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ESZE070-14

Laboratório de Máquinas
Térmicas e Hidráulicas

APOSTILA DO CURSO
Engenharia de Energia
LABORATÓRIO DE TÉRMICA E
FLUIDOS

Santo André
Ano 2018

1
ÍNDICE
CALENDÁRIO ACADÊMICO (ANO / QUADRIMESTRE) ........................................... 3

CRONOGRAMA - NOME DA DISCIPLINA ................................................................ 4

SEGURANÇA E NORMAS DE TRABALHO NO LABORATÓRIO ............................. 5

AVALIAÇÃO ............................................................................................................... 7

BIBLIOGRAFIA ........................................................................................................... 7

PRÁTICA 1 - TURBINA FRANCIS: EXP 1 – Torque, Velocidade e Potência............10

PRÁTICA 1 - TURBINA FRANCIS: EXP 2 – EFICIÊNCIA.........................................11

PRÁTICA 2 - TURBINA PELTON...............................................................................12

PRÁTICA 3 - CAVITAÇÃO.........................................................................................17

PRÁTICA 4 - BOMBAS EM SÉRIE E EM PARALELO..............................................22

PRÁTICA 5 - ANÁLISE DO COMPORTAMENTO DE MOTOR ICE..........................31

PRÁTICA 6 - ANÁLISE DO COMPORTAMENTO DE MOTOR ICO..........................34

2
CALENDÁRIO ACADÊMICO
(2018 /Segundo Quadrimestre)

3
CRONOGRAMA – Laboratório de Máquinas Térmicas e Hidráulicas-
ESZE070-14 – Aula Terça-feira: 19:00 às 21:00h
SEMANA ATIVIDADES
Apresentação do plano de ensino, procedimento experimental,
1 (05/06)
relatório e critério de avaliação. Divisão dos grupos.
2 (12/06) PRATÍCA 1: Turbina Francis (Experimento 1)
DISCUSSÃO E DÚVIDAS SOBRE A PRÁTICA 1: Experimento 1.
3 (19/06)
PRATÍCA 1: Turbina Francis (Experimento 2)
DISCUSSÃO E DÚVIDAS SOBRE A PRÁTICA 1: Experimento 2
4 (26/06)
PRATÍCA 2: Turbina Pelton
ENTREGA DO RELATÓRIO DA PRÁTICA 1
5 (03/07) DISCUSSÃO E DÚVIDAS SOBRE A PRÁTICA 2.
PRATÍCA 3: Unidade de cavitação.
ENTREGA DO RELATÓRIO DA PRÁTICA 2
6 (10/07) DISCUSSÃO E DÚVIDAS SOBRE A PRÁTICA 3.
PRATÍCA 4: Bombas em série e em paralelo.
ENTREGA DO RELATÓRIO DA PRÁTICA 3
7 (17/07) DISCUSSÃO E DÚVIDAS SOBRE A PRÁTICA 4.
PRATÍCA 5: Ensaio de motor de combustão interna (ICE)
ENTREGA DO RELATÓRIO DA PRÁTICA 4
8 (24/07) DISCUSSÃO E DÚVIDAS SOBRE A PRÁTICA 5.
PRATÍCA 6: Ensaio de motor de combustão interna (ICO)
ENTREGA DO RELATÓRIO DA PRÁTICA 5
9 (31/07) DISCUSSÃO E DÚVIDAS SOBRE A PRÁTICA 6.
PRATÍCA 7: Ciclo a Vapor (Rankine)-Eficiência Global
ENTREGA DO RELATÓRIO DA PRÁTICA 6
10 (07/08) DISCUSSÃO E DÚVIDAS SOBRE A PRÁTICA 7.
PRATÍCA 8: Ciclo a Vapor (Rankine) – Eficiência Equipamentos
ENTREGA DO RELATÓRIO DA PRÁTICA 7
11 (14/08)
DISCUSSÃO E DÚVIDAS SOBRE A PRÁTICA 8
ENTREGA DO RELATÓRIO DA PRÁTICA 8
12 (21/08)

13 (28/08)

4
CRONOGRAMA – Laboratório de Máquinas Térmicas e Hidráulicas-
ESZE070-14 – Aula Quinta-feira: 21:00 às 23:00h

SEMANA ATIVIDADES
Apresentação do plano de ensino, procedimento experimental,
1 (07/06)
relatório e critério de avaliação. Divisão dos grupos.
2 (14/06) PRATÍCA 1: Turbina Francis (Experimento 1)
DISCUSSÃO E DÚVIDAS SOBRE A PRÁTICA 1: Experimento 1.
3 (21/06)
PRATÍCA 1: Turbina Francis (Experimento 2)
DISCUSSÃO E DÚVIDAS SOBRE A PRÁTICA 1: Experimento 2
4 (28/06)
PRATÍCA 2: Turbina Pelton
ENTREGA DO RELATÓRIO DA PRÁTICA 1
5 (05/07) DISCUSSÃO E DÚVIDAS SOBRE A PRÁTICA 2.
PRATÍCA 3: Unidade de cavitação.
ENTREGA DO RELATÓRIO DA PRÁTICA 2
6 (12/07) DISCUSSÃO E DÚVIDAS SOBRE A PRÁTICA 3.
PRATÍCA 4: Bombas em série e em paralelo.
ENTREGA DO RELATÓRIO DA PRÁTICA 3
7 (19/07) DISCUSSÃO E DÚVIDAS SOBRE A PRÁTICA 4.
PRATÍCA 5: Ensaio de motor de combustão interna (ICE)
ENTREGA DO RELATÓRIO DA PRÁTICA 4
8 (26/07) DISCUSSÃO E DÚVIDAS SOBRE A PRÁTICA 5.
PRATÍCA 6: Ensaio de motor de combustão interna (ICO)
ENTREGA DO RELATÓRIO DA PRÁTICA 5
9 (02/08) DISCUSSÃO E DÚVIDAS SOBRE A PRÁTICA 6.
PRATÍCA 7: Ciclo a Vapor (Rankine)-Eficiência Global
ENTREGA DO RELATÓRIO DA PRÁTICA 6
10 (09/08) DISCUSSÃO E DÚVIDAS SOBRE A PRÁTICA 7.
PRATÍCA 8: Ciclo a Vapor (Rankine) – Eficiência Equipamentos
ENTREGA DO RELATÓRIO DA PRÁTICA 7
11 (16/08)
DISCUSSÃO E DÚVIDAS SOBRE A PRÁTICA 8
ENTREGA DO RELATÓRIO DA PRÁTICA 8
12 (23/08)

13 (30/08)

5
SEGURANÇA E NORMAS DE TRABALHO NO LABORATÓRIO

Leia integralmente o Guia de Segurança, Experimentos e Atividades (3ªed.) da


disciplina de Base Experimental das Ciências Naturais.
Destacamos:
Segurança
• Conheça a localização dos chuveiros de emergência, extintores e lavadores de
olhos.
• Use sempre avental, mantenha os cabelos presos e use calçados fechados,
mesmo na aula reservada para o preparo da prática seguinte;
• Os óculos são obrigatórios!
• Usar a capela sempre que possível;
• Nunca pipete com a boca, não cheire, nem experimente os produtos químicos;
• Comes e bebes, só fora do laboratório;
• Consulte o professor cada vez que notar algo anormal ou imprevisto;
• Comunique qualquer acidente, por menor que seja ao professor;
• Se utilizar chama, mantenha longe de qualquer reagente!
• Nunca brinque no laboratório;
• Evite o contato de qualquer substância com a pele;
• Nunca aqueça o tubo de ensaio, apontando a extremidade aberta para um
colega ou para si mesmo.
• Cuidado ao aquecer vidro em chama: o vidro quente tem exatamente a mesma
aparência do frio.
Procedimentos gerais
• Siga rigorosamente as instruções fornecidas pelo professor.
• Pesquise sempre a toxicidade dos reagentes antes das práticas.
• Nunca abra um recipiente de reagente antes de ler o rótulo.
• Evite contaminar reagentes, nunca retorne o excedente aos frascos de origem.
• Adicione sempre ácidos à água, nunca água a ácidos.
• Não coloque nenhum material sólido dentro da pia ou nos ralos.

• Não coloque resíduos de solventes na pia ou ralo; há recipientes apropriados


para isso.
• Não atire vidro quebrado no lixo comum. Deve haver um recipiente
específico para fragmentos de vidro.
• Verifique se as conexões e ligações estão seguras antes de iniciar uma
reação/destilação
• Ao terminar a prática, lave o material utilizado e deixe-o em ordem

6
AVALIAÇÃO

Os alunos serão avaliados a partir participação nos experimentos e


avaliação dos relatórios.

BIBLIOGRAFIA
Bibliografia Básica:
LORA, E.E.S., NASCIMENTO, M.A.R., Geração Termelétrica: Planejamento, Projeto
e Operação, Volume 1. Rio de Janeiro: Interciência, 2004.
BAZZO, E., Geração de vapor, 2ª edição. Florianópolis: Editora da UFSC, 1995.
MACINTYRE, A.J. Equipamentos Industriais e de Processos. Rio de Janeiro,
Editora: Livros Técnicos e Científicos Editora, 1997.
Bibliografia Complementar:
BROWN, R. N.; Compressors: Selection and Sizing. Gulf Professional Publishing; 3
edition, 2005.
BATHIE, W.; 1996, Fundamentals of Gas Turbine, John Wyley& Sons, Inc., New
York – USA.
ÇENGEL, Y. A.; BOLES, M. A. Termodinâmica. 5ª ed. São Paulo. McGraw Hill,
2006. 848 p. ISBN 8586804665.
HEYWOOD, J.B. Internal Combustion Engine Fundamentals, McGraw-Hill, New
York, 1988.
BRUNETTI, F., Motores de combustão interna-Vol.1. São Paulo: Edgard Blücher,
2012.

7
PRÁTICA 1 – TURBINA FRANCIS

Introdução: A turbina Francis é uma turbina de reação hidráulica, ou seja, a água


que passa através dela perde pressão e entrega sua energia à turbina. Para melhor
eficiência, os engenheiros colocaram esta turbina entre uma fonte de pressão de
água mais alta à entrada e uma saída de baixa pressão. Esta turbina opera melhor
com uma saída submersa ou ‘afogada’, para manter toda a turbina submersa. Os
livros textos explicam por que isto ajuda a turbina a funcionar corretamente. Ainda,
bolsões de ar podem reduzir a eficiência e causar danos à turbina.

Montagem e Ajuste da Turbina Francis:


1- Insira a placa de plástico (fornecida) no slot de barragem da bancada (Fig. 1).
2- Coloque a turbina no topo da Bancada Volumétrica de forma que seu tubo de
descarga fique posicionado sobre a parte rasa do reservatório (Fig. 2).
3- Fixe a extensão do tubo de descarga à turbina (Fig. 3).
4- Conecte o tubo de saída da bancada à entrada da turbina (Fig. 4).

Fig. 1 – Montagem da barragem Fig. 2 – Instalação da turbina na bancada

Fig. 3 – Conexão da extensão do tubo de Fig. 4 – Conexão da saída da bancada à


descarga entrada da bomba.

8
Notação:

Equações Importantes:

Potência Mecânica

Potência Hidráulica

Torque

Devido à direção de rotação, a balança à direita


apresentará uma leitura maior que a da balança à
esquerda. Assim, para simplificar:

O torque é o resultado do raio do tambor multiplicado pela


força

Eficiência Hidráulica

9
Experimento 1 – Torque, Velocidade e Potência
Objetivo: Testar a Turbina Francis com diferentes cargas e diferentes ajustes das
palhetas guia e plotar as curvas que ilustram o desempenho da turbina e o efeito dos
diferentes ajustes das palhetas guia.
Procedimento:
1. Crie três tabelas de resultados em branco, semelhante à Tabela 1.

Tabela 1: Tabela de levantamento de dados.


2. Abra completamente as palhetas guia (posição de 100%).
3. Ajuste as balanças de mola para indicação de nenhuma carga e certifique-se de
que elas indicam 0 (zero).
4. Ajuste a H1D (bancada de medição) para vazão total e meça a vazão inicial para
referência.
5. Use o tacômetro óptico para medir a velocidade máxima da turbina (para
nenhuma carga). Para executar esta operação, coloque o tacômetro contra a
janela transparente na parte traseira da turbina e use-o para detectar o adesivo
refletivo no tambor.
6. Aumente lentamente a carga para diminuir a velocidade da turbina em passos de
50 rev.min-1. A cada passo, registre a velocidade da turbina e a leitura de cada
balança de mola. Pare quando a velocidade ficar instável ou a turbina deixar de
girar.
7. Repita o ensaio para ajustes das palhetas guia de 2/3 (66%) e 1/3 (33%).
Análise dos resultados:
Para cada abertura das palhetas guia use seus resultados e as equações
apresentadas na seção de Teoria para calcular o torque e a potência. Complete
suas tabelas de resultados. Plote gráficos de torque (eixo vertical à esquerda) versus
a velocidade (eixo horizontal) com um segundo eixo vertical de potência (à direita).
Compare seus resultados para cada abertura das palhetas guia.

10
Experimento 2 – Eficiência (pressão de entrada constante)
Objetivo: Identificar a potência entregue à turbina pela água e a potência absorvida
pela turbina e, de posse desses dados, calcular a eficiência máxima da turbina.
Procedimento:
1. Crie três tabelas de resultados em branco, semelhante à Tabela 2.

Tabela 2: Tabela de levantamento de dados.


2. Abra completamente as palhetas guia (posição de 100%).
3. Ajuste as balanças de mola para indicação de nenhuma carga e certifique-se de
que elas indicam 0 (zero).
4. Ajuste a H1D (bancada de medição) para vazão total e deixe a turbina operando
por alguns minutos.
5. Ajuste a vazão da bancada para uma pressão de referência de entrada de 0.1
bar (10000 Pascals ou 0.01 MPa). Meça e registre a vazão.
6. Use o tacômetro óptico para medir a velocidade máxima da turbina (para
nenhuma carga). Para executar esta operação, coloque o tacômetro contra a
janela transparente na parte traseira da turbina e use-o para detectar o adesivo
refletivo no tambor.
7. Aumente lentamente a carga na balança de mola à direita em passos 0.5 N até a
turbina parar. A cada passo, ajuste a vazão da H1D para manter a pressão no
valor de referência. Em seguida, registre a velocidade e a vazão de água da
turbina.
8. Repita o ensaio para um ajuste das palhetas guia de 2/3 (66%).
Análise dos resultados:
Para cada abertura das palhetas guia use seus resultados e as equações
apresentadas na seção de Teoria para calcular o torque, a potência absorvida pela
turbina e a potência na água.
Referências:
TecQuipment (Nova Didacta-Representante autorizado) Procedimento do sistema
H18: Turbina Francis (Manual do Usuário).

11
PRÁTICA 2 – TURBINA PELTON

Introdução: A turbina Pelton é uma turbina hidráulica, na qual um ou mais jatos de


água colidem tangencialmente com pás em forma de conchas montadas ao redor da
roda ou rotor Pelton. A força produzida pelo impacto do jato gera um torque que faz
a roda girar produzindo energia mecânica. O nome ‘Pelton’ deriva de L.A. Pelton, um
engenheiro americano que executou uma notável pesquisa para determinar o melhor
formato para as pás. Devido ao conceito muito simples, foram desenvolvidas
algumas máquinas muito grandes, de eficiência alta. Saídas de potência de mais de
100 MW, com eficiências ao redor de 95%, não são incomuns. Em um modelo
pequeno de laboratório, porém, a saída será de alguns poucos Watts. A eficiência
será, portanto, muito menor, pois às perdas nos mancais e as perdas por atrito nas
pás serão proporcionalmente muito mais altas que em uma turbina grande, de alta
potência.
Teoria sobre o funcionamento da turbina Pelton (a teoria apresentada a seguir
foi retirada do manual do usuário da TecQuipment disponibilizado pela
empresa Nova Didacta).

12
13
Torque exercido na Roda

Potência desenvolvida

14
Eficiência Hidráulica da Roda

15
Procedimento:
1- Fechar válvula de agulha e ligar o suprimento de água.
2- Abrir lentamente a válvula de agulha permitindo que o jato acione a roda Pelton. Abrir
completamente a válvula (abertura de 100%).
3- Aumente a carga na roda ajustando o botão sobre as balança (s) (de mola) em intervalos
desejados (por exemplo intervalos de 0,02 N). A cada intervalo registrar a velocidade
(usando um tacômetro óptico) e as forças indicadas pelas duas balanças de mola.
Determinar o torque a partir da relação:
T = (F1 − F2 )Rb
Onde:
Rb - Raio de frenagem da roda (0.025 m)
F1 - Leitura da carga na balança de mola (Balança à direita com você de frente para a turbina).
F2 - Leitura da carga na balança de mola (Balança à esquerda com você de frente para a turbina).
4- Calcular a potência da turbina utilizando a equação:
2NT
P=
60
Onde:
N - Velocidade (rev/min); T - Torque (Nm); P - Potência (W)
5- Repetir experimento anterior para abertura da válvula de agulha de 50% e 25%.
6- Plotar as curvas de potência e de torque nas três aberturas da válvula agulha.
Dados para os cálculos:
Percurso da Agulha: 6.7 mm (aprox)
Diâmetro da saída do bocal: 10 mm
Abaixo estão listadas as posições da agulha com sua área de bocal correspondente.

16
PRÁTICA 3 – CAVITAÇÃO
Introdução
As causas e o fenômeno da cavitação consistem em um dos assuntos mais
importantes em qualquer curso de mecânica dos fluidos. Ela ocorre sempre que o
fluido de trabalho atinge sua ‘pressão de vapor’. A pressão de vapor é determinada
pela relação da temperatura e pressão do fluido. Quando o fluido de trabalho atinge
a pressão de vapor, ele entra em ebulição. São formadas pequenas bolhas de
vapor. Às vezes elas se unem e formam ‘bolsões’ maiores de vapor. As bolhas ou
‘bolsões’ se deslocam junto com o escoamento do fluido. Quando elas atingem uma
área com pressões maiores ou temperaturas mais baixas, elas entram em colapso
quando condensam. O fluido rapidamente se desloca para preencher o espaço
numa alta velocidade e pressão. Isto causa ondas de pressão. As ondas de pressão
geram impacto contra todas as superfícies sólidas locais. Isto cria ruído, vibração e
desgaste sobre as superfícies. Em casos severos a cavitação danifica máquinas e
sistemas hidráulicos. Por esta razão, os projetistas e engenheiros devem se
preocupar com a cavitação quando desenvolvem um novo projeto ou instalação.
Objetivos:
Estudar os fenômenos e as causas da cavitação de um tubo venturi a partir na
medição da pressão a montante e na garganta do tubo venturi. Determinar o
coeficiente de descarga do venturi.
Fundamentação Teórica: Venturi

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18
Procedimento experimental:
Experimento 1: Determinar o coeficiente de descarga do venturi
1. Crie uma tabela em branco similar à Tabela 1.
2. Certifique-se de que o aparato esteja configurado corretamente (verificar com
o técnico do laboratório).
3. Feche a válvula de controle de vazão e ligue a bomba.
4. Abra a válvula de controle de vazão até atingir uma vazão de 10 L/min.
Espere até que o escoamento estabilize.
5. Observe o tubo transparente no lado esquerdo do aparato. Quando você ligar
a bomba, você verá bolhas se movendo pelo tubo. Espere até que as bolhas
parem e obtenha leituras das pressões na entrada e na garganta do Venturi.
(As bolhas de ar na tubulação irão fornecer leituras falsas de pressão.
Sempre espere que as bolhas de ar parem antes de obter qualquer leitura.)
6. Utilize a válvula de controle de vazão para aumentar a vazão para 15 L/min e
20 L/min, obtenha leituras de pressão para cada vazão e depois desligue a
bomba.
7. Utilize a equação da continuidade para calcular as velocidades de
escoamento e prove que você pode prever a velocidade de escoamento na
garganta a partir da velocidade de escoamento na entrada.
8. Utilize a equação simplificada de Bernoulli (ignorando as perdas) estime a
pressão na garganta.
9. A partir da leitura da pressão a montante a na garganta do venturi e
conhecida a vazão, estime o coeficiente de descarga do venturi.

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Tabela 1 – Leitura de pressão em função de vazões pré-determinadas.

Na figura 1 são apresentadas as principais dimensões do venturi.


Figura 1 – Dimensões do Venturi

Experimento 2: Demonstração do fenômeno da cavitação.


1. Crie uma tabela em branco similar à Tabela 2.
2. Certifique-se de que o aparato esteja configurado corretamente (verificar com técnico
do laboratório).
3. Feche a válvula de controle de vazão e ligue a bomba.
4. Abra a válvula de controle de vazão até atingir uma vazão de 10 L/min. Espere até
que o escoamento estabilize.
5. Meça e anote a pressão atmosférica do ambiente (pa). Use o termômetro para medir
a temperatura da água.
6. Observe o tubo transparente no lado esquerdo do aparato. Quando você ligar a
bomba, você verá bolhas se movendo pelo tubo. Espere até que as bolhas parem e
obtenha leituras das pressões na entrada e na garganta do Venturi. (As bolhas de ar
na tubulação irão fornecer leituras falsas de pressão. Sempre espere que as bolhas
de ar parem antes de obter qualquer leitura.)
7. Utilize a válvula de controle de vazão para aumentar a vazão de 27 L/min para 50
L/min, obtenha leituras de pressão em intervalos de 1 L/min e depois 5 L/min acima
de 35 L/min.
8. Na medida em que você aumenta a vazão, monitore a Venturi e observe sinais de
cavitação em torno da seção da garganta. Ela será vista como um vapor branco que

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aumenta em volume com a vazão. Anote a vazão e as leituras de pressão no ponto
onde a cavitação começa a aparecer.
9. Desligue a bomba.
10. Utilize a equação da continuidade para calcular a velocidade do escoamento na
entrada para cada vazão.
11. Complete a coluna adicional de p1 + pa. Isto é necessário para fornecer a pressão
absoluta na entrada, já que o medidor de bourdon só indica as pressões acima da
pressão atmosférica (a pressão da entrada já é a pressão atmosférica quando o
medidor indica 0).
12. Gere um gráfico de p1 + pa com relação a (ρv 2)/2.
13. Calcule o gradiente do seu gráfico, ele será k 2. Encontre o ponto de intersecção do
seu gráfico, pois ele indicará a pressão de vapor pv.
Tabela 2 – Leitura de pressão em função de vazões pré-determinadas.

Questões
O seu valor de pv no seu gráfico é próximo da pressão na garganta (p2) quando você notou
pela primeira vez o aparecimento da cavitação? Nota: seu valor de pv no seu gráfico será
a pressão de vapor absoluta. Você deve subtrair a pressão atmosférica (em Pascal)
deste valor antes de compará-lo com a pressão na garganta nos seus resultados.
O que você notou sobre a pressão na garganta antes e depois da formação da cavitação?
Da tabela de pressão de vapor na parte da frente do aparato, em que pressão a cavitação
deveria iniciar sua formação? Ela está próxima do valor encontrado no experimento?

21
PRÁTICA 4 – Bombas em série e em paralelo
INTRODUÇÃO:
As bombas são utilizadas para transferir fluido em um sistema, esteja ele num
mesmo nível ou numa nova altura. A vazão depende da altura para a qual o fluido é
bombeado, e a relação entre a “altura manométrica” e a vazão é chamada de
“característica da bomba”. As vezes a utilização de uma única bomba não é capaz
de atender a vazão ou altura manométrica desejada para uma necessidade
particular, e duas (ou mais, na prática) bombas podem ser combinadas em série
para aumentar a altura na qual o fluido pode ser bombeado, ou em paralelo para
aumentar a vazão bombeada.
TEORIA BÁSICA SOBRE O DESEMPENHO DE UMA BOMBA
O aumento de altura manométrica H entre a entrada e a saída de uma bomba é uma
função da vazão Q ̇ e da velocidade de rotação N. Esta relação é expressa
graficamente e chamada de “característica da bomba”, como mostrado na Figura 1.

A altura manométrica, H, é uma altura medida em metros de água, mas uma


convenção alternativa consiste no uso do aumento de pressão através da bomba,
Δp (N/m2 ou bar). Δp e H estão relacionados entre si através de:

Em termos de altura manométrica:

22
Em termos de acréscimo de pressão através da bomba:

A eficiência global de uma pequena bomba de circulação não é tipicamente muito


maior do que 10 a 15%. Alguns livros trabalham em termos de Δp, e outros em
termos de H. Não confunda os dois sistemas! As curvas de desempenho publicadas
pelo fabricante da bomba utilizada no sistema H32 são mostradas na Figura 2.

Duas bombas em série


Uma representação esquemática de duas bombas em série é mostrada na Figura 3.
Ignorando-se quaisquer perdas que ocorram entre as duas bombas, a vazão através
das duas bombas será a mesma, mas a elevação global de pressão consiste na
soma dos dois valores individuais. Se ambas as bombas são idênticas, então o
aumento de pressão é o dobro para uma mesma vazão dada. A Figura 4 mostra a
característica de pressão / vazão para as duas bombas em série.

23
Duas bombas em paralelo
Uma representação esquemática de duas bombas em paralelo é mostrada na Figura
5. Ignorando-se quaisquer perdas que ocorram entre as duas bombas, a elevação
de pressão através de cada uma das duas bombas será a mesma e consiste na
elevação global de pressão. A vazão global consiste na soma dos dois valores
individuais, como mostrado na Figura 6. Se ambas as bombas são idênticas, então a
vazão total é o dobro da encontrada em uma bomba isolada.

24
A Característica da relação entre a pressão e vazão é uma curva com a forma

onde A e B são constantes que dependem do sistema. É então útil


gerar as curvas de Δp com relação a Q 2 (Figura 7), que representam linhas retas.

Na prática, por causa das tolerâncias de fabricação, o desempenho de cada bomba


individual pode ser levemente diferente. Para efeitos de demonstração, é satisfatório
assumir que ambas as bombas possuem a mesma característica. Os resultados
experimentais apresentados serão apresentados mais adiante confirmam esta

25
característica. A equação de Bernoulli é utilizada para estimar a pressão de entrada
na bomba.

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Eficiência da bomba

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Experimento 1
Com a velocidade fixa será avaliado o desempenho da bomba 1, bomba 2, das
bombas em série e duas bombas em paralelo. Note que as velocidades de cada
bomba quando operando em série ou em paralelo são normalmente as mesmas (por
exemplo, ambas a 750 rpm).
Procedimento
Configuração das três válvulas de controle – somente a bomba 2

Configuração das três válvulas de controle – somente a bomba 1

Configuração das três válvulas de controle – bombas em paralelo

Configuração das três válvulas de controle – bombas em série

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b) Ajuste a velocidade requerida para a bomba.
c) Ligue a chave de alimentação principal no console.
d) Ajuste a vazão de saída com ajuste da válvula de gaveta no lado da saída das
bombas. É conveniente iniciar com a válvula completamente aberta. Meça a vazão
usando a bancada hidráulica (consulte o manual da bancada hidráulica para obter
detalhes sobre a medição de vazão).
e) Leia a pressão de saída de cada bomba conectando p1 ou p2. Certifique-se de
que a válvula esteja fechada após cada medição. Insira os resultados na tabela.
f) Repita para várias vazões diferentes até que a válvula de controle esteja
completamente fechada.
g) Meça a diferença de altura entre a superfície da água dentro do reservatório e a
entrada da bomba. Calcule a pressão de entrada.
h) Calcule a elevação de pressão através da bomba. (Note que para efeitos de
demonstração, os passos (h) e (i) podem ser ignorados, colocando um nível de água dentro
da bancada hidráulica na mesma altura da entrada da bomba. Neste caso, p IN = 0.)

i) Gere um gráfico da elevação de pressão com relação à vazão ou (vazão) 2.


j) Se necessário, calcule e gere o gráfico da eficiência global do sistema de
bombeamento.
Elaborar este procedimento utilizando pelo menos 6 vazões.

Se estiver utilizando somente uma bomba, indique se foi usada a bomba 1 ou a


bomba 2.

29
Resultados
1. Para a bomba 1 elaborar as curvas (primeiro termo abscissa, segundo
termo ordenada): altura manométrica (mca) x vazão mássica (kg/s); altura
manométrica (mca) x vazão mássica elevada ao quadrado (verificar esta
relação); altura manométrica (mca) x potência (W); altura manométrica (mca)
x potência elevada a 2/3 (Verificar esta relação); eficiência x vazão mássica.
Analisar os resultados.
2. Para a bomba 2 elaborar as curvas (primeiro termo abscissa, segundo
termo ordenada): altura manométrica (mca) x vazão mássica (kg/s); altura
manométrica (mca) x vazão mássica elevada ao quadrado (verificar esta
relação); altura manométrica (mca) x potência (W); altura manométrica (mca)
x potência elevada a 2/3 (Verificar esta relação); eficiência x vazão mássica.
Analisar os resultados.
3. Para as duas bombas em paralelo: altura manométrica (mca) x vazão
mássica (kg/s); altura manométrica (mca) x vazão mássica elevada ao
quadrado (verificar esta relação); altura manométrica (mca) x potência (W);
altura manométrica (mca) x potência elevada a 2/3 (Verificar esta relação);
eficiência x vazão mássica. Comparar os resultados obtidos com a teroria
sobre bombas em paralelo.
4. Para as duas bombas em série: altura manométrica (mca) x vazão mássica
(kg/s); altura manométrica (mca) x vazão mássica elevada ao quadrado
(verificar esta relação); altura manométrica (mca) x potência (W); altura
manométrica (mca) x potência elevada a 2/3 (Verificar esta relação);
eficiência x vazão mássica. Comparar os resultados obtidos com a teoria
sobre bombas em série.

30
PRÁTICA 5 – Análise do comportamento de motor ICO.
OBJETIVO DO EXPERIMENTO
Levantar curvas de desempenho de um motor de combustão interna alternativo, e
analisar o comportamento de um motor de ignição por centelha (ICE)
INTRODUÇÃO
As propriedades, conjugado na árvore de manivelas ou torque (T), potência (Ẇ) e
consumo especifico (Ce), são as que serão utilizadas para o "levantamento" das
curvas características de um motor de combustão interna, todas elas obtidas em
função da rotação para motores em que se pode controlar a quantidade de ar e
combustível admitidas (caso dos motores de automóveis). Estas curvas estão
mostradas na Fig. 1.
No caso de motores estacionários, que acionam maquinas que necessitam de
rotação constante (como geradores e bombas), estas curvas são apresentadas em
função do consumo total de combustível. Normalmente estes motores apresentam
um governador (mecânico ou eletrônico) que aciona a borboleta do ar do carburador
de modo que com o aumento da carga (torque) sobre o eixo do motor, ele corrige a
posição da borboleta de forma a manter a rotação constante. Como a posição da
borboleta de ar também atua sobre o controle de combustível (por válvula agulha
regulável) ou por diferença de velocidade no Venturi, consegue-se a compensação
adequada à nova carga.

Figura 1 - Curva Característica de um motor

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Experimento:
1- Apresentar o procedimento de realização do experimento.
2- Tabela de dados:
Horário do ensaio
Data do ensaio: do motor:
Tipo do motor: Monociclo
Número de Série do
Motor:
Ciclo do motor (tempos): 4
Potência máxima abs: 4,4 kW 5,98 CV 5,90 hp
Potência em uso
contínuo: 2,6 kW 3000 rpm
2,9 kW 3600 rpm
Diâmetro do cilindro: 67 mm Curso: 49 mm
Relação Diâmetro/curso: 1,37
Área do cilindro: 35,26 cm2
Volume: 172,8 cm3 0,1728 L
Número de cilindros: 1
Cilindrada: 172,8 cm3
Taxa de compressão
volumétrica: 8,5
Ciclos: 4
Número de voltas (Ciclo): 2

Combustível:
Massa específica: kg/m3
Poder Calorífico Inferior: MJ/kg
Pressão do
ambiente: kPa mbar bar
Dimensão do orifício da caixa de ar: 18,5 mm
Posição do
acelerador:

32
Dados de entrada:
Motor Combustível Ar
Pressão
Velocidade Torque Potência Volume Tempo Temperatura Temperatura
Exper. diferencial
(rpm) (Nm) (W) (8/16/24 mL) (s) (C) (C)
(Pa)

1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11

3- Realizar revisão bibliográfica sobre os assuntos: Motor ICE; Pressão Média


Efetiva; principais Partes e componentes de um motor; medidas de desempenho
de motores; curvas características do motor (consumo específico x rotação;
potência x rotação; torque x rotação).
4- A partir da revisão acima, preencher a tabela a seguir:
Motor Combustível Ar
Torque Fluxo de Fluxo de Massa Fluxo de Energia Razão
Veloc. Pot. Energia
(Nm) massa massa Espec. massa kW Ar/comb
(rpm) (W) (W)
(kg/s) (kg/h) (kg/m3) (kg/s)

Eficiência
Brake Mean Effective
Consumo Térmica Térmica Pressure-BMEP
Volumétrica
Específico (Pot./E_comb) (Pot./(E_comb+E_ar) (bar)
(%)
(g/Wh) (%) (%)

5- A partir dos dados calculados na tabela acima, fazer as curvas características do


motor analisado: Potência x rotação; Consumo específico x rotação; Eficiência x
rotação; Eficiência volumétrica x rotação; Torque x Rotação; Brake Mean Effective
Pressure x rotação.

33
PRÁTICA 6 – Análise do comportamento de motor ICO.
OBJETIVO DO EXPERIMENTO
Levantar curvas de desempenho de um motor de combustão interna alternativo, e
analisar o comportamento de um motor de ignição por compressão (ICO)
INTRODUÇÃO
As propriedades, conjugado na árvore de manivelas ou torque (T), potência (Ẇ) e
consumo especifico (Ce), são as que serão utilizadas para o "levantamento" das
curvas características de um motor de combustão interna, todas elas obtidas em
função da rotação para motores em que se pode controlar a quantidade de ar e
combustível admitidas (caso dos motores de automóveis). Estas curvas estão
mostradas na Fig. 1.
No caso de motores estacionários, que acionam maquinas que necessitam de
rotação constante (como geradores e bombas), estas curvas são apresentadas em
função do consumo total de combustível. Normalmente estes motores apresentam
um governador (mecânico ou eletrônico) que aciona a borboleta do ar do carburador
de modo que com o aumento da carga (torque) sobre o eixo do motor, ele corrige a
posição da borboleta de forma a manter a rotação constante. Como a posição da
borboleta de ar também atua sobre o controle de combustível (por válvula agulha
regulável) ou por diferença de velocidade no Venturi, consegue-se a compensação
adequada à nova carga.

Figura 1 - Curva Característica de um motor

34
Experimento:
1- Apresentar o procedimento de realização do experimento.
2- Tabela de dados:
Horário do ensaio
Data do ensaio: do motor:
Tipo do motor: Monociclo
Número de Série do
Motor:
Ciclo do motor (tempos):
Potência máxima abs: kW CV hp
Potência em uso
contínuo: kW rpm
kW rpm
Diâmetro do cilindro: Mm mm
Relação Diâmetro/curso:
Área do cilindro: cm2
Volume: cm3 L
Número de cilindros:
Cilindrada: cm3
Taxa de compressão
volumétrica:
Ciclos:
Número de voltas (Ciclo):

Combustível:
Massa específica: kg/m3
Poder Calorífico Inferior: MJ/kg
Pressão do
ambiente: kPa mbar bar
Dimensão do orifício da caixa de ar: 18,5 mm
Posição do
acelerador:

35
Dados de entrada:
Motor Combustível Ar
Pressão
Velocidade Torque Potência Volume Tempo Temperatura Temperatura
Exper. diferencial
(rpm) (Nm) (W) (8/16/24 mL) (s) (C) (C)
(Pa)

1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11

3- Realizar revisão bibliográfica sobre os assuntos: Motor ICE; Pressão Média


Efetiva; principais Partes e componentes de um motor; medidas de desempenho
de motores; curvas características do motor (consumo específico x rotação;
potência x rotação; torque x rotação).
4- A partir da revisão acima, preencher a tabela a seguir:
Motor Combustível Ar
Torque Fluxo de Fluxo de Massa Fluxo de Energia Razão
Veloc. Pot. Energia
(Nm) massa massa Espec. massa kW Ar/comb
(rpm) (W) (W)
(kg/s) (kg/h) (kg/m3) (kg/s)

Eficiência
Brake Mean Effective
Consumo Térmica Térmica Pressure-BMEP
Volumétrica
Específico (Pot./E_comb) (Pot./(E_comb+E_ar) (bar)
(%)
(g/Wh) (%) (%)

A partir dos dados calculados na tabela acima, fazer as curvas características do


motor analisado: Potência x rotação; Consumo específico x rotação; Eficiência x
rotação; Eficiência volumétrica x rotação; Torque x Rotação; Brake Mean Effective
Pressure x rotação.

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