Anda di halaman 1dari 18

7

Magnetismo

Objetivos de aprendizagem

Ao final desta unidade você terá subsídios para:

‡‡ compreender o conceito de magnetismo;


‡‡ compreender o conceito de magnetismo
material;
‡‡ compreender o conceito de campo magné-
tico;
‡‡ compreender a dinâmica das linhas de força;
‡‡ compreender o conceito de permeabilidade
magnética.

Seções de estudos
Acompanhe nesta unidade o estudo das seções
seguintes.

Seção 1: Magnetismo.
Seção 2: Magnetismo natural.
Seção 3: Campo magnético.
Seção 4: Sentido das linhas de força.

215
Curso Técnico em Telecomunicações

Para iniciar
O objetivo maior dessa unidade é fazer com você conheça o conceito
de magnetismo, seus tipos e como funciona o campo magnético no
âmbito da eletricidade.

Ah! Sempre que precisar, entre em contato com o seu tutor, ele estará à
sua disposição para ajudá-lo durante o processo de aprendizagem por
meio de uma sólida parceria, na qual também estará disposto a apren-
der com você.

Lembre-se sempre: o seu contato conosco, além de indispensável, será


sempre muito bem-vindo!

“Utilize os talentos que tiver:


haveria silêncio nos bosques
se só os pássaros que cantam
bem cantassem”.

-Henry Van Dyke-

Seção 1:
Magnetismo

Reflita
Você já parou para pensar sobre atração magnética?

Magnetismo é uma propriedade que certos materiais possuem que faz com
que esses materiais exerçam uma atração sobre materiais ferrosos.

As propriedades dos corpos magnéticos são utilizadas em eletricidade (mo-


tores, geradores) e em eletrônica (instrumentos de medição, transmissão de
sinais). Alguns materiais encontrados na natureza apresentam propriedades
magnéticas naturais.

216
Análise de Circuitos Elétricos

Nota
Esses materiais são denominados ímãs naturais. O minério magnetita
por exemplo, é um minério de ferro que é naturalmente magnético, ou
seja é um ímã natural.

Entretanto, também existem os ímãs artificiais (barras de materiais ferrosos


que o homem magnetiza por meio de processos artificiais).

Os ímãs artificiais são muito empregados porque podem ser fabricados com os
mais diversos formatos, de forma a atender às necessidades práticas e em geral,
têm propriedades magnéticas mais intensas que os naturais.

Figura 207- Exemplos de formas de ímãs artificiais.


Fonte: SENAI-CTGAS (2005).

Pergunta
Você já ouviu falar em polos magnéticos?

Polos magnéticos são as extremidades de um ímã. É nesses polos onde as for-


ças de atração magnéticas de um ímã se manifestam com maior intensidade.

Figura 208- Identificação do polo magnético.


Fonte: SENAI-CTGAS (2005).

Unidade 7 217
Curso Técnico em Telecomunicações

Cada um dos polos apresenta propriedades magnéticas específicas, sendo de-


nominados de polo sul e polo norte.

Atenção
Uma vez que as forças de atração magnéticas dos ímãs são mais
concentradas nos polos, conclui-se que a intensidade dessas
propriedades decresce para o centro do ímã.

Na região central do ímã se estabelece uma linha onde as forças de atração


magnéticas do polo sul e do polo norte são iguais e se anulam. Esta linha é
denominada neutra. A linha neutra é portanto a linha divisória entre os polos
do ímã.

Figura 209- Identificação da linha neutra.


Fonte: SENAI-CTGAS (2005).

O magnetismo tem sua origem na organização atômica dos materiais. Cada


molécula de um material é um pequeno ímã natural denominado de ímã mole-
cular ou domínio.

Figura 210- Ímã molecular.


Fonte: SENAI-CTGAS (2005).

218
Análise de Circuitos Elétricos

O que esta achando do assunto? Prepare-se para a próxima seção, pois novos
caminhos de aprendizagem esperam por você.

Seção 2:
Magnetismo natural
Quando, durante a formação de um material, as moléculas se orientam em sen-
tidos diversos e com isso os efeitos magnéticos dos ímãs moleculares se anu-
lam no todo do material, resulta em um material sem magnetismo natural. Se
durante a formação do material as moléculas assumirem uma orientação única
(ou predominante) os efeitos magnéticos de cada ímã molecular se somam,
dando origem a um ímã com propriedades magnéticas naturais.

Figura 211- Material com magnetismo natural.


Fonte: SENAI-CTGAS (2005).

Os ímãs têm uma propriedade característica muito interessante. Veja a seguir!

Nota
Por mais que se divida um ímã em partes menores as partes sempre terão
um polo norte e um polo sul!

Unidade 7 219
Curso Técnico em Telecomunicações

Figura 212- Inseparabilidade dos polos.


Fonte: SENAI-CTGAS (2005).

Quando os polos magnéticos de dois ímãs estão próximos as forças magnéticas


dos ímãs reagem entre si de forma singular:

‡‡ Se os dois polos magnéticos próximos forem diferentes (norte de um com o


sul do outro) há uma atração entre os dois ímãs;
‡‡ Se os dois polos próximos forem iguais (norte de um próximo ao norte do
outro) há uma repulsão entre os dois ímãs.

Figura 213- Interação entre os ímãs.


Fonte: SENAI-CTGAS (2005).

Quer conhecer o assunto da próxima seção? Vamos juntos conhecer campo


magnético.

220
Análise de Circuitos Elétricos

Seção 3:
Campo magnético
Os efeitos de atração ou repulsão entre dois ímãs ou de atração de um ímã
sobre os materiais ferrosos se devem à existência de um campo magnético que
provém do ímã.

Nota
O espaço ao redor do ímã em que existe atuação das forças magnéticas é
denominado de campo magnético.

Como artifício para estudar esse campo magnético, admite-se a existência de


linhas de força magnéticas ao redor do ímã.

As linhas de força magnéticas de um ímã são invisíveis e somente podem ser


constatadas com o auxílio de um recurso.

Dica
Colocando-se um ímã embaixo de uma lâmina de vidro e espelhando
(borrifando) limalha de ferro sobre o vidro, as limalhas se orientam
conforme as linhas de força magnéticas.

Unidade 7 221
Curso Técnico em Telecomunicações

Figura 214- Linhas de força magnéticas.


Fonte: SENAI-CTGAS (2005).

O formato característico das limalhas sobre o vidro é denominado de espectro


magnético.

Figura 215- Espectro magnético.


Fonte: SENAI-CTGAS (2005).

Essa experiência mostra também uma maior concentração de limalhas na região


dos polos do ímã devido à maior intensidade de magnetismo nas regiões pola-
res.

A maior intensidade do magnetismo deve-se ao fato de que a maioria das


linhas de forças magnéticas se concentra nas extremidades, passando por meio
da seção transversal nos polos.

222
Análise de Circuitos Elétricos

Figura 216- Regiões de maior intensidade magnética.


Fonte: SENAI-CTGAS (2005).

Com o objetivo de padronizar os estudos relativos ao magnetismo e às linhas


de força estabeleceu-se como convenção que as linhas de força de um campo
magnético se dirigem do polo norte para o polo sul.

Figura 217- Convenção do sentido das linhas de força.


Fonte: SENAI-CTGAS (2005).

Mais uma seção chega trazendo novos conceitos para que você transforme em
conhecimento significativo. Vamos em frente?

Unidade 7 223
Curso Técnico em Telecomunicações

Seção 4:
Sentido das linhas de
força
Quando um condutor é percorrido por uma corrente elétrica ocorre uma orien-
tação no movimento das partículas no seu interior.

Essa orientação do movimento das partículas tem um efeito semelhante à


orientação dos ímãs moleculares.

Como consequência dessa orientação verifica-se o surgimento de um campo


magnético ao redor do condutor. Observe a figura a seguir:

Figura 218- Campo magnético criado pela passagem de corrente elétrica pelo condutor.
Fonte: SENAI-CTGAS (2005).

As linhas de força desse campo magnético, criadas pela corrente elétrica que
passa por um condutor são circunferências concêntricas num plano perpendicu-
lar ao condutor.

O sentido de deslocamento das linhas de força é dado pela regra da mão di-
reita, para o sentido convencional da corrente elétrica.

224
Análise de Circuitos Elétricos

Dica
Envolvendo o condutor com os quatro dedos da mão direita de forma
que o dedo polegar indique o sentido da corrente (convencional) o
sentido das linhas de força será o mesmo dos dedos que envolvem o
condutor.

Figura 219- Regra da mão direita.


Fonte: SENAI-CTGAS (2005).

Dica
Pode-se também utilizar a regra do saca-rolha como forma de definir o
sentido das linhas de força.

O sentido das linhas de força é dado pelo movimento do cabo de um


saca-rolha, cuja ponta avança no condutor no mesmo sentido da corrente
(convencional)!

Figura 220- Regra do saca-rolha.


Fonte: SENAI-CTGAS (2005).

Unidade 7 225
Curso Técnico em Telecomunicações

A intensidade do campo magnético ao redor depende da intensidade da cor-


rente que flui no condutor.

Figura 221 - Relação entre intensidade de campo magnético e corrente


Fonte: SENAI-CTGAS (2005)

Pergunta
É possível aumentar a intensidade do campo magnético?

Sim. Para obter campos magnéticos de maior intensidade a partir da corrente


elétrica, usa-se enrolar o condutor em forma de espirais constituindo uma bo-
bina. Veja na figura a seguir:

Figura 222- Representação gráfica de bobinas.


Fonte: SENAI-CTGAS (2005).

226
Análise de Circuitos Elétricos

As bobinas permitem uma soma dos efeitos magnéticos gerados em cada uma
das espiras. A figura a seguir mostra uma bobina constituída por várias espirais
(ou espiras) ilustrando o efeito resultante da soma dos efeitos individuais.

Figura 223- Bobina composta por várias espirais.


Fonte: SENAI-CTGAS (2005).

Os polos magnéticos formados pelo campo magnético têm características se-


melhantes àquelas dos polos de um ímã natural.

A intensidade do campo magnético em uma bobina depende diretamente da


intensidade da corrente e do número de espiras.

O núcleo é a parte central das bobinas. Quando nenhum material é colocado no


interior da bobina diz-se que o núcleo é de ar.

Para obter maior intensidade de campo magnético a partir de uma mesma bo-
bina pode-se utilizar o recurso de colocar um material ferroso (ferro e aço, por
exemplo) no interior da bobina.

Nesse caso, o conjunto bobina – núcleo de ferro ilustrado na figura a seguir –


recebe a denominação de eletroímã. A maior intensidade do campo magnético
nos eletroímãs se deve ao fato de que os materiais ferrosos provocam uma
concentração das linhas de força.

Assim, a colocação de um núcleo de material ferroso no interior de uma bobina


provoca uma intensificação no seu campo magnético. Veja:

Unidade 7 227
Curso Técnico em Telecomunicações

Figura 224- Bobina com núcleo de ar e de ferro.


Fonte: SENAI-CTGAS (2005).

Quando uma bobina tem núcleo de material ferroso seu símbolo expressa essa
condição.

Figura 225 Bobina com núcleo de ferro.


Fonte: SENAI-CTGAS (2005).

Nota
A capacidade de um material concentrar as linhas de força é expressa
pela permeabilidade magnética e é representada pela letra grega m
(mi).

De acordo com a permeabilidade magnética os materiais podem ser classifica-


dos como: diamagnéticos, paramagnéticos e ferromagnéticos. Agora...

Materiais diamagnéticos

‡‡ permeabilidade pequena (menor que 1) e negativa;


‡‡ promovem uma dispersão do campo magnético.

228
Análise de Circuitos Elétricos

Nota
São exemplos de materiais diamagnéticos o cobre e o ouro.

Materiais paramagnéticos

‡‡ permeabilidade em torno da unidade;


‡‡ são materiais que praticamente não alteram o campo magnético (não dis-
persam nem concentram as linhas de força).

Nota
São exemplos de materiais paramagnéticos o ar e o alumínio.

Materiais ferromagnéticos

‡‡ com alta permeabilidade;


‡‡ caracterizam-se por promoverem uma concentração das linhas magnéticas;
‡‡ os materiais ferromagnéticos são atraídos pelos campos magnéticos;
‡‡ quando se coloca um núcleo de ferro em uma bobina na qual circula uma
corrente elétrica, o núcleo se torna imantado porque as suas moléculas se
orientam conforme as linhas de força criadas pela bobina.

Figura 226- Orientação das linhas de forças.


Fonte: SENAI-CTGAS (2005).

Cessada a passagem da corrente alguns ímãs moleculares permanecem na posi-


ção de orientação anterior, fazendo com que o núcleo permaneça ligeiramente
imantado.

Unidade 7 229
Curso Técnico em Telecomunicações

Essa pequena imantação é denominada de magnetismo remanescente ou resi-


dual.

Figura 227- Magnetismo remanescente.


Fonte: SENAI-CTGAS (2005).

Nota
Esse tipo de ímã é denominado de ímã temporário.

O magnetismo residual é importantíssimo, principalmente para os geradores de


energia elétrica.

Dica
Lembre-se que durante seus estudos você pode contar com o apoio
do tutor para compartilhar idéias, tirar dúvidas, discutir os assuntos
abordados.

Vamos lá! Aproveite esses momentos de interação com tutor para


explorar o aprendizado construindo novos conhecimentos.

230
Análise de Circuitos Elétricos

Colocando em prática
Chegou o momento de colocar em prática os conhecimentos apreen-
didos. Acesse o Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA) e realize as
atividades que preparamos para você. Aproveite para sanar as dúvidas
que surgirem com o seu tutor, ele estará à disposição para ajudá-lo.

Encontro presencial
A aprendizagem acontece também quando experiências se concreti-
zam, por isso você é convidado a participar do encontro presencial.
Esse é um ótimo momento para rever e explorar os assuntos estuda-
dos junto com o professor e colegas. Aprender exige envolver-se por
múltiplos caminhos de forma colaborativa, assim as descobertas serão
significativas para você.

Relembrando
Essa unidade de estudos proporcionou a você conhecer um pouco
sobre magnetismo que é a propriedade que certos materiais possuem,
fazendo com que esses materiais exerçam uma atração sobre os ma-
teriais ferrosos. Na sequencia você estudou o que era campo magné-
tico e aprendeu como identificar o sentido das linhas de força. Nosso
alvo são as forças oriundas do magnetismo. Não podemos esquecer
que corrente alternada é um sinal que varia o seu comportamento no
decorrer do tempo, diferente de outro sinal que conhecemos anterior-
mente.

Saiba mais
Aprofunde seus conhecimentos sobre o assunto desta unidade pesqui-
sando nos sites a seguir.

‡‡ <http://pt.wikipedia.org/wiki/Magnetismo>

‡‡ <http://www.mundoeducacao.com.br/fisica/magnetismo.htm>

‡‡ <http://www.guia.heu.nom.br/magnetismo.htm>

Unidade 7 231
Curso Técnico em Telecomunicações

Alongue-se

Caminhe um pouco. Apoie uma mão para manter o equilíbrio e com a


outra mão segure seu pé, puxando-o levemente em direção às nádegas
até sentir um alongamento leve do músculo da coxa (quadríceps). Faça
com as duas pernas, mantendo o alongamento por 30 segundos em
cada e retorne às atividades somente após 10 minutos de pausa.

232