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AIA propõe revisão da lei tributária

outubro 16, 2018

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Luanda - O imposto industrial deve ser aplicado às empresas de acordo com o volume de
arrecadação de receitas, garantindo assim maior justiça tributária, defendeu ontem, em Luanda, o
presidente da Associação dos Industriais de Angola (AIA), José Severino.
Fonte: JA
Em declarações ao
Jornal de Angola, a
propósito do encontro de
auscultação dos
parceiros sociais sobre a
proposta do OGE-2019, a
ser orientado hoje pelo
ministro de Estado do
Desenvolvimento
Económico e Social, na
Escola Nacional de
Administração (ENAD),
José Severino sugere a
alteração da lei tributária
em vigor no país.
“Neste encontro vamos
propor a revisão da lei
tributária que cobra uma
taxa de imposto industrial
na ordem dos 30 a 35 por cento às pequenas e médias empresas que, na sua maioria, faliram”,
informou. Para José Severino, a administração Geral Tributária (AGT) deve cobrar impostos nesta
ordem de percentagem para as empresas com maior volume de rendimentos, como os casinos,
telecomunicações, educação e saúde. “Estas empresas que agregam serviços que atraem um
grande número de clientes devem, à partida, pagar mais impostos que pequenas empresas onde
as receitas são bastante reduzidas”, disse.
O industrial lembrou o discurso do Presidente da República sobre o Estado da Nação, que faz um
apelo às autoridades sobre a tributação, para que a cobrança seja realizada sem levar a
instituição à falência. “A banca, seguros e telecomunicações são instituições que têm um grande
volume de lucros, longe das expectativas das empresas vocacionadas à agricultura”, disse.
Na sua opinião, o sector agrícola deve beneficiar de uma isenção de imposto industrial num prazo
de cinco anos, para dar a possibilidade de se erguer e prosperar, por ser um sector que depende
das estações para produzir. “É para mim imoral ver o Estado a tributar empresas agrícolas com
taxa de 30 a 35 por cento, quando deveria cobrar aos donos de milhares de terras aráveis no
país”, disse.
O responsável da AIA afirmou que o Estado pode usufruir de cerca de 200 milhões de dólares
com a cobrança de taxas de impostos aos proprietários que detêm milhares de hectares sem
realizar qualquer produção. “Precisamos aumentar para 170 milhões de dólares o volume de
investimento para o sector agrícola. Em Portugal estão reservados três mil milhões para a
agricultura e Angola deve seguir o modelo e só assim veremos o desenvolvimento no sector”,
acentuou.

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