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Material de Apoio – Leitura Necessária e Obrigatória

Teologia de Umbanda Sagrada – EAD – Curso Virtual


Ministrado por Alexandre Cumino

Texto 299

De Onde Saem os Signos Mágicos


por Rubens Saraceni

Os signos mágicos espalhados por todas as culturas religiosas nem sempre são identificados como tal e
sim como caracteres especiais, sagrados mesmo.
Vemo-los em máscaras ritualísticas; em brasões religiosos; em estolas; em mantos; em adereços ou
vestes de imagens sacras; em cajados; em vasos; em pórticos e altares; em decorações internas e externas de
templos etc.
Enfim, os signos mágicos estão espalhados por todos os lugares onde surgiram religiões e, mesmo que
muitas já tenham deixado de existir, seus signários sobrevivem e têm se mostrado para quem tem olhos para
vê-los.
Nós entendemos que, mesmo sem saberem quais são os seus fundamentos sagrados, ainda assim eles são
evocadores de poderes e encerram em si toda uma sacralidade silenciosa, suscitam respeito, admiração
curiosidade em quem se sente atraído por eles.
A falta de um conhecimento profundo sobre eles não invalida o seu uso, se bem que também não
proporciona uma forma de extraírem o seu maior poder de realização.
Nós, até onde nos foi possível, procuramos nos livros de magia simbólica ou de pontos riscados de
Umbanda de diversos autores e não encontramos uma explicação profunda ou fundamental sobre os signos
mágicos usados pelos guias espirituais. O que encontramos foram interpretações pessoais do que viam nos
pontos cabalísticos riscados pelos guias espirituais.
Alguns autores consultados por nós até chegaram bem próximo das chaves interpretativas, mas não
souberam reconhecê-las ou não identificaram as fechaduras das portas dos fundamentos ocultos da escrita
mágica sagrada simbólica usada pelos guias de Umbanda.
Com isso, várias interpretações surgiram e criaram um certo antagonismo entre os seus criadores
acirrando ânimos e deixando em segundo plano a tal “Lei da Pemba”. A própria espiritualidade superior, vendo
mais egocentrismo que fundamentalismo nas várias interpretações as eclipsaram, só restando mesmo os livros
de pontos riscados compilados a partir da reprodução dos pontos cabalísticos riscados pelos guias espirituais
durante os trabalhos nos terreiros.
O fato fundamental é que cada signo, símbolo ou risco (onda) mágico inserido nos pontos cabalísticos dos
guias de lei saem das irradiações mentais dos sagrados orixás, que são vivas e divinas e têm funções específicas
e as mais diversas possíveis.
Cada risco escrito em um ponto cabalístico tem sua função e a realiza em nível vibracional, energético e
magnético assim que o ponto é riscado pelo guia ou pelo médium autorizado a riscá-lo.
Saibam que toda onda tem sua forma de crescimento (modelo); vibra em uma frequência só sua (seu grau
vibratório); multiplica-se da mesma forma; absorve um ou vários fatores, abstraindo-os da energia divina
emitida por Deus e transmuta-os em emanações, emissões e cargas energéticas capazes de realizar a função a
que se destina (seu trabalho na criação).