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Embargos do devedor

1.1 - Introdução
Os embargos do devedor, também chamados de embargos à execução, são o meio
processual de defesa do executado na ação de execução de um título executivo.

Os embargos funcionam como uma espécie de ação de conhecimento, autônoma,


por meio da qual o executado resiste à execução.

Assim, todas as peculiaridades aplicáveis à ação de conhecimento serão cabíveis


nos embargos do devedor.
O processamento dos embargos é regulado pelo CPC através do art. 736 e
seguintes:

Código de Processo Civil

Art. 736. O executado, independentemente de penhora, depósito ou caução, poderá


opor-se à execução por meio de embargos.

Parágrafo único. Os embargos à execução serão distribuídos por dependência,


autuados em apartado, e instruídos com cópias (art. 544, § 1º, in fine) das peças
processuais relevantes.

1.2-Cabimento de embargos à execução

São cabíveis os embargos do devedor quando o devedor é citado para os termos de


uma ação de execução de título executivo.

O título executivo é o documento representativo de dívida que pode ser objeto de


ação executiva. A ação executiva é mais rápida, simples e eficiente que as ações de
cobrança, porque não está sujeita[M1] à fase de cognição (discussão judicial
intensa sobre a definição do direito).

O CPC preceitua que são títulos executivos extrajudiciais os enumerados nos incisos
do art. 585:

Código de Processo Civil

Art. 585 - São títulos executivos extrajudiciais:

I - a letra de câmbio, a nota promissória, a duplicata, a debênture e o cheque;

II - a escritura pública ou outro documento público assinado pelo devedor; o


documento particular assinado pelo devedor e por duas testemunhas; o
instrumento de transação referendado pelo Ministério Público, pela Defensoria
Pública ou pelos advogados dos transatores;

III - os contratos garantidos por hipoteca, penhor, anticrese e caução, bem como
os de seguro de vida;

IV - o crédito decorrente de foro e laudêmio;

V - o crédito, documentalmente comprovado, decorrente de aluguel de imóvel, bem


como de encargos acessórios, tais como taxas e despesas de condomínio;

VI - o crédito de serventuário de justiça, de perito, de intérprete, ou de tradutor,


quando as custas, emolumentos ou honorários forem aprovados por decisão
judicial;
VII - a certidão de dívida ativa da Fazenda Pública da União, dos Estados, do
Distrito Federal, dos Territórios e dos Municípios, correspondente aos créditos
inscritos na forma da lei;

VIII - todos os demais títulos a que, por disposição expressa, a lei atribuir força
executiva.

1.3- Revelia do executado

Nos processos cíveis, em geral, se o réu, devidamente citado, não se manifesta


tempestivamente, pode ocorrer a aplicação da revelia que resulta da presunção de
que os fatos alegados pelo autor são verdadeiros.

Os efeitos da revelia podem ser especialmente danosos para o réu, contudo, nem
por isso é possível admitir que tudo possa ser resolvido em favor do autor, senão
vejamos como dispõe a legislação:

Código de Processo Civil

Art. 319. Se o réu não contestar a ação, reputar-se-ão verdadeiros os fatos


afirmados pelo autor.

Art. 320. A revelia não induz, contudo, o efeito mencionado no artigo antecedente:

I - se, havendo pluralidade de réus, algum deles contestar a ação;

II - se o litígio versar sobre direitos indisponíveis;

III - se a petição inicial não estiver acompanhada do instrumento público, que a lei
considere indispensável à prova do ato.

Art. 321. Ainda que ocorra revelia, o autor não poderá alterar o pedido, ou a causa
de pedir, nem demandar declaração incidente, salvo promovendo nova citação do
réu, a quem será assegurado o direito de responder no prazo de 15 (quinze) dias.

Art. 322. Contra o revel que não tenha patrono nos autos, correrão os prazos
independentemente de intimação, a partir da publicação de cada ato decisório.

Parágrafo único O revel poderá intervir no processo em qualquer fase, recebendo-o


no estado em que se encontrar.

1.4-Procedimentos iniciais nos embargos à execução

O executado opõe-se à execução por meio de embargos à execução através do


ajuizamento de uma ação autônoma, distribuída por dependência e em autos
apartados que têm a função de impugnar o direito ou o meio processual adotado na
ação de execução.

Os embargos do devedor, distribuídos por dependência ao processo da ação de


execução, devem ser oferecidos dentro do prazo de 15 (quinze) dias da citação,
contudo, o embargante não deverá deixar de instruir sua peça inicial com todas as
cópias de peças processuais que considerar relevantes.
Recebidos os embargos, o juiz mandará intimar o embargado (exequente na ação
de execução) para ser ouvido no prazo de 15 (quinze) dias.
Após a manifestação do exequente, o juiz poderá julgar imediatamente o pedido, se
estiverem presentes uma ou ambas as hipóteses do art. 330 do CPC, ou poderá
designar audiência de conciliação, instrução e julgamento, proferindo sentença no
prazo de 10 (dez) dias.
Código de Processo Civil

Art. 330. O juiz conhecerá diretamente do pedido, proferindo sentença:

I - quando a questão de mérito for unicamente de direito, ou, sendo de direito e de


fato, não houver necessidade de produzir prova em audiência;

II - quando ocorrer a revelia (art. 319).

Art. 331. Se não ocorrer qualquer das hipóteses previstas nas seções precedentes,
e versar a causa sobre direitos que admitam transação, o juiz designará audiência
preliminar, a realizar-se no prazo de 30 (trinta) dias, para a qual serão as partes
intimadas a comparecer, podendo fazer-se representar por procurador ou preposto,
com poderes para transigir.

1.5 - Prazo para oferecimento de embargos

O prazo para o oferecimento dos Embargos de Devedor é de 15 (quinze) dias,


contados da data da juntada aos autos do mandado de citação.

Código de Processo Civil

Art. 738. Os embargos serão oferecidos no prazo de 15 (quinze) dias, contados da


data da juntada aos autos do mandado de citação.
Aos embargos do executado não se aplica o disposto no art. 191 do CPC, ou seja,
não existe prazo em dobro para embargar, mesmo havendo mais de um executado.

Portanto, o prazo é simples, 15 (quinze) dias, ainda que sejam vários os


executados.

Neste ponto cumpre ressaltar que o prazo para a oposição dos embargos tem início,
para cada um dos executados, a partir da juntada do mandado de citação aos autos
da ação de execução, devidamente cumprido.

A antiga regra de que o prazo começaria a correr a partir da juntada aos autos do
último mandado de citação devidamente cumprido, foi revogada pela Lei
11.382/2006, salvo quando os executados forem casados.

Neste caso, entretanto, de acordo com a norma vigente, se os executados forem


casados, o prazo para embargar tem início a partir da juntada do último mandado
de citação devidamente cumprido.

Código de Processo Civil

Art. 738 § 1º Quando houver mais de um executado, o prazo para cada um deles
embargar conta-se a partir da juntada do respectivo mandado citatório, salvo
tratando-se de cônjuges.
Já nas execuções por carta precatória, a citação do executado deve ser
imediatamente comunicada pelo juiz deprecado ao juiz deprecante, inclusive por
meios eletrônicos, contando-se o prazo para embargos do devedor a partir da
juntada aos autos desta comunicação.

Código de Processo Civil


Art. 738 - § 2º Nas execuções por carta precatória, a citação do executado será
imediatamente comunicada pelo juiz deprecado ao juiz deprecante, inclusive por
meios eletrônicos, contando-se o prazo para embargos a partir da juntada aos
autos de tal comunicação.

Mas, se houver multiplicidade de penhora, mesmo sendo apenas um executado, o


prazo para embargar deve ser contado da juntada aos autos do mandado de
citação.

As discussões sobre um eventual excesso de penhora não necessitam de embargos


para serem questionadas.

1.6 - Juízo de competência


O juízo competente para o ajuizamento dos embargos à execução é o que processa
a ação de execução de título executivo extrajudicial.

Nas execuções por carta precatória, os embargos podem ser oferecidos no juízo
deprecante ou no juízo deprecado, mas a competência para julgá-los é do juízo
deprecante, salvo se versarem unicamente sobre vícios ou defeitos da penhora,
avaliação ou alienação dos bens.

Código de Processo Civil

Art. 747. Na execução por carta, os embargos serão oferecidos no juízo deprecante
ou no juízo deprecado, mas a competência para julgá-los é do juízo deprecante,
salvo se versarem unicamente vícios ou defeitos da penhora, avaliação ou alienação
dos bens.

1.7 - Recebimento dos embargos à execução


Os embargos à execução podem ser rejeitados liminarmente pelo magistrado. Isso
ocorre quando os embargos forem intempestivos; quando a petição for inepta ou
quando os embargos forem manifestamente protelatórios.

A tempestividade é um requisito de admissibilidade sem o qual o juiz não pode


analisar o mérito da causa. O CPC fixa o prazo de 15 (quinze) dias para serem
opostos os embargos do devedor. Caso esses sejam opostos além do prazo
determinado, serão considerados intempestivos.

Código de Processo Civil:

Art. 739. O juiz rejeitará liminarmente os embargos:

I - quando intempestivos;

II - quando inepta a petição (art. 295); ou

III - quando manifestamente protelatórios

A petição inicial é considerada inepta quando incorre em algumas das hipóteses do


parágrafo único do art. 295 do CPC:

Código de Processo Civil

Art. 295 do CPC


I - Ihe faltar pedido ou causa de pedir;

II - da narração dos fatos não decorrer logicamente a conclusão;

III - o pedido for juridicamente impossível;

IV - contiver pedidos incompatíveis entre si

Nesse caso, além de rejeitar liminarmente os embargos à execução, o juiz pode


ainda impor multa ao embargante em valor não superior a 20% (vinte por cento)
sobre o valor em execução, se constatar que houve má-fé processual.

Código de Processo Civil:

Art. 17. Reputa-se litigante de má-fé aquele que:

I - deduzir pretensão ou defesa contra texto expresso de lei ou fato incontroverso;

II - alterar a verdade dos fatos;

III - usar do processo para conseguir objetivo ilegal;

IV - opuser resistência injustificada ao andamento do processo;

V - proceder de modo temerário em qualquer incidente ou ato do processo;

VI - provocar incidentes manifestamente infundados.

VII - interpuser recurso com intuito manifestamente protelatório.

Art. 18. O juiz ou tribunal, de ofício ou a requerimento, condenará o litigante de


má-fé a pagar multa não excedente a um por cento sobre o valor da causa e a
indenizar a parte contrária dos prejuízos que esta sofreu, mais os honorários
advocatícios e todas as despesas que efetuou.

§ 1º Quando forem dois ou mais os litigantes de má-fé, o juiz condenará cada um


na proporção do seu respectivo interesse na causa, ou solidariamente aqueles que
se coligaram para lesar a parte contrária.

§ 2o O valor da indenização será desde logo fixado pelo juiz, em quantia não
superior a 20% (vinte por cento) sobre o valor da causa, ou liquidado por
arbitramento.

1.8 - Efeitos do recebimento dos embargos à execução


Um dos pontos mais importantes a ser estudado diz respeito aos efeitos do
recebimento dos embargos. Os embargos do devedor não têm mais o condão de
suspender a execução como antes da Lei 11.382/2006, salvo se o juiz entender que
o prosseguimento da execução poderá produzir lesão irreparável ou de difícil
reparação.

Melhor dizendo, a requerimento do embargante, o juiz pode atribuir efeito


suspensivo à ação de execução desde que: "(...) relevantes seus fundamentos, o
prosseguimento da execução manifestamente possa causar ao executado grave
dano de difícil ou incerta reparação, e desde que a execução já esteja garantida por
penhora, depósito ou caução suficientes." (Art. 739-A, § 1º, CPC).
Apenas na ocorrência dessas duas hipóteses, concomitantemente, é que poderá o
juiz conceder o efeito suspensivo.

Ainda sobre a concessão do efeito suspensivo, importa registrar que, se concedidos


ou não, e se a parte o requerer, a decisão relativa aos efeitos dos embargos poderá
ser modificada ou revogada a qualquer tempo, em decisão fundamentada, desde
que cessadas ou reavaliadas as circunstâncias que a motivaram.

Quando o efeito suspensivo atribuído aos embargos disser respeito apenas a uma
parte do objeto da execução, essa prosseguirá quanto à parte restante. Isso
significa que a execução prossegue no que se refere à parcela incontroversa.
Se forem vários os executados, a concessão de efeito suspensivo aos embargos
oferecidos por um dos executados não suspenderá a execução contra os que não
embargaram quando o respectivo fundamento disser respeito exclusivamente ao
embargante.

A concessão de efeito suspensivo não impedirá a efetivação dos atos de penhora e


de avaliação dos bens.

Vejamos como dispõe o CPC relativamente aos efeitos do recebimento dos


embargos à execução:

Código de Processo Civil

Art. 739-A. Os embargos do executado não terão efeito suspensivo.

§ 1º O juiz poderá, a requerimento do embargante, atribuir efeito suspensivo aos


embargos quando, sendo relevantes seus fundamentos, o prosseguimento da
execução manifestamente possa causar ao executado grave dano de difícil ou
incerta reparação, e desde que a execução já esteja garantida por penhora,
depósito ou caução suficientes.

§ 2º A decisão relativa aos efeitos dos embargos poderá, a requerimento da parte,


ser modificada ou revogada a qualquer tempo, em decisão fundamentada,
cessando as circunstâncias que a motivaram.

§ 3º Quando o efeito suspensivo atribuído aos embargos disser respeito apenas a


parte do objeto da execução, essa prosseguirá quanto à parte restante.

§ 4º A concessão de efeito suspensivo aos embargos oferecidos por um dos


executados não suspenderá a execução contra os que não embargaram, quando o
respectivo fundamento disser respeito exclusivamente ao embargante.

§ 5º Quando o excesso de execução for fundamento dos embargos, o embargante


deverá declarar na petição inicial o valor que entende correto, apresentando
memória do cálculo, sob pena de rejeição liminar dos embargos ou de não
conhecimento desse fundamento.

§ 6º A concessão de efeito suspensivo não impedirá a efetivação dos atos de


penhora e de avaliação dos bens.

1.9 - Matérias que podem ser alegadas nos embargos à execução


O embargante pode alegar qualquer matéria nos embargos à execução. Assim, o
Código de Processo Civil enumerou no art. 745 algumas matérias que podem ser
objeto de embargos, mas deixa claro que o embargante pode aduzir qualquer
matéria que poderia arguir como defesa em um processo de conhecimento.
Código de Processo Civil

Art. 745. Nos embargos, poderá o executado alegar:

I - nulidade da execução, por não ser executivo o título apresentado;

II - penhora incorreta ou avaliação errônea;

III - excesso de execução ou cumulação indevida de execuções;

IV - retenção por benfeitorias necessárias ou úteis, nos casos de título para entrega
de coisa certa (art. 621);

V - qualquer matéria que lhe seria lícito deduzir como defesa em processo de
conhecimento.

1.10 - Nulidade da execução, por não ser executivo o título apresentado


O título executivo é o documento representativo de dívida que pode ser objeto de
ação executiva. Assim, possui como características fundamentais:

Certeza: documento em que se consegue extrair um conteúdo obrigacional;

Liquidez: quando se determina a quantidade, qualidade, etc. da dívida;

Exigibilidade: momento em que já ocorreu o termo ou condição que importa o


implemento da obrigação.

Se ausentes essas características, uma que seja, o título perde a executividade e o


embargante pode, então, alegar a nulidade da execução.

1.11 - Penhora incorreta ou avaliação errônea


A penhora deverá incidir sobre tantos bens quantos bastem para o pagamento do
principal atualizado, juros, custas e honorários advocatícios. E a avaliação é
realizada por um oficial de justiça que deve apresentar o auto de avaliação
juntamente com o termo de penhora.

O auto de avaliação deve conter a descrição dos bens com as suas principais
características; a indicação do estado em que se encontram e o seu valor de
mercado, conforme estimativa do oficial de justiça.

1.12 - Excesso de execução ou cumulação indevida de execuções


Quando o excesso de execução for fundamento dos embargos, o embargante
deverá declarar na petição inicial o valor que entende correto, apresentando
memória do cálculo, sob pena de rejeição liminar dos embargos ou de não
conhecimento desse fundamento.

Código de Processo Civil

Art. 739-A - § 5º Quando o excesso de execução for fundamento dos embargos, o


embargante deverá declarar na petição inicial o valor que entende correto,
apresentando memória do cálculo, sob pena de rejeição liminar dos embargos ou
de não conhecimento desse fundamento.
1.13 - Retenção por benfeitorias
Na execução de título para entrega de coisa certa caberão os embargos de retenção
por benfeitorias.
Nesse caso o exequente poderá requerer a compensação de seu valor com o dos
frutos ou danos considerados devidos pelo executado, cumprindo ao juiz, para a
apuração dos respectivos valores, nomear perito, fixando-lhe prazo para entrega do
laudo.

O exequente poderá também ser imitido na posse da coisa, prestando caução ou


depositando o valor devido pelas benfeitorias ou resultante da compensação.

Código de Processo Civil

745 § 1º Nos embargos de retenção por benfeitorias, poderá o exeqüente requerer


a compensação de seu valor com o dos frutos ou danos considerados devidos pelo
executado, cumprindo ao juiz, para a apuração dos respectivos valores, nomear
perito, fixando-lhe breve prazo para entrega do laudo.

745 § 2º O exeqüente poderá, a qualquer tempo, ser imitido na posse da coisa,


prestando caução ou depositando o valor devido pelas benfeitorias ou resultante da
compensação.

Importa observar, contudo, que não comportará o ajuizamento de embargos de


devedor apenas para se alegar excesso de penhora.

É que o excesso de penhora pode ser suscitado no próprio processo de execução.

1.14 - Sentença nos embargos


A norma processual civil estabelece que depois de ouvido o exequente, os
embargos deverão ser julgados em 10 (dez) dias ou o juiz deverá designar
audiência de conciliação, instrução e julgamento.

Na verdade, tal prazo quase sempre é bem mais elástico, contudo, é importante
conhecer a mecânica legal.

Art. 740. Recebidos os embargos, será o exeqüente ouvido no prazo de 15 (quinze)


dias; a seguir, o juiz julgará imediatamente o pedido (art. 330) ou designará
audiência de conciliação, instrução e julgamento, proferindo sentença no prazo de
10 (dez) dias.

Essa sentença de mérito pode ter caráter constitutivo negativo e também


declaratório.

Da sentença cabe recurso de apelação, recebida apenas no efeito devolutivo se os


embargos forem julgados improcedentes ou parcialmente improcedentes.