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TEOLOGIA DE UMBANDA

Desenvolvido por Rubens Saraceni


Ministrado por Alexandre Cumino

Aula Digitada 47 Parte 01


Obs.: este documento é a transcrição fiel do discurso das vídeo-aulas, portanto poderá conter erros
gramaticais mantendo a originalidade da origem.

Aula 47: Literatura de Umbanda – Pioneiros da Religião – Primeiros 50 anos

Olá meus irmãos. Essa é a nossa aula de número quarenta e sete pra sobre a literatura de
Umbanda. Então, o objetivo não é abordar toda a literatura de Umbanda que compreende centenas
e centenas de livros. Ao contrário do que muitos pensam, é, já existiu no passado uma, algo que eu
não posso chamar de vasta, mas que existe uma literatura de Umbanda no passado. E essa
literatura tem um marco, existe um momento que começou a existir a literatura de Umbanda,
então, existe um primeiro autor de Umbanda, o que ele escreveu e uma sequência de autores de
Umbanda, aonde com o passar do tempo um autor leu a obra de outro autor antes de escrever a sua
obra. Então, nós temos aqueles autores de Umbanda lá do começo, do princípio da religião quando
ainda não existia uma literatura de Umbanda, eles começaram a escrever a partir de única,
exclusivamente a sua prática. Então, a religião de Umbanda ela surge no dia 15 de novembro de
1908 com Zélio de Moraes, dez anos depois em 1918 Zélio de Moraes começa a missão de fundar
sete Tendas. Em 1924, é, um homem chamado Antônio Elieser, Leal de Souza, ou seja, Leal de
Souza um jornalista, escritor, poeta, espírita, estava escrevendo para o jornal a noite uma matéria
chamada No Mundo dos Espíritos, em que ele visitava Centros, Tendas, Núcleos, aonde houvesse
manifestação de espíritos, Leal de Souza visitava e fazia uma entrevista, uma matéria sobre um
Centro Espírita. E assim em 1924, é, Leal de Souza visita a Tenda Espírita Nossa Senhora da Piedade
de Zélio de Moraes, isso está registrado no livro que foi publicado por Leal de Souza chamado No
Mundo dos Espíritos – Inquérito da Noite, no jornal por Leal de Souza – então, ele visita a Tenda
Espírita Nossa Senhora da Piedade de Zélio de Moraes e ele relata o que ele viu, ele viu um homem
incorporado por um Caboclo das Sete Encruzilhadas e esse Caboclo estava atendendo as pessoas ali
dentro e ele relata a situação de um homem dado como louco, tido como louco e que ali dentro,
depois do Caboclo se manifesta o Preto Velho, Pai Antônio e o que Leal de Souza relata é que esse
homem que chegou como louco foi curado ali dentro. Então, a partir dessa data 1924, Leal de
Souza passa a frequentar a Tenda Espírita Nossa Senhora da Piedade, mais ou menos uma época em
que Benjamim Figueiredo começa a frequentar a Tenda de Zélio de Moraes. Em 1933, ou seja,
cerca de nove anos depois Leal de Souza já era dirigente espiritual de uma das Tendas de Zélio de
Moraes – a Tenda Nossa Senhora da Conceição – então, em 1933 Leal de Souza que já era escritor
publica o primeiro livro de Umbanda, que também é um conjunto de matérias pra um outro jornal
que Leal de Souza trabalhava ali como jornalista, no jornal chamado Diário de Notícias, o conjunto
das matérias publicadas nesse jornal por Leal de Souza foi reunida nesse livrinho que se chama O
Espiritismo, a Magia e as Sete Linhas de Umbanda, esse é o primeiro livro de Umbanda publicado
por Leal de Souza que foi médium preparado por Zélio de Moraes e que assumiu a missão de
dirigente espiritual em uma das Tendas de Zélio de Moraes e que é o primeiro autor Umbandista
publicando este título: O Espiritismo, a Magia e as Sete Linhas de Umbanda. Então, na primeira
manifestação do Caboclo das Sete Encruzilhadas, o Caboclo já fala de sete caminhos, Zélio de
Moraes traz a ideia das sete linhas e Leal de Souza é o primeiro a registrar a ideia de sete linhas de
Umbanda, desde o início da religião já tem esse conceito de que Umbanda trabalha com espíritos, a
Umbanda trabalha com a magia e a Umbanda tem algo chamado sete linhas de Umbanda que é a
organização das forças da religião. Esse é um livrinho de leitura fácil, de leitura rápida, muito
importante, é um marco e aí com essa literatura de Umbanda leal de Souza escreveu a partir de
sua experiência porque não tinha nenhuma outra literatura de Umbanda, então, ele é o pioneiro.
Nosso objetivo aqui é citar os nomes de alguns dos pioneiros da literatura de Umbanda, isto
está registrado no livro História da Umbanda – Alexandre Cumino/ editora Madras - então, aqui
nesse livro tem um estudo sobre os pioneiros da literatura da religião, são pioneiros da religião de
Umbanda, autores de Umbanda que trouxeram uma grande colaboração. Leal de Souza é pioneiro,
a sua linguagem é simples, é direta, é muito esclarecedora, até hoje o livro dele é algo atual,
bacana de ler. Em 1938, surge um livro com o título: Umbanda, seu autor é João de Freitas, ao
modelo de Leal de Souza, João de Freitas também faz um livro de entrevistas, de visitas a
Terreiros, tem uma passagem interessante nesse livro que ele visita o Terreiro de Joãozinho da
Golméia que era alguém que praticava um Candomblé de Umbanda, que trabalhava com, é, com
Candomblé e junto trabalhava com entidades de Umbanda como uma Angolinha ou como uma
Umbanda de Angola ou próximo Omolocô, um Candomblé de Umbanda, trabalho de algo que está
relatado nesse livro de João de Freitas. Então, em 1941, é realizado o primeiro Congresso Nacional
de Umbanda, esse congresso foi uma realização da primeira Federação de Umbanda, a Federação
do Espiritismo de Umbanda do Brasil fundada por ordem do Caboclo das Sete Encruzilhadas. E essa
federação foi fundada porque aquele grupo de médiuns que estavam em torno de Zélio de Moraes e
em torno de Benjamim Figueiredo, esse grupo de médiuns conseguiu, finalmente, registrar os
Centros em cartório, as Tendas de Umbanda em cartório e conseguiram fazer o registro de uma
federação que pudesse reunir as Tendas que praticam Umbanda, então, reunir, é, e ensinar,
colaborar. Então, ali a primeira Federação de Umbanda por ordem do Caboclo das Sete
Encruzilhadas realizou o primeiro congresso de Umbanda que foi uma reunião dos intelectuais de
Umbanda da época e a partir desse primeiro Congresso de Umbanda, então, vai surgir uma
intelectualidade de Umbanda, vai surgir a literatura de Umbanda. Surgem algumas teorias em 1941,
a partir de 1941, então, vai surgir uma literatura de Umbanda e as federações de Umbanda que
serão fortes na década de 50, surge ali uma literatura de Umbanda. No primeiro Congresso de
Umbanda a grande preocupação dos Umbandistas era separar a Umbanda da Macumba Carioca que
eram os cultos afro-brasileiros carioca. Então, a grande preocupação era dizer o que é e o que não
é Umbanda e o que mais se confundia com Umbanda eram os cultos afro-brasileiros, quanto ao
Espiritismo eles não se preocupavam de confundir ou não Umbanda com Espiritismo, inclusive a
Umbanda era chamada de Espiritismo de Umbanda porque o Espiritismo não sofria nem preconceito
e nem a perseguição policial, a perseguição era maior quanto mais afro maior a perseguição, maior
o preconceito. Então, havia uma preocupação de desafricanizar a Umbanda. E dentro dessa
preocupação surgiram várias teorias, entre elas de que Umbanda teria vindo a Lemúria, da
Atlântida, que a Umbanda era a mais antiga das religiões, de que Umbanda é da Aumbandã, isso é
uma teoria do médium Diamantino Coelho, é, no Primeiro Congresso de Umbanda em 1941. Então,
é uma teoria surgida ali dentro que ela é explicada e ela é colocada de uma forma que hoje se
torna algo infantil porque a Umbanda tem história – Diamantino Coelho Fernandes que era o
responsável de apresentar a Teoria da Tenda Espírita Mirim – então, hoje essa teoria é infantil
porque a Umbanda é uma religião, as religiões são algo que faz parte da vida e do movimento,
elemento humano, as religiões existem na linha do tempo, na história, as religiões fazem parte de
um movimento social, dos movimentos sociais das sociedades, então, as religiões elas têm um
contexto histórico. A Umbanda é uma religião Brasileira, então, como é que ela veio da Atlântida,
da Lemúria? Quem é o Preto Velho na Atlântida, na Lemúria? Quem são os Orixás na Atlântida, na
Lemúria? O que seria a Umbanda sem Preto Velho, sem Orixá, sem altar, sem sincretismo? Não seria
Umbanda, então, Umbanda é uma religião Brasileira fundada por Zélio de Moraes, mas surgiram
várias teorias. O primeiro congresso de Umbanda é marcante, de lá saem vários pensadores da
religião, entre eles, Lourenço Braga que apresentou em 1941 para o Primeiro Congresso de
Umbanda o livro Umbanda e Quimbanda. Leal de Souza apresenta as sete linha de Umbanda,
Lourenço Braga pega cada das sete linhas de Umbanda e coloca sete falanges, Lourenço Braga é o
primeiro a organizar as linhas em falanges, então, é um mérito de Lourenço Braga, ele considera a
Umbanda como magia branca e Quimbanda como magia negra e é o primeiro autor a colocar, é, a
linha do Oriente dentro das sete linhas de Umbanda, então, é um autor importante. Em 1949, surge
Maria de Toledo Palmer: Jesus é a Chave da Umbanda, que tem toda uma forma de explicar
Umbanda, bem pessoal, particular e todinha fundamentada na presença dos seus mentores como
Chico – O Feiticeiro – que é um dos mentores de Maria Toledo Palmer em Chave da Umbanda ou o
segmento criado por Maria Toledo Palmer em 1949, existe até hoje Terreiros que seguem: Jesus a
Chave da Umbanda. Em 1950, surge Oliveira Magno, autor de Umbanda – estamos falando dos
pioneiros na literatura de Umbanda, esses são os pioneiros, aquele que trouxe sete linhas de
Umbanda: Leal de Souza, aquele que trouxe o conceito de Aumbandã: Diamantino em 1941, aquela
que trouxe a ideia Jesus a Chave da Umbanda em 1949 – Oliveira Magno em 1950 publica Umbanda
Esotérica Iniciática, aí nasce a ideia de apresentar a Umbanda como esoterismo. A ideia na
literatura porque esse esoterismo, a Umbanda Esotérica Iniciática, o esoterismo na religião ele
surge em primeiro lugar na Tenda Espírita Mirim e está presente no Primeiro Congresso de Umbanda
na teoria da Aumbandã, então, aí está a semente, a origem, a autoria do que foi depois copiado
por outros autores, outros escritos de Umbanda.
Essa é a nossa aula sobre literatura de Umbanda falando dos pioneiros da religião,
continuamos no segundo bloco.

DIGITAÇÃO – Equipe Umbanda EAD