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Escolas Literárias no Brasil, desde 1500: resumo Enem e Vestibular.

Quinhentismo, Barroco, Arcadismo, Romantismo, Realismo, Naturalismo, Parnasianismo,


Simbolismo, Pré-Modernismo e Modernismo. Confira aqui um resumão com as principais as
características de cada Escola Literária do Brasil. É conteúdo de Vestibular e do Enem.
É mesmo incrível. O que chamamos de ‘Literatura Brasileira’ começou não com um brasileiro, mas com um português: o nosso velho conhecido Pero Vaz
de Caminha, que, com a Carta a El-Rei D. Manuel, inaugurou a arte literária em terras brasucas, lá nos idos de 1500. Veja o resumo para o Vestibular e o
Enem.

É o início da história da nossa Literatura, que teve continuidade com as seguinte Escolas ou Movimentos: Quinhentismo, Barroco, Arcadismo,
Romantismo, Realismo, Naturalismo, Parnasianismo, Simbolismo e Modernismo. Quanta coisa, né!? A Literatura Brasileira é pra lá de rica e diversa, e

faz parte dos conteúdos cobrados no Enem e no Vestibular. Bora estudar?

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Tudo começa em 1500, com a carta de Pero Vaz de Caminha:
Sabemos que é melhor compreender os assuntos estudados a decorá-los. No entanto, ter em mente as principais características e
saber a que época histórica as Escolas Literárias estão relacionada pode ajudar você nas provas. Na origem da produção brasileira
está o primeiro documento ‘made in Brazil’, que foi a Carta de Pero Vaz de Caminha. Ele era o Escrivão português que acompanhava

Pedro Álvares Cabral, e fez o relato da descoberta enviado ao Rei Dom Manuel. Você
consegue entender melhor qual o contexto das obras que estiver lendo ou que estiverem citadas nas questões das prova com as
informações desta aula, que registram a época e as características de cada movimento literário. E você poderá relacionar mais
facilmente as obras literárias com os fatos sociais. Isto costuma ser sobrado nas questões de Literatura.

O QUINHENTISMO
Início: A Carta de Caminha
Contexto histórico: Os portugueses e dos primeiros jesuítas ao Brasil.
Característica: Literatura documental, histórica, de caráter informativo.
O Quinhentismo serviu de inspiração literária para alguns poetas e escritores do Romantismo (Gonçalves Dias e José de Alencar) e

do Modernismo (Oswald de Andrade). Destacaram-se no Quinhentismo: A Carta de


Caminha é o primeiro documento literário brasileiro. Carta descritiva com espírito ufanista (patriotismo, enaltecer o próprio país) e
nativista. Foi parodiada de forma satírica por Oswald de Andrade, poeta modernista. Veja as referências:

– Pero Vaz de Caminha – A Carta de Caminha


– Padre José de Anchieta – escreveu textos religiosos, um teatro religioso. Tinha devoção ao culto mariano. Recebeu influência da
tradição medieval. Obs.: Não recebeu influência da poesia lírica de Camões (soneto).
– Padre Manuel da Nóbrega – Foi o chefe da primeira missão dos Jesuítas na América. Escreveu relatos aos superiores, e que se
tornaram textos da Literatura do Quinhentismo.

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Veja aqui uma aula completa e a seguir teste seu nivel um Simulado Especial sobre o Quinhentismo:

Veja no Simulado sobre o Quinhentismo dez questões objetivas para você


responder agora. Se você não acertar, o sistema mostra aulas de revisão gratuitas para você. Muitas pessoas ‘pulam’ o estudo do
Quinhentismo porque imaginam ser uma época muito distante, lá no descobrimento do
Brasil. Mas, há boa literatura portuguesa no estilo de Pero Vaz de Caminha, há boa escrita nos
relatos dos navegadores, e, principalmente, há boa literatura nas obras dos padres que acompanharam as esquadras dos
descobridores e que aportaram em terra firme na tentativa de converter os indígenas para o cristianismo. vale uma leitura, sim.

BARROCO
Início: Prosopopeia – poema épico de Bento Teixeira
Contexto histórico: As invasões holandesas no Brasil e época dos bandeirantes
Frequência das antíteses e paradoxos, fugacidade do tempo e incerteza da vida.
Características: rebuscamento, virtuosismo, ornamentação exagerada, jogo sutil de palavras e ideias, ousadia de metáforas e
associações. Cultismo ou Gongorismo: abuso de metáforas, hipérboles e antíteses. Obsessão pela linguagem culta, jogo de
palavras. Conceptismo (Quevedo): jogo de ideias, pesquisa e essência íntima.

Destacaram-se:
– Gregório de Matos – apelidado de “A Boca do Inferno”. Oscilou entre o sagrado e o profano. Poeta lírico, satírico, reflexivo,
filosófico, sacro, encomiástico, obsceno. Não foi poeta épico.
– Bento Teixeira
– Padre Antonio Vieira – Expoente máximo da Literatura Brasileira e da Literatura Portuguesa tambem. Ele representa os dois países
porque durante sua estada em Portugal aderiu a temas nacionais portugueses, e na época em que viveu no Brasil produziu
intensamente sobre temas das terras recém ocupadas.

O Padre Antônio Vieira aderiu a temas nacionais brasileiros. Era prosador e não poeta, e
conceptista, pois atacou o cultismo. Escreveu sermões, entre obras que se tornaram clássicas, O Sermão da Sexagésima, e O Sermão
do Bom Ladrão. Nesta obra ele fez duras críticas contra a corrupção dos membros da elite, da Aristocracia da época e dos
administradores por delegação dos reis. Veja só que texto primoroso contra a corrupção:

Trecho de O Sermão do Bom Ladrão:

Suponho finalmente que os ladrões de que falo não são aqueles miseráveis, a quem a pobreza e vileza de sua fortuna condenou a
este gênero de vida, porque a mesma sua miséria, ou escusa, ou alivia o seu pecado, como diz
Salomão. O ladrão que furta para comer, não vai, nem leva ao inferno; os que não só vão,
mas levam, de que eu trato, são outros ladrões, de maior calibre e de mais alta esfera, os quais debaixo do mesmo nome e do
mesmo predicamento, distingue muito bem São Basílio Magno.

Não são só ladrões, diz o santo, os que cortam bolsas ou espreitam os que se vão banhar, para lhes colher a roupa: os ladrões que
mais própria e dignamente merecem este título são aqueles a quem os reis encomendam os exércitos e legiões, ou o governo das
províncias, ou a administração das cidades, os quais já com manha, já com força, roubam e despojam os
povos. — Os outros ladrões roubam um homem: estes
roubam cidades e reinos; os outros furtam debaixo do seu risco: estes sem temor, nem perigo; os outros, se furtam, são enforcados:
estes furtam e enforcam.

Aula Gratuita sobre o Barroco:

Veja aqui uma aula especial sobre Quinhentismo, Barroco e Arcadismo, e que está na área de vídeos de acesso gratuito do Portal
AulaLivre.Net, com a professora Greice da Cunha:

ARCADISMO
Início: Publicação de Obras Poéticas, de Cláudio Manuel da Costa, obra inicial do Arcadismo brasileiro.
Contexto histórico: Inconfidência Mineira, Revolução Farroupilha e a vinda da Família Real para o Brasil.

Características: Pastoralismo, bucolismo. Ideal de vida simples, junto à natureza . Carpe diem (“aproveite o dia”). Consciência da
fugacidade do tempo. Simplicidade, clareza e equilíbrio. Emprego moderado de figuras de linguagem. Natureza racional (é vista
como um cenário, como uma fotografia, como um pano de fundo. Pseudônimos. Fingimento / Artificialismo.

Destacaram-se no Arcadismo:

– Tomás Antonio Gonzaga – poeta maior do Arcadismo brasileiro com suas liras Marília de Dirceu. Pseudônimo como poeta lírico:
Dirceu; pseudônimo como poeta satírico: Critilo (Cartas Chilenas). Autores épicos do Arcadismo brasileiro:
– Cláudio Manuel da Costa – Poeta lírico e épico. Seu pseudônimo é Glaudeste Satúrnio. Seus sonetos são de imitação Camoniana.
Obra: Vila Rica.
– Basílio da Gama – Obra: O Uraguai.
– Santa Rita Durão – Obra: Caramuru. Obs.: O índio antes de José de Alencar aparece nos poemas épicos O Uraguai e Caramuru.
Portanto, o Arcadismo preparou o Romantismo.
Veja na imagem aula gratuita sobre O Arcadismo, com resumo completo e aula em vídeo com revisão

online:

O ROMANTISMO
Início: publicação de Suspiros Poéticos, de Gonçalves de Magalhães
Contexto histórico: Surgimento da Imprensa no Brasil. A crise do 2º Reinado e a abolição da escravidão.
Características do Romantismo: Predomínio da emoção, do sentimento (subjetivismo); evasão ou escapismo (fuga à realidade).
Nacionalismo, religiosidade, ilogismo, idealização da mulher, amor platônico. Liberdade de criação e despreocupação com a forma;
predomínio da metáfora.

1ª geração romântica: 1840/50 – indianista ou nacionalista. A temática era o índio, a pátria. Destacou-se:Gonçalves Dias – Obras:
Canção do Exílio e I Juca Pirama.
2ª geração romântica: 1850/60 – byroniana (idealismo e melancolia), mal-do-século, individualista ou ultra-romântica. A temática
era a morte.
Destacou-se: Álvares de Azevedo – poeta da dúvida. Tinha obsessão pela morte. Recebeu influência de Byron e Shakespeare. Oscila
entre a realidade e a fantasia. Obra: Livro de contos Noite na taverna.
3ª geração romântica: 1860/70 – condoreira, social ou hugoana. A temática é a abolição e a república. Destacaram-se:
Poesia: Castro Alves – poeta representante da burguesia liberal. Obras: Espumas Flutuantes, O Navio Negreiro, Vozes d’África.
Prosa: José de Alencar (representante maior) – defensor do “falar brasileiro” / dá forma ao herói / amalgamando a sua vida à
natureza.
-Joaquim Manuel de Macedo – Obra: A Moreninha.
– Bernardo Guimarães – Obra: A escrava Isaura.
– Manuel Antônio de Almeida – Obra: Memórias de um sargento de milícias.

Veja na imagem uma revisão completa sobre o Romantismo no Brasil:

Modalidades do Romantismo: Romance de folhetim – Teixeira e Sousa, O filho do pescador.


Romance urbano – Joaquim Manuel de Macedo, A Moreninha.
Romance regionalista: Bernardo Guimarães, O ermitão de Muquém.
Romance indianista e histórico – José de Alencar, O Guarani.

Quer assistir a uma aula diferente sobre o Romantismo? Veja aqui um vídeo que produziu cenas onde se discute a obra de José de
Alencar. Muito bom. Vale a pena:

REALISMO – NATURALISMO – PARNASIANISMO


Ocorreram simultaneamente, tendo como contexto histórico a Proclamação da República e A Primeira República.

REALISMO
Início: Memórias Póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis, publicado em 1881.
Características: Literatura de combate social, crítica à burguesia, ao adultério e ao clero. Análise psicológica dos
personagens. Objetividade, temas contemporâneos.
Destacou-se: Machado de Assis – trilogia: Memórias Póstumas de Brás Cubas (narrado em 1ª pessoa); Quincas Borba (“ao vencedor
as batatas”); Dom Casmurro (narrado em 1ª pessoa – enigma de traição)

NATURALISMO

Início: O Mulato, de Aluísio Azevedo


Características: Desdobramento do Realismo. Escritores naturalistas retratam pessoas marginalizadas pela sociedade. O
Naturalismo é fruto da experiência. Análise biológica e patológica das personagens.Determinismo acentuado. As personagens são
compradas aos animais (zoomorfismo).
Destacaram-se: – Aluísio Azevedo – Obras: O Mulato; O Cortiço (romance social, personagem principal do romance é o próprio
cortiço).
– Raul Pompéia – Obra: O Ateneu.

O PARNASIANISMO

Início: Fanfarras, de Teófilo Dias


Contexto histórico: Contemporâneo do Realismo – Naturalismo
Características: Estilo especificamente poético, desenvolveu-se junto com o Realismo – Naturalismo. A maior preocupação dos
poetas parnasianos é com o fazer poético. Arte pela arte. Poesia descritiva sem conteúdo; vocabulário nobre; objetividade. Os
poetas parnasianos são considerados “os mestres do passado”. Por suas manias de precisão foram criticados severamente pelos
poetas do 1º Tempo Modernista.
Destacou-se: Olavo Bilac (poeta representante) – Profissão de Fé.

O SIMBOLISMO
Início: Missal e Broquéis, de Cruz e Souza
Contexto histórico: Fundação da Academia Brasileira de Letras
Origem: a poesia de Baudelaire.
Características: desmistificação da poesia, sinestesia, musicalidade, preferência pela cor branca, sensualismo, dor e revolta.
Destacou-se: Cruz e Souza (poeta representante) – Obra: Missal e Broquéis.

Dica do Blog: Literatura: Revisão sobre o Simbolismo – Aula Grátis: https://blogdoenem.com.br/literatura-simbolismo/

O PRÉ-MODERNISMO
Início: Os Sertões, Euclides da Cunha; Canaã, Graça Aranha
Contexto histórico: Guerra do Contestado. A Revolta dos 18 do Forte de Copacabana. A revolta da Vacina.
Características: Convivem juntas duas tendências: 1. Conservadora: sobrevivência da mentalidade positivista, agnóstica e liberal.
Destacou-se: Euclides da Cunha – Obra: Os Sertões (miséria e subdesenvolvimento nordestino). 2. Renovadora: incorporação de
aspectos da realidade brasileira.

Destacaram-se: – Lima Barreto, Triste Fim de Policarpo Quaresma (a vida urbana e as transformações de início de século).
– Monteiro Lobato – livro de contos Urupês (a miséria do caboclo, a decadência da cultura cafeeira). Obs.: Foi Monteiro Lobato
quem criticou a exposição da pintora Anita Malfatti, chamando-a de “Paranóia ou Mistificação”.
– Graça Aranha, Canaã (imigração além do Espírito Santo).
Poeta representante: Augusto dos Anjos – Obra: Eu e outras poesias.

Veja na imagem aula gratuita completa sobre o Primeiro Momento Modernista no

Brasil:

O MODERNISMO
PRIMEIRA FASE
Início: Semana de Arte Moderna
Contexto histórico: Fundação do Partido Comunista Brasileiro. A Revolução de 1930
Características: Poesia nacionalista. Espírito irreverente, polêmico e destruidor, movimento contra. Anarquismo, luta contra o
tradicionalismo; paródia, humor. Liberdade de estética. Verso livre sem uso da métrica. Linguagem coloquial.
Destacaram-se: – Mário de Andrade – Obra: Pauliceia desvairada (Prefácio Interessantíssimo)
– Oswald de Andrade – Obra: Manifesto antropofágico / Pau-Brasil
– Manuel Bandeira – Obra: Libertinagem
Dica do Blog – Revisão completa sobre a Literatura do Modernismo: https://blogdoenem.com.br/literatura-enem-

modernismo/

SEGUNDA FASE
Contexto histórico: A Era Vargas. Lampião e o cangaço no sertão
Características: Destaca-se a prosa regionalista nordestina (prosa neo-realista e neo-naturalista).
Representantes: – Graciliano Ramos – representante maior, criador do romance psicológico nordestino – Obras: Vidas Secas; São
Bernardo.
– Jorge Amado – Obras: Mar Morto; Capitães da Areia.
– José Lins do Rego – Obras: Menino de Engenho; Fogo Morto.
– Rachel de Queiroz – Obra: O Quinze.
– José Américo de Almeida – Obra: A Bagaceira

Veja na imagem aula completa sobre Jorge Amado, José Lins do Rego e Rachel de

Queiroz:
Poesia 30/45 – ruma para o universal.
Carlos Drummond de Andrade faz poesia de tensão ideológica.
Fases de Drummond: – Eu maior que o mundo – poema, humor, piada.
– Eu menor que o mundo – poesia de ação.
– Eu igual ao mundo – poesia metafísica.
Poetas espiritualistas: – Cecília Meireles – herdeira do Simbolismo.
– Jorge de Lima – Invenção de Orpheu.
– Vinícius de Moraes – Soneto da Fidelidade.

Dica: Carlos Drummond de Andrade é o autor que mais cai no Enem e nos Vestibulares. É o autor do clássico ‘No meio do Caminho
tinha uma pedra / Tinha uma pedra no meio do caminho.‘ Veja na imagem aula completa sobre a poesia de

Drummond.

TERCEIRA FASE DO MODERNISMO

Contexto histórico: A Redemocratização do Brasil. A ditadura militar no Brasil. Continua predominando a prosa.
Representantes: – Guimarães Rosa – Neologismo – Obra: Sagarana.
– Clarice Lispector – Introspectiva – Obra: Laços de Família, onde a autora procura retratar o cotidiano monótono e sufocante da
família burguesa brasileira.
Poesia concreta: – João Cabral de Melo Neto – poeta de poucas palavras. Obra de maior relevância literária: Morte e Vida Severina.
Tem intertextualidade com o teatro Vicentino.
Veja na imagem aula completa sobre Clarice Lispector. Ela é conhecida como ‘A Autora das Redes Sociais’. Veja por que nesta

aula gratuita:

É muito importante estar atento ao contexto histórico em que a obra está inserida. A literatura nada mais é que um registro social
de uma época. Reflete suas características e anseios. Por isso cada Escola Literáriaestá envolta por aspectos exclusivos.

Quinhentismo (século XVI)

Representa a fase inicial da literatura brasileira, pois ocorreu no começo da colonização. Representante da Literatura Jesuíta ou de Catequese,
destaca-se Padre José de Anchieta com seus poemas, autos, sermões cartas e hinos. O objetivo principal deste padre jesuíta, com sua produção
literária, era catequizar os índios brasileiros. Nesta época, destaca-se ainda Pero Vaz de Caminha, o escrivão da frota de Pedro Álvares Cabral. Através
de suas cartas e seu diário, elaborou uma literatura de Informação (de viagem) sobre o Brasil. O objetivo de Caminha era informar o rei de Portugal
sobre as características geográficas, vegetais e sociais da nova terra.

Barroco (século XVII)

Essa época foi marcada pelas oposições e pelos conflitos espirituais. Esse contexto histórico acabou influenciando na produção literária, gerando o
fenômeno do barroco. As obras são marcadas pela angústia e pela oposição entre o mundo material e o espiritual. Metáforas, antíteses e hipérboles
são as figuras de linguagem mais usadas neste período. Podemos citar como principais representantes desta época: Bento Teixeira, autor
de Prosopopeia; Gregório de Matos Guerra (Boca do Inferno), autor de várias poesias críticas e satíricas; e padre Antônio Vieira, autor de Sermão de
Santo Antônio ou dos Peixes.
Neoclassicismo ou Arcadismo (século XVIII)

O século XVIII é marcado pela ascensão da burguesia e de seus valores. Esse fato influenciou na produção das obras desta época. Enquanto as
preocupações e conflitos do barroco são deixados de lado, entra em cena o objetivismo e a razão. A linguagem complexa é trocada por uma
linguagem mais fácil. Os ideais de vida no campo são retomados (fugere urbem = fuga das cidades) e a vida bucólica passa a ser valorizada, assim
como a idealização da natureza e da mulher amada. As principais obras desta época são: Obra Poética de Cláudio Manoel da Costa, O Uraguai de
Basílio da Gama, Cartas Chilenas e Marília de Dirceu de Tomás Antonio Gonzaga, Caramuru de Frei José de Santa Rita Durão.

Romantismo (século XIX)

A modernização ocorrida no Brasil, com a chegada da família real portuguesa em 1808, e a Independência do Brasil em 1822 são dois fatos históricos
que influenciaram na literatura do período. Como características principais do romantismo, podemos citar: individualismo, nacionalismo, retomada dos
fatos históricos importantes, idealização da mulher, espírito criativo e sonhador, valorização da liberdade e o uso de metáforas. As principais obras
românticas que podemos citar: O Guarani de José de Alencar, Suspiros Poéticos e Saudades de Gonçalves de Magalhães, Espumas Flutuantes de
Castro Alves, Primeiros Cantos de Gonçalves Dias. Outros importantes escritores e poetas do período: Casimiro de Abreu, Fagundes Varela, Álvares de
Azevedo, Junqueira Freire e Teixeira e Souza.

Realismo - Naturalismo (segunda metade do século XIX)

Na segunda metade do século XIX, a literatura romântica entrou em declínio, juntos com seus ideais. Os escritores e poetas realistas começam a falar
da realidade social e dos principais problemas e conflitos do ser humano. Como características desta fase, podemos citar: objetivismo, linguagem
popular, trama psicológica, valorização de personagens inspirados na realidade, uso de cenas cotidianas, crítica social, visão irônica da realidade. O
principal representante desta fase foi Machado de Assis com as obras: Memórias Póstumas de Brás Cubas, Quincas Borba, Dom Casmurro e O
Alienista. Podemos citar ainda como escritores realistas Aluísio de Azedo autor de O Mulato e O Cortiço e Raul Pompéia autor de O Ateneu.

Parnasianismo (final do século XIX e início do século XX)

O parnasianismo buscou os temas clássicos, valorizando o rigor formal e a poesia descritiva. Os autores parnasianos usavam uma linguagem
rebuscada, vocabulário culto, temas mitológicos e descrições detalhadas. Diziam que faziam a arte pela arte. Graças a esta postura foram chamados
de criadores de uma literatura alienada, pois não retratavam os problemas sociais que ocorriam naquela época. Os principais autores parnasianos são:
Olavo Bilac, Raimundo Correa, Alberto de Oliveira e Vicente de Carvalho.

Simbolismo (fins do século XIX)


Esta fase literária inicia-se com a publicação de Missal e Broquéis de João da Cruz e Souza. Os poetas simbolistas usavam uma linguagem abstrata e
sugestiva, enchendo suas obras de misticismo e religiosidade. Valorizavam muito os mistérios da morte e dos sonhos, carregando os textos de
subjetivismo. Os principais representantes do simbolismo foram: Cruz e Souza e Alphonsus de Guimaraens.

Pré-Modernismo (1902 até 1922)

Este período é marcado pela transição, pois o modernismo só começou em 1922 com a Semana de Arte Moderna. Está época é marcada pelo
regionalismo, positivismo, busca dos valores tradicionais, linguagem coloquial e valorização dos problemas sociais. Os principais autores deste período
são: Euclides da Cunha (autor de Os Sertões), Monteiro Lobato, Lima Barreto, autor de Triste Fim de Policarpo Quaresma e Augusto dos Anjos.

Modernismo (1922 a 1930)

Este período começa com a Semana de Arte Moderna de 1922. As principais características da literatura modernista são: nacionalismo, temas do
cotidiano (urbanos), linguagem com humor, liberdade no uso de palavras e textos diretos. Principais escritores modernistas: Mario de Andrade,
Oswald de Andrade, Cassiano Ricardo, Alcântara Machado e Manuel Bandeira.

Neorrealismo (1930 a 1945)

Fase da literatura brasileira na qual os escritores retomam as críticas e as denúncias aos grandes problemas sociais do Brasil. Os assuntos místicos,
religiosos e urbanos também são retomados. Destacam-se as seguintes obras: Vidas Secas de Graciliano Ramos, Fogo Morto de José Lins do Rego, O
Quinze de Rachel de Queiroz e O País do Carnavalde Jorge Amado. Os principais poetas desta época são: Vinícius de Moraes, Carlos Drummond de
Andrade e Cecilia Meireles.

Você sabia?

- Um dos eventos literários mais importantes do Brasil é a FLIP (Festa Literária Internacional de Paraty). Em 2015, ela ocorrerá entre os dias 1 e 5 de
julho.

- É comemorado em 1º de maio o Dia da Literatura Brasileira.


Escolas da Era Colonial
As escolas da era colonial refletem a influência da literatura portuguesa, afinal surge com o descobrimento do Brasil até alguns anos antes da sua
independência.
Escolas Características Autores e Obras

 Pero Vaz de Caminha - Cartade Pero


Quinhentismo
Textos de caráter informativo e de caráter pedagógico. Vaz de Caminha a el-rei D. Manuel
(1500 - 1601)  Gândavo - Tratado da Terra do Brasil
 José de Anchieta - Poema à Virgem

 Gregório de Matos - Triste Bahia


Barroco Caracteriza-se pelos detalhes, pelo exagero e pelo
 Bento Teixeira - Prosopopeia
(1601 - 1768) rebuscamento. Nele destaca-se o cultismo e o conceptismo.  Botelho de Oliveira - Música do
Parnaso

 Cláudio Manuel da Costa - Obras


Exaltação da natureza e linguagem simples. Este período
Arcadismo Poéticas
literário é marcado principalmente pela simplicidade dos temas
(1768 - 1808)  Santa Rita Durão - Caramuru
abordados.  Tomás Antônio Gonzaga - Marília de
Dirceu

Saiba mais sobre as escolas literárias da era colonial:


 Quinhentismo
 Barroco
 Arcadismo
Entre os anos 1808 e 1836 há uma fase de transição.
VEJA TAMBÉM: Exercícios sobre Barroco
Escolas da Era Nacional
As escolas da era nacional caracterizam-se pela autonomia da literatura brasileira, cujo país, nesse momento, já é independente.
Escolas Características Autores e Obras

 1.ª fase: Gonçalves Dias - Canção do


Cada uma das fases do Romantismo apresenta características
Exílio
Romantismo (1836 distintas:
 2.ª fase: Álvares de Azevedo - Lira dos
- 1881) 1.ª fase: nacionalismo e indianismo
Vinte Anos
2.ª fase: egocentrismo e pessimismo
 3.ª fase: Castro Alves - O Navio
3.ª fase: liberdade Negreiro

 Realismo: Machado de Assis -


Realismo
Realismo: objetividade, temática social, linguagem objetiva Memórias Póstumas de Brás Cubas
Naturalismo
Naturalismo: linguagem mais próxima da coloquial, temática  Naturalismo: Aluísio de Azevedo - O
Parnasianismo Mulato
polêmica
(1881 - 1893) Parnasianismo: arte pela arte, culto à forma  Parnasianismo: Olavo Bilac - Tratado
de Versificação

Simbolismo Subjetivismo, espiritualidade e misticismo são características  Cruz e Sousa - Tropos e Fantasias
(1893 - 1910) que refletem o estilo desta escola.  Alphonsus de Guimarães - Kyriale
 Augusto dos Anjos - Eu

 Euclides da Cunha - Os Sertões


Pré-Modernismo O Pré-Modernismo rompe com o academicismo, além do que é
 Lima Barreto - Triste Fim de Policarpo
(1910 - 1922) marcado pela marginalidade das suas personagens. Quaresma
 Graça Aranha - Canaã

Modernismo
O Modernismo se divide em três fases, caracterizadas por:  1.ª fase: Manuel Bandeira -
(1922 - 1950) Libertinagem
1.ª fase: renovação estética, radicalismo
Escolas Características Autores e Obras

2.ª fase: temáticas nacionalistas  2.ª fase: Graciliano Ramos - Vidas


3.ª fase: inovações linguísticas e experimentações artísticas Secas
 3.ª fase: Clarice Lispector - A Legião
Estrangeira

 Ariano Suassuna - Auto da


Espontaneidade, liberdade artística, multiplicidade de estilos e
Pós-Modernismo Compadecida
combinação de tendências são as principais marcas dessa
(1950 - até hoje)  Millôr Fernandes - Millôr Definitivo: A
escola literária. Bíblia do Caos
 Paulo Leminski - Agora é que são Elas