostramassoluções
paracincosituaçõesdistintasdelinha
freática, definidas geometricamente
pela razãol.,./H,em queHéaa!turado
talude e t_ é a distância entre o pé do
,: taludeeopontoemquealinhafreâtica
~ atingeasuperficie doterreno.Emtodos
ftc.4.l8Seqllinciadcunlizaçdodos6bacos - oscasos,asuperfíciecríticapassapelo
Hoe~f Broy pé do talude.
Fto..4.40 Abaco<i<nrobilidodo:tinhafrritic<lcomL.,•8H
F,c;.,4 ,41 Ábaccdo osta!nlida<k:lfflhajmlficacomL,,•4H
2 4 6 1 10 11 14 16 li lO ll l4 26 li XI 32 l4

yH\S (>:10)

FtG..4.41 Al>ll<:odontabilidado: linhafndticacornL., • 2H


'IWlodo$•~1

."'
"ro.,
~
,oo
Exercido resolvido - Abacos de Hoek e Bray: corte em talude
SeráexecutadoumcortedeS2memtaludederodovia.Jáquenão
~ tem informação sobre a hidrogeologia da região, avaliar a influ-

ência do padrão de fluxo no FS. Considerar como parãmetros de


resistênciac' a 30khe(/ a 27' epesoespecíficodosololocaligual
a19kN/m ' .

So[uçlio - .ibacos de Hoek e Bray


Paraas condiçõesaseguir,foramcalcu!adosos valoresdefSpara
<:adaumadas<:ondíçõesdelinhafreáti<:aincorporadasnosãbaoos
deHoekeBray:
- ' -· - "'
- = 6 • 10- l

,..,.
yHtg t ' 19x5V0.51

ATab. 4.lresumeosvaloresdeFSqueestãoplotadosnaFig. 4.44


Observa-se que o cone é instável mesmo para a condição mais favoní-
ve\ associada ao solo seco. Com a presença de ftuxo, hã uma reduçào de
cer<:ade40%nofatordesegurança

TA.. 4.l fSparadiw:rsascondições

h;.4.44FSJl<lraasdiwrsaJ
a>ndiç6n d• tinhafmhica
Exercido resolvido - Ábacos de Hoek e Bray: retroan;Uise da ruptura
detalude
Um corte rodoviário com 15 m de altura foi exe<.:utado com uma
inclinaçãode 45' . Porocasiãodeumachuvaintensaocorreuo
escorregamentodotalude. Ensaiosdelaboratórioem amostras
retiradasnomadçonãoescorregadoindicaramy .. t8kN/m' e
~' - 30'. Pede-se:
a)Determinarovalordacoesãoefetivamobi\i2adaduranteoescor-
regamento.
b) Definir a nova inclinação do talude para que o mesmo !)<!mtaneça
estivei com um coeficiente de segurança m!nimo igual a 1,5.
c)Apresente e justifique soluções alternativas ao abatimento do
talude para que se obtenha tam~m um coeficiente de segurança
mín imodel,Smantendo-seaincli naçãode4S' paraotalude.

Soluçllo-abacosdeHoekeBray
a) AbacodeHoekeBray(solosaturado,trincadetraçãoefluxoparale-
loaotalude):

/'S n 1...*• 57.7x 10->

~-~sº ~ - 8.7><10...,=o c' • 23,5kf'~


yHH

b)Adotandoc· : 23kPa·

~ - 5,68x10· '
yHH =o P• 25"

1 f• 38,5x10-J

c)Soluçãoemretaludamentocom ~
trêsnfveisdebermas(Fig.4.45): .

Exercido resolvido - Ábacos de Hoek


e Bray: verificação de estabilidade de Foc. 4.45 Sohiçdo <Ir maludalllffl!o
corte em talude
Pretende-seexecutar umcorterodoviáriocom15mdealturaem
uma encosta desolo residual cujos parãmetros foram estima-
..J r _
J/---------------'
dos como sendo e' • 20kPa,4'' • 30' e
'(•18kN/m' .Aprindpiopretende-seque
ocortetenhaumainclinaçãode60",como
mostrasfig.4.46.Pede -se verificar se essa
proposta atende a um FS mínimo de 1,3.

Soluçao- Hoek e Bray


FtG.4.46 Pa Ji!dourrmo Adotando os ábacos de HoekeBray, para
níveld"água(L..~ 8H),tem-se·

_<'_ . _ ~ - - 12,s, 10· '


yHtg+' 18, IStgl0
Com isso:
_!'._ . 6,8>< 10-.,=> FS • l,09

'""
* • 57>< 10- 1 =:- FS • l,01

O valor encontrado para o FS é muito baixo. Neste caso, ser~ verifi-


cada uma solução de estabilização por retaludamento, suavizando-se a

inclin;~:a:::al:~e~o·: W-•0.44 FS•l,31 =>

""'·\ ""'·"
A inclinação de 40" para o talude
podeserexecutada,implantando-seuma
banqueta a meia altura para facilitar a

' . drenagememanutenção(Fig.4.47).

4.5.3 Método das fatias


O método das fatias é a forma mais
utilizada em estudos de estabilidade,
Ftc.. 4.41 Eumplodc sohtçdo <i<
poisnãoapresentarestriçõesquantoà
rrto.lwdomtntop<>ro n tobi~IOÇOO do toludt homogeneidade do solo, geometria do
talude e tipo de análise (em termos de
tensãototalou efetiva}.Assim, essemétodopermitequeosolo
seja heterogêneo, que o talude apresente superfície irregular e,
prindpalmente,possibilitaincluiradistribuiçãodeporopressão,
e a análisepodeserrealizada emcondiçãomaiscritíca: após a
construçãooualongoprazo. A metodologiadesoluçãoconsiste
nas seguintes etapas:
O O talude é subdividido em

~
fatias,assumindo-seabase
da fatia como linear, como
mostra a Fig. 4.48. Nessa
subdivisão, deve-se garan·
tirqueabasedafatiaesteja
contida no mesmo material. «>or....,.1:,;....,ie> 0 e .. <ot..,.biliu,,,.l
istoé,nâopodemexistirdois
Ftc..4.41 Ml tododasfatias
materiaisnabase dalamela
(Fig.4.49A).Adicion almente,
otopodafatianâodeve
apresentar descontinuidades
(Fig.4.49B)
El Realiza-se o equilíllriode
fon;as em cada fatia,
assumindo-seque as tensões
normais na base da fatia
8 Em>n<>lopo
sejam geradas pelo peso
de solo contido na fatia
(Fig. 4.'iO). A resistência na
base (s)podeserdefinida em
termos totais(!,,Jouefetivos
(c' e • 1-
El Calcula·se o equilíllrio
do conjunto por meio da Ft(;. al.U Errt>a d•subdivisdodt fatio:s
equação de equilíllrio de
momentosemrelaçâoao centrodocírculo,considerandoospesos
easforçastangenciaisnabasedasfatias:osomatóriodosmomen-
tos das forças interlamelares é considerado nulo. Com isso, tem-se:

(4<49)

(4-SO)

Com isso, o FS em termos efetivos e totais é determinado como


mostramasEqs.(4.51)e(4.52),eoFSmínimoéobtidoapóssertestado
emsuperficiesderupturapossiveis,comomostraaFig.3.4.
AEsfot<;os1>1faU1 n B Equihb<iofl\'lt,,moi~..ilvo!

'

i'1 j.

Ftc.4.SO Esjorço:,nafario , polígonod•[orÇIB

Tensões efetivas (4.51)

{4.51)

Nocasodaanáliseemtermosdetensâoefetiva,aequaçâobásica
paradeterminaroFSparasuperficiescircularesrequeradetermina<;ão
da força normal N. Uma vez que o número de equações é inferior ao
de incógnitas (Quadro3.3), introduzem-se ashipótesessobreasfor<;as
interlamelares (E, X) para tornar o problema estaticamente determinado
Nessas hipóteses está a diferença entre os dois métodos mais utilizados
naprática:Fellenius(1936) e Bishop(1958)

MétododeFelle!iius
No método de Fel\enius, tambémdenominadométodosueco,oequilí
briodeforçasemcadafatiaéfeitonasdireçôesnormaletangencial
à superficie de ruptura. Com isso, obtém-se o valor da força normal:

ll • (W+x. - x. ,,ko>OL - (f. - f • • ,i- (4SJ)

AosesubstituirovalordeNnasEqs.(4.Sl)e(4.S2),chega-sea:
FS• r[,·1,{wcom-ul)!l+'+x.-x::~:.,i.-.}111+·) (4.54)

!W,wtn

Quanto às forças interlamelares (E, X), o método de Fellenius


elimina o termo que envolve E e X, ou melhor:

nx0 - x 0 . ,1<oso'-(f0 -f0 , 1 )~mJ•O (4.5S)

Assim,FSédefinidocomo:
fS • !(â+(Wema -u/)lg+1
(4.56)
!:W,s,,,n
o método de Fellenius apresenta as seguintes caracterlsticas:
c::J O método é conservativo, isto é, tende a fornecer baixos valores
deFS.
c::J Emcírculosmuitoprofundos, e quandoosvaloresde poropressão
sãoelevados,ométodotendeafornecervalorespoucoconfiáveis
c::J Naslamelaslocalizadasnaregiãoestabilizante(Fig.4.47},ovalor
deox é negativo;comisso,aparcelarelativaàtensãoefetivatoma-
-senegativa, @recomenda-sequeessetermosejaanulado,istoé,
N' a{Wco,;o-u/) <0 N'•O (4.57)

Exercido resolvido - Método das fatias: estabilidade global de


estruturadecontenç.lo(Fetlenius)
Paraomurodearrimoapresentadoadiante(Fig.4.51),cakularo
coefidentedesegurançaquantoàrupturag]obalparaasuperfíde
de ruptura indicada.

15· r

SoloR..iduat
7 • 20,lkN/m' Fl<ó,4,51 Prrjildolt'rrmoo
f: 1~~ suptrflcit"derup!un>
So[uçlio - método de Fellenius
Cálculodopesodecadafatia(fig.4.S2eTab.4.2)·

Ftli.4.51 Sul>diuisaoda
ncPf'flciedtrupturof'mjotu>s
W, • 2,0;),IX18,4 • S7kN/m

w, - 4.8><1,2X18.4+2.7X0,8><18.4+2><0.8X24 • 11M,1kN/m

w , a (3,1><8,l+~+o,ax1,1+~)•18.4+1,2><4,1><l0,8+3><0,8><24 + 1><1,2><24 • 690,9kN/m

W. • 10,3•3,S•18,4+ 1•1 ; 3 •5 ,20,a • 703,4kN/m

w, - 9,8><4,5><18.4 · 811.4kN/m

w,. a. 8/ 4 >< 18.4 • 323.8kN/m

'
e"/ '
W W ieno: Wco,o: IJt 1><1

",.,
O.O ·ri.O 57 ·25,9 SU O,li1 54.0 54,G
1.2 ·IS,S IIM,4 --49,2 177,4 0,47 83,4 155,4

o.o o.o se.o m.& m.6


10.li ID.*
...., 1\5,0
,..,,.
HM
Métodode84shop
NométododeBishop,oequilíbriodeforçasemcadafatiaéfeito
nas direções vertical e horizontal. Com isso, obtém-se o valor da
força normal:

econsiderandob - !cosa,tem-se:

lrcosa+uti•W+X -X,,-[Ts"+1r1f]....-..
0 0 (4.59)

Ao se designar de ~o denominador da Eq. (4.60) e substituira


expressãodatensãonormalefetiva(N')nasEqs.(4.51)e(4.52),chega-se
àexpressãoparaocákulodoFS:

Quantoàsforçasinterlamelares(E,X),ométododeBishoppropõea
eliminaçãodotermoqueenvolveX,oqueequivaleadesprezarasparce-
lasrelativasàscomponentestangenciais,oumelhor:

Essahípóteseequivaleadesprezarascomponentestangenciaisdos
esforçosentrefatias.Comisso,ométodonãointroduzqualquerconsi-
deraçãoquantoàscomponenteshorizontaisdasforçasinterlamelares e .
dessafonna,chega-seàexpressãoparaocákulodoFS

QuantoaométododeBishop·
El A solução é obtida de forma iterativa, tendo em vista que FS
aparece em ambos os lados da equação. Assim, arbitra-se um valor
deFS1paraocãlculodem.,. Emseguida,checa-seovalordeFS
fornecidopelaexpressão{4.63).0novovalordeFSéentãoadotado
para uma nova e!ltimativa de m_ . A convergência do processo é
relativamenterápidaeocorre quandoovalorcakuladoéigualao
utilizadoinicialmente.Emgeral, usa -seoFSobtidoporFellenius
como primeira aproximação.
D Recomenda- se verificar o valor de m0 , uma ve:i: que pode tomar-se
negativoounulonaregiãopróximaaopéde taludesmuito(ngre-
mes. Assim,quandoovalordem..é inferiora0,2, recomenda-se
quesejamfeitasasseguintescorreções·
- sea<m, <0,2,ovalordeN'deve sercalculadodeacordocom
Fellenius(N' ,. Wcosa);
- sem,,<0,sugere-sezerarN'(N' • O).
D Acomparaçãoentrefatoresdesegurançaca!culadosporBishope
Felleniustendeaapresentar a seguinte relaçâo:
Tensõesefetivas=FS- ~ t,2SFS, -
Tensõestotais =f"5-~ 1,1FS-

Presençada água
Independentemente do método adotado, as poropressõessãocalcu-
ladas na base da fatia, e m funçãodesuas condições nocampo. Caso
haj a níveld'águaextemo,comomostraaFig.4.52,osesforçosde
águaF.-, eF,., devemserincorporadosaoequilibriodemomentos,
confonneas[qs.(4.64) e (4.65).

fS _ I (c'l +CWcma -u/)!gt'lll •F,.,l> +F.,.a


i;w,....

Bishop => (4.65)

Caso não haja fluxo no talude


(Fig. 4.53), ocãlculo pode sersimplifi-
cado. AbaixodoNA,considera-seopeso
especificosubmerso,não sendone<:essá-
rioincluir a poropressão.
Ao se combinar as alternativas
h;.4.53 Submtrs4o parrial mostradas nas Figs. 4.S4e4.55,pode-se
calcular uma condição de fluxo no
taludeassociadaaoníve! d'águaexterno
de!leontando-seainfluênciada :lgua,que
atuatantocomofatorestabilizanteoomo
instabiliunte, por meio da adoção do
pesoespecfficosubmersonessaregião, e
introduzírnodlculosomente apar~ la
desbalanceadada poropressão.

Exercícioresolvido - Métododas fatias:


estabilidade de encosta (Fellenius vs.
Bishop)
CakularoFSparaasuperficie
indicadanafig.4.56.0sparâmetros
dosolosâodadospor.c'• lOkPa,
ql' • 29"e1, • 20kN/m' .

Soluçao - método deFelleniuse Bishop(Tabs.4.3e4.4)


T.u. 4.3 Método~ Fellenius

' '
b / o 'W W
(mi (m) (m) r} {tN/m) SfflO

1,5 D.1 1,6 ·14,6 M,0 ·6,0


1,5 1,8 1.5 o.o S,4,0 o.o
l 1,5 l.t
4 1,5 3,5 1,6 20,4 IOS,0 36,6
5 1,5 l,9 1,7 l&,O 117,0 5,4,9
6 1,5 4.0 2.(1 40,0 120,0 77.1
7 1,5 l,G 2,4 SO.l 90,0 69,2
1 !,O 1,2 2.2 ~6
y..._ ,., M~todode 8!5hop
5 6 7 10 11

llFS •IUS - Ul~ <0,02

FS ;a l,43

Método das fatias: estabilidade de encosta (Fellenius vs Bishop)


CalcularofSparaasuperficie indicadanafig.4.57,que indicaos
p.arãmetrosdossolos

Ftc;.,.ST Prrjildortrrmo ~• up,,jlrirdtn,prura


Soluçllo-métododeFelleniuseBishop
Análise de tensões totais·

FS- · ~ .. .(+~ O)

Tu . 4.5 M~de ~lleniuse Bi'lhop


b(m) h(m) s,1

Método das fatias: estabilidade de talude em solo argiloso (Fellenius


vsBishop)
O talude natural apresentado na Fig. 4.58 está às margens de
um futuro lago de uma barragem. Os parâmetros de resist<incia
representativosdosmateriaisenvolvidosestâoapresentadosna
Tab.4.6.[nsaiosdeperdad'águanarochaalteradaindicaramque
sua permeabilidade é muito baixa se comparada com a dos solos
residuaissobrejacentes.Nessafiguratambémestâoapresentados
osnlveisd'águaparacondiçãonatural e parnquandoolagoatingir
ascotas+l14mel20m.Verificaraestabilidadedotaludepe\os
métodosdeBishopeFelleniusparaacondiçâonatural.Considerar
asuperfíciederupturapassandopelopédotalude.

T.u.4.6Pa,~metrosgeotérniC05
<'(ti>•)
f"'-4.51 hrfilclotffm\O ~ rupnjlci,dtruptura

Soluçlio - método de Fellenius e Bishop (Tabs. 4.7 e 4.8)


Métodode Fellenius
MétododeBishop

TAL4.8CondiçAoNatural - Bishop

w (W- c'b
-ub ub). (\N/rn) 10•11 ma ll/ll

fS, •
~ ,. 5.427,5 • 1,531
15-44,9

= • ltss-1,53 1 <0,02

fS a l,53

Métododasfatias:retroanálisederupturadeestabilidadedeencosta
(Felleniusvs.Bishop)
Durante a escavação do talude apresentado na l'ig. 4.59, ao se
atingir a geometria indicada constatou-se um escorregamento
do maciço. Com base em observa<;Õe's da su~rfície do terreno e
depontosemquehouveseccionamentodetubosdepiezômetros
previamente instalados. estimou-se a posição dasu~rflciede
ruptura. Com base nesses mesmos piezômetros, foi determinado o
nlvelpiezométricotambémapresen-
tadonaf'ig.4.S8.Determinarovalor TAL4.9Pa,Ameuosge-otéçni=
doãngulodeatritoefetivodognaisse
5ou, y{tN/rn') t'(kP.J <,'
alterado, mobilizado no instante
daruptura,utilizandoométodode
)ambusimpliúcado
So[uç3o - método de Bishop
MétododeBishop·

f.,..

2
1
~~
O
O
(~ (!) rJ **
15.046,5 16.J ·17,0 7.580
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6.4 l-8.1 34.9·11,039.\3' ·7.M,7 l62 1S.22l 2l.91U l.682.1
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IJ/14

1.062.5 0.78 1.355,0


O u.e.2.1 0.9-4 2.'45.S
l O 6,-469,7Jl,6\l,0",081 \ll177llll5.ll'lll&l89,4J.161,9 O J.161,90.973.Nli,-4
, O 6., 65,1 JO.l 6.0 J7.M4 J.988 l11 13.Hli 24.207,9 l.715.4 O l.715,4 1.00 l.713,4
s o 6,4 66.J 3',9 4.0 '3.963 3.074 l09 1us1 30.106.J J.Jn,o o un.o 1.00 J.J67,1
6 O 6.4 67.4 5-U l.O 70.786 l.47l lll ll.107 U.671.1 5.460.l O 5.460,l 1.00 5M5.5

1 O 6,-4 51,l 41,9 S.O "-111'1 J.604 l9l 15.00l :!6.1U,4 l.937,4 O l.917,4 1.00 l.9Jl, I
9 O 6.44U'6.5\S,0"·'76 l1.917 l79 U.61SJO.ll60.lll.461.li O J.'61,60.965.601,9
10 O lS.OJ.4.9JO,ll6,0 lllS39 U40 91 l.176 7.363,1 Ull.} O Ull,S 0.!19l.-4Q,7

FS,(adotodo) • l,00

tJ.fS • ~.019 - t~<0,02

fS a l.02

Comisso,estíma·separaognaissealterado·
+'• 6,4"
4.5.4Ábacos de Bishope Morgenstern
Com base na expressão para o cálculo do fator de segurança
pE"lométododeBishopsimplifiçado,BishopeMorgenstern(1960)
apresentaramábacosparaocálculodeFSestritamenteaplicáveis
aamfüsesdetensõesefetivas,tornandoageometriadoproblema

geometnas1mplesouseiasem ~
h<>,ma, ao P', a,m sob=uga ao
topo solo homogeneo parâmetro
r. aproximadamente eonstante ao
longodasupE"rficiederupturacircu
lar (Fig. 460) B1shop e Morgenstern '/7. '////////////// ///////////,

propuseram a seguinte equação Fie.. 4.60 ~ dotalud, -Abaro:o d,


para o cálculo do fS: Bishop ~ Morgrnstmi

(4.66)

Assim, dados (c'/yH), r. e+·, o FS passa a depE"nder exclusivamente


dageometria,apartirdaequação:
fS .. m-n1. (4.67)

na qual m e n sào denominados coeficientes de estabilidade, obódos em


funçâodec',f,1,H,Defl,apartirdousodeábacosconstruídosparavalores
constantes de (c'lyH) e do fator de profundidade D. A fig. 4.61 mostra um
exemplodeábacoparaD z 1e(c'/yH) z 0,OS,noqualascurvascheiasdefinem
osparâmetrosmen e aslinhastracejadas, associadasaocoeficienter.,,
possibilitam uma estimativa da profundidade da superfície de ruptura. Os
demais ábacos estão apresentados no Anexo A.
Nocasodetaludesnaturaisouaterros,emqueaspropriedades
da fundação não diferem significativamente das do aterro, a superfieie
criticapodepE"netrarabaixodabase do talude, sendo necessárioanali-
sardiversas possibílidades paraofatorde profundidade (D). Como não
éóbviodefinirofatordeprofundidadequeiráfomeceromenorFS,os
autoresre<:omendamousodaslinhasdemesmaporopressão(r.,)para
auxiliarnaescolhadaprofundidadedasuperficiecrítica.Essaslinhas
estãoapresentadas,naformatracejada,nosdiversosdiagramasparao
câlculodoparãmetron.Essapropostabaseou-senofatoobservadopelos
autores:existeumvalorder,quefomeceomesmoFSparadoisvalores
de fator de profundidade D (D • 1 e D • 1,25). Com isso, determina-se o
parâmetror,..parafatoresdeprofundidadeconsecutivos;porexemplo

....,
..,

Fti;.. , .&t AbocosUB<Shop o MOT!lfflS!<'mp<>roD • l • (c'frH) • 0,05


,. . -:::-:=:::,' {4.68)

Comisso,seovalorder. estabelecidoparaotaludeformaiorde
quer_, então rs para 1,2S é menor do que FS para D• l. Esse argumento
pode ser estendido para identificar se FS para D~ 1,5 é mais critico, isto
é comparar.

Apresentam-se a seguir alguns comentá.rios dos autores com


relação ao método:
O O uso dos ãbacos muitas vezes exige uma interpolação, uma vez
queosábaoosseap!icamparacondiçõespreestabelecidas
O Nocasoespecialemquec'• O,asuperfkiederupturatorna-se
plana(tt • cte),paralelaaotalude(ll • "');então,

fS • ;~~~~=:~ • {l-,.~111~ (4.70)

0 Nocasodesuperficieparalelaaotalude,osefeitosd e extremi-
dade são naturalmente desprezados. Assim, têm-se as seguintes
condições:
- paraqueFS>O=r, <cos2~;
- se r. • cos2~ = a poropressão em qualquer ponto é igual
à tensão normal no plano paralelo à superílcie do talude;
oonsequentemente ,FS ., O;
- nocasoespecialemqueotaludeestãsecoour,• O,oFScalcu-
ladoéomesmoobtidopelométododeTaylor.

Ábacos de Bishop e Morgenstern


vs. Hoeke Bray
Usando ãbacos de estabilidade y• 19kN/m1
deBishopeMorgenstern,deter-
minarorsdotaludedaFig.4.62
t:2;kP.
para as seguintes condições;
a)Condiçãoder, constanteeigual
a0,38. FIG.4,62 Cmmr triadoprobloma
b)Condiçãodetaludesaturadocominfiltraçãodeáguadechuva.
rm seguída,compare osfSdesegurançacasoa solução fosse
obtidape!osmétodosdeHoekBray.

Soluç3o-ábacosdeBishopeMorgenstern
a)Condiçãoder, constanteeiguala0,38:

.!'.... • ..22..... . 0,03


1H 19x52
0 • 15!;87 • 1.2S

Seránecessáriofazerainterpolaçàodosresultados,poisnàoexiste
soluçãoparaopar(0,03;1,25).
ParaO~t,25,taludel:3,S(V:H),obtém·separa·

m a l,6
.!'.... • ..22..... . o,os "°n i l,l
yH 19x52

Com isso:
fS•2,435-2,3x0,38•1,56(Fig.4.63)

"',, b)Condiçàodetalude saturado com


infiltraçãodeáguadechuva:
Nessa condição, admitindo-se a
existênciadeumfluxoparaleloao
talude, r, pode ser estimado como
sendo associado à condição de
0,01 0,02 0.03 O,OI 0,05 0.06 taludeinl'mito,istoé

Foc.4.U Cáieulo<itm • n
"~ ,. a ~ • 0,-45

So[uç3o - ábacos de Hoek e Bray


a)Condiçàode r, constanteeiguala0,38
Os ábacos variam em função do padrão de fluxo no talude. Para
r, .. 0,38,acredita·seserapropriadoousodoábacoparaL,, • 4Hjáque:
'•• -;i, • 0,J8 • ~ ... /r. • Q.38X2/t • 76'11,/r

Neste caso, observa-se que o ábaco está limitado a~ - 20". Não


épossive\extrapolaroresultado, pois asincerteus são muito
grandes. Caso fosse assumido~~ 20", o fator de segurança estima-
do seria da ordem de l,OS. Como esperado, o resultado diferiu
signiftcativamentedovalorcalculadopelométododeMorgenstern
e PTice. Adicionalmente, ressalta-se o fato de o método de Hoek e
Braytenderasermaisconservativo,j:lqueincorporaaexist,1,ncia
de trinca detração.

_!'._ . _ ' ° - • O,OS95 ; 6x10-l * · 45x10· 1 ., FS - 1,1


r Htg+' 19x52x0,51
P• ls.!f' .. 20 ~ ....!'...... J,ox10·1 .. n . 1,o
yHFS

b}Condiçãodetaludesaturadocominftltraçãodeãguadechuva:
Parataludesaturadocomumfluxoparaleloàsuperficiedota\ude:

_!'._ . _ ' " - • 0.0595 ; 6x10.;. * · l8x10· 1 ,. f5 • 1,8


yHtgt' 19xSh0,51
~ ....!'..... . 2,ox10· 1 ., f5,.\,5
P• 15,9° • 16 ,,~
Comparando os resultados, observa-se uma diferença signi-
ftcativa entre os valores obtidos de fator de segurança (FS • 1,5
e FS•l,B),aqual é atribuidahdificuldadesproveniente11de
processosgr:lficos.

4.5.5MétododeSpencer
0métododeSpencer(1967)érigoroso,poissepropõeasatisfa2er
todasasequaçõesdeequillbrio,alémdenãodesprezarasforças
interlamelares. Nos métodos de superfícies planares, anterior-
mente apresentados, o FS é calculado exclusivamente pelas
equaçõesdeequil(brioforças.Porsuavez,osmétodosparasuper·
ficiescirculares,apesardeutilizaremasequaçõesdeequilíbriode
momentos, introduzem hipóteses simplificadoras quanto às forças

Afig.4.64descreveageometriaeos esforçosatuantesnafatia.As
condiçõesgeraisparaoempregodométododeSpen~rsão
IJ ométodoadmi1eaexis1ênciadetrincadetração;
O asforçasinterlamelares(XeE)podemserrepresentadasporsuas
resultantes(Z. eZ.,J,cujasomaédadaporumaforçaQdeincli,
naçâo6;
O a resultanteQé definida em termos totais,istoé, incorpora a
parcelaefetivaeapressâodaáguaatuantenafacedafatia;
D ao se assumir que as forças interlamelares têm uma inclina<;ão
constante,pode·seestabelecerque

r9') -~ .!1. •...• 5i. (4.11)


E, e, f"

D paraquehajaequilíbrio,aresultantedasforçasinterlamelares
(QJpassapelopontodeintersecçãodasdemaisforça.satuantesna
fatia(W,NeS}.
Apartirdasequaçôesdeequilíbriodeforçasnasdireçôesparale-
las e normais à base da fatia, calcula-se a equação da resultante Q,
cuja magnitude depende das caractedsticas geométricas e parâmetros
geotknicos de cada fatia, bem como do valor adotado para a inclinação
dasforçasinterlamelares(8),isto é,

o - ~...:,0 1:·(W,osu-l/Ci«n)-w.trn
cos(u-0/{1+ 1~-t9(u-0)}

Em tennos de razão de poropressào (rJ , assumida constante em


todootalude, a expressâoparaocálculodaresultanteQédefinidapor:

Ae xpressão da resultante Qtambêm incorpora o FS. Analogamente


ao método de Bishop, é necessário utilizar um proce,so iterativo para o

Paragarantiroequilíbrioglobal,asoma dascomponenteshorizon-
taleverticaldasforçasinterlamelaresdevesernula,istoé,
(4-74)

(4.75)
Parasuperaroproblemadedesequil[brioentreonúmerodeequações
edeincógnítas,SpencersugeriuadotarumvalordeinclinaçàoOconstante
para todasasfatias.Comisso,oequilibriodeforçasproduzaigualdade:

!OcosO•!O>ml•!0..0 {4.76)

Ftc:..4.64 Mótodod,Sp,nrn-

Quanto ao equilíbrio de momentos, se o somatório de momentos


das forças externas em relação ao centro do circulo for nulo, então o
mesmo deverá ocorrer com o somatório de momentos das forças inter-
nas. Com isso, tem-se
(4.77)
r{Oe<>>l<• - 0))• 0

AmetodologiaparaoempregodométododeSpenceréaseguinte:
D define-seumasuperflciecircular;
D assume-se um valor para a inclinação&, sugere-se um valor
inferior à inclinação do talude (9 < ~);
D calcula-se o valor da resultante Qpara cada fatia, segundo a
tq.(4.73),mantendo-sefScomoincógnita;
8 calcula-seofSsubstituindoovalordeQnaequaçãodeequilíbrio
deforças,associadaàhipótesedeinclinaçãoO constante(Eq.4.76);
8 calcula-seofS,substituindoovalordeQnaequaçãode equilíbrio
demomentos(Eq.4.78);
D paraosdiferentesvaloresassumidosparaainclinação(O),compa-
ram-seosvaloresdefSatéquesejamidênticos.

Exercido resolvido - Método de Spencer


Dado um talude homogêneo 2:1 (H:V}, com 30,S m de altura, incli-
nação ~ - 26,s~ e parâmetros geotécnicos c· • 12 kPa;4i' . 40";
-r • 2DkN/m';ru • 0,5,calculeofSpelométododeSpencer.

Soluçao - método de Spencer


Afig.4.6SmostraascurvasrelativasaosfSobtidospeloequilibrio
deforças e demomentos.Ainterseçãodascurvasindicaaconver-
génciapara0•22,SºefS•1,07.
Algumas considerações
importantes sobre o método
de Spencer:
0 OfS calculado porequili-
briodemomentosépouco
sensíve\aovalorde 9,como
seobservanafig.4.6S
0 Quando a inclinação da
resultantedasfon;asinter-
lamelaresénula(O • O),o
método resulta num valor
defSidénticoaoobtido
pelométododeBishop.
4,6 SUPERFÍCIES NÃO CIRCULARES
Osmétodosparasuperflciesquaisquermaisutilizadosnaprática
sãoosdeJambu(19S4,19S7,1973)(simplificadoougeneralizado);
MorgenstemePrice(196S);eSarma(1973,1979)
Os métodos de Sarma e Morgenstern e Price são os mais comple-
tos, pois satisfazem às três equações de equilíbrio. Em razào da comple ·
xidade dos métodos, em geral, não se pode resolvê-los manualmente ,
sendone.:essárioousodecomputadores.OmétododeJambugenerali-
zado também satisfaz a todas as equações de equilíbrio. porém introduz
hipótesesdiferentesdosoutrosmétodos,emparticularcomrelaçàoàs
forçasinterlamelares e ,comoosdemais,
requerousode computador

4.6.1 Método deJambu

,,,·f:1[lj;
1.--1 . I.:·
Métododelambugenerafü:ado
)ambu(l9S-4,1957,1973)desenvolveu
ummétodorigorosoegeneralizado,
quesatisfazatodasasequações
de equilíbrio. A massa de solo é
subdividida em fatias infinitesi- ,...__,,
mais(rig.4.66),e é feitooequilíbrio
de forçasedemomentosemcada ·! "
fatia. Usando o equilíbrio de forças
horizontaiscomocritériodeestabi-
lidade para toda a massa, Jambu
~
Fc.4.&li ts.fo,çosrn1fo.ti,,-mitodo<k
definiuofatordesegurançacomo: Jomln,~li<odo

FS • I: c·+(W:dX-u}ll+' __1_ (4.79)


df+ d>lW+dX)~ 'I,

emquen, édadopor

Analogamenteaoobservadoemoutrosmétodosdeestabilidade,
orsécakuladodeformaiterativa,poisapareceemambososladosda
equação
Asforçasentrefatiassãocakuladas a partirdasequações:
dE • (W+dX)f!l(l - {c'+{W+dX - u)fgt~

x - -ffl1l+(y-1,)'f

onde{y-y,)éaposiçãodalinhadeempuxoe8,ainclinaçãodessaresul-

Como hipóteses, o método de Jambu admite que:


D aresultante dos es forçosnormaisdNpassapelopontomédioda
base,ondeatuamosdemaisesforços{dWedS);
D aposiçãonalinhadeempuxoédefinidapreviamenteeestabelece,
portanto,aposiçãodaresultantedasforçasinterlamelares(t),istoé,
- seacoesãofornula(c'•0),aresultanteposiciona-sepróximoao
terçomédioinferiordalamela;
- seo,rolofor coesivo(c'>0),haveriregiõessobtraçãoesob
compressão. Na zona de tração, pode-se assumir a existência
de trinca de tração com profundidade ~ ou pode-se introduzir
umaforçateórica,adicional,detração(negativa),acimadez,..

Método de Jambu simpliflcM!o


O método de Jambu simplificado foi desenvolvido com o objetivo de
reduziroesforçocomputacionalexigidopelométodorigoroso,possibili-
tandoaobtençãodoFSpormeiodedlculosmaissimples.
Ométodoaplica-seataludeshomogêneos(Fig.4.67),masnãofornece
bonsresultadosparasuperficiesemformadecunha.Osefeitosdasforças
cisalhantesinterlamelaressãoincorporadosaocálculopormeiodeum
fatordecorreção(f.),definidoa

~ . ~:."":..:..
partirdecomparaçõesentreFS
obtidospelosmétodossimplifi-
cadoegeneralizado.

//2j:u(~ O FS é definido pela


equação

,.,
: li : 1
lfflltttd.>f;,!la

d\
Fto- 4.67 G«lmttri<i do mito<1o ,1.,Jomb~ simp~f,codo
naqualf0 éofator decorre-
ção,funçãodarelaçãoentre
aproíundidadeeocomprimentodasuperffciederuptura{d/L)edos
parâmetros de resistência, sendo determinado graficamente pela
Fig.4.68;n..éumparãmetroquedependedageometriadafatiaeque
podeserdeterminadopela equação:

emqueaéainclinaçâodabasedafatia,cujovalorestánafaixade -90"< 11
<90";p,opesomédioporunidade de largura - dW/dx;u,aporopressão
médianabasedafatia;E,,,oempuxodeáguana trincaeW,opesodafatia

+· •

í
§1.os
•j
1,06

1,04
,.: / 4---:;:~de~~··
t
,,oo
o
11--- ·- limpli{,c,ldo - fotr,, f,

No caso de inexistência de água na trinca (t,. • O) e de fatias de


mesma largura {dx • cte), a Eq. (4.82) pode ser ruscrita como:
rt'•(p-u)rgt' )
FS . f ~ ~
A metodologia para o emprego do método deJambu simplificado é:
D subdividir o talude em fatias, sendo que a largura da fatia (.õ,x)
deveconsiderarmudançasnaspropriedadesdomaterialedistri-
buiçõesdeporopressão;
D determinar os pa rãmetros de peso, de acordo com a Eq. (4.85), na
qualh. éaalturamédiadafatia:

{4.85)

D determinaradistribuiçãodeporopressõesnabasedecadafatia(u);
D avaliarapossibilidadedehaveráguanatrinca;
D calcular as parcelas d\Vtga e {e' + {p- u) t!Jll,')dx;
D assumirumvalorparaFSedeterminarn,.;
D detenninargraficamenteofatorf.(Fig.4.68)en.(Eq.4.83);
D cakularoFS;
D seovalorarbitradodeFSfordiferentedocalculado,determinar
osnovosvaloresdef, en~. Emgeral,trêsiteraçõe, sãosuficientes
paraaconvergênciadométodo.

4.6.2 Método de Morgenstern e Price


O método mais geral de equilíbrio limite para uma superfície
qualquerfoidesenvolvidoporMorgenstemePrke(196S).Osesfor-
çosatuantesemfatiasinfinitesimaisestãonaFig.4.69.

<fN - PHOdo latil


P_-po,opre1s.lono(or,,orno...,,,.
fatiai
dP, · :!:::~?QroprMsiono
Y, ~
_.,,
EeT-e,lor,;osentref,til,an.. fldo

'
(y-y,) r-! ds - rflisttnóanobo ..

·~
/...
.,; FIG. 4.6' !'.sforç,x nafafian
Paratornaroproblemaestaticamentedeterminado,aocontrârio
dos demais métodos rigorosos que estabelecem uma relação constante
entre as forças entre as fatias, Morgenstern e Price assumem que a indi-
nação da resu\tante (8) varia, segundo uma função, ao longo da superfi-
ciederuptura,istoé·
r - H(xJE (4.86)

em que ). é um parâmetro escalar determinado a partir da solução de


câlculodofatordesegurançaef(x),umafunçãoarbitrària(Fig.4.70).A
escolhadafunçãof(x)requerumjulgamentopréviodecomoainclinação
dasforçasentrefatiasvarianotalude.Quandoseutilizaf(x) • O,asolução
paraofStoma·seidênticaàdeterminadapelométododeBishop,equando
f(x) • constante,oresultadotoma-seidêntícoaométododeSpencer.

~-o.s
--------------·
.rD: ~º
f(x)wmh1,•..;k>m•tomitka.
m>l .. f>"(l"l(Jld.o

·A-,·/
'(--------- \
E<Q.. fda
· -\
bq..,d.o
ftc..4.70 Fur,;olodrdistribuiçdodain<liMçdodarnu!tanudafcrç,,rntrtfaria.,
1ugmda.sporMorgemttm rl'rior
Aoseconsiderarasforçasatuantesemumafatiainfinitesimal,isto
é,dx~O,eparaquenãohajarotaçãodafatia,oequilíbriodemomentos
comrelaçãoaocentrodabaseéconsideradonulo.Comisso,chega-seà
equação:

-T - ~ - E ! ! l _ + ~ - i > ! ! l . , _
dx dx dx "dx (4.88)

naqualy(x)representaasuperffciederuptura;z(x),asuperffciedo
talude; h(x), a linha de ação da poropressão; e y,(x), a linha de ação da

O equilíbrio de forçasnadireçâonormaletangencialàbaseda
fatia, associado ao critério de ruptura de Mohr-Coulomb e considerando
asfunçõesdefinidasnaEq.(4.87),produz a Eq. (4.89)paraocãlculoda
forçaE{x)entrefatias,sendoxaabscissadafatia·

fül •~f1l+~+Plr] (4.89)

emqueasvariáveis K,L,Nepsãodefinidascomo:

K•U{!~:+A}
l•l-~+<m(~•A) (4.90)

N • m2A W,.+p -t(l+A 1)}{-2W,. +pA]

P• -kl(r - 119'')(1+A1J+V,,.Arg+"+qrg+1+1qA - V,.)

Com relação ao equilíbrio de momentos, consideram-se as funções


definidasnaEq, (4.87)echega-seàequação·

M(x)•f(y, -yl •M.,.(d•L(J.J-i )rdx


na qual M.w (x) é dado por (4.91)

M,,.(xl•l(-P.. i ) á+{P,.(1-M]

O método é solucionado iterativamente, definindo -s e previa-


mente a função de distribuição de forças entre fatias (Fig. 4.70),
assumindo-sevaloresparaFSeÂ.ecalculando-seE(x)eM(x)paracada
fatia.Noscontornos(x • Oex • n),osvaloresdeEeMdeverãosernulos,
istoé,

Assim, o processo iterativo - - fW •>eno


érepetido atéqueascondições f(>;) •CO<»ton1'

nos contornos sejam satisfeitas.


Os resultados geram diferentes
valoresdeFSparacadaumadas
equaçõesdeequilíbriodeforças
(FS,)edemomentos(FS.,),sendo ~ 1,10
também dependentes da escolha
dovalordel.Acomplexidadedos
cálculosrequerousodecomputa-
!1.os
doreseoFSdota\udeédeftnido
quandoFS,•FS • .
1
Afig.4.7l exempliftcaouso
dométodoparaumtaludehipoté- l'fop,~cc'•12kP•;•··40'
tico, considerando-se diferentes r•lOOOm~,.-o.s
funções de inclinação das forças Go-ometril:~•26.S' H•JO.Sm
entre fatias. Analogamente ao
,.~
o
método de Spencer, o FS caku-
ladoj)<!!Oequilíbriodemomentos
é pouco sensível à inclinação da F1c..4.71 1,ifl"'1>ciade Â.novalo.-doFS(F",edh,rtd;
força entre fatias Kra.l!n,1977}

Exercido resolvido - Método das


fatias:an.!ilisedeestabilidadedeencostaparasuperf/ciequalquer
(Métodos de Jambu, Spencer, Morgenstem e Price e Bishop)
Ser:l.executadaumaescavaçãode12,2Smemlocalconstitllldode
um solocomr~ 18,BkN/m', e'~ 28,S kPa e,;,'~ 20". Nas sondagens foi
identiftcadaapresençadeumaintrusãoargilosadeO,Smdeespes-
sura,aproximadamentehorizonta\,acercade13mdeprofundi-
dade.Oníve\d':l.guacoincide comabasedacamadaargilosa
Avaliaraestabilidadedaobra,dadoque, naconftguraçâoftnal,o
ângulodotaludeseráde27".
Soluçllo-métodosdeJambu,Spencer,
MorgenstemePriceeBishop
Apresençadacamadamenosresistente
leva à formação de uma superflcie não
Ftli.4.72c-n.triadoproblrma
circular(Fíg.4.72).
Para o solo argiloso, adotaram-se
fS- • l.50 parãmetrosderesistênciamaisdesfavorá·
fS- • l.54 veis:c' • DkPae~· - 10-.
fS- • 1.54
fS- - · l ,S7
Foi inicialmente realizada uma
anáfüe considerando a sup!!rficie de
ruptura circular, resultando num FS- de
1,58,calculadopelométododeBishop.Os
L demais métodos forneceram FS da mesma

·-
ordemdegrandeza(Fig.4.73)
Ftli.4.TlSupnflcio<im<lar-mftOdod•
Paraasuperficiederupturanão
circular,osresultadosestãomostradosna
Fig.4.74 e resultandonumf'Smaisbaixoe
adequadoaoproblemaemquestão.

4.6.3 Método de Sarma


Ométodode5arma(1973,1979)foiinicial-
mente desenvolvidoparaestimarovalor
daaceleraçãocritica(kJ,necessáriapara
umadeterminadamassadesoloatingir
acondiçãodeequilíbriolimitesobação
de terremotos. Apesar desse enfoque, o
métodoéextremamenteinteressantepara
aobtençãodeFSdetaludessobcondição
estática
Os esforços atuantes nas fatias estão indicados na Fig. 4.75. O
métodoincluiaforçahori20ntalinterna(kW},ondekéofatordeacele-
raçãohorizontal.proporeionalàaceleraçãodagravidade,eWéopesoda
massa. Com isso, considera-se que a força horizontal kW seja capaz de
instabilizarotalude.Osesforçosnonnaisentrefatiassãoconsiderados
separando-se a parcela da água (P..J dado solo (E'~.
O método consiste em determina r os valores de k em função de FS.
Porextrapolação,determina-setantoofatordeaceleração,denominado
critico(kJ,quecorrespondeàcondiçãoderuptura(FS • l),ouocoeli-
cientedesegurançaestático(FS),correspondenteàcondiçãoemquenão
háaçãodeforçahorfaontal(k ~ O).

W• ~dalalil
' ?0<"1''~""°
P• • ,-,u1i.nt• da
entr• falil,

J~
H"."7 1~.
~-=
U.• lfl<.Jluon~daporop,e,slo
,...1,a.. <1af.iil
E• X• t<lo,,;ostnir.fatil,
l,•E", +P~
hl, • N', +U,
T; • lo,,;amobiliud,,...1,a,.
dX • ~ , -~
dE • E.., -E

·/ "·

"/
Ftc.. 4.751:sfo,ços nafatici o parâmotros

Ométodoéclassificadocomorigoroso e apresentaasvantagens
denãoterproblemasdeconvergênciaedenão exigirousodecomputa·
dores; sua implementação pode ser feita em planilhas eletrônicas. o FS
édetenninadoiterativamente ,sendonecessáriassomentecercadetrês
iteraçõesparaobterasoluçâodesejada.
A massa de solo é subdividida em fatias, cuja espessura é pequena
o suficiente para assumir que a força normal (N) atua no ponto mé<lio da
basedafatia. Comonâoexistemforçasexternasaolongodasuperficie,

(4.94)

Pormeiodoequilíbriodeforçasnasdireçõesverticalehorizontal,
chega-se às seguintes equações
Íj • Nj*+% • (N; - U,)l!l'flÍHjb,$#Cu1

/!l'flÍ • '9+y,;'5 (4.97)


€i•%
AosecombinarasEqs.de(4.9S)a(4.97),quetratamdoequi!íbriode
forças,eaosesomartodasasfatias,chega-seàequaçâo:

naqual

Paragarantiroequilíbriodamassa,faz-seoequilíbriodemomen-
toscomrelaçâo ao centro de gravidade da massa total,dadopelas
coordenadas ~e y0. Como a soma dos momento, de W; e kW; é nula com
relaçâoaocentrodegravidade,chega-seàexpressâo:

naqual x.., ey., representamascoordenadasdopontodeaplicaçãoda


forçanormal(N)nabasedafatia.
Aosecombina rasequaçõesdeequilíbriodeforçasàEq.(4.100),
chega-se a:

Aescolhadocentrodegravidadeparaarealizaçâodoequillbrio
de momentos permite verificar o efeito de dX na equação de momen-
tos. Se a fatia for suticientemente pequena, a parcela LW,{x.,.-Xo) se
anula.OstermosàdireitadasEqs.(4.98)e(4.101)sâosempreconhe-
cidoseosda esquerdaincluemasforçasdesconhecidas{X). Deve-se,
então, definira magnitude de X,, de modo que asEqs. (4.94) e(4.101}
sejam satisfeitas. Uma vez estabelecido x ,, determina-se o valor da
aceleraçàocríticaporm eiodaso\uçàodaEq.(4.98).Comisso,ambasas
equaçôes-deequilíbriodeforças(Eq.4.98)edemomentos{Eq.4.101)
-são satisfeitas.
Comoonúmerodeincógnitasésuperioraodeequações,asúnicas
hipótesesintroduzidaspelométodosão
O OsesforçosatuamnopontomédiodabaSE-dafatia(nequações)
Essahipóteseéadmiss(velparafatiasdeespessurapequena.
O Deve-seestabelecerumcritérioparaocá.lculodasfon;astangen-
ciaisentre fatias{X). Sarmasugerequesejam calculadas indire-
tamente,apartirdeumafunçãode distribuiçãodadapor(n-1
equações):
x, - 1.01 (4.102)

lstoé,nãoseconheceovalorrealdeX,masumvalorrelativo,dado
porumafunçãodedistribuição(Fig.4.76), e noscontomos(i " Oe
Í • n),Q,énulo.Entretanto,surgemnovasincógnitasÃ.eafunçâo
dedistribuiçâoQ(x).

,., dX1• '!.f,

X. X, X...,

A função de distribuição pode ser arbitrada e afetar os resultados


obtidos.Paraminimizarsuainfluência,Sarmasugereautilizaçâode
umafunçãoQ{x)quedependedosparâmetrosderesistência,dadapela
Eq. (4.103).E.ssaproposta apresentacomovantagemad icionalapossi-
bilidadedeintroduzirosefeitosdeanisotropiaeheterogeneidadedos
solos envolvidos:
em que c' e •. correspondem aos valores dos parâmetros de resis-
tênda na superfkie de ruptura; P. é a pressão de água na seção; f;.
umaconstante (emgeraliguala1);9,iicorrespondemaosvalores
médiosparaafatia;e

(4.104)

Os termosdo ladodireitodasequ açõesdeequillbriodeforças


(4.98) e de momentos (4.101) são conhecidos. Os termos do lado
esquerdo envolvem as forças tangenciais (XJ entre fatias. Os valores
deX, podemserdeterminadossatisfazendo-seasEqs.(4.94)e(4.101).
A partir desses valores de X;, a aceleração crítica é determinada ao
se resolver a Eq. {4.98). Com isso, ambos os equilíbrios, de forças e de
momentos,sàosatisfeitos
Ao se substituir X, por sua função (Eq. 4.102) e considerando a
inexistência de forças externas (!:dF, ~o), as equações de equilíbrio (4.98)
e(4.101)tomam-se·

(4.1o6)

Umavezqueofatordesegurançaéestimadoinicialmente,as
Eqs.(4.10S)e(4.106)podemserresolvidassimultaneamenteparaseobter
ofatordeaceleraçãohorizontal(k)eoparãmetroÀ.,dadospor:

(4.1 07)

emqueasvariáveiss,,s,, s, es,sãodadaspe\asequações·
<, • [D,

Resumidamente, a metodologia
para empregar o método de Sarma
envolve arbitrarumfatordesegurança
~,
(ruptur1por
1çio dinlmiu)
eobterofatordeaceleraçãohorizon-
talcompatívelcomoFS.AovariaroFS,
constrói-seogrâficodeKxFS. ParaFS •
l,obtêm -seovalordofatordeaceleração
crítico,ouseja,dofatorcriticodecarga
horizontalrequeridoparalevaramassa
desolo/rochaàcondiçãoderupturasob fl<;.t.11 Vorio,;4odofo.W dt<>etltro,;4o-
condiçãoestática(Fig.4.77).

4-7 COMENTÁRIOS SOBRE OS MhOOOS DE EQUIÚBRJO LIMITE


Aformulaçãodoconceitodeequilfbriolimite acarretaumaquanti -
dadedeincógnitassuperioraonúmerodeequaçôe'sdisponíveis,o
que toma o problema estaticamente indeterminado. Com isso, os
métodosqueu!ilizamfatiasdiferementresiapartfrdadireçào em
queéfeitooequilíbriodeforças(verticalehorizontalounormal
etangenteàbasedafatia);alémdisso,aship6tesesadotadascom
relação às forças entre fatias também são diferentes, como resume
oQuadro4.3.
(l,.IAOaO t.lH ipótesesquanto6sforÇ6s entre fatias
Mét8de Hi,,W-,
Felrils(19l6) ~ t ~ a ! N b ~ m é d i i i dl ~
BishopOm)simplifiudo ~thorizoru
Jambu{1968)~

Jambu(19m~ Alouli,açao da iorçlnormal.,,.,.Wiasfow,:nidacomo"""'linhadoffflP'IM'


Spence,(1967, 1968) A~pour.i"""'Í'l(INÇIOcomlante mU'Fdttodl • ~~
~ePrir:e(1965) A~dl~fdefndlpc.-UffllllunçJo
Fonte:Dvy(l!199).
Os métodos de Bishop simplificado e Jambu talvez sejam os mais
utilizadosnaprática.EmboraométododeBishopnàosatisfaçaaoequiU·
brio de forças horizontais e o de Jambu não atenda ao equilíbrio de
momentos,osFSfornecidosporessesmétodossãoaceitáveisparaos
estudosdeestabilidadedetaludes.Nocasodesuperficiescirculares,a
diferençaentreoFSdeterminadopelométododeBishopsimplificadoe
pelosdemaismétodosmaisrigorosos{SpencerouBishop e Morgenstern)
nãoultrapassa5%.Parasuperflciesnâocirculares,ométododeJambué,
emgeral,maisconservativo, e adiferençacomrelaçãoaosoutrosmétodos
podechegara3°"'(Abramsonetal.,1996).Entretanto,assuperficiescríti-
cassãosemprediferentes,considerando-seosdiversosmétodos.
Fredlund e Krahn (1977) compararam os resultados dos métodos
deequilibriolimiteparaocasomostradonaFig.4.78.Foramestudados
doismecanismosderuptura:superficiecircularenãocircular.Osresul-
tadosestâonaFig.4.79.NométododeBishopsimplificado,l • Oe,no
deSpencer,À. • tg8.ParaométododeMorgensternePrice,afunçãof(x),
queestabeleceainclinaçãodasforçasinterlamelaresaolongodasuper-
flciede ruptura,foiconsiderada constante.AsoluçãoparaoFSobtida
nométodode /ambufoiposicionadaao\ongodacurvacorrespondente
ao FS definido por equillbrio de forças (F~. Os resultados mostram, mais
umavez,queo equilibriode momentosépoucosensivelàshipóteses
quantoàsforçasinterlamelares.Observa-sequeosmétodosdeanálise
fornecem valores de FS razoavelmente próximos, e a escolha da forma
dasuperficiederupturaéaquestãomaisrelevanteemumestudode

Umresumodasprincipaiscaracteristicasdosmétodosdeequili-
briolimiteestánoAnexoB
Independentemente do mecanismo e do método de análise adotado,
todasasaniilisesdeestabilidadedevemobservarosseguintesaspectos:
O Possibilidadedeaberturadetrincasdetraçãoe,consequentemente,
necessidadede incluiroempuxodaáguanatrincacomoforça
instabilizante
O Possibilidade derupturaprogressiva,querpelasmovimentações
prévias, quer por um comportamento tensão x defonnação com
picoderesistênciabemdefinido.Nessescasos,deve-seavaliara
necessidade deadotarparimetrosde resistêndaresidual.
O Realização de análises de sensibilidade, feitas por meio da varia-
ção do valor de um parâmetro por vez (coesão, ângulo de atrito,
nfveld':íguaetc.)edaconstruçãodegr:íficosquerelacionamoFS
ao valor do parâmetro. Com isso, é possível minimizar as incerte-
zas relacionadas à escolha do modelo de an;'ilise e as propriedades
geotécnicasdosmateriaisenvolvidos

y • l8.8kN/m1 ,
1S c' • 291'N/m1+"•l0• \
H•12.lm ~•26.S- ,

Ftc:..4.78 EstabilidadrUtal~drconsid,rando•"l"rfkincimi.lar e n4ocim;!ar

A C.>01:Superfíci9circui,, 8C.>02:Superllci9.-J.ocircul.,r

• Bl<hop<lm~itlcado(j..•O)
,. J•mbu(f¾<,ww) • Bl<hop<lm~il'k.ado(j.. • O)
o Spence,().•t,;,O) ,. J•mbu[R'9(1ww)
, MOf!)ef",$1~,..Moi, o Spence,(). - tg/l)
(f(,<}con,u.ni.) , Moroens1~n-Pfki!
(f(,<}con,u.ni.)

O.l 0,-4
Fatord~ual.,.).
O Quandoaenvoltóriaderesistênciaécurva,deve-setomarcuidado
naescolhadosparâmetros(c'e+').Aenvoltóriaderesistênda
deve sertra<;-ada na região correspondente à faixa de tensões do
problemaaseranalisado.Porexemplo,paraocasodesuperficies
derupturapoucoprofundas,deve-sedeftniraenvoltórianafaixa
debaixastensôesnormais;emsuperficiesderupturaprofundas,
astensõesnormaisatingemvaloresmais e\evados.
Háinúmerosprogrnmascomerciaisdeanálisedeestabilidadeque
incorporamosdiversosmétodosdeequilíbriolimite.Cabeaoprojetista
terconheeimentosuftcientequantoaosmétodosdeanálisedisponíveis,
de forma a ter capacidade de interpretar e reconhecer resultados poten-
cialmente incorretos
ÁBACOS OE BISHOP E MORGENSTERN
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ANEXO
RESUMO DOS MÉTODOS DE ANÁLISE DE
ESTABILIDADE DE TALUDES EM SOLO (GEORIO, 1999)

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REFERtNCIAS 81BL10GRÁF1CAS CITADAS
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A8NT · ASSOCIAÇÃO 8RAS1LtnU OE NORMAS TtCNJC,.S. Estabili<lad• U •n<OS·


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