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Mecânico de Usinagem

Matemática Aplicada à Usinagem


 SENAI-SP, 2018

Matemática Aplicada à Usinagem

2ª edição, reformulação
Atualização do título da Unidade Curricular;
Atualização dos conteúdos relativos à MAU;
Compilação de novos conteúdos.

Trabalho desenvolvido e adaptado por:


Escola SENAI “Alvares Romi” - CFP 5.14
Escola SENAI “Mário Dedini” – CFP 5.03

Coordenação Marcos Antônio Fuzatto / Humberto Aparecido Marim


Elaboração Mariângela Rodrigues Turina
Revisão Marcelo de Almeida Leite

SENAI Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial

Escola SENAI “Alvares Romi”

Rua Vereador Sérgio Leopoldino Alves, 500 – Cidade Industrial

Santa Bárbara d’Oeste – SP

CEP 13456-166

Telefone (0XX19) 3499-1450

Fax (0XX19) 3499-1450

E-Mail senaisantabarbara@sp.senai.br

Home page http://santabarbara.sp.senai.br


Sumário

Números Naturais 07

Números Inteiros 21

Números Racionais 35

Números Reais 55

Geometria 73

Unidades de Medidas 115

Equações do 1º grau 125

Regra de três simples & Teorema de Tales 133

Trigonometria 143

Geometria Analítica 165

Referências Bibliográficas 173


Números Naturais

Correspondência um a um

Observe os conjuntos abaixo:

A  conjunto de cadeiras
B  conjunto de alunos

Vamos estabelecer uma correspondência entre esses conjuntos, por meio de uma linha,
de modo que cada aluno tenha uma carteira ou que cada carteira seja de um aluno.

Note que sobrou uma carteira, isto é, uma carteira não está em correspondência com
aluno. Neste caso dizemos que não há correspondência um a um.

7
Agora observe outra situação:

Veja que cada carteira está associada a um aluno e que cada aluno está associado a
uma carteira. Logo, há uma correspondência um a um.
A correspondência um a um também é chamada de correspondência biunívoca e
pode ser estabelecida entre mais de dois conjuntos.

Observe que cada carteira corresponde a um aluno e que cada aluno corresponde a
uma cadeira e vice-versa. Portanto existe correspondência um a um entre os conjuntos
A, B e C.
Note que os conjuntos A, B e C têm o mesmo número de elementos, ou seja, 3. Os
conjuntos que têm o mesmo número de elementos são chamados equipotentes.

8
O número Natural

Observe os conjuntos abaixo:

Note que existe uma propriedade comum entre eles. É a quantidade de elementos–
N. Veja estes outros conjuntos:

Neles a quantidade de elementos é três. Esta mesma quantidade de elementos dos


conjuntos é que dá a ideia de número natural.
Para representar essa ideia, usamos palavras ou símbolos gráficos. Veja os
exemplos abaixo:

São palavras: um, dois, três, etc. São símbolos gráficos: I, 1, II, 2, III, 3, etc. Portanto, o
número é a ideia de quantidade e o numeral é a palavra ou símbolo gráfico.

9
Vamos ver agora, o conjunto dos Números Naturais, que é representado pela letra N:

𝑁 = {0,1,2,3,4,5, … }

Quando o zero não pode fazer parte do Conjunto dos Números Naturais, representamos
o conjunto por 𝑁 ∗. Portanto, 𝑁 ∗ é o conjunto dos Números Naturais, excluindo- se o
zero.

𝑁 ∗ = {1,2,3,4,5, … }

Representação na reta:

Em uma reta, vamos tomar um ponto como origem e marcar outros pontos, de modo
que fiquem todos a mesma distância uns dos outros. Assim:

Vamos agora considerar o Conjuntos dos Números Naturais

𝑁 = {0,1,2,3,4,5, … }

E associar, a partir de uma das divisões, cada número com um ponto:

Esta é a representação gráfica dos Números Naturais

Observe na reta numerada que:

✓ Zero é o menor número natural;


✓ Todo número natural tem um sucessor: 1 é o sucessor de 0, 2 é o sucessor de
1, etc;
✓ Todo número natural, exceto o zero, tem um antecessor: 2 é antecessor de 1, 7
é antecessor de 6, etc;
✓ Os números 3 e 4 ou então 6 e 7, 7 e 8 são chamados consecutivos;
✓ A sucessão dos números naturais é infinita;
✓ Um número é maior do que os que antecedem e menor dos que os que
sucedem.
> → 𝑚𝑎𝑖𝑜𝑟 <→ 𝑚𝑒𝑛𝑜𝑟 ≥→ 𝑚𝑎𝑖𝑜𝑟 𝑜𝑢 𝑖𝑔𝑢𝑎𝑙 ≤→ 𝑚𝑒𝑛𝑜𝑟 𝑜𝑢 𝑖𝑔𝑢𝑎𝑙

10
Sistema de numeração decimal – Base dez

Sistema de numeração é o conjunto de regras para a representação dos


números.
No sistema de numeração decimal são usados dez símbolos (algarismos): 0, 1,
2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9. Com eles representamos qualquer número.
Vamos, por exemplo, usar o sistema decimal para contar os elementos do
conjunto abaixo:

Separando os elementos em grupos de dez em dez, temos:

Observe que o conjunto tem três grupos de dez e mais seis elementos. Portanto,
esse conjunto tem 36 elementos.
Para contar juntamos grupos de dez elementos, dizemos que a base do sistema
é dez. Poderíamos ter juntado grupos de dois, três, etc. Neste caso a base seria
dois, três, etc.
O sistema de numeração mais usado é o decimal. A base do sistema é dez, isto
é: dez unidades de uma ordem formam uma ordem imediatamente superior.
Ordem é a posição que um algarismo ocupa em um número:
Veja, no número a seguir, a ordem dos algarismos:

11
Cada grupo de três algarismos de um número forma uma classe. As classes são
contadas da direita para esquerda e a última pode ter um ou dois algarismos. Na
figura abaixo temos os nomes das classes:

Após a classe dos milhões, temos a classe dos bilhões, trilhões, etc.
Veja agora o nome que cada algarismo recebe, conforme sua ordem:

Cada algarismo que compõe um número possui dois valores: um absoluto e


outro relativo.

12
Valor absoluto é o que ele representa sozinho:

Valor relativo é o valor de posição, conforme a sua ordem: unidade, dezena,


centena, etc.

Leitura de um número natural

É muito importante saber a leitura dos números. Para isso, tomamos como base
as suas classes. Veja:

Portanto a leitura desse número fica: doze milhões quinhentos e noventa e


quatro mil trezentas e oitenta e seis unidades.

13
Operações

Adição

Observe a operação abaixo:

Esta operação chama- se adição. Pela adição fazemos dois um mais números
dados corresponder a um só. Estes são os nomes dos termos da adição:

Subtração

Observe a operação abaixo:

Esta operação chama- se subtração.

14
Multiplicação

A multiplicação é uma adição de parcelas iguais. Veja:

A operação 4 × 8 = 38 ou 4 . 8 = 32 é chamada de multiplicação.

O multiplicando e multiplicador também são chamados de fatores.

Divisão

Observe:

A operação efetuada chama- se divisão. Geralmente a divisão é representada


por ÷ ou :.

Quando o resto é zero, dizemos que a divisão é exata. Se o resto for diferente
de zero, a divisão é não exata. O resto na divisão deve sempre ser menor
que o divisor.

15
Potenciação

A potenciação é uma multiplicação de fatores iguais. Assim:

Observe que a potenciação é uma forma mais simples de se escrever um


produto de fatores iguais.
Os termos da potenciação chamam- se base, expoente e potência. Veja:

Algumas particularidades:

Base 1 15 = 1𝑥1𝑥1𝑥1𝑥1 = 1 Quando a base for igual a 1 a


potência sempre será igual a 1
Expoente 1 191 = 19 Quando e expoente for igual a 1 a
potência sempre será igual a base
Base 0 06 = 0𝑥0𝑥0𝑥0𝑥0𝑥0 = 0 Quando a base for igual a 0 e o
expoente for 𝑁∗ a potência
sempre será igual a 0
0
Expoente 0 15 = 1 Toda base (𝑁 ∗ ) elevada ao
expoente 0 a potência sempre
será igual a 1 – demonstra- se
pela propriedade de potência
Base 10 107 Toda base 10 terá como potência
= 10𝑥10𝑥10𝑥10𝑥10𝑥10𝑥10 100...0 (o número de zeros
= 10000000 correspondente ao expoente)

16
Algumas propriedades de potências importantes:

Radiciação

Radiciação é a operação inversa da potenciação. Veja:

Os elementos da radiciação são:

Portanto, a raiz de um número é um número que, elevado ao índice indicado, da


como resultado o radicando.
Não é usual colocar- se o índice 2 no radical. Quando não há índice no radical
entende- se como raiz quadrada.

17
Podemos calcular a raiz exata de um número natural, se existir, fazendo o
seguinte:
✓ Decompomos o número em fatores primos;
✓ Escrevemos os fatores primos em produtos de potências, onde o
expoente seja igual ao índice;
✓ Multiplicamos as bases do produto de potências, obtendo a raiz.
Exemplos:

Nem todos os números possuem raiz exata. Aqueles em que a raiz é exata
chamam- se números quadrados perfeitos.

18
Expressões Aritméticas

Uma expressão aritmética é composta por números, operações e agrupamentos.

Resolver uma expressão aritmética é calcular o seu valor numérico.


Para resolver uma expressão, é preciso seguir algumas regras:

Observe se aparecem agrupamentos, em caso afirmativo resolva-os na seguinte


ordem:
1º) parênteses
2º) colchetes
3º) chaves
Dentro de cada agrupamento, as operações também seguem uma ordem:
1º) potenciação / radiciação (na ordem em que aparecem)
2º) multiplicação / divisão (na ordem em que aparecem)
3°) adição / subtração (na ordem em que aparecem)

OBS: Caso não a expressão não apresentar agrupamentos segue- se apenas


as ordens das operações.

19
20
Números inteiros relativos

Conjunto dos números inteiros relativos positivos e negativos

Já estudamos o conjunto dos números naturais 𝑁 = {0, 1, 2, 3, 4, 5, 6, . . . }.


A subtração no conjunto dos números naturais não era possível quando o
primeiro termo da subtração era menor do que o segundo. Assim: 5 - 7=? 3-
4=?
Para tornar possível a subtração nas situações acima foi criado o conjunto dos
números inteiros relativos (Z).

𝑍 = {−3, −2, −1, 0, +1, +2, +3, . . . }.

Os números -1, -2, -3... são os números inteiros negativos e os números +1,
+2, +3,... são os números inteiros positivos. O zero não é positivo nem é negativo.
É conveniente conhecer os subconjuntos de Z que seguem:

𝑍 * = {−3, −2, −1, +1, +2, +3, +4, . . . }


conjunto dos números inteiros diferente de zero;

*
𝑍  = {−1, −2, −3, . . . }
conjunto dos números inteiros negativos;

*
𝑍  = {+1, +2, +3, . . . }
conjunto dos números inteiros positivos;

𝑍  = {. . . , −3, −2, −1, 0}


conjunto dos números inteiros não positivos;

𝑍  = {0, +1, +2, +3, . . . }

conjunto dos números inteiros não negativos,

21
Como os números inteiros não negativos têm o mesmo comportamento dos
números naturais, para facilitar o estudo podemos estabelecer as igualdades:

+1= 1 +2= 2 +3= 3 +4= 4 etc.

Logo, todo número positivo poderá ser escrito sem o sinal +.


Assim, podemos estabelecer o diagrama abaixo:

Representação do conjunto Z na reta numérica

Podemos representar o conjunto Z na reta numérica. Veja:

Oposto ou simétrico

Números inteiros situados à mesma distância do zero são chamados opostos


ou simétricos. Assim:

O oposto de -3 é +3 O oposto de -4 é +4 O oposto de +5 é -5


O oposto de +49 é -49 O oposto de 0 é 0 O oposto de +150 é -150

Você pôde observar que para obter o oposto de um número basta trocar o seu sinal.

22
Valor absoluto ou módulo

O valor absoluto de um número inteiro é dado pela distância do zero ao


número. Assim:

O valor absoluto de -5 é 5 e indica-se |-5| = 5.


O valor absoluto de +5 é 5 e indica-se |+5| = 5.
Observe que +5 e -5 têm o mesmo valor absoluto, que é 5.
O valor absoluto de zero é zero e indica-se |0|= 0.

Comparação

Na reta numérica, os números inteiros aparecem em ordem crescente da


esquerda para direita. Na reta numérica abaixo

podemos observar que:

+4 é maior do que +2 (indica-se +4> +2) +3 é maior do que zero (indica-se +3> 0)
+1 é maior do que -5 ( indica-se +1> -5) zero é maior do que -4 (indica-se 0> -4)
-2 é maior do que -5 (indica-se -2> -5)

Com base nessas afirmações podemos concluir que:

• Zero é menor do que qualquer número inteiro positivo:


0< +3 0< +4 0< +20
• Zero é maior do que qualquer número inteiro negativo:
0> -1 0> -4 0> -120
• Qualquer número inteiro positivo é maior do que qualquer número inteiro negativo:
+5> -3 +2> -152 +8> -1

• Entre dois números inteiros negativos o maior é o de menor valor absoluto:


-2> -6 porque |-2|< |-6|

23
Operações

Adição

Para adicionar números inteiros consideraremos os seguintes casos:

10) As parcelas têm sinais iguais:


Neste caso, conservamos o sinal comum e adicionamos os valores absolutos das
parcelas.

Exemplos
a) (+5) + (+7) = + (5 + 7) = +12 = 12

conserva-se o sinal

b) (-5) + (-7) = - (5 + 7) = -12

conserva-se o sinal

20) Duas parcelas de sinais diferentes:

Neste caso, subtraímos os valores absolutos e colocamos o sinal da parcela com


maior valor absoluto.

Exemplos

a) (+10) + (-7) = + (10 - 7) = +3 = 3 b) (-10) + (+7) = - (10 - 7) = -3

10 > 7, sinal do 10 10 > 7, sinal do 10


c) (+12) + (-17) = - (17 - 12) = -5 d) (-12) + (+17) = + (17 - 12) = +5 = 5

17 > 12 17 > 12

24
30) Mais que duas parcelas de sinais diferentes:

Neste caso, podemos adicionar as duas primeiras parcelas e o resultado à terceira


parcela, e assim sucessivamente.

Exemplos
a) (-5) + (-3) + (+4) = b) (+5) + (-3) + (+4) =

(-8) + (+4) = -4 (+2) + (+4) = +6 = 6


c) (+5) + (-3) + (-4) = d) (-5) + (+3) + (-4) =

(+2) + (-4) = -2 (-2) + (-4) = -6

Subtração

Calcular (+12) - (+3) é procurar um número que adicionado ao +3 resulte em


+12. O número procurado é +9, pois (+9) + (+3) = +12.
Então, podemos escrever: (+12) - (+3) = +9.
Também sabemos que (+12) + (-3) = +9.
Podemos observar que (+12) - (+3) = (+12) + (-3) = +9.
Generalizando, a diferença entre dois números inteiros é igual à soma do
minuendo com o oposto o subtraendo.

Exemplos
a) (+9) - (+7) = (+9) + (-7) = +2
b) (-10) - (-6) = (-10) + (+6) = -4
c) (+15) - (-7) = (+15) + (+7) = +22
d) (-19) - (+5) = (-19) + (-5) = -24

Adição algébrica

A adição e a subtração entre números inteiros pode ser transformada em uma


única operação denominada adição algébrica, cujo resultado chama-se soma
algébrica.

Exemplos
a) (+13) + (-5) = 13 - 5 = 8
b) (-13) + (-5) = -13 - 5 = -18
c) (-13) + (+5) = -13 + 5 = -8
d) (+13) - (-5) = (+13) + (+5) = 13 + 5 = 18

25
Observe que, na adição, eliminamos os parênteses e o sinal da operação (+); na
subtração, a transformamos em adição e eliminamos os parênteses e o sinal da
operação (+).
Assim, podemos concluir que adição algébrica é uma forma simplificada de se
apresentar a adição de números inteiros, onde são omitidos o sinal da operação (+) e
os parênteses.

Exemplos
a) 5 - 8 = -3
b) -7 - 3 = -10
c) -4 - 7 - 1 = -12
d) -6 + 5 - 9 = - 1 - 9 = -10

Para calcular a soma algébrica de adição com várias parcelas de sinais diferentes
podemos agrupar as parcelas positivas e as parcelas negativas e, depois, efetuar a
adição.

Exemplos
a) 5 - 3 - 7 + 2 - 1 =
 
5 2 - 3 - 7 - 1 =

7 - 11 = -4

b) - 7 - 3 + 5 - 2 + 4 - 8 =
5
4 - 7 - 3 - 2 - 8 =

9 - 20 = -11

Numa adição algébrica, duas parcelas simétricas podem ser canceladas.

Exemplos

a) 5 + 1 − 6 − 5 − 2 + 6 − 1 =

b) 3 − 4 − 25 + 4 + 153 + 4 + 25 − 153 − 7 =

Quando cancelamos todas as parcelas, a soma algébrica é zero.

26
Multiplicação

Ao multiplicar dois números inteiros devemos observar os sinais dos fatores.


Para multiplicar dois números inteiros de sinais iguais multiplicam-se os valores
absolutos e dá-se ao resultado o sinal positivo (+).

Exemplos
a) (+4) . (+5) = +(4 . 5) = +20 = 20
b) (+3) . (+7) = +21 = 21
c) (-4) . (-5) = +20 = 20
d) (-3) . (-7) = +21 = 21

Observe que o produto de dois números inteiros de sinais iguais é um número


positivo. Assim, temos:
(+).(+) = + (-).(-) = +

Para multiplicar dois números de sinais diferentes multiplicam-se os valores


absolutos e dá-se ao resultado o sinal negativo ( - ).

Exemplos
a) (-7) . (+3) = - (7 . 3) = -21
b) (+7) . (-3) = -21
c) (+4) . (-5) = -20

Observe que o produto de dois números inteiros de sinais diferentes é um


número negativo. Assim, temos:
(-).(+) = - (+).(-) = -

O produto de um número inteiro por zero é zero. Assim:


(+36) . 0 = 0
( -36) . 0 = 0

27
Para efetuar uma multiplicação com vários fatores, observe os exemplos abaixo:

a) (+3) . (+2) . (+1) . (+5) =

(+6) . (+5) = +30


Todos os fatores são positivos, o resultado será positivo.

b) (+3) . (-2) . (-1) . (+5) =

(-6) . (-5) = +30


Dois fatores negativos, o resultado será positivo.

c) (+3) . (-2) . (-1) . (-5) . (-2) . (+3) =

(-6)  (+5)  (-6) =

(-30)  (-6) = +180


Quatro fatores negativos, o resultado será positivo.

d) (+3)  (+2)  (+1)  (-5) =

(+6)  (-5) = -30


Um fator negativo, resultado será negativo.

e) (+3) . (-2) . (-1) . (-5) =

(-6) . (+5) = -30

Três fatores negativos, o resultado será negativo.

Nos exemplos acima pudemos observar que:


• quando o número de fatores negativos for par, o resultado será positivo;
• quando o número de fatores negativos for ímpar, o resultado será negativo.

28
Divisão

Para dividir dois números inteiros de sinais iguais, dividem-se os valores


absolutos e dá-se ao resultado o sinal positivo (+).

Exemplos
a) (+36) : (+2) = +(36 : 2) = +18 = 18
b) (-36) : (-2) = +(36 : 2) = + 18 = 18
c) (+27) : (+3) = +9 = 9
d) (-27) : (-3) = +9 = 9

Observe que o quociente entre dois números de sinais iguais resulta em um


número positivo (+). Assim, temos:
(+) : (+) = + (-) : (-) = +

Para dividir dois números inteiros de sinais diferentes dividem-se os valores


absolutos e dá-se ao resultado o sinal negativo ( - ).

Exemplos
a) (-36) : (+2) = -(36 : 2) = -18
b) (+36) : (-2) = -(36 : 2) = -18
c) (+27) : (-3) = -9
d) (-27) : (+3) = -9

Observe que o quociente entre dois números de sinais diferentes resulta em número
negativo ( - ). Assim, temos:
(+) : ( - ) = - ( - ) : (+) = -

Zero dividido por um número inteiro diferente de zero é zero.

Exemplos
a) 0 : (-47) = 0
b) 0 : (+35) = 0

Observação
Não se divide por zero!

29
Potenciação

Potenciação é uma outra forma de representar multiplicação de fatores iguais.

Exemplos
a) (+5)2 = (+5) . (+5) = +25
b) (-2)3 = (-2) . (-2) . (-2) = -8
c) (-2)4 = (-2) . (-2) . (-2) . (-2) = +16
d) (-2)5 = (-2) . (-2) . (-2) . (-2) . (-2) = -32

Os elementos de uma potenciação chamam-se: base, expoente e potência.


Assim: (-2)5 = -32
-2 é a base 5 é o expoente -32 é a potência

Observe que o resultado da potenciação será negativa só quando a base for negativa
e o expoente for ímpar.

Exemplos
a) (-2)3 = -8
b) (-2)5 = -32
c) (-3)5 = -243

Agora, veja as situações abaixo.

52 = 5 . 5 = 25
(+5)2 = (+5) . (+5) = +25
(-5)2 = (-5) . (-5) = +25
-52 = -(5 . 5) = -25
(-5)3 = (-5) . (-5) . (-5) = -125
-53 = -(5 . 5 . 5) = -125

Observe que: (-5)2 é diferente de -52

30
Potências especiais

Para os números inteiros valem as mesmas potências especiais dos números


naturais:

Base 1 15 = 1𝑥1𝑥1𝑥1𝑥1 = 1 Quando a base for igual a 1 a


potência sempre será igual a 1
Expoente 1 191 = 19 Quando e expoente for igual a 1 a
potência sempre será igual a base
Base 0 06 = 0𝑥0𝑥0𝑥0𝑥0𝑥0 = 0 Quando a base for igual a 0 e o
expoente for 𝑍 ∗ a potência sempre
será igual a 0
Expoente 0 150 = 1 Toda base (𝑍 ∗ ) elevada ao
expoente 0 a potência sempre
será igual a 1 – demonstra- se
pela propriedade de potência
Base 10 107 Toda base 10 terá como potência
= 10𝑥10𝑥10𝑥10𝑥10𝑥10𝑥10 100...0 (o número de zeros
= 10000000 correspondente ao expoente)

Propriedades da potenciação

As propriedades da potenciação em N também são válidas quando a base da


potência é número inteiro.

31
Radiciação

A radiciação é a operação inversa da potenciação.

3
Observe que: (+2)3 = 8 então 8 = 2
3
(-2)3 = -8 então -8 = -2

Observe que, quando o índice é ímpar, a raiz tem o mesmo sinal do radicando.

Agora veja as situações abaixo:

(+5)2 = 25 e (-5)2 = 25

Existem dois números que, elevados ao quadrado, dão 25. Para diferenciá-los
indicaremos assim:

(+5)2 = 25 então 25 = 5
(-5 )2 = 25 então - 25 = -5

Observe que para indicar a raiz quadrada negativa colocamos o sinal menos ( - )
antes do radical.
a) - 36 = -6
b) - 9 = -3
c) - 4 = -2

Quando não colocamos sinal antes do radical, convencionamos que a raiz quadrada é
positiva.
a) 36 = 6 b) 9 = 3 c) 4 = 2
Não podemos calcular a raiz, em Z, quando o índice for par e o radicando, negativo.

Exemplos

- 25 = ? Não existe um número inteiro que elevado a 2 dê -25.

Para calcular a raiz de um número fazemos o seguinte:


• Decompomos o número em fatores primos.
• Escrevemos o número em produto de potência de expoente igual ao índice.

32
• Quando necessário, aplicamos a propriedade da potência de um produto.
Veja os exemplos que seguem.

a) 4
16 = 
16 2 
8 2  4
 2  16
4 2 

2 2 
4
1 16 = 2

3
b) - 216 = 216 2 
 3
108 2  2

54 2 
23 . 33 = (2 . 3)3 = 63 = 216
27 3 
 3
9 3  3

3 3 
3
1 - 216 = -6

Observe que se não for possível transformar em potências onde o expoente é igual ao
índice não existe a raiz em Z.

Expressões

Eliminação de parênteses
Numa expressão com números inteiros podem ocorrer situações em que aparecem os
sinais + ou - antes dos parênteses. Nessas situações, podemos recorrer à regra
dos sinais da multiplicação e eliminar os parênteses.

Exemplos
+(-5) = -5 é o mesmo que +1 . (-5) = -5 +(+5) = +5 é o mesmo que +1 . (+5) = +5
-(-5) = +5 é o mesmo que -1 . (-5) = +5 -(+5) = -5 é o mesmo que -1 . (+5) -5

Observe que: +(+) = + -(+) = - -(-) = + +(-) = -

Para resolver uma expressão aritmética em Z seguimos as mesmas regras


utilizadas no conjunto N respeitando a partir de agora os sinais.

33
34
Números racionais

Números racionais absolutos

Dada uma fração irredutível, se multiplicarmos o numerador e o denominador


por todos os números naturais, diferentes de zero, obteremos o conjunto de todas as
frações equivalentes à fração dada.

Exemplos:

 5 10 15 20 
 , , , , . . . . . . representam o mesmo número racional absoluto porque
2 4 6 8 
são frações equivalentes.

3 6 9 12 
 , , , , . . . . . representam o mesmo número racional absoluto porque
1 2 3 4 
são frações equivalentes.

0 0 0 0 
 , , , , . . . . . representam o mesmo número racional absoluto porque são
1 2 3 4 
frações equivalentes.

a
Generalizando, podemos representar um número racional absoluto na forma
b
onde 𝑎  𝑁 𝑒 𝑏  𝑁 ∗ .

Representaremos o conjunto dos números racionais absolutos por Q .

35
Noções de número racional

Se aos números racionais absolutos diferentes de zero atribuirmos os sinais +


e -, obteremos os números racionais positivos e negativos.

Exemplos
5 1 3 8 10
 ; - ;  ;  ; -
3 4 7 2 2

O conjunto formado por todos os números racionais positivos e negativos e o


zero chama-se conjunto dos números racionais e é indicado por Q.

Como fizemos em Z, os números racionais positivos podem ser escritos sem o


sinal +.

a
• Qualquer número racional pode ser representado sob a forma onde
b
𝑎  𝑍 𝑒 𝑏  𝑍* .

2 - 5 - 6 5
Exemplos: ; ; ;
3 4 - 1 - 3
a
• Quando, no número racional escrito sob a forma de fração , o a for múltiplo do
b
b, este número é equivalente a um número inteiro.

10 20 0 5
Exemplos: a)  5 b) -  - 10 c)  0 d) 1
2 2 12 5

Assim podemos estabelecer o diagrama:

Pelo diagrama podemos dizer que:


• todo número natural é número
inteiro, e que
• todo número inteiro é número
racional.

36
Os números racionais podem ser representados sob a forma decimal.

Para se obter a representação decimal dos números racionais dividimos o numerador


pelo denominador.

Exemplos

5 5 2 4 4,0 5
a)  2,5 b) -  - 0,8
2 10 2,5 5 0 0,8
0
3 3,0 25 5 5, 25
c) - 25  - 0,12 d)  1,666...
50 0,12 3 20 1,666...
0 20
20
2

Observe que, quando o resto começa a repetir, o algarismo do quociente


também começa a repetir. Esta repetição é representada por reticências (...).
Quando transformamos um número da forma fracionária para a forma decimal
ocorrem três situações:

1a) O resultado é exato.

5 4 3
Exemplos a)  2,5 b) -  - 0,8 c) -  - 0,12
2 5 25
Neste caso chamaremos de decimal exato.

2a) O resultado não é exato e um ou mais algarismos começam a se repetir


indefinidamente, logo após a vírgula.

Exemplos
5 1 5
a)  1,666... b) -  - 0,333... c)  0,454545.. .
3 3 11

37
O número racional que na forma decimal apresenta essa situação é chamado
de dízima periódica simples. O número formado pelo algarismo que se repetem é
o período.

Exemplos
- 1,666... é o 6 que se repete, logo o período é 6.
0,454545... é o 45 que se repete, logo o período é 45.
Também podemos representar dízimas periódicas simples assim:
- 1,666... = 1,6 o ponto (...) significa que 6 é o período.
__
0,454545... = 0, 45 o traço ( ) significa que 45 é o período.

3a) O resultado não é exato e ocorre a repetição de um ou mais algarismos


indefinidamente, mas entre a vírgula e o período existem algarismos que não
se repetem.

Exemplos

11 47 101 ___
a)  1,8333 ... b) -  - 0,5222... c)  0, 102
6 90 990

O número racional que na forma decimal apresenta essa situação é chamado de


dízima periódica composta. Na dízima periódica composta, a parte decimal que
se repete recebe o nome de período e a parte decimal que não se repete recebe o
nome de parte não periódica.

Transformação da forma decimal em fração

✓ Decimal exato
Para transformar um número racional de forma decimal exata em fração fazemos o
seguinte:
• Colocamos, no numerador da fração, o número decimal sem a vírgula.
• Colocamos, no denominador da fração, o algarismo 1 seguido de tantos zeros
quantas forem as casas decimais do número.

Exemplo

a) 25 25 : 5 5 : 5 1

0, 25   
1
00 100 : 5 20 : 5 4

2 casas 2 zeros

38
✓ Dízima periódica simples
Para transformar uma dízima periódica simples em fração fazemos o seguinte:
• Colocamos o período da dízima no numerador.
• Colocamos, no denominador, tantos noves quantos forem os algarismos do
período.
• Se a dízima apresentar a parte inteira diferente de zero devemos colocá-la antes
da fração, obtendo, assim, um número misto. Se for necessário, a transformamos
em fração imprópria.

Exemplos

a)

Observe que o período 5 tem um algarismo.

36 : 9 4
b)  
99 : 9 11

Observe que o período 36 tem dois algarismos.

c) 108 108 : 3 36 : 3
 
5, 324  5  5  5
333 333 : 3 111 : 3
12 197
 5 ou
37 37
Observe que o período 324 tem 3 algarismos.

✓ Dízima periódica composta


Para transformar uma dízima periódica composta em fração fazemos o seguinte:
• Colocamos no numerador a parte não periódica seguida do período e subtraímos a
parte não periódica.
• colocamos no denominador tantos noves quantos forem os algarismos do período,
seguidos de tantos zeros quantos forem os algarismos da parte não periódica.
• Se apresentar parte inteira diferente de zero, esta deve ser colocada antes da
fração, obtendo-se assim um número misto. Se for necessário, transformá-lo em
fração imprópria.

39
Exemplos
83 - 8 75 75 : 3 25 : 5 5
a) 0,8333...     
90 90 90 : 3 30 : 5 6
Observe que a parte não periódica 8 tem um algarismo e o período 3 tem um
algarismo.

136 - 1 135 135 : 5 27 : 9 3


b) 2,1363636 ...  2 2 2 2 2
990 990 990 : 5 198 : 9 22
Observe que a parte não periódica 1 tem um algarismo e o período 36 tem 2
algarismos.

06 - 0 6 1
c) 3,0666...  3 3 3
90 90 15

_ 253 - 25 228 : 3 76 : 2 38 : 2 19
d) 0,25 3     
900 900 : 3 300 : 2 150 : 2 75

Representação na reta numérica

Os números racionais podem ser representados na reta numérica. Assim:

Oposto ou simétrico

Vale o mesmo conceito de número oposto ou simétrico dos números inteiros:


3 3
oposto de - é + oposto de 2,5 é -2,5
4 4
Generalizando temos: se a é um número racional, o oposto de a é -a.

Valor absoluto ou módulo

Vale o mesmo conceito de valor absoluto ou módulo dos números inteiros:

|-2,5| = 2,5 |+2,5| = 2,5

Como o módulo de um número positivo e o módulo de um número negativo não têm


sinais, podemos dizer que módulo de um número racional é sempre um número
racional absoluto.
40
Comparação

Para comparar números racionais podemos observar as posições que estes ocupam
na reta numérica. Os números crescem da esquerda para a direita. Observe a reta
numérica:

Veja que:
1 1 1
0< - <0 -2,5 < -
2 2 2

7 5
- < 4,5 < 4,5
2 2

a c
Dois números racionais e são equivalentes se: a . d = b . c
b d
Exemplos
5 15
a) = porque 5 . 9 = 3 . 15
3 9
3 12
b) = porque 3 . 4 = 1 . 12
1 4

a c
Para comparar dois números racionais positivos e podemos fazer o
b d
seguinte:
• multiplicar o numerador da 1a fração pelo denominador da 2a fração;
• multiplicar o numerador da 2a fração pelo denominador da 1a fração;
• comparar os resultados.

Exemplos
5 4
a)  pois 5.5>4.3
3 5
7 5
b)  pois 7.4<5.6
6 4

41
a c
Para comparar dois números racionais negativos e podemos fazer o
b d
seguinte:
• compararmos os valores absolutos dos números racionais;
• se, na comparação, o valor absoluto da 1a fração for menor do que o valor
absoluto da 2a fração, conclui-se que a 1a fração é maior do que a 2a fração.
Lembremos que, dados dois números racionais negativos, o número de menor
valor absoluto é maior do que o número de maior valor absoluto.

Exemplos
6 7
a) - e -
5 6

Comparando os valores absolutos,

6 7
 pois 6.6>5.7
5 6

6 7
Logo: - -
5 6

3 6
b) - e -
7 13

Comparando os valores absolutos,

3 6
 pois 3 . 13 < 7 . 6
7 13

3 6
Logo: - -
7 13

42
a
Outro modo de comparar números racionais sob a forma é a seguinte:
b
• Se forem positivos com denominadores iguais, comparamos os numeradores.

Exemplos
3 5
a)  pois 3<5
4 4
7 5
b)  pois 7>5
6 6

• Se forem negativos com denominadores iguais, atribuímos o sinal negativo aos


numeradores e os comparamos.

Exemplos
3 5
a) - - pois -3 > -5
4 4
7 5
b) - - pois -7 < -5
6 6

• Se os denominadores forem diferentes reduzimos ao mesmo denominador e


recaímos nos casos anteriores.

Exemplos
11 7
a) e
6 4

• Reduzindo ao mesmo denominador:


mmc ( 6, 4 ) = 12
11  12 : 6  .11 22
 
6 12 12
7

 12 : 4  . 7  21
4 12 12
22 21 11 7
 logo 
12 12 6 4
Este processo é trabalhoso, porém será útil para ordenar números racionais
a
escritos sob a forma .
b

43
Operações

Nas operações com números racionais levamos em consideração as regras estudadas


em números decimais, frações e números inteiros.

Adição e subtração
a
Para efetuar adição e subtração de números racionais (sob a forma )
b
consideramos as seguintes situações:

• Os denominadores são iguais:


Conserva-se o denominador comum e adicionam-se ou subtraem-se os
numeradores.

Exemplos
5 1 5  1 6 3
a)    
8 8 8 8 4
11 10 11  10 1
b)   
4 4 4 4
3 2 -3  2 -5 5
c) -    -
7 7 7 7 7
5  1 -5 1 -5  1 -4 4
d) -  -      -
9  9 9 9
 9 9 9

eliminando os parênteses

Se aparecer número misto na operação, é conveniente transformá-lo em fração


imprópria.

Exemplos transformando em fração imprópria



 2   1 2 1 3 x 1 2 3 x 2 1 5 7 12
a)   1  -  - 2   1 2      4
 3   3 3 3
 3 3 3 3 3

eliminando os parênteses

5  3  7  5 3 7 5 3 15 5 - 3  15 17 1
b)    - - 1    1      2
8  8  8  8 8 8 8 8 8 8 8 8

44
• Os denominadores são diferentes:
Neste caso devemos reduzir ao mesmo denominador.

Exemplos
eliminando os parênteses

 5   3  5 3 - 10  9 1
a)        
 6   4  6 4 12  12

reduzindo ao mesmo denominador


mmc (6,4) = 12

b)

 7   2  7 2 7 5 7  15 22 4
  - - 1   1     2
 9   3  9 3 9 3 9 9 9
mmc (9,3) = 9
 5   1  3  5 1 3 - 20 - 8  9 19
c)  -   -  - -     
 6   3  8  6 3 8 24 24
mmc (6, 3, 8) = 24
 1 5
-  2   -  
1 2 1 15 - 24 - 4 13 1
d) 1 - -  -  -1
4  3 4 1 3 12 12 12
mmc (4, 3) = 12
2
Observe que 2 = .
1

Multiplicação

Na multiplicação em Q, valem as mesmas regras de sinais usadas em Z.

Assim temos:
O produto de dois números racionais de sinais iguais é positivo.

(+) . (+) = + e (-).(-)=+

O produto de dois números de sinais diferentes é negativo.

( - ) . (+) = - e (+) . ( - ) = -

45
a
Para multiplicar números racionais (na forma ) fazemos o seguinte:
b
• multiplicamos os numeradores
• multiplicamos os denominadores
• colocamos o sinal de acordo com a regra

Exemplos
 2   1  2 .1 2
a)  - .   
 5   3  5 . 3 15

 3   2  3 . 2 6 3
b)   .      
 4   5  4 . 5 20 10

 1   5   3   5  15 5 1
c)   1  .  -    - . -     1
 2   6   2   6  12 4 4

d)   0,2  .   3  2   3 
 - .    
6

3
 4   10   4  40 20

 5  4  5  20 10 1
e) 4 .  -   . -      3
 6  1  6  6 3 3

Na multiplicação podemos simplificar o numerador de uma fração com o denominador


da outra fração.

Exemplos

4 . 2 8 2
a) - -  2
1 . 3 3 3

 15  15 7
b)  - 8  . -  1
  8 8

Observe que a simplificação na própria fração é válida.

46
Inverso ou recíproco

 3   5 
  . - 
15
1  4 .   1 

4
1
 5   3  15  4  4

Generalizando:
 a   b  ab 1 a
 .   1 ,a e b  0 ou a.   1 ,a  0
 b   a  ba a a
b
Para qualquer número racional , diferente de zero, existe o inverso que é .
a a
Exemplos b
3 4
a) O inverso de + é 
4 3
5 2
b) O inverso de - é 
2 5
1
c) O inverso de -7 é 
7
Observe que:
• zero não tem inverso
• inverso de 1 é 1
• um número racional e seu inverso têm o mesmo sinal.

47
As palavras de, da, das e dos podem ser utilizadas para indicar uma
multiplicação.

Exemplos
2 1 2 1 2
a) de  . 
3 5 3 5 15

b)

c)

d)

48
Divisão

a
Para dividir números racionais (na forma ) multiplicamos a primeira fração pelo
b
inverso da segunda fração.

Exemplos
 3   2   3   5  15 7
a)    : -   -  . -    1
 4   5   4   2  8 8

 7   2   7   3  21 1
b)    : -   -  . -     2
 5   3   5   2  10 10

 4   1   9   3  27 2
c)   1  : -     . -   -  -5
 5   3   5   1  5 5

d)

 9   9   1 
e)    : 2     .    
9
 5   5   2  10

É conveniente lembrar que não se divide por zero!

Um outro modo de indicar a divisão é assim:

49
Potenciação

Para estudar a potenciação com os números racionais consideramos as seguintes


situações:
• Expoente inteiro positivo, diferente de 1
• Expoente 1
• Expoente inteiro negativo
• Expoente zero

A potência de expoente inteiro diferente de 1 representa um produto de fatores iguais.

Exemplos
2
 5   5   5  25
a)  -   - . - 
 3   3   3  9
3
 2   2   2   2  8
b)  -   - . - . - -
 3   3   3   3  27

c)  - 0,2 2   - 0,2  .  - 0,2   0,04


3
 1  5   5   5  125
d)  - 1    - . - . - -
 4  4   4   4  64

n
 a   a  a  a  a   a 
Generalizando:            ...  
 b  

b  b  b  b   b 
  

n fatores

A potência de expoente 1 é igual à base.

Exemplos
1 1
 3   5 
a)  0,25  3 5
 0,25 b)   1   1 c)    
1

 4  4  8  8

A potência de expoente zero e base diferente de zero é igual a 1.

Exemplos
0 0
 3   3 
a)    1 b)   1 c)  - 1,25 0  1
 7   7 

50
A potência de base zero e expoente diferente de zero é zero.

Exemplos

a) 05 = 0 b) 01 = 0 c) 015 =0

Observe que:
• A potência de base negativa e expoente ímpar é negativa.
• A potência de base positiva é sempre positiva.
• A potência de base negativa e expoente par é positiva.
• A potência de base 1 é igual a 1.

Para o estudo da potência de expoente negativo introduziremos um outro modo de


indicar o inverso de um número racional, diferente de zero.

Indicaremos o inverso do número racional

1
a  a  b
por   ou a0 e b0
b  b  a

Assim temos:
1 1 1
 5  3  5  3  1  5
a)    b)   - c)    5
 3  5  3  5  5  1

d)  5 1   1
e)  5 1   1
5 5
n n n
 a   a   b 
Do mesmo modo indicaremos o inverso de   por   ou  
 b   b   a 
Assim temos:
-2 2 3
 2   3   1
a)       b)  5-3   
 3   2   5
-2 2 -3
 2   3   1
c)       d)     53  53
 3   2   5

Observe que para transformar uma potência de expoente negativo em positivo


basta inverter a base.
Para efetuar uma potenciação com expoente negativo, transformamos em
expoente positivo e representamos em produto de fatores iguais.

51
Exemplos
-2 2
 2   3   2   2  9
a)         .   
 3   2   3   3  4

O produto de fatores iguais pode ser calculado mentalmente.


-2 2 -3 3
 2   3  9  6   5  125
b)  -   -   c)       
 3   2  4  5   6  216
-3 3 -2
 2   1  1
d)  - 2  - 5   25
1
 -      - e)   
-3 2

 1   2 8  5
3
 1
f)   4-3    
1
 4 64

Observe que quando transformamos em expoente positivo conservamos o sinal


da base.

Radiciação

Do mesmo modo que fizemos com os números inteiros, trataremos a


radiciação como inversa da potenciação.

Exemplos
3
 2  8 8 2
Se      então 3 
 3  27 27 3

3
 2  8 8 2
Se     - então 3  
 3  27 27 3

Observe que a raiz de índice ímpar tem o mesmo sinal que o radicando.

Lembremos que quando o índice é par indicamos as raízes assim:

25  5 e  25  5
 
raiz positiva raiz negativa

A mesma notação é válida para os números racionais.

52
9 3 9 3
 e  
25 5 25 5
 
raiz positiva raiz negativa

Como um número racional elevado a um expoente par é um número positivo ou


zero, não se define em Q raiz de índice par e radicando negativo.

Exemplos

4
a) - Q b)  16  Q
9
Para descobrir o número que elevado ao índice seja igual ao radicando, podemos
decompor o numerador e o denominador em fatores primos e escrever em produto de
potências de modo que o expoente seja igual ao índice.

Exemplos
3
8 23  2  2
a) 3 -  3 -  3 -   -
27 3 3
 3  3

4
81 34  3  3
b) 4  4  4   
16 2 4
 2  2

2
225 15 2  15  15
c)     
49 7 2
 7  7

53
54
Números reais

Números irracionais

Já estudamos os conjuntos numéricos

N = 0, 1,2,3, ... 


Z = ... , -2, -1, 0,1,2, ... 
, a Z e b  Z 
a
Q = Conjunto dos números que podem ser escritos sob a forma
b

Lembre-se que a representação decimal dos números racionais será decimal exata ou
dízima periódica (simples ou composta).

Exemplos
3 5 1
a) = 0,6 b) - = - 2,5 c) = 0,25
5 2 4
2 5 15
d) = 0,666... e) - = - 0,8333 f) = 1, 36
3 6 11

E os números em que a representação decimal não é exata nem periódica?

Exemplos
a) 5,020020002... 0,12131415...

Esses números são chamados de números irracionais. Existem números irracionais


que podem ser representados com radical e outros que recebem símbolos especiais.

Exemplos
2 , -3 4 , 5 2 , 5
-2,- 2 ,

É importante lembrar que nem todos os números que vêm sob radical são números
irracionais.

55
Exemplos
25 5
4 = 2 Q = Q 3 25 = 3.5 = 15 Q
9 3

Números negativos dentro de um radical de índice par não são números irracionais.

Exemplos
a)  4  conjunto dos números irracionais
b) 5  conjunto dos números irracionais

Esses tipos de número são chamados números complexos.


Nesta unidade, representaremos os conjuntos dos números irracionais por Q (Q
“barra”)

Conjunto dos números reais

Da união do conjunto dos números racionais (Q) com o conjunto dos irracionais,
surge um importante conjunto: os números reais (R).

Portanto,
Q U {irracionais} = R

Mostrando em diagramas os conjuntos até aqui citados, temos:

Podemos também representar o conjunto dos números reais na reta numerada. Cada
número real corresponde a um ponto da reta. Assim:

Lembre-se que 3  1,73 ; 2  1,41 e   3,14


Quando aparecer escrito R  , leia-se conjunto dos números reais sem o zero. Logo
R  = R -{0}

56
Representaremos o conjunto dos números reais não negativos por R  e o conjunto dos
números reais não positivos por R  .Se aparecer R  ou R  leia-se respectivamente:
conjunto dos números reais positivos e conjunto dos números reais negativos.
Veja a representação desses conjuntos na reta numérica:

Comparação de números reais

Os números reais aparecem na reta numérica em ordem crescente da esquerda para a


direita, isto é, quanto mais à direita estiver o número real na reta numérica, maior ele
será. Veja:

Operações com R

Em R valem as operações e as propriedades estudadas em Q. Dentre as propriedades


da multiplicação estudadas em Q, convém lembrar a propriedade distributiva da
multiplicação em relação à adição e à subtração:
a . (b + c) = ab + ac (b + c) .a = ab + ac

57
Também convém lembrar as propriedades da potenciação

2
a p .a q = a p q 5 .5 = 5 21 = 5 3

a m .b  p = a mp .b np
n 4
(5 3 .3 2 ) 2 =5 6 .3

7 5 :7 3 = 7 53 = 7 2
a p :a q = a p q (a  0)

2 .3
(5 2 ) 3 = 5 = 56
(a p ) q = a p.q

4 4 4
(2.3) = 2 .3
(a.b) p = a p .b p

a
p p 3 32
a
  = p (b  0)   = 2
b b 5 5
mp
 am p a 2 4
  = (b  0)  52  5
 bn  b np  2  = 6
3  3
p p
a b 2
  =  (a e b  0)
2
3 2
b a   = 
2 3

Noções de radicais.

Observe a representação abaixo;

4 3 52
O nome de cada elemento que nela aparece é:
4  coeficiente
3  índice
 radical
5 2  radicando

58
No radicando 52, o 5 é chamado base do radicando e 2 é o expoente do radicando.
Você deverá conhecer bem esses nomes porque vamos usá-los frequentemente nesta
unidade.
6  coeficiente
 radical
6 3
5
3 5  radicando
3  base do radicando

Quando não há número na frente do radical, isto é, quando não há coeficiente, é


como se o coeficiente fosse 1.É importante também observar que, na ausência de
número no índice do radical subentende-se como raiz quadrada, ou seja, índice 2.
o expoente do radicando é 2
o radicando é 8 2
82 o índice é 2
o coeficiente é 1

O índice e o radicando não podem ser qualquer número. O índice deve ser um número
natural maior ou igual a 1. Quando for 1, é o mesmo que o próprio radicando:
14 2 =4 2 .
O radicando depende do índice: se for índice par, o radicando deve pertencer a R + ;se
for ímpar, deve pertencer a R.

Transformação de radicais em potência com expoente fracionário

Observe o radical abaixo e a sua transformação em expoente fracionário.

3 2
5 =5 2
3

Dessa forma, podemos transformar qualquer radical indicado numa potência com
expoente fracionário.
Veja o que acontece com os elementos, quando fazemos essa transformação:
• a base do radicando é a base da potência
• expoente do radicando é o numerador do expoente fracionário
• índice é o denominador do expoente

59
Exemplos

2
1 3 2
2  23
  = 
3
a) 3=3 2
b) 8 =8 2
c) 3
3 3

2 4
4
1 
2
1 12 1 3
13
d)   =  = e)
5
23 = 2 5
f) 3    = 
2  3 3 2  2

4
2 4 2
2  22  2
  =  = 
2
g) 5 =5 =52
h)
3 3 3

Transformação de potência com expoente fracionário em radical

É a operação contrária à realizada anteriormente. Veja:

5 = 3 52
2
3

a base da potência é a base do radicando


o numerador do expoente fracionário é o expoente do radicando
o denominador do expoente fracionário é o índice do radical

Exemplos:

1
1
1
 13  1 1 2
2
a) 2 4
= 2 4
b)   = 3   = 3 c) 23 = 3
2 = 3
4
5 5 5

1 1 2

d) 4 3 =
3
41 = 3
4 e) 54 =
4
51 = 4
5 f) 10 5
=
5
10 2

1 5
1 5
 12  1 1  3 3 3  3 
g)   = 2   = h)   =  
4 4 4 8 8

60
Propriedades dos radicais

As propriedades que estudaremos são usadas nas operações com radicais. Por isso é
muito importante que você as conheça bem.

Primeira propriedade

A raiz de um produto é igual ao produto das raízes dos fatores.

Exemplos

a) 4 x9 = 4 x 9 =2x3=6
3 3 3
b) 3
8 x 27 x 64 = 3
8 x 3
27 x 3
64 = 23 x 33 x 4 3 = 2 x 3 x 4 = 24

c) 4 x16 = 4 x 16 = 2 x 4 = 8

d) 3
125 x 216 = 3
5 3 x 2 3 x3 3  3
53 x 3
23 x 3
3 3 = 5 x 2 x 3 = 30

Segunda propriedade

A raiz de um quociente é igual ao quociente da raiz do dividendo pela raiz do


divisor.

Veja os exemplos abaixo.

a) 36 : 4  36 : 4 = 6 : 2 = 3
3
8 23 23 2
b) 3 = 3 = 
27 33 3
33 3

7 7 7 7 7
c) = =  2
= Observe que 7 é um número irracional
16 24 2 4
2 4

61
Terceira propriedade

Multiplicando-se ou dividindo-se o índice do radical e o expoente do radicando por um


mesmo número inteiro, positivo e diferente de zero, o valor aritmético do radical não se
altera. Veja:
4 6
a) 23 = 26 = 2 9 = ... (multiplicando)
18 9 3
b) 36 = 33 = 31 = 3
3 (dividindo)

Essa propriedade é muito importante porque permite a simplificação de radicais,


dividindo o índice e o expoente do radicando por um mesmo número. Observe;

18
3 6 = 18:6 3 6:6  3
31 = 3
3

Quando se dividem o índice e o expoente pelo mesmo número e o índice torna-se 1, o


radical desaparece.
Assim:

6
3 18 = 6:6
3 18:6  3 3 = 3 3 = 27
Veja outro caso de simplificação que é muito usado no cálculo de radicais.

Trata-se de tirar um ou mais fatores do radical. Assim:

3 3
5 3 x2 = 53 x 3
2 (propriedade do produto)
Simplificando 3
5 3 , obtemos 5.
Portanto,

3 3
5 3 x2 = 53 x 3
2 =5 3
2

Note que o radicando 5 3 x 2 é um número fatorado, isto é, representado na forma de


seus fatores primos. Logo, se aparecer um só número como radicando, é preciso
fatorá-lo e verificar se é possível simplificar esse radical.

62
Vamos, por exemplo, simplificar 48 . Para isso, seguimos os passos abaixo:

1o) Fatoramos o radicando.

48 2
24 2
12 2
6 2
3 3
1 48 = 2 x 2 x 2 x 2 x 3

2o) Agrupamos de dois em dois os fatores iguais. Neste caso, agrupamos de dois em
dois porque a raiz é quadrada. Se a raiz fosse cúbica, agruparíamos de três em
três.

3o) Aplicamos a propriedade do produto.

48 = 2 2 x 2 2 x3 = 22 x 22 x 3 =2x2x 3 =4 3
Veja outros exemplos de simplificação de radicais.

a) 50 = 5 2 x2 = 52 x 2 =5 2
3 3 3
b) 3
200 = 2 3 x5 2 = 23 x 52 = 2 3
25

c) 12 = 2 2 x3 = 22 x 3 2 3

d) 3 4 x 4 5 = 3 2 x3 2 x 4 2 x 4 2 x 4 = 3 2 2 2 2
x 3 x 4 x 4 x 4 =3x3x4x4x2= 288
5
e)
5
2 8 x3 2 x3 3 = 5
2 8 x3 5 = 5
2 5 x 2 3 x3 5 = 5
25 x 5
23 x 5
3 5 =2 x 23 x 3 = 2 x 3
5
23 = 6 5
8

63
Operações com radicais

Adição e subtração

Para efetuar adição e subtração de radicais, é preciso saber o que são radicais
semelhantes.

Os radicais são chamados semelhantes quando na forma simplificada possuem o


mesmo índice e o mesmo radicando. Veja:

a) 3 , 5 3 , 2 3 são semelhantes
3
b) 8, 8 não são semelhantes
Às vezes, os radicais não são, aparentemente, semelhantes; mas, por meio da
simplificação eles se revelam semelhantes. Veja: 4 3 , 12 , 27
Como os radicandos 12 e 27 podem ser fatorados, vamos fatorá-los.

12 2 27 3 Portanto temos:
6 2 9 3
3 3 3 3 12 = 2 2 x 3
1 1 27 = 3 2 x 3

Ou seja:

a) 12 = 2 2 x3 = 22 x 3 =2. 3

b) 27 = 3 2 x3  32 x 3 = 3 . 3

Portanto 4 3 , 12 , 27 são semelhantes.

Somente podem ser adicionados e subtraídos radicais semelhantes. Para adicionar e


subtrair radicais, operamos os coeficientes e conservamos o radical comum. Assim:

a) 2 3 + 3 3 = (2+3) 3 = 5 3
3 3
b) 2-4 2 + 2 3 2 = (1-4+2) 3 2 = -1 3 2 = - 3 2

c) 2 3 + 12 = 2 3 + 2 2 x 3 =2 3 +2 3 = (2+2) 3 = 4 3

d) 14 - 12 = radicais não semelhantes.

64
Multiplicação

Para efetuar a multiplicação de radicais é preciso observar se os índices são iguais.


Sendo iguais, conservamos o índice, multiplicamos os coeficientes e os radicandos,
simplificando-os quando for possível. Assim:

a) 2 3 x 4 2 = (2 x 4) 3.2 = 8 6

b) 3
5 x 3
3 x2 3
2 = (1 x 1 x 2) 3
5 x3 x 2 = 2 3 30

c) 3 3
9 x 3
2 x2 3
18 = (3 x 2) 3
9 . 2 . 18 = 6 3
324 = 6 3
33 . 3 . 22 =

6 3
33 x 3
3 x 3
22 = 6 x 3 3
3 x 3
4 = 18 3
12

Para multiplicar radicais com índices diferentes, é preciso reduzi-los ao mesmo


4
índice. Vamos ver como reduzimos ao mesmo índice os radicais: 8 , 3
32 , 2

1o) Calcular o mmc entre os índices.

2-3-4 2
1-3-2 2
1-3-1 3
1-1-1 12
O mmc 12 será o novo índice dos radicais: 12
, 12
, 12

2o) Dividir o novo índice pelo índice anterior do radical e multiplicar o resultado pelo
expoente do radicando. O resultado será o novo expoente do radicando. Assim:
12 : 2 = 6 e 6x1=6
12 : 3 = 4 e 4x2=8
12 : 4 = 3 e 3x1=3

A base do radicando sempre permanece a mesma. Portanto, 8 , 3 32 , 4 2


reduzidos ao mesmo índice mudam para 12
86 , 12
38 , 12
23

Veja outro exemplo de redução ao mesmo índice.


a) 3
22 ; 2 ; 6
10
mmc (3, 2, 6) = 6

65
Potenciação

A potenciação de radicais é semelhante à multiplicação. Veja como resolvemos


2 3
22 .
3

Como potência é um produto de fatores iguais, temos:

2 3
22 3
=2 3
22 x 2 3
22 x 2 3
22 = 8 3
26

Mas observe que o resultado seria o mesmo se o coeficiente fosse elevado ao


expoente indicado e o expoente do radicando multiplicado pela potência indicada.
Assim:

2 3
22 =2
3
3 3
22 x 3 = 8 3
26

Outros exemplos:

a)  32 =
4
2
3 8 = 2:2 3 8:2 = 1 3 4 = 3 4 = 81

b) 3 4
5  3
= 33 4
5 3 = 27 4
125

c) 
3
22  2
=
3
24 = 3 23 . 2 = 3
23 . 3
2 =2 3
2

3 2 
2
d) 3 3
= 32 3
26 = 9 3 :3
2 6 :3 = 9 1
2 2 = 9 . 22 = 9 . 4 = 36

Radiciação de radicais

Observe a operação abaixo:

3
5

Esse tipo de operação é chamado de radiciação de radicais ou raiz de raiz.

Para efetuá-la, colocamos o radicando sob um radical. O índice desse radical é o


produto dos índices dos radicais anteriores. Assim:

3
5 = 6
5 porque 3
5 = 3.2
5

66
Veja outro caso de radiciação de radicais:

3
2 3

Note que é preciso introduzir o fator 2 dentro da raiz quadrada para que essa
radiciação fique como as anteriores. E para introduzir um fator dentro do radical,
basta elevá-lo ao índice desse radical. Assim:

Veja outro exemplo:

= 18
64 . 32  18 2048

Divisão

A divisão também só pode ser efetuada se os radicais possuírem o mesmo índice.


Veja os exemplos:

a) 8 : 4 = 8:4 = 2

b) 12 3
6 :3 3
2 = (12 : 3) 3
6:2 = 4 3
3

Quando os índices forem diferentes devemos reduzi-los ao mesmo índice. Assim:

a) 3
4 : 2 = 6
42 : 6
23 = 6
16 : 8 = 6
2

b)

67
Racionalização de denominadores

Observe a expressão abaixo:

3
2 5

É uma fração em que o denominador é um número irracional. Às vezes, para


facilidade de cálculo, é conveniente racionalizar esse denominador.
Racionalizar o denominador significa transformá-lo em número racional, isto é,
fazer desaparecer a raiz do denominador.
Para isso, usamos a seguinte propriedade das frações: multiplicando-se ou
dividindo-se o numerador e o denominador por um mesmo número diferente de zero,
o valor da fração não se altera.
Portanto para tornar um denominador irracional em racional, multiplicamos o
numerador e o denominador por um fator racionalizante (FR). O fator racionalizante é
um número que, multiplicado pelo denominador irracional, o transforma em racional.
Veja alguns exemplos:

Observe que, após a multiplicação do denominador pelo fator racionalizante, o


índice e o expoente tornam-se iguais.
Para descobrir o fator racionalizante vamos estabelecer algumas regras práticas:

• Quando denominador é do tipo a , o fator racionalizante é a.

Exemplos
5
a)  FR é 3 porque 3 . 3 = 32 = 3
3

-3 2
b)  FR é 5 porque 5 . 5 = 52 = 5
5

68
• Quando o denominador é do tipo b a , o fator racionalizante é a .

Exemplo

5
 FR é 5 pois 3 5 . 5 =3 5 2 = 3 . 5 = 15
3 5


p p
Quando o denominador é do tipo a q ou b a q , o fator racionalizante é
ap  q
p

Exemplos
2
a)  FR é 5
25  3 = 5
2 2 porque 5
23 . 5
22 = 5
25 = 2
5 3
2
7
b)  FR é 3
53 1 = 3
5 2 porque 3 3
51 . 3
52 = 3 3
5 3 = 3 . 5 = 15
3
3 5

Se for possível, é melhor fatorar o radicando e escrevê-lo em forma de potência. Veja


como fica o último exercício, resolvendo-o assim.

1 1
=
3
9 3
32 radicando fatorado

Agora multiplicando pelo fator racionalizante, temos:

3 3 3
1 3 3 3
= = =
3
32 3
32 x 3 3
3
33 3

69
Regras de Arredondamento / Regras de Truncamento

Vimos no início deste capítulo que os números irracionais são aqueles em que
sua representação decimal não é exata nem periódica. E que para serem efetuados é
necessário compreender algumas propriedades relativas às suas operações.
Agora, quando esses cálculos são aplicados a áreas específicas, como na
usinagem por exemplo, faz- se necessário a utilização de arredondamentos /
truncamentos.
Arredondamento é o processo mediante o qual se eliminam algarismos de
menor significância a um número real. Na física, todas as medidas estão associadas a
uma precisão expressa em algarismos significativos, uma régua decimetrada, por
exemplo, tem a menor unidade como 1𝑑𝑚 = 0,1𝑚, já um micrômetro, pode chegar a
precisão de milésimo de milímetro 0,001𝑚𝑚 = 10−6 𝑚.
Quando se resolvem problemas, os valores envolvidos dificilmente estarão com
a mesma precisão, então a resposta do problema deverá ter tantos algarismos
significativos quanto o valor de menor precisão. Para isso, é necessário fazer o
arredondamento dos números.
As regras de arredondamento, aplicam-se aos algarismos decimais situados na
posição seguinte ao número de algarismos decimais que se queira transformar, ou
seja, se tivermos um número de 4, 5, 6, ..., n algarismos decimais e quisermos
arredondar para 2 (por exemplo) aplicaremos as regras de arredondamento seguindo
a Norma ABNT NBR5891:
• Se os algarismos decimais seguintes forem menores que 50, 500, 5000..., o
anterior não se modifica;
• Se os algarismos decimais seguintes forem maiores a 50, 500, 5000..., o anterior
incrementa-se em uma unidade;
• Se os algarismos decimais seguintes forem iguais a 50, 500, 5000..., verifica-se o
anterior; se for par, o anterior não se modifica; se for ímpar, o anterior incrementa-
se em uma unidade.
O truncamento é a ação de truncar um determinado valor, aplicado
principalmente em suas casas decimais. Ele ocorre quando ignoramos os valores de
um determinado cálculo que possua uma quantidade maior de casas decimais do que
a quantidade determinada para trabalho.
Observe a situação a seguir:

70
Digamos que a multiplicação da quantidade pelo valor unitário do item resulte
em um número com cinco casas decimais, sendo que sua apresentação final deve
possuir apenas duas casas decimais:

Quantidade 𝑥 Valor unitário = Resultado NBR5891 TRUNCADO


7,987 𝑥 5,98 = 47,76226 47,76 47,76
5,589 𝑥 6,48 = 36,21672 36,22 36,21
Para a matemática aplicada à usinagem, adotaremos 3 casas decimais.

71
72
Elementos de Geometria

Todos os seres, todas as coisas têm formas. Repare nos seus objetos: lápis,
régua, borracha. Olhe ao seu redor: a janela, a porta, o assoalho, o teto, o poste lá na
rua, o prédio em frente à sua casa, a árvore, a nuvem, tudo tem forma.
Onde você estiver, estará rodeado de coisas com formas diferentes. Repare na
forma das figuras abaixo:

As formas dos objetos são estudadas pela geometria.


Mas a geometria não fica apenas no estudo da forma das figuras ou dos seres.
Ele vai até o estudo dos elementos, isto é, das partes de que são formadas as figuras.

73
As figuras podem ser medidas. Veja, por exemplo, essa figura geométrica:

Com essas medidas através da geometria, é possível calcular, por exemplo, o


volume dessa figura.
Podemos dizer, então, que a geometria é a parte da matemática que estuda as
formas, os elementos e as medidas das figuras.

Vamos assinalar um ponto nesta reta. Assim:

Ou assim:

Repare que um ponto qualquer de uma reta divide essa reta em duas partes:

Cada uma das partes da reta dividida por um ponto recebe o nome de semirreta:

74
O ponto que divide a reta em duas semirretas chama-se origem das
semirretas. No exemplo abaixo, a origem das semirretas é o ponto O:

Reparou que o ponto de origem da semirreta determina um limite? Mas as


setas que pertenciam à reta permanecem nas semirretas indicando que elas
continuam ilimitadas no sentido oposto ao ponto de origem. Se uma figura for limitada
em duas extremidades, ela deixa de ser semirreta, passando então a ser um
segmento de reta. A figura abaixo não é uma semirreta, é um segmento de reta:

Neste outro exemplo, as duas semirretas não pertencem à mesma reta apesar
de terem mesma origem (P).

Note que uma semirreta pertence à reta


r e a outra semirreta, à reta s.

75
Ângulos

Duas semirretas que têm origem num mesmo ponto formam uma figura
geométrica chamada ângulo. Exemplos:

O ângulo divide o plano em duas regiões: uma região interna e uma região
externa. No exemplo seguinte, a parte hachurada é a região interna:

Aqui, hachuramos a região externa do ângulo:

76
Encontramos ângulos na maior parte das peças de oficina.

Repare que os dentes da rosca têm a


forma de V, formando ângulos.

Na foto abaixo, a ponta da broca forma ângulo.

Um ângulo tem lados e vértice.

As duas semirretas que formam um ângulo são os lados desse ângulo:

77
O ponto onde se encontram as duas retas que formam o ângulo chama-se vértice:

Indicamos o ângulo com este sinal:

Podemos nomear um ângulo colocando uma letra minúscula no interior desse


ângulo. Veja no exemplo:

Existe uma forma simplificada para você se referir a um ângulo: escrever a letra
desse ângulo com acento circunflexo (^).
Assim, ao invés de escrever ângulo c, você pode colocar 𝐶̂ . O acento
circunflexo sobre a letra significa ângulo.
Também podemos nomear um ângulo colocando letras maiúsculas no seu
vértice e num ponto qualquer de cada um dos seus lados. Exemplo:

Este exemplo fica indicado assim: AÔB, que lemos ângulo AOB.

78
Tipos de ângulos

Você já aprendeu que duas semirretas com a mesma origem formam um


ângulo.

Este último ângulo é formado por duas semirretas opostas, isto é, duas
semirretas que partem do ponto O e seguem sentidos contrários.
Quando um ângulo é formado por duas semirretas opostas, chama-se ângulo
raso.
Dividindo o ângulo raso em 180 partes iguais, cada uma dessas partes mede
um grau.
Grau é uma unidade de medida de ângulo (veremos a seguir mais detalhes sobre o
tema unidade de medida de ângulos). Se um grau é uma das 180 partes iguais em
que dividimos o ângulo raso, então ele equivale a uma fração de ângulo raso.
Observe:

1
Deste modo, podemos afirmar que 1 grau vale do ângulo raso.
180
O grau é indicado com o símbolo (º). Assim, 1º lê-se 1 grau, 12º lê-se doze
graus, 50º lê-se 50 graus.

79
Se o grau é a unidade de medida de ângulos e o ângulo raso pode ser dividido
em 180 partes de 1 grau cada uma, você já deve ter concluído que o ângulo raso
mede 180º.

medida de AÔB = 180º

Agora observe o ângulo abaixo:

medida de CÔB = 90º

O ângulo que mede 90º chama-se ângulo reto. Então, COB é um ângulo reto.
O ângulo reto é indicado com o sinal ( ), ( ). Por exemplo:

Agora compare estes dois ângulos:

Notou que AÔB é um ângulo reto e que CÔD é menor que AÔB? Então, CÔD mede
menos de 90º.

O ângulo que mede menos que 90º chama-se ângulo agudo.

80
Vamos continuar. Observe estes ângulos:

Como você sabe, AÔB é um ângulo reto. E JÔK, você deve ter percebido, é
maior que AÔB. Por isso, JÔK mede mais de 90º.
O ângulo que mede mais de 90º chama-se ângulo obtuso. Então, JÔK é um
ângulo obtuso.

Vale um resumo:

81
Unidades de medidas de ângulos

Observe o ângulo CÔD

Você notou que o lado OC não passa nem por 55º nem por 56º?
Então, a medida desse ângulo está entre 55º e 56º. Como podemos indicar
medidas como essa?
Dividindo o ângulo de um grau em 60 partes iguais, cada uma dessas partes
mede um minuto.

Suponhamos que o ângulo abaixo meça 1º Vamos dividí-lo em 60 partes iguais

Cada uma dessas partes em que dividimos o ângulo de 1º equivale a 1 minuto.


1
Minuto é, então, uma unidade de medida de ângulo que equivale a 60 do grau.
1
E, se o minuto é 60 do grau, 1 grau é igual a 60 minutos.
O minuto é indicado com o símbolo (‘). Assim, 1’ lemos 1 minuto.
Dividindo o ângulo de um minuto em 60 partes iguais, cada uma dessas partes
mede um segundo.
1
Segundo é uma unidade de medida de ângulo que equivale a do minuto.
60
1
Assim, 1 segundo equivale a 60
do minuto, 1 minuto equivale a 60 segundos.
O segundo é indicado com o símbolo (“). Assim, 1” lemos 1 segundo.
Usamos vários instrumentos para medir ângulos, conforme a precisão
necessária.
O transferidor só mede graus. O goniômetro nos dá a precisão de minutos. A
“mesa de seno”, “régua-seno”, “transferidor-seno” etc., nos dão a precisão de
segundos.

82
Conversão das unidades de medidas de ângulo

A seguir um quadro resumo das transformações das unidades de medidas de


ângulo:

Quando consideramos a medida tomada de dois ângulos, eles podem ser


classificados como:

Complementares A soma é igual a 90° 50° + 40° = 90°


Suplementares A soma é igual a 180° 110° + 70° = 180°
Replementares A soma é igual a 360° 200° + 160° = 360°

83
Figuras geométricas planas

Se apoiarmos a ponta de um lápis sobre uma folha de papel e a deslizarmos


por ela teremos a ideia de figura geométrica plana. Veja:

As duas primeiras figuras geométricas são chamadas curvas fechadas; as


duas últimas são curvas abertas.
As curvas abertas ou fechadas podem ser simples (não cruzam consigo
mesmas) e não simples (interceptam a si mesmas). Veja alguns exemplos:

curva fechada curva fechada curva aberta curva aberta


simples não simples não simples simples
(CFS) (CFNS) (CANS) (CAS)

As curvas fechadas simples determinam no plano em que se encontram três partes:

1) a parte do interior da curva (onde estão os pontos A e B) chamada região interior.


2) a parte do exterior da curva (onde estão os pontos M e N) chamada região
exterior.
3) a parte da própria curva (onde está o ponto P).

84
As curvas fechadas simples podem ser:

• côncavas – quando um segmento de reta que une dois pontos interiores quaisquer
da curva nem sempre está no interior dela.
Exemplos

• convexas – quando o segmento de reta que une dois pontos interiores quaisquer
da curva está sempre no interior dela.
Exemplos

Circunferência e círculo

Observe e compare as figuras:

As duas representam curvas fechadas determinando três partes no plano. Há


diferenças entre elas?
Repare que todos os pontos da curva da 2ª figura estão à mesma distância do
ponto O, o que não ocorre na 1ª figura. Podemos então dizer que:

• Circunferência é uma curva plana fechada, cujos pontos estão à mesma distância
de um outro ponto chamado centro (representada na 2ª figura).
Temos ainda que:
• Círculo é a reunião da circunferência com os pontos da região interior.
85
Os elementos da circunferência, que também são elementos do círculo, são o
centro, o diâmetro e o raio.
Diâmetro é o segmento de reta que une dois pontos da circunferência, passando
pelo centro.
Raio é o segmento de reta que une um ponto qualquer da circunferência ao centro.

Você percebe, pelas duas últimas figuras, que a medida do diâmetro é o dobro da
medida do raio, isto é, vale duas vezes a medida do raio. Assim: ∅ = 2𝑟

Posições relativas de retas e circunferências

e - externa t - tangente s - secante

86
Posições relativas de circunferências

externas internas excêntricas internas concêntricas


Observação
A região entre as duas circunferências concêntricas chama-se coroa circular.

tangentes externas tangentes internas secantes

Comprimento da circunferência

Podemos calcular o comprimento da circunferência sabendo a medida do seu


diâmetro. Para calcular o comprimento de uma circunferência, empregamos esta
fórmula:
𝐶 = 𝜋 .∅
Na fórmula:
C  significa comprimento da circunferência;
∅  significa diâmetro;
  representa aproximadamente o número 3,14.

Também podemos calcular o comprimento da circunferência sabendo a medida do


seu raio. Neste caso, a fórmula fica:
𝐶 = 2. 𝜋. 𝑟

87
Exemplos
a) Qual é o comprimento da circunferência que possui 20mm de diâmetro?

Temos: ∅ = 20mm
Então: C=.∅
C = 3,14 . 20
C = 62,8
Logo, o comprimento da circunferência é 62,8mm.

b) Calcule o comprimento da circunferência abaixo.

C = 2..r Cálculo:
C =2.3,14.15 3,14
C = 94,2 cm x 30
94,20

O comprimento da circunferência é 94,2cm.

Agora, analisemos outro problema:

c) Determine as medidas do diâmetro e do raio de uma circunferência cujo


comprimento é de 141,3cm.

Temos que C = 141,3cm Cálculos:


Como C = .∅
vem 141,3 = 3,14. ∅ 141,30 3,14
então ∅ = 141,3 : 3,14 125 6 45
Finalmente ∅= 45 1570
e o raio R = 45 : 2 = 22,5. 00 0
O diâmetro mede 45cm e o raio, 22,5cm.

C
Quer dizer que para calcular o diâmetro usamos a fórmula: ∅ =

88
Linha poligonal

Observe as figuras abaixo:

Nas duas figuras, os segmentos AB, BC, CD, DE e EF formam uma linha
poligonal.
Logo, linha poligonal é um conjunto de segmentos consecutivos não
colineares.
Quando o extremo final do último segmento coincide com o início do primeiro
segmento, a linha poligonal é chamada linha poligonal fechada.
Se o extremo e o início dos segmentos não coincidem, então a linha poligonal é
chamada linha poligonal aberta.
Exemplos

linha poligonal fechada linha poligonal aberta

89
Polígono

Polígono é o conjunto formado pela linha poligonal fechada e os pontos interiores.

Note que o polígono é uma região do plano e não só a linha poligonal. Mas,
para facilitar, daqui para frente vamos representar o polígono somente com a linha
poligonal. Veja mais alguns polígonos:

Dos três polígonos acima, um é convexo e dois são côncavos. Veja:

polígonos côncavos polígonos convexos

Somente trataremos, aqui, dos polígonos convexos.

90
Polígonos regulares e irregulares

Polígono regular é aquele que possui todos os lados e ângulos congruentes.


Veja alguns polígonos regulares.

Observação
O sinal / indica mesma medida.

Polígono irregular é aquele que não possui todos os lados ou ângulos


congruentes.
Veja alguns polígonos irregulares.

Observação
Os sinais / e // indicam medidas iguais.
Para se formar um polígono, precisa-se ter, no mínimo, 3 segmentos, isto é, o
menor números de lados de um polígono é três.
Alguns polígonos têm nomes especiais conforme o número de seus lados.

Número de lados Nome do polígono Número de lados Nome do polígono


3 triângulo 9 eneágono
4 quadrilátero 10 decágono
5 pentágono 11 undecágono
6 hexágono 12 dodecágono
7 heptágono 15 pentadecágono
8 octógono 20 icoságono

91
Polígonos regulares inscrito e circunscrito

Polígono regular inscrito é aquele em que os vértices pertencem à circunferência.

Polígono regular circunscrito é aquele em que os lados tocam num ponto da


circunferência, isto é, os lados são tangentes à circunferência.

Elementos do polígono regular inscrito

• Centro – é o centro comum às circunferências inscrita e circunscrita.


• Vértice – é o ponto de encontro de dois de seus lados consecutivos.
• Lado – cada um dos segmentos de reta que constituem a linha poligonal.
• Raio – é o segmento de reta que une o centro a um vértice do polígono.

O – centro
A, B, C, D, E, F – vértices
, , CD , DE , EF , FA - lados
AB BC
OA , OB , OC , ... – raios
OA e OB - raios consecutivos

92
• Apótema – é o segmento de reta que vai do centro do polígono ao ponto médio de
um lado. O apótema é perpendicular a esse lado.
• Diagonal – é o segmento de reta que une dois vértices não consecutivos.
• Ângulo central – é o ângulo cujo vértice é o centro do polígono e cujos lados

• Ângulo interno – é o ângulo cujos lados contêm dois lados consecutivos de um


polígono.

OM - apótema m ( AM ) = m ( MB )
AE - diagonal
 - ângulo central (O – vértice; OB e OC - lados)
 - ângulo interno ( CD e DE - lados do ângulo
- lados consecutivos do
polígono)

Observações

• O raio do polígono regular é o raio da circunferência circunscrita.


• O apótema do polígono regular é o raio da circunferência inscrita.

93
A medida do ângulo central é dada por:

360
= onde n = no de lados do polígono regular
n

Exemplos
a) a medida do ângulo central do hexágono regular (n = 6) é 60° porque:
360
= = 60°
6
b) a medida do ângulo central do triângulo equilátero (n = 3) é 120° porque:
360
= = 120°
3

A soma das medidas dos ângulos internos de um polígono é dada por:

𝑆𝑖 = (𝑛 − 2). 180° onde n é o no de lados do polígono

Exemplo
• A soma das medidas dos ângulos internos de um hexágono é 720° pois
Si = (6 – 2) . 180°
Si = 4 . 180°
Si = 720°

A medida do ângulo interno do polígono regular é dada por:

(𝑛 − 2). 180°
𝑎𝑖 = onde n é o no de lados do polígono
𝑛

Exemplos
a) a medida do ângulo interno do quadrado é 90° porque:
(n  2).180
ai =
n
45
(4 - 2) . 180º 2 . 18 0º
ai  - - 90º
4 4
1

b) a medida do ângulo interno do hexágono é 120° porque:


(n  2).180
ai =
n
30º
(6 - 2) . 180º 4 . 18 0º
ai  - - 120º
6 6

94
O ângulo interno (ai) e o ângulo central () de um polígono regular são
suplementares, isto é, somam 180°.

𝑎𝑖 + 𝛼 = 180°

Exemplo


 ângulo central: 60°
hexágono 
 ângulo interno: 120°

Número de diagonais de um polígono pode ser calculado através da expressão:

𝑛(𝑛 − 3) onde n é o no de lados do polígono


𝑑=
2

Exemplos
a) o pentágono (5 lados) tem 5 diagonais porque:
n (n - 3) 5 5 - 3  5 . 2
d   5
2 2 2
b) o dodecágono (12 lados) tem 54 diagonais porque:
6
n n - 3  12 12 - 3  12 . 9
d    54
2 2 2

Triângulo

Triângulo é o polígono de 3 lados.

A, B, C vértices,
AB , AC , e BC  lados
𝐴̂, 𝐵̂ 𝑒 𝐶̂  ângulos internos
x, y, z ângulos externos (cada ângulo
externo é o suplementar ao interno
adjacente)

95
Classificação dos triângulos

CLASSIFICAÇÃO QUANTO AOS LADOS

̅̅̅̅) = 𝑚(𝐵𝐶
𝑚(𝐴𝐵 ̅̅̅̅ ) = 𝑚(𝐶𝐴
̅̅̅̅)
TRIÂNGULO
Obs: os ângulos 𝐴̂, 𝐵̂ 𝑒 𝐶̂ também
EQUILÁTERO
possuem as mesmas medidas

̅̅̅̅ ) = 𝑚(𝐷𝐹
𝑚(𝐷𝐸 ̅̅̅̅ )
̅̅̅̅ é a base do triângulo e
Obs: o lado 𝐸𝐹
TRIÂNGULO
os ângulos 𝐸̂ 𝑒 𝐹̂ são chamados
ISÓSCELES
ângulos da base e possuem as

mesmas medidas

̅̅̅̅ ) ≠ 𝑚(𝐻𝐼
𝑚(𝐺𝐻 ̅̅̅ )
̅̅̅̅ ) ≠ 𝑚(𝐼𝐺
TRIÂNGULO
Obs: os ângulos 𝐺̂ , 𝐻
̂ 𝑒 𝐼̂ possuem as
ESCALENO
medidas diferentes.
CLASSIFICAÇÃO QUANTO AOS ÂNGULOS

TRIÂNGULO
𝐴̂, 𝐵̂ 𝑒 𝐶̂ < 90°
ACUTÂNGULO

TRIÂNGULO
𝐹̂ > 90°
OBTUSÂNGULO

TRIÂNGULO
𝐺̂ = 90°
RETÂNGULO

96
Elementos do triângulo

Altura relativa a um lado é o segmento da perpendicular que vai do vértice oposto


até a reta suporte do lado.

Todo triângulo tem três alturas e o ponto de encontro delas chama-se ortocentro.

Mediana é o segmento de reta que une um vértice ao ponto médio do lado oposto.

Todo triângulo tem três medianas e o ponto de encontro das mesmas chama-se
baricentro.

Bissetriz de um triângulo é o segmento da bissetriz de um de seus ângulos que vai do


vértice ao lado oposto.

Todo triângulo tem três bissetrizes e o ponto de encontro das três chama-se
incentro.

97
Observações
• Em qualquer triângulo, a medida de um dos lados é sempre menor que a
soma das medidas dos outros dois;
• A soma dos ângulos internos do triângulo é 180°;
• A soma dos ângulos externos do triângulo é 360°;
• Em qualquer triângulo, ao maior ângulo opõe-se o maior lado;
• Todo triângulo equilátero é também equiângulo (ângulos de mesma medida);
• Os ângulos da base do triângulo isósceles têm a mesma medida;
• No triângulo equilátero, as alturas, medianas e bissetrizes coincidem;
• No triângulo isósceles, a altura, mediana e bissetriz relativas à sua base
coincidem;
• Em todo triângulo, a medida de um ângulo externo é igual à soma das
medidas dos ângulos internos não adjacentes a ele.

Congruência de triângulos

Observe os pares de figuras:

e
e

De maneira geral, duas figuras geométricas são congruentes se têm a mesma


forma e o mesmo tamanho.
Dizemos que as figuras geométricas congruentes coincidem por superposição,
isto é, se colocarmos uma sobre a outra elas coincidirão. Veja:

98
Observe os triângulos ABC e MNP abaixo:

O vértice A corresponde ao vértice M, o B corresponde ao N e o C corresponde


ao P.
Os pares de lados e MN , e NP , e MP são chamados de lados
AB BC AC
correspondentes (observe que são opostos a ângulos de mesma medida).
Os lados correspondentes desses triângulos têm respectivamente a mesma
medida, isto é:
𝑚( ) = 𝑚 ( MN ) = 75
AB
𝑚( ) = 𝑚 ( NP ) = 40
BC
𝑚( ) = 𝑚 ( MP ) = 52
AC
Como ocorre com os lados, os ângulos também têm respectivamente as
mesmas medidas:
𝑚 (𝐴̂) = 𝑚 (𝑀̂ ) = 30°
𝑚 (𝐵̂) = 𝑚 (𝑁̂ ) = 40°
𝑚 (𝐶̂ ) = 𝑚 (𝑃) = 110°
Logo, o triângulo ABC tem os lados e os ângulos respectivamente congruentes
aos lados e aos ângulos do triângulo MNP. Quando isso acontece dizemos que os
triângulos são congruentes.
Em símbolos, escrevemos:
^ ^
 AB  MN  A M
 
ABC MNP  BC  NP e ainda 
 AC  MP 
 

99
Se dois triângulos são congruentes, então os seus elementos correspondentes
(lados e ângulos) serão congruentes; ou, se os elementos correspondentes de dois
triângulos são congruentes, então esses triângulos serão congruentes.
Também, na congruência de triângulos, desde que se respeitem os elementos
correspondentes, dizemos que os triângulos coincidem por superposição.
Se dois triângulos coincidem por superposição, é porque seus lados e seus
ângulos correspondentes são congruentes.
Mas para verificarmos se dois triângulos são congruentes, não há necessidade
de ver se todos os seus elementos são congruentes.
Existem quatro casos de congruência nos quais basta combinar somente três
elementos congruentes para concluir que os outros elementos também são
congruentes.

Os casos de congruência de triângulo são:

1º caso: LADO – LADO – LADO (LLL)


Se dois triângulos tiverem os três lados respectivamente congruentes, então esses triângulos
serão congruentes. Veja:
L: 
AB
MN 
L:  ABC
NP 
BC
L : CA PM 
MNP
Observe então que conhecendo a congruência dos três lados, podemos deduzir que os
ângulos também são respectivamente congruentes.

2º caso: LADO – ÂNGULO – LADO (LAL)


Se dois triângulos tiverem dois lados congruentes e o ângulo compreendido entre eles
respectivamente congruente, então esses triângulos serão congruentes. Observe:
L: MP 
AC 
A:  ABC MNP

L: 

100
3° caso: ÂNGULO – LADO – ÂNGULO (ALA)
Se dois triângulos tiverem dois ângulos congruentes e o lado entre esses ângulos
respectivamente congruente, então esses triângulos serão congruentes. Verifique:

4ºcaso: ÂNGULO - LADO – ÂNGULO oposto (ALAo)


Se dois triângulos tiverem um lado, um ângulo determinado por esse lado e o
ângulo oposto a esse lado respectivamente congruentes, então esses triângulos
serão congruentes. Acompanhe:
L: 

 ABC

A:B N 
Ao: A M MNP

RESUMO:

LLL

LAL

ALA

ALAo

101
Quadrilátero

Quadrilátero é o polígono de quatro lados.

AD e ; e CD são lados
BC AB
opostos;
𝐴̂ 𝑒 𝐶̂ , 𝐵̂ 𝑒 𝐷
̂ são ângulos opostos;
𝐴̂ + 𝐵̂ + 𝐶̂ + 𝐷 ̂ = 360°;
e BD são diagonais
AC

Os quadriláteros podem ser: paralelogramo ou trapézio.

Paralelogramo

Paralelogramo é o quadrilátero que tem os lados opostos paralelos.

// CD e // AD  lados
AB BC
opostos;
𝐴̂ 𝑒 𝐶̂ , 𝐵̂ 𝑒 𝐷
̂ são ângulos opostos;

Propriedades do paralelogramo
Em todo paralelogramo:
• os lados opostos têm a mesma medida
• os ângulos opostos têm a mesma medida
• as diagonais interceptam-se mutuamente ao meio
• cada diagonal o divide em 2 triângulos congruentes
• dois ângulos consecutivos são suplementares
O paralelogramo pode ser:
• retângulo – é o paralelogramo que tem 4 ângulos retos
• losango – é o paralelogramo que tem 4 lados de mesma medida
• quadrado – é o paralelogramo que tem 4 lados e 4 ângulos de mesma medida,
ou é o retângulo de 4 lados de mesma medida.

Retângulo Losango Quadrado

102
Observações
• As diagonais do retângulo têm a mesma medida.
• As diagonais do losango são perpendiculares entre si e são bissetrizes dos
ângulos internos.
• As diagonais do quadrado são congruentes, perpendiculares entre si e bissetrizes
dos ângulos internos.

Trapézio

Trapézio é o quadrilátero que tem somente dois lados opostos paralelos. Os


lados paralelos são chamados de bases e a distância entre eles, altura.

// AD
BC
 base menor
BC
AD  base maior
CH  altura
𝐴̂, 𝐵̂, 𝐶̂ 𝑒 𝐷
̂  ângulos internos;
𝐴̂ + 𝐵̂ + 𝐶̂ + 𝐷 ̂ = 360°;

Propriedades do trapézio

• Dois ângulos consecutivos de um trapézio que não são adjacentes à mesma


base são suplementares;
• No trapézio isósceles, os ângulos adjacentes à mesma base são congruentes
(mesma medida).
Os trapézios classificam-se em:
• isósceles – os lados não paralelos são congruentes
• escaleno – os lados não paralelos são desiguais
• retângulo – tem dois ângulos retos

Escaleno Isósceles Retângulo

103
Sólidos Geométricos

Você já viu que as figuras planas pertencem totalmente a um plano. Por isso
elas só possuem duas dimensões: comprimento e largura. Observe, no plano , o
retângulo e suas dimensões:

A mesma figura pode ser representada em outra posição:

Agora observe, no mesmo plano, uma outra figura geométrica:

Notou que ela tem três dimensões?

As figuras geométricas que possuem três dimensões, isto é,


comprimento, largura e altura chamam-se sólidos geométricos.

104
Assinale com um X a figura que representa um sólido geométrico:

Você deve ter percebido que um sólido geométrico nunca pertence a um só


plano, ele sempre ocupa uma parte do espaço. Por isso, os sólidos geométricos
também são chamados figuras espaciais.

Assim como as retas são formadas a partir de pontos, os sólidos geométricos são
formados a partir de figuras planas.

Alguns sólidos geométricos são formados pelo deslocamento de um polígono.


Observe isso no desenho a seguir:

O polígono se deslocou formando


uma figura espacial, porém não seguiu
uma direção determinada

Observe, nas figuras ao lado, que


os polígonos se deslocam, seguindo
uma direção determinada pela reta r:

105
Prismas

Quando o sólido geométrico é formado pelo deslocamento de um polígono numa


direção determinada, recebe o nome de prisma.

Assinale com um X a figura que representa um prisma:

Vejamos alguns elementos do prisma. Um prisma tem faces, arestas e vértices.


Veja:

FACES:

✓ As setas indicam algumas das faces do


prisma;
✓ Assim, as faces do prisma são as suas partes
planas (quadrangulares).

Você poderia perceber melhor as faces de um prisma se pudéssemos separar as


suas faces, como na seguinte figura:

Observando a figura
ao lado, você pode notar
que um prisma tem uma
face superior, uma face
inferior e faces laterais.
Observe 

106
A base
As faces superior e Você deve ter
superior é
inferior do prisma também notado que as
paralela à base
são chamadas de bases. bases de um prisma
inferior. Por
são paralelas.
outro lado, se
Além de paralelas,
a base
as bases de um
superior for
prisma são
superposta à
congruentes, isto é,
inferior, eles
a base superior trem
vão coincidir.
as mesmas medidas
Portanto, elas
da base inferior.
têm a mesma
Veja o desenho ao
medida, isto é,
lado:
são
congruentes

ARESTAS:

As setas Observe os segmentos


indicam algumas formados pelo encontro de duas
arestas do prisma faces de um prisma chama-se
arestas

VÉRTICES:

Da mesma forma,
As setas indicam
os pontos determinados
alguns vértices do prisma
pelo encontro de três
arestas chamam-se
vértices

107
Observe os dois prismas abaixo:
Notou a O prisma que
diferença entre eles? tem as arestas das
No prisma da faces laterais
esquerda, as arestas perpendiculares às
das faces laterais são bases é um prisma
inclinadas; no prisma reto.
da direita, as arestas
das faces laterais são
perpendiculares às
bases.

Estudaremos aqui, os prismas retos.

Os prismas recebem o nome de acordo com o polígono que deu origem a


eles. Veja alguns exemplos: `
Polígono que se deslocou Nome do prisma Sólido
Quadrado Prisma Quadrangular

Retângulo Prisma Retangular

Triângulo Prisma Triangular

Hexágono Prisma Hexagonal

108
Dois casos particulares:

Quando o prisma possui todas as


arestas congruentes, ele recebe o
nome de cubo.

O prisma retangular também é


conhecido como paralelepípedo.

Pirâmides

A pirâmide é outro tipo de sólido geométrico. Observe a sequência de figuras:

Percebeu a ligação do ponto P aos pontos do polígono? Quando o sólido


geométrico é formado a partir de um polígono em que os pontos se ligam a um
único ponto fora do plano do polígono, recebe o nome de pirâmide

109
Observe a figura:
Observe, na
figura ao lado,
que a face VAB
encontra a face
VBC; VBC
encontra VCD e
assim por diante.
Note ainda que
as faces também
se encontram
com a base: VAB
encontra
ABCDEF

O polígono a partir do Os triângulos que formam os Ao encontro de


qual é formada a lados da pirâmide são as duas faces ou ao
pirâmide, chama-se faces da pirâmide. Então a encontro de uma
base da pirâmide. parte escurecida dessa face com a base
Então a parte pirâmide representa duas de obtém- se a aresta.
escurecida é a base suas seis faces. Então no encontro
dessa pirâmide. E o de duas faces
centro da base é o forma-se a aresta
ponto C. da face, no
encontro de uma
face com a base
forma- se a aresta
da base.

O ponto V é Os pontos de encontro de


o encontro duas arestas da base da
de todas as pirâmide com a aresta de
arestas das uma das faces chamam-se
faces da vértices da base.
pirâmide. Assim, os pontos A, B, C, D,
Esse ponto é E, F são todos os vértices da
chamado de base da pirâmide acima.
vértice
superior

110
Um outro elemento da pirâmide é a
altura. Altura da pirâmide é a
distância entre o vértice superior da
pirâmide e o plano da base. Nesta
pirâmide, a altura é o segmento VO

Normalmente, representamos a altura fora da figura

A altura da pirâmide Aqui a altura está Nesta figura, a pirâmide tem sua
pode encontrar ou não “caindo” sobre o altura “caindo” fora da base da
o centro da base. Note polígono da base, pirâmide.
que a altura encontra o mas não cai sobre
centro do polígono que o centro do
constitui a base. polígono

Aqui, só serão estudadas as pirâmides em que a altura encontra o centro da base

As pirâmides recebem os nomes da mesma forma que os prismas, de acordo


com o polígono que deu origem a elas.

111
Cilindro, cone e esfera

Observe as figuras abaixo:

O retângulo ABCD girou em torno da linha XY. Obtivemos, assim, uma figura
espacial a partir de uma figura plana que se move em torno da linha fixa XY.
Essa linha fixa e imaginária em volta da qual gira uma figura plana é chamada
de eixo de rotação.
Logo, uma figura plana, girando em volta de um eixo de rotação, forma
um sólido geométrico.
Os sólidos geométricos formados a partir de uma figura plana que gira em
volta de um eixo de rotação chamam-se sólidos de revolução.

Quando o sólido de revolução é formado a partir de um retângulo, recebe o nome


de cilindro reto.

As partes hachuradas da figura destacam as bases do


cilindro reto. Veja que elas têm a mesma medida e são
paralelas.
As bases do cilindro reto são dois círculos paralelos e
congruentes.

112
Quando o sólido de revolução é formado a partir de um triângulo com os ângulos
da base congruentes e o eixo de rotação passando pelo vértice e pelo meio da base,
recebe o nome de cone reto.

O vértice oposto à base do triângulo que deu


origem ao cone é o vértice do cone.
A parte hachurada da figura destaca a base
do cone reto.

Quando o sólido de revolução é formado a partir de um círculo com o eixo


passando por um de seus diâmetros recebe o nome de esfera.

Como a esfera é formada a partir de um círculo,


ela não é oca. A sua parte externa é chamada de
superfície da esfera ou superfície esférica. Assim, uma
bolinha de pingue-pongue é a representação de uma
superfície esférica, enquanto uma bolinha de gude é uma
esfera.
Diâmetro de uma esfera é um segmento de reta
que passa pelo seu centro e une dois pontos da superfície
da esfera. O segmento AB é um diâmetro, pois ele liga
dois pontos da superfície da esfera e passa pelo centro
dela

113
114
Unidades de Medidas

Medir uma grandeza é compará-la com outra da mesma espécie, tomada como
unidade padrão.

Unidades de medidas de Comprimento.

A palavra metro vem do grego métron que significa “o que mede”.

Múltiplos e Submúltiplos do Metro.

Além da unidade fundamental de comprimento, o metro, existem ainda os seus


múltiplos e submúltiplos, cujos nomes são formados com o uso dos prefixos: quilo,
hecto, deca, deci, centi e mili. Observe o quadro:

Submúltiplos do metro
Múltiplos do metro

Unidades menores que o milímetro

Milésimo
Décimo Centésimo
de
Decímetro Centímetro de de
Quilômetro Hectômetro Decâmetro Metro Milímetro mm
mm mm
ou

micrometro

km hm dam m dm cm mm

0,000
0,000 1m 0,000 01m
001m
ou ou
1 000m 100m 10m 1m 0,1m 0,01m 0,001m ou
0,1mm 0,01mm
0,001mm

115
Os múltiplos do metro são utilizados para medir grandes distâncias, enquanto
os submúltiplos, para pequenas distâncias, e os submúltiplos do milímetro são de
aplicações mais específicas nas indústrias eletrometalmecânica.

Transformação de Unidades:

6,54 km em m  6,54 km = ? m

km hm dam m

6 5 4 0,

A vírgula desloca-se três casas para a direita. Cada unidade deslocada para a
direita significa uma multiplicação por 10.
6,54 km = 6540m.
35,8 cm em m  35,8 cm = ? m

m dm cm mm

0, 3 5 8

A vírgula desloca-se duas casas para a esquerda. Cada unidade deslocada


para a esquerda significa uma divisão por 10.
35,8 cm = 0,358 m.

116
Perímetro de figuras planas

Perímetro de polígonos

Perímetro de um polígono é a soma das medidas de seus lados

Exemplo

Observação

Se o polígono tiver lados de medidas iguais pode-se usar a multiplicação

Perímetro da Circunferência

O perímetro da circunferência é calculado através da equação 𝑃 = ∅. 𝜋, onde


adotaremos a constante 𝜋 de forma arredondada o valor de 3,14.
Lembre- se que o diâmetro (∅) é o dobro do raio.

117
Superfície

Temos ideia do que é uma superfície ao observarmos o tampo de uma carteira,


a parte da lousa onde se escreve, o piso ou o teto da sala de aula. A medida de uma
superfície chama-se área e a unidade fundamental é o metro quadrado (m2).
Os múltiplos do metro quadrado são:
• quilômetro quadrado (km2)
• hectômetro quadrado (hm2)
• decâmetro quadrado (dam2)

Os submúltiplos são:
• decímetro quadrado (dm2)
• centímetro quadrado (cm2)
• milímetro quadrado (mm2)
A equivalência entre as unidades de superfície pode ser verificada na tabela abaixo.

Submúltiplos do metro
Múltiplos do metro quadrado quadrado

Quilômetro Hectômetro Decâmetro


Metro Decímetro Centímetro Milímetro
quadrado quadrado quadrado

km2 hm2 dam2 m2 dm2 cm2 mm2

1 000 000m2 10 000m2 100m2 1m2 0,01m2 0,000 1m2 0,000 001m2

Vejamos alguns exemplos:

Faça as transformações de unidade (veja a tabela).

4,32cm2 para m2 R: 0,000 432m2 km2 hm2 dam2 m2 dm2 cm2 mm2

45,96m2 para cm2 R: 459 600cm2 0, 00 04 32

45, 96 00

118
Área de Figuras Planas

Para medir a superfície de figuras geométricas planas usamos fórmulas


específicas para cada uma.

Vamos verificar algumas delas.

POLÍGONOS FÓRMULAS
Retângulo:

𝐴 = 𝑐. 𝑙
onde:
c  comprimento
l  largura
Quadrado:

𝐴 = 𝑙2
onde:
𝑙  medida do lado

Triângulo:
𝑏. ℎ
𝐴=
2
onde:
𝑏  base
ℎ  altura

Trapézio
(𝐵 + 𝑏). ℎ
𝐴=
2
onde:
𝐵  base maior
𝑏  base menor
ℎ  altura
Paralelogramo:

𝐴 = 𝑏. ℎ
onde:
𝑏  base
ℎ  altura

119
Polígono Regular (hexágono):
𝑝. 𝑎𝑝
𝐴=
2
onde:
𝑝  perímetro
𝑎𝑝  apótema

Losango:
𝐷. 𝑑
𝐴=
2
onde:
𝐷  diagonal maior
𝑑  diagonal menor

Círculo:
𝐴 = 𝜋. 𝑟 2
onde:
𝜋 = 3,14
𝑟  raio

Coroa Circular:
𝐴 = 𝜋. (𝑅 2 − 𝑟 2 )
onde:
𝜋 = 3,14
𝑅  raio maior
𝑟  raio menor
Setor Circular:
𝜋. 𝑟 2 𝛼
𝐴=
360°
onde :
𝜋 = 3,14
𝑟  raio
𝛼  ângulo central

120
Volume

Volume de uma figura geométrica espacial é a medida do espaço ocupado por


essa figura.
Para medir o volume de uma figura espacial ou sólido geométrico usamos
como medida padrão o metro cúbico (m3). Os seus múltiplos e submúltiplos bem
como seus símbolos e equivalência estão na tabela abaixo.

Para transformar unidades de volume precedemos da mesma forma que nas


medidas de comprimento e superfície, porém colocando 3 algarismos em cada
unidade.

Veja alguns exemplos

Faça as transformações pedidas:

32m3 para dm3 = 32000dm3


122mm3 para dm3 = 0, 000122dm3
0,453cm3 para m3 =
0,000000453m3

121
Volume das figuras espaciais

Para calcular o volume das figuras espaciais também usamos fórmulas


específicas para cada uma. Veja as principais:
Prismas em geral:
onde:
𝐴𝑏  Área da base

𝑉 = 𝐴𝑏 . ℎ ℎ  altura do prisma

Cubo:
onde:

𝑎  medida da aresta
𝑉 = 𝑎3

Paralelepípedo:
onde:

𝑉 = 𝑎. 𝑏. 𝑐 𝑎  comprimento
𝑏  largura
𝑐  altura

Pirâmides em geral:
onde:

𝐴𝑏  área da base da pirâmide


ℎ  altura da pirâmide
𝐴𝑏 . ℎ
𝑉=
3

Cilindro:
onde:

𝜋 = 3,14
𝑟  raio
ℎ  altura do cilindro
𝑉 = 𝜋 . 𝑟2. ℎ

122
Cone:
onde:

𝜋 = 3,14
𝜋 . 𝑟2. ℎ 𝑟  raio
𝑉=
3 ℎ  altura do cone

Esfera:
onde:

𝜋. ∅3 𝜋 = 3,14
𝑉=
6 ∅  diâmetro da esfera

Capacidade

Podemos determinar a capacidade de um recipiente calculando o seu volume.


A unidade fundamental de capacidade é o litro (). Seus múltiplos e submúltiplos
constam na tabela a seguir.

Pela tabela observa-se que a equivalência entre as unidades de capacidade é


a mesma verificada com as unidades de medida de comprimento. Portanto, o
procedimento adotado para converter medidas de capacidade deve ser o mesmo
observado com as medidas de comprimento (1 algarismo em cada “casa” da tabela).

Exemplos 3,5  transformado em m resulta 3500m


134c transformado em h fica 0,0134h

123
Massa

Massa é a quantidade de matéria de um corpo


A unidade fundamental de massa é o quilograma (kg) e seus submúltiplos
estão na tabela a seguir.

Usamos ainda a tonelada (t) que vale 1000kg.

A equivalência entre as unidades de massa é a mesma existente entre as de


comprimento e também as de capacidade. Para converter medidas de massa procede-
se da mesma forma.

Exemplos

3,5 kg transformado em gramas fica 3500g


35 cg para hg fica 0,0035hg

Relação entre volume, capacidade e massa

Um litro de água destilada (sem impurezas) e sob certas condições de temperatura e


pressão equivale, aproximadamente, a 1dm3 e a 1kg. Temos portanto a relação:

𝟏𝒅𝒎𝟑 = 𝟏𝒍 = 𝟏𝒌𝒈
𝟏𝒄𝒎𝟑 = 𝟏𝒎𝒍 = 𝟏𝒈
𝟏𝒎𝟑 = 𝟏𝒌𝒍 = 𝟏𝒕

124
Equações do 1º grau

Expressões Algébricas

Você já está habituado a resolver operações como 5 + 3 ou 6 - 2.


Podemos afirmar que 5 + 3 e 6 - 2 são expressões, assim como 2 x 5 e 9  3
também são expressões.
Agora observe esta operação: 2 + a. Ela também é uma expressão, só que não
sabemos o valor de a, a está no lugar de um valor desconhecido.
Existe uma parte da Matemática, chamada Álgebra, que trata das operações
com valores desconhecidos.
Em Álgebra, os valores desconhecidos são representados por letras. Por isso,
na expressão 2 + a, a representa o valor que não conhecemos.
Como aparece letra na expressão 2 + a, dizemos que ela é uma expressão
algébrica.
Assim, podemos afirmar que, quando aparecer letras ou letras e números,
temos uma expressão algébrica. Em uma expressão algébrica, pode aparecer mais
de uma letra.
Podemos dar um valor qualquer para a letra da expressão algébrica.
Na expressão 2 + a, por exemplo, podemos dar o valor 4 para a letra a.
Quando damos um valor para uma letra da expressão, podemos encontrar o valor
numérico dessa expressão.
Valor numérico de uma expressão algébrica é o resultado que encontramos
quando substituímos as letras pelos valores dados e efetuamos as operações
indicadas.
Operamos nas expressões algébricas como nos números relativos: observando
os sinais. Então, para encontrar o valor numérico da expressão 2 + a, sendo 4 o valor
de a, fazemos assim:
2+a
2+4=6

125
Como os sinais são iguais (+ 2 e + 4), somamos os dois números e
conservamos o mesmo sinal: + 6 ou 6.
Assim, substituindo a por 4 e efetuando a operação, encontramos o valor
numérico da expressão 2 + a, que é 6.
Agora vamos encontrar o valor numérico de uma expressão com mais de uma
letra:

a+b-4 Sendo a = 10
b=2

Então: a + b - 4 Substituímos as letras pelos valores dados.


10 + 2 - 4 Os dois primeiros números têm sinais iguais (+
12 - 4 10 e + 2): somamos e damos o mesmo sinal ao
resultado (+ 12).

12 - 4 = 8 Ficamos com sinais diferentes (+ 12 e – 4):


Subtraímos e damos o sinal do maior ao resultado
(+ 8 ou 8).

Como você pode ver, como uma ou mais letras na expressão, a maneira de
encontrar o valor numérico é sempre a mesma:
✓ Substituímos as letras pelos valores dados;
✓ Fazemos as operações (respeitando as regras de agrupamento e operações
das expressões numéricas).
Você deve ter percebido que, nas expressões algébricas, podemos encontrar
as quatro operações.
A multiplicação pode aparecer indicada de outras formas:
✓ um ponto entre números, assim 3.3 + a é o mesmo que 3 x 3 + a;
✓ um ponto entre letras, assim a.b – 2 é o mesmo que a x b - 2;
✓ um ponto entre números e letras, assim 2. a + 1 é o mesmo que 2 x a + 1;
✓ número junto de parêntese, assim 4 (- 2) + a é o mesmo que 4 x (- 2) + a e 4
(a) + b é o mesmo que 4 x a + b;
✓ parêntese junto de parêntese, assim (4) (- 2 ) + a é o mesmo que 4 x (- 2 ) + a
e (a) (b) –5 é o mesmo que a x b - 5;
✓ número junto de letra, assim 3 a + 4 é o mesmo que 3 x a + 4;
✓ letra junto de letra, assim abc + 3 é o mesmo que a x b x c + 3.

126
A divisão também pode aparecer indicada de outras formas:
• com dois pontos, assim x: 2 + y é o mesmo que x  2 + y e a : b – 3 é o mesmo que
ab-3
x a
• com o traço de fração, assim  y é o mesmo que x  2 + y e  3 é o mesmo
2 b
que a  b - 3

Equações

Duas expressões que têm o mesmo valor, ligadas pelo sinal de igual, formam
uma igualdade.
As expressões 5 + 3 e 6 + 2 têm o mesmo valor. Veja: 5 + 3 = 8 e 6 + 2 = 8.
Então, podemos ligar duas com sinal de igual:
5+3=6+2
8 = 8
Dizemos que essas expressões foram uma igualdade.
Quando você calcula o valor numérico de uma expressão algébrica, também
encontra uma igualdade.
Por exemplo:

5+2C–7 Sendo C = -2
5 + 2 (- 2) – 7
5 + (- 4 ) -7
5-4–7
1-7=-6

Dizemos que 1 - 7 = - 6 é uma igualdade, pois 1 - 7 tem o mesmo valor que - 6.


Do mesmo modo, podemos dizer que 5 + 2 C – 7 = - 6 é uma igualdade, já
que - 6 é o valor numérico da expressão 5+ 2 C -7. Mas observe que, neste caso, a
igualdade tem um valor desconhecido, que é C.
Quando uma igualdade tem algum valor desconhecido, ela recebe o nome
de equação.
Sendo assim, a igualdade 5 + 2 C – 7 = - 6 é uma equação.

127
O valor desconhecido de uma equação recebe o nome de incógnita. Assim,
na equação 5 + 2 C - 7 = - 6, a incógnita é C.
A incógnita pode ser representada por qualquer letra. Mas é mais comum o uso
das últimas letras do alfabeto: x, y ou z.
Existem equações de diversos graus: do 1º, do 2º , do 3º , do 4º grau a assim
por diante. O que indica o grau de uma equação é o maior número que fica sobre a
incógnita (expoente da incógnita):
X + 3 = 4 é uma equação do 1º grau,
x 2 + x = 0 é uma equação do 2º grau,
2x 3 + 5x 2 = 0 é uma equação do 3º grau.
Toda equação tem dois membros:
A expressão escrita antes do sinal = é o 1º membro;
A expressão escrita depois do sinal = é o 2º membro.

Observe: y  2  5

3

1º membro 2º membro

E a incógnita pode aparecer nos dois membros da equação.

Observe: 2
x
1  
x
4
1º membro 2º membro.

Os membros da equação são formados por termos. Chamamos termo a cada


elemento de um membro que está separado de outro elemento pelos sinais + ou -.

Observe que os sinais mais e menos fazem parte do termo que vem logo a seguir.

128
Resolução da Equação do 1º grau

O Orlando tem razão: numa equação, precisamos descobrir o valor da


incógnita. Mas a coisa não é tão complicada assim.
Para descobrir o valor da incógnita de uma equação, é preciso encontrar o
número que, ficando no lugar da incógnita, faça a igualdade continuar verdadeira.
Por exemplo, na equação x + 2 = 6,
4 é o único número que, ficando no lugar do x, deixa a igualdade verdadeira.
Veja: x + 2 = 6
4+2=6
Se colocarmos qualquer outro número no lugar de x, a igualdade vai deixar de
ser verdadeira.
Por exemplo: Sendo x = 5, 5 + 2 não é igual a 6;
Sendo x = 7, 7 + 2 não é igual a 6.
Quando descobrimos o valor da incógnita, encontramos a solução da
equação. Assim, a solução da equação x + 2 = 6 é x = 4, porque o valor que serve
para conservar a igualdade é 4.
Nessa equação ficou muito simples encontrar a solução.
Mas, na equação 2x +1 = x + 4, que deixou o Orlando tão intrigado, não
podemos encontrar a solução tão depressa assim. Precisamos fazer algumas
modificações e operações. É isso que você vai aprender agora.
Para encontrar a solução de uma equação, devemos isolar a incógnita, isto é,
deixar a incógnita sozinha. Para isolar a incógnita, deixamos no 1º membro todos os
termos que contêm a incógnita e no 2º membro os termos que não contêm incógnita.
Assim:
2𝑥 + 1 = 𝑥 + 4

Vamos mudar o 1 para o 2º membro e o x para o 1º membro.

129
Sempre que mudamos de membro um termo ou parte dele, precisamos inverter a
operação:
adição  subtração
subtração  adição
multiplicação  divisão
divisão  multiplicação
Sendo assim o 1, que está sendo somado, vai para o 2º membro sendo
subtraído e o x que também está sendo somado, mas no 2º membro vai para o 1º
membro subtraindo.
Veja:
2𝑥 + 1 = 𝑥 + 4

2𝑥 − 𝑥 = 4 − 1

Depois de mudar os termos de membro, podemos fazer as operações em cada


membro:
2𝑥 − 𝑥 = 4 − 1 Observe que x é o mesmo que 1 x
𝑥=3 Então, 2𝑥 − 1𝑥 dá 1𝑥, que podemos escrever 𝑥
A solução desta equação é x = 3.

Podemos verificar se encontramos corretamente a solução de uma equação.


Basta substituir a incógnita pelo valor encontrado e fazer as operações.
Muitas vezes, aparecem equações onde não é preciso mudar os termos de
membro.
Por exemplo:
2𝑥 = 10
Nesses casos, só isolamos a incógnita. Veja:
2𝑥 = 10
10
𝑥 =
2
𝑥 = 5

130
Agora observe a resolução da equação abaixo.
2 − 𝑥 = 4
−𝑥 = 4 −2
−𝑥 = 2
Repare que a incógnita está com sinal negativo (-x).
Quando o membro onde está a incógnita fica com um só termo de sinal
negativo, precisamos transformar esse sinal em positivo.
Isso acontece porque, numa equação, estamos tentando encontrar o valor da
incógnita x, não da incógnita -x. Mas como é que podemos transformar -x em x?
Para deixar positiva a incógnita, multiplicamos os dois membros por (-1).
Então, vamos continuar a resolver a equação:
−𝑥 = 2
( −1). ( −𝑥 ) = ( 2 ). (−1)
+𝑥 = −2
𝑥 = −2
Agora já sabemos o valor de x. Na prática, não precisamos fazer essa
multiplicação, basta mudar o sinal nos dois membros:
−𝑥 = 2
𝑥 = −2
Agora observe a resolução da equação abaixo:
2𝑥 + 3 = 4 Quando a última operação para achar o valor da
2𝑥 = 4 – 3 incógnita é uma divisão que não dá número
2𝑥 = 1 inteiro, deixaremos a resposta em forma
1
𝑥 = decimal com três casas, obedecendo as
2
𝑥 = 0,5 regras de arredondamento (NBR 5891)

Numa equação, podem aparecer termos entre parênteses.


Observe o exemplo: 2 + (𝑥 + 1) = 2𝑥
Nesse caso, para resolver a equação, tiramos os parênteses. Você já aprendeu
a tirar parênteses, observando os sinais, quando estudou números relativos. Só
que aqui não temos só números no parêntese: também aparece a letra x. Então, não
fazemos a operação no parêntese, já tiramos o parênteses:
2 + (𝑥 + 1) = 2𝑥

2 + 𝑥 + 1 = 2𝑥
𝑥 − 2𝑥 = −1 − 2
−𝑥 = −3
𝑥=3

131
Quando aparecer um número seguido de um parênteses já vimos que entre
eles está a operação da multiplicação. Para resolver esta equação teremos que aplicar
uma propriedade da multiplicação: distributiva em relação a adição / subtração.

2 (𝑥 + 1) = 5𝑥 Este 2 deve multiplicar tudo o que está dentro do parênteses;


2𝑥 + 2 = 5𝑥 A partir daí seguir normalmente com a resolução;
2𝑥 − 5𝑥 = −2 Isolar a incógnita no primeiro membro;
−3𝑥 = −2 Passar o 3 que está multiplicando no primeiro membro,
−2
𝑥= dividindo no segundo membro;
−3
Observe que o sinal acompanha o termo;
𝑥 = 0,667
Lembre- se das regras de sinais.

Numa equação, podem aparecer termos na forma de fração. Quando isso


acontece, precisamos reduzir todos os termos ao mesmo denominador (se os
denominadores forem diferentes) e, depois, tirar os denominadores, antes de resolver
a equação. Acompanhe:

𝑥 3 1
− = Iniciaremos determinando o MMC entre os denominadores
4 2 2
mmc (4,2) = 4;
𝑥−6 2
=
4 4 Após reduzirmos a um denominador comum, na equação
pode- se cancelá- lo em ambos os membros;
𝑥−6=2

A partir daí, resolveremos como nos casos anteriores.


𝑥 =2+6
𝑥=8

A incógnita também pode aparecer como denominador. Neste caso, também


reduzimos ao mesmo denominador: Encontramos o m.m.c. entre os números e
acrescentamos a incógnita ao resultado.
2 1 1 2
+ = +
3 𝑥 2 𝑥
Primeiro determinaremos o MMC entre os
4𝑥 + 6 3𝑥 + 12 denominadores mmc (3,2) = 6, acrescentando junto a
=
6𝑥 6𝑥 incógnita que está no denominador;

4𝑥 + 6 = 3𝑥 + 12 Após reduzirmos a um denominador comum,


4𝑥 − 3𝑥 = 12 − 6 deveremos proceder como no exemplo anterior.
𝑥=6

132
Regra de três simples

Razão

Frequentemente estamos fazendo comparações entre as grandezas:

A primeira caixa tem maior massa que a


segunda.

A primeira barra de aço é menor que a


segunda.

Também é comum comparar duas grandezas para saber quantas vezes uma
quantidade cabe na outra. Observe as duas engrenagens abaixo:

A engrenagem A tem 80 dentes;


A engrenagem B tem 20 dentes.

Dividindo o número de dentes da engrenagem A pelo número de dentes da


engrenagem B, encontramos: 4.
Verificamos, então, que 20 cabe 4 vezes em 80.
Por isso, podemos dizer que a engrenagem A tem 4 vezes mais dentes que a
engrenagem B.
Essa é uma comparação por divisão.

133
Quando fazemos uma comparação por divisão entre duas grandezas, podemos
apenas indicar essa divisão.
80
No exemplo das engrenagens, a divisão indica assim: ou 80: 20.
20
A comparação por divisão que vem apenas indicada chama-se razão.
80
Por isso, podemos dizer que ou 80: 20 é a razão entre o número de dentes
20
da engrenagem A e o número de dentes da engrenagem B.
Existe uma forma especial para ler uma razão:
80
temos oitenta está para vinte.
20
O primeiro termo da razão chama- se antecedente e o segundo consequente.

Quando dividimos o antecedente de uma razão pelo consequente,


encontramos o valor dessa razão.
Sendo assim, o valor da razão citada anteriormente é 4.
O valor de uma razão não muda, quando multiplicamos ou dividimos o
antecedente e o consequente por um mesmo número, diferente de zero.
Dessa forma ao dividir uma razão por um mesmo número diferente de zero até
não ser mais possível, obteremos uma razão irredutível. Aliás, é mais comum
escrevermos uma razão entre duas grandezas na forma irredutível.
Agora observe bem a figura abaixo e pense na resposta à pergunta:
Qual seria a razão entre o comprimento e a largura deste retângulo?

Repare que, neste caso, estamos comparando grandezas da mesma espécie:


medidas de comprimento. Por isso , indicamos na razão as unidades de medida: cm e
mm. Mas é comum, nesses casos, escrever a razão sem as unidades de medida. Só
que não podemos tirar as unidades de medida, quando elas são diferentes. Por isso,
para indicar a razão entre duas grandezas da mesma espécie, sem colocar as
unidades de medida, as duas devem ficar na mesma unidade. Sendo assim, para
indicar a razão entre o comprimento e a largura do retângulo, vamos transformar uma
das medidas: ou 4cm em mm ou 15mm em cm.

134
Transformando 4cm em mm, ficamos com as seguintes medidas: 40mm de
comprimento e 15mm de largura.
40 8
Então a razão fica: que simplificada fica .
15 3
Observe agora a situação a seguir:
A seção de controle de qualidade de uma indústria, ao controlar o material
recebido, só recebe os pedidos que apresentarem até 3 peças defeituosas em cada
lote de 100 peças.
Essa relação entre peças com defeito e peças fabricadas pode ser indicada
3
pela razão ou 3: 100.
100
Note que esta razão tem consequente 100. A razão com consequente 100 é um
tipo especial de razão chamada porcentagem. As razões com consequente 100
podem ser representadas com o símbolo da porcentagem (%).
Podemos representar a porcentagem de quatro maneiras:
5 1
5% 0,05
100 20
Observe que, nestes casos estamos comparando uma quantidade com outra
quantidade fixa, isto é, 100.

Proporção

Observe as medidas dos retângulos abaixo:

Percebeu que a largura do retângulo B é o dobro da largura do retângulo A?


Que também o comprimento do retângulo B é o dobro do comprimento do
retângulo A?
Podemos dizer, então, que as medidas desses retângulos são proporcionais,
pois tanto a largura como o comprimento do retângulo B são o dobro da largura e do
comprimento do retângulo A.
Agora, vamos indicar a razão entre a largura e o comprimento em cada um
3 6
desses retângulos. Assim teremos: e .
5 10

135
Note que, multiplicando por 2 o antecedente e o consequente da primeira
razão, encontramos a segunda razão. Então, podemos afirmar que estas duas razões
são equivalentes. Também encontrando o valor de cada uma das razões, podemos
afirmar que as duas equivalentes, pois elas têm o mesmo valor.
3 6
Por isso, podemos colocar o sinal de igual entre as duas razões: = .
5 10
Se as medidas são proporcionais e as suas razões são equivalentes, podemos
dizer que razões equivalentes são proporcionais.
E é isto mesmo: em matemática, duas razões equivalentes, ligadas pelo
sinal da igualdade, formam uma proporção.
Existe uma forma especial para fazer a leitura de uma proporção:
3 6
= três está para cinco, assim como seis está para dez.
5 10
A proporção tem sempre quatro termos:

ou

O primeiro e o quarto chamam- se extremos, o segundo e o terceiro


chamam- se meios.
ou

Para ser feita a verificação se um par de razão forma uma proporção, deve- se
aplicar a Propriedade Fundamental das Proporções, que diz:
“Em qualquer proporção, o produto dos extremos é igual ao produto dos
meios”.
Isso quer dizer que, multiplicando os extremos entre si e multiplicando os meios
entre si, encontramos o mesmo resultado.
Assim, na proporção 1 ∶ 4 = 3 ∶ 12, multiplicando 1 por 12, que são os
extremos, e multiplicando 4 por 3, que são os meios, vamos encontrar o mesmo
resultado. Observe: 1 𝑥 12 = 𝟏𝟐 e 4 𝑥 3 = 𝟏𝟐.
Mesmo que as razões apareçam na proporção em forma de fração a
propriedade é válida e pode ser aplicada da mesma forma:

1 3
= 1𝑥12 = 3𝑥4 12 = 12
4 12

136
Mas, quando só conhecemos três termos de uma proporção, é sempre possível
descobrir o termo que falta para formar a proporção. Por exemplo, conhecemos estes
3 ?
termos da proporção: . Note que falta um dos termos, que não sabemos qual é.
4 12
Vamos representar esse termo desconhecido por uma incógnita: X, por
exemplo. Para descobrir o valor do termo desconhecido de uma proporção, indicamos
a igualdade do produto dos meios com o produto dos extremos, encontrando
uma equação.
Vamos explicar melhor. Sabemos que, multiplicando os extremos e depois os
meios da proporção, vamos encontrar o mesmo resultado (propriedade fundamental
das proporções). Se as multiplicações dão o mesmo resultado, elas formam uma
igualdade. Então, podemos indicar essa igualdade.
É interessante seguir alguns passos para que se determine o termo
desconhecido:
Aplicar a propriedade fundamental das 3 𝑥 DICA: multiplicar sempre que
=
proporções (multiplicação em x) 4 12 possível o termo x
Escrever a equação 4𝑥 = 36
36
Resolver a equação 𝑥=
4
𝑥=9

Regra de três e Porcentagem

Grandezas proporcionais

Constantemente estamos relacionando grandezas. Ao dizer, por exemplo, que


uma barra de aço de 60cm dá para fazer 16 parafusos, estamos relacionando a
quantidade de material com o número de parafusos produzidos.
Também ao afirmar que 2 operários levam 30 dias para fazer certo trabalho,
estamos relacionando o número de operários com o tempo gasto.
Dizemos que duas grandezas são proporcionais quando é possível manter
entre elas uma proporção.
Por exemplo, dobrando a quantidade de material, também vai dobrar o
número de parafusos produzidos. Assim, se a barra tiver 120cm, poderão ser
produzidos 32 parafusos.
Do mesmo modo, reduzindo à metade a quantidade de material, também o
número de parafusos produzidos vai ficar reduzido à metade. Tendo a barra 30cm, só
serão produzidos 8 parafusos.

137
Note que, aumentando ou diminuindo uma grandeza (quantidade de material),
a outra grandeza (número de parafusos) também aumenta ou diminui. Este aumento
ou esta redução na mesma proporção nas duas grandezas é que faz as duas
proporcionais.
No exemplo dos operários, você vai ver que a relação é um pouco diferente.
Se 2 operários fazem o serviço em 30 dias, 4 operários, com a mesma
capacidade de trabalho, vão fazer o mesmo serviço em 15 dias. Note que 15 é a
metade de 30. E, reduzindo à metade o número de operários, vai ser necessário o
dobro de tempo para concluir o trabalho. Assim, 1 operário levará 60 dias.
Neste caso, aumentando uma grandeza (número de operários), a outra
grandeza (tempo gasto) diminuiu, ou então, diminuindo uma grandeza (número de
operários), a outra (tempo gasto) aumentou.
Mas, mesmo assim, podemos dizer que as grandezas são proporcionais, pois
uma diminui do mesmo modo que a outra aumenta na mesma proporção.
Por esses dois exemplos, você pode ver que as grandezas proporcionais
podem manter dois tipos de relação. Isso acontece porque as grandezas podem ser
direta ou inversamente proporcionais.
Duas grandezas são diretamente proporcionais quando, aumentando uma
delas, a outra também aumenta na mesma proporção; ou então, diminuindo uma
delas, a outra diminui na mesma proporção. No exemplo dos parafusos, as grandezas
são diretamente proporcionais.
Duas grandezas são inversamente proporcionais quando, aumentando uma
delas, a outra diminui na mesma proporção; ou então, diminuindo uma delas, a outra
aumenta na mesma proporção. No exemplo dos operários, as grandezas são
inversamente proporcionais.
Podemos relacionar grandezas proporcionais de uma forma prática: colocando
as grandezas, uma de cada lado, e ligando as duas com um traço.
Vamos relacionar desta forma as grandezas dos exemplos:
60cm 16 parafusos 2 operários 30 dias
120cm 32 parafusos 4 operários 15 dias
Ou ainda:
comprimento (cm) quantidade de parafusos n° de operários tempo (dias)
60 16 2 30
120 32 4 15

138
Regra de três simples

Regra de três é uma forma de resolver problemas empregando os


conhecimentos de proporção e equação.
Chama-se regra de três porque conhecemos três valores e com eles
encontramos um quarto valor.
Para resolver problemas que envolvem grandezas proporcionais usando a
regra de três, seguimos os passos abaixo:

1º) Relacionar as grandezas dadas no problema;


DIRETAMENTE: escrever a proporção
que formou- se a partir das grandezas
2º) Classificar as grandezas em relacionadas;
diretamente / inversamente; INVERSAMENTE: escrever a proporção
que formou- se a partir das grandezas
relacionadas invertendo uma das razões
(x);
3º) Aplicar a propriedade fundamental das proporções (multiplicar em x);
4º) Escrever a equação;
5°) Resolver a equação;
6°) Responder o problema (não esquecer das unidades de medidas).

Acompanhe todos os passos nos próximos dois exemplos:

139
Se com 20 litros de combustível um automóvel percorreu 160km, quantos
quilômetros percorrerá com 35 litros?
1°) Relacionamos as grandezas na forma prática, capacidade (litros) distância (km)
representando a grandeza desconhecida por x:
20 160
35 x
2°) Verificamos se as grandezas são direta ou capacidade (litros) distância (km)
inversamente proporcionais (DICA: use setas para
20 160
ajudar):
35 x
DIRETAMENTE PORPORCIONAL
3º) escrevemos a proporção que formou- se a 20 160
=
partir das grandezas relacionadas: 35 𝑥
4º) Aplicamos a propriedade fundamental das 20 160
=
proporções (multiplicar em x): 35 𝑥
5º) Escrevemos a equação:
20 𝑥 = 35 × 160
6°) Resolvemos a equação: 5600
20 𝑥 = 5600 𝑥 =
20
𝑥 = 280
7°) Responder o problema (não esquecer das
R: 280𝑘𝑚
unidades de medidas)

Viajando a uma velocidade média de 72km por hora, o percurso entre duas
cidades pode ser feito em 5 horas. Qual deveria ser a velocidade média para se fazer
o mesmo percurso em 4 horas?
1°) Relacionamos as grandezas na forma prática, velocidade (km/h) tempo (h)
representando a grandeza desconhecida por x:
72 5
x 4
2°) Verificamos se as grandezas são direta ou velocidade (km/h) tempo (h)
inversamente proporcionais (DICA: use setas para
72 5
ajudar):
x 4
INVERSAMENTE PORPORCIONAL
3º) escrever a proporção que formou- se a partir 𝑥 5
=
das grandezas relacionadas invertendo uma das 72 4
razões (x);
4º) Aplicamos a propriedade fundamental das 𝑥 5
=
proporções (multiplicar em x): 72 4
5º) Escrevemos a equação:
4 𝑥 = 5 × 72
6°) Resolvemos a equação: 360
4 𝑥 = 360 𝑥= 4
𝑥 = 90
7°) Responder o problema (não esquecer das
R: 90𝑘𝑚/ℎ
unidades de medidas)

140
Porcentagem

Você já aprendeu que a porcentagem é uma razão especial com consequente


25
100. Assim, 25% correspondem a e significam 25 em cada grupo de 100. Se
100
dizemos que 25% dos empregados de uma indústria são mulheres, estamos
afirmando que em cada grupo de 100 funcionários, 25 são mulheres. Da mesma
forma, quando falamos em 15% de desconto, estamos nos referindo a um desconto de
R$15,00 a cada R$100,00.
Mas, se o número de empregados da indústria for 1000 ou a quantidade do
dinheiro for R$20000,00 como saber quantos empregados são 25% ou quanto vale o
desconto de 15%?
É sempre possível calcular a porcentagem de uma determinada quantidade,
porque a quantidade considerada equivale a 100%. Os 1000 empregados são o total
de empregados da indústria e, por isso, 1000 correspondem a 100%.
Do mesmo modo, R$20000,00 correspondem a 100%, pois são a quantidade
total do dinheiro considerado.
Para calcular a porcentagem de uma determinada quantidade, podemos utilizar
a regra de três. Para isso, é necessário saber montar a regra de três, dispondo
corretamente os valores conhecidos.
Para isso, relacione sempre as grandezas de maneira correta: quantidade
embaixo de quantidade, porcentagem embaixo de porcentagem. Para os problemas
que envolvem porcentagem não é necessário classificar as grandezas.
Exemplos

Quantos são 25% de 1000 empregados?


n° de empregados porcentagem (%) 100𝑥 = 25 × 1000
1000 100 100𝑥 = 25000
25000
X 25 𝑥=
100
𝑥 = 250
Não esqueça da resposta com sua R: 250 empregados
respectiva unidade
Numa firma trabalham 20 mulheres que correspondem a 40% dos empregados.
Qual é o total de empregados da firma?
n° de mulheres porcentagem (%) 40𝑥 = 20 × 100
2000
20 40 40𝑥 = 2000 𝑥= 40
X 100 𝑥 = 50
R: 50 funcionários

141
Teorema de Tales

O teorema de Tales relaciona os segmentos de duas transversais,


determinados por um feixe de retas paralelas.

O teorema de Tales diz:

“Um feixe de retas de paralelas determina em duas transversais segmentos


proporcionais”.

a // b // c // d
Em outras palavras podemos dizer: os segmentos determinados em uma das
transversais estão na mesma razão que os respectivos segmentos da outra
transversal.
̅̅̅̅
𝐴𝐵 ̅̅̅̅̅
𝑀𝑁 ̅̅̅̅
𝐴𝐶 ̅̅̅̅̅
𝑀𝑂 ̅̅̅̅
𝐴𝐷 ̅̅̅̅̅
𝑀𝑃
= = =
̅̅̅̅
𝐵𝐶 ̅̅̅̅
𝑁𝑂 ̅̅̅̅
𝐵𝐷 ̅̅̅̅
𝑁𝑃 ̅̅̅̅
𝐵𝐶 ̅̅̅̅
𝑁𝑂
Assim, conhecidas as medidas de alguns segmentos, podemos determinar as
medidas de outros, usando convenientemente o teorema de Tales.
Vamos ver através de alguns exercícios resolvidos como isso é feito:
Determine qual é a
7,2 8
medida do segmento x, na =
𝑥 10
figura abaixo,
8𝑥 = 72
considerando que a//b//c 72
𝑥=
8
𝑥=9
̅̅̅̅ ̅̅̅̅
𝐷𝐸 36
Calcule os 𝐴𝐶 = 60𝑐𝑚 =
̅̅̅̅ e ̅̅̅̅ 25 24
segmentos 𝐷𝐸 𝐵𝐶 = 24𝑐𝑚
̅̅̅̅ = 900
24𝐷𝐸
̅̅̅̅
𝐶𝐸 usando o ̅̅̅̅
𝐶𝐷 = 25𝑐𝑚 900
̅̅̅̅ =
𝐷𝐸
teorema de Tales, 24
sendo ̅̅̅̅ ̅̅̅̅
𝐵𝐷//𝐴𝐸 ̅̅̅̅ = 37,5𝑐𝑚
𝐷𝐸
𝐶𝐸 = 37,5 + 25 ̅̅̅̅̅̅̅̅̅̅̅̅̅̅̅̅̅
̅̅̅̅ 𝐶𝐸 = 62,5𝑐𝑚

142
Trigonometria

Trigonometria no Triângulo Retângulo

Lembre-se:

CLASSIFICAÇÃO
MEDIDAS DOS LADOS MEDIDAS DOS ÂNGULOS
Equilátero 3 lados congruentes Acutângulo 3 ângulos agudos
Isósceles 2 lados congruentes Obtusângulo 1 ângulo obtuso
Escaleno 3 lados não congruentes Retângulo 1 ângulo reto

Nosso objeto de estudo neste momento será o triângulo retângulo, porém


sempre que achar necessário volte e consulte no capítulo de geometria as
informações sobre qualquer um dos triângulos.

Agora relembre alguns dos elementos dos triângulos retângulos:

✓ Triângulo Retângulo tem um ângulo reto, ou seja, 90°;


̅̅̅̅ é segmento de reta;
✓ 𝐴𝐵
̅̅̅̅) quer dizer medida do segmento ̅̅̅̅
✓ 𝑚(𝐴𝐵 𝐴𝐵;
✓ Vértice de um triângulo é o ponto comum entre dois lados.

143
Os lados de um triângulo retângulo recebem nomes especiais:

HIPOTENUSA Lado oposto ao Note que 𝐶̂ é o


ângulo reto, é ângulo reto, o lado
também o ̅̅̅̅. Então
oposto é 𝐴𝐵
maior lado do ̅̅̅̅
𝐴𝐵 é a hipotenuza
triângulo
retângulo
CATETOS Lados que ̅̅̅̅ e 𝐵𝐶
Note que 𝐴𝐶 ̅̅̅̅
formam o são os lados que
ângulo de 90° formaram o ângulo
de 90°. Então ̅̅̅̅
𝐴𝐶 e
̅̅̅̅ são os catetos
𝐵𝐶

Teorema de Pitágoras

O Teorema de Pitágoras é considerado uma das principais descobertas da


matemática, ele descreve uma relação existente no triângulo retângulo (enunciado
geométrico):

“Em todo triângulo retângulo, a área do quadrado construído sobre a


hipotenusa é igual a soma das áreas dos quadrados construídos sobre os catetos.”

144
O que este enunciado geométrico quer dizer? Observe a figura:

Vamos juntos preencher o quadro abaixo:

Área da hipotenusa Área do cateto a Área do cateto b Igualdade

Utilize agora os valores numéricos:

Após você ter preenchido o quadro perceba que o enunciado geométrico de


Pitágoras pode ser escrito assim:
𝑚(ℎ𝑖𝑝𝑜𝑡𝑒𝑛𝑢𝑠𝑎)2 = 𝑚(𝑐𝑎𝑡𝑒𝑡𝑜)2 + 𝑚(𝑐𝑎𝑡𝑒𝑡𝑜)2
Se você preferir, a escrita pode ser feita de maneira mais simples ainda:
ℎ𝑖𝑝2 = 𝑐𝑎𝑡 2 + 𝑐𝑎𝑡 2
Ou ainda utilizando as letras minúsculas dos respectivos vértices opostos aos
lados:
𝑐 2 = 𝑎2 + 𝑏 2

145
Cálculo de um lado desconhecido do triângulo retângulo

Para determinar uma medida do triângulo retângulo utilizando o Teorema de


Pitágoras, lembre-se que é necessário conhecer as outras duas. Tendo essas
informações procederemos seguindo alguns passos:

✓ desenhamos e cotamos o triângulo (se necessário);


✓ escrevemos a fórmula adequada, conforme o caso;
✓ substituímos pelos dados do problema;
✓ efetuamos os cálculos;
✓ escrevemos a resposta (sem esquecer das unidades de medidas quando
houver).

Observação:

Nos casos em que a raiz quadrada não for exata faremos a aproximação até
milésimos. Utilizaremos as regras de arredondamento – NBR5891 ou de truncamento
a depender da situação.

146
Observe nos exemplos abaixo:
𝑎2 = 𝑏 2 + 𝑐 2
𝑎2 = 122 + 92
𝑎2 = 144 + 81
𝑎2 = 225
𝑎 = √225
𝑎 = 15𝑐𝑚

𝑏 2 = 𝑎2 + 𝑐 2
𝑏 2 = 102 + 7,52
𝑎2 = 100 + 56,25
𝑎2 = 156,25
𝑎 = √156,25
𝑎 = 12,5𝑐𝑚
𝑓 2 = 𝑔2 + ℎ2
202 = 𝑔2 + 122
400 = 𝑔2 + 144
400 − 144 = 𝑔2
256 = 𝑔2
𝑔 = √256
𝑎 = 16
𝑎2 = 𝑏 2 + 𝑐 2
𝑎 2 = 52 + 62
𝑎2 = 25 + 36
𝑎2 = 61
𝑎 = √61
𝑎 = 7,81025𝑐𝑚 – NBR5891
𝑎 = 7,81024𝑐𝑚 – TRUNCAR 5 CASAS

147
Aplicações do Teorema de Pitágoras

Triângulo retângulo em figuras planas:

Você vai ver como utilizamos o Teorema de Pitágoras para encontrar as medidas
de outras figuras geométricas.
A aplicação do Teorema de Pitágoras é utilizada em figuras geométricas onde é
possível determinar triângulos retângulos.
Além disso, as medidas conhecidas e a desconhecida precisam estar relacionadas
com o triângulo retângulo determinado.
Eis algumas figuras que permitem a determinação de triângulos retângulos:

Circunferência Triângulos equiláteros


Quadrados Hexágonos
Retângulos Trapézios
Triângulos isósceles Losango

Para aplicar o Teorema de Pitágoras em figuras planas devemos seguir alguns


passos que facilitam o trabalho:

✓ desenhar e cotar a figura (se necessário);


✓ localizar na figura o triângulo retângulo que envolva as medidas dadas e
pedidas, hachurando-o;
✓ separar esse triângulo com suas respectivas cotas;
✓ escolher a fórmula correta;
✓ verificar se o valor encontrado responde à pergunta do problema;
✓ escrever a resposta.

148
Observe alguns exemplos:

Hachurar na figura o triângulo


retângulo:
Calcule o diâmetro da circunferência,
̅̅̅̅) = 4,4𝑐𝑚 e 𝑚(𝐴𝐶
tendo: 𝑚(𝐴𝐵 ̅̅̅̅ ) = 2,5𝑐𝑚

Separar esse triângulo com suas


respectivas cotas:

Escolher a fórmula correta, calcular e


verificar se o valor encontrado
responde ao problema:
𝑎2 = 𝑏 2 + 𝑐 2
𝑎2 = 2,52 + 4,42
𝑎2 = 6,25 + 19,36
𝑎2 = 25,61
𝑎 = √25,61
𝑎 = 5,061𝑐𝑚

149
Calcular a diagonal do quadrado de Desenhar a figura e hachurar o triângulo
36mm de lado. retângulo:

Separar esse triângulo com suas


respectivas cotas:

Escolher a fórmula correta, calcular e


verificar se o valor encontrado responde
ao problema:
𝑐 2 = 𝑑2 + 𝑏2
𝑐 2 = 362 + 362
𝑐 2 = 1296 + 1296
𝑐 2 = 2592
𝑐 = √2592
𝑎 = 50,912𝑚𝑚

150
Calcule a altura de um triângulo Desenhar a figura e hachurar o triângulo
equilátero de 6cm de lado retângulo:

Separar esse triângulo com suas


respectivas cotas:

Escolher a fórmula correta, calcular e


verificar se o valor encontrado responde
ao problema:
ℎ𝑖𝑝2 = 𝑐𝑎𝑡 2 + 𝑐𝑎𝑡 2
62 = 32 + ℎ 2
36 = 9 + ℎ2
36 − 9 = ℎ2
27 = ℎ2
ℎ = √27
ℎ = 5,196𝑐𝑚

151
Calcule a medida do apótema e a Hachurar na figura o triângulo retângulo:
distância entre os lados paralelos do
hexágono:

Separar esse triângulo com suas


respectivas cotas:

Escolher a fórmula correta, calcular e


verificar se o valor encontrado responde
ao problema:
ℎ𝑖𝑝2 = 𝑐𝑎𝑡 2 + 𝑐𝑎𝑡 2
182 = 92 + 𝑎𝑝2
324 = 81 + 𝑎𝑝2
324 − 81 = 𝑎𝑝2
243 = 𝑎𝑝2
𝑎𝑝 = √243
𝑎𝑝 = 15,588
A distância entre os lados paralelos é o
dobro do apótema:
̅̅̅̅̅) = 2 × 𝑚(𝑎𝑝ó𝑡𝑒𝑛𝑎)
𝑚(𝑀𝑄
̅̅̅̅̅) = 2 × 15,588
𝑚(𝑀𝑄
𝑚(𝑀𝑄̅̅̅̅̅) = 31,177

152
̅̅̅̅ ):
Calcule 𝑚(𝐵𝐸 Hachurar na figura o triângulo
retângulo:

Separar esse triângulo com suas


respectivas cotas:

Escolher a fórmula correta, calcular e


verificar se o valor encontrado
responde ao problema:
𝑓 2 = 𝑏2 + 𝑒 2
𝑓 2 = 2,82 + 2,12
𝑓 2 = 7,84 + 4,41
𝑓 2 = 12,25
𝑓 = √12,25
𝑓 = 3,5𝑐𝑚

153
Razões Trigonométricas

Seno, cosseno e tangente

Sempre é possível estabelecer razão entre as medidas de dois lados de um


triângulo quando estão na mesma unidade.
Nos triângulos retângulos, a razão entre as medidas de dois de seus lados recebe
um nome especial: razão trigonométrica.
A palavra trigonométrica refere-se a triângulos (trigono) e às suas medidas
(métrica). Os cálculos trigonométricos envolvem medidas de dois lados e um ângulo
do triângulo retângulo.
Os catetos recebem nomes especiais conforme sua posição em relação a um
ângulo agudo considerado:

Observe o exemplo:

𝐵̂ é o ângulo considerado;
50 é a medida da hipotenusa;
36 é a medida do cateto oposto ao ângulo considerado;
A medida do cateto adjacente não foi informada.
𝐶̂ é o ângulo considerado;

𝑚(ℎ𝑖𝑝) = 30

𝑚(𝑐𝑎) = 15

𝑚(𝑐𝑜) = desconhecida

𝐶̂ é o ângulo considerado;

𝑚(ℎ𝑖𝑝) = desconhecida;

𝑚(𝑐𝑎) = 71𝑚𝑚

𝑚(𝑐𝑜) = 42𝑚𝑚

154
Podemos calcular a razão entre as medidas dos lados desses triângulos. As
razões entre as medidas de dois lados de um triângulo retângulo (chamadas razões
trigonométricas) recebem nomes especiais.
Vamos verificar o que ocorre com os exemplos anteriores:

𝑚(𝑐𝑎𝑡𝑒𝑡𝑜 𝑜𝑝𝑜𝑠𝑡𝑜)
Calculando a razão entre a 𝑠𝑒𝑛𝑜 𝐵̂ =
𝑚(ℎ𝑖𝑝𝑜𝑡𝑒𝑛𝑢𝑠𝑎)
medida do cateto oposto e 𝐶𝑂
𝑠𝑒𝑛 𝐵̂ =
a medida da hipotenusa 𝐻𝐼
36
obteremos a razão 𝑠𝑒𝑛 𝐵̂ =
50
chamada de seno; 𝑠𝑒𝑛 𝐵̂ = 0,72
𝑚(𝑐𝑎𝑡𝑒𝑡𝑜 𝑎𝑑𝑗𝑎𝑐𝑒𝑛𝑡𝑒)
Calculando a razão entre a 𝑐𝑜𝑠𝑠𝑒𝑛𝑜 𝐶̂ =
𝑚(ℎ𝑖𝑝𝑜𝑡𝑒𝑛𝑢𝑠𝑎)
medida do cateto adjacente 𝐶𝐴
𝑐𝑜𝑠 𝐶̂ =
e a medida da hipotenusa 𝐻𝐼
15
obteremos a razão 𝑐𝑜𝑠 𝐶̂ =
30
chamada de cosseno; 𝑠𝑒𝑛 𝐶̂ = 0,5
𝑚(𝑐𝑎𝑡𝑒𝑡𝑜 𝑜𝑝𝑜𝑠𝑡𝑜)
Calculando a razão entre a 𝑡𝑎𝑛𝑔𝑒𝑛𝑡𝑒 𝐶̂ =
𝑚(𝑐𝑎𝑡𝑒𝑡𝑜 𝑎𝑑𝑗𝑎𝑐𝑒𝑛𝑡𝑒)
medida do cateto oposto e 𝐶𝑂
𝑡𝑔 𝐶̂ =
a medida do cateto 𝐶𝐴
42
adjacente obteremos a 𝑡𝑔 𝐶̂ =
71
razão chamada de 𝑡𝑔 𝐶̂ = 0,592
tangente;

Podemos então resumir:

SENO COSSENO TANGENTE


𝑚(𝑐𝑎𝑡𝑒𝑡𝑜 𝑜𝑝𝑜𝑠𝑡𝑜) 𝑚(𝑐𝑎𝑡𝑒𝑡𝑜 𝑎𝑑𝑗𝑎𝑐𝑒𝑛𝑡𝑒) 𝑚(𝑐𝑎𝑡𝑒𝑡𝑜 𝑜𝑝𝑜𝑠𝑡𝑜)
𝑠𝑒𝑛𝑜 𝛼 = 𝑐𝑜𝑠𝑠𝑒𝑛𝑜 𝛼 = 𝑡𝑎𝑛𝑔𝑒𝑛𝑡𝑒 𝛼 =
𝑚(ℎ𝑖𝑝𝑜𝑡𝑒𝑛𝑢𝑠𝑎) 𝑚(ℎ𝑖𝑝𝑜𝑡𝑒𝑛𝑢𝑠𝑎) 𝑚(𝑐𝑎𝑡𝑒𝑡𝑜 𝑎𝑑𝑗𝑎𝑐𝑒𝑛𝑡𝑒)
𝐶𝐴 𝐶𝐴 𝐶𝑂
𝑐𝑜𝑠 𝛼 = 𝑐𝑜𝑠 𝛼 = 𝑡𝑔 𝛼 =
𝐻𝐼 𝐻𝐼 𝐶𝐴
A escolha da razão a ser calculada depende sempre das informações disponíveis no
triângulo retângulo;
Para razões não exatas (que são a maioria) deve- se aproximar à casa milesimal;
Não esqueça das regras de arredondamento / truncamento.

155
Você pode calcular as razões trigonométricas dividindo as medidas do triângulo
retângulo, se conhecidas, como vimos anteriormente. Uma outra maneira de ser
determinadas essas razões é consultando uma tabela trigonométrica:
A consulta a qualquer uma delas é feita da mesma forma, portanto vamos
trabalhar com uma delas, por exemplo a de senos.
A tabela de senos é formada por colunas e linhas. Assim:

Observe, na sua tabela, as


linhas e as colunas:

A primeira coluna indica a


medida do ângulo em
graus;
A primeira linha indica os
minutos;
As outras colunas contêm
os valores dos senos.

Uma terceira opção para conhecer o valor de uma razão é utilizando uma
calculadora, que para esses cálculos é necessário que seja científica.

156
Cálculo de lado ou ângulo de um triângulo retângulo

É sempre possível calcular o valor de um lado qualquer de um triângulo


retângulo sendo conhecidos um ângulo e qualquer um dos outros dois lados. Para
isso, segue a sugestão de alguns passos que facilitam os cálculos:

✓ Escreva o que é cada medida (conhecida / desconhecida) em função do ângulo


indicado – CO, CA, HI;
✓ Verifique qual razão deverá ser utilizada a partir das informações que escreveu
no triângulo (seno, cosseno, tangente);
✓ Escreva a fórmula que será utilizada;
✓ Substitua pelas informações da figura (para determinar o valor da razão utilize
a calculadora científica);
✓ Calcule;
✓ Responda (não esqueça das unidades de medidas quando constar na figura);
✓ Para as aproximações utilize até a casa milesimal (não esqueça das regras de
arredondamento / truncamento).

Observe alguns exemplos:

Identificar as medidas:

Escrever a fórmula adequada:


𝐶𝑂
𝑡𝑔35° =
𝐶𝐴
Substituir pelas informações do triângulo:
𝑥
0,7002 =
45
Calcular:
𝑥
0,7002 =
45
𝑥 = 45 × 0,7002
𝑥 = 31,509

157
̅̅̅:
Calcule o lado 𝐺𝐼 Identificar as medidas:

Escrever a fórmula adequada:


𝐶𝐴
cos 65°40′ =
𝐻𝐼
Substituir pelas informações do
triângulo:
𝑥
0,412 =
15
Calcular:
𝑥
0,412 =
15
𝑥 = 15 × 0,412
𝑥 = 6,181
Calcule a hipotenusa do triângulo HIJ: Identificar as medidas:

Escrever a fórmula adequada:


𝐶𝑂
𝑠𝑒𝑛 53°10′ =
𝐻𝐼
Substituir pelas informações do
triângulo:
40
0,8 =
𝑥
Calcular:
40
0,8 =
𝑥
40
𝑥=
0,8
𝑥 = 49,976

158
Para que um ângulo agudo do triângulo retângulo seja calculado, os passos
são bem parecidos como no cálculo de lados:

✓ Escreva o que é cada medida (conhecida / desconhecida) em função do ângulo


a ser calculado – CO, CA, HI;
✓ Verifique qual razão deverá ser utilizada a partir das informações que escreveu
no triângulo (seno, cosseno, tangente);
✓ Escreva a fórmula que será utilizada;
✓ Substitua pelas informações da figura;
✓ Calcule;
✓ Para as aproximações utilize até a casa milesimal (não esqueça das regras de
arredondamento / truncamento);
✓ Responda (para determinar o valor do ângulo utilize a calculadora científica);
✓ Dê o valor do ângulo em graus e minutos.

Observe o exemplo:

Calcule 𝐷𝐹̂ 𝐸: Identificar as medidas:

Escrever a fórmula adequada:


𝐶𝑂
𝑠𝑒𝑛 𝐹̂ =
𝐻𝐼
Substituir pelas informações do
triângulo:
40
𝑠𝑒𝑛 𝐹̂ =
50
Calcular:
40
𝑠𝑒𝑛 𝐹̂ =
50
̂
𝑠𝑒𝑛 𝐹 = 0,8
𝐹̂ = 53°7′

159
Aplicações das Razões Trigonométricas

Triângulo retângulo em figuras planas:

Você vai ver como utilizamos as Razões Trigonométricas para encontrar as


medidas de outras figuras geométricas.
A aplicação das Razões Trigonométricas é utilizada em figuras geométricas onde é
possível determinar triângulos retângulos.
Além disso, as medidas conhecidas e a desconhecida precisam estar relacionadas
com o triângulo retângulo determinado.
As figuras que permitem a determinação de triângulos retângulos são as mesmas
vistas nas aplicações do Teorema de Pitágoras:

Circunferência Triângulos equiláteros


Quadrados Hexágonos
Retângulos Trapézios
Triângulos isósceles Losango

Para aplicar as Razões Trigonométricas em figuras planas também devemos


seguir alguns passos que facilitam o trabalho como fizemos no Teorema de Pitágoras:

✓ desenhar e cotar a figura (se necessário);


✓ localizar na figura o triângulo retângulo que envolva as medidas dadas e
pedidas, hachurando-o;
✓ separar esse triângulo com suas respectivas cotas;
✓ escolher a fórmula correta (seno, cosseno, tsngente);
✓ verificar se o valor encontrado responde à pergunta do problema;
✓ escrever a resposta.

Observe a seguir alguns exemplos:

160
̅̅̅̅ do retângulo
Calcule a diagonal 𝐴𝐶 Hachurar na figura o triângulo retângulo:
ABCD

Separar esse triângulo com suas


respectivas cotas:

Escolher a fórmula correta, calcular e


verificar se o valor encontrado responde
ao problema: 𝐶𝑂
𝑠𝑒𝑛30° =
𝐻𝐼
10
0,5 =
𝑥
10
𝑥=
0,5
𝑥 = 20𝑐𝑚

161
Calcule a medida dos ângulos Hachurar na figura o triângulo retângulo:
congruentes do triângulo isósceles:

Separar esse triângulo com suas


respectivas cotas:

Escolher a fórmula correta, calcular e


verificar se o valor encontrado responde
ao problema: 𝐶𝐴
cos 𝐵̂ =
𝐻𝐼
10
cos 𝐵̂ =
40
cos 𝐵̂ = 0,25
𝐵̂ = 75°31′

162
Trigonometria em triângulos quaisquer

Lei dos Senos

Em geral, os problemas que envolvem os triângulos estão relacionados em


determinar as medidas de seus lados e ângulos.
Grande parte deles, conseguimos determinar extraindo da figura um triângulo
retângulo e aplicando o Teorema de Pitágoras ou as Razões Trigonométricas.
Para que seja possível extrair da figura um triângulo retângulo é necessário
que suas medidas ou ângulos agudos sejam conhecidos para que possam ser
relacionados. E quando esta extração não é possível, ou seja, não conseguimos
relacionar o triângulo retângulo extraído com as medidas conhecidas e pedidas?
Na maioria dos casos, esses problemas poderão ser resolvidos aplicando a lei
dos senos e a lei dos cossenos, que serão apresentadas a seguir.
Nesses casos será necessário dispor de apenas uma destas três informações:
três lados; dois lados e um ângulo; ou dois ângulos e um lado.

Teorema
Em um triângulo qualquer, as medidas dos lados são proporcionais aos se-
nos dos ângulos opostos, e essas razões são iguais à medida do diâmetro da
circunferência circunscrita a esse triângulo.

Observando o triângulo inscrito podemos


escrever:

𝑎 𝑏 𝑐
= = = 2𝑟
𝑠𝑒𝑛 𝐴̂ 𝑠𝑒𝑛 𝐵̂ 𝑠𝑒𝑛 𝐶̂

163
Lei dos Cossenos

O teorema de Pitágoras se mostra muito eficiente na determinação das medidas


dos lados de triângulos. Entretanto, sua utilização é limitada aos triângulos retângulos.
Será estudado a seguir outro teorema importante, chamado de lei dos
cossenos, que será utilizado com a mesma finalidade do teorema de Pitágoras, porém
valerá para quaisquer triângulos.

Teorema
Em um triângulo qualquer, o quadrado da medida de um lado é igual à soma
dos quadrados das medidas dos outros dois lados, menos duas vezes o produto
desses dois lados pelo cosseno do ângulo oposto.

Observando o triângulo
podemos escrever:
𝑎2 = 𝑏 2 + 𝑐 2 − 2. 𝑏. 𝑐. cos 𝜃
𝑏 2 = 𝑎2 + 𝑐 2 − 2. 𝑎. 𝑐. cos 𝛽
𝑐 2 = 𝑎2 + 𝑏 2 − 2𝑎. 𝑏. cos 𝛼

164
Geometria Analítica

A Geometria Analítica está calcada na ideia de representar os pontos da reta


por números reais e os pontos do plano por pares ordenados de números reais. Assim,
as linhas no plano (reta, circunferência, elipse, etc) são descritas por meio de
equações. Com isso, é possível tratar algebricamente muitas questões geométricas,
como também interpretar de forma geométrica algumas situações algébricas.
Essa integração entre Geometria e Álgebra foi responsável por grandes
progressos na Matemática e nas outras ciências em geral.
O grande mentor dessa ideia foi René Descartes (1596- 1650), filósofo e
matemático francês, embora licenciado em Direito, ao alistar-se no exército de
Maurício de Nassau, na Holanda, conheceu Isaac Beekman, médico holandês que o
estimulou a realizar pesquisas no campo da Física e da Matemática.
No campo da Matemática, Descartes escreveu La Geométrie, na qual
introduziu as bases da Geometria Analítica, com as ideias de eixos e de coordenadas
que permitiram traduzir um problema geométrico para a linguagem algébrica e,
reciprocamente, dar uma interpretação geométrica a determinadas equações.

Sistema Cartesiano Ortogonal

Existe uma correspondência biunívoca entre os pontos de um plano e o


conjunto dos pares ordenados de números reais, isto é, a cada ponto do plano
corresponde um único par ordenado (x,y), e a cada par ordenado (x,y) está associado
um único ponto do plano. A relação biunívoca não é única, depende do sistema de
eixos ortogonais adotado.
Para estabelecer uma dessas correspondências biunívocas são usados dois
eixos ortogonais (eixo x e eixo y) que formam o sistema cartesiano ortogonal. A
intersecção dos eixos x e y é o ponto O, chamado de origem do sistema.

165
Exemplo:

Ao par ordenado de números reais:

(0,0) está associado o ponto O


(origem);
(4,3) está associado o ponto A;
(1,2) está associado o ponto B;
(-2,4) está associado o ponto C;
(-3,-4) está associado o ponto D;
(3,-3) está associado o ponto E;
(-4,0) está associado o ponto F;
(0,-2) está associado o ponto G;

Considerando o ponto A(4,3), dizemos que o número 4 é coordenada x ou


abscissa do ponto A, e o número 3 é a coordenada y ou a ordenada do ponto A.
Observações:
1º. Os eixos x e y chamam- se eixos coordenados e dividem o plano em quatro
regiões chamadas quadrantes, cuja identificação é feita conforme a figura abaixo. O
sinal positivo ou negativo da abscissa e da ordenada varia de acordo com o
quadrante.
2º. Se o ponto P pertence ao eixo x, suas coordenadas são (a,0), com 𝑎 ∈ 𝑅.
3º. Se o ponto P pertence ao eixo y, suas coordenadas são (0,b), com 𝑏 ∈ 𝑅.

166
Sistema de Coordenadas Polares

Dado um ponto P do plano, utilizando coordenadas cartesianas (retangulares),


descrevemos sua localização no plano escrevendo P = (a,b) onde a é a projeção de P
no eixo x e b, a projeção no eixo y. Podemos também descrever a localização de P, a
partir da distância de P à origem O do sistema, e do ângulo formado pelo eixo x e o
segmento OP, caso PO. Denotamos P = (r,) onde r é a distância de P a O e  o
ângulo tomado no sentido anti-horário, da parte positiva do eixo Ox ao segmento OP,
caso PO. Se P = O, denotamos P = (0,), para qualquer . Esta maneira representar
o plano é chamada Sistema de Coordenadas Polares.

Exemplos:

Coordenadas Coordenadas
cartesianas polares
(1,0) (1,0)
(0,2) (2,90)
(-3,0) (3,180)
(1,1) (1,414;45)
(-2,-2) (2,828;135)

167
Você pode encontrar em algumas bibliografias as coordenadas polares escritas
em radicais e radiano:

Coordenadas Coordenadas
cartesianas polares
(1,0) (1,0)
𝜋
(0,2) (2, 2 )
(-3,0) (3,𝜋)
𝜋
(1,1) (√2; 4 )
3𝜋
(-2,-2) (2√2; 4 )

Para representar pontos em coordenadas polares, necessitamos somente de


um ponto O do plano e uma semirreta com origem em O. Representamos abaixo um
ponto P de coordenadas polares (r,), tomando o segmento OP com medida r:

O ponto fixo O é chamado polo e a semirreta, eixo polar.

Em coordenadas polares, podemos ter representações diferentes para um


mesmo ponto, isto é, podemos ter P = (r,) e P = (s, ) sem que r = s e =, ou seja
(r,) = (s,) não implica em r = s e  = . Assim, (r,) não representa um par ordenado,
mas sim uma classe de pares ordenados, representando um mesmo ponto.
Denotamos um ponto P por (r,–), para r e  positivos, se  é tomado no sentido
horário. Assim, (r,–) = (r,2–) e (r,–) é o simétrico de (r,) em relação à reta suporte
do eixo polar.

Exemplo:

−𝜋 7𝜋
(1, ) = (1, )
4 4

168
Denotamos P por (–r,q), para r positivo, se P = (r,p + q), ou seja, consideramos
(–r,q) = (r,q+p). Assim, (–r,q) é o simétrico de (r,q) em relação ao polo.

Exemplo:

𝜋 𝜋
(3, ) = (−3, )
2 2

Dado um ângulo ,  pode ser representado por +2k, para todo k inteiro.
Assim, (r,) = (r,+2) = (r,+4) = (r, – 2) = (r, – 4) = ...

Exemplo. (5,/2) = (5, /2 + 10) = (5, 21/2)

Mudança de coordenadas

Um ponto P do plano pode ser representado em coordenadas cartesianas por


(x,y) ou em coordenadas polares por (𝑟, 𝜃). Para facilidade de comparação entre os
dois sistemas, consideramos o ponto O coincidindo com a origem do sistema
cartesiano e, a semirreta, a parte do não negativa do eixo x.

a) Mudança de coordenadas polares para coordenadas cartesianas:

Seja P um ponto com coordenadas polares (𝑟, 𝜃).


𝜋
Se 0 < 𝜃 < 2
e 𝑟 > 0. No triângulo retângulo OPx a seguir, obtemos as

seguintes relações:

𝑥 = 𝑟. cos 𝜃
𝑦 = 𝑟. 𝑠𝑒𝑛 𝜃

169
Se 𝜃 = 0 e 𝑟 > 0, temos P no eixo das abscissas. Logo, P tem coordenadas
cartesianas (𝑥, 0) e coordenadas polares (𝑥, 0)(𝑟 = 𝑥 𝑒 𝜃 = 0). Assim, 𝑥 = 𝑥. 1 =
𝑟 cos 𝜃 e 𝑦 = 0 = 𝑟. 0 = 𝑟 𝑠𝑒𝑛 𝜃.
Se 𝑟 = 0, 𝑃 = (0, 𝜃) para qualquer 𝜃. Aqui também, 𝑥 = 𝑟 cos 𝜃 e 𝑦 = 𝑟 𝑠𝑒𝑛 𝜃.

b) Mudança de coordenadas cartesianas para coordenadas polares:

Seja P um ponto com coordenadas cartesianas (x,y), considerando P com


coordenadas (𝑟, 𝜃), temos as relações 𝑥 = 𝑟. cos 𝜃 e 𝑦 = 𝑟. 𝑠𝑒𝑛 𝜃
Como 𝑥 2 + 𝑦 2 = 𝑟 2 𝑐𝑜𝑠 2 𝜃 + 𝑟 2 𝑠𝑒𝑛2 𝜃 = 𝑟(𝑐𝑜𝑠 2 𝜃 + 𝑠𝑒𝑛2 𝜃) = 𝑟 2 × 1 = 𝑟 2 ,
temos que 𝑟 = √𝑥 2 + 𝑦 2 .
Se 𝑟 = 0, isto é, 𝑥 = 𝑦 = 0 então podemos tomar 𝜃 qualquer.
𝑥 𝑦
Se 𝑟 ≠ 0, 𝜃 é tal que cos 𝜃 = e 𝑠𝑒𝑛 𝜃 = .
𝑟 𝑟

Distância entre dois pontos

Dados dois pontos, A e B, a distância entre eles, que será indicada por 𝑑(𝐴, 𝐵),
é a medida do segmento de extremidades A e B.

Exemplos:

𝑑(𝐴, 𝐵) = 3 − 1 = 2

[𝑑(𝐴, 𝐵)]2 = 32 + 22
[𝑑(𝐴, 𝐵)]2 = 9 + 4
[𝑑(𝐴, 𝐵)]2 = 13
𝑑(𝐴, 𝐵) = √13
𝑑(𝐴, 𝐵) = 3,606

170
Podemos determinar uma expressão que indica a distância entre A e B,
quaisquer que sejam A(𝒙𝟏 , 𝒚𝟏 ) e B(𝒙𝟐 , 𝒚𝟐 ).

[𝑑(𝐴, 𝐵)]2 = ∆𝑥 2 + ∆𝑦 2 ⇒ 𝑑(𝐴, 𝐵) = √∆𝑥 2 + ∆𝑦 2 = √(𝑥2 − 𝑥1 )2 + (𝑦2 − 𝑦1 )2

Concluímos, então, que a distância entre dois pontos, A e B, quaisquer do


plano, tal que A(𝒙𝟏 , 𝒚𝟏 ) e B(𝒙𝟐 , 𝒚𝟐 ), é dada por:

𝑑(𝐴, 𝐵) = √(𝑥2 − 𝑥1 )2 + (𝑦2 − 𝑦1 )2

Coordenadas do ponto médio

̅̅̅̅ tal que A(𝒙𝟏 , 𝒚𝟏 ) e B(𝒙𝟐 , 𝒚𝟐 ) são pontos


Dado um segmento de reta 𝐴𝐵
distintos, determinaremos as coordenadas de M, ponto médio de ̅̅̅̅ 𝐴𝐵.
Considere:
Um segmento com extremidades A(𝒙𝟏 , 𝒚𝟏 ) e B(𝒙𝟐 , 𝒚𝟐 );
O ponto M(𝒙, 𝒚), ponto médio do segmento AB.

171
Para se obter as coordenadas do ponto médio, aplicaremos o Teorema de
Tales:
𝐴𝑀 𝐴1 𝑀1 𝑥 − 𝑥1 𝑥2 + 𝑥1
= ⇒ 1= ⇒ 𝑥 − 𝑥1 = 𝑥2 − 𝑥 ⇒ 2𝑥 = 𝑥2 + 𝑥1 ⇒ 𝑥 =
𝑀𝐵 𝑀1 𝐵1 𝑥2 − 𝑥 2
𝐴𝑀 𝐴2 𝑀2 𝑦 − 𝑦1 𝑦2 + 𝑦1
= ⇒ 1= ⇒ 𝑦 − 𝑦1 = 𝑦2 − 𝑦 ⇒ 2𝑦 = 𝑦2 + 𝑦1 ⇒ 𝑦 =
𝑀𝐵 𝑀2 𝐵2 𝑦2 − 𝑦 2
Então, podemos concluir que, dado um segmento de extremidades A(𝒙𝟏 , 𝒚𝟏 ) e
B(𝒙𝟐 , 𝒚𝟐 ):
A abscissa do ponto médio do segmento é a média aritmética das abscissas
das extremidades:
𝑥2 + 𝑥1
𝑥=
2
A ordenada do ponto médio do segmento é a média aritmética das ordenadas
das extremidades:
𝑦2 + 𝑦1
𝑦=
2
𝑥2 +𝑥1 𝑦2 +𝑦1
̅̅̅̅, temos: 𝑀 (
Portanto, chamando de M o ponto médio de 𝐴𝐵 , ).
2 2

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Referências

ARREDONDAMENTO. Disponível em: <https://pt.wikipedia.org/wiki/Arredondamento>.


Acesso em: 06 jan. 2018.

ARREDONDAMENTO/TRUNCAMENTO nos ECFs Bematech. Disponível em:


<http://partners.bematech.com.br/bemacast/Paginas/post.aspx?idPost=5655>. Acesso
em: 06 jan. 2018.

DANTE, Luiz Roberto. Matemática: Volume único - livro do professor. 1. ed. São
Paulo: Ática, 2008. 768 p. v. único.

GEOMETRIA ANALÍTICA: Ponto, reta, introdução e conclusão. Disponível em:


<https://www.passeidireto.com/arquivo/22568705/geometria-analitica---ponto-e-reta---
introducao-e-conclusao>. Acesso em: 03 jan. 2018.

GOUVEIA, Rosimar. Distância entre dois pontos. Disponível em:


<https://www.todamateria.com.br/distancia-entre-dois-pontos/>. Acesso em: 06 jan.
2018.

NASCIMENTO, Mauri C. Coordenadas Polares. Disponível em:


<http://wwwp.fc.unesp.br/~mauri/Down/Polares.pdf>. Acesso em: 30 dez. 2017.

SENAI – SP, Meios Educacionais da Gerência de Educação em parceria com as


escolas SENAI – SP, para o Curso de Aprendizagem Industrial – Mecânico de
Usinagem a partir de conteúdos extraídos da Intranet.

TRUNCAMENTO. Disponível em: <https://pt.wikipedia.org/wiki/Truncamento>. Acesso


em: 06 jan. 2018.

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