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INTERVENÇÃO ADMINISTATIVA

1. INTRODUÇÃO
Cabe, inicialmente aclarar os múltiplos caracteres nos quais a
propriedade se manifesta, quais como:
• Exclusividade: ou seja, expressão da oponibilidade erga omnes.
• Absoluto: que faz com que o proprietário possa usar a coisa da
forma que melhor o convier.
• Perpetuidade: que seria o fato do exercício da propriedade não
possuir um termo definido.
À vista disso, faz-se a ressalva: tais características não são absolutas,
estando elas sujeitas a função social da propriedade e, uma vez essa função
não sendo atendida, cabe ao ente público, no exercício da sua função
administrativa, a luz da supremacia do interesse público sobre o interesse
privado ,exercer o poder de polícia, limitando o exercício de direito
individuais , bem como o uso, o gozo e a disposição da propriedade, na
busca do interesse da coletividade.
Ademais, o STF já pacificou o entendimento de que o poder de
polícia é função típica do estado, portanto, não pode ser delegada a
entidades de direito privado , ressalvado a hipótese de se transferir apenas
os atos de execução necessários à pressão da atividade.

02. MODALIDADES DE INTERVENÇÃO


A expressão desse poder de polícia que deve ser exercitado se
demonstra, basicamente, por meio das modalidades de intervenção, quais
sejam:
• Intervenção Restritiva: aquela que o Estado impõe restrições ao
uso da propriedade pelo titular desta, sem, contudo,lhe retirar o
direito de propriedade.
° Servidão Administrativa
° Requisição
° Ocupação temporária
° Limitação administrativa
° Tombamento
• Intervenção Supressiva: aquela em que o Estado transfere para si a
propriedade que outrora era privada, suprimindo o direito de
titularidade do até então titular em face da necessidade
pública, podendo se dar tal fato medianeira ou não de indenização.
° Desapropriação

03 . DESAPROPRIAÇÃO
É uma modalidade originária de aquisição de propriedade, no qual se
mostra como uma modalidade de intervenção Supressiva.
O art. 5°, XXIV, CF/88 admite a desapropriação de bens por razões
de utilidade ou necessidade pública ou mesmo por motivo de interesse
social, desde que mediante pagamento de indenização previa, justa e em
dinheiro, sendo esses os dois requisitos para tal ato administração.
Resta então a necessidade de explicitar cada um desses pressupostos:
• Utilidade publica: É uma situação regulada pelo Decreto-lei
3.365/41, no qual o ente público tem a necessidade de utilizar o
bem, seja para uma obra ou prestação de serviço.
•Necessidade pública: É presente nas situações de utilidade, já
explicadas, mas acrescidas da urgência.
•Interesse social: procura-se por meio dessa fundamentação garantir
a função social da propriedade, portanto, finda esse evitando
desigualdade sociais, destinando o bem para a uso coletivo, ainda
que não de forma direta.
Sabe-se que a desapropriação pode recair sobre bens
móveis, imóveis, corpóreos, incorpore os, públicos, ou privados.
Entretanto , existem certas limitações de atuação, não podendo essa incidir
sobre direitos personalíssimos, nem sobre a moeda corrente no país, ou
pessoas físicas ou jurídicas.
Ps.: Também não pode desapropriar pequenas e médias propriedades
quando o proprietário somente as tiver e nem bens perto de rios
navegáveis.
Faz-se ainda a ressalva em relação a possibilidade de desapropriação
de bens públicos, que é regulado pelo Decreto-lei 3.365/41, no qual admite
o feito, desde que respeitada a chamada " hierarquia federativa". Dessa
forma, pode a União desapropriar os bens de quaisquer outros entes, o
Estado pode volta-se ao Município, não se admitindo o contrário.
Dependendo todos esses casos de lei anterior que permita o ato.
Ainda porta salientar que a mesma regra vale para os bens de
cada um deles, ou seja, os municípios não podem intervir nos bens das
autarquias federais ou estaduais , por exemplo. E os bens das empresas
públicas e das sociedades de economia mista, por não os saírem a
qualidade de bens públicos, são passíveis de desapropriação por qualquer
ente da Federação.
Á vista disso, a desapropriação, constitucionalmente
e infraconstitucionalmente, possui espécies. São formas de desapropriação
comum e especial:

PROCEDIMENTO DE DESAPROPRIAÇÃO :
1. Fase Declaratória
É aquela na qual o Poder Público irá expedir a Declaração de
Utilidade Pública para dar início ao ato de desapropriação. No
documento em questão devem estar presentes os seguintes pontos:
• O bem que irá objeto do ato
•O sujeito passivo
• O motivo fundado em Utilidade, Necessidade ou Interesse
Público
• Os recursos orçamentários a serem utilizados
• O interesse em se desapropriar
• E a determinação da sua finalidade futura
Da expedição desse documento decorrem uma série de efeitos
, tais como:
• A sujeição do bem a força expropriatória do Estado, não se
transferindo ainda a propriedade
• O Poder que o ente público tem de, que se quiser, pode
ingressar no bem para fazer avaliações, como a Fixação do
Momento do bem
• O ato declaratório, no entanto, não é um marco para as
benfeitorias úteis e necessárias reconhecidas pelo Estado, uma
vez que, independente delas terem sido executada após tal ato,
essas ainda serão devidas.
• Absoluto expedição do Decreto ainda dá início a contagem
de prazo para a Caducidade do procedimento, que muda de
acordo com a motivação desse. Se for baseado na Necessidade
ou na Utilidade, o prazo é de 05 anos, mas se a
fundamentação é no Interesse público, o prazo é de 02 anos.
2. Fase executória
O marco aqui é o pagamento pelo bem objeto da
desapropriação, sendo esses os meio adequado de promoção
do procedimento. Mas deve-se observar qual via a indenização vai
se dar:
• Via administrativa – é adotada quando há acordo entre as
partes em relação ao valor do bem. Como nesse caso não foi
necessária a via judiciária, não se fala em pagamento por
precatório judicial, mas sim em pagamento previa por
dinheiro.
• Via judicial – é o meio adequado quando não se tem o
consenso em relação ao valor ou não se conhece
o polo passivo do ato. Deve se desenvolver por meio de uma
Ação de Desapropriação oposta pelo Poder público.

03.1. Desapropriação em espécies:


03.1.1Desapropriação comum, clássica ou direta( art.5,XXIV, CF):
É um modelo regulamentado no art. 5°, XXIV da CF 88, na qual
mesmo existindo o cumprimento da função social da propriedade, o poder
público ainda pode tomar o bem do particular sobre os fundamentos de:
Interesse Social, Necessidade Pública e Utilidade Pública. Mas devendo,
para isso, ser realizado um pagamento prévio e justo em dinheiro, sendo
passível de deduz do quantum indenizatório para pagamento de dívidas
auferidas junto a Fazenda Pública.
XXIV - a lei estabelecerá o procedimento para
desapropriação por necessidade ou utilidade pública, ou por
interesse social, mediante justa e prévia indenização em
dinheiro, ressalvados os casos previstos nesta a Constituição;

03.1.2Desapropriação especial urbana (art. 182, CF):


Tal espécie enseja aplicabilidade quando a propriedade não atende as
exigências do Plano Diretor da cidade, não cumprindo, portanto, sua
função social, cabendo ao município cumprir o ato.
Ps. : A lei determina a obrigatoriedade do plano diretor para todas as
cidades que possuam mais de vinte mil habitantes, nas cidades que sejam
integrantes de regiões metropolitanas ou aglomerações urbanas, assim
como nas áreas de especial interesse turístico e nos municípios inseridos na
área de influência de empreendimentos ou atividades com significativo
impacto ambiental de âmbito regional ou nacional.
Art. 182.A política de desenvolvimento urbano, executada pelo Poder
Público municipal, conforme diretrizes gerais fixadas em lei, tem por
objetivo ordenar o pleno desenvolvimento das funções sociais da cidade e
garantir o bem- estar de seus habitantes.
§ 1. O plano diretor, aprovado pela Câmara Municipal, obrigatório para
cidades com mais de vinte mil habitantes, é o instrumento básico da
política de desenvolvimento e de expansão urbana.
§ 2. A propriedade urbana cumpre sua função social quando atende às
exigências fundamentais de ordenação da cidade expressas no plano
diretor.
§ 3. As desapropriações de imóveis urbanos serão feitas com prévia e
justa indenização em dinheiro.
§ 4. É facultado ao Poder Público municipal, mediante lei específica para
área incluída no plano diretor, exigir, nos termos da lei federal, do
proprietário do solo urbano não edificado, subutilizado ou não utilizado,
que promova seu adequado aproveitamento, sob pena, sucessivamente,
de:
I -parcelamento ou edificação compulsórios;
II -imposto sobre a propriedade predial e territorial urbana progressivo no
tempo;
III -desapropriação com pagamento mediante títulos da dívida pública
de emissão previamente aprovada pelo Senado Federal, com prazo de
resgate de até dez anos, emparcelas anuais, iguais e sucessivas,
assegurados o valor real da indenização e os juros legais.

Medidas sucessivas e gradativas de restrição instituídas pelo poder


público municipal as propriedades que não cumprem com a função social:
1. Parcelamento ou edificação compulsórios, devendo
a notificação ser averbada em Cartório de Registro de Imóveis
2. Notificado, o proprietário terá 1 ano para apresentar o projeto
de parcelamento ou edificação, protocolando-o no órgão
competente
3. Da apresentação do projeto este terá 2 anos para o
cumprimento do mesmo
4. Não sendo suficiente a medida anterior, o poder público
poderá determinar a aplicação do IPTU mediante majoração de
alíquota pelo prazo de 5 anos consecutivos , respeitando o limite de
15% deste.
5. Terminado o prazo de 5 anos com a inércia do particular,
o ente municipal poderá decretar a desapropriação especial urbana
com pagamento de indenização mediante a entrega de títulos da
dívida pública, aprovado pelo senado e com resgate em até 10
anos.

03.1.3Desapropriação rural (art. 184 a 186, CF):


A propriedade rural tem seus critérios de utilização definidos no
Estatuto da Terra , Lei n° 4.505/64, o qual regula os direitos e obrigações
concernentes aos bens imóveis rurais para os fins de execução de Reforma
agrária e promoção da Política agrícola.
Nesse caso, para determinar a função social, não basta auferir a
produtividade da terra, sendo também necessária uma reanálise dos incisos
do art. 186 da CF 88.
Art. 186.A função social é cumprida quando a propriedade rural atende,
simultaneamente, segundo critérios e graus de exigência estabelecidos
em lei, aos seguintes requisitos:
I -aproveitamento racional e adequado;
II - utilização adequada dos recursos naturais disponíveis e preservação
do meio ambiente;
III -observância das disposições que regulam as relações de trabalho;
IV -exploração que favoreça o bem-estar dos proprietários e dos
trabalhadores.

E, caso não se tenha a observância dos requisitos elencados, há de se


falar da desapropriação por parte da União com fundamento no art. 184
da CF 88, que aduz:
Art. 184. Compete à União desapropriar por interesse social, para fins de
reforma agrária, o imóvel rural que não esteja cumprindo sua função
social, mediante prévia e justa indenização em títulos da dívida agrária,
com cláusula de preservação do valor real, resgatáveis no prazo de até
vinte anos, a partir do segundo ano de sua emissão, e cuja utilização será
definida em lei.
§ 1. As benfeitorias úteis e necessárias serão indenizadas em dinheiro.
§ 2. O decreto que declarar o imóvel como de interesse social, para fins
de reforma agrária, autoriza a União a propor a ação de desapropriação.
§ 3. Cabe à lei complementar estabelecer procedimento contraditório
especial, de rito sumário, para o processo judicial de desapropriação.
§ 4. O orçamento fixará anualmente o volume total de títulos da dívida
agrária, assim como o montante de recursos para atender ao programa de
reforma agrária no exercício. 8
§ 5. São isentas de impostos federais, estaduais e municipais as operações
de transferência de imóveis desapropriados para fins de reforma agrária.
A nível de procedimento a ser utilizado pelo poder público para efetivar a
desapropriação rural para fins de reforma agrária, se tem pelo Decreto-lei
n° 76/93:

Deve -se, além disso, observar o valor da sentença concedida para


definir qual polo configuração como sucumbente. Logo, se o valor
prolatado for igual ou inferior ao valor inicialmente depositado pelo Poder
público entende-se que é esse o expropriado. Entretanto, se o valor
sentenciado for além do inicial, será aquele o expropriante. Devendo, por
isso, o sucumbente pagar as despesas judiciais e os honorários dos
advogados e do perito.
Ademais, quanto à apelação, faz-se a ressalva que se o valor da
sentença condenar o expropriante em um quantum superior a 50% do valor
depositado inicialmente te pelo Poder público, haverá obrigatoriamente um
segundo grau recursal, sendo essa uma das prerrogativas concedidas pelo
RJA ao ente
A respeito dos limites dessa modalidade de desapropriação, o art.
185 da CF 88, posta:
Art. 185.São insuscetíveis de desapropriação para fins de reforma
agrária:
I - apequena e média propriedade rural, assim definida em lei, desde que
seu proprietário não possua outra;
II - a propriedade produtiva.
Parágrafo único. A lei garantirá tratamento especial à propriedade
produtiva e fixará normas para o cumprimento dos requisitos relativos a
sua função social

03.1.4Desapropriação confisco (art. 243,CF) :


Trata-se de uma modalidade específica de desapropriação, na qual a lei
não prevê indicação alguma é ocorre em duas hipóteses:
• Expropriação de bens móveis utilizados para fim de trafico
• Expropriação de bens imóveis utilizados para a plantação de
ilícitos e exploração de trabalho escravo
Art. 243. As propriedades rurais e urbanas de qualquer região do País
onde forem localizadas culturas ilegais de plantas psicotrópicas ou a
exploração de trabalho escravo na forma da lei serão expropriadas e
destinadas à reforma agrária e a programas de habitação popular, sem
qualquer indenização ao proprietário e sem prejuízo de outras sanções
previstas em lei, observado, no que couber, o disposto no art. 5. .
(Redação dada pela Emenda Constitucional n. 81, de 2014)
Parágrafo único. Todo e qualquer bem de valor econômico apreendido
em decorrência do tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins e da
exploração de trabalho escravo será confiscado e reverterá a fundo
especial com destinação específica, na forma da lei. (Redação dada pela
Emenda Constitucional n. 81, de 2014)

03.2. Desapropriações diferenciadas


03.2.1 Desapropriação privada
Essa é na verdade o que se chama de Posse - trabalho, figura própria
do Direito Civil e não da seara Administrativa. Elencada no Art. 1228, em
seu §4º.
03.2.2 Desapropriação indireta
A desapropriação indireta decorre da atitude do Poder Público ter se
apropriado de bem particular, sem a observância dos requisitos da
declaração e da indenização prévia.
O fundamento legal para a desapropriação indireta, decorre da leitura
do art. 35 do Decreto-Lei nº 3.365/41:
“Art. 35. Os bens expropriados, uma vez
incorporados à Fazenda Pública, não podem ser objeto de
reivindicação, ainda que fundada em nulidade do processo
de desapropriação. Qualquer ação, julgada procedente,
resolver-se-á em perdas e danos.”.
O mestre Edimur Ferreira prescreve que a desapropriação indireta “se
verifica, em regra, em virtude de esbulho praticado pelo Poder Público em
propriedade particular. O esbulho caracteriza-se pela ocupação de bem
alheio, principalmente imóvel, sem o prévio decreto expropriatório e as
demais formalidades previstas nas leis pertinentes, sobretudo no Decreto-
lei n. 3.365/41. Ocorrendo essa ocupação ilegal, o proprietário do bem
esbulhado pode, imediatamente, defender o seu bem através da ação
possessória própria. Todavia, se o bem já estiver destinado a um fim
público (se nele já foi construído via pública, logradouro público ou
edificado) não será mais possível a desocupação. Nesse caso, ao lesado
cabe promover contra o Poder Público esbulhador ação indireta de
desapropriação ou ordinária de indenização.
Destarte, em tendo sido o bem incorporado ao patrimônio público, ao
seu proprietário apenas caberá intentar Ação de Indenização por
Desapropriação Indireta, na qual o proprietário requer que o juiz reconheça
a desapropriação e defina um valor indenizatório justo.

Cabe ainda a ressalva que mesmo a atitude estatal sendo ilícita, não
cabe a devolução do imóvel, somente a indenização pelo bem
desapropriado que deve se dar por Títulos da Dívida pública, podendo se
falar do regime de precatórios somente quanto a incidência de perdas e
danos a serem auferidas judicialmente.

03.3 Tresdetinação e Retrocessão na Desocupação:


A Tredestinação ocorre quando há a destinação de um bem
expropriado a finalidade diversa da que se planejou inicialmente, e divide-
se em duas espécies:
 Tredestinação lícita - quando o novo destino mantém o
atendimento ao interesse público.
 Tredestinação ilícita - Será ilícita se a houver desvio de
finalidade. Neste último caso, caberá retrocessão.
A Retrocessão é a devolução do bem ao domínio expropriado, para
que reingresse ao patrimônio daquele de quem foi tirado.

04. SERVIDÃO ADMINISTRATIVA


É um meio supressivo de intervenção estatal na propriedade
mediante o qual é estabelecido um direito real de uso sobre a propriedade
alheia , em favor do Poder Público ou de seus delegatários, de modo
a garantir a execução de um serviço público ou de obras e serviços de
interesse coletivo, com o traço de perpetuidade.
Exemplos : quando o proprietário sede a passagem de cabos ou fios
elétricos ou telefônicos pela sua propriedade.
Por ser um modo de intervenção supressivo, ou seja, não retirar a
propriedade do titular, em, regra, o instituto não compatibiliza com a
indenização, salvo se for comprovado que dá servidão decorreu algum
prejuízo ao particular, estes sim são passíveis de indenização previa.
Existe um dissenso doutrinário a respeito da instituição da
servidão administrativa, segundo Di Pietro, defensora da corrente
majoritária, existem três maneiras distintas:
• Por meio de lei, sendo a única hipótese de autoexecutoriedade de
servidão administrativa pelo do Poder Público, sem a necessidade de
ato declaratório.
• Acordo entre as partes , se empresa precedida de ato declaratório
de utilidade do bem público
• Decisão judicial , sempre precedida de ato declaratório de utilidade
do bem publico.
Dessa forma, uma vez realizado o acordo ou proferida a sentença, e
necessária que a servidão seja inscrita no Registro de Imóveis para possuir
caráter erga omnes. Entretanto, se é essa tiver origem legal, não há
necessidade de publicação, uma vez que matéria de lei é presumida como
conhecimento coletivo.
Quanto ao modo de extinção, esse sobre existe mesmo essa sendo
dotada do caráter de perpetuidade, nas seguintes hipóteses:
• Perda da coisa gravada
• Transformação da coisa gravada de modo que a torne incompatível
com o destino
• Desafetação, ou seja, o desinteresse, da coisa dominante
• Incorporação do imóvel servente ao patrimônio, uma vez que não
há servidão sobre coisa própria

05. REQUISIÇÃO
Também é um meio de intervenção supressivo, no qual se dá em
situação de perigo público eminente , de modo a permitir o Estado
utilizar bens móveis , imóveis ou serviços particulares com ulterior
indenização, se houver dano. Ou seja, a regra aqui é de que como não se
tirou a titularidade da coisa, não há do que se falar em ressarcimento,
entretanto, se um dano for gerado, a indenização deve existir.
Art 5, XXV, CF 88: XXV - no caso de iminente perigo público, a
autoridade competente poderá usar de propriedade particular, assegurada
ao proprietário indenização ulterior, se houver dano;
Ps.: Quando a requisição for de bem móvel, deve-se observar se esse é
fungível, pois uma vez sendo infungível, não haveria como se substituir
por outro.
Tal modo interventivo pode se subdividir em :
• Requisição civil – Ou seja, aquela que visa evitar danos
à coletividade
• Requisição militar – A que busca salvaguardar a segurança interna
e a soberania nacional.

06. OCUPAÇÃO TEMPORÁRIA


Também é um modo supressivo de intervenção, mas que se faz
presente quando o Poder Público usa imóveis privados como meio de apoio
à execução de obras e serviços públicos, que pode se dar de forma gratuita
ou remunerada, a depender da existência ou não de dano do titular do bem
ocupado. Não existindo aqui o caráter de urgência presente na Requisição
Tal instituto se dá por meio da expedição de ato pela autoridade
administrativa competente, que deverá fixar, desde logo , se for o caso, a
justa indenização devida ao proprietário do imóvel ocupado. Sendo ,
portanto, um ato autoexecutório, que não depende de prévia a apreciação a
do Judiciário.
Doutrinariamente é comum vermos três casos de aplicação do instituto:
• Quando o Ente Público deseja realizar uma obra, devendo, nesse
caso, observar se o terreno encontra-se desocupado recebendo o
particular indenização independente de dano, pode dando até mesmo
pedir uma caução.
• Quando na propriedade do particular há a possibilidade de existir
monumentos arqueológicos. E, uma vez ocorrendo a descoberta
desses, o Poder Público dará a desocupação.
• Quando se tem uma concessão e o particular não está cumprindo
os termos do contrato administrativo

07. LIMITAÇÕES ADMINISTRATIVAS


Limitações administrativas são determinações de
caráter geral, gratuita e unilateral, por meio das quais o Poder Público
impõe a proprietários indeterminados obrigações, de fazer oh não fazer,
com a finalidade de assegurar que a propriedade atenda sua função social e
o bem estar social. Ademais, tais limitações impostas podem incidir não
somente em relação a propriedade, mas a também aos bens que nelas
existem se esses em algum aspecto refletirem no bem estar social.
Faz-se, ainda, a ressalva: tal instituto tem aplicabilidade diversa do
da servidão administrativa e da desapropriação:

LIMITAÇÕES SERVIDÃO E
ADMINISTRATIVAS DESAPROPRIAÇÃO
Aplicável a bens indeterminados Aplicável a bens determinados
Prejuízo da coletividade Prejuízo individual
Sempre em caráter gratuito Em regra não
indenizável, porém, mediante
Ps.: ver entendimento do STJ
comprovação de dano, pode haver
indenização
De certa forma todos arcam com o Indenização individual, pois houve o
ônus, não há o que se falar de prejuízo do proprietário específico
indenização

Ps.: O STJ tem o entendimento de que nessa modalidade de


intervenção Administrativa também é cabida indenização no prazo de 05
anos, desde que nas seguintes hipóteses:
• Quando a limitação é posterior a à aquisição da propriedade
• Quando a limitação reduziu consideravelmente o valor da
propriedade, caso de desapropriação indireta , quando vai se
limitando aos poucos somente uma propriedade individual.

08. TOMBAMENTO
É um modo de intervenção estatal com a finalidade de se proteger o
patrimônio cultural brasileiro, a memória nacional . Dessa forma,
atingindo os bens de ordem histórica, artística, arqueológica, cultural,
científica, turística e paisagística, sejam eles móveis ou imóveis. C
Por se tratar de patrimônio histórico cultural, a competência para legislar é
concorrente entre a União, os Estados e o DF, podendo ainda ser a
legislação federal e estadual ser suplementada pela municipal, por força do
art. 30, II, CF 88.
Art. 216.Constituem patrimônio cultural brasileiro os bens de natureza
material e imaterial, tomados individualmente ou em conjunto,
portadores de referência à identidade, à ação, à memória dos diferentes
grupos formadores da sociedade brasileira, nos quais se incluem: [...]
III - as criações científicas, artísticas e tecnológicas;
IV - as obras, objetos, documentos, edificações e demais espaços
destinados às manifestações artístico-culturais;
V - os conjuntos urbanos e sítios de valor histórico, paisagístico, artístico,
arqueológico, paleontológico, ecológico e científico.
§ 1. O Poder Público, com a colaboração da comunidade, promoverá e
protegerá o patrimônio cultural brasileiro, por meio de inventários,
registros, vigilância, tombamento e desapropriação, e de outras formas de
acautelamento e preservação.
Pode-se ainda fazer a distinção entre as espécies de Tombamento :

• Tombamento de ofício – Quando um bem publico e tombado pelo


próprio Poder Público
• Tombamento voluntário – Aquele que o proprietário consente o
ato, seja ele mesmo formulando o pedido ou concordando com a
proposta do Poder Público
• Tombamento compulsório – Ocorre quando o Poder Público realiza
a inscrição do bem como tombado mesmo diante da resistência do
proprietário
•Tombamento provisório – É assim chamado quando inda está em
curso o processo administrativo instaurado pela notificação do Poder
Público
•Tombamento Definitivo – É quando o processo é concluído e o
Poder Público procede a inscrição do bem como tombando no
respectivo registro de Tombamento.
• Tombamento geral – Ocorre quando toda uma cidade é objeto do
ato, por exemplo, a cidade de Olinda.
Como nota- se, é imprescindível para o ato do Tombamento a
existência de um processo administrativo, com observância ao devido
processo legal de forma a garantir a ampla defesa e o contraditório ao
proprietário do bem objeto do procedimento de tombo. Dessa forma,
elenca-se os seguintes passos obrigatórios :

Ps.: É sim possível falar de destombamento!


Ainda há de se falar da possibilidade de alienação do bem a ser
tombado, mas nesse caso, como a coisa é de sumo interesse
público, tem então o Poder Público o direito à preferência no
momento da compra.