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O autor, o tradutor e o revisor

Qual a importância de cada um desses profissionais no resultado


final? Uma só pessoa pode desempenhar mais de uma função?
Leia o artigo completo.

Ao fazer uma rápida consulta ao dicionário, teremos, para a palavra autor, a definição de
que é aquele que cria ou produz uma obra. Já o tradutor é a pessoa responsável por
traduzir, ou seja: passar algo (uma obra, por exemplo) de uma língua a outra. Em último
lugar, o revisor, definido como quem revê, corrige e faz adequações finais no texto. Commented [1]: SEO
É de se esperar que quem desempenha algum (ou mais de um) desses papéis tenha uma
lista extensa de outros elementos associados à função e que não são contemplados por
uma definição tão geral como as expostas anteriormente. Por outro lado, muitas vezes
espera-se de determinado profissional um conjunto de posturas ou práticas que não lhe
competem — e, o que é pior, às vezes nada disso foi acordado com o cliente antes do início
do trabalho — e resultam em impasses como: o cliente solicitou a revisão de uma tradução,
entretanto, ao examinar o texto, o profissional percebe instantaneamente que se trata de
uma tradução automática ou de qualidade dúbia.

Para entender a diferença entre uma tradução automática e uma tradução humana, leia
nosso artigo completo aqui. Commented [2]: sugestão de link interno: artigo da
primeira pauta

O que fazer nessa situação? Evidentemente a entrega de um bom trabalho extrapolará os


limites de uma revisão (seja qual for), já que será necessária a reescrita de parágrafos
inteiros e um trabalho minucioso de cotejamento com o arquivo original (quando esteja
disponível).
Diante de tal impasse, alguns podem optar por negociar novamente o orçamento, outros,
quem sabe, preferirão não realizar o trabalho.

Não existe um código de conduta para esse tipo de problemática, mas conhecimento é
poder. Isso significa que, ao entender o conjunto de funções, responsabilidades e deveres
de cada um dos profissionais supracitados, será mais fácil reconhecer os limites e a
amplitude de cada forma de atuação profissional.
Antes de começar a conversa:

É necessário compreender que o meio em questão é um vasto território, e os contextos de


atuação são inúmeros, com suas particularidades e algumas características comuns.
Podemos, por exemplo, pensar no mercado editorial de maneira geral. Os três
profissionais em questão — autor, tradutor e revisor — podem estar involucrados, mas há
uma série de outras formas de atuação.
● Os responsáveis pela descoberta de novos escritores, adiantamentos e acordos de
direitos autorais;
● Os tradutores (lembre-se de que não existe somente a tradução interlingual, a
tradução intralingual é muito importante no mercado brasileiro);
● Revisões de prova (podem ser infinitas);
● Revisão final;
● Diagramação, capa. etc.

Também podemos pensar em meios diferentes, como o conteúdo para marketing, redes
sociais, publicidade, entre outros. Nesse sentido, este artigo propõe uma conversa inicial
sobre problemáticas relacionadas à prática se autores, tradutores e revisores, entendendo
que são áreas de atuação bastante complexas e em constante mudança.
O autor

“Enquanto escritor, as palavras são a sua tinta. Utilize todas as cores”. A frase de Rhys
Alexander tenciona uma importante constante do trabalho do autor: sua principal ferramenta
são as palavras. Conheça-as bem, saiba construir com elas uma amplitude de significados,
lugares, pessoas e sentimentos.
Na prática, o autor é o responsável pela criação de um texto. Ele pode ser um escritor de
literatura e trabalhar com contos, romances, poemas, etc. Pode trabalhar com a redação de
textos técnicos, pautada por outros objetivos e direcionada a outros públicos. Também,
pode atuar como produtor de conteúdo de marketing e produzir textos cujo principal objetivo
é promover algo e vendê-lo.
Cada tipo de texto demandará uma importância diferente para a autoria. Em um livro de
ficção, o elevado trabalho com a subjetividade confere um valor de unicidade ao texto.
Nesse caso, o autor é uma figura central e seu nome tende a ser mais importante.
Já os textos técnicos em geral, por outro lado, estão mais centralizados no receptor, ou
seja, no leitor. Eles, ao contrário dos literários, trabalham quase que totalmente com uma
linguagem mais objetiva, e sua finalidade pode ser explicar, informar, ensinar, descrever,
etc.
Por fim, os redatores que trabalham com textos de marketing têm outra missão: sua
função é, em parte, objetiva e subjetiva. Eles devem trabalhar com as emoções do público
ao escrever um texto, labor que anda ao lado de um conhecimento profundo sobre o
comportamento, preferências e perfil do público-alvo em questão.
Nos últimos dois exemplos, o nome do autor nem sempre é tão importante, às vezes
desaparecendo completamente sem estabelecer qualquer tipo de relação com o material.
Lembrem-se de que o conceito de ghostwriter — termo do inglês que significa autoria
fantasma, anônima ou que será atribuída a outra pessoa ou instituição com a anuidade do
verdadeiro autor, que permanece oculto — é cada vez mais comum em todas as formas de
atuação supracitadas.

O tradutor
“Traduzir significa conseguir efeitos análogos com meios diferentes”

Paul Valéry

É muito difícil definir a tarefa do tradutor. É um fato, e qualquer pessoa que pareça muito
segura ao definir esse tipo de trabalho talvez deva rever seus conceitos. Mas, isso não
significa que devemos negar qualquer definição.
Em geral, os tradutores têm “especialidades”. Isso significa que preferirão trabalhar com
determinado par de línguas, realizar traduções e/ou versões e optar exclusivamente por
um tipo de texto, provavelmente algum entre os citados anteriormente.
Essa constatação sinaliza algo importante: nenhum tradutor traduz qualquer tipo de texto.

A seleção de determinado tipo de texto determinará a relação do tradutor com o autor e o


tipo de trabalho realizado com a língua alvo, assim como a “liberdade” potencial da
tradução.
Muitos concordam que o tradutor é um dos autores de uma obra, e isso acontece porque
ele deve preservar o efeito (e função) de determinado texto em outra língua. Ele pode
mudar mais ou menos o texto em questão, sempre respeitando a intenção do texto original
e a intenção do cliente.
Entretanto, é importante frisar que diante de um texto com falta de coesão e coerência,
cheio de ambiguidades (que não são fruto de um trabalho formal com a língua, como é
comum na escrita criativa) e problemas estruturais, o trabalho do tradutor não é resolver
esses problemas, a não ser que isso seja previamente acordado.
O revisor

As diferenças entre o autor e o tradutor já começaram a ser discutidas. Mas, e o revisor?


Sua principal função é garantir que não haja nenhum “erro” na versão final do texto em
questão. Ideias mal formuladas, falta de coesão e coerência, problemas de ortografia,
gramática e de construção de sentido não podem passar. É essencial ter em mente que:
● Nem sempre o texto passa pelo crivo de somente um revisor, muitas vezes trata-se
de uma equipe;
● O conceito de “erro” é muito (muito mesmo) amplo e deve levar em consideração a
figura do autor, o tipo de texto e o público receptor;
● Ele é o profissional que tem menos liberdade nessa equação, e deve respeitar a
tessitura textual específica do tipo de texto em questão.

Além dos pontos anteriores, o senso comum costuma associar o revisor a publicações
acadêmicas e livros, apenas. Trata-se de um engano comum, já que todo tipo de texto pode
passar pela leitura do revisor: flyers, manuais, cardápios, conteúdo de marketing, textos
publicitários, materiais didáticos, artigos, teses, dissertações e monografias.
Você tem experiência com alguma dessas formas de atuação profissional? Divida sua
experiência conosco!