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Jane Jacobs (2011) em “A morte e vida das grandes cidade” faz grandes críticas ao sistema de

urbanismo modernista das cidades, onde as casas eram consideradas máquinas para morar e as grandes
cidades abriam enormes vias pavimentadas para carros, assim não havendo mais espaço para o cotidiano das
pessoas, sem espaço para as relações socioeconômicas.
Acho que as zonas urbanas malsucedidas são as que carecem desse tipo de sustentação mútua
complexa e que a ciência do planejamento urbano e a arte do desenho urbano, na vida real e em cidades
reais, devem tornar-se a ciência e a arte de catalisar e nutrir essas relações funcionais densas. Pelas
evidências de que disponho, concluo que existem quatro condições primordiais para gerar diversidade nas
grandes cidades e que o planejamento urbano, por meio da indução deliberada dessas quatro condições, pode
estimular a vitalidade urbana (coisa que os planos dos urbanistas e os desenhos dos projetistas em si nunca
conseguirão). (JACOBS,2011)

Os quatro condições citados no paragrafo acima por Jacobs (2011) são;

• Comportamento social da população urbana;


• Desempenho econômico das cidades;
• Decadência da revitalização;
• Mudanças nas práticas de habitação, trânsito, projeto, planejamento e administração.

Com relação a estas quatro condições, Jacobs (2011) defendia o uso misturado das calcadas com as
ruas, colocava-se em contra ponto do que era implantado nas cidades, a mistura que a ela observava era as
relações humanas, o convívio do dia a dia que se estava se perdendo. A autora acreditava, para que as cidades
fossem mais vibrantes as calçadas deveriam ter de 10 a 12 metros e curtas quadras que a cada virada as
pessoas tivessem uma experiência nova com a cidade, nas calçadas deveriam ter espaços para: as crianças
brincarem, pedestres passando, áreas verdes e pequenos comércios, e para a circulação pedonal, espaços para
convívio (pequenas praças), fachadas dos edifícios voltados para as ruas; isto tornaria o bairro, a cidade mais
segura. Porem, que esta atividade não fossem apenas num único período, mas sim, dia e noite; atrações que
levassem as pessoas utilizarem mais os espaços não apenas ao dia mais a noite, e assim, trouxesse para este
bairro mais economia.
A ativista urbanista Jacobs (2011) também, criticava a forma como as cidades eram setorizadas,
“parques e áreas de jogos são nefastas”; nesta frase a autora critica as formas fantasiosas que deveriam existir
espaços para crianças e adolescentes, como parques infantis e quadras de esportes, onde para ela eram
espaços urbanos mal utilizados , pois estes espaços eram usados apenas em um período especifico do dia.
Como citado no jornal The New York Times, estas áreas são para praticas de delinquência juvenil, e estes
espaços se tornavam vazios e perigosos, pois não tem uma relação com a vida cotidiana da sociedade.
Outra relação que Jacobs (2011) trazia em relação a esta perda da interação do cotidiano da cidade, é
que afetava o comércio também, o qual empobrecia, pois, não tendo essas relações sociais múltiplas dos
espaços, os estabelecimentos fechavam as portas e faliam com o tempo. Do mesmo modo acontecia com os
grandes edifícios que se erguiam, onde a movimentação do dia era intensas, porém, a noite morria e ruas e
esquinas ficavam mais perigosas sem o fluxo de pedestres e atividades da sociedade. Igualmente ocorria com
aumento as grandes vias que tomavam os espaços de parques e antigos bairros, onde seus moradores eram
despejados a fim de progresso, e grande crescimento de viadutos elevados, que, por fim, acabaram
empobrecendo os bairros e desvalorizando estes, retirando seus moradores que ali a anos já moravam.
Jacobs fazia uma grande critica a não importância do pensamento da população, vendo o que eles
achariam dessas intervenções, e, se para elas seriam boas. As cidades eram grandes tentativas de erros e
acertos, onde em um espaço que alteraria o cotidiano de milhares de pessoas, tais não eram ouvidas.
As cidades monótonas, inertes, contêm, na verdade, as sementes de sua própria destruição e um
pouco mais. Mas as cidades vivas, diversificadas e intensas contêm as sementes de sua própria regeneração,
com energia de sobra para os problemas e as necessidades de fora delas.(JACOBS,2011)