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2015-2 QUÍMICA E O MEIO AMBIENTE I: AULA 0

QUÍMICA E MEIO AMBIENTE I

METAS DA AULA

Apresentar a química relacionada ao meio ambiente e descrever os processos e


as reações de impactos ambientais.

QUÍMICA III: A QUÍMICA E O MEIO AMBIENTE I

A química, ciência dedicada a produzir benefícios e qualidade de vida ao homem,


alargou suas fronteiras de maneira que se tornou impossível delimitar seus
campos de atuação. Não há dúvida que ela exerce um papel fundamental no
nosso meio ambiente através de impactos positivos, isto é, ao se fazer uma
análise de risco-benefício fica claro que a contribuição desta ciência tem sido
crucial na melhoria da qualidade de vida no planeta. Entretanto, diversas vezes,
essa mesma química é encarada como responsável por vários problemas
ambientais.

De fato, o uso inadequado de algumas substâncias, unindo ao descarte


inadequado de resíduos das sínteses químicas, tem gerado impactos negativos
à biodiversidade. A notória preocupação global no que se referem às questões
ambientais, nas mais diversas áreas do conhecimento e devido ao caráter
interdisciplinar e complexo dessa temática, bem como a complexidade que
permeiam essas discussões, evoca a contribuição das ciências da natureza, tais
como a química.

Em Química III, daremos ênfase a química relacionada ao meio ambiente, ou


seja, a química ambiental. Efetivamente, a Química Ambiental é um bom
exemplo da multi, inter e transdisciplinaridade da Química como ciência exata.
Afinal, é quase automático lembrar que questões que relacionam processos

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naturais e/ou afetados por ações antrópicas, quer da atmosfera, hidrosfera e


geosfera/pedosfera, precisam ser tratadas de forma integrada.

De fato, as diferentes atividades humanas, como agricultura, pecuária,


mineração e indústria, geram vários resíduos que contaminam rios, lagos e
lençóis aquíferos. Esses contaminantes podem causar vários efeitos prejudiciais
ao meio ambiente e à saúde humana.

Nesta disciplina vamos discutir impactos ambientais como a emissão de gases


poluentes, a formação de chuva ácida, a poluição por substâncias orgânicas e
metais pesados, para isso precisaremos de conceitos de química geral,
inorgânica, orgânica, físico-química, entre outros. Tudo isso para tentar
entender, por exemplo, impactos ambientais relacionados à combustão, tais
como a emissão de gases poluentes, a formação de chuva ácida, a destruição
da camada de ozônio por substâncias orgânicas e a poluição por metais
pesados...

Para saber mais sobre a química ambiental no Brasil leia o artigo:


MOZETO, A. A; JARDIM, W. J. A química ambiental no Brasil, Química
Nova, v.25, n.1, p.7-11, 2002.
Agora que você já leu o artigo acima, procure outros artigos sobre o tema,
poste-o no fórum relativo a esta aula juntamente com a sua avaliação
sobre o mesmo. Não deixe de comentar as postagens dos demais
integrantes do grupo.

1 – INTRODUÇÃO

Para muitos a química do meio ambiente é uma área do conhecimento que


surgiu dentro da química nestas últimas décadas, o que não procede, já que a
temática não é nova. Quem nunca ouviu falar na Estocolmo-72, certamente já
leu algo sobre a ECO-92, a Rio+10 e a Rio+20. Nessas conferências as Nações
Unidas se reuniram para debater questões globais na busca de soluções para
problemas de ordem ambiental que afligem o planeta. De certo modo elas
consolidaram o ativismo ambiental e mudaram a forma como a humanidade se
relaciona com o planeta.

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De fato, a partir da Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e


Desenvolvimento (Cnumad) a comunidade política internacional admitiu
claramente que era preciso conciliar o desenvolvimento socioeconômico com a
utilização dos recursos da natureza. Todos os países que participaram
reconheceram o conceito de desenvolvimento sustentável e começaram a
moldar ações com o objetivo de proteger o meio ambiente.

Desde então, estão sendo discutidas propostas para que o progresso se dê em


harmonia com a natureza, garantindo a qualidade de vida tanto para a geração
atual quanto para as futuras no planeta. Tal avaliação partiu do pressuposto de
que, se todas as pessoas almejarem o mesmo padrão de desenvolvimento dos
países ricos, não haverá recursos naturais para todo mundo sem que sejam
feitos graves — e irreversíveis — danos ao meio ambiente.

Além disso, as diferentes atividades humanas, como agricultura, pecuária,


mineração e indústria, geram vários resíduos que contaminam rios, lagos e
lençóis aquíferos. Grande parte dessas atividades tem gerado resíduos sólidos,
líquidos e gasosos que, de uma maneira ou outra, chega a atmosfera, aos solos
e aos lençóis freáticos. Esses contaminantes podem causar vários efeitos
prejudiciais ao meio ambiente e à saúde humana.

A democratização da discussão sobre questões ambientais tem envolvido a


sociedade como um todo. Podemos dizer que há uma crescente conscientização
dos cidadãos, empresas, indústrias e governo sobre os danos causados pelas
atividades humanas. Além disso, a maior consciência ambiental por parte da
população e os agentes governamentais envolvidos na proteção ambiental, é
respaldada por uma legislação ambiental cada vez mais rigorosa, o que requer
o desenvolvimento de processos e de materiais com alto desempenho
ambiental.

Muito embora essa democratização tenha sido um dos principais fatores para o
aprimoramento de uma legislação pertinente, os problemas de poluição
ambiental ainda são cercados de muita desinformação, o que muitas vezes
dificulta a escolha da melhor opção preventiva para o problema.

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Você já deve estar familiarizado com os Cadernos Temáticos da Revista


Química Nova na escola, então acesse o volume 1 desta coleção pelo site:
http://qnesc.sbq.org.br/online/cadernos/01/
Esse volume é dedicado à química do meio ambiente, e é composto por
cinco artigos, todos disponíveis na base na internet:
JARDIM, W. F. A evolução da atmosfera terrestre. Caderno Temático
Química Nova na Escola: Introdução a química ambiental, v.1, p.5-8,
2001.
FADINI, P. S.; FADINI, A. A. B. Lixo: desafios e compromissos. Caderno
Temático Química Nova na Escola: Introdução a química ambiental, v.1,
p.9-18, 2001.
GUIMARÃES, J. R.; NOUR, E. A. A. Tratando nossos esgotos: processos
que imitam a natureza. Caderno Temático Química Nova na Escola:
Introdução a química ambiental, v.1, p.19-30, 2001.
GRASSI, M. T. As águas do planeta Terra. Caderno Temático Química
Nova na Escola: Introdução a química ambiental, v.1, p.31-40, 2001.
MOZETO, A. A. Química atmosférica: a química sobre nossa cabeça.
Caderno Temático Química Nova na Escola: Introdução a química
ambiental, v.1, p.41-49, 2001.
Agora que você já leu a coleção acima, procure e separe por classes todas
as substâncias químicas que apareceram e verifique se sua nomenclatura
está correta. Após discutir seus resultados com o tutor presencial da
disciplina, gere um pdf e poste no fórum da disciplina.

2 – COMBUSTÃO

As reações de combustão, embora presentes na nossa vida, são pouco


compreendidas em seus aspectos químicos. Dentre algumas dificuldades de
compreensão desse fenômeno destaca-se não só o fato de que nem todos
reconhecem o oxigênio como um dos reagentes, mas também o não
entendimento da combustão como uma reação química de oxidação entre um
combustível e um comburente. Aliás, é por isso que as vezes chamamos o
comburente de oxidante. Veja que seguindo esse raciocínio, vemos que além do
oxigênio, que sem dúvidas é o comburente mais usual, existem outros. Por
exemplo, podemos citar o peróxido de hidrogênio (H2O2) e o dicromato de
potássio (K2Cr2O7) como comburentes.

Observe que em nosso curso este não é um assunto novo. Na disciplina de


Química I, falamos bastante sobre a importância das reações de combustão no
nosso cotidiano. Vimos, que para ocorrer uma reação de combustão,

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necessitamos de combustível e de comburente. Em Química II, vocês estudaram


os combustíveis mais importantes, viram como ocorrem as reações de
combustão e por que delas podemos tirar energia.

Dica: Esteja sempre com as apostilas anteriores em mãos, para você


aproveitar ao máximo a disciplina que está cursando.
Faça uma revisão tanto de química I quanto de química II. Faça três
mapas conceituais: um para química I, um para química II e o outro
integrando as duas disciplinas. Gere um pdf de seus mapas e poste-os no
fórum relativo a esta aula. Você deverá dar o seu parecer no material dos
demais alunos.

Leia os artigos abaixo e discuta no fórum da disciplina os resultados


obtidos pelos autores.
LEAL, R. C.; MONTEIRO, E. A. S.; NASCIMENTO, T. L. A. B.; NETO, J.
M. M. Explorando a cinética química através da queima de uma vela,
Educación Química, v.25, n.2, p.93-96, 2014.
GRACETTO, A. C.; HIOKA, N.; FILHO, O. S. Combustão, chamas e testes
de chamas para cátions: proposta de experimento. Química Nova na
Escola, v.28, n.23, p.43-48, 2006.
Faça um roteiro experimental para cada artigo.

3 – EMISSÃO DE GASES POLUENTES

A poluição atmosférica está entre os dilemas ambientais mais críticos e


polêmicos da atualidade além de ser um dos mais antigos. De fato, através dos
séculos há vários relatos de problemas de poluição atmosférica nas cidades, no
entanto já existe um consenso de que tal situação é intolerável.

Desde a descoberta do fogo, quando os homens passaram a produzir fogo nas


próprias cavernas. Mesmo quando as primeiras casas foram construídas, não
existiam chaminés e a fumaça enchia todos os cômodos. Atualmente, ainda,
algumas culturas primitivas continuam sofrendo deste problema. Depois da
invenção da chaminé que remove as partículas não queimadas da combustão
dos cômodos, a qualidade do ar interno melhorou muito... O mesmo não vem
acontecendo com a qualidade do ar atmosférico nas nações industrializadas.
Mas afinal, o que é ar atmosférico?

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Se você ainda não leu os artigos sugeridos, esse é um bom momento para
fazê-lo:
JARDIM, W. F. A evolução da atmosfera terrestre. Caderno Temático
Química Nova na Escola: Introdução a química ambiental, v.1, p.5-8,
2001.
MOZETO, A. A. Química atmosférica: a química sobre nossa cabeça.
Caderno Temático Química Nova na Escola: Introdução a química
ambiental, v.1, p.41-49, 2001.
Faça agora uma tabela com as reações que apareceram nos artigos
acima. Sugira aos mecanismos para cada uma das reações que
aparecem. Após discutir seus resultados com o tutor presencial da
disciplina, gere um pdf e poste no fórum da disciplina.

A composição do ar, ou seja, a atmosfera terrestre, trata-se da disposição dos


diferentes gases que existe ao redor da Terra em razão da força da gravidade.

A atmosfera consiste de uma camada fina de mistura de gases que cobrem a


superfície da Terra. Excluindo os vapores de água, o ar atmosférico é composto
de 78,10 % (em volume) de nitrogênio (N2), 21,00% de oxigênio (O2), 0,90 % de
argônio (Ar) e 0,03 % de dióxido de carbono (CO2). Normalmente, o ar contém
1,00-3,00% de vapor de água em volume. Adicionalmente, contém uma larga
variedade de gases ao nível de traços (abaixo de 0,002%), que inclui o neônio
(Ne), hélio (He), metano (CH4), criptônio (Kr), óxido nitroso (N2O), xenônio (Xe),
dióxido de enxofre (SO2), ozônio (O3), dióxido de nitrogênio (NO2), amônia (NH3)
e monóxido de carbono (CO).

A atmosfera terrestre protege a Terra de um ambiente muito hostil que é o


espaço cósmico, que contém radiações extremamente energéticas. Ela é o
compartimento de deposição e acumulação de gases (e de particulados) como
o CO2 e o O2, produtos dos processos respiratório e fotossintético de plantas
terrestres e aquáticas, e de compostos nitrogenados essenciais à vida na Terra,
fabricados por organismos (bactérias e plantas) a partir de N2 atmosférico.

A estrutura das regiões da atmosfera quase sempre é definida de acordo com


as variações da temperatura com a altitude, sendo dividida em algumas
camadas: troposfera, estratosfera, mesosfera, termosfera e exosfera.

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Uma das principais características da atmosfera terrestre é que ela é um


ambiente oxidante, fenômeno que se explica pela alta concentração de oxigênio
diatômico, O2. Quase todos os gases liberados no ar, sejam eles substâncias
“naturais” ou “poluentes”, são totalmente oxidados e seus produtos finais ao
longo do tempo são depositados na superfície da Terra. Desse modo, as reações
de oxidação são vitais para a remoção dos poluentes do ar.

4 – PROBLEMAS LIGADOS À EMISSÃO DE POLUENTES

4.1 – Poluentes da Atmosfera

Entende-se como poluente atmosférico qualquer forma de matéria ou energia


com características em desacordo aos níveis estabelecidos pelos órgãos
responsáveis, e que tornem ou possam tornar o ar:

 Impróprio, nocivo ou ofensivo à saúde;

 Inconveniente ao bem-estar público;

 Danoso aos materiais, à fauna e flora;

 Prejudicial à segurança, ao uso e gozo da propriedade e às atividades


normais da comunidade (CONAMA nº 003/90).

4.2 – Efeito Estufa

Um tema bastante explorado pela mídia refere-se ao aquecimento global do


planeta, causado pelo excesso de certos gases no ar, que acentuam o efeito
estufa. Em linhas gerais trata-se do aumento de temperatura que a Terra
apresenta em função da retenção de calor proveniente do Sol, propiciada pela
presença de certos gases na atmosfera. O efeito estufa envolve processos de

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absorção e emissão das diferentes formas de energia eletromagnética, nos quais


uma radiação mais energética pode ser absorvida por um material e ser
transformada em calor ou ser emitida como outro tipo de radiação com energia
mais baixa.

Assim, o efeito estufa é um fenômeno causado pelo acúmulo de gases e nuvens


na atmosfera, que provoca o aquecimento da superfície do planeta, pelo bloqueio
de parte da radiação infravermelha emitida pela superfície terrestre. Os gases
que provocam o efeito estufa se situam a uma distância de 10-16 km da
superfície do planeta, na parte da atmosfera conhecida como troposfera.

Alguns gases de efeito estufa ocorrem naturalmente na atmosfera, como o vapor


d´água (H2O), o dióxido de carbono (CO2), o metano (CH4), o óxido nitroso (N2O)
e o ozônio (O3). Esses gases atuam como uma cobertura natural, mantendo a
temperatura da Terra propícia ao desenvolvimento das diferentes formas de
vida. Sem este fenômeno, a temperatura média da Terra seria em torno de 18ºC
negativos. Devido ao efeito estufa, a temperatura média da superfície terrestre é
de 15ºC, ou seja, aproximadamente 33º maior do que seria na ausência desses
gases na atmosfera.

Nesse processo, parte da radiação proveniente do Sol, ao ser absorvida pelos


materiais ou pelas substâncias na superfície da Terra, é convertida e emitida
para a atmosfera na forma de radiação infravermelha. Alguns gases
atmosféricos absorvem essa radiação, causando aquecimento da atmosfera.
Como resultado dessa absorção, esses gases também emitem radiação
infravermelha em todas as direções, inclusive para a superfície. Desse modo, a
energia fica aprisionada na região superfície-troposfera principalmente.

Como os gases de efeito estufa provocam um bloqueio maior, a Terra se aquece


mais do que o habitual, causando uma série de problemas climáticos. O
problema não está na existência dos gases de efeito estufa, mas no aumento
das concentrações dos mesmos na atmosfera. A entrada da radiação solar tem
que ser equilibrada por uma saída de calor (radiação térmica) emitida pela Terra.
Graças aos gases atmosféricos que regulam o sistema climático da Terra,

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interceptando a radiação solar, fazendo com que 30% da energia dos raios
solares que chegam sejam refletidos de volta para o espaço. O restante (70%) é
absorvido pela Terra e pela atmosfera, aquecendo a superfície do planeta. A
Terra, então aquecida, reemite energia sob a forma de radiação térmica
(radiação infravermelha de onda longa) que tem sua passagem bloqueada
principalmente pelo vapor de água e dióxido de carbono existentes na atmosfera.

Da radiação térmica emitida pelo globo terrestre, cerca de 90% são absorvidos
pela atmosfera, que irradia em torno de 80% novamente para a superfície
terrestre. É esse processo que mantém a Terra confortavelmente aquecida.
Apenas uma pequeníssima quantidade de radiação terrestre escapar para o
espaço.

Tudo, na realidade, é uma questão de equilíbrio de energia. O total de energia


solar que entra no sistema deveria ser igual ao total de energia térmica que sai
(balanço de energia: SAÍDAS = ENTRADAS). Acontece que esse equilíbrio é
rompido pela intensificação do fenômeno que ocorre em função das atividades
humanas, uma vez que, ao aumentar a quantidade de gases estufa na
atmosfera, maior é a retenção de calor.

Leia os artigos abaixo e discuta no fórum da disciplina os resultados


obtidos pelos autores.
SILVA, C. N.; LOBATO, A. C.; LAGO, R. M.; CARDEAL, Z. L.; QUADROS,
A. L. Ensinando a Química do Efeito Estufa no Ensino Médio:
Possibilidades e Limites. Química Nova na Escola, v.31, n.4, p.268-274,
2009.
TOLENTINO, M.; ROCHA-FILHO, R. C. A química no efeito estufa.
Química Nova na Escola, v.20, n.8, p.10-14, 1998.
Agora que você já leu o artigo acima, procure outros artigos sobre o tema,
poste-o no fórum relativo a esta aula juntamente com a sua avaliação
sobre o mesmo. Não deixe de comentar as postagens dos demais
integrantes do grupo.

4.2.1 – Ozônio (O3)

O ozônio, O3, é vital para a manutenção da qualidade de vida na biosfera, trata-


se de uma molécula formada por três átomos de oxigênio. É um gás incolor que

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ocorre em duas camadas distintas da atmosfera. A maioria do oxigênio


estratosférico existe como diatômico (O2) em vez de atômico (O).

Como a concentração de moléculas de O2 é relativamente grande, e a


concentração de oxigênio atômico é pequena, o destino mais provável dos
átomos de oxigênio estratosférico, criados pela decomposição fotoquímica do O 2
é sua colisão com moléculas de oxigênio diatômico intactas e não dissociadas,
resultando, assim, na produção de ozônio.

4.3 – Chuva Ácida

Outro problema ambiental muito grave que muitas regiões do mundo vêm
enfrentando atualmente é a chuva ácida. Este termo genérico abrange vários
fenômenos, como a chuva ácida e a neve ácida, todos relacionados a
precipitações substanciais de ácido. Os dois ácidos predominantes na chuva
ácida são o ácido sulfúrico (H2SO4) e o ácido nítrico (HNO3).

A chuva ácida é um problema de poluição que não respeita estados nem


fronteiras nacionais em razão do deslocamento de longa distância que sofrem
com frequência os poluentes atmosféricos.

Por exemplo, a maior parte da chuva ácida que cai sobre a Noruega, a Suécia e
a Holanda é originada dos óxidos de enxofre e nitrogênio emitidos em outros
países europeus.

4.4 – Material Particulado

São partículas finas de sólidos ou líquidos que se encontram suspensas em uma


dada massa de ar e que não são todas do mesmo tamanho, forma ou
composição química.

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Embora somente algumas partículas suspensas no ar apresentem forma


exatamente esférica, é conveniente e convencional tratar a totalidade das
partículas como se apresentasse esta forma. De fato, o diâmetro das partículas
é sua propriedade mais relevante. Qualitativamente, partículas individuais são
classificadas como grossas e finas, dependendo de seu diâmetro ser maior ou
menor que 2,5 µm3 (cerca de 100 milhões de partículas de 2,5 µm seriam
necessárias para recobrir a superfície de uma pequena moeda).

O material particulado pode ser de origem natural ou antropogênica. As fontes


naturais incluem o solo, cinzas vulcânicas, queimadas, sais marinhos e polens.
As fontes antropogênicas incluem plantas termoelétricas, indústrias, instalações
comerciais e residenciais e veículos automotores que utilizam combustíveis
fósseis.

Agora é com vocês, façam um trabalho de dez páginas sobre poluição


por substâncias orgânicas e por metais pesados. Para tal procure
artigos sobre o tema. Poste seu trabalho no fórum relativo a esta. Não
deixe de comentar as postagens dos demais integrantes do grupo.

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