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APÊNDICE A - SISTEMA ELÉTRICO DE DISTRIBUIÇÃO

Todo o sistema elétrico de potência é composto basicamente por três blocos chamados
de geração, transmissão e distribuição. No contexto brasileiro, cada parte exerce um papel
crucial para o funcionamento do sistema geral e nenhum opera isolado dos demais. Como o
desenvolvimento deste trabalho será em nível de distribuição, este bloco do SEP será
abordado detalhadamente.
O sistema de distribuição é divido em três subníveis de atuação: sistema de
subtransmissão, sistema de distribuição primária e sistema de distribuição secundária. Deste
modo, aqui serão abordadas as características relativas ao sistema de distribuição, os
principais arranjos utilizados e a modelagem matemáticas dos elementos que o compõe
(KAGAN, OLIVEIRA e ROBBA, 2010).

1. SISTEMA DE SUBTRANSMISSÃO

O sistema de subtransmissão é o elo entre a transmissão e as subestações de


distribuição. Este sistema possui linhas trifásicas operando em tensões de 69 kV ou 138 kV e,
raramente , em tensão de 34,5 kV; com capacidades de fluxo de algumas dezenas de
megawatts, comumente entre 20 MW e 150 MW. Na Figura 1 é mostrado um exemplo de
sistema de subtransmissão. Este sistema normalmente opera em malha fechada, atendendo as
três subestações de distribuição (KAGAN, OLIVEIRA e ROBBA, 2010).

Figura 1: Sistema de subtransmissão.

Fonte: (KAGAN, OLIVEIRA e ROBBA, 2010).

Os sistemas de subtransmissão ainda podem apresentar configurações mais simples e


mais complexas que garantam menor custo de construção e maior custo e confiabilidade,
respectivamente. São exemplos ligações radiais simples, ligações radiais com acesso à
transmissão em dois pontos, a configuração ‘sangria de linha’, etc, (KAGAN, OLIVEIRA e
ROBBA, 2010).

2. SUBESTAÇÕES DE DISTRIBUIÇÃO

As subestações de distribuições são alimentadas pelo sistema de subtransmissão e


operam através de arranjos de barramentos e transformadores que adequam os níveis de
tensão para distribuição primária, atendimento dos consumidores de média tensão e para
alimentar os trafos que atendem os consumidores de baixa tensão. Há algumas configurações
de subestações como barra simples, barra simples com dois circuitos de suprimento, barra
simples seccionada, entre outros. Na Figura 2 são mostrados dois exemplos de configuração
comuns (KAGAN, OLIVEIRA e ROBBA, 2010).

Figura 2: Barramentos em barra simples e seccionada.

Fonte: Adaptado de: (KAGAN, OLIVEIRA e ROBBA, 2010).

Configurações mais simples apresentam um menor custo e são indicados quando


alimentam regiões com cargas de menor importância e/ou que apresentem menor densidade
de carga. Já as configurações mais elaboradas possuem recursos para contingência, maior
confiabilidade e maior custo.
Outras configurações com mais chaves para interligação entre barras, mais unidades
transformadoras e demais recursos que permitam transferência de carga e aumentem a
confiabilidade podem ser utilizados; dependendo das necessidades e recursos disponíveis.
3. DISTRIBUIÇÃO PRIMÁRIA – MT

A distribuição primária ou média tensão corresponde à rede de alimentadores da


subestação de distribuição, operando normalmente em tensões de 13,8 kV a 34,5 kV. Esta
rede forma ramificações conforme a geografia dos locais para atender às cargas. Geralmente
cada alimentador possui uma capacidade de fluxo de potência da ordem de 12 MW que,
devido à necessidade de transferência de blocos de carga, se restringe a 8 MW. Essa rede, que
pode ser aérea ou subterrânea, alimenta os consumidores de média tensão e os
transformadores que alimentam a rede de BT (KAGAN, OLIVEIRA e ROBBA, 2010). As
principais configurações para as linhas de MT são:
a. Linhas aéreas
 Primário radial com socorro;
 Primário seletivo;
b. Linhas subterrâneas
 Primário seletivo;
 Primário operando em malha aberta;
 Spot network;
Sendo que as redes aéreas são predominantes, pois apresentam menor custo, maior
facilidade de manutenção e acesso. Estas linhas também apresentam configurações e
características típicas em sistemas convencionais (cabos nus de alumínio) ou linhas compactas
protegidas.

4. DISTRIBUIÇÃO SECUNDÁRIA – BT

A partir das estações transformadoras, geralmente encontradas nos postes, deriva-se a


rede de baixa tensão. Esta rede é utilizada para alimentação de pequenos consumidores, tais
como: consumidores residenciais, pequenos comércios e prédios, etc. No Brasil, são
características redes de BT que operem em malha ou radial, com tensões padronizadas de
220/127 V ou 380/220 V. Além destas ainda existem outros níveis de tensão também
utilizados como 110 V e 230/115 V. As unidades transformadoras, que fazem a interface entre
a MT e a BT, são geralmente do tipo monofásicas ou trifásicas, e apresentam potência
padronizadas de 10 kVA; 15 kVA; 30 kVA; 45 kVA; 75 kVA; 112,5 kVA ou 150 kVA
(KAGAN, OLIVEIRA e ROBBA, 2010).
5. MODELAGEM DOS ELEMENTOS

A partir da subestação, o sistema de distribuição é constituído por alimentadores, os


quais possuem, basicamente, três elementos principais. Estes elementos são as linhas de
distribuição primárias e secundárias, os transformadores de distribuição e as cargas elétricas;
além dos equipamentos de proteção.

5.1 MODELAGEM DAS REDES

As linhas de distribuição são modelas matematicamente, pelo modelo PI, conforme


acontece com as linhas de transmissão. Neste modelo, a linha é vista como uma impedância
composta por reatâncias resistiva e indutiva, com admitâncias em paralelo (shunt). O modelo
PI para uma linha trifásica é mostrado na Figura 3 (KERSTING, 2001).

Figura 3: Modelagem para uma linha trifásica.

Fonte: (KERSTING, 2001).

Aplicando as leis de Kirchhoff das correntes e tensões no modelo da Figura 3 e


realizando alguns artifícios matemáticos chega-se a seguinte equação matricial, em forma de
quadripolos, como mostrado na equação (1).

[𝑽𝑳𝑮𝒂𝒃𝒄 ] [𝒂] [𝒃] [𝑽𝑳𝑮𝒂𝒃𝒄 ]


[ ] =[ ].[ ] (1)
[𝑰𝒂𝒃𝒄 ] 𝒏 [𝒄] [𝒅] [𝑰𝒂𝒃𝒄 ] 𝒎

onde: 𝑉𝐿𝐺𝑎𝑏𝑐 , corresponde à matriz de tensões fase-terra a, b e c. Já 𝐼𝑎𝑏𝑐 corresponde à matriz


de correntes a, b e c. Os radicais m e n representam as barras de entrada (n) e saída (m), da
tensão e corrente. Ainda [U] é uma matriz identidade de ordem 3x3, e 𝑍𝑎𝑏𝑐 e 𝑌𝑎𝑏𝑐 são as
matrizes de impedâncias e admitâncias, próprias e mútuas da linha, respectivamente. E os
demais elementos são descritos a seguir, nas equações (2), (3), (4) e (5):

𝟏
[𝒂] = [𝑼] + . [𝒁𝒂𝒃𝒄 ]. [𝒀𝒂𝒃𝒄 ] (2)
𝟐
[𝒃] = [𝒁𝒂𝒃𝒄 ] (3)
𝟏
[𝒄] = [𝒀𝒂𝒃𝒄 ] + . [𝒀𝒂𝒃𝒄 ]. [𝒁𝒂𝒃𝒄 ]. [𝒀𝒂𝒃𝒄 ] (4)
𝟒
𝟏
[𝒅] = [𝑼] + . [𝒁𝒂𝒃𝒄 ]. [𝒀𝒂𝒃𝒄 ] (5)
𝟐

Muitas vezes, devido ao curto comprimento das linhas de distribuição, as admitâncias


são ignoradas do modelo; restando apenas a matriz das impedâncias. Isso simplifica os
cálculos sem causar grandes prejuízos aos resultados. Outra coisa bastante comum de ocorrer
é expressar os parâmetros da linha por meio de matriz de impedâncias de sequência positiva e
zero. Assim, conhecendo a matriz de sequência positiva e zero da linha (𝑍𝑠𝑒𝑞 ), como mostra a
equação (6) é possível obter a matriz aproximada de impedâncias reais (𝑍𝑎𝑝𝑟𝑜𝑥 ) por meio da
transformação de impedância reversa usando a teoria de componentes simétricas, como
mostra a equação (7) (KERSTING, 2001).

𝒁𝟎 𝟎 𝟎
[𝒁𝒔𝒆𝒒 ] = [ 𝟎 𝒁+ 𝟎] (6)
𝟎 𝟎 𝒁+
[𝒁𝒂𝒑𝒓𝒐𝒙 ] = [𝑨𝒔 ]. [𝒁𝒔𝒆𝒒 ]. [𝑨𝒔 ]−𝟏 (7)

Sendo que 𝐴𝑠 e 𝐴𝑠 −1 representam a matriz de componentes simétricas e sua inversa,


respectivamente. Desenvolvendo a equação (7), chega-se a equação (8) que representa a
matriz das impedâncias reais aproximada para uma linha de distribuição trifásica.

(𝟐. 𝒁+ + 𝒁𝟎 ) (𝒁𝟎 − 𝒁+ ) (𝒁𝟎 − 𝒁+ )


𝟏
[𝒁𝒂𝒑𝒓𝒐𝒙 ] = . [ (𝒁𝟎 − 𝒁+ ) (𝟐. 𝒁+ + 𝒁𝟎 ) (𝒁𝟎 − 𝒁+ ) ] (8)
𝟑
(𝒁𝟎 − 𝒁+ ) (𝒁𝟎 − 𝒁+ ) (𝟐. 𝒁+ + 𝒁𝟎 )
Na Figura 4 é mostrado um segmento de linha modelado a partir das impedâncias de
sequência positiva e zero.
Figura 4: Modelo de componentes simétricas para segmento de linha.

Fonte: (KERSTING, 2001).

5.2 MODELAGEM DOS TRANSFORMADORES

O transformador é um dos elementos elétricos mais importantes para o funcionamento


do sistema de potência. Ele é quem faz a interface entre os diferentes níveis de tensão. Na
distribuição, este elemento é utilizado nas subestações e nos postes, fazendo a interface entre
a média e a baixa tensão. Os transformadores podem ser monofásicos, bifásicos ou trifásicos,
sendo este último o mais utilizado nas redes de distribuição urbanas. Ainda, conforme
Kersting (2001), existem algumas formas comuns de ligação de transformadores, como segue:
 delta – estrela aterrada;
 estrela não aterrada – delta;
 estrela aterrada – estrela aterrada;
 delta-delta;
 estrela aberta – delta.
Como na distribuição é muito comum o uso da ligação delta-estrela aterrada, este tipo
de ligação será abordado com mais detalhes. Na Figura 5 mostra-se a este esquema de ligação,
bem como os fasores de tensão e corrente.
Figura 5: Esquema da ligação de transformador delta-estrela aterrada.

Fonte: Adaptado de: (KERSTING, 2001).

Neste esquema de ligação, como pode ser visto nos diagramas fasoriais, as correntes e
tensões de linha do secundário ficam adiantadas de 30º das correntes e tensões de linha do
primário. Analisando o circuito equivalente do transformador, pode-se escrever que as tensões
do entre primário e secundário se relacionam da seguinte maneira, como na equação (9):

𝟐 𝟏
𝟎
𝑽𝒂𝒈 𝟑 𝟑 𝑽𝑨𝑩
𝟏 𝟏 𝟎 −𝟏 𝟐 𝟏
𝑽
[ 𝒃𝒈 ] = ( . [−𝟏 𝟏 𝟎 ]) . 𝟎 . [𝑽𝑩𝑪 ]
𝒏𝒕 𝟑 𝟑 𝑽
𝑽𝒄𝒈 𝟎 −𝟏 𝟏 𝑪𝑨
𝟏 𝟐 (9)
( [𝟑 𝟎
𝟑] )
𝒁𝒕𝒂 𝟎 𝟎 𝑰𝒂
−[ 𝟎 𝒁𝒕𝒃 𝟎 ] . [𝑰 𝒃 ]
𝟎 𝟎 𝒁𝒕𝒄 𝑰𝒄

Ou reescrevendo na forma condensada, chega-se a equação (10):

[𝑽𝑳𝑮𝒂𝒃𝒄 ] = [𝑨𝒕 ]. [𝑽𝑳𝑵𝑨𝑩𝑪 ] − [𝒁𝒕𝒂𝒃𝒄 ]. [𝑰𝒂𝒃𝒄 ] (10)

Já as correntes que circulam no primário e secundário, possuem a seguinte relação


entre si, conforme dado pela equação (11):

𝑰𝑨 𝟏 𝟏 −𝟏 𝟎 𝑰𝒂 (11)
[𝑰 𝑩 ] = . [ 𝟎 𝟏 −𝟏] . [𝑰𝒃 ]
𝑰𝑪 𝒏𝒕 𝑰𝒄
−𝟏 𝟎 𝟏
Ou reescrevendo na forma condensada, chega-se a equação (12):

[𝑰𝑨𝑩𝑪 ] = [𝒅𝒕 ]. [𝑰𝒂𝒃𝒄 ] (12)

onde: 𝑛𝑡 é a relação de espiras do trafo; 𝑉𝐴𝐵 , 𝑉𝐵𝐶 𝑒 𝑉𝐶𝐴 são tensões de linha no lado de alta;
𝑉𝑎𝑏 , 𝑉𝑏𝑐 e 𝑉𝑐𝑎 são tensões de linha no lado de baixa; 𝑉𝑎𝑔 , 𝑉𝑏𝑔 e 𝑉𝑐𝑔 são tensões fase terra no
lado de baixa tensão; 𝑍𝑡𝑎 , 𝑍𝑡𝑏 e 𝑍𝑡𝑐 são as impedâncias dos enrolamentos de cada fase; 𝐼𝐴 , 𝐼𝐵
e 𝐼𝐶 são correntes de linha no lado de alta tensão; 𝐼𝑎 , 𝐼𝑏 e 𝐼𝑐 são as correntes de linha no lado
de baixa tensão. A impedância dos enrolamentos primário e secundário é informada pelo
fabricante na placa do transformador, sendo encontrada através de ensaio de curto circuito
(KERSTING, 2001).

5.3 MODELAGEM DAS CARGAS

As formaras construtivas e os princípios físicos de funcionamento de cada


equipamento elétrico definem como este se comportará em regime permanente senoidal frente
às variações de tensão. Isto é, define-se como a potência absorvida pelo equipamento se
comportará. Existem vários modelos para representação do comportamento de uma carga em
função da tensão a ela aplicada. Alguns dos mais comuns e utilizados são: modelo de carga de
impedância constante com a tensão, modelo de carga de corrente constante com a tensão,
modelo de carga de potência constante com a tensão e modelos constituídos pela composição
de parcelas dos modelos anteriores – ZIP (KAGAN, OLIVEIRA e ROBBA, 2010).
Quando se analisa o comportamento de redes de distribuição é necessário modelar o
comportamento das cargas para rodar fluxo de potência e efetuar demais estudos. Tendo que
as equações genéricas da tensão e potência, respectivamente, são dadas pelas equações (13) e
(14):

𝑽̇𝑵𝑭 = 𝑽𝑵𝑭 /𝜽 (13)

̅
𝑺𝑵𝑭 = 𝑺𝑵𝑭 /𝝋 = 𝑷𝑵𝑭 + 𝒋𝑸𝑵𝑭 (14)

Pode-se partir para a modelagem das cargas.


5.3.1 Cargas de Impedância constante com a tensão – Z

As cargas de impedância constante com a tensão são cargas do tipo resistivas, como
chuveiros, torneiras elétricas, aquecedores com resistência e aparelhos capacitivos. Como a
impedância é constante, tem-se que seu valor é dado conforme equação (15):

𝟐 𝟐
̅ 𝒄𝒐𝒏𝒔 = 𝑽∗𝑵𝑭 = 𝑽𝑵𝑭 /𝝋 = 𝑹 + 𝒋𝑿
𝒁 (15)
̅
𝑺 𝑵𝑭𝑺 𝑵𝑭

Para qualquer valor de tensão aplicada à carga, 𝑉̇𝐹 = 𝑉𝐹 /𝜃, a potência absorvida será
dada pela equação (16):

𝑽̇∗𝑭 𝑽𝟐𝑭 𝑽𝑭 𝟐
̅
𝑺𝑭 = 𝑽̇𝑭 . 𝑰̇∗ = 𝑽̇𝑭 . = =( ) .̅
𝑺𝑵𝑭
̅ ∗𝒄𝒐𝒏𝒔 𝑽𝟐𝑵𝑭
𝒁 𝑽𝑵𝑭 (16)
̅
𝑺𝑵𝑭

Para cargas de impedância constante, observa-se que a potência drenada pela carga
varia quadraticamente com a tensão a ela aplicada.

5.3.2 Cargas de Corrente Constante com a tensão – I

Este modelo aplica-se às cargas nas quais a intensidade da corrente absorvida e o


ângulo de rotação entre a tensão e a corrente são invariantes, independente da variação de
tensão em torno da tensão nominal. São exemplos deste tipo de carga fornos a arco, lâmpadas
de descarga, fluorescentes, vapor de sódio e mercúrio. A corrente nominal aplicada na carga é
dada na equação (17) da seguinte maneira:

𝑺̅∗ 𝑺𝑵𝑭 /−𝝋 𝑺𝑵𝑭


𝑰̇𝑵𝑭 = 𝑽̇𝑵𝑭
∗ = 𝑽 = /𝜽 − 𝝋 = 𝑰𝑵𝑭 /𝜽 − 𝝋 (17)
𝑵𝑭 /−𝜽 𝑽
𝑵𝑭 𝑵𝑭

Para qualquer valor de tensão aplicada à carga, 𝑉̇𝐹 = 𝑉𝐹 /𝜃, a corrente drenada, 𝐼𝐹̇ =
𝐼𝑁𝐹 /𝜃 − 𝜑, será constante e a potência absorvida variará de acordo com a equação (18):
𝑽𝑭
̅𝑭 =
𝑺 ̅
.𝑺 (18)
𝑽𝑵𝑭 𝑵𝑭

Nota-se que a potência absorvida pela carga terá uma variação linear diretamente
proporcional à variação da tensão.

5.3.3 Cargas de Potência constante com a tensão – P

Este tipo de carga apresenta sua potência, ativa e reativa, constantes independentes das
variações ocorridas na tensão. Um exemplo de carga que se encaixa neste modelo são os
motores elétricos de indução. A potência é dada pela equação (19):

̅
𝑺𝑭 = 𝑺𝑵𝑭 /𝝋 = 𝑷𝑵𝑭 + 𝒋𝑸𝑵𝑭 (19)

E a corrente elétrica drenada pelo equipamento quando aplicada uma tensão 𝑉̇𝐹 = 𝑉𝐹
/𝜃 é dada pela equação (20):

̅∗
𝑺 𝑺 /−𝝋 𝑺
𝑰̇𝑭 = 𝑽𝑵𝑭
̇∗
= 𝑽𝑵𝑭 /−𝜽 = 𝑽𝑵𝑭 /𝜽 − 𝝋 (20)
𝑭 𝑭 𝑭

Verifica-se que a corrente sofre uma variação linear inversamente proporcional à


variação da tensão aplicada na carga.

5.3.4 Modelo de Carga ZIP

Muitas vezes, para representar um determinado bloco carga conectado à rede, é


utilizado um modelo composto por parcelas percentuais do quanto da carga é do tipo
impedância constante, de corrente constante e de potência constante. Assim, a potência
consumida por esta carga corresponde ao somatório das parcelas 𝐾𝑍 (percentual
correspondente à impedância constante), 𝐾𝐼 (percentual correspondente à corrente constante)
e 𝐾𝑃 (percentual corresponde à potência constante) (KAGAN, OLIVEIRA e ROBBA, 2010).
Assim, a potência total consumida é dada pela equação (21):
𝑽𝑭 𝟐 𝑽
̅𝑭(𝒕𝒐𝒕𝒂𝒍) = 𝑲𝒁 . (
𝑺 ̅𝑵𝑭 + 𝑲𝑰 . 𝑭 . 𝑺
) .𝑺 ̅ + 𝑲𝑷 . 𝑺
̅𝑵𝑭 (21)
𝑽𝑵𝑭 𝑽𝑵𝑭 𝑵𝑭

̅ é a potência nominal absorvida por fase, 𝑉𝑁𝐹 é a tensão nominal de fase, 𝑉𝐹 é a


onde: 𝑆𝑁𝐹
tensão de fase aplicada à carga.

5.3.5 Modelagem a partir de curvas de carga

Outra abordagem bastante interessante e utilizada em muitos softwares que trabalham


com sistemas de distribuição é a inserção das cargas no sistema através de uma curva de carga
para cada consumidor (KAGAN, OLIVEIRA e ROBBA, 2010). Esta curva pode ser diária,
semanal, mensal, etc. Com medidores eletrônicos e com os medidores inteligentes (Smart
Meters) é possível capturar estas curvas de carga. Sem medições exatas para o estudo, ainda é
possível adotar curvas de cargas típicas, para determinados segmentos, como: residencial,
comercial, etc. Estas curvas geralmente têm discretização horária ou a cada 15 minutos.