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Capítulo 18 ..............108
Módulo 73 ............ 115
Módulo 74 ............ 119

AT
Módulo 75 ............123
222
M Módulo 76 ............127

a
Capítulo 19 ..............130

sic Módulo 77 ............138


Módulo 78 ............142


Q
O
BI
O
LP
IS
H
FI GEO
L

S
C
SO


S
RE
1. Condutores esféricos carregados 110
2. Distribuição de cargas
entre dois condutores 111
3. Capacitância 112
4. Organizador gráfico 114
Módulo 73 – Campo e potencial
elétricos de uma esfera condutora
carregada em equilíbrio eletrostático 115
Módulo 74 – Distribuição
de cargas entre dois condutores 119
Módulo 75 – Capacitância de
um condutor isolado — Capacitores 123
Módulo 76 – Energia armazenada
em um capacitor 127

• Calcular o valor da capacitância de


capacitores de placas planas paralelas.
• Compreender as formas de
armazenamento de energia elétrica e as
características físicas dos dispositivos
utilizados para esse fim.
• Relacionar os conceitos elétricos e
a unidade de capacitância, aplicando-os
a fenômenos elétricos.
• Compreender, por meio do conceito
de potencial elétrico, a distribuição de
cargas entre condutores em função de
sua geometria.
• Reconhecer e aplicar o conceito de
potencial elétrico de uma esfera
condutora carregada em equilíbrio
eletrostático.

BOMBAERT / ISTOCK
Condutores esféricos
eletrizados 18
109

O acúmulo de cargas elétricas em corpos condutores é de grande


serventia para os circuitos elétricos. Os capacitores, de maneira particular,
estão presentes nos mais diversos aparelhos elétricos de nosso cotidiano.
Neste capítulo, continuaremos o estudo dos corpos condutores carregados e
iniciaremos o estudo de sua aplicação em circuitos elétricos.
1. Condutores esféricos carregados O campo elétrico é dado por:
18

No capítulo anterior, estudamos como se comportam os


corpos condutores quando apresentam excesso de cargas k⋅ Q
221

elétricas. Nesta seção, estudaremos de maneira mais aprofun- Eexterno =


d2
dada os corpos condutores de formato esférico, carregados.
Considere uma esfera condutora eletrizada e em equilí-
brio eletrostático, conforme a figura. Nas duas equações, “d” representa a distância do ponto
ao centro da esfera medida em metros.
A análise precedente pode ser apresentada na forma grá-
+ + – –
fica como a seguir:
Física

+ + – –
+ + – – d
+ + – –
Q>0

X Eext.
C
Duas esferas condutoras carregadas

Qualquer que seja o sinal da carga em excesso na esfera,


Ciências da Natureza e suas Tecnologias

R
ela fica acumulada em sua superfície externa. O campo elé-
trico gerado pela esfera é radial e, portanto, perpendicular à
sua superfície.
E
Para facilitar o estudo, dividiremos a análise por regiões,
começando pela região interna à esfera. Epróx.

A. Campo elétrico e potencial


elétrico dentro da esfera Epróx.
Como estudamos no capítulo anterior, o campo elétrico Esup. =
2
no interior de um condutor em equilíbrio eletrostático é sem-
pre nulo e, assim, o potencial elétrico é constante. O potencial Eext.
elétrico no interior da esfera é igual ao da superfície do corpo. d
E int.
0 R d
k ⋅Q
Einterno = 0 Vinterno = Gráfico do campo elétrico
R
110

Como podemos notar, o módulo do campo elétrico na


Onde R representa o raio da esfera, medido em metros. superfície é metade do módulo do campo elétrico em pontos
infinitesimalmente próximos da superfície.
B. Campo elétrico e potencial
elétrico na superfície da esfera d
Todos os pontos na superfície da esfera condutora pos-
Q>0
suem o mesmo potencial, pois ele está em equilíbrio eletros-
X
tático. C
O potencial na superfície é dado por: Vsup. Vext.

k ⋅Q R
Vsuperfície =
R
O campo elétrico na superfície da esfera condutora é
dado por: V

Vsup. = Vint.
k⋅ Q
Esuperfície =
2⋅R2

C. Campo elétrico e potencial elétrico


para pontos externos à esfera Vext.
d
k ⋅Q 0 R d
O potencial elétrico é dado por: Vexterno =
d
EMI-16-130

Gráfico do potencial elétrico


APRENDER SEMPRE 21 Ou seja, o processo de eletrização somente terá fim quan-

18
do os dois corpos atingirem o equilíbrio eletrostático.
01. Fuvest-SP
k ⋅QA k ⋅QB

221
Uma esfera condutora de eletricidade, de raio 30 cm, =
está eletrizada com carga elétrica de 8,0 μC, em equilíbrio RA RB
eletrostático e colocada no vácuo, cuja constante eletrostá-
tica vale 9,0 · 109 N · m2/C2. Calcule: QA QB
a. o potencial elétrico e o campo elétrico num ponto a =
RA RB
10 cm do centro dessa esfera.
b. o potencial elétrico e o campo elétrico de um ponto

Física
a 40 cm do centro da esfera. Assim, pode-se concluir que, quanto maior o raio da esfera,
mais carga haverá em sua superfície.
Resolução

a.
d = 10 ccm
R = 30 ccm }
d<R

E = 0 (interior da esfera)
O que ocorre com as cargas elétricas, caso o processo

Ciências da Natureza e suas Tecnologias


k ⋅Q 9,0⋅109 ⋅⋅8
8,0⋅10−6
V= = de eletrização seja realizado entre dois corpos com forma-
R 0,330
tos diferentes?
V = 2,4 · 105 V Como as cargas elétricas em excesso se distribuem
b. d > R pela superfície externa do condutor, ocorre uma repulsão
eletrostática entre as mesmas. Assim, para que o corpo
k ⋅ Q 9,0⋅109 ⋅8
⋅8,0⋅10−6
E= = condutor possa acumular mais carga elétrica em sua su-
d 2
(0,4
40)2
perfície, as cargas elétricas devem se distribuir pela sua
E = 4,5 · 105 N/C superfície externa.
No caso de corpos não esféricos, esta repulsão é in-
k ⋅Q 9,0⋅109 ⋅⋅8
8,0⋅10−6
V= = tensificada em razão do aumento da densidade superfi-
d 0,4 40
cial de cargas elétricas com a diminuição da área. Portan-
V = 1,8 · 105 V to, se dois corpos de mesmo tamanho (mesmo volume)
forem colocados em contato elétrico, para que se realize
o processo de eletrização, aquele que possuir o formato
2. Distribuição de cargas mais próximo do esférico acumulará mais carga elétrica
em sua superfície.
entre dois condutores

111
Anteriormente, estudamos como se dá a eletrização por
contato entre dois corpos condutores. No entanto, o estudo
analítico da situação abordada foi limitado a corpos esféricos
APRENDER SEMPRE 22
idênticos. Nesta seção, estudaremos a eletrização por conta-
to entre corpos esféricos de tamanhos diferentes.
Considere uma esfera A condutora de Raio RA eletrizada 01.
com carga Q e outra esfera B, também condutora, e inicial- Duas esferas condutoras de eletricidade encontram-
mente neutra, de raio RB. -se em equilíbrio eletrostático. A esfera A de raio 2 · R está
– – eletrizada com carga elétrica de 5,0 μC e a esfera B de raio
– – R está eletrizada com carga elétrica de 4,0 μC. Faz-se o con-
A B
– – tato entre essas esferas. Calcule a carga elétrica de cada
– – esfera depois de estabelecido o equilíbrio eletrostático.
Duas esferas condutoras A e B
Resolução
Em razão da diferença entre os potenciais elétricos na k ⋅Q’ A k ⋅Q’B
V ’ A = V ’B ⇒ =
superfície dos corpos, há uma tendência natural de desloca- 2R R
mento dos elétrons para o corpo B (de maior potencial elétri- Q’A = 2·Q’B
co). Conforme se pode notar na figura anterior, ao estabelecer Qantes = Qapós
o contato elétrico entre as esferas, uma parte dos elétrons em QA + QB = Q’A + Q’B
excesso na esfera A é cedida à esfera B. 5 · 10–6 + 4 · 10–6 = 2Q’B + Q’B ⇒ 9 · 10–6 = 3Q’B
Para que o movimento de cargas tenha fim, não pode ha- Q’B = 3,0 μC
ver diferença de potencial (ddp) entre os dois corpos. Assim, Q’A = 2 · Q’B ⇒ Q’A = 6,0 μC
ao final do processo de eletrização, pode-se escrever:
EMI-16-130

VA = VB
3. Capacitância Analisando a equação anterior, pode-se notar que a
18

A capacidade de um corpo condutor acumular carga elé- capacitância de um condutor é uma característica do cor-
trica em sua superfície é denominada capacitância ou capaci- po, dependendo apenas de seu raio e do meio em que ele
221

dade eletrostática. Por definição, a capacitância de um condu- está inserido.


tor depende da quantidade de carga elétrica e do respectivo
potencial elétrico em sua superfície. A.2. Capacitor de placas paralelas
Matematicamente, a capacitância é definida como a ra- A capacitância de um capacitor de placas paralelas é
zão ente a quantidade de carga elétrica e o potencial elétrico dada pela equação:
na superfície do corpo:
A
Física

C = ε⋅
Q d
C=
V
Em que e é uma constante que representa a per-
A unidade de capacitância, no sistema internacional, é missividade elétrica do material isolante existente entre as
C/V (coulomb/volt), denominada farad (F). placas do capacitor, A é a área de cada uma de suas placas e
d, a distância entre elas. Veja a figura a seguir.
A. Capacitores
Ciências da Natureza e suas Tecnologias

Existem elementos em circuitos elétricos cujo objetivo é


acumular cargas elétricas. Esses elementos são chamados
de capacitores ou também de condensadores. A Dielétrico
GETHIN LANE / ISTOCK

d
Representação de um capacitor plano

As unidades no SI das grandezas apresentadas são:


[C] = F (Farad)
[A] = m2
112

[d] = m
Alguns tipos de capacitores presentes no mercado [e] = F/m

A capacitância de um capacitor pode ser escrita da ma-


neira como vimos anteriormente e também pode ser calcula-
da a partir de dados da geometria do condutor. No vácuo e0 = 8,85 · 10–12 F/m
Do ponto de vista analítico, os formatos mais simples Em outros meios se estabelece uma permissividade
para estudo são os capacitores esféricos e de placas planas elétrica relativa:
e paralelas.
ε
A.1. Capacitores esféricos εr =
ε0
Conforme estudos anteriores, o potencial elétrico na su-
perfície de uma esfera condutora pode ser escrito: Em que e representa a permissividade absoluta do meio.
A tabela fornece a permissividade relativa de alguns meios.
k ⋅Q
V=
R Meios er
Vácuo 1,0
Portanto, a capacitância de um condutor esférico é
definida: Ar 1,0006
Parafina 2,2
Q
C= Papel 2,5
k ⋅Q
Porcelana 6,0
R
Álcool etílico 25

R Água destilada 80
EMI-16-130

C=
k
Quando o capacitor está carregado, o campo elétrico en- V

18
tre suas placas é considerado uniforme.
V

221
+ + + + + + + +

 Ep
E d Q
0 Q
Gráfico do potencial V em função da carga Q armazenada em um capacitor.
– – – – – – – –
Capacitor plano e o campo elétrico uniforme em seu interior A energia potencial elétrica de um capacitor é numerica-

Física
mente igual à área sob a curva. Portanto,
Esse campo elétrico tem intensidade constante, logo a
ddp U entre as placas é proporcional à distância d entre elas. Q⋅ V
Ep =
2
U
E= ou U=E·d Também podemos escrever a equação da energia poten-
d
cial eletrostática, substituindo a equação da carga.

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Q⋅ V
Ep = Q=C·V
APRENDER SEMPRE 23 2

01. C⋅ V2
Assim, Ep = ou ainda podemos isolar o potencial
2
Uma esfera de raio 18 cm encontra-se eletrizada com
carga elétrica de 5,0 μC, em equilíbrio eletrostático e no vá-
Q
cuo, cuja constante eletrostática vale 9,0 · 109 N · m2/C2. na mesma fórmula: V =
C
Calcule a capacitância eletrostática dessa esfera e o poten-
cial elétrico em sua superfície.
Q2
Portanto, Ep =
2⋅C
Resolução
Para capacitores de placas paralelas usaremos as mes-
R 18⋅10−2
C= = mas equações, substituindo o potencial (V) pela diferença de
k 9⋅109 potencial (U) entre as placas.
C = 2,0⋅10−11 F
k ⋅Q 9⋅109 ⋅5⋅10−6 Q Q⋅U
V= = ⇒ V = 2,5⋅
5⋅105 V C= Ep =

113
R 0,1
18 U 2

02.
C ⋅U2
Um capacitor plano de capacidade C = 17,7 · 10–12 F Ep =
2
apresenta, em cada uma de suas placas, área de 200 cm2 e
o meio entre as placas é o ar (ear = 8,85 · 10–12 F/m). Calcule
a distância entre as placas desse capacitor.

Resolução Acesse o simulador e use as abas


A = 200 cm2 = 200 · 10–4 m2 introdução e dielétrico:
<https://phet.colorado.edu/pt_BR/
ε ⋅A ε ⋅A simulation/capacitor-lab>.
C= ⇒d=
d C
8,85 ⋅ 10−12 ⋅⋅200
85 200 ⋅ 10−4

d=
17,7 ⋅ 10−12 APRENDER SEMPRE 24
d = 1 · 10–2 m = 1 cm
01.
Um capacitor de capacitância eletrostática 12 μF está
B. Energia armazenada em um capacitor carregado com carga elétrica de módulo 24 μC. Calcule a
De acordo com o que já estudamos, quando cargas elé- energia potencial elétrica armazenada nas suas placas.
tricas são colocadas na região de campo elétrico de outras
cargas pontuais, o sistema adquire energia potencial eletros- Resolução
tática. Assim, quando um capacitor é carregado, ele adquire
energia potencial elétrica. Q2 (24 ⋅10−6 ) ⇒ E = 2,4 · 10–5 J
−6 2
Ep = = p
EMI-16-130

Para determinar a energia armazenada em um capacitor, 2⋅C 2⋅12⋅10−6


analisemos o gráfico V x Q da equação V = Q/C.
4. Organizador gráfico
18

A. Condutor carrregado
221
GETHIN LANE / ISTOCK

+ + – –
+ + – –
+ + – –
+ + – –
Física

Condutor
tor carr
carregado

– –
Ciências da Natureza e suas Tecnologias

– –
A B
– –
– –

Equilíbrio
Potencial elétrico
eletrostático
Campo elétrico Capacitores

Região interna:
k ⋅Q Capacitância:
V=  Região interna:
R
E=0 Q
C=  
V
Superfície:
k ⋅Q Superfície:
V=  Energia armazenada Equilíbrio eletrostático
R k ⋅|Q| no capacitor:
E = VA = VB
2 · R2 Q⋅ V e
Região externa: Ep =  
2 QA QB
k ⋅Q Região externa: =
V=  RA RB
d k ⋅|Q|
E = 2
114

EMI-16-130

Apenas
Tema Tópico Subtópico Subtópico destaque texto Características
Módulo 73

18
Campo e potencial elétricos de uma esfera condutora

221
carregada em equilíbrio eletrostático
Exercícios de Aplicação
01. 02.

Física
O potencial elétrico de uma esfera condutora eletrizada po- Em um ponto situado a 3,0 m do centro de um condutor
sitivamente, que se encontra no vácuo (k0 = 9 · 109 N · m2/C2), esférico de raio 50 cm, eletrizado negativamente, o vetor
de raio a = 10 cm, varia com a distância, segundo o gráfico mos- campo elétrico possui intensidade E = 4 · 103 N/C. Considere
trado na figura. Determine: k = 9 · 109 N · m2/C2. Determine:
a. o valor da carga elétrica do condutor;
V (V)
b. o potencial elétrico do condutor.
Resolução

Ciências da Natureza e suas Tecnologias


b a. O valor da carga elétrica do condutor é obtido utilizan-
60 do-se a equação que nos fornece a intensidade do ve-
tor campo elétrico em um ponto externo ao condutor:
Q Q
E = k · 2 ⇒ 4 · 103 = 9 · 109 · 2
0 a 15 d(cm) d (3)
|Q| = 4 · 10–6 C
a. o valor da carga elétrica da esfera;
b. o valor de b, sabendo-se que ele representa o poten- Como o condutor está eletrizado negativamente, temos:
cial elétrico na superfície da esfera. Q = –4 · 10–6 C = –4 µC
b. O potencial elétrico do condutor é o potencial de sua
Resolução superfície e de seus pontos internos. Assim, temos:
a. De acordo com o gráfico, o potencial elétrico a 15 cm
(−4 ⋅10−6 )
do centro da esfera é 60 V. Assim, temos: V = k · Q ⇒ V = 9 · 109 ·
R 0,50
Q Q
V = k0 · ⇒ 60 = 9 · 109 · V = – 7,2 · 104 V
d 0,15
Q = 1 · 10–9 C

115
b. Na superfície da esfera, o potencial elétrico vale: 03.
1 ⋅ 10−9
V = k0 · Q ⇒ V = 9 · 109 · A figura representa o gráfico do potencial elétrico de uma
R 0,10 esfera carregada positivamente. Considere k = 9 · 109 N · m2/C2.
V = 90 V V (volt)

9 · 104

0 0,2 d(m)
O raio da esfera é:
a. 5 cm d. 30 cm
b. 10 cm e. 40 cm
c. 20 cm
Resolução
O potencial elétrico na superfície é constante e igual ao
potencial dentro da esfera. Assim, do gráfico R = 0,2 m.
Alternativa correta: C
Habilidade
Reconhecer e aplicar o conceito de potencial elétrico de
uma esfera condutora carregada em equilíbrio eletrostático.
EMI-16-130
Exercícios Extras
18

04. 05. PUC-RS


221

A figura representa o gráfico do potencial elétrico de uma Uma esfera condutora, oca, encontra-se eletricamente
esfera carregada positivamente. carregada e isolada. Para um ponto de sua superfície, os mó-
Considere k = 9 · 109 N · m2/C2. dulos do campo elétrico e do potencial elétrico são 900 N/C e
90 V. Portanto, considerando um ponto no interior da esfera,
V (volt) na parte oca, é correto afirmar que os módulos para o campo
elétrico e para o potencial elétrico são, respectivamente:
9 · 104 a. zero N/C e 90 V
Física

b. zero N/C e zero V


c. 900 N/C e 90 V
d. 900 N/C e 9,0 V
e. 900 N/C e zero V
0 0,2 d(m)

Determine o valor da carga elétrica na superfície da esfera.


a. 2 · 10–4 C d. 1 · 10–5 C
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b. 2 ·10–5 C e. 1 · 10–6 C
c. 2 · 10–6 C

Seu espaço
Sobre o módulo
Neste módulo, o ponto central para a compreensão do aluno é o conceito de equilíbrio eletrostático. Assim, a apresentação
clara e objetiva desse conceito é importante para o estudo dos demais conceitos e características dos corpos condutores esfé-
ricos carregados.
116

EMI-16-130
Exercícios Propostos

18
Da teoria, leia os tópicos 1, 1.A, 1.B e 1.C. Com base em seus conhecimentos a respeito de eletros-

221
Exercícios de tarefa reforço aprofundamento tática, analise as afirmações que seguem:
I. O gráfico X versus d apresenta a relação entre o campo
elétrico com a distância a partir do centro do condutor
06. esférico.
Uma esfera condutora possui raio de 10 cm e está carre- II. O gráfico Y versus d apresenta a relação entre o po-
gada com um excesso de carga de 10 C. Sabendo que o meio tencial elétrico com a distância a partir do centro do
envolvente é o vácuo, determine o valor do campo elétrico no condutor esférico.

Física
interior da esfera. III. A esfera condutora é obrigatoriamente maciça.

07. UPF-RS IV. A relação entre o campo elétrico e a distância é E ∝ 1


d
Durante uma experiência didática sobre eletrostática, um
professor de Física eletriza uma esfera metálica oca suspensa que é a mesma entre o potencial elétrico e a distân-
por um fio isolante. Na sequência, faz as seguintes afirmações:
I. A carga elétrica transferida para a esfera se distribui cia, V ∝ 1 .
d
na superfície externa desta.

Ciências da Natureza e suas Tecnologias


II. O campo elétrico no interior da esfera é nulo. Assinale a alternativa correta.
III. O campo elétrico na parte exterior da esfera tem dire- a. Apenas as afirmações III e IV são verdadeiras.
ção perpendicular à superfície desta. b. Apenas as afirmações II e III são verdadeiras.
IV. A superfície da esfera, na situação descrita, apresenta c. Apenas as afirmações I e II são verdadeiras.
o mesmo potencial elétrico em todos os pontos. d. Apenas as afirmações I e IV são verdadeiras.
V. A carga elétrica acumulada na esfera é positiva, pois e. Todas as afirmações são verdadeiras.
lhe foram transferidas cargas positivas.
Está correto o que se afirma em:
a. I, apenas. d. I, II, III e IV, apenas. Texto para as questões 10 e 11.
b. I e II, apenas. e. I, II, III, IV e V. Uma partícula com carga positiva q = 4,0 · 10−6 C é manti-
c. I, II e III, apenas. da em repouso diante de uma esfera maciça condutora isola-
da de raio 0,10 m e carga total nula. A partícula encontra-se a
08. uma distância de 0,20 m do centro da esfera, conforme ilustra
Tem-se uma esfera condutora de raio R, carregada com a figura a seguir. A esfera e as cargas que foram induzidas em
uma carga Q. sua superfície também se encontram em repouso, isto é, há
equilíbrio eletrostático.

117
R
2 R 2R

0,10 m 0,10 m

Determine o potencial elétrico em um ponto situado: q = 4,0 · 10–6 C


a. a uma distância 2 · R do seu centro;
b. a uma distância R do seu centro;
c. a uma distância R do seu centro.
2 10. UFRJ
Sabendo que a constante de proporcionalidade na lei de
09. IFSC Coulomb é k = 9,0 · 109 N · m2/C2, determine o módulo e in-
Os gráficos a seguir apresentam a relação entre duas dique a direção e o sentido do campo elétrico no centro da
grandezas físicas com a distância. As duas grandezas físicas esfera condutora devido à partícula de carga q.
em questão estão relacionadas a uma esfera condutora, de
raio R, carregada positivamente. 11. UFRJ
Sabendo que a constante de proporcionalidade na lei de
X Y Coulomb é k = 9,0 · 109 N · m2/C2, determine o módulo e indi-
que a direção e o sentido do campo elétrico no centro da es-
fera condutora devido às cargas induzidas em sua superfície.

12. UFPE
O gráfico mostra o potencial elétrico em função da distân-
cia ao centro de uma esfera condutora carregada de 1,0 cm
de raio, no vácuo.
EMI-16-130

R d R d
V (V) produzir movimento de cargas num condutor, enquanto num
18

isolante o campo necessário deve ser muito mais intenso.


186
Dado: constante do meio k = 9,0 · 109 N · m2/C2
221

Considerando essas informações, responda:


a. Sabe-se que a rigidez dielétrica do ar numa certa re-
gião vale 3,0 · 106 N/C. Qual é a carga máxima que
pode ser armazenada por um condutor esférico com
0 d(cm) raio de 30 cm colocado nessa região?
1,0 2,0 3,0
b. Supondo que o potencial elétrico a uma distância mui-
Calcule o potencial elétrico a 3,0 cm do centro da esfera, to grande do condutor seja nulo, quanto vale o poten-
Física

em volts. cial elétrico produzido por esse condutor esférico na


a. 186 V d. 31 V sua superfície quando ele tem a carga máxima deter-
b. 93 V e. 0 V minada no item anterior?
c. 62 V
15. UFPE
13. Pode-se carregar um condutor no ar até que o campo elé-
Uma esfera metálica encontra-se eletrizada negativa- trico na superfície atinja 3,0 · 106 V/m. Valores mais altos do
mente, isolada de outras cargas elétricas e em equilíbrio ele- campo ionizam o ar na sua vizinhança, liberando o excesso
Ciências da Natureza e suas Tecnologias

trostático. Quanto à sua carga elétrica: de carga do condutor. Qual a carga máxima, em μC (10–6 C),
a. acumula-se no seu centro. que uma esfera de raio a = 0,3 m pode manter?
b. distribui-se uniformemente por todo o seu volume. Dado: k = 9,0 · 109 N · m2/C2
c. distribui-se por todo o volume e com densidade au-
mentando com a distância ao seu centro. 16. ITA-SP
d. distribui-se por todo o volume e com densidade dimi- Uma carga q distribui-se uniformemente na superfície de
nuindo com a distância ao seu centro. uma esfera condutora, isolada, de raio R. Assinale a opção que
e. distribui-se uniformemente por sua superfície. apresenta a magnitude do campo elétrico e o potencial elétrico
num ponto situado a uma distância r = R/3 do centro da esfera.
14. UFPR
O processo de eletrização por atrito, ou triboeletrização, é Dado: e0 = 1
responsável, em parte, pelo acúmulo de cargas nas nuvens e, 4π⋅k
nesse caso, a manifestação mais clara desse acúmulo de car- a. E = 0 V/m e U = 0 V
gas é a existência de raios, que são descargas elétricas extre-
1 q
mamente perigosas. Entretanto, como o ar atmosférico é um b. E = 0 V/m e U = ⋅
4 π ⋅ ε0 R
material isolante, os raios não ocorrem a todo momento. Para
118

que ocorram, o valor do campo elétrico produzido no ar por


1 3⋅q
um objeto carregado deve ter uma intensidade maior do que c. E = 0 V/m e U = ⋅
4 π ⋅ ε0 R
um certo valor crítico chamado rigidez dielétrica. É importan-
te notar que não apenas o ar, mas todos os materiais, sejam
1 q⋅R
isolantes ou condutores, possuem rigidez dielétrica. Nos con- d. E = 0 V/m e U = ⋅
4 π ⋅ ε0 R2
dutores, em geral, essa grandeza tem valores muito menores
que nos isolantes, e essa é uma característica que os diferen-
1 r ⋅q e U = 0 V
cia. Assim, com um campo elétrico pouco intenso é possível e. E = ⋅
4 π ⋅ ε0 R3
EMI-16-130
Módulo 74

18
Distribuição de cargas entre dois condutores

221
Exercícios de Aplicação
01. 03. UECE
Duas cargas, QA = Q e QB = 2 · Q, estão, respectivamente, Considere duas esferas metálicas, X e Y, sobre suportes

Física
em duas esferas, A e B. As esferas são idênticas e foram colo- isolantes e carregadas positivamente.
cadas em contato. Após o equilíbrio eletrostático, as esferas
A e B adquirem potenciais VA e VB e cargas elétricas Q’A e Q’B,
respectivamente. Tem-se:
a. VA > VB e Q’A > Q’B X Y
b. VA < VB e Q’A < Q’B
c. VA < VB e Q’A = Q’B = 3 · Q
d. VA = VB e Q’A > Q’B

Ciências da Natureza e suas Tecnologias


e. VA = VB e Q’A = Q’B = 1,5 · Q
Resolução
A carga de X é 2Q e a de Y é Q. O raio da esfera Y é o dobro
No equilíbrio eletrostático: VA = VB do raio da esfera X. As esferas são postas em contato por meio
Como as esferas são idênticas: Q’A = Q’B de um fio condutor, de capacidade elétrica irrelevante, até ser
Alternativa correta: E estabelecido o equilíbrio eletrostático. Nessa situação, as es-
feras X e Y terão cargas elétricas respectivamente iguais a:
a. Q e 2Q
b. 2Q e Q
c. 3Q/2 e 3Q/2
d. Q/2 e Q

02. UEM-PR Resolução


Uma esfera condutora de raio R1 = 30 cm, eletrizada po- Qx + Qy = 3·Q
sitivamente com uma carga Q1 = 20 mC, é ligada a uma outra Qx Qy
=
esfera de raio R2 = 10 cm, também condutora, mas descarre- R 2⋅R

119
gada. Qual o valor final da carga Q1 (em mC) depois que o equi- Assim:
líbrio é estabelecido? Qx = Q e Qy = 2·Q
Resolução Alternativa correta: A
Q1 + Q2 = 20 mC Habilidade
Q2 = 20 – Q1 (1) Compreender, por meio do conceito de potencial elétrico,
a distribuição de cargas entre condutores em função de sua
k ⋅Q k ⋅Q
V= 1 = 2 geometria.
R1 R2
V1 = V2
Q1 Q2
=
30 10 (2)

Substituindo (1) em (2):


Q1 20 – Q1
=
30 10
Q1 = 60 – 3 · Q1
Q1 = 15 mC
EMI-16-130
Exercícios Extras
18

04. 05.
221

Dois condutores esféricos, A e B, de raios 10 cm e 30 cm, Duas esferas metálicas, A e B, de raios RA = 20 cm e


respectivamente, estão imersos no ar, eletrizados com cargas RB = 40 cm, estão eletrizadas com cargas elétricas QA e QB.
elétricas de 12 nC cada um, e colocados distantes um do outro. Quando interligadas por um fio condutor, não se observa
Os condutores são interligados por um longo fio de cobre e atin- transferência de cargas elétricas de uma para outra. Deter-
gem o equilíbrio eletrostático. Considere k = 9 · 109 N · m2/C2. mine a razão QA/QB.
Determine a carga elétrica de cada condutor após o equilíbrio
eletrostático.
Física

a. 24 nC e zero d. 20 nC e 4 nC
b. 12 nC e 12nC e. zero e zero
c. 6 nC e 18 nC

Seu espaço
Ciências da Natureza e suas Tecnologias

Sobre o módulo
Neste módulo é fundamental que os alunos saibam aplicar o conceito de equilíbrio eletrostático entre dois corpos diferen-
tes. Assim, pode ser interessante ressaltar, no início da aula, o conceito estudado no módulo anterior.
120

EMI-16-130
Exercícios Propostos

18
Da teoria, leia o tópico 2. 09. PUC-BA

221
Exercícios de tarefa reforço aprofundamento Duas esferas condutoras A e B, de raios R e 3·R, estão
inicialmente carregadas com cargas positivas 2·q e 3·q,
respectivamente. As esferas são então interligadas por um
06. UFSC fio condutor.
Duas esferas condutoras isoladas têm raios R e 2·R e
B
estão afastadas por uma distância a. Inicialmente, a esfera
maior tem um excesso de carga positiva +q e a menor está

Física
neutra. Encosta-se uma esfera na outra e, em seguida, as 3·R A
duas são reconduzidas à posição inicial. 3·q
Nessa última situação, é correto afirmar: R
q2
 2·q
01. A força eletrostática entre as esferas é k0·  ⋅a2  .
4

()
1
02. A esfera menor tem carga + · q e a maior, + 2 ·q.
3 3 () Assinale a opção correta.
a. Toda a carga da esfera A passará para a esfera B.

Ciências da Natureza e suas Tecnologias


04. O potencial elétrico na esfera maior é a metade do b. Não haverá passagem de elétrons de uma esfera
valor do potencial na esfera menor. para outra.
08. Todo o excesso de carga da esfera menor está locali- c. Haverá passagem de cargas positivas da esfera A para
zado na sua superfície. a esfera B.
16. O campo elétrico no interior da esfera menor é nulo. d. Passarão elétrons da esfera B para a esfera A.
32. A diferença de potencial entre quaisquer dois pontos
da esfera maior é diferente de zero. Texto para as questões 10 e 11.
Dê a soma dos números dos itens corretos. Duas esferas condutoras de raios r1 e r2 estão separadas
por uma distância muito maior que o raio de qualquer das
07. Etec-SP duas esferas. As esferas estão conectadas por um fio condu-
O filósofo e matemático Tales (580-546 a.C.), a quem se tor, como mostra a figura a seguir.
atribui o início do estudo da eletricidade estática, observou
que um pedaço de âmbar atraía pequenas sementes de gra-
ma, quando esfregado com pele de animal. O médico inglês r1
William Gilbert (1544-1603) iniciou um estudo mais cuidado-
so na observação dos fenômenos elétricos. Verificou que ou-

121
tros corpos podem ser eletrizados e, além disso, que há uma
distribuição igualitária de cargas elétricas entre dois corpos
eletrizados, que são postos em contato entre si, no equilíbrio r2
eletrostático. A figura a seguir representa a quantidade inicial
de cargas elétricas dos corpos idênticos A, B e C.
10. UFC-CE (adaptado)
A B C Se as cargas das esferas em equilíbrio são, respectiva-
mente, q1 e q2, determine a razão entre as cargas q1 e q2.
+ 3Q – 7Q – 4Q
11. UFC-CE (adaptado)
Se as cargas das esferas em equilíbrio são, respectiva-
Se os corpos A e B entram em contato entre si e se afastam mente, q1 e q2, determine a razão entre as intensidades do
e, a seguir, o corpo B entra em contato com o corpo C e ambos campo elétrico na superfície das esferas em função de r1 e r2.
se afastam, a quantidade de carga final do corpo C será de:
a. – 3·Q 12.
b. – 2·Q Uma esfera condutora 1, de raio R1, está eletricamente
c. + 1·Q carregada com uma carga Q1 e apresenta um potencial elétri-
d. + 4·Q co V1. A esfera condutora 1 é ligada, por meio de um fio condu-
e. + 6·Q tor de dimensões desprezíveis, a uma esfera condutora 2, de
raio R2 e descarregada. Após atingirem equilíbrio eletrostático,
08. UFSM-RS a esfera 1 adquire carga Q'1 e potencial V'1 e a esfera 2 adquire
Dois corpos condutores esféricos de raios R1 e R2, carre- carga Q’2 e potencial V’2.
gados, são conectados através de um fio condutor. A relação
Q2/Q1, depois do contato, vale:
a. R2/R1 d. R22 / R12 1 2 1 2
EMI-16-130

b. R1/R2 e. R12 / R22


Q1 V1 Q1’ V1’ Q2’ V2’
c. R1R2
Considerando a situação descrita, assinale a proposi- a. A esfera maior terá uma carga de 0,66·10–10 C.
18

ção correta. b. A esfera maior terá um potencial de 4,5 V.


a. V1 = V’1 + V’2 c. A esfera menor terá uma carga de 0,66·10–10 C.
221

b. Q’2 = Q’1 d. A esfera menor terá um potencial de 4,5 V.


c. Q’1 + Q’1 = Q1 e. A carga total é igualmente dividida entre as 2 esferas.
d. V1 = V’2
e. Q’2/ Q’1 = R2/R1 15. UPE
Duas esferas isolantes, A e B, possuem raios iguais a RA
13. UEPG-PR e RB e cargas, uniformemente distribuídas, iguais a QA e QB,
Considere duas esferas condutoras A e B, de raios R e 3·R, respectivamente. Sabendo-se que 5·QA = 2 · QB e ainda que
Física

respectivamente, separadas por uma distância d. Inicialmente 10·RA = 3·RB, qual a relação entre suas densidades volumé-
a esfera A tem carga elétrica líquida nula e a esfera B tem uma
ρA
carga elétrica líquida 3·Q. As duas esferas são conectadas tricas de cargas ?
entre si por meio de um fio condutor que logo depois é desco- ρB
nectado das esferas. Com relação ao estado final das esferas, a. 100
assinale o que for correto. 9
15
a. Todos os excessos de carga nas esferas A e B estão b.
8
localizados no centro das esferas.
Ciências da Natureza e suas Tecnologias

200
b. A esfera A tem carga 3·Q e a esfera B tem carga 9 · Q. c.
6
c. O potencial elétrico da esfera A é menor do que o po-
400
tencial elétrico da esfera B. d.
27
d. O potencial elétrico no interior das esferas A e B são
constantes e iguais entre si. e. 280
e. O campo elétrico é igual na superfície das duas esferas. 9
16. Unicamp-SP
14. ITA-SP Duas esferas, A e B, metálicas e idênticas, estão carrega-
Uma esfera metálica isolada, de 10,0 cm de raio, é carre- das com cargas elétricas respectivamente iguais a 18 μC e
gada no vácuo até atingir o potencial U = 9,0 V. Em seguida, ela –6 μC. Uma terceira esfera, C, também metálica e com raio
é posta em contato com outra esfera metálica isolada, de raio igual ao dobro das anteriores, está inicialmente descarrega-
R2 = 5,0 cm. Após atingido o equilíbrio, qual das alternativas a da. Coloca-se C em contato com A. Em seguida, esse contato é
seguir melhor descreve a situação física? desfeito e a esfera C é colocada em contato com B. Determine
a carga elétrica final de cada esfera.
1
É dado que: k = = 9,0 · 109 N · m2/C2
4 π ⋅ ε0
122

EMI-16-130
Módulo 75

18
Capacitância de um condutor isolado — Capacitores

221
Exercícios de Aplicação
01. 03. PUC-SP
Qual deve ser a capacitância de um condutor que acumule A colocação de um material isolante entre as placas de

Física
1 milhão de elétrons e apresente potencial elétrico de 10 volts um capacitor, em lugar do vácuo, produz o seguinte efeito:
em sua superfície? Dado: carga elementar 1,6 · 10–19 C. a. o aumento da capacidade do capacitor.
b. a diminuição da capacidade do capacitor.
Resolução
c. nada se altera no funcionamento do capacitor.
Q=n·e d. a transformação do capacitor em um isolante elétrico.
Q = 1 · 106 · 1,6 · 10–19 e. a transformação do capacitor em um condutor elétrico.
Q = 1,6 · 10–13 C
Resolução
Q

Ciências da Natureza e suas Tecnologias


C= A colocação de um material isolante entre as placas de
V
1,6⋅10−13 um capacitor plano aumenta a capacidade do capacitor em
C= acumular cargas elétricas.
10
C = 1,6 · 10–14 F
A
C = ε⋅
d
Alternativa correta: A
Habilidade
Compreender as formas de armazenamento de energia
elétrica e as características físicas dos dispositivos utilizados
para esse fim.

02.
Qual deve ser o raio de uma esfera condutora, imersa no

123
vácuo, para que sua capacidade eletrostática seja de 1 F?
Considere k = 9 · 109 N · m2/C2.
Resolução
R
C=
k
R
1=
9⋅109
R = 9 · 109 m
Observação
Essa questão serve para evidenciar a magnitude do valor
de um farad, para suportar tamanha carga, a esfera possuiria
raio aproximadamente 1 400 vezes maior que o planeta Terra.
EMI-16-130
Exercícios Extras
18

04. 05. PUC-MG


221

Um técnico constrói um capacitor plano com duas folhas Se dobrarmos a carga acumulada nas placas de um capa-
metálicas planas iguais de 20 cm2 de área cada uma, separadas citor, a diferença de potencial entre suas placas ficará:
por 2 cm, e coloca entre elas um material dielétrico com permis- a. inalterada.
sividade relativa igual a 3. Considere e0 = 8,85 · 10–12 (SI). b. multiplicada por quatro.
A capacidade desse capacitor vale: c. multiplicada por dois.
a. 9 pF d. 2,6 pF d. dividida por quatro.
b. 0,9 pF e. 26 nF e. dividida por dois.
Física

c. 2,6 mF

Seu espaço
Sobre o módulo
Neste módulo, em que se realiza o estudo teórico dos capacitores, pode ser interessante, para uma melhor compreensão
Ciências da Natureza e suas Tecnologias

dos estudantes, utilizar exemplos de aplicações dos capacitores em elementos cotidianos, como circuitos. Na teoria, indicamos
um simulador de capacitores; seria importante usá-lo durante a aula ou pedir para os alunos acessarem em casa:

<https://phet.colorado.edu/pt_BR/simulation/capacitor-lab>.
124

Exercícios Propostos

Da teoria, leia os tópicos 3, 3.A, 3.A.1,3.A.2. 07. PUCCamp-SP


Exercícios de tarefa reforço aprofundamento Um capacitor de 8,0 · 10–6 F é sujeito a uma diferença de
potencial de 30 V. A carga que ele acumulou vale:
a. 1,2 · 10–4 C
06. UFES (adaptado) b. 2,4 · 10–4 C
Um capacitor de placas planas e paralelas é constituído c. 2,7 · 10–7 C
por dois idênticos discos circulares de raio R, separados por d. 3,7 · 106 C
uma distância d, com R >> d. O espaço entre as placas é man- e. 7,4 · 106 C
tido sob vácuo, e aplica-se uma diferença de potencial V entre
elas. O capacitor pode ser considerado ideal, ou seja, o campo 08.
elétrico no espaço entre suas placas é uniforme. Sabe-se que A carga elétrica adquirida por um capacitor de 100 μF,
a capacitância de um capacitor ideal de placas planas e para- quando conectado a uma fonte de tensão de 120 V, é:
ε0 ⋅ A
a. 12 μC
lelas, no vácuo, é dada pela expressão C = onde e0 é a b. 12 mC
d
c. 1,2 mC
permissividade elétrica do vácuo, A é a área de cada placa e d d. 1,2 μC
EMI-16-130

é a distância entre as placas. Determine o módulo da carga e. 1,2 C


elétrica armazenada em cada placa.
09. Unicamp-SP O primeiro sistema consiste em um painel de vi-

18
Quando um rolo de fita adesiva é desenrolado, ocorre dro normal, recoberto por duas camadas afastadas
uma transferência de cargas negativas da fita para o rolo, con- por espaçadores. Uma camada resistente a riscos é

221
forme ilustrado na figura a seguir. colocada por cima de todo o conjunto. Uma corren-
te elétrica passa através das duas camadas enquan-
d to a tela está operacional. Quando um usuário toca
a tela, as duas camadas fazem contato exatamente
naquele ponto. A mudança no campo elétrico é per-
cebida, e as coordenadas do ponto de contato são
calculadas pelo computador.

Física
No segundo sistema, uma camada que arma-
d zena carga elétrica é colocada no painel de vidro
do monitor. Quando um usuário toca o monitor
Quando o campo elétrico criado pela distribuição de cargas é com seu dedo, parte da carga elétrica é trans-
maior que o campo elétrico de ruptura do meio, ocorre uma des- ferida para o usuário, de modo que a carga na
carga elétrica. Foi demonstrado recentemente que essa descar- camada que a armazena diminui. Essa redução é
ga pode ser utilizada como uma fonte econômica de raios-X. medida nos circuitos localizados em cada canto
Para um pedaço da fita de área A = 5,0 · 10−4 m2 mantido do monitor. Considerando as diferenças relativas

Ciências da Natureza e suas Tecnologias


a uma distância constante d = 2,0 mm do rolo, a quantidade de carga em cada canto, o computador calcula
de cargas acumuladas é igual a Q = C · V, sendo V a diferença exatamente onde ocorreu o toque.
A Disponível em: <http://eletronicos.hsw.uol.com.
de potencial entre a fita desenrolada e o rolo e C = ε0 ⋅ em br>. Acesso em: 18 set. 2010. Adaptado.
d
que e0 = 9,0 · 10–12 C/(V · m). Nesse caso, a diferença de po-
tencial entre a fita e o rolo para Q = 4,5 · 10−9 C é de: O elemento de armazenamento de carga análogo ao ex-
a. 1,2 · 102 V d. 1,0 · 10−20 V posto no segundo sistema e a aplicação cotidiana correspon-
b. 5,0 · 10 V −4
e. 0 V dente são, respectivamente:
c. 2,0 · 103 V a. receptores — televisor
b. resistores — chuveiro elétrico
10. c. geradores — telefone celular
A capacitância de um capacitor de placas paralelas é d. fusíveis — caixa de força residencial
e. capacitores — flash de máquina fotográfica
Q
dada por C = , em que Q é a carga em cada uma das pla-
U 13. UEG-GO
cas e U, a diferença de potencial entre elas. Desprezando-se A quantidade de carga armazenada em um capacitor em

125
função do tempo é dada pelo gráfico a seguir, no qual a letra
os efeitos de borda, o campo elétrico entre as placas desse C representa a capacitância do capacitor e U a diferença de
potencial entre as suas placas.
capacitor é uniforme e de intensidade E = Q , em que A é a
ε⋅A Carga
área de cada uma das placas e e é uma constante.
Com base nessas informações, responda: C·U
O que acontece com o valor da capacitância desse capacitor
se a diferença de potencial entre as placas for reduzida à metade?

11.
Capacitores são elementos de circuito destinados a: Tempo
a. armazenar corrente elétrica.
b. permitir a passagem de corrente elétrica de intensida- Qual é o gráfico que representa a diferença de potencial
de constante. no capacitor no processo de carga?
c. corrigir as variações de tensão nos aparelhos de televisão.
d. armazenar energia elétrica. a. ddp
e. nenhuma das afirmações anteriores é satisfatória.
U
12. Enem
Atualmente, existem inúmeras opções de ce-
lulares com telas sensíveis ao toque (touchscreen).
Para decidir qual escolher, é bom conhecer as
diferenças entre os principais tipos de telas sen- Tempo
síveis ao toque existentes no mercado. Existem
EMI-16-130

dois sistemas básicos usados para reconhecer o


toque de uma pessoa.
b. ddp 15. UFU-MG
18

Um capacitor formado por duas placas planas e parale-


U las está ligado a uma bateria, que apresenta uma diferen-
221

ça de potencial igual a 100 V. A capacitância do capacitor é


igual a 1 · 10–4 F e a distância inicial entre as suas placas é
igual a 5 mm. Em seguida, a distância entre as placas do ca-
pacitor é aumentada para 15 mm, mantendo-se a diferença
Tempo de potencial entre elas igual a 100 V. Tendo por base essas
informações, marque a alternativa que apresenta correta-
c. ddp mente a quantidade de carga armazenada no capacitor nas
Física

duas situações descritas.


U a. 1,0 · 10–2 C quando a distância entre as placas do
capacitor é igual a 5 mm, passando para 3,3 · 10–3 C
quando a distância entre as placas é aumentada para
15 mm.
b. 1,0 · 10–2 C quando a distância entre as placas do capa-
Tempo citor é igual a 5 mm, passando para 3,3 · 10–2 C quando
a distância entre as placas é aumentada para 15 mm.
Ciências da Natureza e suas Tecnologias

c. 1,0 · 10–6 C independente da distância entre as pla-


d. ddp cas, uma vez que a diferença de potencial é mantida a
mesma, ou seja, 100 V.
U d. 1,0 · 10–6 C quando a distância entre as placas do capa-
citor é igual a 5 mm, passando para 3,3 · 10–6 C quando
a distância entre as placas é aumentada para 15 mm.

16. ITA-SP (adaptado)


Tempo Duas placas condutoras de raio R e separadas por uma
distância d <<R são polarizadas com uma diferença de poten-
cial U por meio de uma bateria. Suponha que sejam uniformes
14. Unicamp-SP (adaptado) a densidade superficial de carga nas placas e o campo elétri-
Numa tela de televisor de plasma, pequenas células con- co gerado no vácuo entre elas. Um pequeno disco fino, condu-
tendo uma mistura de gases emitem luz quando submetidas tor, de massa m e raio r, é colocado no centro da placa inferior.
a descargas elétricas. A figura a seguir mostra uma célula com Com o sistema sob a ação da gravidade g, determine, em fun-
dois eletrodos, nos quais uma diferença de potencial é aplica- ção dos parâmetros dados, a diferença de potencial mínima
126

da para produzir a descarga. Considere que os eletrodos for- fornecida pela bateria para que o disco se desloque ao longo
mam um capacitor de placas paralelas, cuja capacitância é do campo elétrico na direção da placa superior.
ε0 ⋅ A
dada por C = , onde e0 = 8,9 · 10–12 F/m, A é a área de – R
d – –
–Q
– –
– – –
cada eletrodo e d é a distância entre os eletrodos.
Placas condutoras

F
Eletrodo 600 µm
E d
d = 100 µm
P
200 µm q–
+ +
+ + +Q
+ +
Eletrodo

Calcule a capacitância da célula. Pequeno disco


EMI-16-130
Módulo 76

18
Energia armazenada em um capacitor

221
Exercícios de Aplicação
01. 03. Uespi
Um capacitor plano de capacitância 5 μF recebe uma car- Numa fábrica, trabalha-se com um pó inflamável que en-

Física
ga elétrica de 20 μC. Determine: tra em combustão quando atingido por uma faísca elétrica de
a. a ddp U entre as armaduras do capacitor; energia igual ou superior a 0,1 mJ = 10–4 J. É comum que um
b. a energia potencial elétrica armazenada no capacitor. operário adquira carga elétrica por eletrização ao caminhar,
por exemplo, sobre uma superfície rugosa. Considere que o
Resolução
operário tenha uma capacitância equivalente a 2 · 10–10 F.
a. A ddp U entre as placas (armaduras) do capacitor é Qual o máximo valor de diferença de potencial em relação ao
dada por: ambiente que o operário pode carregar, a fim de evitar que
Q 20⋅10−6 uma faísca incendeie o pó inflamável?

Ciências da Natureza e suas Tecnologias


C = ⇒ 5⋅10−6 =
U U a. 10 V
U=4V b. 20 V
b. A energia armazenada no capacitor vale: c. 100 V
Q⋅U 20⋅10−6 ⋅4 d. 200 V
Ep = ⇒ Ep = e. 1 000 V
2 2
Ep = 4 · 10–5 J Resolução
C ⋅U2
Ep =
2
2⋅10−10 ⋅U2
10 =−4
2
U = 103 V
Alternativa correta: E
Habilidade
02.
Relacionar os conceitos elétricos e a unidade de capaci-
A energia potencial elétrica armazenada por um capaci- tância, aplicando-os a fenômenos elétricos.

127
tor de 2 μF, quando ligado a uma fonte de tensão e carregado
com uma carga elétrica de 10 μC, é de:
a. 25 μJ
b. 2,5 μJ
c. 25 mJ
d. 2,5 mJ
e. 25 J
Resolução
Q2
Ep =
2⋅C

(10−5 )2
Ep =
2⋅2⋅10−6
10−10
Ep =
4 ⋅10−6
Ep = 25·10–6 J
Alternativa correta: A
EMI-16-130
Exercícios Extras
18

04. 05.
221

Um capacitor de 50 μF é mantido ligado durante muito Um capacitor de 10 μF está carregado e com uma diferen-
tempo a uma fonte de tensão de 12 V. O capacitor carregado ça de potencial de 500 V. Qual é a energia de sua descarga?
é desligado da fonte de tensão e ligado a uma lâmpada. Se a a. 2,51 J
potência média, enquanto a lâmpada acendeu, foi de 7,2 W, b. 2,15 J
determine o intervalo de tempo que o capacitor demorou para c. 1,25 J
descarregar. d. 5,21 J
a. 0,0005 s e. 12,5 J
Física

b. 0,0002 s
c. 0,005 s
d. 0,02 s
e. 0,05 s

Seu espaço
Ciências da Natureza e suas Tecnologias

Sobre o módulo
Neste módulo o aluno deve, desenvolver a habilidade de relacionar o conceito de capacitância com o conceito de energia
potencial elétrica. Nesse sentido, uma estratégia interessante é a abordagem qualitativa do conceito de capacitor e sua função
em circuitos elétricos.

Exercícios Propostos

Da teoria, leia o tópico 3B. contrações. A descarga acontece porque o des-


Exercícios de tarefa reforço aprofundamento fibrilador libera a energia elétrica acumulada em
um capacitor.

06.
Um capacitor tem uma capacitância de 8,0 · 10–11 F. Se a
diferença de potencial entre suas placas for 12 V, determine a
128

energia potencial elétrica armazenada no capacitor.

Texto para as questões 07 e 08.


Os axônios, prolongamentos dos neurônios que condu-
zem impulsos elétricos, podem, de forma simplificada, ser Seção
considerados capacitores.
Dado
Densidade linear de capacitância do axônio: 3 · 10–7 F/m
BIT Boletim Informativo de Tecnovigilância, Brasília. Adaptado.
07. UERJ (adaptado)
Para um axônio de 0,5 m, submetido a uma diferença de Imagine que um desses aparelhos possua uma tensão
potencial de 100 mV, calcule a carga elétrica armazenada. de 3 kV entre os eletrodos e que o capacitor esteja carrega-
do com 300 J de energia. Despreze as resistências elétricas
08. UERJ (adaptado) dos componentes do desfibrilador e também do paciente.
Calcule a energia elétrica armazenada quando ele está A alternativa correta que apresenta o módulo da carga elétrica
totalmente carregado. armazenada no capacitor é:
a. 0,20 C c. 0,10 C
09. Acafe-SC b. 0,30 C d. 0,40 C
É comum vermos em filmes ou séries de
TV a utilização de um equipamento elétrico 10. UECE
capaz de estimular os batimentos do coração Um capacitor tem uma capacitância de 8,0 · 10–11 F. Se
após uma parada cardíaca. Tal equipamento é o potencial elétrico entre suas placas for 12 V, o número de
o desfibrilador, aparelho provido de dois eletro- elétrons em excesso na sua placa negativa é:
dos que aplica um choque no paciente, a fim de Dado
provocar a passagem de uma grande corrente Módulo da carga de um elétron = 1,6 · 10–19 C
EMI-16-130

variável pelo coração em um curto intervalo de a. 9,6 · 1014 c. 6,0·109


tempo, estabelecendo assim o ritmo normal das b. 8,0·1020 d. 5,0·108
11. UFES gem, formada no mosaico, constituída de cargas negativas.

18
Um capacitor ideal de placas planas paralelas é carrega- Sobre a réplica da imagem eletrostática na placa de sinal, é
do mediante a aplicação de uma d.d.p. entre suas placas. A correto afirmar:

221
distância entre as placas é então duplicada, mantendo-se a a. As regiões mais claras da imagem correspondem às
mesma d.d.p. entre elas. Nessa nova situação, a carga nas regiões eletrizadas com maior quantidade de cargas
placas e a energia eletrostática armazenada no positivas na réplica da imagem eletrostática.
capacitor . b. As regiões mais escuras da imagem correspondem às
Preencher corretamente as lacunas, na sequência em regiões eletrizadas com maior quantidade de cargas
que aparecem na frase anteriores: positivas na réplica da imagem eletrostática.
a. dobra – reduz-se à metade c. A réplica da imagem eletrostática é produzida atra-

Física
b. não se altera – dobra vés da eletrização por contato com grânulos de césio
c. reduz-se à metade – reduz-se à metade do mosaico.
d. dobra – dobra d. A réplica da imagem eletrostática é um conjunto
e. reduz-se à metade – não se altera de minicapacitores formados por efeito de indução
eletrostática.
12. UFG-GO (adaptado) e. A réplica da imagem eletrostática é um conjunto
Em dias secos, algumas pessoas podem perceber des- de mini-indutores formados por efeito de indução
cargas elétricas quando se aproximam de superfícies metá- eletromagnética.

Ciências da Natureza e suas Tecnologias


licas. Numa condição específica, o corpo humano pode ficar
eletrizado estaticamente com uma diferença de potencial de Enunciado para as questões 15 e 16.
30 kV. Nesse caso, a pele humana funciona como as placas
de um capacitor de 300 pF, e o estrato córneo (a camada mais V (mV)
externa da pele) funciona como o dielétrico, podendo arma- 64
zenar energia elétrica. Considerando-se o exposto, calcule a
energia eletrostática armazenada pelo corpo.
a. 0,54 J d. 0,135 J
b. 0,405 J e. 0,067 J
c. 0,270 J
0 Interior Exterior x
13. UFPR (adaptado) da célula da célula
Alguns donos de carro modificam seus veículos insta- Membrana
lando potentes sistemas de som que necessitam de uma
grande quantidade de energia elétrica para funcionar. Para
d Capacitor
suprir essa energia, sem descarregar prematuramente a

129
bateria do carro, eles instalam capacitores de grande ca-
pacitância, os quais funcionam como baterias auxiliares.
Considere que um desses capacitores, de capacitância O fluxo de íons através de membranas celulares gera
C = 4,0 F, foi instalado num veículo. Determine a energia impulsos elétricos que regulam ações fisiológicas em seres
potencial elétrica armazenada nesse capacitor quando ele vivos. A figura ilustra o comportamento do potencial elétrico V
estiver completamente carregado e sujeito a uma diferen- em diferentes pontos no interior de uma célula, na membra-
ça de potencial U = 12,0 V. na celular e no líquido extracelular. O gráfico desse potencial
a. 72 J d. 360 J sugere que a membrana da célula pode ser tratada como um
b. 144 J e. 432 J capacitor de placas paralelas com distância entre as placas
c. 288 J igual à espessura da membrana, d= 8 nm. No contexto desse
modelo, determine:
14. UEL-PR
A câmara de TV é o dispositivo responsável pela cap- 15. Fuvest-SP
tação da imagem e pela transformação desta em corrente A intensidade E do campo elétrico no interior da
elétrica. A imagem é formada num mosaico constituído por membrana.
grânulos de césio, que se carregam positivamente quando
atingidos pela luz. Separada desse mosaico por uma lâmi- 16. Fuvest-SP
na de mica, encontra-se uma placa constituída por um ma- O valor da carga elétrica Q na superfície da membrana em
terial condutor de eletricidade denominada placa de sinal. contato com o exterior da célula, se a capacitância C do siste-
Nessa placa, forma-se uma réplica eletrostática da ima- ma for igual a 12 pF.
EMI-16-130
1. Conceito de corrente elétrica 132
2. Intensidade da corrente elétrica 134
3. Gráfico da intensidade da
corrente elétrica pelo tempo (i × t) 135
4. Organizador gráfico 137
Módulo 77 – Corrente elétrica: metais,
soluções iônicas e gases ionizados 138
Módulo 78 – Intensidade
da corrente elétrica 142

• Identificar os efeitos ou características


da corrente elétrica em situações do
cotidiano.
• Reconhecer os condutores de corrente
elétrica.
• Calcular a intensidade da corrente
elétrica, estabelecendo seu sentido
convencional.
• Compreender o conceito de corrente
elétrica usando-o para resolver
problemas relativos ao meio ambiente.

JUSTIN HORROCKS/ ISTOCK


Introdução à eletrodinâmica 19
131

Você já se perguntou como seria sua vida sem a eletricidade? Já se deu conta do
quanto somos dependentes dela? Os computadores, celulares, TVs, notebooks, geladei-
ras, ar-condicionado, a própria Internet, dentre vários outros, só funcionam em razão da
eletricidade. Observe na imagem a reunião dessas quatro pessoas. Conseguiu imaginar
o que seria delas, e de nós, sem a eletricidade? Pois bem. Neste capítulo iniciaremos o
estudo da eletrodinâmica, parte da física que estuda o funcionamento desses aparelhos
maravilhosos que deixam nossa vida muito mais interessante, divertida e facilitada.
1. Conceito de corrente elétrica No polo positivo se encontra o potencial maior (+) e no polo
19

É indiscutível a dependência que a humanidade tem hoje negativo, o potencial menor (–). Simbolicamente, representa-
da energia elétrica. Ela está tão presente na nossa vida, em mos o gerador por dois traços em que o maior corresponde ao
221

tantas aplicações e situações, que nos damos conta dela polo positivo e o menor, ao polo negativo. Quando ligado, o gera-
apenas quando falta. Uma gama muito grande de aparelhos dor cria um campo elétrico dentro do condutor e os portadores de
só funciona devido à energia elétrica. Pode observar que, em carga ficam sujeitos a uma força elétrica. Esse campo se forma
cada cômodo da sua casa, provavelmente haverá pelo menos no sentido que vai do potencial maior para o potencial menor.
um aparelho que funciona à base dela. Lâmpadas, TVs, apa-
relhos Blue Ray, telefone sem fio, computadores, notebooks,  
+ –
smartphones, micro-ondas, geladeira, ferro de passar roupa e E E
Física

muitos outros que tornariam essa lista imensa. A sociedade E E


está cada dia mais dependente da eletricidade. E E
Todo progresso que observamos nos aparelhos relacio-
na-se à crescente capacidade do homem em dominar as téc-
nicas de geração, transmissão e distribuição da energia elé- Campo elétrico formado no interior de um condutor
trica. Esses processos estão associados à possibilidade de
estabelecer movimento ordenado de partículas eletrizadas, No caso dos fios condutores, o movimento é de elétrons.
constituindo o que os físicos chamam de corrente elétrica. Assim, o sentido de movimento dos elétrons é oposto ao do
Ciências da Natureza e suas Tecnologias

Todos os aparelhos elétricos funcionam quando ligados campo elétrico, ou seja, os elétrons se movimentam do po-
em uma fonte de energia elétrica. Seja por meio de uma ba- tencial menor para o potencial maior, como na figura seguinte.
teria, uma pilha ou uma tomada, o aparelho consome energia
elétrica. Ao ser acionado, formar-se-á nos fios e nos aparelhos  
+ –
uma corrente elétrica. E E
e
A corrente elétrica é o movimento ordenado de portado- E E
e 
res de carga por um fio, por uma solução iônica ou por um gás E E
e
ionizado. Para que se forme uma corrente elétrica, existe a
necessidade de uma diferença de potencial (ddp), também
denominada tensão elétrica ou voltagem. Movimento dos elétrons livres em um metal
Podemos fazer uma analogia para ilustrar esse fenômeno.
Imagine que na sua escola existam várias mesas redon- Já nas soluções salinas ou iônicas, o movimento é tanto
das e que, em torno delas, seus colegas possam ficar conver- de íons positivos (cátions) quanto de íons negativos (ânions),
sando. Essas mesas e essas pessoas seriam os átomos do em sentidos opostos, ou seja, os cátions se movimentam no
material, com os respectivos elétrons orbitando o núcleo. mesmo sentido do campo elétrico, para o potencial menor,
Imagine agora que os inspetores, sempre amigos dos enquanto os ânions se movimentam no sentido oposto ao do
132

alunos, circulem entre essas mesas, cuidando da segurança, campo, assim como os elétrons no fio.
observando se nenhum aluno está fazendo arte, maltratando
o colega, enfim, cuidando do pessoal. Esses bedéis seriam os
elétrons livres de um metal. 
E
Em uma situação de normalidade, os bedéis apresentam
um movimento aleatório, sem um sentido preferencial. Nesse + –
+ –
+ +
caso, não temos uma “corrente de bedéis”. – –
+
Agora imagine que, em um determinado momento, no – +
sistema de som da escola, uma ordem venha aos bedéis:
— Bedéis, Bedéis, dirijam-se à cantina, pois dois alunos
estão bringando. + –
Quase que imediatamente, todos os bedéis passam a se Movimento dos cátions e ânions em soluções iônicas
movimentar no sentido que vai para a cantina da escola. As-
sim, teríamos a formação de uma “corrente de inspetores”. Nos gases ionizados, temos o movimento de íons posi-
Pois bem. No caso da eletricidade, este “aviso” é dado tivos e elétrons livres, em sentidos opostos, similar ao que
pela diferença de potencial (ddp) estabelecida nos terminais acontece nas soluções iônicas.
do aparelho, e o movimento ordenado dos portadores de car- + –
ga elétrica forma a corrente elétrica.

Os geradores são os dispositivos que estabelecem a dife- E
rença de potencial nos terminais de um circuito.
Íon +
e Elétron
– + + e
e +
EMI-16-130

À esquerda, bateria de automóvel e à direita, Ânodo Cátodo


símbolo elétrico que representa o gerador. Movimento de cátions e elétrons em gases ionizados
19
Acesse o simulador e teste a Dependendo do meio por onde a corrente elétrica pas-
condutividade das soluções iônicas:

221
sa, podemos identificar alguns efeitos:
<http://portaldoprofessor.mec.gov.br/storage/
recursos/12495/Web/labvirtq/simulacoes/
Efeito fisiológico: quando a corrente elétrica passa por
tempUpLoad/sim_qui_quemapagoualuz.htm>. um organismo vivo, ocorre uma contração muscular, o conhe-
cido choque elétrico. Se a corrente elétrica passar pelo cora-
ção, pode ocorrer a fibrilação muscular e a pessoa pode morrer.
Por motivos históricos, adota-se o sentido convencional
da corrente elétrica ou simplesmente corrente elétrica (i)

Física
como sendo o do movimento dos portadores de cargas posi-
tivas, ou seja, do potencial maior para o potencial menor, que
é o sentido do campo elétrico.
No caso de soluções iônicas ou gases ionizados é fácil
observar o sentido da corrente elétrica, pois os portadores
positivos realmente se movem no condutor.

Ciências da Natureza e suas Tecnologias



E
i + –
i
+ –
+ +
– –
+
– +

Corrente elétrica percorrendo uma pessoa

i + –
i Efeito térmico: também conhecido como efeito Joule.
Ocorre quando a corrente elétrica passa por um material pro-
i + – i vocando seu aquecimento. Os elétrons da corrente elétrica
 se chocam com os átomos do material e promovem um au-
E
mento da agitação destes, elevando assim a temperatura.
Íon +

TKACHUK / ISTOCK
e Elétron
+ e

133
e +

Ânodo Cátodo
Corrente elétrica (i)
Representação da corrente elétrica convencional
em soluções iônicas e gases ionizados

Já em condutores sólidos, os portadores de cargas elé-


tricas positivas não se movem; quem se movimenta são os
elétrons, que têm carga negativa. Para manter a convenção Efeito Joule no filamento de uma lâmpada incandescente
adotada historicamente, devemos considerar o sentido con-
vencional da corrente (i), no sentido do campo elétrico, ou Efeito magnético: quando uma corrente atravessa um
seja, o oposto ao sentido do movimento dos elétrons. O sen- condutor elétrico, forma-se em torno deste um campo mag-
tido do movimento dos elétrons é conhecido como sentido nético. Esse assunto será estudado posteriormente.
eletrônico ou sentido real da corrente elétrica em sólidos.
DANBRANDENBURG / ISDTOCK

Sentido convencional (i)

e  e
E
e e

Sentido real
i i
i i
+ –
EMI-16-130

O movimento dos elétrons livres em um metal é oposto Eletroímã de um motor de carrinho


ao sentido convencional da corrente elétrica.
Efeito químico: quando a corrente elétrica se forma em A corrente elétrica contínua (CC) é aquela em que o sen-
19

uma solução eletrolítica, promove reações químicas deno- tido do movimento das cargas não se altera. São exemplos as
minadas eletrólise. correntes elétricas geradas por pilhas e baterias.
221

i (A)
Física

Fonte de t (s)
alimentação
Gráfico da intensidade de uma corrente elétrica contínua (CC)
Exemplo da eletrólise da água
Na maioria dos sistemas elétricos de geração e distribui-
ção de energia elétrica domiciliar e industrial, a corrente elé-
trica é alternada (CA). Nesse caso, a intensidade da corrente é
Ciências da Natureza e suas Tecnologias

2. Intensidade da corrente elétrica variável com o tempo, e o sentido dessa corrente varia perio-
Considere um condutor metálico, no qual se forma uma dicamente. Nas tomadas das nossas residências, a frequên-
corrente elétrica. cia da corrente elétrica é de 60 Hz, ou seja, ela oscila 60 vezes
em cada segundo.
i
i (A)
e e
S
e e
t (s)
Movimento de elétrons livres em um condutor metálico

Suponha que, em um determinado intervalo de tempo ∆t,


uma carga elétrica absoluta Q passe por essa seção reta (S) Gráfico da intensidade de uma corrente elétrica alternada (CA)
do condutor.
Definimos intensidade da corrente elétrica média (im) No caso da corrente elétrica contínua, a intensidade tem,
134

como sendo a razão entre quantidade de carga elétrica (Q) em todos os instantes, o mesmo valor. Já no caso da corrente
que atravessa a seção reta do fio (S) em um determinado in- elétrica alternada, seu valor varia com o tempo. Denominamos
tervalo de tempo (∆t). Matematicamente, temos: corrente elétrica instantânea (i) a intensidade da corrente elé-
trica medida em um intervalo de tempo infinitamente pequeno.
Q
im =
∆t ∆Q
i = lim
∆t→0 ∆t
No caso de condutores metálicos, a corrente elétrica é
constituída apenas de elétrons, porém, como a convenciona-
mos como sendo o movimento das cargas positivas, a corren- Observações
te elétrica sempre será positiva. É bastante usual, na prática, utilizarmos os múltiplos e
Assim, podemos determinar a carga absoluta por Q = n · e, submúltiplos da unidade ampere (A):
onde e = 1,6 · 10–19 C é a carga elementar. Assim, temos: 1mA (um miliampere) = 10–3 A
1 μA (um microampere) = 10–6 A
n⋅ e 1nA (um nanoampere) = 10–9 A
im = 1pA (um picoampere) = 10–12 A
∆t
kA (um kiloampere) = 103 A
No Sistema Internacional de Unidades (SI), a unidade da • Como não pode ocorrer acúmulo de partículas carrega-
intensidade da corrente elétrica é coulomb por segundo (C/s), das eletricamente em nenhum ponto de um condutor, a
denominada ampere (A). mesma quantidade de carga elétrica (Q) atravessa a se-
Na prática é muito comum, principalmente em pilhas e ção transversal do condutor, no mesmo intervalo de tem-
baterias, usar o tempo em horas. Nesse caso para sabermos po (∆t). Concluímos, então, que a intensidade da corren-
o tempo de duração da carga de uma bateria usamos: te elétrica (i) em qualquer ponto do condutor é a mesma.
[Q] = A·h ⇒ Ampere-hora • No caso de a corrente elétrica ser constante, a in-
[Q] = mA · h ⇒ miliampere-hora. Podemos classificar as tensidade da corrente elétrica média (im) coincide
EMI-16-130

correntes elétricas em dois tipos: corrente elétrica contínua e com o valor da intensidade da corrente elétrica ins-
corrente elétrica alternada. tantânea (i).
APRENDER SEMPRE 25

19
01. 02.

221
Por um condutor metálico, passam por minuto, 60 cou- Uma corrente elétrica constante de 20 A se forma por um
lombs de carga elétrica. Determine a intensidade média da chuveiro elétrico, quando ligado na posição verão. Considere
corrente elétrica nesse intervalo de tempo. Dê a resposta nas um banho de 15 minutos. Determine o número de portadores
unidades do SI. de carga que atravessa o chuveiro nesse intervalo de tempo.
Dado: e = 1,6 · 10–19 C.
Resolução
Para se determinar a intensidade média da corrente elé- Resolução

Física
trica na unidade do SI, a carga deve estar em coulomb e o ∆t = 15 min = 900 s
tempo em segundos. 1 min = 60 s. i = 20 A

Q 60 n⋅ e n⋅1,6⋅10
⋅ −19
im = ⇒i = ⇒i =1 A i= ⇒ 20 = ⇒ n = 1,125⋅1023 elétrons
∆t m 60 m ∆t 900

Ciências da Natureza e suas Tecnologias


Quando acionamos um aparelho elétrico ou ligamos o interruptor para acender uma lâmpada, por exemplo, percebemos que
o funcionamento é praticamente instantâneo. Mas, na realidade, o movimento dos elétrons livres em um material é muito lento.
Antes de acionar o aparelho, estes elétrons livres apresentam um movimento aleatório com velocidade da ordem de 106 m/s.
Como os vetores que representam a velocidade de cada elétron têm sentidos aleatórios, a velocidade média deles nesse caso é nula.
Ligando o aparelho, um campo elétrico se forma fazendo com que esses elétrons sejam acelerados e passem a se movi-
mentar no sentido oposto ao do campo elétrico em uma certa velocidade. A energia cinética que eles adquirem logo é dissipada
por conta dos choques com a estrutura cristalina do material. Os elétrons, assim desacelerados, continuam sob a ação da força
elétrica, fazendo com que voltem a aumentar suas velocidades. O resultado final deste processo de aceleração e desaceleração
é o de cada elétron apresentar uma pequena velocidade de migração. Essa velocidade está relacionada com a corrente elétrica
que se forma e com a densidade numérica dos portadores de carga. A velocidade de migração mencionada é da ordem de
10–4 m/s ou 0,1 mm/s. Ou seja, um elétron demoraria quase 3 h para percorrer um metro do condutor.
Como então o acionamento do aparelho é praticamente instantâneo?
Isso se deve ao campo elétrico. Quando ligamos o aparelho, o campo elétrico formado, devido à diferença de potencial,
propaga-se com a velocidade da luz (c = 3 · 108 m/s). Quase que instantaneamente, todos os elétrons livres que constituem
o material passam a se movimentar, formam a corrente elétrica e fazem com que o aparelho rapidamente passe a funcionar.

135
Acesse o simulador e veja a diferença de velocidade da corrente elétrica e dos elétrons:
<https://phet.colorado.edu/pt_BR/simulation/signal-circuit>.

3. Gráfico da intensidade da i
corrente elétrica pelo tempo (i × t)
Neste gráfico, apresentamos a intensidade da corrente
elétrica instantânea em função do tempo.
Q
i t
i2 0 t1 t2
i1 A área sob o gráfico equivale numericamente ao valor ab-
soluto da carga elétrica transportada neste intervalo de tempo.

N
t Q = Ai × t
0 t1 t2
Gráfico da intensidade de uma corrente elétrica variável Nos casos em que a corrente elétrica é variável, para
determinar a intensidade média da corrente elétrica, devemos
Este gráfico apresenta uma propriedade muito im- primeiramente estabelecer a quantidade de carga absoluta
portante. A área compreendida entre a curva e o eixo do tem- transportada no intervalo de tempo desejado, calculando, as-
EMI-16-130

po é numericamente igual ao valor absoluto da carga elétrica sim, a área sob a curva do gráfico (i × t). Posteriormente, deve-
transportada neste intervalo de tempo. se aplicar a definição da intensidade média da corrente elétrica.
19

No cálculo das áreas, vamos, em geral, utilizar com maior frequência o retângulo, triângulo e trapézio. As áreas dessas
221

figuras geométricas são calculadas da seguinte maneira:


Retângulo: Aretângulo = b · h

h
Física

Triângulo: Atriângulo = b⋅h


2

h
Ciências da Natureza e suas Tecnologias

(B + b)⋅h
Trapézio: Atrapézio =
2

APRENDER SEMPRE 26
136

01. Resolução
O gráfico a seguir representa a intensidade da corrente a. Calculando a área sob o gráfico, temos a quantidade
elétrica (i) em função do tempo (t) que se forma por um con- de carga. Detalhe que a intensidade da corrente elétri-
dutor metálico, para o intervalo de tempo de 0 a 8 s. Lembran- ca está em miliampere. Por isso, devemos multiplicar
do-se que 1 mA = 10–3 A, determine: o valor 64 por 10–3.
a. a quantidade de carga elétrica total que atravessa i (mA)
esse condutor, no intervalo de tempo de 0 a 8 s;
b. o número de elétrons livres que atravessam esse con- 64
dutor, neste intervalo de tempo. Dado: e = 1,6 · 10–19 C;
c. a intensidade média da corrente elétrica.

i (mA)

64
0 2 4 6 8 t(s)

N
Q = Ai × t ⇒ Q =
(8 + 2)⋅64 ⋅10−3 ⇒ Q = 0,32 C
2
b. Como o condutor é metálico, os portadores de carga
que formam a corrente elétrica são os elétrons.
0 2 4 6 8 t (s) Q = n · e ⇒ 0,32 = n · 1,6 · 10–19
n = 2 · 1018 elétrons
Q 0,3
32
EMI-16-130

c. im = ⇒i= ⇒ im = 0,04 A = 40 mA
∆t 8
4. Organizador gráfico

19
A. Eletrodinâmica

221
GRIGORIOS MORAITIS / ISTOCK / VIORIKA / ISTOCK /

Física
Diferença de
potencial (U)

Ciências da Natureza e suas Tecnologias


Circuito elétrico Corrente elétrica (i)

Circuito elétrico é Q
um caminho fechado i=
∆t
onde a corrente
elétrica se forma.

Q
t
0 t1 t2

137
A área preenchida no gráfico
corresponde à carga elétrica
EMI-16-130

Apenas
Tema Tópico Subtópico Subtópico destaque texto Características
Módulo 77
19

Corrente elétrica: metais, soluções iônicas e gases ionizados


221

Exercícios de Aplicação
01. 02.
Um fio condutor de eletricidade, ligado em uma fonte de O raio consiste em uma corrente elétrica muito rápida, tro-
Física

energia elétrica, é percorrido por uma corrente elétrica. Expli- cada entre uma nuvem carregada eletricamente e a superfície
que que partícula está em movimento nesse fio de eletricidade. da Terra. Explique como acontece essa descarga atmosférica.
Resolução Resolução
Nos sólidos, a única partícula que pode se movimentar é O ar entre a nuvem e o planeta é, a princípio, isolante elé-
o elétron. Portanto, no fio condutor, a corrente elétrica é cons- trico. À medida que a diferença de potencial entre a Terra e
tituída pelo movimento de elétrons. a nuvem aumenta, amplia-se também o campo elétrico. Em
um determinado momento, o ar não consegue mais suportar
Ciências da Natureza e suas Tecnologias

a tendência de as cargas em excesso se movimentar. Ocor-


re, então, a ionização do ar, ou seja, elétrons são arrancados
formando uma primeira corrente elétrica denominada de des-
carga líder. Nesse momento, o ar torna-se condutor de eletri-
cidade e vai ocorrer a descarga principal.

03. Enem
O manual de instruções de um aparelho de ar-condicionado apresenta a seguinte tabela, com dados técnicos para diversos
modelos:
Capacidade de Eficiência
Corrente elétrica Vazão de Frequência
refrigeração Potência (W) energética
– ciclo frio (A) ar (m3/h) (Hz)
kW/(BTU/h) COP (W/W)
3,52/(12 000) 1 193 5,8 2,95 550 60
138

5,42/(18 000) 1 790 8,7 2,95 800 60


5,42/(18 000) 1 790 8,7 2,95 800 60
6,45/(22 000) 2 188 10,2 2,95 960 60
6,45/(22 000) 2 188 10,2 2,95 960 60

Considere que um auditório possua capacidade para 40 pessoas, cada uma produzindo uma quantidade média de calor, e
que praticamente todo o calor que flui para fora do auditório o faz por meio dos aparelhos de ar-condicionado.Nessa situação,
entre as informações listadas, aquelas essenciais para se determinar quantos e/ou quais aparelhos de ar-condicionado são
necessários para manter, com lotação máxima, a temperatura interna do auditório agradável e constante, bem como determinar
a espessura da fiação do circuito elétrico para a ligação desses aparelhos, são:
a. vazão de ar e potência.
b. vazão de ar e corrente elétrica – ciclo frio.
c. eficiência energética e potência.
d. capacidade de refrigeração e frequência.
e. capacidade de refrigeração e corrente elétrica – ciclo frio.
Resolução
Para se determinar quantos aparelhos são necessários, deve-se conhecer a capacidade de refrigeração do modelo a ser
instalado. Quanto mais aparelhos são instalados, maior a corrente elétrica que deve ser disponibilizada pela rede, necessitando
de fios de diâmetro cada vez maiores. Para tal, é necessário determinar a intensidade da corrente elétrica de alimentação dos
aparelhos.
Alternativa correta: E
Habilidade
Identificar os efeitos ou características da corrente elétrica em situações do cotidiano.
EMI-16-130
Exercícios Extras

19
04. UEG-GO A propósito do assunto tratado no texto, assinale a alter-

221
Os elétrons, em um circuito no qual há nativa correta.
uma corrente elétrica contínua, movem-se a. O efeito joule consiste na transformação de energia
com velocidade muito pequena (apenas 0,1 térmica em energia luminosa em um resistor percor-
mm/s, aproximadamente). Entretanto, quan- rido por uma corrente elétrica.
do ligamos o interruptor do circuito, o campo b. As lâmpadas incandescentes foram criadas por Ja-
elétrico que surge no condutor é estabeleci- mes Watt.
do quase instantaneamente em todo fio, pois c. Os filamentos dessas lâmpadas são geralmente feitos de

Física
a velocidade de propagação desse campo é tungstênio, que é um metal cujo ponto de fusão é baixo.
praticamente igual à da luz. Então, em um d. Para um elétron percorrer um fio de 60 cm de compri-
tempo muito curto, todos os elétrons livres mento com velocidade constante de 0,1 mm/s seria
já estão em movimento, embora os elétrons necessário um tempo de 100 minutos.
que começaram a mover-se nas proximida- e. Em Fahrenheit, a temperatura do filamento pode che-
des do interruptor só alcancem o filamento gar 950 °F.
depois de um tempo muito longo. Portanto,
os elétrons que provocam o aquecimento do 05.

Ciências da Natureza e suas Tecnologias


filamento a 2500 °C são aqueles presentes no Um chuveiro elétrico recebe energia elétrica e a transfor-
seu próprio tungstênio. ma em energia térmica para aquecer a água que circula pelo
LUZ, A. M.R.; ÁLVARES, B.A, Curso de Física. 5. ed. seu interior. Quais são os portadores de carga elétrica da cor-
Eletricidade, São Paulo: Scipione, p. 155. rente elétrica que faz o chuveiro funcionar? Explique.

Seu espaço
Sobre o módulo
Neste módulo, discutimos o conceito de corrente elétrica. É interessante salientar:
• Algumas substâncias puras não são condutoras de corrente elétrica, mas suas soluções podem ser.

Orientar os alunos a acessar o simulador presente no boxe “conexões aplicações”:


<http://portaldoprofessor.mec.gov.br/storage/recursos/12495/Web/labvirtq/simulacoes/tempUpLoad/sim_qui_quemapagoualuz.htm>.

• O movimento dos portadores de cargas é muito lento, mas a formação da corrente elétrica é praticamente instantânea, por

139
conta da velocidade de propagação do campo elétrico.Orientar os alunos a acessar o simulador presente no boxe “conexões
para ir além”:

<https://phet.colorado.edu/pt_BR/simulation/signal-circuit>.

• O sentido convencional da corrente é o sentido do campo elétrico, ou seja, do potencial maior para o potencial menor.
• Os efeitos da corrente elétrica: efeito Joule, efeito químico, efeito magnético.
• O perigo de a corrente se formar pelo peito da pessoa, por conta da fibrilação muscular do coração.

Na web
Existem diversos vídeos na internet que mostram as consequências de se brincar com a corrente elétrica, alguns deles
muito “chocantes”. Podem ser mostrados em aula como alerta para os alunos.
EMI-16-130
Exercícios Propostos
19

Da teoria, leia o tópico 1. distâncias entre as pontas das asas de algumas aves
221

Exercícios de tarefa reforço aprofundamento quando em voo. Argumentando que isso pode causar a
morte de algumas aves, ecologistas da região do Pantanal
Mato-grossense têm criticado a empresa de energia elé-
06. trica da região. Em relação a esta argumentação, pode-se
Uma lâmpada fluorescente contém, no interior do afirmar que:
tubo, argônio e vapor de mercúrio a baixa pressão. Quan- a. os ecologistas não têm razão, pois sabe-se que é nula
do ligada, o gás da lâmpada é ionizado para que se esta- a resistência elétrica do corpo de uma ave.
Física

beleça a condução de corrente elétrica. Quais partículas b. os ecologistas têm razão, pois a morte de uma ave po-
são portadoras de carga elétrica que formam a corrente derá se dar com sua colisão com um único fio e, por
elétrica? Explique. isto, a maior proximidade entre os fios aumenta a pro-
babilidade dessa colisão.
07. c. os ecologistas têm razão, uma vez que, ao encostar si-
A respeito da corrente elétrica, responda o que se pede: multaneamente em dois fios, uma ave provavelmente
a. O que é corrente elétrica? morrerá eletrocutada.
b. Em que meio ela pode se formar? d. os ecologistas não têm razão, uma vez que, ao en-
Ciências da Natureza e suas Tecnologias

c. O que é necessário para que se estabeleça uma cor- costar simultaneamente em dois fios, uma ave nunca
rente elétrica em um condutor de eletricidade? morrerá eletrocutada.
e. os ecologistas não têm razão, pois sabe-se que o cor-
08. po de uma ave é um isolante elétrico, não permitindo a
Comente a diferença entre o movimento real dos elétrons passagem de corrente elétrica.
que formam a corrente elétrica em um fio condutor e o sentido
convencional. 13.
O efeito Joule corresponde ao aquecimento de um con-
09. Cefet-MG dutor ao ser percorrido pela passagem de corrente elétrica.
A corrente elétrica nos materiais sólidos, líquidos e ga- Assinale a alternativa que contenha apenas aparelhos cuja
sosos depende da existência de grande quantidade de por- base de funcionamento é o efeito Joule.
tadores de carga elétrica livres. Dos materiais apresentados a a. Chuveiro elétrico e fogão a gás.
seguir, aquele que atende a essa condição é: b. Ferro elétrico de passar e lâmpada incandescente.
a. a água pura, no estado líquido. c. Forno elétrico e lâmpada fluorescente
b. o ar atmosférico, em um dia bem seco. d. Flash de máquina fotográfica e motor a combustão.
c. o diamante puro, em estado sólido natural.
140

d. o alumínio sólido, à temperatura ambiente. 14. UEL-PR


Quando uma corrente elétrica passa por um condutor ela
10. provoca alguns efeitos muito importantes. Considere os se-
Uma lâmpada incandescente (comum) é ligada aos po- guintes efeitos da corrente elétrica:
los de uma pilha. Estabelece-se então uma corrente elétrica I. Efeito Joule ou térmico: um condutor percorrido por
fazendo a lâmpada acender. Quais são os portadores de carga corrente elétrica sofre um aquecimento.
elétrica que atravessam a lâmpada? Explique. II. Efeito químico: uma solução eletrolítica sofre decom-
posição quando é percorrida por corrente elétrica.
11. PUC-MG III. Efeito luminoso: a passagem da corrente elétrica atra-
Assinale a alternativa incorreta. vés de um gás rarefeito, sob baixa pressão.
a. Materiais que são bons condutores de eletricidade IV. Efeito fisiológico: a corrente elétrica ao, atravessar or-
possuem elétrons livres que podem ser transportados ganismos vivos, produz contrações musculares.
com facilidade. V. Efeito magnético: um condutor percorrido por corrente
b. Materiais isolantes quase não possuem elétrons livres. elétrica cria, na região próxima a ele, um campo mag-
c. A madeira, a porcelana e a borracha são conhecidas nético.
como bons condutores de eletricidade. Na nossa residência, os efeitos que sempre acompa-
d. O ar seco e o papel são conhecidos como bons iso- nham a corrente elétrica são:
lantes. a. I e II
b. II e III
12. UFV-MG c. III e IV
Normalmente, as distâncias entre os fios (desenca- d. IV e V
pados) da rede elétrica de alta tensão são inferiores às e. V e I
EMI-16-130
15.

19
Por que, se a corrente elétrica circular de uma mão para outra, o risco de um acidente grave é maior?

221
16. UEL-PR
Em relação à corrente elétrica, considere as afirmativas a seguir.
I. A corrente elétrica é uma grandeza escalar, definida como a razão entre a variação da quantidade de carga elétrica que flui
em um meio em um intervalo de tempo.
II. A corrente elétrica convencional descreve o fluxo de cargas elétricas positivas.
III. Os elétrons fluem no interior dos metais com a velocidade da luz.
IV. O campo elétrico é o responsável por fazer cargas elétricas se movimentarem em um circuito elétrico.

Física
Assinale a alternativa correta.
a. Somente as afirmativas I e II são corretas.
b. Somente as afirmativas I e III são corretas.
c. Somente as afirmativas III e IV são corretas.
d. Somente as afirmativas I, II e IV são corretas.
e. Somente as afirmativas II, III e IV são corretas.

Ciências da Natureza e suas Tecnologias


141
EMI-16-130
Módulo 78
19

Intensidade da corrente elétrica


221

Exercícios de Aplicação
01. UFPE 02. UFPE
Um fio metálico e cilíndrico é percorrido por uma corrente O gráfico mostra a variação da corrente elétrica i, em
Física

elétrica constante de 0,4 A. Considere o módulo da carga do ampere, num fio em função do tempo t, em segundos. Qual
elétron igual a 1,6 · 10–19 C. Expressando a ordem de grande- a carga elétrica, em coulomb, que passa por uma seção trans-
za do número de elétrons de condução que atravessam uma versal do condutor nos primeiros 4,0 segundos?
seção transversal do fio em 60 segundos na forma 10N, qual
o valor de N?
6,0
Resolução
5,0
Da definição de corrente elétrica:

Corrente (A)
Ciências da Natureza e suas Tecnologias

Q n⋅ e i⋅ ∆t 0,4 ⋅60 4,0


i= ⇒i= ⇒n= =
∆t ∆t e 1,6⋅10−19 3,0
n = 1,5·1020 elétrons
2,0
10N = 1020 ⇒ N = 20
1,0
0,0
1,0 2,0 3,0 4,0 5,0 6,0 7,0
0,0
Tempo (s)

Resolução
A carga é dada pela área do trapézio, sob a curva no inter-
valo de tempo entre 0 e 4,0 s, como mostrado na figura.

6,0
142

5,0
Corrente (A)

4,0
3,0
2,0

1,0
0,0
1,0 2,0 3,0 4,0 5,0 6,0 7,0
0,0
Tempo (s)

Portanto:
N
Q = Ai × t
(4 + 1)
Q= ⋅4 ⇒ Q = 10 C
2
EMI-16-130
03. Enem

19
Um circuito em série é formado por uma pilha, uma lâmpada incandescente e uma chave interruptora. Ao se ligar a chave, a
lâmpada acende quase instantaneamente, irradiando calor e luz. Popularmente, associa-se o fenômeno da irradiação de energia

221
a um desgaste da corrente elétrica, ao atravessar o filamento da lâmpada, e à rapidez com que a lâmpada começa a brilhar. Essa
explicação está em desacordo com o modelo clássico de corrente. De acordo com o modelo mencionado, o fato de a lâmpada
acender quase instantaneamente está relacionado à rapidez com que:
a. o fluido elétrico se desloca no circuito.
b. as cargas negativas móveis atravessam o circuito.
c. a bateria libera cargas móveis para o filamento da lâmpada.
d. o campo elétrico se estabelece em todos os pontos do circuito.

Física
e. as cargas positivas e negativas se chocam no filamento da lâmpada.
Resolução
Quando se fecha a chave, surge um campo elétrico ao longo de todo o fio, fazendo com que as cargas comecem a se deslo-
car, formando a corrente elétrica.
Alternativa correta: D
Habilidade
Identificar os efeitos ou características da corrente elétrica em situações do cotidiano.

Ciências da Natureza e suas Tecnologias


Exercícios Extras
04. 05. UFSCar-SP
Em uma solução aquosa de ácido sulfúrico (H2SO4), os por- O capacitor é um elemento de circuito muito utilizado em
tadores de carga elétrica são os íons hidroxônio (+) e os íons sul- aparelhos eletrônicos de regimes alternados ou contínuos.
fato (–). Com base na figura a seguir, suponha que 1 · 1020 íons Quando seus dois terminais são ligados a uma fonte, ele é ca-

143
sulfato e 2 · 1020 íons hidroxônio se movimentem por segundo. paz de armazenar cargas elétricas. Ligando-o a um elemento
Determinar a intensidade da corrente elétrica no interior da solu- passivo como um resistor, por exemplo, ele se descarrega. O
ção aquosa de ácido sulfúrico. gráfico representa uma aproximação linear da descarga de
+ – um capacitor.
i
H2O+ i (mA)
4,0
H3O+
SO4–2
2,0
i
SO4–2
t (s)
a. O cálculo da corrente elétrica leva apenas em conta o
movimento de cargas negativas, já que é o movimento 0 2,4 4,8 7,2
real dos portadores. Por isso, a intensidade é de 16 A.
b. O cálculo da corrente elétrica leva apenas em conta o Sabendo que a carga elétrica fundamental tem valor
movimento de cargas positivas, que é o sentido con- 1,6 · 10–19 C, determine o número aproximado de portado-
vencional da corrente. Por isso, a intensidade é de 16 A. res de carga que fluíram durante essa descarga.
c. Como a solução é iônica, devemos levar em considera-
ção o movimento dos ânions. Portanto, a intensidade
da corrente elétrica é de 32 A.
d. Como a solução é iônica, devemos levar em considera-
ção o movimento dos cátions. Portanto, a intensidade
da corrente elétrica é de 32 A.
e. Como a solução é iônica, devemos levar em considera-
EMI-16-130

ção o movimento dos ânions e dos cátions. Portanto, a


intensidade da corrente elétrica é de 64 A.
Seu espaço
19

Sobre o módulo
221

Neste módulo, exploramos o cálculo da intensidade da corrente elétrica, mostrando a equação bem como o gráfico que
relaciona a intensidade da corrente elétrica com o tempo.
Sugestões:
– Comentar com os alunos os submúltiplos mA (miliampere), µA (microampere) e nA (nanoampere).
– Enfatizar a unidade de carga elétrica mAh, muito utilizada em baterias de celular.
– Relembrar as áreas elementares do retângulo, trapézio, triângulo, além do volume de um cilindro.
Física

– Salientar que o sentido convencional da corrente elétrica está relacionado com o sentido do campo elétrico, que é do
potencial maior para o potencial menor.
– Comentar sobre o efeito instantâneo da formação da corrente elétrica em detrimento da velocidade baixíssima dos elé-
trons dentro do material.
– Comentar que, no caso de correntes iônicas, devemos somar o número de cátions e ânions para se determinar a intensi-
dade da corrente elétrica.
– Diferenciar corrente elétrica média e corrente elétrica instantânea.
Ciências da Natureza e suas Tecnologias

Na web

No momento de abordar a baixa velocidade dos elétrons em comparação com o efeito


instantâneo da corrente, é interessante usar o simulador indicado na teoria.
Acesse: <https://phet.colorado.edu/pt_BR/simulation/signal-circuit>.
144

EMI-16-130
Exercícios Propostos

19
Da teoria, leia os tópicos 2 e 3. 10. UFOP-MG

221
Exercícios de tarefa reforço aprofundamento Em uma tarde de tempestade, numa região desprovida
de para-raios, a antena de uma casa recebe uma carga que
faz fluir uma corrente de 1,2 · 104 A, em um intervalo de tem-
06. UPE po de 25 · 10–6 s. Qual a carga total transferida para a antena?
Uma corrente de 0,3 A que atravessa o peito pode pro-
duzir fibrilação (contrações excessivamente rápidas das 11.
fibrilas musculares) no coração de um ser humano, pertur- O gráfico a seguir mostra como varia a corrente elétrica,

Física
bando o ritmo dos batimentos cardíacos com efeitos possi- para o intervalo de 0 a 4,0 s, através de um condutor. Nessas
velmente fatais. Considerando que a corrente dure 2,0 min, condições, determine:
determine o número de elétrons que atravessam o peito do a. a quantidade total de carga elétrica que atravessa o
ser humano. condutor nos 4,0 s;
Dado: módulo da carga do elétron = 1,6 · 10–19 C b. a intensidade média da corrente elétrica.

07. Unicamp-SP i (A)


Atualmente há um número cada vez maior de equipa-

Ciências da Natureza e suas Tecnologias


10
mentos elétricos portáteis e isso tem levado a grandes esfor-
ços no desenvolvimento de baterias com maior capacidade
de carga, menor volume, menor peso, maior quantidade de
ciclos e menor tempo de recarga, entre outras qualidades.
Outro exemplo de desenvolvimento, com vistas a recargas rá-
pidas, é o protótipo de uma bateria de íon-lítio, com estrutura
tridimensional. Considere que uma bateria, inicialmente des- t (s)
0 2,0 4,0
carregada, é carregada com uma corrente média im = 3,2 A até
atingir sua carga máxima de Q = 0,8 Ah. Determine o tempo
gasto para carregar a bateria. 12. UFMG(adaptado)
Uma lâmpada fluorescente contém em seu interior um
08. Unicamp-SP gás que se ioniza após a aplicação de alta tensão entre
O carro elétrico é uma alternativa aos veículos com motor seus terminais. Após a ionização, uma corrente elétrica é
a combustão interna. Considerando uma bateria com carga estabelecida e os íons negativos deslocam-se com uma
total Q = 75 A·h, e a intensidade da corrente elétrica 50 A, as- taxa de 1,0 · 1018 íons/segundo para o polo A. Os íons po-
sinale a alternativa correta. sitivos se deslocam, com a mesma taxa, para o polo B.

145
a. Nesse caso, a corrente elétrica se forma do polo negativo
para o polo positivo, que é o sentido convencional da cor-
rente elétrica, e a bateria tem uma autonomia de 1,5 h.
b. Nesse caso, o fluxo de elétrons é do polo negativo para
A B
o polo positivo. No entanto, o sentido convencional da
corrente elétrica é do polo positivo para o negativo. A
autonomia dessa bateria é de 1,5 h. Sabendo-se que a carga de cada íon positivo é de
c. Como o carro tem um motor a combustão, não faz sen- 1,6 · 10–19 C, pode-se dizer que a corrente elétrica na lâmpa-
tido a necessidade de uma bateria, já que a energia da e o seu sentido convencional serão:
necessária para o motor funcionar é fornecida pela a. 0,16 A e anti-horário.
queima do combustível. b. 0,16 A e horário.
d. Nesse caso, ocorre movimento de cátions e ânions pe- c. 0,32 A e anti-horário.
los fios condutores, em sentidos opostos, e por conta d. 0,32 A e horário.
disso a autonomia da bateria é de 1 h. e. nula e não tem sentido.
e. Independentemente da velocidade imprimida ao car-
ro, a autonomia da bateria é a mesma, 0,75 h. 13. Unicamp-SP (adaptado)
Um desafio tecnológico atual é a produção de baterias
09. UFPE (adaptado) biocompatíveis e biodegradáveis que possam ser usadas
Em uma solução iônica, N(+) = 5,0 · 1015 íons positivos, para alimentar dispositivos inteligentes com funções médi-
com carga individual Q(+) = +2 · e, se deslocam para a direita a cas. Um parâmetro importante de uma bateria biocompatível
cada segundo. Por outro lado, N(–) = 4,0 · 1016 íons negativos, é sua capacidade específica (C), definida como a sua carga
com carga individual igual a Q(–) = –e, se movem em sentido por unidade de massa, geralmente dada em mA · h/g. O grá-
contrário a cada segundo. Qual é a corrente elétrica, em mA, fico a seguir mostra de maneira simplificada a diferença de
na solução? potencial de uma bateria à base de melanina em função de C.
a. 2 d. 8 Para uma diferença de potencial de 0,4 V, que corrente média
EMI-16-130

b. 4 e. 10 a bateria de massa m = 5,0 g fornece, supondo que ela se des-


c. 6 carregue completamente em um tempo t = 4 h?
0,8 Dado: carga elétrica do próton 1,6 · 10–19 C
19

a. 0,16 A d. 1,6 · 10–9 A


Diferença de potencial (U) 0,6 b. 1,6 · 10 A
–15
e. 1,6 · 10–23 A
221

0,4 c. 1,6 · 10 A
–29

0,2 15. Fuvest-SP


Medidas elétricas indicam que a superfície terrestre
0,0
tem carga elétrica total negativa de, aproximadamente,
–0,2 600 000 coulombs. Em tempestades, raios de cargas po-
sitivas, embora raros, podem atingir a superfície terrestre.
Física

–0,4 A corrente elétrica desses raios pode atingir valores de


até 300 000 A. Que fração da carga elétrica total da Terra
–0,6
poderia ser compensada por um raio de 300 000 A e com
0 5 10 15 20 25 30 duração de 0,5 s?
1
Capacidade específica (mA·h/g) a. 1 d.
2 10
a. 25 mA d. 2,5 µA
1
b. 25 A e. 0,25 A b. e. 1
Ciências da Natureza e suas Tecnologias

3 20
c. 2,5 A
c. 1
14. UFPA 4
O acelerador de partículas LHC, o Grande Colisor de Ha-
drons (Large Hadron Collider), recebeu da imprensa vários 16. Cefet-MG
adjetivos superlativos: “a maior máquina do mundo”, “o maior Em um circuito de corrente contínua, utiliza-se um fio de
experimento já feito”, “o big-bang recriado em laboratório”, cobre com diâmetro 1,6 mm e 8,4 · 1022 elétrons livres por cm3.
para citar alguns. Quando o LHC estiver funcionando a plena Ao se ligar o circuito, a corrente de 10 A, produzida quase ins-
capacidade, um feixe de prótons, percorrendo o perímetro do tantaneamente, resulta do movimento dos elétrons livres com
anel circular do acelerador, irá conter 1014 prótons, efetuando uma velocidade, em m/s, da ordem de:
104 voltas por segundo, no anel. Considerando que os prótons a. 1012 d. 10–2
preenchem o anel uniformemente, identifique a alternativa que b. 108 e. 10–4
indica corretamente a corrente elétrica que circula pelo anel. c. 104
146

EMI-16-130
221

AT 222
Capítulo 15 ..............148
Módulo 37 ............153
M

a
Capítulo 16 ..............156
Módulo 38 ............169

sic Módulo 39 ............ 174




Q
O
BI
O
LP
IS
H
FI GEO
L

S
C
SO


S
RE
1. Calorímetro 150
2. Princípio das trocas
de calor sem mudança de fase 150
3. Organizador gráfico 152
Módulo 37 – Princípio das trocas
de calor sem mudança de fase 153

• Associar as transferências de calor


entre corpos, que estão inicialmente em
temperaturas diferentes, ao princípio de
conservação da energia.

ALEXRATHS / ISTOCK
Trocas de calor 15
149

Em um dia muito frio, precisamos nos aquecer e para isso devemos receber
calor de alguma forma. Diante de uma lareira, estamos recebendo calor de
diferentes modos. A lenha queimando irradia calor diretamente por meio de ondas
eletromagnéticas; o ar próximo às chamas se aquece e circula, esquentando o
ambiente; uma xícara de chá quente conduz calor aquecendo as mãos; o fato
de um casal ficar juntinho também favorece a condução de calor entre ambos. O
agasalho, no entanto, dificulta a condução de calor para o ambiente.
1. Calorímetro Um calorímetro ideal é aquele que não troca calor com
15

Como vimos no início do capítulo, o calor é a energia o meio externo e nem com as substâncias que estão sendo
térmica em trânsito, e ele se propaga espontaneamente do usadas no experimento; nesse caso a capacidade térmica do
222

corpo de maior temperatura para o de menor temperatura até calorímetro é nula.


atingir o equilíbrio térmico. Como não existe calorímetro ideal, muitas vezes sua ca-
Para facilitar o estudo das trocas de calor entre corpos, é pacidade térmica é tão pequena que pode ser desprezada.
preciso isolá-los do ambiente. Com esse objetivo, os físicos Nos casos em que a capacidade térmica é considerável, dize-
fazem os experimentos dessas trocas em recipientes espe- mos que o calorímetro é real e devemos utilizar seu valor nos
ciais chamados de calorímetros, construídos de forma a evi- cálculos da troca de calor.
tar os três tipos de propagação de calor: Um exemplo de calorímetro usado no dia a dia é a garrafa
Física

• a troca de calor com o ambiente por meio da condu- térmica ou vaso de Dewar, que utiliza os mesmos princípios
ção, na qual se revestem os calorímetros com mate- para evitar as trocas de calor com o ambiente.
riais isolantes ou deixa-se um vácuo entre as paredes
do recipiente;
• a troca de calor por irradiação, em que as paredes do
recipiente são espelhadas por dentro e por fora, refle- Veja como funciona a garrafa térmica:
tindo assim a radiação térmica; <http://www.mundofisico.joinville.udesc.br/index.
• as perdas com convecção, em que se usa uma tampa
Ciências da Natureza e suas Tecnologias

php?idSecao=8&idSubSecao=&idTexto=201>.
bem vedada, comum orifício pelo qual são colocados
o termômetro e um agitador.

2. Princípio das trocas de


calor sem mudança de fase
Para entender as trocas de calor, vamos começar com um
experimento bem simples. Misturam-se iguais quantidades
de água em um calorímetro ideal, uma a 80 °C e a outra a 20 °C;
mexendo no agitador, percebe-se que o equilíbrio é atingido a
50 °C. Isso acontece em razão do princípio da conservação
da energia, em que todo o calor cedido pela água quente é
totalmente recebido pela água fria, já que o sistema é isolado.
Para visualizar o que aconteceu, observe o gráfico de
temperatura em função do módulo do calor.
150

θ °C
80
ARSTY / ISTOCK

50

20
Calor cebido

Calor recebido Q

Foto de um calorímetro de laboratório No gráfico, podemos observar que, até atingir o equilíbrio
térmico, o módulo do calor cedido é igual ao do calor recebido.

|Qcedido| = | Qrecebido|
Termômetro Agitador

Por convenção, o calor cedido é negativo e o calor rece-


bido é positivo.
Isolante térmico
Qcedido < 0

Qrecebido > 0

Assim, podemos escrever:

Qcedido = – Qrecebido ou Qcedido + Qrecebido = 0


EMI-16-130

Corte de um calorímetro Esse é o princípio das trocas de calor.


Ele pode ser enunciado como:

15
Quando dois ou mais corpos termicamente isolados e a temperaturas diferentes entram em contato entre si, após o equi-

222
líbrio térmico, a soma algébrica das quantidades de calor trocadas por eles é igual a zero.

APRENDER SEMPRE 27

01. 02.

Física
Dentro de um calorímetro ideal, temos um corpo A de Dentro de um calorímetro de capacidade térmica 54 cal/°C,
400 g de massa e temperatura de 80 °C em contato térmico encontramos 500 g de água a 20 °C em equilíbrio térmico. In-
com um corpo B de 200 g à temperatura de 30 °C. O calor troduzindo um cubo de prata de massa 100 g à temperatura
específico sensível do corpo A vale cA = 0,2 cal/(g·°C) e do de 200 °C no calorímetro, observamos, após algum tempo,
corpo B, cB = 0,6 cal/(g·°C). Supondo que no processo de tro- que o sistema entra em equilíbrio térmico. Calcule a tempera-
ca de calor não ocorreram mudanças de estado físico, deter- tura de equilíbrio térmico.
mine o valor da temperatura de equilíbrio térmico. Considere que o sistema não trocou calor com o meio am-
biente e, que o calor específico da prata é cp = 0,06 cal/(g ·°C)

Ciências da Natureza e suas Tecnologias


Resolução e da água é ca = 1,0 cal/(g·°C).
Um calorímetro é dito ideal ou mesmo adiabático quan-
do não permite trocas de calor com o meio ambiente ou com Resolução
ele mesmo. Logo, todas as trocas de calor ocorrerão entre os Construindo o quadro de informações, temos:
sistemas A e B, sem nenhuma outra perda.
Como o corpo A está mais quente, terá perda de calor, Corpo Situação Massa qinicial qfinal
sofrendo apenas resfriamento, enquanto o corpo B receberá Água Recebe calor 500 g 20 °C θE
calor, sofrendo aquecimento. Assim, será atingido o equilí-
brio térmico à temperatura θE. Calorímetro Recebe calor 20 °C θE
Podemos organizar nossas informações em um quadro: Prata Cede calor 100 g 200 °C θE

Corpo Situação Massa Calor específico qinicial qfinal No processo de troca de calor, temos:
Qcedido + Qrecebido = 0
A Cede calor 400 g cA = 0,2 cal/(g·°C) 80 °C θE (m · c · ∆θ)prata + (m · c · ∆θ)água + (C · ∆θ)calorímetro = 0
B Recebe calor 200 g cB = 0,6 cal/(g·°C) 30 °C θE 100 · 0,06 · (θE – 200) + 500 · 1 · (θE – 20) +
+ 54 · (θE – 20) = 0

151
No processo de troca de calor, temos: 6 · θE – 1 200 + 500 · θE – 10 000 + 54 · θE – 1 080 = 0
Qcedido + Qrecebido = 0 560 · θE – 12 280 = 0
(m · c · ∆θ)A + (m · c · ∆θ)B = 0 θE ≈ 22 °C
400 · 0,2 · (θE – 80) + 200 · 0,6 · (θE – 30) = 0
80 · θE – 6 400 + 120 · θE – 3 600 = 0 θ oC
200 · θE – 10 000 = 0 200
θE = 50 °C

Temperatura (oC)
80
Corpo A

50
22
30 20 Calor cebido
Corpo B
Calor recebido Q
0 tempo Q
EMI-16-130
3. Organizador gráfico
15

A. Trocas de calor
222
Física

Princípio das
ARSTY / ISTOCK

trocas de calor sem


mudança de fase
Ciências da Natureza e suas Tecnologias

Qcedido < 0
|Qcedido| = |Qrecebido|
Qrecebido > 0

Qcedido + Qrecebido = 0
152

EMI-16-130

Apenas
Tema Tópico Subtópico Subtópico destaque texto Características
Módulo 37

15
Princípio das trocas de calor sem mudança de fase

222
Exercícios de Aplicação
01. UFRJ 03. Enem
Três amostras de um mesmo líquido são introduzidas Aquecedores solares usados em residências têm o obje-

Física
num calorímetro adiabático de capacidade térmica desprezí- tivo de elevar a temperatura da água até 70 °C. No entanto, a
vel: uma de 12 g a 25 °C, outra de 18 g a 15 °C e a terceira de temperatura ideal da água para um banho é de 30 °C. Por isso,
30 g a 5 °C. deve-se misturar a água aquecida com a água à temperatura
Calcule a temperatura do líquido quando se estabelecer o ambiente de um outro reservatório, que se encontra a 25 °C.
equilíbrio térmico no interior do calorímetro. Qual a razão entre a massa de água quente e a massa de
água fria na mistura para um banho à temperatura ideal?
Resolução
a. 0,111
Qcedido + Qrecebido = 0 b. 0,125

Ciências da Natureza e suas Tecnologias


m1 ·c · (θ – θ01) + m2 ·c · (θ – θ02) + m3 ·c ·(θ – θ03) = 0 c. 0,357
12(θ – 25) + 18(θ – 15) + 30(θ – 5) = 0 d. 0,428
2(θ – 25) + 3(θ – 15) + 5(θ – 5) = 0 e. 0,833
2θ – 50 + 3θ – 45 + 5θ – 25 = 0 Resolução
10θ = 120 Considerando o sistema termicamente isolado, temos:
θ = 12 °C Qágua1 + Qágua2 = 0
mquente · c água · (30 – 70) + mfria · c água · (30 – 25) = 0
mQuente 5 1 mQuente
= = ⇒ = 0,125
mfria 40 8 mfria
Alternativa correta: B
Habilidade
02. Associar as transferências de calor entre corpos, que es-
Um calorímetro de capacidade térmica 100 cal/°C contém tão inicialmente em temperaturas diferentes, ao princípio de
800 g de água a 80 °C. A quantidade de água a 20 °C que deve conservação da energia.

153
ser adicionada a fim de que a mistura tenha uma temperatura
de equilíbrio de 40 °C é igual a:
a. 1 800 g
b. 2 000 g
c. 1 600 g
d. 1 000 g
e. 800 g
Resolução
Qcedido + Qrecebido = 0
Qcedido(água quente) + Qcedido(calorímetro) + Qrecebido(água fria) = 0
(m · c · ∆θ)a1 + (C · ∆θ)cal + (m · c · ∆θ)a2 = 0
800 · 1,0 · (40 – 80) + 100 · (40 – 80) +
+ ma2 · 1,0 · (40 – 20) = 0
800 · (– 40) + 100 · (– 40) + ma2 · 20 = 0
– 36 000 + 20·ma2 = 0
ma2 = 1 800 gramas
Alternativa correta: A
EMI-16-130
Exercícios Extras
15

04. Unesp Considerando que as densidades do leite, do café e do


222

Clarice colocou em uma xícara 50 mL de café a 80 °C, adoçante sejam iguais e que a perda de calor para a atmos-
100 mL de leite a 50 °C e, para cuidar de sua forma física, fera é desprezível, depois de atingido o equilíbrio térmico, a
adoçou com 2 mL de adoçante líquido a 20 °C. Sabe-se que temperatura final da bebida de Clarice, em °C, estava entre:
o calor específico do café vale 1 cal/(g ·°C), do leite vale a. 75,0 e 85,0
0,9 cal/(g ·°C), do adoçante vale 2 cal/(g ·°C) e que a capaci- b. 65,0 e 74,9
dade térmica da xícara é desprezível. c. 55,0 e 64,9
d. 45,0 e 54,9
Física

e. 35,0 e 44,9

05. UFAL
Um calorímetro de capacidade térmica 100 cal/°C contém
300 g de água a 20 °C. Introduz-se no calorímetro um bloco de
alumínio, de massa 500 g, à temperatura de 170 °C. Determi-
ne a temperatura de equilíbrio térmico do sistema, admitindo
que não há trocas de calor com o ambiente.
Ciências da Natureza e suas Tecnologias

Dados
Calor específico da água = 1,0 cal/(g · °C)
Calor específico do alumínio = 0,20 cal/(g · °C)

Seu espaço
Sobre o módulo
Nesta aula, será trabalhado o princípio das trocas de calor sem mudança de fase. Mostrar ao aluno que esse princípio nada
mais é do que o princípio da conservação da energia aplicado ao calor.
Para explicar o conceito de calorímetro, é interessante levar uma garrafa térmica e desmontá-la pela parte inferior, a fim de
mostrar como ela evita as três formas de propagação do calor.
Na web

Se não for possível mostrar a garrafa térmica, você pode pedir para que os alunos acessem o link
do “Para ir além”, presente na teoria, para que eles desmontem a garrafa em casa.
154

Acesse: <http://www.mundofisico.joinville.udesc.br/index.php?idSecao=8&idSubSecao=&idTexto=201>.

Exercícios Propostos

Da teoria, leia os tópicos 1 e 2. 08. UFAL


Exercícios de tarefa reforço aprofundamento O gráfico a seguir representa o diagrama da variação da
temperatura de duas substâncias em função do tempo. A
substância de massa m1, inicialmente a 40,0 °C e de calor es-
06. pecífico igual a 1,00 cal/(g · °C), mistura-se, em um recipien-
Um bloco metálico com 100 g de massa, a 225 °C, é intro- te de capacidade térmica desprezível, com a substância de
duzido num calorímetro de capacidade térmica desprezível massa m2 = 80,0 g, inicialmente a 120 °C e de calor específico
que contém 500 g de água, a 21 °C. Determine o calor específi- 0,600 cal/(g · °C). Podemos afirmar que a massa m1 vale:
co do metal que constitui o bloco, sabendo-se que o equilíbrio T (°C)
térmico se estabelece a 25 °C.
Dado: cágua = 1 cal/(g ⋅°C) 120

07. 60
40
No interior de um calorímetro de capacidade térmica
6 cal/°C, encontram-se 85 g de um líquido a 18 °C. Um bloco 0 20 t (s)
de cobre de massa 120 g e calor específico 0,094 cal/(g · °C),
aquecido a 100 °C, é colocado dentro do calorímetro. O equi- a. 64,0 g d. 250 g
EMI-16-130

líbrio térmico se estabelece a 42 °C. Determine o calor espe- b. 144 g e. 300 g


cífico do líquido. c. 200 g
09. 14. UEL-PR (adaptado)

15
A capacidade calorífera (térmica) de uma amostra de Uma gota de álcool de 1,0 g, à temperatura de 70 °C, cai
água é cinco vezes maior do que a de um bloco de ferro. Con- em um reservatório com 1 000 litros de água a 33 °C.

222
sidere tal amostra de água à temperatura de 20 °C e tal bloco Dados
de ferro à temperatura de 50 °C. Colocando-os num recipiente Calor específico da água: 1,0 cal/(g·°C)
termicamente isolado e de capacidade térmica desprezível, a Calor específico do álcool: 0,6 cal/(g·°C)
temperatura final de equilíbrio, em °C, será igual a: Massa específica da água: 1 000 kg/m3
a. 12,5 c. 35 e. 70 Calcule a quantidade de calor transferida para a água.
b. 25 d. 45 Apresente os cálculos.

Física
10. 15. Fuvest-SP
No interior de um calorímetro de capacidade térmica O processo de pasteurização do leite consiste em aque-
60 cal/°C, há 200 g de água (calor específico = 1 cal/(g · °C)). cê-lo a altas temperaturas, por alguns segundos, e resfriá-lo
Fornecendo 3 000 cal ao sistema, observa-se que sua em seguida. Para isso, o leite percorre um sistema, em fluxo
temperatura sofre uma variação de 10 °C. A quantidade de ca- constante, passando por três etapas:
lor perdida por esse sistema, nesse processo, é de: I. O leite entra no sistema (através de A), a 5 °C, sendo
a. 400 cal d. 1 600 cal aquecido (no trocador de calor B) pelo leite que já foi
b. 600 cal e. 2 000 cal pasteurizado e está saindo do sistema.

Ciências da Natureza e suas Tecnologias


c. 1 000 cal II. Em seguida, completa-se o aquecimento do leite, atra-
vés da resistência R, até que ele atinja 80 °C. Com essa
11. Fuvest-SP temperatura, o leite retorna a B.
Um bloco de massa 2,0 kg, ao receber toda a energia tér- III. Novamente em B, o leite quente é resfriado pelo leite frio
mica liberada por 1 000 gramas de água que diminuem a sua que entra por A, saindo do sistema (através de C) a 20 °C.
temperatura de 1,0 °C, sofre um acréscimo de temperatura de
10 °C. Considere o calor específico da água igual a 1,0 cal/(g·°C). T
O calor específico do bloco em cal/(g · °C) é: A R 80 °C
a. 0,2 c. 0,15 5 °C
b. 0,1 d. 0,05
e. 0,01 C

12. Unifor 20 °C
O café é uma das bebidas mais consumidas no mundo. O Em condições de funcionamento estáveis, e supondo que
Brasil ainda é um dos maiores exportadores desta rubiácea. Ao o sistema seja bem isolado termicamente, pode-se afirmar
saborear uma xícara dessa bebida em uma cafeteria da cidade, que a temperatura indicada pelo termômetro T, que monitora

155
André verificou que a xícara só estava morna. O café foi produ- a temperatura do leite na saída de B, é aproximadamente de:
zido a 100,00 °C. A xícara era de porcelana, cujo calor específico a. 20 °C d. 65 °C
cx = 0,26 cal/(g · °C), e sua temperatura antes do contato com b. 25 °C e. 75 °C
o café era de 25,00 °C. Considerando o calor específico do café c. 60 °C
de cc = 1,0 cal/(g · °C), a massa da xícara mx = 50,00 g e a mas-
sa do café mc = 150,00 g, a temperatura aproximada da xícara 16. Unesp
detectada por André, supondo já atingido o equilíbrio térmico e Para testar os conhecimentos de termofísica de seus alu-
considerando não ter havido troca de calor com o ambiente, era: nos, o professor propõe um exercício de calorimetria no qual são
a. 94,00 °C d. 64,00°C misturados 100 g de água líquida a 20 °C com 200 g de uma liga
b. 84,00 °C e. 54,00 °C metálica a 75 °C. O professor informa que o calor específico da
c. 74,00 °C água líquida é 1 cal / (g · °C) e o da liga é 0,1 cal / (g · °X), onde
X é uma escala arbitrária de temperatura, cuja relação com a es-
13. UERJ cala Celsius está representada no gráfico.
Um sistema é constituído por uma pequena esfera metá-
θx (oX)
lica e pela água contida em um reservatório. Na tabela, estão
apresentados dados das partes do sistema, antes de a esfera
ser inteiramente submersa na água. 85

Partes do Temperatura Capacidade


sistema inicial (°C) térmica (cal/°C)
25
Esfera metálica 50 2
Água do reservatório 30 2 000 0 10 θc (oC)
A temperatura final da esfera, em graus Celsius, após o Obtenha uma equação de conversão entre as escalas X e
equilíbrio térmico com a água do reservatório, é cerca de: Celsius e, considerando que a mistura seja feita dentro de um
EMI-16-130

a. 20 c. 40 calorímetro ideal, calcule a temperatura final da mistura, na


b. 30 d. 50 escala Celsius, depois de atingido o equilíbrio térmico.
1. Fases comuns da matéria 158
2. Fases exóticas da matéria 158
3. Mudanças de fase 159
4. Leis gerais da mudança de fase 161
5. Diagrama de fases 161
6. Calor latente 165
7. Organizador gráfico 168
Módulo 38 – Mudanças de fase 169
Módulo 39 – Calor latente 174

• Efetuar cálculos envolvendo mudança


de estado e trocas de calor.
• Identificar as mudanças de fase das
substâncias puras.
• Relacionar as mudanças de fase das
substâncias com os conceitos de calor
latente e temperatura.

AZ68 / ISTOCK
Mudanças de fase 16
157

Espetáculos da natureza, os vulcões são ótimos exemplos para


o estudo das mudanças de fase. Durante a erupção, rochas se fun-
dem e se transformam em magma e, ao escorrerem montanha abai-
xo, perdem calor e se solidificam voltando a ser rochas. Alguns, cha-
mados de Gêiseres, estão cheios de água e lançam jatos de água e
vapor, demonstrando o fenômeno de vaporização.
1. Fases comuns da matéria Em razão de as forças de coesão entre as partículas no es-
16

No capítulo anterior, estudamos os efeitos das trocas de tado líquido serem menores que no sólido, as moléculas apre-
calor em uma substância. Vimos que, ao receber calor, a subs- sentam maior movimentação, o que explica o fato de um líquido
222

tância aumenta sua temperatura e que, ao perder calor, sua possuir a forma do recipiente que o contém ou de esparramar-
temperatura diminui. Neste capítulo, porém, aprenderemos -se sobre um plano. Entretanto, essas forças são intensas o su-
que tal efeito não é o único que pode acontecer quando se for- ficiente para garantir um volume constante, ou seja, muito bem
nece ou se retira calor de um corpo; dependendo da situação, definido, tornando os líquidos muito pouco compressíveis.
o corpo pode receber calor e não aumentar sua temperatura;
nesse caso, dizemos que está havendo mudança de fase. C. Fase gasosa
Já no ensino fundamental, aprendemos que existem ba- Na fase gasosa, a distância entre as moléculas é muito
Física

sicamente três estados de agregação da matéria, ou fases: maior quando comparada com suas dimensões. Por estarem
sólida, líquida e gasosa. Na realidade, essas são as três fases muito afastadas umas das outras, a interação entre elas é
mais comuns encontradas em nosso cotidiano; porém, com praticamente desprezível, o que lhes permite uma grande li-
muita pesquisa, os cientistas já descobriram muitas outras berdade de movimentação.
fases, das quais iremos estudar algumas.

A. Fase sólida
Na fase sólida, as moléculas (ou átomos) encontram-se
Ciências da Natureza e suas Tecnologias

muito próximas, e há entre elas uma forte interação, o que


lhes permite ligeiras movimentações em torno de posições
de equilíbrio. Assim, em razão dessas interações e disposi-
ções, forma-se, no caso dos sólidos cristalinos, uma estrutura
regular denominada rede cristalina. Na figura a seguir, pode-
mos ver uma ilustração da água na fase sólida (gelo) em que Disposição das moléculas de água na fase gasosa
cada átomo de hidrogênio se liga ao átomo de oxigênio, for-
mando uma estrutura cristalina rígida. 2. Fases exóticas da matéria
As fases exóticas, também conhecidas como estados
especiais da matéria, foram postuladas ou descobertas
mais recentemente.
O plasma, também conhecido como o quarto estado da maté-
ria, é formado por gases ionizados em altíssima temperatura, es-
tando, portanto, em um nível mais energético que a fase gasosa.
Estima-se que o plasma representa 99% da matéria do universo,
sendo encontrado nas estrelas, nos raios, no fogo, nas auroras
158

boreais, nas lâmpadas fluorescentes, televisores de plasma etc.

SATORI13 / ISTOCK
Rede cristalina formada pela água na fase sólida

De modo macroscópico, uma substância na fase sólida


caracteriza-se por possuir forma e volume definidos assim
como forte resistência à compressão.

B. Fase líquida
Na fase líquida, as moléculas (ou átomos) se encontram
mais afastadas umas das outras, porém ainda existem, entre
elas, forças consideráveis de coesão. No entanto, essas inte-
rações são bem mais fracas que nos sólidos e não são sufi- Plasma em volta do Sol
cientes para formar uma rede cristalina definida.
OMEPL1 / ISTOCK

EMI-16-130

Disposição das moléculas de água na fase líquida Bola de plasma


O condensado de Bose-Einstein, ou quinto estado da ma- B. Vaporização

16
téria, constitui outra fase da matéria, cuja existência foi pre- Depois que todo o sólido se transformou em líquido, a
vista por Albert Einstein em 1925, no seguimento do trabalho energia recebida aumenta a agitação molecular novamen-

222
efetuado por Satyendra Bose. Nessa fase, os átomos pos- te, produzindo variação de temperatura, que aumenta até
suem um menor nível de energia se comparado ao sólido. O um determinado valor e volta a permanecer constante. Con-
primeiro condensado desse tipo foi produzido em 1995 pelos tinuando a receber energia em forma de calor, ela, a partir
ganhadores do prêmio Nobel de Física de 2001: Eric Cornell desse momento, será utilizada em uma nova mudança de
e Carl Wieman. Para atingir esse estado, a matéria deve ser estado, de líquido para vapor. Essa mudança de fase cha-
resfriada a temperaturas próximas ao zero absoluto, ato rarís- ma-se vaporização.
simo que poucos laboratórios do mundo podem realizar. Até A vaporização de um líquido pode ocorrer por três proces-

Física
agora, a USP de São Carlos é a única universidade da América sos distintos: evaporação, ebulição e calefação.
Latina a conseguir produzir o condensado.
B.1. Evaporação
CAL/NASA/JPL

É a mudança da fase líquida para a fase de vapor que


ocorre normalmente a qualquer temperatura, como, por
exemplo, a roupa secando no varal.

RELAXFOTO.DE / ISTOCK

Ciências da Natureza e suas Tecnologias


Imagem colorida artificialmente mostra a formação de um condensado de
Bose-Einstein no Cold Atom Laboratory da NASA. A cor vermelha mostra
como a temperatura fica progressivamente mais perto de zero absoluto.

3. Mudanças de fase
Evaporação da água das roupas no varal

159
A. Fusão
Quando um sólido é aquecido sob pressão constante, Esse processo é relativamente lento e ocorre devido
suas moléculas recebem energia na forma de calor, vibram ao movimento de agitação das moléculas. Já vimos que
com mais intensidade e sua temperatura aumenta até um va- a temperatura está relacionada à média da velocidade de
lor determinado. Continuando a receber energia, sua tempe- agitação das moléculas, mas que nem todas possuem a
ratura permanece constante e toda a energia que ele recebe mesma agitação. As moléculas mais agitadas conseguem
é utilizada na quebra das ligações moleculares, provocando vencer a tensão superficial da água e escapam para o ar,
uma mudança de fase, de sólido para líquido, o que recebe o fazendo com que a roupa seque. Esse processo é mais per-
nome de fusão. ceptível em dias secos, quando o número de moléculas de
água que saem é maior do que as moléculas que chegam
à roupa.
AZ68 / ISTOCK

A evaporação junto com a transpiração são os prin-


cipais responsáveis por manter a temperatura do nosso
corpo constante.

Saiba mais sobre a transpiração. Acesse: <http://


www.sbfisica.org.br/fne/Vol9/Num2/a09.pdf>.

B.2. Ebulição
É a mudança, de modo mais rápido, da fase líquida para
a fase de vapor e que acontece a uma temperatura específi-
EMI-16-130

ca, cujo valor depende da substância e da pressão a que ela


Gelo em processo de fusão está submetida
Se a substância for pura, a temperatura durante a ebuli-
16

ção permanece constante.


Veja a calefação da água. Acesse: <https://www.
222
MAGNASCAN / ISTOCK

youtube.com/watch?v=2SX3OY0K83Y>.

C. Condensação ou liquefação
Da mesma forma, podemos repetir o processo no senti-
do inverso, ou seja, retirando calor de uma amostra gasosa.
Física

Inicialmente, a temperatura do vapor diminui à medida que


retiramos energia, pois a agitação de suas moléculas tam-
bém se reduz. Isso ocorre até um determinado valor; e então,
a temperatura passa a ser constante e ocorre a mudança de
fase, denominada condensação ou liquefação.
A foto a seguir mostra as chaminés de uma usina nuclear
expelindo vapor-d’água. Esse vapor é transparente e invisível,
porém, ao se resfriar, ele condensa e forma pequenas gotícu-
Ciências da Natureza e suas Tecnologias

As bolhas formadas no interior da água fervente las que passam a ser visíveis como uma névoa.
são, na verdade, água na fase de vapor.

RELAXFOTO.DE / ISTOCK
B.3. Calefação
Mudança do estado líquido para o estado gasoso, de for-
ma extremamente rápida, que ocorre quando a temperatura é
muito maior que a temperatura de ebulição.
Exemplo
Um pingo d’água em uma chapa quente.

Vapor-d'água

Chapa
quente
Condensação da água em chaminés de uma usina nuclear
160

D. Solidificação
Após a completa transformação do gás em líquido, se
continuarmos a retirar energia, a agitação molecular volta a
diminuir e a temperatura do líquido se reduz até um determi-
Exemplo de calefação da água nado valor, que permanece novamente constante, enquanto
ocorre outra mudança de fase. A mudança da fase líquida para
Ao derramar uma pequena quantidade de água em uma a fase sólida recebe o nome de solidificação.
chapa muito quente, formam-se gotículas que sofrem o pro-
cesso de calefação. Durante o processo, pequenas gotículas
RELAXFOTO.DE / ISTOCK

se vaporizam formando um “colchão” de vapor, o que impede


o contato da água com a chapa. Esse efeito ficou conhecido
como efeito de Leidenfrost.

0,2 mm 0,1 mm

Superfície quente
EMI-16-130

Exemplo de como a gota de água é sustentada pela camada de vapor. Solidificação da água no interior de cavernas
E. Sublimação Observe a tabela que relaciona algumas substâncias pu-

16
Uma substância pode mudar da fase sólida para a fase ras e suas respectivas temperaturas de fusão e de ebulição à
gasosa ou da fase gasosa para a fase sólida sem passar pela pressão de 1,0 atm.

222
fase líquida. A esse processo denominamos sublimação.
Os exemplos mais conhecidos de sublimação ocorrem Temperatura Temperatura de
Substância
com a naftalina e o gelo-seco (CO2 sólido), pois acontecem de fusão (°C) ebulição (°C)
em pressão e temperatura normais. Outro exemplo é a su- Água 0 100
blimação do iodo, que pode ser feita apenas aquecendo um
pouco a amostra sólida. Já, para ocorrer sublimação da água, Álcool –114 78
é preciso de uma pressão próxima de zero, o que não ocorre

Física
naturalmente na Terra, mas pode acontecer em diversos ou- Cobre 1 083 2 595
tros planetas. Chumbo 327 1 744

Enxofre 119 445

Ferro 1 535 3 000

Veja a sublimação do iodo. Acesse: <https:// Mercúrio – 39 357

Ciências da Natureza e suas Tecnologias


www.youtube.com/watch?v=_m8T1st00ao>.
Nitrogênio – 210 -196

Ouro 1 063 2 966


De forma geral, podemos esquematizar: Prata 961 2 212

Sublimação
Endotérmicas 2a lei – Se a pressão varia, as temperaturas de mudança de
Fusão Vaporização estado também variam.

Sólido Líquido Gasoso


Quanto maior a altitude de uma localidade, menor será a
Solidificação Condensação pressão atmosférica do ambiente. Em Santos, que se encon-
Exotérmicas
tra ao nível do mar, à pressão de 760 mmHg, (1,0 atm), a água
Sublimação ferve a 100 °C; na cidade de São Paulo, que se encontra a uma
altitude média de 800 m, a pressão é de 700 mmHg, sendo

161
As mudanças de fase também são classificadas em dois tipos: que a água ferve a 98 °C, aproximadamente.
Endotérmica: mudanças de fase que ocorrem com absor-
ção de calor, Q > 0.
Exotérmicas: mudanças de fase que ocorrem com perda 5. Diagrama de fases
de calor, Q < 0. Analisaremos agora a influência da pressão na mudança
de fase de uma substância pura. Essa influência é normal-
mente representada em um diagrama (p × θ), chamado de
diagrama de fases.
Acesse o aplicativo para explorar as mudanças Um diagrama de fases é constituído por três curvas
de fase: <https://phet.colorado.edu/pt_BR/ que se unem num único ponto (T) e formam basicamente
simulation/legacy/states-of-matter-basics>. três regiões.
p
1 2
4. Leis gerais da mudança de fase
As mudanças de fase ocorrem obedecendo a duas leis
importantes. Líquido
Sólido

1a lei – À pressão constante, toda substância pura sofre T


mudança de fase a uma temperatura também constante.
Vapor
3
De acordo com a 1a lei, em uma dada pressão, toda subs-
tância pura tem uma única temperatura de fusão/solidifica-
EMI-16-130

ção e ebulição/condensação. θ
Diagrama de fases
Suponha que uma substância se encontre sujeita a uma va de fusão. Ela mostra, para uma dada pressão, qual o valor de
16

pressão p1 e a uma temperatura θ1, correspondendo no gráfi- temperatura necessário para fundir ou solidificar a substância.
co ao ponto X.
p
222

Quando o ponto X se localiza na região azul, a substância


encontra-se na fase sólida. 1 2

p
1 2 Sólido Líquido

p1 X
Sólido T
Física

Líquido

p1 X
T
3 Vapor

Vapor θ1 θ
3
Ciências da Natureza e suas Tecnologias

Curva de fusão

θ1 θ Se o ponto se localizar na curva 2, teremos uma mistura


Substância na fase sólida de líquido e vapor em equilíbrio. Chamamos a isso de curva
de vaporização. Ela mostra, para uma dada pressão, qual o
Se o ponto se localizar na região verde, teremos fase líquida. valor de temperatura necessário para vaporizar ou conden-
sar a substância.
p
1 2 p
1 2

Sólido Líquido
Sólido Líquido
p1 X
T p1 X
T
162

3 Vapor
3 Vapor
θ1 θ
θ1 θ
Substância na fase líquida
Curva de vaporização
Se o ponto se localizar na região laranja, teremos a fase de
vapor. Caso o ponto X se localize na curva 3, teremos uma mistu-
ra de sólido e vapor em equilíbrio. Essa é a curva de sublima-
p ção. Ela mostra os valores de pressão e temperatura necessá-
1 2 rios para sublimar a substância.
p
Sólido 1 2
Líquido

p1 X
T Sólido Líquido

T
3 Vapor
p1 X
θ1 θ 3 Vapor
Substância na fase de vapor

θ1
EMI-16-130

Caso o ponto X se localize em cima da curva 1, teremos uma θ


mistura de sólido e líquido em equilíbrio. Chamamos a isso de cur- Curva de sublimação
Caso o ponto X se localize sobre o ponto de encontro das regular, havendo pouco espaço entre elas. Essas moléculas

16
três curvas (T), teremos uma mistura em equilíbrio dos três vibram em torno de uma posição de equilíbrio. Durante a fusão,
estados. Esse ponto T é chamado de ponto triplo. elas deslizam umas sobre as outras, empurrando-se mutua-

222
p mente, provocando aumento de volume. O aumento da pressão
1 2 externa dificulta o afastamento das moléculas e é necessário
fornecer mais energia para ocorrer mudança de estado. Essa
energia aumenta a temperatura de fusão da substância.
Sólido No entanto, observamos que algumas substâncias puras
Líquido
não obedecem a esse comportamento. São exceções: a água,
o bismuto, o antimônio, o ferro e a prata.

Física
T O diagrama a seguir representa o comportamento das ex-
p1 ceções. Nesse caso, um aumento de pressão diminui a tem-
peratura de fusão dessas substâncias.
3 Vapor p

θ1 θ

Ciências da Natureza e suas Tecnologias


Ponto triplo
p2
Sólido
O ponto triplo T é um estado que normalmente só pode Líquido
ser obtido em laboratório. Por exemplo: o ponto triplo da água
ocorre à pressão de 0,006 atm e à temperatura de 0,01 °C; já o p1
T
pronto triplo do dióxido de carbono (CO2) ocorre à pressão de
5,0 atm e à temperatura de –56,6 °C.

θ2 θ1 θ
Assista ao vídeo que mostra o ponto triplo Curva de fusão das exceções
do ciclohexano: <https://www.youtube.
com/watch?v=KGyC47CtaFc>. Note que, à pressão p1, a substância se funde à temperatura
θ1 e, na pressão p2 > p1, a substância se funde a uma temperatu-
ra θ2, menor que θ1. Portanto, para as exceções, o aumento de
pressão diminui a temperatura de fusão da substância pura.
A. Curva de fusão e comportamento

163
anômalo da água p (atm)
O gráfico a seguir representa parte de um diagrama de
fases no qual se evidencia a curva de fusão. A maioria das
substâncias puras segue o padrão mostrado.
p
Líquido
Sólido

p2
Sólido T
Líquido 0,006
Vapor
p1
T
0,01 θ (oC)
Diagrama de fases da água

Nessas substâncias, as moléculas formadoras da rede


θ1 θ2 θ cristalina, que constitui o estado sólido, deixam espaços va-
Curva de fusão da maioria das substâncias puras zios entre si, produzindo, assim, “buracos”. Durante a fusão,
elas recebem energia, empurram umas às outras e afasta-
Analisando este gráfico, observamos que, para a pressão riam-se mutuamente se não fossem os espaços vazios que
p1, a temperatura de fusão é θ1 e, para a pressão p2 > p1, a elas acabam ocupando durante a mudança de fase, diminuin-
temperatura de fusão é θ2 > θ1. Concluímos que, para a maio- do assim o seu volume. Nesse caso, o aumento da pressão
ria das substâncias puras, quando se aumenta a pressão so- externa, empurrando as moléculas umas contra as outras,
bre ela, aumenta-se a temperatura de fusão da substância. facilita a ocupação dos espaços entre elas, fazendo com que
EMI-16-130

Isso ocorre porque, normalmente, no estado sólido, as mo- necessitem de menos energia para se fundir. Portanto, mu-
léculas que constituem a substância distribuem-se de forma dam de fase a uma temperatura menor.
A tabela que segue fornece alguns valores de pressão e a No diagrama de fase, a curva de vaporização prolonga-se
16

correspondente temperatura de fusão do gelo. até um ponto C, chamado ponto crítico.


No estado gasoso, a substância pura recebe duas clas-
p (atm) q (°C)
222

sificações, podendo ser um gás ou um vapor. A substância é


1,0 0,000 classificada como vapor quando sua temperatura for menor ou
2,0 –0,075 igual à temperatura do ponto crítico (θC), e, como gás, se sua
temperatura for maior que a temperatura do ponto crítico (θC).
135,00 –1,000
340,0 –2,500 p
Física

Um exemplo interessante que ilustra o comportamento


das exceções é a experiência feita pelo físico irlandês, John
Líquido C
Tyndall, conhecida por regelo. A experiência consiste em atra-
vessar inteiramente um bloco de gelo, à temperatura pouco
Sólido
abaixo de 0 °C e pressão normal, com um arame e dois pesos
em suas extremidades, sem partir o bloco de gelo ao meio, T
Gás
conforme a figura a seguir.
Ciências da Natureza e suas Tecnologias

Vapor

θc θ
Ilustração da experiência de Tyndall Na prática, a diferença entre o gás e o vapor é a seguinte:
se certa porção de vapor sofrer uma compressão isotérmica
Os pesos nas extremidades do arame aumentam a pres- suficiente, sofrerá o processo de condensação, ou seja, irá se
são sobre o gelo no qual o fio está apoiado. Como a água é uma transformar em líquido. Com o gás, isso não ocorre. Para que
exceção, um aumento de pressão leva a uma diminuição na ele se transforme em líquido, devemos antes resfriá-lo.
temperatura de mudança de fase; logo, o gelo embaixo do ara-
p
me sofre fusão e a água líquida resultante sobe para dar lugar
ao arame. Ao subir, ela se encontra novamente sob pressão
normal e volta a se congelar, deixando, assim, o bloco intacto.
Líquido C

Sólido
164

Ao resfriarmos um líquido, ocasionalmente pode ocor-


T
rer um atraso na solidificação e ele pode atingir temperatu- Gás
ras inferiores à sua temperatura de solidificação, sem mu-
dar de fase. Por exemplo: a água pode atingir, dentro de um Vapor
congelador, temperatura inferior a 0 °C e continuar no esta-
do líquido. Esse fenômeno excepcional é denominado de
sobrefusão ou superfusão. Assim, dizemos que um líquido θ1 θc θ
está em sobrefusão quando sua temperatura é menor que A substância na temperatura θ1 está na fase de vapor, portanto,
a temperatura de fusão da substância. pode condensar-se apenas sofrendo um aumento de pressão.
Em condições especiais, já se conseguiu levar a água, sob p
pressão normal, à temperatura de –20 °C, em sobrefusão. No
entanto, o líquido em sobrefusão é instável, podendo se soli-
dificar completamente ou de forma parcial com uma simples
agitação ou na presença de um pequeno fragmento sólido. Líquido C
Você já deve ter observado esse fenômeno ao retirar uma gar-
rafa de refrigerante do congelador e, ao abrir a tampa, notar o Sólido
líquido congelar rapidamente diante de seus olhos. T
Gás
Assista: <https://www.youtube.com/
watch?v=MKwlNj8cIZw>.
Vapor

B. Curva de vaporização θ1 θc θ2 θ
Observamos que todas as substâncias puras obedecem A mesma substância agora na temperatura θ2 está na fase de gás, portanto, para
à regra geral no equilíbrio líquido-vapor, ou seja, o aumento se condensar, é necessário diminuir sua temperatura e aumentar a pressão.
EMI-16-130

de pressão aumenta a temperatura de vaporização da subs-


tância.
Assim, existe uma pequena diferença, nem sempre con- 6. Calor latente

16
siderada, na mudança do estado gasoso para o estado líqui- Se uma substância pura se encontra nas condições cor-
do. Quando o vapor se transforma em líquido, dizemos que retas de temperatura e pressão, para ocorrer uma mudança

222
há condensação e, quando o gás se transforma em líquido, de fase, a ela é fornecida uma quantidade de calor. Todo esse
dizemos que há liquefação. calor será utilizado para a mudança de fase, não sendo ob-
Na transformação XY, representada no diagrama anterior, servada mudança de temperatura. Nesse caso, esse calor é
a substância passa do estado gasoso para o estado líquido, chamado de calor latente.
porém abaixo da temperatura crítica. Temos, então, o vapor
passando para o estado líquido, ou seja, a condensação. Na
transformação ZW, a substância passa do estado de gás para o

Física
estado líquido, acima da temperatura crítica, e, assim, temos o
gás passando para o estado líquido, ou seja, a liquefação. Segundo o dicionário, latente quer dizer:
1. que está oculto, não aparente;
p
2. que não se manifesta exteriormente;
W 3. dissimulado, disfarçado.
Z

Líquido C
Suponha que certa porção de água na forma de gelo se

Ciências da Natureza e suas Tecnologias


Sólido encontre à temperatura de 0 °C e pressão de 1,0 atm. Caso
seja fornecido calor para a substância, ela se transformará em
T
água na forma líquida, parcial ou totalmente.

Gás Sólido Líquido


Vapor

0 ºC 0 ºC
θ1 θc θ2 θ Fusão
Diferença entre vapor e gás
C. Curva de sublimação Q
Aquecendo um sólido cristalino, sob pressão constante,
inferior à pressão do ponto triplo (ou tríplice), ele sofre subli-
mação. O sólido cristalino passa do estado sólido diretamente
para o estado de vapor, sem passar pelo estado líquido. Se o
vapor da substância, obtido na sublimação, for resfriado, ele T = constante

165
se transforma em sólido, ocorrendo a sublimação. Ilustração do gelo em processo de fusão
Observação: Alguns autores chamam a primeira de sublima-
ção direta e a segunda de sublimação inversa ou cristalização. Verifica-se, experimentalmente, que a quantidade de
No diagrama de fase a seguir, estão representadas as calor latente é diretamente proporcional à massa do corpo e
transformações 1 – 2 (sublimação) e 3 – 4 (sublimação ou pode ser assim representada:
cristalização) de uma substância pura.
p Q=m·L

T L é chamado de calor específico latente.


Sólido
Unidade usual: cal/g
Sublimação 1
2 SI → J/kg
Como na fusão e na vaporização o calor recebido é, por
Sublimação convenção, positivo e o calor de solidificação e condensação
3 4
Cristalização é negativo, temos:
Lfusão > 0
Lvaporização > 0
Vapor
Lsolidificação < 0
Lcondensação < 0
θ Como é necessária a mesma quantidade de calor para
Diagrama de fases ilustrando a sublimação fundir e vaporizar e também para solidificar e condensar, po-
demos afirmar:
Nas condições ambientes, poucas substâncias subli- Lsolidificação = – Lfusão
mam. Podemos observar, por exemplo, a sublimação da naf- Lcondensação = – Lvaporização
talina, do gelo-seco (CO2 sólido) e do iodo. No entanto, qual- Para a água, temos:
EMI-16-130

quer substância pode sublimar (exceto o hélio), dependendo Lf = 80 cal/g e Ls = – 80 cal/g


apenas das condições físicas a que estiver submetida. Lv = 540 cal/g e Lc = – 540 cal/g
APRENDER SEMPRE 28
16

2 etapa – Fusão do gelo


a

01. Estando o gelo à temperatura de 0 °C, ele está preparado


222

Consideremos um recipiente que contenha 10 gramas para a fusão. O calor gasto nessa etapa é o calor latente e
de gelo sob pressão de 1,0 atm e temperatura de – 20 °C. pode ser calculado pela fórmula:
Qual a quantidade de calor necessária para transformar todo
esse gelo em vapor-d'água a 120 °C? Q = m · Lf
Utilize os dados da tabela:
Para nosso caso:
Estado físico da água Calor específico sensível (c)
Física

Estado sólido Estado líquido


Sólido 0,5 cal/(g · °C)
0 ºC p = 1,0 atm 0 ºC
Líquido 1,0 cal/(g · °C)
Gasoso 0,5 cal/(g · °C)
fusão

Mudanças de estado Calor específico Latente (L) Q2


Ciências da Natureza e suas Tecnologias

Fusão LF = 80 cal/g

Vaporização LV = 540 cal/g


Calor latente

Resolução
Para que essa transformação se consolide, é neces- Q2 = m · Lf
sário que a substância passe por várias fases. Lembre- Q2 = 10 · 80
mos que a pressão determina a temperatura de mudança Q2 = 800 cal
de estado da substância. Sendo assim, analisaremos to- Logo, na 2a etapa, utilizou-se uma quantidade mínima
das essas etapas. de 800 cal, sendo usadas, no total, 900 cal, para se obter
água na forma líquida.
1a etapa – Aquecimento do gelo
Estando o gelo sujeito a uma pressão de 1,0 atm, 3a etapa – Aquecimento da água
sua temperatura de fusão é 0 °C; assim, precisaremos Para que a água entre em ebulição, é necessário que ela
aquecer o gelo até esse valor de temperatura. O calor atinja a temperatura de 100 °C (p = 1,0 atm). É preciso aque-
gasto nessa etapa é o calor sensível e pode ser calcula- cer a água até esse valor de temperatura. O calor gasto nessa
166

do pela sua fórmula: etapa é calor sensível e pode ser calculado pela fórmula:

Q = m · c · ∆θ Q = m · c · ∆θ

Estado sólido Estado sólido Estado líquido Estado líquido


– 20 ºC p = 1,0 atm 0 ºC 0 ºC p = 1,0 atm 100 ºC

Q1 Q3

Aquecimento Aquecimento
Calor sensível Calor sensível

Então: Q3 = m · c · ∆θ3
Q1 = m · c · ∆θ1 Q3 = 10 · 1,0 · (100 – 0)
Q1 = 10 · 0,5 · [0 –(–20)] Q3 = 1 000 cal
Q1 = 100 cal Portanto, nessa 3a etapa, utilizou-se uma quantidade
Portanto, nessa 1a etapa, foi utilizada uma quantidade mínima de 1 000 cal. Ao total, já foram usadas 1 900 cal e
mínima de 100 cal. obteve-se água à temperatura de 100 °C.
EMI-16-130
4a etapa – Vaporização da água 5a etapa – Aquecimento do vapor

16
Estando a água à temperatura de 100 °C, ela está prepa- Para que o vapor atinja a temperatura de 120 °C (p = 1,0 atm),
rada para sofrer vaporização. O calor gasto nessa etapa é calor precisaremos fornecer mais calor. O calor gasto nessa etapa é ca-

222
latente e pode ser calculado: lor sensível e pode ser calculado:

Q = m · Lv Estado de vapor Estado de vapor


Estado líquido Estado de vapor 100 ºC p = 1,0 atm 120 ºC
100 ºC p = 1,0 atm 100 ºC

Física
vaporização
Q5
Q4

Aquecimento
Calor sensível

Ciências da Natureza e suas Tecnologias


Q4 = m · LV Q5 = m · c · ∆θ
Q4 = 10 · 540 Q5 = 10 · 0,5 ·(120 – 100)
Q4 = 5 400 cal Q5 = 100 cal
Logo, na 4a etapa, utilizou-se uma quantidade mínima de Portanto, na 5a etapa, foi utilizada uma quantidade míni-
5 400 cal, sendo usadas, no total, 7 300 cal, para se obter ma de 100 cal. No total, usamos 7 400 cal e obtivemos água
água na forma de vapor. à temperatura de 120 °C.
Ainda é necessária mais uma etapa.

Todos esses processos podem ser resumidos em um gráfico que chamamos curva de aquecimento, conforme represen-
tamos a seguir:

Estado Estado Estado Estado Estado Estado


sólido sólido líquido líquido de vapor de vapor
– 20 ºC 0 °C 0 °C 100 °C 100 °C 120 °C

167
Vapori-
Fusão zação

Q1 Q2 Q3 Q4 Q5

Aquecimento Aquecimento Aquecimento


Calor latente Calor latente
Calor sensível Calor sensível Calor sensível

θ (°C)
120
V nto
cime
100 Aque
Vaporização
L+V
to

L
en
cim
ue
Aq

S+L
Fusão Q (cal)
0 S 100 900 1 900 7 300 7 400
to
cimen
– 20 Aque
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7. Organizador gráfico
16

A. Fases da matéria
222
AZ68 / ISTOCK, CAL/NASA/JPL, OMEPL1 / ISTOCK
Física

Fase da matéria

Condensado de Plasma
Bose-Einstein
Ciências da Natureza e suas Tecnologias

Fusão Vaporização

Solidificação Condensação
Sólido Líquido Gasoso

Sublimação
168

EMI-16-130

Apenas
Tema Tópico Subtópico Subtópico destaque texto Características
Módulo 38

16
Mudanças de fase

222
Exercícios de Aplicação
01. Acafe-SC 02. Unesp
Com 77% de seu território acima de 300 m de altitude e 52% A liofilização é um processo de desidratação de alimen-

Física
acima de 600 m, Santa Catarina figura entre os estados brasilei- tos que, além de evitar que seus nutrientes saiam junto com
ros de mais forte relevo. Florianópolis, a capital, encontra-se ao a água, diminui bastante sua massa e seu volume, facilitando
nível do mar. Lages, no planalto, varia de 850 a 1 200 metros o armazenamento e o transporte. Alimentos liofilizados tam-
acima do nível do mar. Já o Morro da Igreja situado em Urubici é bém têm seus prazos de validade aumentados, sem perder
considerado o ponto habitado mais alto da Região Sul do Brasil. características como aroma e sabor.
A tabela a seguir nos mostra a temperatura de ebulição da
água nesses locais em função da altitude. cenoura liofilizada kiwi liofilizado

Ciências da Natureza e suas Tecnologias


Altitude em Temperatura
Localidade relação ao nível aproximada de
do mar (m) ebulição da água (°C)
Florianópolis 0 100
Lages (centro) 916 97
Morro da Igreja 1 822 94 (www.sublimar.com.br) (www.brasilescola.com)

Considere a tabela e os conhecimentos de termologia e O processo de liofilização segue as seguintes etapas:


analise as afirmações a seguir. I. O alimento é resfriado até temperaturas abaixo de 0 °C,
I. Em Florianópolis, os alimentos preparados dentro da para que a água contida nele seja solidificada.
água em uma panela comum são cozidos mais de- II. Em câmaras especiais, sob baixíssima pressão (me-
pressa que em Lages, utilizando-se a mesma panela. nores do que 0,006 atm), a temperatura do alimento é
II. No Morro da Igreja, a camada de ar é menor, por conse- elevada, fazendo com que a água sólida seja sublima-
quência, menor a pressão atmosférica exercida sobre da. Dessa forma, a água sai do alimento sem romper
a água, o que implica em um processo de ebulição a suas estruturas moleculares, evitando perdas de pro-

169
uma temperatura inferior a Florianópolis. teínas e vitaminas.
III. Se quisermos cozinhar em água algum alimento no O gráfico mostra parte do diagrama de fases da água e
Morro da Igreja, em uma panela comum, será mais di- cinco processos de mudança de fase, representados pelas
fícil que em Florianópolis, utilizando-se a mesma pa- setas numeradas de 1 a 5.
nela. Isso porque a água irá entrar em ebulição e secar
antes mesmo que o alimento termine de cozinhar.
IV. Se quisermos cozinhar no mesmo tempo em Lages e Líquido
1
Florianópolis um mesmo alimento, devemos usar em 2
Pressão

Florianópolis uma panela de pressão. Sólido


5
Todas as afirmações corretas estão em:
a. I – II – III c. II – III – IV 3
b. I – II – IV d. III – IV 4 Vapor

Resolução
I. Correta. A temperatura de ebulição em Florianópolis é temperatura
maior que em Lages.
A alternativa que melhor representa as etapas do proces-
II. Correta. Como a altitude é maior, a camada de ar é me-
so de liofilização, na ordem descrita, é:
nor; consequentemente, a pressão é menor atingindo
a. 4 e 1 d. 1 e 3
mais facilmente a temperatura de ebulição.
b. 2 e 1 e. 5 e 3
III. Correta. Como a água ferve a 94 °C no Morro da Igreja, é c. 2 e 3
bem possível que a água se vaporize antes mesmo de
cozinhar o alimento. Resolução
IV. Incorreta. Para cozinhar no mesmo tempo, deve-se O processo de solidificação com diminuição de tempera-
usar a panela de pressão nas duas localidades. Como tura corresponde à transformação 2, e a sublimação com
a pressão dentro da panela é constante, o tempo de baixa pressão corresponde à transformação 3.
EMI-16-130

cozimento será igual, independentemente do local. Alternativa correta: C


Alternativa correta: A
03. Enem Resolução
16

A elevação da temperatura das águas de rios, lagos e ma- A água utilizada na serpentina para condensação do va-
res diminui a solubilidade do oxigênio, pondo em risco as di- por-d’água será lançada nos rios com temperatura superior
àquela a que foi captada. O vapor-d’água condensado retor-
222

versas formas de vida aquática que dependem desse gás. Se


essa elevação de temperatura acontece por meios artificiais, nará para a caldeira, reiniciando o ciclo.
dizemos que existe poluição térmica. As usinas nucleares, Alternativa correta: B
pela própria natureza do processo de geração de energia, po- Habilidade
dem causar esse tipo de poluição. Identificar as mudanças de fase das substâncias puras.
Que parte do ciclo de geração de energia das usinas nu-
cleares está associada a esse tipo de poluição?
Física

a. Fissão do material radioativo.


b. Condensação do vapor-d'água no final do processo.
c. Conversão de energia das turbinas pelos geradores.
d. Aquecimento da água líquida para gerar vapor-d'água.
e. Lançamento do vapor-d'água sobre as pás das turbinas.
Ciências da Natureza e suas Tecnologias

Exercícios Extras
04. Etec-SP c. o sal sofre fusão.
Uma atração turística da Áustria é Salzburgo, d. a água e o sal sofrem sublimação.
cidade natal de Mozart, construída na antigui- e. a água e o sal sofrem solidificação.
dade graças às minas de sal. Salzburgo significa
castelo do sal, pois nessa cidade está localizada 05. UFSC
a mina de sal mais antiga do mundo, em ativida- Epagri confirma registro
170

de desde a Idade do Ferro (1 000 a.C.). de neve em Palhoça


No passado, o sal era um importante e quase Houve registro do fenômeno também em
insubstituível conservante alimentar e, além de Rancho Queimado, Alfredo Wagner e Angelina,
cair bem ao nosso paladar, ele é uma necessidade na Grande Florianópolis.
vital, pois, sem o sódio presente no sal, o organis- Os morros na região do Cambirela, em Pa-
mo seria incapaz de transmitir impulsos nervosos lhoça, amanheceram com paisagem europeia
ou mover músculos, entre eles o coração. nesta terça-feira. A neve que caiu na cidade
Disponível em: <terra.com.br/turismo/roteiros/2000/11/10/009. pintou o topo de branco e chamou a atenção de
htm>. Acesso em: 16 ago. 2013. Adaptado. moradores [...]
O sal também pode ser obtido da água do mar, processo Esta notícia, publicada no ClicRBS – Diário Catarinense,
que ocorre em salinas. em 23/07/2013, registra um evento que não ocorria há mais
de 29 anos na região e que transformou a paisagem do Cam-
birela em um belíssimo cartão-postal.
Neve é um fenômeno meteorológico em que ocorre a pre-
cipitação de flocos formados por pequenos cristais de gelo,
ou seja, água na fase sólida.

Durante a obtenção de sal em uma salina:


EMI-16-130

a. a água sofre evaporação.


b. a água sofre sublimação.
p 02. No ponto PT, que no diagrama de fase representa o

16
ponto triplo, é possível encontrar a substância em
Líquido uma das três fases da matéria de cada vez.

222
04. Quando uma substância no estado gasoso é liquefeita
somente com o aumento da pressão, ela é classificada
Sólido como vapor.
p1 08. O processo de vaporização da água, passagem da
PT fase líquida para a fase sólida, pode ocorrer de três
maneiras: evaporação – lento; ebulição – muito rápi-
Gasoso do; calefação – rápido.

Física
16. A sensação de frio é maior quando a neve derrete do
T1 T (°C) que quando ela se forma. Isto é explicado pelo fato
de que a fusão é uma reação exotérmica, enquanto
Com base no diagrama de fase da água apresentado que a solidificação é uma reação endotérmica.
e nas mudanças de fase da água, assinale a(s) proposi- 32. Sublimação é a mudança da fase sólida para a fase ga-
ção(ões) correta(s). sosa, sem passar pela fase líquida, somente com o au-
01. É fato que na pressão de 1,0 atm a água atinge a den- mento da pressão.
sidade máxima a 4 °C e, à medida que sua tempera- 64. A curva de fusão/solidificação indica que, à medida

Ciências da Natureza e suas Tecnologias


tura se aproxima de 0 °C, sua densidade diminui. Este que aumentamos a pressão sobre a substância água
fato é consequência das ligações pontes de hidrogê- durante a mudança de fase, a temperatura de fusão/
nio que surgem entre as moléculas de água, causan- solidificação diminui.
do um aumento dos espaços entre as moléculas. Dê a soma dos números dos itens corretos.

Seu espaço
Sobre o módulo
Este conteúdo é muito extenso, pois trata dos estados comuns da matéria, dos estados exóticos, das mudanças de fase
e dos diagramas de fase. Para a aula não ficar muito “pesada”, uma vez que colocamos bastante informação na teoria, não é
preciso falar tudo; tratar os primeiros tópicos como uma revisão, já que essa parte foi bastante estudada pelos alunos em anos
anteriores. É fundamental que, em aula, os alunos leiam a teoria com bastante atenção.
É importante também dar mais ênfase aos diagramas de fase que são novidade para a maioria dos alunos.
Na web
Incentivar os alunos a acessarem os links disponíveis nos boxes ao longo do texto; eles são um excelente complemento à aula.

171
Se possível, utilizar, em aula, o simulador de mudanças de fase.

Acesse: <https://phet.colorado.edu/pt_BR/simulation/legacy/states-of-matter-basics>.
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Exercícios Propostos
16

Da teoria, leia os tópicos 1, 1.A, 1.B, 1.C, 2, 3, 4, 5, 5.A, 5.B e 5.C. 09. UEA-AM
222

Exercícios de tarefa reforço aprofundamento É possível passar a matéria do estado sólido diretamente
para o gasoso, evitando a fase líquida. Tal fenômeno físico se
verifica comumente no gelo seco e na naftalina, mas também
06. pode ocorrer com a água, dependendo das condições de tem-
A respeito do quadro a seguir, que representa os estados peratura e pressão. A essa passagem dá-se o nome de:
físicos das substâncias puras e suas transformações de fase, a. condensação. d. vaporização.
podemos afirmar: b. sublimação. e. calefação.
Física

Sublimação direta c. fusão.

10. PUC-SP
C Vaporização Muitas pessoas, ao cozinharem, preocupam-se com a
Sólido Líquido Gasoso
A
economia de gás e adotam algumas medidas práticas, como:
B
I. deixar o fogo baixo do início ao fim, pois assim se ob-
tém cozimento mais rápido.
Sublimação inversa II. baixar o fogo quando a água começa a ferver, pois a
Ciências da Natureza e suas Tecnologias

a. A → fusão; B → vaporização; C → liquidificação temperatura permanece constante durante a ebulição.


b. A → solidificação; B → condensação; C → fusão III. deixar o fogo alto do início ao fim, obtendo uma cons-
c. A → vaporização; B → sublimação parcial; C → con- tante elevação de temperatura, mesmo após o início
densação da ebulição.
d. A → fusão; B → solidificação pastosa; C → fusão Pela análise das afirmativas, conclui-se que somente:
e. A → solidificação; B → gaseificação inversa; C → con- a. está correta a I.
densação b. está correta a II.
c. está correta a III.
07. d. estão corretas a I e a III.
Uma substância passa do estado físico (1) para o estado e. estão corretas a II e a III.
(2), de acordo com o diagrama de fase esquematizado na fi-
gura a seguir: 11.
A figura representa o diagrama de fases de uma substân-
p cia simples.

Pressão Ponto
172

crítico
A
(1)
B
D C
(2) Ponto tríplice
Temperatura
θ Se a substância for comprimida isotermicamente a partir
a. Qual o nome da transformação citada no texto? do estado C, ela poderá sofrer:
b. Desenhe no gráfico uma seta indicando a condensação. a. fusão. c. liquefação.
b. solidificação. d. sublimação.
08.
O estado físico em que uma substância se encontra depende 12. Mackenzie-SP
das condições de pressão e temperatura. O gráfico que segue re- No romance de Hans Ruesch, Top of the World, são retra-
presenta o diagrama de fase do CO2. (O gráfico não está em escala.) tados os costumes dos esquimós. Durante o relato de uma
p (atm) caçada, lemos: "A temperatura fez-se mais fria, lá nas alturas,
com 45 ou 51 graus centígrados (Celsius), abaixo de zero
73,0 (...). E eles precisavam ter o cuidado de não se esforçar, nem
A C E começar a transpirar (...)". Fisicamente, podemos dizer que a
recomendação de não vir a transpirar se deve à possibilidade
5,1 do fenômeno da:
B D
a. vaporização do suor.
1,0 b. condensação do suor.
c. sublimação do suor.
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–78 –56,6 31 θ (oC)


d. solidificação do suor.
Indique, para cada letra, o estado físico do CO2. e. fusão do suor.
13. Enem 15. Fatec-SP

16
Por que o nível dos mares não sobe, mesmo recebendo Uma porção de certa substância está passando do esta-
continuamente as águas dos rios? do líquido para o sólido. Verifica-se que o sólido que se forma

222
Essa questão já foi formulada por sábios da Grécia Antiga. flutua sobre a parte ainda líquida. Com essa observação, é
Hoje, responderíamos que: correto concluir que:
a. a evaporação da água dos oceanos e o deslocamento a. a densidade da substância aumenta com a solidificação.
do vapor e das nuvens compensam as águas dos rios b. a massa da substância aumenta com a fusão.
que deságuam no mar. c. a massa da substância aumenta com a solidificação.
b. a formação de geleiras com água dos oceanos, nos d. o volume da substância aumenta com a fusão.
polos, contrabalança as águas dos rios que deságuam e. o volume da substância aumenta com a solidificação.

Física
no mar.
c. as águas dos rios provocam as marés, que as 16.
transferem para outras regiões mais rasas, duran- O gráfico a seguir representa o diagrama de fases de uma
te a vazante. determinada substância, mostrando as suas temperaturas
d. o volume de água dos rios é insignificante para os de fusão e ebulição sob pressão normal de 760 mmHg. Essa
oceanos e a água doce diminui de volume ao receber substância está sendo analisada num laboratório na cidade
sal marinho. de Ribeirão Preto, que se encontra na altitude de 546 m acima
e. as águas dos rios afundam no mar, devido a sua maior do nível do mar. A tabela mostra como varia a pressão atmos-

Ciências da Natureza e suas Tecnologias


densidade, onde são comprimidas pela enorme pres- férica com a altitude acima do nível do mar.
são resultante da coluna de água.
p (mmHg)
14.
O gráfico representa o diagrama de fases do “gelo-seco”.
PT e PC representam, respectivamente, ponto triplo e ponto 760
crítico da substância. Analise esse diagrama e assinale a al-
ternativa correta.
300
p (atm)
73
PC 321 765 θ(°C)

Alt (m) p (mmHg)


zero 7,606
PT 5,1 100 751

173
200 742
1
300 734
–78,5 –56,6 0 31 θ(°C) 400 725
500 716
a. Acima de 31 °C, a substância se apresenta no estado 600 709
de vapor.
700 700
b. É possível liquefazer o gás apenas aumentando a tem-
peratura de –56,6 °C para 31 °C. Acerca das temperaturas de fusão e ebulição dessa subs-
c. A substância pode se apresentar no estado sólido tância, respectivamente, em Ribeirão Preto, é correto afirmar que:
para os valores de pressão acima de uma atmosfera. a. é igual a 321 °C e 765 °C.
d. A substância se apresenta sempre no estado líquido b. é maior que 321 °C e menor que 765 °C.
para a temperatura de 20 °C. c. é maior que 321 °C e maior que 765 °C.
e. A substância se apresenta em mudança de estado d. é menor que 321 °C e menor que 765 °C.
para pressão de 5,1 atm e temperatura de –10 °C. e. é menor que 321 °C e maior que 765 °C.
EMI-16-130
Módulo 39
16

Calor latente
222

Exercícios de Aplicação
01. UEG-GO 02.
A mudança do estado físico de determinada substância Um bloco de gelo de massa 200 g está à temperatura de
Física

pode ser avaliada em função da variação da temperatura em –20 °C. Calcule a quantidade de calor necessária para termos
relação ao tempo, conforme o gráfico a seguir. Considere que vapor-d'água a 110 °C.
a 0 °C o composto se encontra no estado sólido. Dados
Calor específico sensível do gelo = 0,5 cal/(g · °C)
Calor específico latente de fusão do gelo = 80 cal/g
Temperatura/ oC

208
V Calor específico sensível da água = 1,0 cal/(g · °C)
IV Calor específico latente de vaporização = 540 cal/g
148
Calor específico sensível do vapor de água = 0,5 cal/(g · °C)
Ciências da Natureza e suas Tecnologias

III Resolução
II
1a etapa – Aquecimento do gelo
40 Q1 = m · c · ∆θ1
I
0 Q1 = 200 · 0,5 · [0 –(–20)]
Tempo/s Q1 = 2 000 cal
No gráfico, encontra-se a substância no estado líquido 2a etapa – Fusão do gelo
nos pontos: Q2 = m · Lf
a. I, II e IV. c. II, III e IV. Q2 = 200 · 80
b. III, IV e V. d. I, III e V.
Q2 = 16 000 cal
Resolução 3a etapa – Aquecimento da água
No ponto II, a substância se encontra no processo de Q3 = m · c · ∆θ3
fusão, estando presentes as fases sólida e líquida; no ponto Q3 = 200 · 1,0 · (100 – 0)
III, a substância já está completamente na fase líquida; e, no Q3 = 20 000 cal
ponto IV, está ocorrendo o processo de vaporização, estando
4a etapa – Vaporização da água
presentes as fases líquida e de vapor.
174

Q4 = m · LV
Alternativa correta: C
Q4 = 200 · 540
Q4 = 108 000 cal
5a etapa – Aquecimento do vapor
Q5 = m · c · ∆θ
Q5 = 200 · 0,5 ·(110 – 100)
Q5 = 1 000 cal
A quantidade de calor necessária será a soma de todas
as etapas
Qtotal = Q1 + Q2 + Q3 + Q4 + Q5
Qtotal = 2 000 + 16 000 + 20 000 + 108 000 + 1 000
Qtotal = 147 000 cal = 147 kcal
EMI-16-130
03. Fuvest-SP Resolução

16
Aquecendo-se 30 g de uma substância à razão cons- I. Para determinar o calor específico latente:
tante de 30 cal/min, dentro de um recipiente bem isolado, O processo de fusão dura 30 min e como a potência é

222
sua temperatura varia com o tempo de acordo com a figura. de 30 cal/min, o calor total é de Q = 900 cal.
A 40 °C ocorre uma transição entre duas fases distintas. O Q = m · Lf
calor latente da transição e o calor específico entre 70 °C e 900 = 30 · Lf
80 °C são, respectivamente: Lf = 30 cal/g
II. O aquecimento do líquido dura 10 min. A quantidade
θ (°C)
de calor envolvida é de 300 cal.
80 Q = m · c · ∆θ

Física
300 = 30 · c · 40
c = 0,25 cal/(g · °C)
Alternativa correta: B
Habilidade
Efetuar cálculos envolvendo mudança de estado e trocas
40 de calor.

Ciências da Natureza e suas Tecnologias


20

20 40 70 80 t(min)

a. 25 cal/g e 0,50 cal/(g · °C)


b. 30 cal/g e 0,25 cal/(g · °C)
c. 20 cal/g e 1,0 cal/(g · °C)
d. 10 cal/g e 0,15 cal/(g · °C)
e. 80 cal/g e 0,20 cal/(g · °C)

Exercícios Extras

175
04. PUC-SP b. a temperaturas acima de 40 °C, o corpo está no estado
O gráfico dá a evolução da temperatura de um corpo de gasoso.
substância pura e massa 40 gramas, em função da quantida- c. no intervalo de 0 °C a 40 °C, o corpo sofre mudança de
de de calor que lhe é fornecida. fase.
d. não há alteração de fase do corpo de 0 °C a 120 °C .
θ (°C) e. a 40 °C, o corpo sofre mudança de fase.

05. UFPR
Recentemente houve incidentes com meteoritos na
120 Rússia e na Argentina, mas felizmente os danos foram os
menores possíveis, pois, em geral, os meteoritos ao sofre-
rem atrito com o ar se incineram e desintegram antes de to-
80 car o solo. Suponha que um meteorito de 20 kg formado basi-
camente por gelo entra na atmosfera, sofre atrito com o ar e é
vaporizado completamente antes de tocar o solo. Considere
o calor latente de fusão e de vaporização da água iguais a
40 300 kJ/kg e 2 200 kJ/kg, respectivamente. O calor específico
do gelo é 0,5 cal/(g · °C) e da água líquida é 1,0 cal/(g · °C).
Admita que 1 cal é igual a 4,2 J. Supondo que o bloco de gelo
Q(cal) estava à temperatura de –10 °C antes de entrar na atmos-
0 fera, calcule qual é a quantidade de energia fornecida pelo
200 400 600 800 atrito, em joules, para:
a. aumentar a temperatura do bloco de gelo de –10 °C
Com base nos dados do gráfico, pode-se afirmar que: até gelo a 0 °C;
EMI-16-130

a. a temperaturas inferiores a 40 °C, o corpo está no es- b. transformar o gelo que está na temperatura de 0 °C em
tado líquido. água líquida a 20 °C.
Seu espaço
16

Sobre o módulo
222

Para complementar as mudanças de fase, esta aula apresenta o calor latente. Deixar bem claro que na mudança de fase a
quantidade de calor latente não causa variação na temperatura do corpo.
Sempre que possível, ao calcular a quantidade de calor absorvida pelo corpo, fazer um diagrama para que o aluno compreen-
da mais facilmente o conteúdo.
Alertar o aluno que, neste módulo, pode aparecer também o calor específico sensível, estudado no módulo 36.
Física
Ciências da Natureza e suas Tecnologias
176

Exercícios Propostos

Da teoria, leia o tópico 6. 07.


Exercícios de tarefa reforço aprofundamento O gráfico representa a temperatura θ (°C) em função do
tempo t da água que se encontra num recipiente e que está
sendo aquecida. A massa inicial é 0,50 kg.
06. UERJ
A energia consumida por uma pessoa adulta em um dia é θ (°C)
igual a 2 400 kcal.
Determine a massa de gelo a 0 °C que pode ser totalmen- Vaporização
te liquefeita pela quantidade de energia consumida em um 100
dia por um adulto. Em seguida, calcule a energia necessária
para elevar a temperatura dessa massa de água até 30 °C.
Dados
Calor específico latente de fusão do gelo = 80 cal/g
Calor específico sensível da água = 1,0 cal/(g · °C) 20
EMI-16-130

0 t1 t2 t
Determine: 10. Unifesp

16
a. a quantidade de calor sensível usada durante o aque- O gráfico representa o processo de aquecimento e mu-
cimento da água; dança de fase de um corpo inicialmente na fase sólida, de

222
b. a quantidade de calor latente usada durante a vapori- massa igual a 100 g.
zação total da água;
c. a quantidade total de calor usada até a vaporização total. 1 400
Dados 1 200
Calor específico da água = 1,0 cal/(g · °C)
Calor latente de vaporização = 540 cal/g 1 000

Q (cal)
800

Física
08. UFRN
A figura a seguir representa a temperatura de 200 gramas 600
de uma substância, inicialmente no estado líquido, em fun- 400
ção do calor por ela absorvido.
200
T(°C) 0
0 10 20 30 40 50 60
T (°C)

Ciências da Natureza e suas Tecnologias


120
100 Sendo Q a quantidade de calor absorvida pelo corpo,
em calorias, e T a temperatura do corpo, em graus Cel-
80 sius, determine:
60 a. o calor específico do corpo, em cal/(g · °C), na fase só-
40 lida e na fase líquida;
b. a temperatura de fusão, em °C, e o calor latente de fu-
20 Q(kcal) são, em calorias, do corpo.
0
6,0 12 18 24 11. UFTM-MG
Em determinada região do hemisfério norte, durante o
Podemos afirmar: período de inverno, um gramado de jardim foi coberto por
I. O calor específico sensível do líquido é 0,60 cal/(g · °C). uma espessa camada de 10 cm de neve, a 0 °C.
II. A temperatura de ebulição é 120 °C.
III. O calor específico latente de vaporização é de 60 cal/g.
IV. O calor específico sensível do vapor é 0,75 cal/(g · °C).

177
Das afirmações anteriores, as corretas são:
a. I e IV, apenas. d. II e III, apenas.
b. I e III, apenas. e. III e IV, apenas.
c. I e II, apenas.

09. UERJ
O gráfico da quantidade de calor absorvida por um corpo
de massa 5 gramas, inicialmente líquido, em função da tem-
peratura, θ, em uma transformação sofrida por esse corpo, é
dado pela figura a seguir.

Q (cal)
Considere a densidade da neve dn = 70 kg/m3 e seu calor la-
300 tente de fusão Lf = 80 cal/g. Em um dia de sol, a neve derreteu e
conseguiu se converter em vapor-d'água (cágua = 1 cal / (g · °C) e
200 dágua = 103 kg / m3), a uma temperatura de 10 °C. Considere
que o volume de água formado seja igual ao da neve. Sabe-se
100 que o calor latente de vaporização da água, a essa temperatu-
θ (°C) ra, é Lv = 600 cal/g.
0 100 200 300 a. Qual foi a quantidade de calor emitida pelo Sol, absor-
vida pela neve, em um metro quadrado de superfície,
O calor latente da mudança de fase ocorrida vale: considerando que não houve troca de energia térmica
a. 100 cal/g entre a neve e o solo?
b. 20 cal/g b. Calcule a massa de lenha necessária a ser aqueci-
c. 200 cal/g da de modo a evaporar essa mesma quantidade de
EMI-16-130

d. 40 cal/g neve, sabendo que o calor de combustão da madeira


e. 300 cal/g é Lc = 5 130 cal/g.
12. Unifesp 15. Fuvest-SP
16

Em dias muito quentes e secos, como os do último verão Em um local onde a água ferve a 100 °C, aquece-se 1 litro
europeu, quando as temperaturas atingiram a marca de 40 °C, de água. A temperatura da água varia conforme o gráfico.
222

nosso corpo se utiliza da transpiração para transferir para o a. Quantas calorias a água recebe durante os primeiros
meio ambiente a energia excedente em nosso corpo. Através 5 minutos?
desse mecanismo, a temperatura de nosso corpo é regulada b. Se a transferência de calor for mantida na mesma ra-
e mantida em torno de 37 °C. No processo de transpiração, a zão, em que instante toda a água terá se vaporizado?
água das gotas de suor sofre uma mudança de fase à tempera-
T (°C)
tura constante, na qual passa lentamente da fase líquida para
a gasosa, consumindo energia, que é cedida pelo nosso corpo. 100
Física

Se, nesse processo, uma pessoa perde energia a uma ra-


zão de 113 J/s e se o calor latente de vaporização da água é
de 2,26 · 103 J/g, a quantidade de água perdida na transpira-
ção pelo corpo dessa pessoa, em 1 hora, é de:
a. 159 g d. 200 g
b. 165 g e. 225 g 20
c. 180 g
0 5 10 t (min)
Ciências da Natureza e suas Tecnologias

13. UFRGS-RS
A mesma quantidade de energia que é necessária para Dados
derreter 200 g de gelo a 0 °C é transferida a um corpo de ou- Calor específico da água = 1,0 cal/(g · °C)
tro material, com massa de 2 kg, fazendo sua temperatura Calor latente de vaporização = 540 cal/g
aumentar 40 °C. Sabendo-se que o calor latente de fusão do Densidade da água = 1,0 kg/L
gelo é Lf = 334 kJ/kg, pode-se afirmar que o calor específico
do material do segundo corpo é: 16. Fuvest-SP
a. 0,835 J/ (kg · K) Em um recipiente termicamente isolado e mantido à
b. 1,670 J/ (kg · K) pressão constante, são colocados 138 g de etanol líquido.
c. 0,835 kJ/ (kg · K) A seguir, o etanol é aquecido e sua temperatura T é medida
d. 1,670 kJ/ (kg · K) como função da quantidade de calor Q a ele transferida. A par-
e. 835,0 kJ/ (kg · K) tir do gráfico de T × Q, apresentado na figura a seguir, pode-se
determinar o calor específico molar para o estado líquido e o
14. PUC-PR calor latente molar de vaporização do etanol como sendo, res-
Um gás é confinado dentro de um sistema formado por pectivamente, próximos de:
um pistão e um cilindro de paredes termicamente conduto-
178

ras. O cilindro é imerso em um banho formado por uma mis- 140


tura de água e gelo a 0 °C. O gás é submetido a um processo 120
cíclico de modo a produzir o diagrama p versus V mostrado na
figura. Se a área delimitada pelo ciclo é equivalente ao traba- 100
lho de 600 J e considerando o calor latente de fusão do gelo
igual a 3,0 · 105 J/kg , qual a massa de gelo que derrete duran- 80
θ (ºC)

te esse processo? Considere que as trocas de calor ocorrem 60


somente entre o gás e a mistura.
40
P 20

–20
Isocórico 0 50 100 150
Q (kJ)
Dados
Isotérmico Adiabático Tf Gás
Fórmula do etanol = C2H5OH
T1 Massas molares = C(12g/mol), H(1g/mol), O(16g/mol)
a. 0,12 kJ/(mol·°C) e 36 kJ/mol
V b. 0,12 kJ/(mol·°C) e 48 kJ/mol
c. 0,21 kJ/(mol·°C) e 36 kJ/mol
a. 2,0 g d. 3,0 g d. 0,21 kJ/(mol·°C) e 48 kJ/mol
b. 1,0 g e. 5,0 g e. 0,35 kJ/(mol·°C) e 110 kJ/mol
c. 10 g
EMI-16-130