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ESTUDO TOP - TEMOS OS MELHORES MATERIAIS DO MERCADO!

01) (Ano: 2017 Banca: CONSULPLAN Órgão: TRE-RJ Prova: Analista Judiciário - Área Administrativa)

Estado e interesses coletivos


[...] como é necessário haver uma palavra para designar o grupo especial de funcionários encarregados de repre-
sentar essa autoridade, conviremos em reservar para esse uso a palavra Estado. Sem dúvida é muito frequente chamar-se
de Estado não o órgão governamental, mas a sociedade política em seu conjunto, o povo governado e seu governo juntos,
e nós mesmos empregamos a palavra nesse sentido. Assim, fala-se em Estados europeus, diz-se que a França é um Estado.
Porém, como é bom que haja termos especiais para realidades tão diferentes quanto a sociedade e um de seus órgãos,
chamaremos mais especialmente de Estado os agentes da autoridade soberana, e de sociedade política o grupo complexo
de que o Estado é o órgão eminente. [...]

Eis o que define o Estado. É um grupo de funcionários sui generis, no seio do qual se elaboram representações e
volições que envolvem a coletividade, embora não sejam obra da coletividade. Não é correto dizer que o Estado encarna a
consciência coletiva, pois esta o transborda por todos os lados. É em grande parte difusa; a cada instante há uma infinidade
de sentimentos sociais, de estados sociais de todo o tipo de que o Estado só percebe o eco enfraquecido. Ele só é a sede
de uma consciência especial, restrita, porém mais elevada, mais clara, que tem de si mesma um sentimento mais vivo. [...]
Podemos então dizer em resumo; o Estado é um órgão especial encarregado de elaborar certas representações que valem
para a coletividade. Essas representações distinguem-se das outras representações coletivas por seu maior grau de consci-
ência e de reflexão. [...]
(DURKHEIM, Émile. Lições de sociologia. São Paulo: Martins Fontes, 2002. p. 67-71.)

De acordo com as ideias e aspectos linguísticos trazidos ao texto “Estado e interesses coletivos”, pode-se afirmar que:
a) A questão nominal referente à representação da autoridade impõe-se limitadora para os interesses coletivos e os do
próprio Estado.
b) O Estado, conjunto da sociedade política, é assim denominado em várias situações de modo que não há forma dife-
rente para uso de tal nominalização.
c) Representações que valem para a coletividade provêm dela para o Estado que, como um filtro social e exercendo
suas funções, as devolve para a sociedade de forma lapidada.
d) No primeiro período do texto transcrito, é possível observar indicação da necessidade, de característica comunica-
cional, de nominalização para determinado conceito.

02) (Ano: 2017 Banca: CONSULPLAN Órgão: TRE-RJ Prova: Analista Judiciário - Área Administrativa)

“É um grupo de funcionários sui generis, no seio do qual se elaboram representações e volições que envolvem a co-
letividade, embora não sejam obra da coletividade.” (2º§) Acerca da estrutura linguística e conexões estabelecidas no
interior do trecho destacado anteriormente, analise as afirmativas a seguir.
I - O período em análise é constituído por: uma oração principal à qual estão subordinadas três orações, duas adver-
biais e uma substantiva.
II - A oração adverbial é introduzida por uma conjunção que estabelece uma relação em que se apresenta uma infor-
mação vista como fato real.
III- O termo “que” exerce função sintática equivalente à função exercida por “o Estado” em “... o Estado encarna a
consciência coletiva,...”

Pode-se afirmar que:


a) Todas as afirmativas estão corretas.
b) Apenas duas das afirmativas estão erradas.
c) Apenas duas das afirmativas estão corretas.
d) Apenas a afirmativa III está totalmente correta.

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03) (Ano: 2017 Banca: CONSULPLAN Órgão: TRE-RJProva: Analista Judiciário - Área Administrativa)
Considere o segmento “[...] o Estado só percebe o eco enfraquecido.” (2º§). Pode-se afirmar que a partir do recurso de
linguagem utilizado pelo enunciador na escolha da palavra “Estado”, identifica-se
a) o estabelecimento de uma comparação entre “Estado” e “governantes”.
b) o emprego de uma palavra redundante objetivando reforçar a ideia expressa.
c) uma transferência de percepções resultando em uma fusão de impressões sensoriais.
d) a evocação de um termo em lugar de uma palavra, com a qual se acha relacionada não sendo sinônimos.

04) (Ano: 2017 Banca: CONSULPLAN Órgão: TRE-RJ Prova: Analista Judiciário - Área Administrativa)
“Assim, fala-se em Estados europeus, diz-se que a França é um Estado. Porém, como é bom que haja termos especiais
para realidades tão diferentes quanto a sociedade e um de seus órgãos, chamaremos mais especialmente de Estado os
agentes da autoridade soberana, e de sociedade política o grupo complexo de que o Estado é o órgão eminente.[...]”
(1º§) Considerando o trecho destacado anteriormente, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.
( ) O segmento “haja termos especiais” exemplifica a impessoalidade da oração devido à forma verbal utilizada.

( ) A impessoalidade das formas verbais “fala-se” e “diz-se” caracteriza as orações, das quais fazem parte, como
orações desprovidas de sujeito.

( ) Apesar de não apresentar pistas desinenciais para indicação do sujeito, a forma verbal “chamaremos” permite
que o sujeito seja recuperado no contexto.

( ) É possível verificar que a omissão da identidade do sujeito em “fala-se em Estados europeus, diz-se que a França”
tem como razão discursiva o gênero de texto apresentado e sua estrutura.

A sequência está correta em


a) V, F, F, V.
b) F, V, F, F.
c) V, V, F, V.
d) F, F, V, F.

05) (Ano: 2017 Banca: CONSULPLAN Órgão: TRE-RJProva: Analista Judiciário - Área Administrativa)

Estado e interesses coletivos


[...] como é necessário haver uma palavra para designar o grupo especial de funcionários encarregados de represen-
tar essa autoridade, conviremos em reservar para esse uso a palavra Estado. Sem dúvida é muito frequente chamar-se de
Estado não o órgão governamental, mas a sociedade política em seu conjunto, o povo governado e seu governo juntos, e
nós mesmos empregamos a palavra nesse sentido. Assim, fala-se em Estados europeus, diz-se que a França é um Estado.
Porém, como é bom que haja termos especiais para realidades tão diferentes quanto a sociedade e um de seus órgãos,
chamaremos mais especialmente de Estado os agentes da autoridade soberana, e de sociedade política o grupo complexo
de que o Estado é o órgão eminente. [...]

Eis o que define o Estado. É um grupo de funcionários sui generis, no seio do qual se elaboram representações e vo-
lições que envolvem a coletividade, embora não sejam obra da coletividade. Não é correto dizer que o Estado encarna a
consciência coletiva, pois esta o transborda por todos os lados. É em grande parte difusa; a cada instante há uma infinidade
de sentimentos sociais, de estados sociais de todo o tipo de que o Estado só percebe o eco enfraquecido. Ele só é a sede
de uma consciência especial, restrita, porém mais elevada, mais clara, que tem de si mesma um sentimento mais vivo. [...]
Podemos então dizer em resumo; o Estado é um órgão especial encarregado de elaborar certas representações que valem
para a coletividade. Essas representações distinguem-se das outras representações coletivas por seu maior grau de consci-
ência e de reflexão. [...]
(DURKHEIM, Émile. Lições de sociologia. São Paulo: Martins Fontes, 2002. p. 67-71.)

Estado e liberdade
Depois que nos livrarmos do preconceito de que tudo o que faz o Estado e a sua burocracia é errado, malfeito e contrá-
rio à liberdade, e de que tudo o que é feito pelos indivíduos particulares é eficiente e sinônimo de liberdade – poderemos
enfrentar adequadamente o verdadeiro problema. Reduzido a uma só frase, o problema consiste em que, em nosso mundo
moderno, tudo é político, o Estado está em toda parte e a responsabilidade política acha-se entrelaçada em toda a estrutu-
ra da sociedade. A liberdade consiste não em negar essa interpenetração, mas em definir seus usos legítimos em todas as
esferas, demarcando limites e decidindo qual deve ser o caminho da penetração, e, em última análise, em salvaguardar a
responsabilidade pública e a participação de todos no controle das decisões.
(MANNHEIM, Karl. Liberdade, poder e planificação democrática. São Paulo: Mestre Jou, 1972. p. 66.)

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Considerando os textos “Estado e interesses coletivos” e “Estado e liberdade”, pode-se afirmar que o conceito e ideias
relacionados a Estado
a) são equivalentes em sua totalidade.
b) apresentam-se como complementares.
c) distinguem-se em aspectos particulares.
d) do primeiro texto justificam-se no segundo.

06) Ano: 2017 Banca: CONSULPLAN Órgão: TRE-RJ Prova: Analista Judiciário - Área Administrativa) Acerca das relações
estabelecidas entre termos regentes e termos regidos, assinale a afirmativa cuja expressão indica correção.
a) No trecho “em todas as esferas”, a substituição de “em” por “a” acarretaria a inserção do sinal indicativo de crase no “a”.
b) O sinal indicativo de crase em “Reduzido a uma só frase” é facultativo pelo fato de que após o “a” segue-se o artigo
indefinido “uma”.
c) Desconsiderando alterações semânticas, a substituição de “Reduzido a uma só frase” por “Reduzindo à frase” exem-
plifica o fenômeno da crase por motivo sintático.
d) No trecho “malfeito e contrário à liberdade”, o sinal indicativo de crase no “a” apresenta-se como fenômeno diacrônico
consolidado, como pode ser visto em “contra-ataque” em que se verifica contração de duas letras vogais em contato.

07) (Ano: 2017Banca: CONSULPLAN Órgão: TRE-RJ Prova: Analista Judiciário - Área Administrativa) Uma matéria da Folha
de São Paulo, publicada em 19/06 no caderno de Ciência, trouxe ao leitor a seguinte manchete: “Bandos de babuínos
tomam decisões democraticamente”.

Imediatamente, pus-me a pensar em como os tais primatas tomavam decisões levando em consideração o direito à
igualdade e à liberdade de expressão, sem deixar de lado os direitos fundamentais das minorias que devem, necessaria-
mente, ser contempladas em suas demandas nos regimes democráticos. [...] Tratava-se apenas de um estudo a respeito de
como se dão os deslocamentos destes símios, aparentemente, decididos por consenso do grupo.
[...] A análise do sentido etimológico das palavras costuma ser um bom pontapé inicial: democracia tem origem no
idioma grego e significa poder (cratos) do povo (demos). A democracia moderna surge com as Revoluções Burguesas (ou
Liberais, conforme o gosto do freguês esteja mais à direita ou à esquerda), como uma contestação ao poder absoluto mo-
nárquico, resumida na assertiva que passou a constar de todas as cartas de direitos produzidas a partir de então: todo poder
emana do povo e em seu nome deve ser exercido.
Pois bem. Para o poder emanar do povo, há que se considerar duas premissas: que todos aqueles que compõem o povo
sejam livres e iguais. Devem ser livres para agir e se manifestar, sempre respeitando a liberdade do outro, o qual, sendo igual, terá
igual liberdade e igual valor na arena de debate público. Não há mais reis e súditos, mas sim cidadãos iguais perante a lei.
Para que esta igualdade se materialize (daí a se falar em igualdade material), é imprescindível considerar as diferenças
individuais existentes entre as pessoas para que se possa juridicamente tratá-las como cidadãs. Por isso a igualdade de-
mocrática deve ser isonômica, o que significa tratar igualmente os iguais e desigualmente os desiguais, na medida de suas
desigualdades. Em outras palavras, o conjunto de deveres e direitos jurídicos previstos em um Estado democrático precisa
levar em conta as diferenças para que estas não se transformem em desigualdades, fazendo ruir a estrutura democrática.
Deste raciocínio se conclui que democracia é uma forma de exercício de poder que se orienta pelos valores da liberdade
e da igualdade. Desta forma, o agir em sociedade somente será democrático quando orientado no sentido de garantir que
a igualdade e a liberdade de todos sejam efetivadas na prática. [...]
(Maíra Zapater. Disponível em: http://justificando.cartacapital.com.br/2015/06/26/democracia-nao-e-vontade-da-maioria/.)

Acerca das ideias expressas no texto, pode-se afirmar que:


a) Prerrogativas para que, efetivamente, o poder proceda do povo fazem-se necessárias; quais sejam: liberdade e
igualdade.
b) A igualdade entre concidadãos torna-se relativa em uma democracia já que há necessidade de que as diferenças
sejam manifestas e resguardadas.
c) O fator “igualdade material” deve ser visto como fundamental para o cumprimento e exercício do verdadeiro senti-
do da palavra “democracia”, buscando-se uma sociedade homogênea.
d) As minorias, em um estado democrático de direito, requerem que haja uma modalidade de atenção específica a elas
que se sobreponha aos demais segmentos sociais, para que diferenças sejam respeitadas.

08) (Ano: 2017 Banca: CONSULPLAN Órgão: TRE-RJ Prova: Analista Judiciário - Área Administrativa) Dentre as afirmativas
a seguir acerca das estruturas linguísticas do texto, assinale a correta.
a) No 2º§, a forma verbal “Tratava-se” poderia ser substituída por “Tratando-se” tendo em vista a relação temporal
expressa no enunciado.
b) A expressão “pois bem”, no 4º parágrafo, poderia ser substituída por “assim” eliminando-se o ponto a seguir e
substituindo-o por uma vírgula.
c) Em “todo poder emana do povo”, a separação por vírgulas da expressão “emana do povo” teria por objetivo lhe
atribuir maior ênfase e não prejudicaria a correção gramatical do texto.
d) A coesão e coerência textuais seriam preservadas caso a locução conjuntiva que inicia o quinto parágrafo fosse an-
tecedida – devidamente separada por vírgulas – pela expressão “quanto mais”.

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09) (Ano: 2017 Banca: CONSULPLAN Órgão: TRE-RJ Prova: Técnico Judiciário - Área Administrativa)

Uma hora de relógio

(Gregório Duvivier.)

O tempo pro brasileiro é tão fluido que a gente inventou a expressão “hora no relógio” – na Bahia, diz-se “hora de reló-
gio”. Nesse momento um suíço ou um inglês tem uma síncope. “Existe alguma hora que não seja de relógio?”
Caro amigo, existe uma imensa variedade de horas. Na expressão “espera só meia horinha”, “meia horinha” costuma
demorar duas horas de relógio, enquanto na frase “tô te esperando há horas”, “horas” pode significar só “meia horinha”
de relógio. Por isso a importância da expressão “de relógio”: na hora do relógio, cada um dos minutos dura estranhos 60
segundos de relógio – não confundir, claro, com os segundinhos e os minutinhos, que podem durar horas de relógio. “O
senhor tem cinco minutinhos?” “Tenho – mas no relógio só tenho uns dois”.
Sim, o diminutivo muda tudo. Quando se marca “de manhãzinha”, é no início da manhã, de oito às dez, mas se por
acaso marcarem “de tardinha”, estarão se referindo ao fim da tarde, de cinco às sete. Nada é tão simples: de noitinha volta
a ser no início da noite, tornando tardinha e noitinha conceitos intercambiáveis. Que cara é essa, amigo saxão? Você mede
comprimento com pés e polegadas.
Não pense que para por aí: tem surgido, cada vez mais frequente, o diminutivo do gerúndio. Ouvi de uma amiga: “outro
dia te vi todo correndinho na Lagoa”. Nada mais ridículo do que achar que se estava correndo e descobrir que só se estava
correndinho. Esse é o meu problema com esportes: só chego nos diminutivos. Não chego a me exercitar, só fico me exer-
citandinho. Antes disso, fico alongandinho. E depois reclamandinho. Diz-se de um casal que começa a namorar que ambos
estão namorandinho – no entanto, não se diz que um homem que começa a morrer já está morrendinho.
O diminutivo costuma recair sobre coisas pelas quais a gente tem ao menos um pouco de carinho. Por isso pode-se
dizer criancinha, velhinho, mas jamais “adolescentezinho”. Pode-se dizer gatinho, cachorrinho, mas jamais “atendentinho
de telemarketing”. A não ser, claro, no seu uso irônico: se te chamarem de “queridinho”, querem é que você exploda.
Foi o Ricardo Araújo Pereira quem atentou para o fato de que pomos o diminutivo em advérbios. “É devagar, é devagar,
devagarinho”, diz o poeta Martinho – que carrega o diminutivo no nome. Deve ser coisa nossa, pensei, orgulhoso, até ouvir
“despacito”, o “devagarinho” deles. Estranhamente, o vocalista fala mil palavras por minuto – de relógio. Prefiro o Martinho.
(Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/colunas/gregorioduvivier/2017/07/1899750-na-hora-do-relogio-cada-minuto-dura-estranhos- 60-segundos-de-relogio.shtml.)

Considerando as informações e o modo como tais informações são levadas ao texto, pode-se afirmar que o tema cen-
tral do texto é
a) a imprecisão linguística do brasileiro.
b) a dicotomia tempo cronológico/tempo psicológico.
c) o contraste entre certas culturas europeias e a brasileira.
d) o inadequado uso de um recurso morfológico do português pelos brasileiros.

10) (Ano: 2017 Banca: CONSULPLAN Órgão: TRE-RJ Prova: Técnico Judiciário - Área Administrativa) Tendo em vista as suas
características semânticas e formais, o texto de Gregório Duvivier visa, principalmente,
a) narrar fatos cotidianos.
b) explicar um conhecimento.
c) argumentar em favor de um ponto de vista.
d) instruir o leitor a como agir e/ou se comportar.

11) (Ano: 2017Banca: CONSULPLANÓrgão: TRE-RJProva: Técnico Judiciário - Área Administrativa) Analise as afirmações
apresentadas a seguir.
I - Em “Existe alguma hora que não seja de relógio?”, a oração sublinhada é uma oração subordinada adjetiva explica-
tiva.
II - Em “[...] tem surgido, cada vez mais frequente, o diminutivo do gerúndio.”, a expressão destacada atua como sujeito
da locução verbal “ter surgido”.
III- “Não pense que para por aí [...]”, a oração sublinhada é uma oração subordinada substantiva objetiva direta.
IV- Em “[...] se te chamarem de ‘queridinho’, querem é que você exploda.”, a oração destacada é uma oração subordi-
nada adverbial causal.

Estão corretas apenas as afirmativas


a) I e II.
b) II e III.
c) III e IV.
d) I, II e IV.

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12) (Ano: 2017 Banca: CONSULPLAN Órgão: TRE-RJ Prova: Técnico Judiciário - Área Administrativa) No texto, o autor ob-
serva diferentes aspectos do uso do grau diminutivo, à EXCEÇÃO:
a) Da vaguidão semântica das palavras diminutivas.
b) Do caráter afetivo desse mecanismo morfológico.
c) Do impulso negativo relacionado a algumas formas diminutivas.
d) Do caráter dimensional associado às formas geradas por tal mecanismo.

13) (Ano: 2017 Banca: CONSULPLAN Órgão: TRE-RJ Prova: Técnico Judiciário - Área Administrativa)

A palavra “epifania”, do grego “epipháneia” (aparição, manifestação), refere-se, na nossa cultura, à comemoração da
primeira manifestação de Cristo aos gentios, na visita dos Reis Magos. Na tira, no entanto, o tigre Haroldo a utiliza com
um sentido diverso. Qual dos termos a seguir se constitui como sinônimo desse termo considerando o contexto da tira?
a) Advento
b) Adoração.
c) Descoberta.
d) Aparecimento.

14) (Ano: 2017 Banca: CONSULPLAN Órgão: TRE-RJ Prova: Técnico Judiciário - Área Administrativa)

O humor na tira de Chris Browne ampara-se numa expressão de natureza figurativa; ser pau para toda obra. Que figura
de linguagem está presente nessa expressão?
a) Metáfora.
b) Metonímia.
c) Eufemismo.
d) Prosopopeia.

15) (Ano: 2017 Banca: CONSULPLAN Órgão: TRE-RJ Prova: Técnico Judiciário - Área Administrativa)

O estado diante da causa individual

Faço a mim mesmo uma antiquíssima pergunta. Como proceder quando o Estado exige de mim um ato inadmissível e
quando a sociedade espera que eu assuma atitudes que minha consciência rejeita? É clara minha resposta. Sou totalmente
dependente da sociedade em que vivo. Portanto terei de submeter-me a suas prescrições. E nunca sou responsável por atos
que executo sob uma imposição irreprimível. Bela resposta! Observo que este pensamento desmente com violência o sen-
timento inato de justiça. Evidentemente, o constrangimento pode atenuar em parte a responsabilidade. Mas não a suprime
nunca. E por ocasião do processo de Nuremberg, esta moral era sentida sem precisar de provas. Ora, nossas instituições,
nossas leis, costumes, todos os nossos valores se baseiam em sentimentos inatos de justiça. Existem e se manifestam em
todos os homens. Mas as organizações humanas, caso não se apoiem e se equilibrem sobre a responsabilidade das comu-
nidades, são impotentes. Devo despertar e sustentar este sentimento de responsabilidade moral; é um dever em face da
sociedade. Hoje os cientistas e os técnicos estão investidos de uma responsabilidade moral particularmente pesada, porque
o progresso das armas de extermínio maciço está entregue à sua competência. Por isto julgo indispensável a criação de
uma “sociedade para a responsabilidade social na Ciência”. Esclareceria os problemas por discuti-los e o homem aprenderia
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a forjar para si um juízo independente sobre as opções que se lhe apresentarem. Ofereceria também um auxílio àqueles
que têm uma necessidade imperiosa do mesmo. Porque os cientistas, uma vez que seguem a via de sua consciência, estão
arriscados a conhecer cruéis momentos.
(In: EINSTEIN, A. Como vejo o mundo. Trad. H. P. de Andrade. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2011. p. 20-21.)

É correto afirmar, considerando as informações levadas ao texto e a forma como estão articuladas, que o seu autor
acredita que
a) os indivíduos não são responsáveis sobre aquilo que fazem sob imposição.
b) a responsabilidade moral do indivíduo é um compromisso seu consigo mesmo.
c) o indivíduo tem responsabilidade sobre suas atitudes independente de qualquer coisa.
d) uma vez dependente da sociedade, o indivíduo deve se submeter à vontade do estado.

16) (Ano: 2017 Banca: CONSULPLAN Órgão: TRE-RJ Prova: Técnico Judiciário - Área Administrativa) No trecho “[...] o pro-
gresso das armas de extermínio maciço está entregue à sua competência”, o uso do acento grave como indicador de
crase é opcional. Assinale a alternativa em que o uso desse mesmo recurso também é opcional.
a) “Eles assistiram àquela peça várias vezes.”
b) “Os homens chegaram cedo à casa da avó.”
c) “Suas prerrogativas estão relacionadas às dele.”
d) “Caminharam até à casa dos amigos para brincar.”

17) (Ano: 2017 Banca: CONSULPLAN Órgão: TJ-MG Prova: Oficial de Apoio Judicial)
Texto I

“Tinha quatro escravas virgens”. O que fazer com presos assim?

Militantes do Estado Islâmico são levados a julgamento no Iraque,


mas a vitória também traz problemas, como a forma de tratar responsáveis por atrocidades

Mohammed Ahmed tem tanto arrependimento “quanto fios de cabelo” na cabeça. Ele diz que foi doutrinado, induzido
e até drogado para combater o mais nobre dos combates: lutar pelo Estado Islâmico. Seu depoimento, dado a um juiz da
província iraquiana de Nínive, foi reproduzido pelo Telegraph.
Por ser um bom combatente, Ahmed foi recompensado. Ganhou quatro jovens yazidis, a minoria religiosa considerada
pelos fundamentalistas muçulmanos como indigna de qualquer consideração, abaixo até de cristãos e judeus. [...]
Todos os profissionais do ramo sabem que não existem culpados nas cadeias: a esmagadora maioria dos presos, em
qualquer lugar, se diz inocente. Mesmo quando culpados, sempre existe uma desculpa e Ahmed é um caso típico numa
situação extremamente atípica.
Ele foi preso em Mosul, depois dos combates e bombardeios que deixaram a cidade iraquiana com aparência de Hi-
roshima do deserto. Existem milhares de outros como Ahmed. Alguns foram fuzilados no ato da rendição, mas as autorida-
des iraquianas querem demonstrar disciplina e alguma aparência de operacionalidade do estado. [...]
Algumas dessas meninas e mulheres suicidaram-se para escapar à violência sexual. Muitas arranhavam o rosto e o
corpo ou cobriam-se de cinzas, tentando parecer feias e causar rejeição a seus torturadores. Outras foram compradas de
volta por suas famílias. Em casos raros, mulheres de combatentes, compungidas ou enciumadas, soltaram as vítimas da
escravidão.
Poucas conseguiram escapar por seus próprios meios, como Lamiya Haji Bashar, que aparece com o rosto cheio de cica-
trizes. São resultado dos ferimentos provocados por uma mina na qual pisou quando fugia pelo deserto, na quarta tentativa
de escapar. Ficou cega de um olho.
Lamiya e Nadia Murad são algumas das poucas vítimas do terror sexual que se apresentam em público, de rosto aberto,
pois a violência sexual estigmatiza as vítimas e suas famílias. Lamiya contou que era submetida a estupros seguidos e diários,
passada entre incontáveis militantes. Muitas vezes desmaiava.
Apesar das várias derrotas sofridas pelo Estado Islâmico, ainda existe um número considerável de yazidis em seu poder.
Muitas já morreram durante o cativeiro pois é impossível distinguir entre vítimas e algozes durante os combates. A batalha
final, que já se configura apesar do intervalo atual, será em Raqqa.
Quando se cansou das suas escravas, Mohamed Ahmed as vendeu a outros combatentes, pelo equivalente a 200 dóla-
res cada uma. Amontoados em celas na região de Mosul, onde o calor agora no verão chega a 50 graus, existem cerca de 5
000 outros “Ahmeds”. Um número mais ou menos equivalente ao de yazidis escravizadas.
O que fazer com eles?
Por Vilma Gryzinski access_time 2 ago 2017. Disponível em:<http://veja.abril.com.br/blog/mundialista/tinha-quatro-escravas-virgens-o-que-fazer-com-presos-assim/> (adaptado)

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De acordo com as informações e ideias trazidas ao texto está correto o que se afirma em:
a) A eficácia aplicada na doutrinação de combatentes do Estado Islâmico reflete-se nos resultados obtidos por tais
seguidores em suas atitudes insanas e extremistas.
b) Ações estratégicas isoladas realizadas por vítimas do Estado Islâmico têm como objetivo fazer com que subsistam às
diversas atrocidades às quais são expostas e submetidas diariamente.
c) A fuga através do deserto como única alternativa de escape das mulheres vítimas dos combatentes do Estado Islâ-
mico deixa marcas físicas e emocionais, contrastando libertação e opressão.
d) Há uma determinada preocupação quanto à eficácia das ações executadas por autoridades iraquianas tendo em
vista a visibilidade proveniente de tais procedimentos, num acordo com o Estado Islâmico.

18) (Ano: 2017Banca: CONSULPLANÓrgão: TJ-MGProva: Oficial de Apoio Judicial) Tendo em vista o contexto, pode-se
afirmar que o sentido atribuído ao enunciado: “Mohammed Ahmed tem tanto arrependimento “quanto fios de cabelo”
na cabeça.” (1º§)
a) tem por objetivo levar o leitor à compreensão do oposto do que foi declarado, ou seja, se diz o contrário do que se
quer dar a entender.
b) determina a redução da importância do arrependimento de Mohammed Ahmed diante dos atos pelos quais foi
condenado.
c) expressa a representatividade do sentimento de Ahmed em relação a ações de sua autoria declaradas no desenvol-
vimento do texto.
d) demonstra o ponto de vista do enunciador mostrando uma lógica semântica progressiva por meio das palavras
“tanto” e “quanto”.

19) (Ano: 2017Banca: CONSULPLANÓrgão: TJ-MGProva: Oficial de Apoio Judicial) A sequência de vocábulos: “Islâmico,
vitória, até, público” pode ser empregada para demonstrar exemplos de três regras de acentuação gráfica diferentes.
Indique a seguir o grupo de palavras que apresenta palavras cuja acentuação tenha as mesmas justificativas das pala-
vras do grupo anteriormente apresentado (considere a mesma ordem da sequência apresentada).
a) atípica, aparência, é, vítimas
b) típico, província, será, Nínive
c) famílias, público, diários, várias
d) violência, próprios, já, violência

20) (Ano: 2017 Banca: CONSULPLAN Órgão: TJ-MG Prova: Oficial de Apoio Judicial) “Lamiya e Nadia Murad são algumas
das poucas vítimas do terror sexual que se apresentam em público, de rosto aberto, pois a violência sexual estigmatiza
as vítimas e suas famílias. Lamiya contou que era submetida a estupros seguidos e diários, passada entre incontáveis
militantes. Muitas vezes desmaiava.” (7º§) Considere o trecho anteriormente destacado e assinale a alternativa em que
todas as palavras apresentam divisão silábica correta:
a) pas – sa – da, sub – me – ti – da, pou - cas
b) ter – ror, po – is, es - ti – gma – ti – za – va
c) se- gui – dos, di – á – rios, in – con – tá – ve – is
d) ví – ti – mas, fa – mí – li – as, des- ma – i – a - va

21) (Ano: 2017 Banca: CONSULPLAN Órgão: TJ-MG Prova: Oficial de Apoio Judicial) Tendo em vista as diferentes finalida-
des do uso dos sinais de pontuação, está correta a justificativa referente ao trecho destacado em:
a) No quinto parágrafo, a expressão “mulheres de combatentes” aparece entre vírgulas por se tratar de um vocativo.
b) Emprega-se os dois pontos imediatamente após o vocábulo “combates” no primeiro parágrafo para separar elemen-
tos que exercem mesma função sintática em uma enumeração.
c) O ponto utilizado no final do quinto parágrafo após “escravidão”, foi empregado por um fator de ordem entonacio-
nal, indicando a entonação diferenciada com que o enunciado seria pronunciado na fala.
d) As vírgulas que aparecem no primeiro parágrafo separando o trecho “dado a um juiz da província iraquiana de Níni-
ve” foram empregadas por fator de ordem sintática delimitando e organizando as partes do texto.

22) (Ano: 2017 Banca: CONSULPLAN Órgão: TJ-MG Prova: Oficial de Apoio Judicial) De acordo com as relações linguísticas
e emprego de recursos de coesão existentes nos trechos abaixo destacados, assinale a afirmativa correta.
a) Desconsiderando-se necessárias alterações, o segmento “Ganhou quatro jovens yazidis” pode ser substituído por
“Ganhou-lhes”.(2º§)
b) No quinto parágrafo do texto, ocorre remissão por meio da omissão de termos que podem ser facilmente recupera-
dos observando-se as expressões “muitas arranhavam” e “outras foram compradas”. (5º§)
c) Alterando-se a ordem das orações no período “Por ser um bom combatente, Ahmed foi recompensado.”, o termo
“Ahmed” seria, obrigatoriamente, substituído por “ele”; evitando-se repetição desnecessária. (2º§)
d) O emprego do pronome pessoal reto “eles” em “O que fazer com eles?” não condiz com a modalidade formal da
língua, em que complementos verbais diretos são representados por pronomes pessoais oblíquos. (2º§)

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23) (Ano: 2017 Banca: CONSULPLAN Órgão: TJ-MG Prova: Oficial de Apoio Judicial) “[...] Mohamed Ahmed as vendeu a
outros combatentes, [...]” (9º§) Assinale a alternativa que apresenta verbo que exige, no contexto, o mesmo tipo de
complementos que o grifado acima:
a) Floriano desculpou-se do ocorrido a seu superior.
b) O estudo tão procurado, o pesquisador o encontrou.
c) Tendo em vista os últimos acontecimentos, o diretor enviou cartas aos pais e responsáveis.
d) Durante todo o evento não encontramos os responsáveis por tão desagradável inconveniente.

24) (Ano: 2017 Banca: CONSULPLAN Órgão: TJ-MG Prova: Oficial de Apoio Judicial) No 3º parágrafo
a) emprega-se uma assertiva com valor semântico implícito à qual acrescenta-se, a partir do sinal de dois pontos, uma
ampliação que permite a compreensão da real intenção do enunciado anterior.
b) apresenta-se uma justificativa para a situação atípica descrita no desenvolvimento do texto acerca de Mohammed Ah-
med, cuja prisão é apenas mais um número que se soma às estatísticas conhecidas de presídios e cadeias superlotados.
c) cita-se “Ahmed” com o objetivo de apresentar ao leitor o referente acerca do qual o texto será desenvolvido, apesar
de tal exemplo ser um caso atípico dentro de um universo – apresentado anteriormente – de casos típicos.
d) coloca-se em evidência uma generalização real, expondo uma situação que exige ações efetivas que possam trans-
formar o cenário atual e o sistema responsável pelas punições em casos típicos e atípicos sem que haja quaisquer
tipos de privilégios.

25) (Ano: 2017Banca: CONSULPLANÓrgão: TJ-MGProva: Oficial de Apoio Judicial) No último parágrafo do texto apresen-
ta-se a pergunta “O que fazer com eles? ”, promovendo
a) a exposição da perplexidade do emissor.
b) a interrupção de uma dada unidade semântica.
c) uma retificação para que a expressão anterior seja compreendida.
d) a intensificação de um sentido e não a obtenção de uma informação.

26) (Ano: 2017Banca: CONSULPLANÓrgão: TJ-MGProva: Oficial de Apoio Judicial)

Texto II

Mulheres e poder contra o culto da ignorância machista


A representação das mulheres no parlamento brasileiro é uma questão fundamental em nossa cultura política. A des-
proporção é espantosa tendo cerca de 90% dos cargos ocupados por homens e apenas cerca de 10% por mulheres.
Muitas pessoas se perguntam por que há tão poucas mulheres ocupando cargos nos espaços de poder em geral. No
mundo da iniciativa privada os números não são diferentes. Mulheres trabalham demais, são maioria em algumas profis-
sões, mas ocupam pouquíssimos cargos de poder. Como se fosse um direito natural, o poder é reservado aos homens em
todos os níveis enquanto as mulheres sofrem sob estereótipos e idealizações também naturalizados.
O ato de naturalizar corresponde a um procedimento moral e cognitivo que se torna hábito. Por meio dele, passamos a
acreditar que as coisas são como são e não poderiam ser de outro modo. Nem poderiam ser questionadas.
Mesmo assim, há questões básicas relativas ao que chamamos de sociedade patriarcal às quais ninguém pode se fur-
tar. Nessa mesma sociedade em que o poder concerne aos homens, não podemos dizer que às mulheres foi reservada a
violência? Alguém terá coragem de dizer que isso é natural sem ferir princípios morais que sustentam a sociedade como um
todo? Sabemos que a violência contra as mulheres é uma constante cultural. Ela é física e simbólica, psíquica e econômica e
se aproveita da naturalização da suposta fragilidade das mulheres construída por séculos de discursos e práticas misóginas.
Misoginia é o ódio contra as mulheres apenas porque são mulheres. [...]
Na ausência de questionamento, o machismo aparece como culto da ignorância útil na manutenção da dominação que depende
do confinamento das mulheres na esfera da vida doméstica para que se mantenham longe do poder. O machismo se mostra como o que
há de mais arcaico em termos de ética e política. O machismo é uma forma de autoritarismo que volta à cena em nossa época. Enquanto
isso, a violência doméstica simplesmente cresce e as mulheres continuam afastadas do poder. Mas por quanto tempo?
Ao longo da história, a consciência da condição das mulheres entre a violência e o poder teve um de seus momentos
mais importantes na conquista do voto pelas sufragistas. Hoje, o direito à candidatura e à eleição, o direito a ser votada, nos
mostra um outro mundo possível. [...]
Marcia Tiburi, 5 de abril de 2017 Disponível em: <https://revistacult.uol.com.br/home/mulheres-e-poder-contra-o-culto-da-ignorancia-machista> (adaptado)

De acordo com as informações e ideias contidas no primeiro e segundo parágrafos, a autora


a) por meio da narração do tema, apresenta o assunto, indicando a ideia que quer defender; é a chamada tese de adesão.
b) estabelece parâmetros comparativos acerca da ocupação do poder por homens e mulheres, demonstrando a neces-
sidade de que haja equiparação entre eles de direitos e deveres.
c) conclui que é necessário que as mulheres lutem por seus direitos estabelecendo-se em todos os segmentos da so-
ciedade em igualdade com os homens, como convém a um país democrático.
d) apresenta o assunto por meio de fatos baseados na realidade observável com o objetivo de ganhar a concordância
do leitor, além de expressões que norteiam o ponto de vista que será desenvolvido no texto.
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27) (2017Banca: CONSULPLANÓrgão: TJ-MGProva: Oficial de Apoio Judicial) Acerca da estrutura argumentativa utilizada
pela autora no início do texto, assinale a afirmativa que NÃO pode ser considerada correta.
a) O emprego do advérbio “apenas” em “apenas cerca de 10% por mulheres.” demonstra a expectativa da articulista
com relação aos dados apresentados.
b) As expressões utilizadas pela articulista para apresentar o assunto por meio de comparações percentuais, expres-
sam seu desacordo com o resultado da situação em questão.
c) O argumento de autoridade utilizado para iniciar o texto demonstra a especialidade da autora no assunto tratado e
em pesquisas quantitativas realizadas por institutos reconhecidos.
d) Ao utilizar dados estatísticos para iniciar o texto, a articulista emprega um recurso que contribui para conferir-lhe
credibilidade, pois dados estatísticos são argumentos de autoridade.

28) (Ano: 2017 Banca: CONSULPLAN Órgão: TJ-MG Prova: Oficial de Apoio Judicial) Considerando-se o conteúdo textual
e o título atribuído ao texto, indique a seguir uma sugestão de um novo título possível de forma que não haja prejuízo
semântico ao original.
a) “Mulheres e poder contra o culto à ignorância machista”
b) “Mulheres no poder contra o culto da ignorância machista”
c) “Contra o culto da ignorância machista, mulheres para o poder”
d) “A ignorância machista e seu culto ao encontro das mulheres e do poder”

29) (Ano: 2017 Banca: CONSULPLAN Órgão: TJ-MG Prova: Oficial de Apoio Judicial) Estabeleça a associação correta entre
a 1ª coluna e a 2ª considerando o emprego do por que / porque.

(1) “Muitas pessoas se perguntam por que há tão poucas mulheres [...]. ” (2º§)
(2) “Misoginia é o ódio contra as mulheres apenas porque são mulheres. ” (4º§)

( ) Faltei _____________ você estava doente.

( ) Todos sabem _____________ não poderei estar presente.

( ) Não se sabe ____________realizou tal procedimento.

( ) Este ponto de vista é _________não há manifestação de outro pensamento.

A sequência está correta em:


a) 1, 1, 1, 2
b) 1, 2, 1, 2
c) 2, 1, 1, 2
d) 2, 2, 2, 1

30) (Ano: 2017Banca: CONSULPLANÓrgão: TJ-MGProva: Oficial de Apoio Judicial) Depreende-se corretamente do texto:
a) A eficácia dos ideais machistas acha amparo e sustentabilidade não apenas na falta de algum questionamento, mas
na sua ausência; permitindo sua manutenção nos dias atuais.
b) A aplicação da naturalização demonstra também o valor positivo de sua aplicação na sociedade em todos os setores
e tipos de assuntos tendo em vista sua ligação com a moralidade e cognição.
c) No atual modelo de sociedade, é possível identificar o patriarcalismo presente de acordo com os princípios morais
existentes e aplicados estabelecendo uma visível separação entre homens e mulheres em que um segmento não
pode interferir nas decisões e escolhas do outro.
d) Os princípios morais, base da sociedade do século XXI, determinam que a naturalização de questões de ordem polí-
tica e econômica que envolvem diferenças entre homens e mulheres não podem sofrer qualquer tipo de alteração
ou interferência, preservando-se a tradição de uma sociedade bem estruturada.

31) (Ano: 2017 Banca: CONSULPLAN Órgão: TJ-MG Prova: Oficial de Apoio Judicial) A sequência semântica argumentativa
é iniciada no 4º parágrafo por “Mesmo assim” cuja significação no contexto permite afirmar que
a) mantém-se a direção do significado expresso pela informação anterior.
b) tal expressão pode ser substituída por “então”, conector de igual valor.
c) diante da menção de um determinado ponto de vista, há uma contrariedade.
d) por se tratar de um novo parágrafo, não há qualquer tipo de relação com o anterior.

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32) (Ano: 2017Banca: CONSULPLANÓrgão: TJ-MGProva: Oficial de Apoio Judicial) Em “Mesmo assim, há questões básicas
relativas ao que chamamos de sociedade patriarcal às quais ninguém pode se furtar. Nessa mesma sociedade em que
o poder concerne aos homens, não podemos dizer que às mulheres foi reservada a violência? ” (4º§) é possível reco-
nhecer duas ocorrências de crase que
a) se mostram facultativas de acordo com a justificativa para sua aplicação.
b) têm como justificativa para sua aplicação o fato de estarem diante de palavras cuja flexão é indicada pelo plural.
c) poderiam ser eliminadas caso o termo regente, responsável pela exigência da preposição “a” fosse substituído por
outro termo qualquer.
d) apresentam termos regentes que exigem o emprego da preposição “a” associado à presença do artigo “a” em sua
variação no plural.

33) (Ano: 2017Banca: CONSULPLANÓrgão: TJ-MGProva: Oficial de Apoio Judicial) Considere as afirmativas abaixo.
I - Em “Hoje, o direito à candidatura e à eleição, o direito a ser votada, nos mostra um outro mundo possível.” (6º§), o
segmento grifado pode ser corretamente substituído por “mostra a nós”.
II - Em “Mesmo assim, há questões básicas relativas ao que chamamos de sociedade patriarcal às quais ninguém pode
se furtar. ” (4º§) a expressão “ao que” pode ser substituída por “aquilo” preservando-se a correção linguística.
III- Em “Na ausência de questionamento, o machismo aparece como culto da ignorância útil na manutenção da domi-
nação que depende do confinamento das mulheres na esfera da vida doméstica para que se mantenham longe do
poder. ” (5º§) a expressão grifada pode ser substituída pelo termo “dependente” mantendo-se a correção semân-
tica de acordo com o texto original.
Estão corretas:
a) I, II e III.
b) I e II apenas.
c) I e III apenas.
d) II e III apenas.

34) (Ano: 2017 Banca: CONSULPLAN Órgão: TJ-MG Prova: Oficial de Apoio Judicial) No segmento destacado, o verbo
haver é um exemplo de emprego de verbo impessoal: “Muitas pessoas se perguntam por que há tão poucas mulheres
ocupando cargos nos espaços de poder em geral. ” (2º§). Dentre as alternativas a seguir, identifique a frase em que o
mesmo NÃO acontece:
a) De acordo com a História, houve duas guerras mundiais.
b) Tal arrogância advém do fato de que no passado houve de tudo e hoje nada possui.
c) O seu testemunho é de que deixou de fumar há anos, por isso pode incentivar outros ao mesmo.
d) Tenho certeza de que há alguém à porta, disse a jovem extremamente atordoada com a situação.

35) (Ano: 2017 Banca: CONSULPLAN Órgão: TJ-MG Prova: Oficial de Apoio Judicial) Assinale a alternativa em que a rees-
crita do trecho destacado a seguir mantém o sentido original do texto.
“Como se fosse um direito natural, o poder é reservado aos homens em todos os níveis enquanto as mulheres sofrem
sob estereótipos e idealizações também naturalizados. ” (2º§)
a) Ainda que fosse um direito natural, o poder seria reservado aos homens em todos os níveis enquanto as mulheres
sofrem sob estereótipos e idealizações também naturalizados.
b) Como se fosse um direito natural, aos homens é reservado o poder em todos os níveis, deste modo, as mulheres
sofrem sob estereótipos e idealizações também naturalizados.
c) Como se fosse um direito natural, reserva-se o poder aos homens em todos os níveis, ao mesmo tempo que as mu-
lheres sofrem sob estereótipos e idealizações também naturalizados.
d) Sendo um direito de caráter natural, o poder é - a cada dia - reservado aos homens em todos os níveis, à medida em
que as mulheres sofrem sob estereótipos e idealizações também naturalizados.

36) (Ano: 2017 Banca: CONSULPLAN Órgão: TJ-MG Prova: Oficial de Apoio Judicial)
Texto III

BOSTON — Milhares de pessoas participaram de um evento intitulado “Rali da Liberdade de Expressão”, em Boston,
organizado pela extrema-direita dos EUA, neste sábado à tarde, que levantou preocupação de que o evento se tornasse
violento. Ao mesmo tempo, também em Boston, grupos de ativistas realizam um enorme contraprotesto, com dezenas de
cartazes em repúdio a ideias nazistas, de supremacia branca e xenófobas.
A manifestação de extrema-direita terminou pouco depois das 15h, mas muitos dos que protestavam contra ela conti-
nuaram reunidos na cidade. Às 16h, as ruas próximas ao local da marcha começaram a ser liberadas, mas agentes de segu-
rança continuaram patrulhando a região. Mais de 500 policiais foram deslocados para os locais de protestos, com o objetivo
de evitar que a ação da extrema-direita marcada para hoje repita os acontecimentos de Charlottesville, quando dezenas
ficaram feridas e uma mulher morreu.

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O comissionário da polícia de Boston, William Evans, afirmou que 27 pessoas foram detidas. O número de feridos e
propriedades danificadas foi mínimo, segundo o comissário. Houve confronto entre a polícia e os manifestantes que parti-
cipavam do contraprotesto quando os agentes escoltaram a marcha de extremadireita na principal praça da cidade. Evans
estimou em 40 mil o número de manifestantes neste sábado.
A polícia criou uma zona neutra entre as manifestações dos dois grupos e evitou maiores confrontos. Ao menos oito
pessoas, aparentemente do grupo contraprotesto, foram detidas, de acordo com a CNN. O presidente dos Estados Unidos,
Donald Trump, tuitou sobre as marchas deste sábado agradecendo às forças de segurança pelo seu trabalho.
Os membros da extrema-direita conseguiram uma autorização da prefeitura de Boston para realizar o encontro, que
ocorreu apenas uma semana depois da caótica e assustadora manifestação da extrema-direita no campus da Universidade
da Virginia em Charlottesville, que reuniu até mesmo neonazistas, supremacistas brancos e simpatizantes do grupo racista
Ku Klux Klan.
— Houve dúvidas sobre por que concedemos uma autorização para o evento — comentou o prefeito de Boston, Marty
Walsh, na sexta-feira. — Os tribunais tornaram bem claro. Eles têm o direito de se reunir, não importa quão repugnantes
sejam suas opiniões. Mas eles não têm o direito de criar ambientes inseguros. Eles têm direito à liberdade de expressão. Em
troca, eles têm que respeitar nossa cidade.
Os organizadores do evento da extrema-direita em Boston disseram que o encontro deste sábado não é solidário com
os supremacistas brancos, mas a polícia instalou novas câmeras de vigilância na região e colocou restrições ao evento —
como a proibição de mochilas, varas e outras armas em potencial — na esperança de evitar a violência.
— Não queremos que se repita o que aconteceu em Charlottesville — disse o comissário de polícia de Boston, William
Evans, em uma coletiva de imprensa na sexta-feira. — Boston está muito unida. Temos uma cidade que não tolera o ódio e
a intolerância.
Disponível em: < https://oglobo.globo.com/mundo/dois-protestos-contra-a-favor-de-supremacia-branca-tomam-boston-21724865#ixzz4qO9eFJMS > Acesso em 19/08/2017

Acerca da estrutura e características linguísticas que compõem o texto, assinale a alternativa correta:
a) O primeiro parágrafo do texto apresenta o assunto que será tratado, o segundo parágrafo retoma as informações
apresentadas e conclui a ideia defendida anteriormente.
b) A função textual indicada é a de informar o leitor sobre o resultado da pesquisa exposta e desenvolvida por meio da
apresentação do assunto no primeiro parágrafo do texto.
c) A exposição dos fatos ocorre por meio do emprego de uma relação de causa e efeito, os parágrafos se organizam de
forma a apresentar um encadeamento de causa e efeito dos fatos.
d) O texto caracteriza-se por uma linguagem com tendência à objetividade, utilizando como recursos linguísticos o
verbo na terceira pessoa, depoimentos, dados estatísticos entre outros, conferindo-lhe credibilidade.

37) (Ano: 2017Banca: CONSULPLANÓrgão: TJ-MGProva: Oficial de Apoio Judicial) A apresentação de fatos relevantes
acerca da atualidade ocorre de modo que marcas explícitas de um posicionamento subjetivo sejam atenuadas; há,
porém, um exemplo de rompimento com a total imparcialidade no segmento destacado em:
a) “A manifestação de extrema-direita terminou pouco depois das 15h [...]” (2º§)
b) “[...] a polícia instalou novas câmeras de vigilância na região e colocou restrições ao evento [...]” (7º§)
c) “[...] que reuniu até mesmo neonazistas, supremacistas brancos e simpatizantes do grupo racista Ku Klux Klan. ”
(5º§)
d) “Houve confronto entre a polícia e os manifestantes que participavam do contraprotesto quando os agentes escol-
taram a marcha de extrema-direita na principal praça da cidade. ” (3º§)

38) (Ano: 2017Banca: CONSULPLANÓrgão: TJ-MGProva: Oficial de Apoio Judicial) O segmento separado pelos travessões
em: “Os organizadores do evento da extrema-direita em Boston disseram que o encontro deste sábado não é solidário
com os supremacistas brancos, mas a polícia instalou novas câmeras de vigilância na região e colocou restrições ao
evento — como a proibição de mochilas, varas e outras armas em potencial — na esperança de evitar a violência. ”
(7º§) indica
a) o deslocamento do adjunto adverbial, sendo opcional o uso dos travessões nesse caso.
b) aposto especificativo, individualizando o termo a que ser refere, pode ser também demarcado por vírgulas.
c) introdução das observações apresentadas pelos organizadores do evento mencionado, empregando-se o discurso
direto.
d) termo que não pode ser isento do uso do sinal de pontuação para separá-lo do restante da frase, podendo os tra-
vessões serem substituídos por vírgulas.

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39) (Ano: 2017 Banca: CONSULPLAN Órgão: TRF - 2ª REGIÃO Prova: Analista Judiciário - Área Administrativa)

Texto I para responder à questão.

Onde o Direito e a Literatura se encontram

“Porque esse é o meu nome! Porque não posso ter outro em minha vida! Porque estaria mentindo e assinando men-
tiras. Porque não valho a poeira dos pés daqueles que mandou enforcar! Eu já dei a minha alma ao Senhor, deixe-me ficar
com meu nome!”. A citação acima foi retirada da obra As Bruxas de Salém, de Arthur Miller, que também foi tema de filme,
lançado em 1996. O trecho em questão, porém, também foi utilizado como argumentação em uma decisão judicial a favor
da autora que reclamava de atentado à honra.
A argumentação não só mostra como a Literatura ajuda a fundamentar a realidade, mas como o próprio Direito se utili-
za dessa ferramenta para interpretar a sociedade. Essa relação entre Direito e Literatura pode ser analisada de três formas:
o Direito na Literatura; o Direito da Literatura, que trata dos direitos do autor ou de uma obra e de temas relacionados,
como a liberdade de expressão; e, ainda, a utilização de práticas da crítica literária para compreender e avaliar os direitos,
as instituições e procedimentos judiciais, o que seria o Direito como Literatura.
Esta última relação do Direito com a Literatura, como explica Vera Karam, professora da disciplina de Direito e Literatura
da Faculdade de Direito da Universidade Federal do Paraná (UFPR), é o estudo de temas jurídicos – e da própria realidade
em que estão inseridos – com a ajuda das obras literárias. “A Literatura surge como uma metáfora que o direito usa para
tentar articular uma boa solução para aquilo que é chamado a responder”, explica. [...]
“O aplicador do direito é constantemente demandado a dar respostas a conflitos concretos e diversos, e a Literatura
justamente abre um espaço de reflexão e de ação mais crítico, porque é mais sensível às especificidades do humano”, apon-
ta Vera.
“A Literatura amplia os horizontes, já que possibilita ao leitor experimentar, de um modo seguro, situações que ele
provavelmente jamais viveria. A boa literatura estimula a reflexão e desperta o senso crítico”, complementa Lenio Streck,
procurador de Justiça do Rio Grande do Sul e professor de Pós-Graduação em Direito na Unisinos-RS.
Para Vera, além de trazer novas perspectivas aos operadores do Direito, a Literatura antecipa temas relacionados ao
universo jurídico. “A ficção literária tem essa riqueza, essa sutileza, essa sensibilidade que permite que o Direito às vezes
fique até mais bem preparado para o enfrentamento de conflitos que seriam inimagináveis fora da ficção”, diz.
A linguagem, que no Direito encontra suas especificidades e na Literatura é registrada de maneira mais diversa e livre,
também é apontada pelos especialistas como um ponto-chave da interpretação jurídica por meio das obras. “Olhando a
operacionalidade, a realidade não nos toca, as ficções, sim. Com isso, confundimos as ficções da realidade com a realidade
das ficções. Ficamos endurecidos. A Literatura pode ser mais do que isso. Faltam grandes narrativas no Direito, e a Literatura
pode humanizá-lo”, finaliza Streck.
(Katna Baran, especial para a Gazeta do Povo 21/03/2013. Disponível em: http://www.gazetadopovo.com.br/vidapublica/justica-direito/onde -o-direito-e-a-literatura-se-encontramb2yn714yocf2hz

62cladr6p1q>Acesso em janeiro de 2017. Adaptado.)

Considerando as ideias e informações trazidas ao texto, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas para
o que se afirma a seguir:
( ) O caráter metalinguístico do texto configura-se mediante estratégia utilizada no primeiro parágrafo cuja análise
literária antecipa o assunto a ser tratado.
( ) Dentre os elementos que contribuem para a interpretação jurídica através da Literatura, a linguagem se apre-
senta como protagonista no processo de interação entre tais matérias.
( ) A Literatura possui um papel fundamental na sociedade contemporânea, não apenas no que diz respeito à arte
da palavra, mas também como base argumentativa para a aplicação do Direito.
A sequência está correta em
a) F, F, V.
b) F, V, F.
c) F, V, V.
d) V, V, V.

40) (Ano: 2017 Banca: CONSULPLAN Órgão: TRF - 2ª REGIÃO Prova: Analista Judiciário - Área Administrativa) Acerca do
vocábulo “onde” no título “Onde o Direito e a Literatura se encontram”, de acordo com a aplicação e relação estabele-
cida, é correto afirmar que
a) tem função anafórica no discurso como substituto de um circunstante locativo.
b) faculta-se a grafia “donde” tendo em vista o sentido original que lhe é atribuído.
c) emprega-se de modo absoluto como visto no verso “Moro onde não mora ninguém”.
d) tal advérbio interrogativo foi empregado em uma pergunta indireta em referência a lugar.

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41) (Ano: 2017 Banca: CONSULPLAN Órgão: TRF - 2ª REGIÃO Prova: Analista Judiciário - Área Administrativa) Texto I para
responder à questão.

Onde o Direito e a Literatura se encontram


“Porque esse é o meu nome! Porque não posso ter outro em minha vida! Porque estaria mentindo e assinando men-
tiras. Porque não valho a poeira dos pés daqueles que mandou enforcar! Eu já dei a minha alma ao Senhor, deixe-me ficar
com meu nome!”. A citação acima foi retirada da obra As Bruxas de Salém, de Arthur Miller, que também foi tema de filme,
lançado em 1996. O trecho em questão, porém, também foi utilizado como argumentação em uma decisão judicial a favor
da autora que reclamava de atentado à honra.
A argumentação não só mostra como a Literatura ajuda a fundamentar a realidade, mas como o próprio Direito se utili-
za dessa ferramenta para interpretar a sociedade. Essa relação entre Direito e Literatura pode ser analisada de três formas:
o Direito na Literatura; o Direito da Literatura, que trata dos direitos do autor ou de uma obra e de temas relacionados,
como a liberdade de expressão; e, ainda, a utilização de práticas da crítica literária para compreender e avaliar os direitos,
as instituições e procedimentos judiciais, o que seria o Direito como Literatura.
Esta última relação do Direito com a Literatura, como explica Vera Karam, professora da disciplina de Direito e Literatura
da Faculdade de Direito da Universidade Federal do Paraná (UFPR), é o estudo de temas jurídicos – e da própria realidade
em que estão inseridos – com a ajuda das obras literárias. “A Literatura surge como uma metáfora que o direito usa para
tentar articular uma boa solução para aquilo que é chamado a responder”, explica. [...]
“O aplicador do direito é constantemente demandado a dar respostas a conflitos concretos e diversos, e a Literatura justa-
mente abre um espaço de reflexão e de ação mais crítico, porque é mais sensível às especificidades do humano”, aponta Vera.
“A Literatura amplia os horizontes, já que possibilita ao leitor experimentar, de um modo seguro, situações que ele
provavelmente jamais viveria. A boa literatura estimula a reflexão e desperta o senso crítico”, complementa Lenio Streck,
procurador de Justiça do Rio Grande do Sul e professor de Pós-Graduação em Direito na Unisinos-RS.
Para Vera, além de trazer novas perspectivas aos operadores do Direito, a Literatura antecipa temas relacionados ao
universo jurídico. “A ficção literária tem essa riqueza, essa sutileza, essa sensibilidade que permite que o Direito às vezes
fique até mais bem preparado para o enfrentamento de conflitos que seriam inimagináveis fora da ficção”, diz.
A linguagem, que no Direito encontra suas especificidades e na Literatura é registrada de maneira mais diversa e livre,
também é apontada pelos especialistas como um ponto-chave da interpretação jurídica por meio das obras. “Olhando a
operacionalidade, a realidade não nos toca, as ficções, sim. Com isso, confundimos as ficções da realidade com a realidade
das ficções. Ficamos endurecidos. A Literatura pode ser mais do que isso. Faltam grandes narrativas no Direito, e a Literatura
pode humanizá-lo”, finaliza Streck.
(Katna Baran, especial para a Gazeta do Povo 21/03/2013. Disponível em: http://www.gazetadopovo.com.br/vidapublica/justica-direito/onde -o-direito-e-a-literatura-se-encontramb2yn714yo
cf2hz62cladr6p1q>Acesso em janeiro de 2017. Adaptado.)

Em relação ao paralelo estabelecido entre o trecho citado de As Bruxas de Salém e o contexto de atentado à honra
afirma-se, corretamente, que
a) o tratamento metafísico acerca de um tema universal visto no trecho da obra literária citada pode de igual forma ser
visto no objeto da reclamação citado.
b) a estratégia argumentativa utilizada demonstra coerência através do apelo recorrente e progressivo da personagem
tendo em vista o assunto “atentado à honra”.
c) há verdades dadas como absolutas por obras literárias que são aplicáveis a quaisquer tipos de questões levadas a
julgamento, contanto que haja um excelente domínio de tal matéria por parte do aplicador de Direito.
d) o trecho da obra citado foi empregado com o objetivo de ilustrar uma decisão judicial; demonstrando que o conhe-
cimento literário foi, neste caso, essencial para uma decisão favorável considerando o contexto em análise.

42) (Ano: 2017Banca: CONSULPLANÓrgão: TRF - 2ª REGIÃOProva: Analista Judiciário - Área Administrativa) Em “a poeira
dos pés daqueles que mandou enforcar!” (1º§) o termo destacado indica, sintaticamente, a mesma função exercida
pelo termo grifado em:
a) “que também foi tema de filme, lançado em 1996.” (1º§)
b) “o Direito da Literatura, que trata dos direitos do autor ou de uma obra [...]” (2º§)
c) “A Literatura surge como uma metáfora que o Direito usa para tentar articular uma boa solução [...]” (3º§)
d) “decisão judicial a favor da autora que reclamava de atentado à honra.” (1º§)

43) (Ano: 2017 Banca: CONSULPLAN Órgão: TRF - 2ª REGIÃO Prova: Analista Judiciário - Área Administrativa) O verbo
“inserir”, utilizado no trecho “– e da própria realidade em que estão inseridos –” (3º§), aparece na lista de verbos clas-
sificados como “abundantes”, ou seja, que apresentam duas ou três formas de igual valor e função. As orações a seguir
apresentam duas possibilidades admitidas pela norma padrão da língua para o particípio do verbo, com EXCEÇÃO de:
a) O trabalho foi desenvolvido/desenvolto pelo melhor profissional da região nesta área.
b) Disse que já havia limpado/limpo todo o pátio exterior, conforme havia sido orientado.
c) Tendo ganhado/ganho a competição, estabeleceu-se como o novo nome do atletismo regional.
d) O processo foi trazido/trago a tempo para a devida apreciação sem que houvesse qualquer prejuízo.

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44) (Ano: 2017 Banca: CONSULPLAN Órgão: TRF - 2ª REGIÃO Prova: Analista Judiciário - Área Administrativa) De acordo
com o contexto, o sentido do trecho destacado está adequadamente expresso em:
a) “e da própria realidade em que estão inseridos [...]” (3º§) = e do subsistente realismo no qual colocam-se.
b) “se utiliza dessa ferramenta para interpretar a sociedade.” (2º§) = vale-se de tal disjuntivo com o fim de decifrar o
social.
c) “situações que ele provavelmente jamais viveria.” (5º§) = circunstâncias as quais, de modo plausível, jamais viven-
ciaria.
d) “demandado a dar respostas a conflitos concretos e diversos, [...]” (4º§) = subversões múltiplas e reais demandadas
a proferir ponderações.

45) (Ano: 2017Banca: CONSULPLANÓrgão: TRF - 2ª REGIÃOProva: Analista Judiciário - Área Administrativa) No contexto
apresentado, a afirmação da professora Vera Karam “A Literatura surge como uma metáfora que o Direito usa para ten-
tar articular uma boa solução para aquilo que é chamado a responder” (3º§) tem sua correta compreensão explicitada
em:
a) O sentido metafórico é pertinente ao Direito desde que seu fundamento seja de caráter estritamente literário, não
confundindo ficção e realidade.
b) Na articulação das respostas, no que se refere ao Direito, a Literatura atua como uma figura de linguagem, utilizada
para agregar benefícios a tal demanda.
c) As boas soluções apresentadas pelo Direito são metáforas da realidade em análise, de modo que a sensibilidade é
exercitada para atingir os objetivos pretendidos.
d) As metáforas utilizadas nas obras literárias são de fundamental importância na construção do saber jurídico tendo
em vista as ponderações feitas no texto da interdisciplinaridade possível entre as duas matérias.

46) (Ano: 2017Banca: CONSULPLANÓrgão: TRF - 2ª REGIÃOProva: Analista Judiciário - Área Administrativa) Texto para
responder à questão.

* Final do romance “Vidas Secas” que narra a família de Fabiano, mais uma vez, se retirando para algum outro lugar,
em virtude da seca:

Pouco a pouco uma vida nova, ainda confusa, se foi esboçando. Acomodar-se-iam num sítio pequeno, o que parecia
difícil a Fabiano, criado solto no mato. Cultivariam um pedaço de terra. Mudar-se-iam depois para uma cidade, e os meninos
frequentariam escolas, seriam diferentes deles. Sinhá Vitória esquentava-se. Fabiano ria, tinha desejo de esfregar as mãos
agarradas à boca do saco e à coronha da espingarda de pederneira.
Não sentia a espingarda, o saco, as pedras miúdas que lhe entravam nas alpercatas, o cheiro de carniças que empesta-
vam o caminho. As palavras de Sinhá Vitória encantavam-no.
Iriam para diante, alcançariam uma terra desconhecida. Fabiano estava contente e acreditava nessa terra, porque não
sabia como ela era nem onde era. Repetia docilmente as palavras de Sinhá Vitória, as palavras que Sinhá Vitória murmurava
porque tinha confiança nele. E andavam para o sul, metidos naquele sonho. Uma cidade grande, cheia de pessoas fortes.
Os meninos em escolas, aprendendo coisas difíceis e necessárias. Eles dois velhinhos, acabando-se como uns cachorros,
inúteis, acabando-se como Baleia. Que iriam fazer?
Retardaram-se, temerosos. Chegariam a uma terra desconhecida e civilizada, ficariam presos nela. E o sertão continuaria a
mandar gente para lá. O sertão mandaria para a cidade homens fortes, brutos, como Fabiano, Sinhá Vitoria e os dois meninos.
(Vidas Secas, Graciliano Ramos.)

“O romance ‘Vidas Secas’ publicado em 1938 retrata a história de Fabiano, Sinhá Vitória e seus filhos, que, acompa-
nhados da cachorra Baleia, mudam de região de tempos em tempos para fugir da seca. Os problemas sociais, a fome, a
miséria e a desigualdade entre segmentos da sociedade são explorados no romance que mostra a realidade brasileira, como
a injustiça social. Do ponto de vista jurídico, a obra traz uma reflexão sobre a desigualdade de direitos entre os diversos
segmentos da sociedade, além de mostrar como a privação da palavra por parte dos personagens se contrapõe ao excesso
das autoridades e da lei.”
(Katna Baran, especial para a Gazeta do Povo 21/03/2013. Disponível em: http://www.gazetadopovo.com.br/vidapublica/justica-direito/onde -o-direito-e-a-literatura-se-encontram-

-b2yn714yocf2hz62cladr6p1q. Acesso em: janeiro de 2017 – Fragmento.)

Considerando o texto e o comentário anterior, pode-se afirmar que:


a) O comentário apresenta argumentos a fim de validar o posicionamento assumido pelo enunciador que podem ser
também identificados no texto.
b) Os textos apresentam estruturas típicas de uma narrativa, podendo ser identificadas através do emprego de ele-
mentos que lhes são característicos.
c) É possível identificar e comprovar parte do conteúdo da análise da obra “Vidas Secas” feita no comentário através
do fragmento da mesma transcrito no texto.
d) Embora os textos apresentem-se como gêneros textuais equivalentes, sua classificação quanto ao tipo textual é
diversa tendo em vista a função da linguagem identificada em cada um deles.

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47) (Ano: 2017Banca: CONSULPLANÓrgão: TRF - 2ª REGIÃOProva: Analista Judiciário - Área Administrativa) Em “Eles dois
velhinhos, acabando-se como uns cachorros, inúteis, acabando-se como Baleia.” (3°§) a construção apresentada é feita
empregando-se, como recurso linguístico,
a) a evidência de oposição estabelecida através de uma relação comparativa entre elementos distintos.
b) uma palavra em sentido figurado, baseando-se em uma comparação subentendida entre dois termos.
c) o exagero do sentido com o objetivo de conferir ênfase à informação apresentada, constituindo uma variação de
metáfora.
d) uma relação de semelhança entre dois termos atribuindo características de um a outro por meio de um elemento
comparativo explícito.

48) (Ano: 2017Banca: CONSULPLANÓrgão: TRF - 2ª REGIÃOProva: Analista Judiciário - Área Administrativa) A mesma
obrigatoriedade para o emprego do sinal de crase em “Fabiano ria, tinha desejo de esfregar as mãos agarradas à boca
do saco [...]” (1º) pode ser vista no exemplo:
a) Tranquilize-se, aspiro àquela vaga específica, e não à sua.
b) Dirigiu-se à minha casa, onde ficaria hospedado por alguns dias.
c) Diante de tal demanda, o funcionário colocou-se à sua disposição.
d) Convocaria à qualquer pessoa que atendesse aos requisitos descritos.

49) (Ano: 2017Banca: CONSULPLANÓrgão: TRF - 2ª REGIÃOProva: Analista Judiciário - Área Administrativa) Consideran-
do os aspectos semânticos das orações coordenadas, a conjunção empregada em “Fabiano estava contente e acredita-
va nessa terra” (3º§) possibilita a expressão, no contexto apresentado, de
a) ligação de orações que representam fatos coexistentes.
b) realce às alternativas do enunciado propiciando equivalência entre elas.
c) fatos sequenciados de forma cronológica numa relação de causa e efeito.
d) produção de efeito adicional diante da expressão de desejo da primeira oração.

50) (Ano: 2017Banca: CONSULPLANÓrgão: TRF - 2ª REGIÃOProva: Analista Judiciário - Área Administrativa) A produção
da obra acima, Os Retirantes (1944), foi realizada seis anos depois da publicação do romance Vidas Secas. Nessa obra,
ao abordar a miséria e a seca claramente vistas através da representação de uma família de retirantes, Cândido Porti-
nari
a) apresenta uma temática, assim como a descrição dos personagens e do ambiente, de forma sutil e dinâmica.
b) permite visualizar a degradação da figura humana e o retrato da figura da morte afugentada pelos personagens.
c) apresenta elementos físicos presentes no cotidiano dos retirantes vítimas da seca e aspectos relacionados à desi-
gualdade social.
d) utiliza a linguagem não verbal com o objetivo de construir uma imagem cuja ênfase mística se opõe aos fatos da
realidade observável.

Todas as questões presentes nesse material foram coletadas no site QUESTÕES DE CONCURSOS. Os gabaritos
encontrados logo abaixo são os que constam no site, sendo assim, NÃO NOS RESPONSABILIZAMOS POR GABA-
RITOS QUE PORVENTURA ESTEJAM ERRADOS OU POR QUESTÃO QUE DEVERIAM SER ANULADAS.

01) D 02) C 03) D 04) A 05) C 06) C 07) A 08) B 09) A 10) B
11) B 12) D 13) C 14) A 15) C 16) D 17) A 18) C 19) B 20) A
21) D 22) B 23) C 24) A 25) D 26) D 27) C 28) A 29) C 30) A
31) C 32) D 33) C 34) B 35) C 36) D 37) C 38) D 39) B 40) C
41) B 42) C 43) D 44) C 45) B 46) C 47) D 48) A 49) A 50) C

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