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Alunos:

Rafael Paulino Leite

Augusto Gomes Cardoso Teixeira

1. Diante a crítica e a refutação - não somente dos positivistas mas também dos
humanistas- em relação ao que é denominado clássico e sua importância para o campo
científico, faz-se necessário uma revisão histórica e epistemológica que aponte as
diferenças entre as ciências naturais e as sociais. Nesse contexto, torna-se evidente que a
denotação “clássico” passe a assumir valores e significados diferentes em cada uma
dessas ciências.

Em oposição as afirmações de Merton, em que a tentativa de elaborar uma


sistematica histórica é degenerativa, torna-se fundamental a compreensão do caráter
interpretativo que a pesquisa erudita dos textos clássicos necessita. Tal posicionamento
é responsável por romper a relação servil que temos para com os clássicos levando-nos
a um posicionamento crítico sobre os mesmos.

Uma vez que o campo da ciência social possui dimensões não-empíricas, isto é,
abarca uma área de subjetividade onde os estados mentais interferem no resultado, e, a
consistência do discurso é determinante, parece-me evidente o papel das obras clássicas
para tal ciência. A frequente discordância da teoria social abre espaço para que os
clássicos integrem o campo do discurso teórico formando uma espécie de limite
disciplinar, um ponto de referência comum. Reduzindo a complexidade teórica e
ideológica, essas obras “condensam”, agrupam diversos pontos de vista particulares e
assim facilitam a discussão de questões centrais da ciência social.

Há outra questão funcional também importante: dado que se aceita um instrumento


de comunicação comum clássico, é possível não reconhecer a presença de um discurso
geral. Como a importância dessas obras é aceita sem contestações, o cientista social é
capaz de iniciar um estudo empírico, como no exemplo citado por Jeffrey Alexander, no
âmbito da sociologia industrial relacionando-o aos primeiros escritos de Marx.

Uma vez que tal condensação atribuída aos clássicos os privilegia no universo
acadêmico, referencia-los se torna uma estratégia, pois, é do interesse de qualquer
escola ou cientista ser legitimado por tais fundadores.
Além de razões extrínsecas, há também razões intrísecas, intelectuais que corroboram
para a importância dessas obras. Não havendo uma acumulação de conhecimento linear
no campo social, os autores clássicos destacam-se por suas contribuições únicas e
permanentes a esta ciência. A ciência social não se resume à mera imitação da resolução
de problemas empíricos, mas de uma profunda compreensão da vida. A alta capacidade
empática, perceptiva e interpretativa dessas personalidades, somada as suas
idiossincrasias, faz com que os retornos à suas obras sejam quase que inevitáveis.
Produzir grandes obras como estes fizeram, é uma atividade laboriosa que se assemelha
a produção artística, e, portanto, a individualidade se faz presente nesse ofício.

Diante as considerações anteriores, a importância dos clássicos para o campo


sociológico é comprovada. No entanto, considerações quanto a necessidade de assumir
uma postura crítica sobre a maneira de analisar esses textos é sempre válida. Embora os
cientistas sociais estejam em contínuo empenho sobre a discussão dessas obras, eles não
reconhecem que o fazem por argumentação científica e menos ainda que se trata de
questões interpretativas.

2. Karl Marx, Émile Durkheim e Max Weber foram importantes autores para o
desenvolvimento e fundação do campo das Ciências Sociais. Tendo como escopo a
compreensão da dinâmica em que a sociedade moderna se encontrava, estes autores
buscaram, através de diferentes teorias, elucidar o funcionamento dos aspectos sociais,
históricos e econômicos presentes na modernidade. Cada um buscou abordar a
sociedade de formas diferentes e assim, ajudaram a criar distintas linhas de pensamento
dentro da Sociologia, que são estudadas e analisadas até os dias atuais.

Marx, herdeiro do ideário Iluminista, acreditava que a partir da razão seria possível
não só apreender a realidade de forma concreta, mas também construir uma sociedade
mais justa e capaz de atenuar o que há de mais perfeito nos seres humanos. Com o
aumento significativo da industrialização e dos grandes centros, Marx coexistiu em uma
época onde a desigualdade entre as classes sociais se tornou cada vez mais notória, e
houve o esforço por parte deste autor em analisar a sociedade capitalista que estava se
fortalecendo.
O Marxismo elaborou uma teoria científica da evolução das sociedades, chegando a
importantes conclusões: primeiramente, como a constante transformação ideológica das
sociedades e, por consequência dos homens, influenciava na realidade exterior ; a
importância da realidade econômica também é constatada pelo autor, uma vez que essa
determina as relações produtivas, sociais e econômicas.

O materialismo histórico foi a corrente teórica adotada, segundo qual as relações


materiais que os homens estabelecem e o modo como produzem seus meios de vida
formam a base de todas as suas relações. Para Marx, os processos ligados à produção
são transitórios. Tanto as ideologias, crenças e categorias do conhecimento são geradas
socialmente – assim como a produção- e dependem do como os homens se organizam
para produzir. Por conseguinte, todo processo de formação de pensamento e consciência
humano depende de suas relações materiais e de suas forças produtivas.

O modo de produção é a maneira como se organiza a produção material em um dado


estágio de desenvolvimento social. A passagem de um modo de produção a outro,
segundo o autor, dá-se no momento em que o nível de desenvolvimento das forças
produtivas entra em contradição com as relações sociais de produção. Quando isso
ocorre, há um sufocamento da produção em virtude da inadequação das relações nas
quais ela se dá. Nesse momento, surgem as possibilidades objetivas de transformação
desse modo de produção.

Por outro lado, Durkheim contribuiu para a consolidação da Sociologia enquanto


campo de estudo. O autor é responsável por intuir uma nova epistemologia para o
campo das ciências humanas, separando-a das ciências naturais e da psicologia. Na
busca pela “objetividade” e pelas relações de similitude e sucessão, Durkheim delimita
o objeto de estudo sociológico, os fatos sociais.

O processo de socialização ao qual os seres humanos estão submetidos e pelo qual


internalizam os fatos sociais também faz parte do pensamento Durkheimiano. Nele, o
carater coisal estaria implícito uma vez que os indivíduos não teriam acesso a formação
de suas regras e, ainda por cima, estariam submetidos a coercirtividade do mesmo.
Sendo assim, o coletivo tende a moldar o individual. O seu estudo sobre o Suícidio
exemplifica esse seu ponto de vista uma vez que: as taxas de suícidio estariam
diretamente relacionadas com as taxas de solidariedade coletiva.
A sociologia de Durkheim define a sociedade como um organismo, em que esta
apresenta estados de normalidade e de patologia. A normalidade seria a tendência
estável de toda sociedade, enquanto o acúmulo de patologias o responsável pela
formação de uma sociedade temporariamente anomana, patológica que tenderia a
normalização.

O objetivo de comparar as diversas sociedades também é atribuído em sua


sociologia. Assim, Durkheim constitui o campo da morfologia social, isto é, a
classificação por espécies sociais. Considerando que as sociedades haviam evoluído de
um mesmo modelo simples e único, o autor traçou uma série de combinações as quais
originaram outras formas sociais.

Posteriormente, Max Weber foi responsável pela adoção de uma outra metodologia
própria para as ciências sociais, metodologia essa que leva em conta o objeto particular
das ciências sociais, as ações humanas. Dentro dessa concepção, não se busca apenas a
explicação do aspecto exterior do fenômeno observado, como intuído por Durkheim.
Para se chegar a essa compreensão, é fundamental buscar uma análise da realidade a
partir de Tipos Ideais, que representam esquemas que nos guiam para a compreensão
das interações sociais, nos quais são exageradas certas características do fenômeno
concreto, para permitir a comparação com a realidade empírica de modo mais objetivo e
científico. Em toda essa análise, é preciso que se tenha certo distanciamento em relação
aos valores do pesquisador, a chamada neutralidade axiológica, que não deve ser
entendida como total separação dos valores, uma vez que não há como fazer ciência,
sem que essa prática esteja impregnada pelos valores do pesquisador.

Ao contrário de Durkheim, Weber apostara no individualismo metodológico,


proposta que imprime aos indivíduos uma maior capacidade de escolha e
empoderamento do que é determinado como coletivo. A individuação gera o social, isto
é, o processo individual faz com que o conjunto de regras tenha valores diferentes para
cada um de nós.

3. Com abordagens mais destoantes dos demais, Karl Marx, como dito anteriormente,
se pautará na análise da sociedade através do Materialismo Histórico. Tal método
consiste na procura de causas e mudanças da vida social através do que foi produzido
materialmente pela própria sociedade. A teoria da infraestrutura e da superestrutura
também fundamenta o pensamento Marxista, nela as forças e as relações de produção
(infraestrutura), determinam outras relações da sociedade como a
cultura,instituições,rituais (superestrutura).

Essas duas teorias, aliada a concepção de classe social também introduzida pelo
autor, podem ser amplamente discutidas e colocadas para reflexão da sociedade
contemporânea uma vez que a estrutura capitalista e industrial permanece em vigência.

Com outro foco, Durkheim assumirá uma metodologia denominada “de cima para
baixo”, pois pautará sua teoria na determinação que o coletivo exerce sobre os
indivíduos. O processo de socialização externo aos indivíduos age de maneira de
coercitiva e opaca formando uma identificação cultural que independe de nossos atos e
valores. Assim, para esse autor o que é coletivo possui maior importância de estudo do
que é particular. Apesar de seus problemas no campo teórico apontados posteriormente
por Weber, Durkheim possui grande importância para os estudos sociológicos atuais,
pois, apesar de ser sua sociologia ser generalizante, ela foi a primeira a encarar tal
ciência como diferente das demais buscando assim sua individualidade.

Se opondo a Durkheim, Weber será um grande inovador no campo sociológico. Com


a percepção de que as ciências não são somente explicativas nem somente
compreensivas, mas, necessitam dessas duas características, o autor buscará um método
que dialogue com essas duas necessidades. No entanto, por uma escolha, Weber se
pautará pelo que se denomina de metodologia “de baixo para cima”, onde o agente
individual é a unidade da análise sociológica. Nesse contexto, Weber irá ainda mais
além que Durkheim procurando entender porque uma lei social se mantêm apesar das
forças contrárias acionadas pelos indíviduos.

Sua percepção de que os tipos ideais são criados unicamente para fins de estudo e
análise, e, que não passam de um método são extremamente impactantes para a época
em que viveu . O autor ao colocar que a realidade abarca uma complexidade muito
maior do que podemos compreender, permite um avanço grandioso para a Sociologia.
O valor subjetivo, que há na ciência e que foi colocado por Max Weber, possui um
grande impacto não só no meio sociológico mas em todo campo científico. Tal questão
implica diretamente no pensamento antropológico, o qual se pauta justamente na
diversidade e na polivalência de sentidos culturais. A premissa advinda da hermenêutica
e adotada pelo autor de que a linguagem recorta o mundo de maneiras distintas também
influência o campo da Antropologia.