Anda di halaman 1dari 1
32 Segunda parte - A furdacae do pensamento filossfico V. Os Eleatas e a descoberta do ser * Parménides de Eléia (sécs. VI-V a.C.), fundador da Escola eleatica, no seu poema Sobre a natureza, que se tornou célebre, descreve trés vias de pesquisa: 1) a da verdade absoluta; 2) a das opinides falaze 3) a da opiniao plausfvel. ‘A primeira via afirma que “o ser existe e nao pode nao exis Parménides: tit, e que “o ndo-ser no existe”, e disso tira toda uma série de oser consequéncias. Primeiramente, fora do ser nao existe nada e, nao pode —_—_—portanto, também o pensamento € ser (nao é possivel, para do ser, Parménides, pensar o nada); em segundo lugar, o ser é nao-gera- onaoser do (porque de outro modo deveria derivar do nao-ser, mas 0 ndo- indo pode ser ser nao existe); em tercero lugar, ¢ incorruptvel (porque de ou- eodeiy tro modo deveria terminar no nao-ser). Além disso, ndo tem néoexiste pasado nem futuro (de outro modo, uma vez passado, nao exis- nae tiria mais, ou, na espera de ser no futuro, ainda no existiria), portanto existe em um eterno presente, é imével, é homogéneo (todo igual a si, porque ndo pode existir mais ou menos ser), é perfeito (e portan- to pensdvel como esferiforme), é limitado (enquanto no limite se via um elemen- to de perfeicao) e uno. Portanto, aquilo que os sentidos atestam como em devir e miltiplo, e conseqdentemente tudo aquilo que eles testemunham, ¢ falso. ‘A segunda via ¢ a do erro, a qual, confiando nos sentidos, admite que exis © devir, e cai, por conseguinte, no erro de admitir a existéncia do ndo-ser. A terceira via procura certa mediacao entre as duas primeiras, reconhecendo que também os opostos, como a “luz” e a “noite”, devam identificar-se no ser (a luz "é", anoite “é”, e portanto ambas "so", ou seja, coincidem no ser). Os teste- munhos dos sentidos devem, portanto, ser radicalmente repensados e redimen- sionados em nivel de razao. * Zendo de Eléia (sécs. VI-V a.C.), discipulo de Parménides, defendeu a teoria do mestre, e em particular a tese da nao existéncia do movimento e da mul- cidade, mostrando a inconsisténcia e a contraditoriedade das, Zenéo: posigdes dos adversarios (ou sea, daqueles que admitiam a plu- aeahurdas — Falidade e o movimento das coisas). cnaeaall Criou 0 método da “refutacao dialética” da tese oposta quem admite _ tese que se quer sustentar, aquilo que depois se chamara de “de- ‘multiplcidade _monstracao pelo absurdo*. movimento Muito famosos se tornaram alguns argumentos seus, em par- 382 ticular 0 chamado “de Aquiles” e 0 “da flecha”. ‘+ Melisso de Samos (sécs. VI-V a.C.) desenvolve e completa o pensamento de Parménides. Sustenta que o ser ¢ infinito tanto espacialmente, enquanto nao existe nada que o possa delimitar, como numericamente, Meliss: enquanto é uno e tudo, e também cronologicamente, enquan- oseréuno, to “sempre era e sempre sera”. Por estes motivos € definido infinito, também “incorpéreo”, acentuando o fato de que ele é priva- jncorpéreo_ do das formas e dos limites que determinam os corpos (é priva- 353 do, isto €, das conotagées que caracterizam os corpos enquan- to tais).