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>>> AREAL 2016

Avaliação de Aprendizagem da Rede


Estadual de Ensino de Alagoas

ISSN 2317-2126

revista do
PROFESSOR
LÍNGUA PORTUGUESA

entrevista
Desafios e estratégias para o desenvolvimento
da educação em Alagoas

o programa
A Avaliação de Aprendizagem da
Rede Estadual de Ensino de Alagoas

resultados
Os resultados alcançados em 2016
ISSN 2317-2126

>>> AREAL 2016


Avaliação de Aprendizagem da Rede
Estadual de Ensino de Alagoas

revista do
PROFESSOR
LÍNGUA PORTUGUESA
FICHA CATALOGRÁFICA
ALAGOAS. Secretaria de Estado da Educação.
AREAL – 2016/ Universidade Federal de Juiz de Fora, Faculdade de Educação, CAEd.
v. 1 (jan./dez. 2016), Juiz de Fora, 2016 – Anual.
Conteúdo: Revista do Professor - Língua Portuguesa.
ISSN 2317-2126

CDU 373.3+373.5:371.26(05)
Secretaria de Estado
da Educação

José Renan Calheiros Filho


GOVERNADOR DE ALAGOAS

SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO


José Luciano Barbosa da Silva
Secretário de Estado da Educação
Laura Cristiane de Souza
Secretária Executiva de Educação
Sérgio Paulo Caldas Newton
Secretário Executivo de Gestão Interna
Ricardo Lisboa Martins
Superintendência de Políticas Educacionais
Wilany Felix Barbosa
Superintendência de Gestão do Sistema Estadual de Educação
Maridalva Campos Passos
Superintendência da Rede Estadual de Ensino
Maria José Alves Costa
Gerência de Apoio ao Desenvolvimento do Sistema Estadual de Educação
Ademir da Silva Oliveira
Supervisor de Estatística e Avaliação Educacional

EQUIPE DA SUPERVISÃO DE ESTATÍSTICA E AVALIAÇÃO EDUCACIONAL


Henrique José Lima da Silva
Maria Betânia de Melo Leite
Wilson Jacinto da Silva
Ivandelma Gabriel da Silva
Maria de Fátima Accioly Laranjeira
Reitor da Universidade Federal de Juiz de Fora
Marcus Vinicius David

Coordenação Geral do CAEd


Lina Kátia Mesquita de Oliveira

Coordenação da Unidade de Pesquisa


Tufi Machado Soares

Coordenação de Análises e Publicações


Wagner Silveira Rezende

Coordenação de Design da Comunicação


Rômulo Oliveira de Farias

Coordenação de Gestão da Informação


Roberta Palácios Carvalho da Cunha e Melo

Coordenação de Instrumentos de Avaliação


Renato Carnaúba Macedo

Coordenação de Medidas Educacionais


Wellington Silva

Coordenação de Monitoramento e Indicadores


Leonardo Augusto Campos

Coordenação de Operações de Avaliação


Rafael de Oliveira

Coordenação de Processamento de Documentos


Benito Delage
sumário

7 apresentação

entrevista o programa
9 Desafios e estratégias para o desen- 12 Avaliação de Aprendizagem da Rede
volvimento da educação em Alagoas Estadual de Ensino de Alagoas (AREAL)

resultados padrões e níveis


23 Os resultados alcançados em 2016 44 Padrões e níveis de desempenho
25 Resultados da escola 45 8º ano do Ensino Fundamental
27 Roteiros de leitura e análise 65 2ª série do Ensino Médio
de resultados
39 Resultados por turma sugestões pedagógicas
86 Sugestões para a prática pedagógica
apresentação

P rofessor, esta revista é para você. Pensada


e feita para possibilitar seu uso no cotidiano
pedagógico. Nela, você encontra os resultados da
pelo AREAL, de modo que você possa utilizá-las
para sistematizar estratégias para a melhora do
desempenho dos estudantes. Esse roteiro propõe
sua escola no AREAL 2016. Com esses resultados, algumas atividades, cujo objetivo é fornecer ferra-
você obtém um diagnóstico do desempenho de mentas que permitam a interpretação pedagógica
seus estudantes nos testes de proficiência. A par- dos resultados.
tir disso, potencialidades e fragilidades podem ser Além dos resultados obtidos nos testes realiza-
identificadas no processo de ensino-aprendiza- dos pelos estudantes, você tem acesso a algumas
gem, permitindo uma ampla reflexão sobre as prá- informações sobre o contexto da sua escola, como
ticas pedagógicas. o Índice Socioeconômico (ISE), e indicadores de
Inicialmente, apresentamos o AREAL e as infor- qualidade, como o Índice de Desenvolvimento da
mações que o constituem: os dados fornecidos Educação de Alagoas (Ideal).
pela avaliação, bem como os dados da realidade Por fim, apresentamos sugestões para a prá-
escolar, os quais compõem esse grande cenário tica pedagógica, com o objetivo de auxiliá-lo na
que é a Avaliação de Aprendizagem da Rede Esta- utilização dos resultados da avaliação, para que
dual de Ensino de Alagoas. ações pedagógicas sejam planejadas e executa-
A partir de uma análise do panorama do sistema das em sua escola. Trata-se de uma sugestão de
de avaliação, desde sua criação, no ano 2012, até ação. Seu intuito não é outro senão incentivá-lo a
seu penúltimo ciclo de aplicação, em 2015, apre- tratar os dados da avaliação como parte do proje-
sentamos os dados do programa, dando ênfase to político-pedagógico da escola.
aos ganhos experimentados pela rede estadual de Nosso compromisso é oferecer a você uma
ensino no que diz respeito aos resultados. visão geral da avaliação externa e dos resultados
Em seguida, trazemos os resultados da avalia- obtidos por sua escola no AREAL. Esses resultados
ção de 2016. Junto às informações pertinentes aos devem ser amplamente debatidos, com o envolvi-
resultados – participação, proficiência média, per- mento de toda a comunidade escolar. Esperamos
centual de estudantes pelos padrões de desempe- que este material atinja esse propósito.
nho, percentual de acerto por habilidade avaliada –,
oferecemos a você um roteiro que pode ajudá-lo Boa leitura!
a ler e a compreender as informações produzidas

Revista do Professor - Língua Portuguesa   7


José Luciano Barbosa da Silva (Arapi-
raca, 1958), mais conhecido como Lucia-
no Barbosa, é um político brasileiro. Foi
ministro da Integração Nacional de 5 de
junho de 2002 a 1º de janeiro de 2003 e
prefeito do município alagoano de Arapi-
raca, o segundo maior do estado de Ala-
goas, cargo para o qual foi eleito em 2004
e reeleito em 2008.
Engenheiro civil com mestrado em
Economia pela Universidade Columbia,
nos EUA, Luciano Barbosa foi secretário
de Educação da Prefeitura de Arapiraca
José Luciano Barbosa da Silva no governo Severino Leão (1993/1996),
Vice-governador de Alagoas e secretário de Finanças e de Saúde da Pre-
feitura de Arapiraca na administração da
secretário estadual de Educação (SEE)
prefeita Célia Rocha (1997/2004), secre-
tário estadual dos Transportes e Obras e
de Administração do governo de Divaldo
Suruagy (1995/1997).
Foi secretário de Planejamento e Or-
çamento do Ministério da Justiça na ges-
tão do senador Renan Calheiros em 1999,
como ministro da Justiça do governo do
presidente Fernando Henrique Cardoso
(1995/2002).
No dia 26 de janeiro de 2009, foi eleito
em chapa única presidente da Associação
dos Municípios Alagoanos (AMA), em vo-
tação que reuniu a maioria dos prefeitos
do estado de Alagoas.
Atualmente, Luciano Barbosa exerce o
mandato de vice-governador de Alagoas e
de secretário estadual de Educação (SEE).

8  AREAL 2016
entrevista

Desafios e estratégias
para o desenvolvimento da
educação em Alagoas

O secretário de Estado da Educação de Alagoas, José Luciano Barbosa da


Silva, fala sobre os desafios e as estratégias para o desenvolvimento da
educação em Alagoas.

Quais são os atuais desafios para No histórico do AREAL, há uma


o desenvolvimento da educação em preocupação em avaliar as três séries
Alagoas? do ensino médio. Qual é a motivação
para esse desenho de avaliação e o
A melhora da proficiência dos es-
que a rede espera para a educação
tudantes e o decréscimo das taxas de
estadual com essa política?
reprovação.
Construir indicadores que permi-
Em que medida o AREAL tem
tam melhor planejamento e acom-
contribuído para superá-los?
panhamento do processo de ensi-
O AREAL tem contribuído subs- no-aprendizagem desses alunos. O
tancialmente nesse processo, para a processo será realizado através da
melhoria dos índices de aprovação e análise individualizada dos descritores
otimização da proficiência dos nossos indicados pelo Saeb. O AREAL deverá
estudantes. O processo de avaliação fornecer uma comparação de rendi-
se encaixa perfeitamente no senti- mento de aprendizagem relacionada
do do diagnóstico das dificuldades com os descritores das avaliações em
de cada estudante. Dessa forma, o larga escala nacionais.
AREAL oferece ao professor um painel
daquilo que deve ser trabalhado.

Revista do Professor - Língua Portuguesa   9


Outra característica do AREAL é Ainda falando em ensino médio,
a avaliação da produção textual dos na sua opinião, qual o maior desafio
estudantes. Na sua opinião, qual é a para essa etapa da Educação Básica,
importância de se avaliar o domínio sobretudo para alcançar as metas
linguístico e textual dos estudantes? educacionais propostas, como as do
Ideb e do Ideal?
O domínio da leitura e interpre-
tação de texto é condição essencial Os desafios são a qualidade da
para o processo de perspectiva so- proficiência dos estudantes e o com-
bre o mundo. A língua é a porta de bate à evasão, principalmente no que
entrada para o desenvolvimento do tange às demandas profissionais pró-
conhecimento. O AREAL diagnostica prias da idade. O Ideal é importante
as dificuldades para que os estudan- no sentido da análise, não apenas das
tes tenham acesso aos processos de dificuldades da proficiência, mas dos
construção e desenvolvimento da problemas inerentes aos fatores so-
escrita. cioeconômicos.

E de que forma esse diagnóstico A rede estadual de Alagoas pos-


pode contribuir para a formação dos sui um indicador próprio da qualida-
jovens no ensino médio? de da educação, o Ideal. Como esse
indicador tem ajudado as escolas na
A Seduc poderá traçar metas e
melhoria das suas ações e no cum-
estratégias para dirimir os déficits
primento das metas estipuladas?
de aprendizagem identificados, ge-
rando ações diretas e racionalmente No acompanhamento do ingresso
planejadas para as unidades esco- dos estudantes na rede estadual e na
lares de Alagoas. Nesse sentido, a verificação do nível de habilidades e
consolidação da avaliação de quali- competências inerentes ao ensino
dade, cujos resultados tenham signi- médio, nos componentes curriculares
ficado para os atores envolvidos no de língua portuguesa e matemática,
processo, é de fundamental impor- comparando com o nível de desem-
tância, pois revela de maneira técni- penho do estado em edições anterio-
ca e oficial a realidade trazida pela res do AREAL da educação básica.
análise dos dados educacionais.

10  AREAL 2016


Aprender - Direito de Todos
Aprender é um direito de todos. A materialização pode interferir nos resultados, é importante destacar
desse direito é um enorme desafio para professores, aqueles internos à vida da escola: as características
gestores e toda a comunidade escolar. da gestão, as práticas pedagógicas, o clima escolar
O direito à aprendizagem está relacionado com etc.
objetivos que trabalham os aspectos cognitivos, que O clima escolar está relacionado a vários aspec-
são fundamentais e, portanto, devem ser atingidos. tos característicos do processo educativo e que são
Entretanto, cabe à escola, para que esse direito seja, importantes para um bom desenvolvimento das ati-
de fato, uma realidade, trabalhar também com valo- vidades curriculares: convivência, cuidado, discipli-
res que estão relacionados à formação do ser huma- na, interesse e motivação, organização e seguran-
no e à construção de uma sociedade justa, demo- ça; uma gestão democrática comprometida com a
crática e solidária. Essa é a complexidade da ação qualidade da educação; professores comprometi-
pedagógica que desafia o dia a dia dos profissionais dos com o sucesso escolar e com a viabilização do
da educação. Nesse sentido, a definição das orien- direito dos seus alunos aprenderem etc. Todos esses
tações curriculares, e a implementação do projeto aspectos refletem uma concepção de escola e de
político-pedagógico no interior de cada escola são educação, perpassando toda a dinâmica da escola,
elementos essenciais para garantir o êxito do pro- inclusive na forma como a avaliação é concebida e
cesso educativo. apropriada pelos agentes que a constituem. Logo,
A avaliação em larga escala se situa no interior de tudo isso deve estar contido no projeto político-pe-
cada escola, em particular, e na rede de ensino, de dagógico da escola, a partir de um marco referencial
modo geral, como uma linha auxiliar ou uma ferra- que trabalha a formação de valores e, portanto, a
menta para que o direito de aprender seja garantido importância da educação na vida dos estudantes.
a todos os estudantes. É nesse sentido que os resultados do AREAL 2016
A igualdade de oportunidades educacionais é devem ser apropriados pela comunidade escolar,
um dos pilares para a construção de uma escola como um diagnóstico importante para as revisões
democrática, inclusiva e de qualidade. É com esse necessárias ao processo pedagógico desenvolvido.
olhar que professores e gestores devem analisar e se Devem ser analisados em conjunto com as ativida-
apropriar dos resultados da avaliação em larga esca- des curriculares e com os processos de avaliação
la, dando vida e significado pedagógico aos núme- interna previstos no cotidiano da escola.
ros, aos gráficos, aos dados estatísticos. Sabemos que são muitos os desafios da escola
Os dados não falam por si. Eles devem ser con- no mundo atual: ela deve ser um espaço de conhe-
textualizados, considerando vários fatores que estão cimento, de liberdade, de criação, de cidadania e de
relacionados com os resultados obtidos pela escola busca permanente pela equidade, além de transmitir
no processo de avaliação em larga escala. São um os conhecimentos historicamente acumulados. E é
ponto de partida, um convite à análise e ao plane- com o olhar de educador que enfrenta esses desa-
jamento para promover a equidade e melhorar a fios e mantém a esperança e a capacidade de luta
qualidade do ensino ofertado. As avaliações externas que convidamos você a acompanhar os relatos a
complementam o trabalho diário da escola e suas seguir.
avaliações internas, jamais as substituem.
Além do perfil socioeconômico, que já vem sen-
do estudado pelas avaliações como um fator que

Revista do Professor - Língua Portuguesa   11


o programa
Avaliação de Aprendizagem da Rede
Estadual de Ensino de Alagoas (AREAL)

N esta seção, você conhecerá a trajetória da Avaliação de Aprendizagem


da Rede Estadual de Ensino de Alagoas (AREAL). Começando por sua
implementação e passando por cada uma das suas três edições, você com-
preenderá as especificidades da avaliação e poderá, juntamente com seus
pares, realizar uma análise contextualizada dos resultados apresentados por
essa avaliação.

Implantado em 2012, o AREAL objetiva fornecer um diagnóstico do desempenho dos alunos


e, por conseguinte, da rede estadual de ensino de Alagoas, em relação aos conteúdos
essenciais da educação básica, nas disciplinas de língua portuguesa (leitura e produção de
2012 texto) e matemática. Em sua primeira edição, foram avaliados 29.471 alunos matriculados
nos anos/séries finais de cada etapa de ensino, a saber: 5º e 9º anos do ensino fundamental
e 3ª série do ensino médio.

Em 2015, o desenho da avaliação foi ajustado e o programa passou a concentrar esforços


na avaliação do desempenho do ensino médio. Com isso, excepcionalmente em 2015, esse

2015 sistema de avaliação foi denominado AREAL Médio.


Nele, foi avaliado o desempenho de 61.467 alunos nos componentes curriculares de língua
portuguesa (leitura e produção de texto) e matemática, da 1ª, 2ª e 3ª séries do ensino médio,
da rede estadual de ensino de Alagoas.

Novamente ajustado, em 2016, o desenho do AREAL voltou a contemplar a avaliação do


desempenho do ensino fundamental. Para essa edição, estava prevista a avaliação de
10.855 alunos do 8º ano do ensino fundamental e de 28.860 alunos da 2ª série do ensino
2016 médio, totalizando 39.715 alunos avaliados em língua portuguesa (leitura e produção de
texto) e matemática. A adequação do desenho do programa é uma das vantagens dos
sistemas próprios de avaliação, que podem elaborar um modelo específico, assim como
realizar ajustes de acordo com as necessidades da rede avaliada.

12  AREAL 2016


E afinal, o que apontam os resultados do AREAL, em suas primeiras edições?
Em um primeiro momento, observa-se que a edição de 2015 do AREAL, se comparada
à edição de 2012, apresenta um ligeiro aumento do percentual de participação da 3ª série
do ensino médio, 4,4 pontos percentuais. Contudo, faz-se necessário destacar que, nessa
etapa, a maior participação das edições de 2012 e 2015 foi de 60,4%, em 2015, merecendo
especial atenção, uma vez que, quanto maior a participação, mais representativos serão
os resultados apresentados pela avaliação. Diante disso, um desafio que se coloca para a
rede estadual de ensino de Alagoas é o de elaborar estratégias e congregar esforços para
aumentar continuamente o percentual de participação dos seus estudantes nas próximas
edições do AREAL, a fim de obter um diagnóstico mais preciso sobre o desempenho dos
estudantes de sua rede.

Gráfico 1:
Gráfico
Participação da 3ª série 1 – Participação
do ensino médio da 3ª série do ensino médio

80,0

70,0
60,4
60,0 56,0

50,0

40,0

30,0

20,0
Participação (%)

2012 2015

Fonte: CAEd/UFJF, 2016

Com relação ao desempenho dos alunos, ainda na 3ª série do ensino médio, etapa avaliada tanto em
2012 quanto em 2015, observa-se um aumento de 5,7 pontos na proficiência de língua portuguesa.

Revista do Professor - Língua Portuguesa   13


Gráfico 2
Gráfico
Proficiência 2 –série
da 3ª Proficiência damédio
do ensino 3ª série do ensino
– língua médio – língua portuguesa
portuguesa

290,0

270,0
245,8
250,0
240,1
230,0

210,0

190,0

170,0

150,0
2012 2015

Proficiência Média

Fonte: CAEd/UFJF, 2016

Embora tenha aumentado, entre as edições de 2012 e 2015, a média da proficiência dos alunos perma-
nece alocada no padrão abaixo do básico e a mudança não compreende um nível (intervalo de 25 pontos).
É importante destacar que a distribuição dos percentuais de alunos pelos padrões de desempenho também
Gráfico
apresenta melhora, 3 – Percentual
possível de alunosnapor
de ser observada padrãodede6,5%
redução desempenho – língua
do percentual portuguesa
de alunos – no pa-
alocados
3ª série do ensino médio
drão mais baixo, assim como no aumento de 4,9% do percentual de alunos alocados no padrão proficiente.
Gráfico 3
Percentual de alunos por padrão de desempenho – língua portuguesa – 3ª série do ensino médio

Abaixo do Básico Básico Proficiente Avançado

2015 53,3 33,1 13,6 0,1

2012 59,8 31,4 8,7 0,0

Abaixo do Básico Básico Proficiente Avançado


Abaixo do Básico Básico Proficiente Avançado
Até 250] [250 a 300] [300 a 375] [Acima de 375
Até 250] [250 a 300] [300 a 375] [Acima de 375
Fonte: CAEd/UFJF, 2016

14  AREAL 2016


Apesar de sua importância, os resultados de desempenho não são os únicos que devem ser considera-
dos para a compreensão de uma determinada realidade escolar. Para uma análise consistente do perfil da
unidade avaliada (escola, regional, rede), é fundamental que sejam analisados outros indicadores, como, por
exemplo, os indicadores de fluxo e rendimento.
Os gráficos 4, 5, 6 e 7 apresentam o número de matrículas em Alagoas no período de 2010 a 2015. No es-
tado de Alagoas, o número de matrículas da rede estadual de ensino apresentou queda em todas as etapas
da educação básica. Considerando os extremos do intervalo apresentado no gráfico 4, a rede estadual apre-
senta queda de 18.192 matrículas nos anos iniciais do ensino fundamental, de 32.035 matrículas nos anos
finais do ensino fundamental e de 8.920 matrículas no ensino médio. Com exceção dessa última etapa, que
em 2011 teve um aumento de 2.910 matrículas, observa-se, ano a ano, o gradual decréscimo do número de
matrículas na rede estadual de Alagoas.
Gráfico 4
Gráfico 4 – Número de matrículas na rede estadual de Alagoas
Número de matrículas na rede estadual de Alagoas

120.000 107.468 110.378 107.120 105.370 103.222 98.548


100.000
80.679 79.253
80.000 70.095
62.400
57.383
60.000 48.644

40.000 29.304 25.073


18.193 15.615 14.005
20.000 11.112

0
2010 2011 2012 2013 2014 2015

Ensino Fundamental - Anos Iniciais Ensino Fundamental - Anos Finais


Ensino Médio

Fonte: Brasília: Inep, 2016.

Nas matrículas das redes municipais, apresentadas no gráfico 5, mantém-se a queda observada na rede
estadual e no total das dependências administrativas de Alagoas. Ressalta-se, contudo, no intervalo obser-
vado, a quase extinção das matrículas no ensino médio. Nessa etapa, o número de matriculados passa de
1.604 em 2010 para 19 em 2015. Essa substantiva redução pode ser explicada pela divisão das responsabi-
lidades sobre a oferta de ensino - preconizada na Lei de Diretrizes e Bases da Educação LDB 9394/96, que
dispõe, em seu artigo décimo, do título quatro: caberá ao estado “[...] oferecer com prioridade, o ensino
médio, a todos que o demandarem [...]” - que gradualmente vem se consolidando tanto na rede estadual
quanto nas redes municipais de ensino.

Revista do Professor - Língua Portuguesa   15


Gráfico 5
Número Gráfico 5 – Número
de matrículas de matrículas
nas redes municipaisnas redes municipais de Alagoas
de Alagoas

270.000
240.000 269.500
259.063 251.871 245.551 237.123
210.000 231.883
180.000
150.000 182.831 175.997 171.651 163.799
120.000 153.523 149.241
90.000
60.000
30.000 1.604 652 691 164 87 19
0
2010 2011 2012 2013 2014 2015

Ensino Fundamental - Anos Iniciais Ensino Fundamental - Anos Finais


Ensino Médio

Fonte: Brasília: Inep, 2016.

Na contramão do observado na rede pública de ensino, o número de matrículas da rede particular, exi-
bido no gráfico 6, aumentou significativamente entre 2010 e 2015. A ampliação desse número é especial-
mente relevante nos anos iniciais do ensino fundamental. O referido segmento apresentou um acréscimo
de 11.417 matrículas entre os anos de 2010 e 2015. O aumento das matrículas também é significativo nos
anos iniciais, 2.789 matrículas, e no ensino médio. Em 2015, essa última etapa teve 396 matrículas a mais do
que em 2010.
Gráfico 6
NúmeroGráfico 6 - Número
de matrículas de matrículas
na rede na ensino
particular de rede particular de ensino de Alagoas
de Alagoas

60.000

50.266
50.000 45.319 45.224 46.548
42.056
38.849
40.000
31.322 32.518 31.780 32.266
29.477 30533
30.000

18.121 18.425 19.100 18.751 18.481 18.517


20.000

10.000

0
2010 2011 2012 2013 2014 2015

Ensino Fundamental - Anos Iniciais Ensino Fundamental - Anos Finais Ensino Médio

Fonte: Brasília: Inep, 2016.

16  AREAL 2016


No período de 2010 a 2015, a rede federal ofertou em Alagoas, apenas, o ensino médio, aumentando
a cada ano o número de matrículas. A diferença observada entre os extremos desse intervalo foi de 3.143
matrículas, conforme observamos no gráfico 7.
Gráfico 7
Gráfico 7 – Número de matriculas na rede federal em Alagoas
Número de matrículas na rede federal em Alagoas

7.000
6.191 6.197
6.000 5.711

4.890
5.000 4.590

4.000
3.054
3.000

2.000

1.000

0
2010 2011 2012 2013 2014 2015

Fonte: Brasília: Inep, 2016.

O próximo bloco de gráficos apresenta as taxas de aprovação, reprovação e abandono do estado de


Alagoas, ou seja, o rendimento nos anos de 2012 e 2015 (período no qual foram realizadas as duas primeiras
edições do AREAL).
As taxas apresentadas nos gráficos de 2012 referem-se à terminalidade do segmento ou etapa de ensino
de cada ano/série avaliado pelo AREAL, a saber: 5º ano do ensino fundamental, 9º ano do ensino funda-
mental e 3ª série do ensino médio.
Esses gráficos apresentam a totalidade das dependências administrativas, assim como o rendimento da
rede pública e das redes estadual e municipais separadamente.
Analisando o gráfico 8, é possível observar que a taxa de aprovação da rede pública, em todas as etapas e
segmentos apresentados, é menor que a taxa de aprovação da totalidade das dependências administrativas.
Esses dados sugerem que a rede particular (nos ensinos fundamental e médio) e a rede federal (apenas no
ensino médio) contribuíram com o aumento da taxa de aprovação total.
Verificando, especificamente, a aprovação nas redes estadual e municipais, percebe-se que a taxa de
aprovação das primeiras foi superior à taxa de aprovação da rede estadual.

Revista do Professor - Língua Portuguesa   17


Gráfico 8
Taxa deGráfico 8 - Taxa
aprovação de aprovação – 2012
– 2012

100,0
90,0 85,3 83,4 83,5 81,5
80,0 72,7 73,4
69,0 69,3 69,0
70,0 65,9 66,0 65,5

60,0
50,0
40,0
30,0
20,0
10,0
0,0
Aprovação - Anos Iniciais Aprovação - Anos Finais Total Aprovação no Ens. Médio

Total Pública Municipal Estadual

Fonte: Brasília: Inep, 2016.

A análise do gráfico 9 permite observar que, na edição e etapas destacadas, a taxa de aprovação aumen-
ta de acordo com a progressão das séries escolares. Observa-se ainda que as taxas de aprovação da rede
pública e da rede estadual de ensino são praticamente as mesmas. Esse fato se justifica, uma vez que a de-
pendência estadual de ensino concentra o maior número de matrículas do ensino médio.
Gráfico 9 – Taxa de aprovação do ensino médio - 2015
Gráfico 9
Taxa de aprovação do ensino médio - 2015

90,0 84,5
81,6 81,8
78,1
80,0 75,0 74,8 74,7
71,6 71,5
70,0 66,1
62,4 62,5
60,0

50,0

40,0

30,0

20,0

10,0

0,0
Aprovação no Ens. Médio Aprovação na 1ª série Aprovação na 2ª série Aprovação na 3ª série

Total Pública Estadual

Fonte: Brasília: Inep, 2016.

18  AREAL 2016


O gráfico 10 mostra que, no ano de 2012, as maiores taxas de reprovação concentram-se nos anos finais
do ensino fundamental. Nesse segmento, a rede estadual é a que possui o menor percentual de reprovação.
Por sua vez, as redes municipais respondem pela maior taxa de reprovação. Vale, contudo, ressaltar que
é nessa dependência administrativa que está concentrado o maior número de matrículas do segmento, a
saber: 171.651. Número esse correspondente a 62,59% do total de matrículas ofertadas em Alagoas, para
os anos finais do ensino fundamental. No ensino médio, etapa que possui os menores percentuais de taxa
de reprovação, a rede estadual, responsável por mais de 80% das matrículas, concentra a menor taxa de
reprovação.
Gráfico 10
Taxa deGráfico 10 – Taxa
reprovação de reprovação – 2012
– 2012

25,0

21,1
20,1
20,0 18,5
17,3

15,0
13,1 13,1
11,5 12,1

9,1 9,6 9,2


10,0

5,1
5,0

0,0
Reprovação - Anos Iniciais Reprovação - Anos Finais Total Reprovação no Ens. Médio

Total Pública Municipal Estadual

Fonte: Brasília: Inep, 2016.

Em 2015 a taxa de reprovação do ensino médio esteve ligeiramente acima da apresentada em 2012. Especi-
ficamente, na rede estadual, o aumento foi de 2,7%. A análise do gráfico 11 destaca que as taxas de reprova-
ção estabelecem um movimento inversamente proporcional ao avanço nessa etapa de ensino, em outras
palavras, a taxa de reprovação é significativamente maior na série inicial dessa etapa de ensino. Utilizando
mais uma vez como exemplo a rede estadual, temos uma diferença de 9,4% entre a taxa de reprovação da
1ª e da 3ª série do ensino médio.

Revista do Professor - Língua Portuguesa   19


Gráfico 11
Taxa deGráfico 11 – Taxa
reprovação de reprovação - 2015
- 2015

25,0

20,0
17,1 16,5
15,9
15,0
12,4 11,9
11,2
10,3 9,8
9,2
10,0
7,5 7,1
6,4

5,0

0,0
Reprovação no Ens. Reprovação na 1ª série Reprovação na 2ª série Reprovação na 3ª série
Médio

Total Pública Estadual

Fonte: Brasília: Inep, 2016.

A análise do gráfico 12 indica que os maiores percentuais de taxa de abandono estão concentrados no en-
sino médio, cabendo à rede estadual o maior percentual. Para essa dependência administrativa, a diferença
entre a taxa de abandono dos anos finais do ensino fundamental e do ensino médio foi de 4,6%.
Gráfico 12
Taxa deGráfico 12 ––Taxa
abandono 2012de abandono – 2012

25,0
21,1 21,5 21,8
20,0 18,2
17,2

15,0 14,0
12,5 12,9

10,0
6,4

5,0 3,2 3,5 3,4

0,0
Abandono - Anos Iniciais Abandono - Anos Finais Total Abandono no Ens. Médio

Total Pública Municipal Estadual

Fonte: Brasília: Inep, 2016.

Assim como observado na análise da taxa de reprovação de 2015 (gráfico 11), a análise do gráfico 13 mostra
que a série na qual está concentrada a maior taxa de abandono do ensino médio é a 1ª série. Embora, seja

20  AREAL 2016


necessária uma análise especifica do cenário educacional de Alagoas, pode-se depreender que essa infor-
mação corrobora com a relação, estabelecida pela literatura, entre a reprovação e o abandono dos alunos.
Gráfico 13
Taxa deGráfico 13 ––Taxa
abandono 2015de abandono – 2015

25,0

20,5 21,0
20,0 18,0
16,0 16,6
14,9 15,5
15,0 13,8
12,7
10,9 11,1
10,0 9,1

5,0

0,0
Ensino Médio 1ª série EM 2ª série EM 3ª série EM

Total Pública Estadual

Fonte: Brasília: Inep, 2016.

Os gráficos a seguir retratam algumas informações socioeconômicas dos professores da rede estadual de
ensino do estado de Alagoas.
É possível notar, no gráfico 14, a existência de um grande percentual de professores com pós-graduação,
na modalidade de especialização, entretanto, nos níveis de mestrado e, mais ainda, de doutorado, esse
percentual é substancialmente menor. É importante, contudo, notar que a quase totalidade dos professores
da rede, 98,8%, possuem no mínimo o ensino superior.
Gráfico 14
Escolaridade dos professores da rede estadual
Gráfico 14 – Escolaridade dos professores da rede estadual

Doutorado ou posterior. 0,3%

Mestrado. 3,4%

Especialização (mínimo de 360 horas). 52,1%

Ensino Superior – Outros. 3,7%

Ensino Superior – Licenciatura. 38,3%


Ensino Superior – Pedagogia ou Normal
1,0%
Superior.
Ensino Médio – Magistério. 1,2%

0,0% 10,0% 20,0% 30,0% 40,0% 50,0% 60,0%

Fonte: CAEd/UFJF, 2016

Revista do Professor - Língua Portuguesa   21


Sobre a experiência dos professores, o gráfico 15 mostra que 34,8% dos docentes da rede estadual pos-
suem mais de 16 anos de experiência em sala de aula. Se considerarmos os professores com mais de 11
anos de experiência, esse percentual torna-se ainda mais expressivo, 57,9% do corpo docente.
Gráfico 15 - Experiência dos professores
Gráfico 15
Experiência dos professores

Há mais de 21 anos. 16,0%

Entre 16 e 20 anos. 18,8%

Entre 11 e 15 anos. 23,1%

Entre 6 e 10 anos. 22,4%

Entre 1 e 5 anos. 17,1%

Há menos de 1 ano. 2,6%

Fonte: CAEd/UFJF, 2016

A amostra de dados apresentada não pretende de forma alguma esgotar as inúmeras


possibilidades de análise do contexto educacional do estado de Alagoas. Antes, pretende
sugerir possibilidades e enfatizar a importância de uma reflexão que vá além da simples
análise dos resultados de desempenho apresentados pelo AREAL.
A reflexão proposta não se configura como um exercício individual, ao contrário, é
uma atividade que cabe a todos os profissionais envolvidos com a educação no estado de
Alagoas. Os resultados da avaliação podem ser o ponto de partida para uma série de refle-
xões acerca das políticas públicas educacionais e das ações, pedagógicas e de gestão, no
interior de cada escola, uma vez que os resultados do AREAL são, um dos muitos, aspectos
que envolvem a realidade educacional das redes de ensino. Debruçar-se sobre os resulta-
dos e analisá-los é uma ação essencial para que esses cumpram um importante papel na
garantia do direito de todos à aprendizagem.

22  AREAL 2016


resultados
Os resultados alcançados em 2016

P rofessor, apresentamos os resultados alcança-


dos pela sua escola na avaliação de língua por-
tuguesa do AREAL 2016. É importante que você leia,
teiro de leitura e interpretação das informações dis-
poníveis. Em primeiro lugar, são apresentados os
resultados de proficiência média, a distribuição dos
analise e compreenda as informações. estudantes pelos padrões de desempenho e a parti-
Entretanto, você não deve parar por aqui. É im- cipação. Em seguida, estão dispostos os percentuais
prescindível que toda a escola seja envolvida na de acerto em relação às habilidades avaliadas nos
discussão desses dados. Acreditamos que a escola testes. Cada tipo de resultado conta com roteiro es-
capaz de fazer a diferença é, também, aquela que pecífico.
consegue garantir a aprendizagem dos seus estu- Além disso, são apresentadas informações acer-
dantes, interpretando, analisando e utilizando as ca do contexto de sua escola, como o Índice So-
informações da avaliação educacional – externa e cioeconômico (ISE), e indicadores de qualidade, no
interna –, com vistas à melhoria permanente dos re- caso, o Índice de Desenvolvimento da Educação de
sultados. Alagoas (deal).
Nesta seção você encontra os resultados de cada
etapa de escolaridade avaliada, seguidos de um ro-

O que é o Ideal?
O Índice de Desenvolvimento da Educação de Alagoas (Ideal)
é um indicador que reúne dois elementos importantes para a
qualidade da educação: o fluxo escolar e o desempenho nas
avaliações em larga escala. O índice é calculado com base nos
dados sobre aprovação, obtidos através do Censo Escolar, e nos
dados de desempenho, obtidos através dos testes padronizados
do AREAL. Dessa forma, o Ideal apresenta resultados sintéticos,
permitindo traçar metas de qualidade para o sistema de ensino.

Revista do Professor - Língua Portuguesa   23


O que é o ISE – Índice
Socioeconômico?
O Índice Socioeconômico (ISE) reúne infor-
mações sobre as condições sociais, culturais e
econômicas dos estudantes e de suas famílias.
Levando em conta uma série de aspectos, como
a escolaridade dos pais e a posse de bens (ma-
teriais e culturais), o ISE é uma importante infor-
mação para a compreensão do desempenho es-
colar, tendo em vista que ele é influenciado por
diversos fatores, entre eles, o contexto social da
escola e as condições econômicas e sociais das
famílias dos alunos.

Os níveis de ISE calculados para o


AREAL são:

Nível
1 Nível
2 Nível
3 Nível
4
Nível 1 Nível 2 Nível 3
+ + +
»» Ter um banheiro »» Ter acesso à internet »» Ter um ou mais micro-ondas »» Não ter pessoa na família que
»» Ter pai com os anos iniciais do »» Ter um smartphone »» Ter um quarto próprio receba Bolsa Família
ensino fundamental completo »» Ter pai com os anos finais do »» Ter mãe com ensino médio »» Ter dois ou mais ares-
»» Ter mãe com os anos iniciais do ensino fundamental completo completo condicionados
ensino fundamental completo »» Ter mãe com os anos finais do »» Ter pai com ensino médio »» Ter dois ou mais computadores
»» Ter coleta de lixo no domicílio ensino fundamental completo completo »» Ter dois ou mais automóveis
»» Ter um automóvel »» Ter uma ou mais máquinas de »» Ter dois ou mais smartphones »» Ter mãe com ensino superior
»» Ter um computador lavar roupa completo
»» Ter calçamento »» Ter pai com ensino superior
»» Ter um ar-condicionado completo
»» Ter dois ou mais banheiros

24  AREAL 2016


Resultados da escola

la
sco
ae
sd
do
lta
su
Re
Re
sulta
do
sd
ae
sco
la
Roteiros de leitura e
análise de resultados
Com o intuito de ajudá-lo no processo de leitu-
ra e análise dos resultados, sugerimos dois roteiros
com orientações, passo a passo, de como deve ser
feita a leitura e a interpretação dos resultados do
AREAL 2016, em cada etapa de escolaridade ava-
liada. Para isso, você deve reproduzir as atividades
para cada uma das etapas.
Para aprofundar as reflexões acerca dos resul-
tados da avaliação em larga escala, é importante,
ainda, consultar o Glossário da Avaliação em Larga
Escala, disponível em www.areal.caedufjf.net, bem
como os padrões e níveis de desempenho estu-
dantil, os quais descrevem, pedagogicamente, o
significado das médias alcançadas pelos estudan-
tes da rede estadual de Alagoas que participaram
do AREAL 2016. Essas descrições estão disponíveis
na seção Padrões e níveis de desempenho desta
revista e ilustradas com itens representativos de
cada nível.

Revista do Professor - Língua Portuguesa   27


1
Este primeiro roteiro orienta a leitura e interpretação dos resultados gerais
da sua escola: proficiência, distribuição percentual dos estudantes pelos
padrões de desempenho e participação.

Proficiência alcançada pela escola nas duas últimas edições do


AREAL em língua portuguesa.

Esta é a primeira informação sobre o desem-


penho dos estudantes de sua escola: a média de
proficiência1 alcançada pela escola nas duas últi-
mas edições do AREAL, na disciplina língua portu-
guesa, em cada etapa avaliada. A observação da
média nos ajuda a verificar a melhoria da qualidade
da educação ofertada, a partir da evolução do de-
sempenho da escola ao longo do tempo.

O termo proficiência refere-se ao


conhecimento ou à aptidão que os
alunos demonstram ter em relação a um
determinado conteúdo de uma disciplina
avaliada pelos testes cognitivos.

1  A média de proficiência da escola é o valor da média aritmética das


proficiências alcançadas pelos estudantes da escola, no teste.

28  AREAL 2016


ATIVIDADE 1
Observe, na página de resultados, as proficiências alcançadas pelos estudantes nas duas últimas
edições do AREAL, em uma determinada etapa, e preencha o quadro a seguir.

EDIÇÃO PROFICIÊNCIA ANÁLISE


Qual é o comportamento da média de proficiência
2015 da sua escola, ao longo dos anos?
(  ) Está aumentando
(  ) Está estável
2016
(  ) Está diminuindo
OBS.:

Com seus colegas professores e com a equipe pedagógica, levante algumas hipóteses sobre a
evolução dos resultados da sua escola ao longo do tempo. Registre o que vocês discutiram. Isso
pode ajudá-los na apropriação das informações fornecidas pelos resultados do AREAL.

Repita o processo para todas as etapas avaliadas.

Distribuição percentual dos estudantes pelos padrões de


desempenho nas duas últimas edições do AREAL.

Depois de observar a proficiência da escola, lhar para que haja menos estudantes nos padrões
vamos verificar como os estudantes estão distri- mais baixos, aumentando o percentual nos pa-
buídos pelos padrões de desempenho. De acordo drões mais elevados, pois almejamos uma educa-
com a proficiência alcançada no teste, o estudan- ção que seja de qualidade e para todos. Por isso,
te demonstra um determinado perfil ou padrão de essa análise é tão importante, professor. Ela lhe
desempenho, ou seja, quanto maior a proficiência dará informações fundamentais para o seu plane-
do estudante, mais elevado é o seu padrão de de- jamento, para a construção permanente do projeto
sempenho. político-pedagógico e para a definição de metas,
Entretanto, em uma turma ou em uma escola, estratégias e metodologias adequadas às necessi-
os estudantes apresentam diferentes padrões de dades dos seus alunos.
desempenho. Sendo assim, a escola deve traba-

Revista do Professor - Língua Portuguesa   29


ATIVIDADE 2
Observe o segundo gráfico da página de resultados e preencha o quadro abaixo com o per-
centual de estudantes que se encontra em cada um dos padrões de desempenho. Em seguida,
acrescente o número absoluto de estudantes, na edição de 2016, em cada padrão2.

EDIÇÃO ABAIXO DO BÁSICO BÁSICO PROFICIENTE AVANÇADO

2015

% de alunos Nº alunos % de alunos Nº alunos % de alunos Nº alunos % de alunos Nº alunos


2016

CC Os percentuais de estudantes nos padrões mais baixos têm diminuído, aumentado ou man-
tiveram-se estáveis ao longo do tempo?

CC Qual é o padrão em que se encontra o maior número de estudantes?

CC Observando o percentual de estudantes em cada padrão de desempenho, é possível dizer


que os estudantes da sua escola apresentaram:

(  ) Melhora gradativa
(  ) Estabilidade no desempenho
(  ) Queda no desempenho

CC Junto com seus colegas e equipe pedagógica, levante possíveis hipóteses para esses resul-
tados.

CC Que estratégias podem ser utilizadas para aqueles estudantes que estão nos padrões mais
baixos?

Esse exercício é importante para que as ações sejam bem direcionadas e possam ajudar os
estudantes a desenvolverem as competências necessárias, a fim de que tenham seu direito à
aprendizagem garantido.

2  Para encontrar o número absoluto de alunos, em cada padrão, pode ser feito um cálculo utilizando regra de três, considerando o total de
alunos que realizou o teste.
Exemplo: Alunos avaliados: 80; percentual de alunos no padrão básico: 20%; total de alunos nesse padrão: 16.

30  AREAL 2016


Dados de participação nas avaliações do AREAL nas duas últimas
edições.

Depois de observar o desempenho alcançado Ou seja, quanto maior for a participação dos estu-
pelos estudantes da sua escola, é hora de verificar dantes nos testes, mais consistente é o resultado
como foi a participação no teste. O indicador de de desempenho alcançado. Consideramos como
participação revela o nível de adesão à avaliação e percentual mínimo para a generalização dos resul-
é uma informação muito importante para que os tados da escola uma participação acima de 75%.
resultados alcançados possam ser generalizados.

ATIVIDADE 3
Na página de resultados, localize o percentual de participação dos estudantes da sua escola,
para a etapa de escolaridade que você está analisando.

EDIÇÃO PARTICIPAÇÃO ANÁLISE


Ao longo do tempo a participação
(  ) cresceu;
2015
(  ) ficou estável;
(  ) diminuiu.
Levante hipóteses para o atual índice de participação
da escola, em relação aos anos anteriores.
Caso a participação em 2016 não tenha
2016 correspondido às expectativas, o que pode ser feito
para aumentá-la no próximo ciclo do AREAL?
Um ponto importante nessa atividade é comparar
a participação dos estudantes no dia da aplicação
do teste com a sua frequência às aulas.
Depois que você já identificou e refletiu um pouco sobre os resultados alcançados por sua
escola, é hora de transportá-los para a escala de proficiência e interpretá-los, pedagogica-
mente.

Revista do Professor - Língua Portuguesa   31


Escala de Proficiência de Língua Portuguesa

DOMÍNIOS COMPETÊNCIAS DESCRITORES


8EF 2EM

Identificar letras

Reconhecer convenções gráficas


Apropriação
do sistema da * *
escrita
Manifestar consciência fonológica

Ler palavras

Localizar informação D1 D1

Identificar tema D6 D6
Estratégias de
leitura D3, D4, D5, D16, D17, D3, D4, D5, D16, D17,
Realizar inferência
D18 e D19 D18 e D19

Identificar gênero, função e destinatário de um texto D12 D12

Estabelecer relações lógico-discursivas D2, D9, D11 e D15 D2, D9, D11 e D15

Identificar elementos de um texto narrativo D10 D10

Processamento Estabelecer relações entre textos D20 D20


do texto

Distinguir posicionamentos D7, D8, D14 e D21 D7, D8, D14 e D21

Identificar marcas linguísticas D13 D13

PADRÕES DE DESEMPENHO - 8º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL


PADRÕES DE DESEMPENHO - 2ª SÉRIE DO ENSINO MÉDIO

* As habilidades relativas a A gradação das cores indica a


Abaixo do Básico
essas competências não complexidade da tarefa.


são avaliadas nesta etapa de
Básico
escolaridade.

Proficiente

Avançado

32  AREAL 2016


A escala de proficiência é uma espécie de régua na qual os resultados alcançados nas avaliações
em larga escala são apresentados. Os valores obtidos nos testes são ordenados e categorizados em
intervalos ou faixas que indicam o grau de desenvolvimento das habilidades para os estudantes que
alcançaram determinado nível de desempenho.

0 25 50 75 100 125 150 175 200 225 250 275 300 325 350 375 400 425 450 475 500















Como o desempenho é apresentado em ordem crescente – também nos indica o grau de complexidade e o nível de
e cumulativa, os estudantes posicionados em um nível desenvolvimento dessas habilidades. Pedagogicamente
mais alto da escala demonstram ter desenvolvido não só falando, cada nível da escala corresponde a diferentes
as habilidades do nível em que se encontram, mas também, características de aprendizagem: quanto maior o nível
provavelmente, aquelas habilidades dos níveis anteriores. A (posição) na escala, maior a probabilidade de desenvolvimento
gradação de cores – que vai do amarelo claro ao vermelho e consolidação da aprendizagem.

Revista do Professor - Língua Portuguesa   33


ATIVIDADE 4
Trace uma linha correspondente à proficiência da sua escola sobre a escala, no ponto em que
está localizada a média de 2016. Depois de traçar essa linha, responda:

CC Em qual padrão de desempenho se encontra a média da sua escola nesse ano?

CC De acordo com as médias dos anos anteriores, a escola manteve-se no mesmo padrão ou
houve mudança? Caso tenha ocorrido mudança, ela avançou nos padrões ou retrocedeu?

CC Observe as competências relacionadas à esquerda da escala de proficiência. De acordo


com a média da sua escola, registre sobre o desenvolvimento de cada uma das competên-
cias avaliadas – é importante observar o que já foi consolidado, o que ainda não foi e o que
está em processo de desenvolvimento. Para isso, observe a explicação sobre as caracterís-
ticas da escala de proficiência, em destaque.

Você encontra a escala de proficiência interativa no endereço www.areal.caedufjf.net.


Nela você pode fazer vários exercícios com diferentes resultados e verificar os padrões de
desempenho, de acordo com cada resultado. Além disso, estão disponíveis exemplos de
itens de acordo com cada nível.

ATIVIDADE 5
Outra interpretação pedagógica dos resultados é identificar as habilidades desenvolvidas, ou
não, pelos grupos de estudantes, de acordo com o padrão de desempenho em que se encontram.
Para isso, volte à Atividade 2 e copie o número de alunos encontrados. Em seguida, vá à seção
Padrões e níveis de desempenho e registre, em cada padrão, as habilidades desenvolvidas por cada
grupo de estudantes.

ABAIXO DO BÁSICO BÁSICO PROFICIENTE AVANÇADO


Nº de
estudantes

Habilidades
desenvolvidas

CC Quais são as diferenças significativas no desenvolvimento das habilidades entre os estudantes


desta etapa de escolaridade? Para responder a essa pergunta, você precisa comparar o que
os estudantes de padrões mais avançados desenvolveram em relação aos estudantes aloca-
dos nos padrões mais baixos. Registre e discuta com seus colegas sobre suas constatações.

34  AREAL 2016


ALGUMAS DICAS SOBRE O USO DOS RESULTADOS

O QUE FAZER O QUE NÃO FAZER


COM OS DADOS COM OS DADOS

MÉDIAS DE PROFICIÊNCIA

Comparar os resultados da sua escola


ao longo dos anos, para a mesma
etapa de escolaridade. Interpretar os resultados como dados
longitudinais.

Comparar os resultados das diferentes


etapas de escolaridade, com a mesma
escala de proficiência, para uma
mesma disciplina avaliada. Comparar os resultados dos diferentes
componentes curriculares.

Analisar os resultados a partir da


leitura da escala de proficiência,
observando o significado pedagógico
Tomar a média de proficiência de
da média, tendo em vista o
maneira isolada, sem analisá-la com a
desenvolvimento de habilidades e
ajuda da escala.
competências.

Revista do Professor - Língua Portuguesa   35


PADRÕES DE DESEMPENHO

Entender que, quando os estudantes


melhoram sua proficiência, eles
necessariamente avançam nos
padrões de desempenho.

Identificar, em cada uma disciplina


Entender que os alunos que se
avaliada e etapa, os alunos que têm
encontram em um padrão de
apresentado maiores dificuldades de
desempenho em uma disciplina
aprendizagem.
avaliada se encontram no mesmo
padrão em outra.

Reconhecer que a cada padrão


Entender que os padrões de
correspondem níveis diferentes de
desempenho são os mesmos para
aprendizagem e usar essa informação
todas as etapas e componentes
para o planejamento pedagógico.
curriculares avaliados.

Entender que os alunos que se


encontram no padrão mais baixo não
são capazes de aprender.
Acompanhar, ao longo do tempo,
se a escola tem tido resultados
semelhantes para cada etapa e
disciplina avaliada.

Entender que os alunos que se


encontram no padrão mais avançado
não necessitam de atenção por parte
do professor e da escola.

36  AREAL 2016


PARTICIPAÇÃO

Acompanhar a participação dos


estudantes nos testes, de modo a
buscar a maior participação possível. Acreditar que, uma vez que a
participação já esteja elevada, não é
preciso realizar nenhuma ação para
que o percentual aumente ainda mais.

Entender que a participação nos


testes mensura a garantia do aluno de
ser avaliado, decorrência de seu direito
de aprender.

Revista do Professor - Língua Portuguesa   37


DADOS CONTEXTUAIS

ISE

Compreender que as condições


socioeconômicas dos estudantes afetam
seu desempenho escolar.
Atribuir apenas às condições
socioeconômicas o resultado da
aprendizagem dos alunos.

Reconhecer que as escolas desempenham


importante papel na aprendizagem dos
estudantes, a despeito de suas origens sociais.

METAS

Atribuir a dificuldade na melhoria dos resultados


Monitorar os resultados da escola ao longo do
apenas à ação de professores e diretores.
tempo a partir do alcance de metas.

Comparar os resultados com os de outras


Planejar ações pedagógicas e de gestão escolas, sem observar dados de contexto.
na escola com base nos resultados.

38  AREAL 2016


Re
sul
tad
os
po
r tu
rm
a
Re
sul
tad
os
po
r tu
rm
a
2
Este é o segundo roteiro que completa as orientações para leitura e interpretação dos resultados da
sua escola. Além dos resultados gerais vistos até agora, você tem acesso aos resultados de cada
turma da escola.

Para cada turma, apresentamos os resultados (TRI) e o percentual de acerto por habilidade com
de proficiência, padrão de desempenho e parti- base na Teoria Clássica dos Testes (TCT). É impor-
cipação com base na Teoria da Resposta ao Item tante conhecer e refletir sobre cada um.

Proficiência alcançada por cada turma na avaliação do AREAL 2016,


em língua portuguesa.

ATIVIDADE 1
CC Analise a proficiência média das turmas e o padrão em que elas estão localizadas. Há gran-
des diferenças de desempenho entre as turmas?

CC E entre os turnos, há diferenças?

CC Como foi a participação das turmas?

CC Dialogue com seus pares e levante possíveis hipóteses para esses resultados.
PROFICIÊNCIA PADRÃO DE DESEMPENHO
TURMA3 PARTICIPAÇÃO
MÉDIA (DE ACORDO COM A MÉDIA)

3  Caso haja mais turmas avaliadas, reproduza os quadros e faça a atividade contemplando todas as turmas.

Revista do Professor - Língua Portuguesa   41


Percentual de acerto nas habilidades avaliadas pelo AREAL 2016.

ATIVIDADE 2
Depois de conhecer e refletir sobre a proficiência, o padrão de desempenho e a participação
das turmas, é hora de analisar as habilidades avaliadas no AREAL 2016 e verificar quais apresenta-
ram maiores dificuldades para os alunos. Analise a proficiência média das turmas e o padrão em
que elas estão localizadas. Há grandes diferenças de desempenho entre as turmas?

CC Identifique, em cada turma, as habilidades que tiveram menos de 50% de acerto.


CC Relacione a habilidade descrita e escreva, na frente de cada turma, o percentual de acerto
referente a ela4 .

CC No portal da avaliação, observe quantos itens cada estudante acertou em relação a cada
descritor/habilidade. Observe em quais habilidades o estudante não obteve nenhum acerto.

TURMA DESCRIÇÃO DA HABILIDADE PERCENTUAL DE ACERTO

TURMA DESCRIÇÃO DA HABILIDADE PERCENTUAL DE ACERTO

TURMA DESCRIÇÃO DA HABILIDADE PERCENTUAL DE ACERTO

TURMA DESCRIÇÃO DA HABILIDADE PERCENTUAL DE ACERTO

4  Caso seja necessário, reproduza os quadros e faça a atividade contemplando todos as habilidades que tiveram menos de 50% de acerto.

42  AREAL 2016


TURMA DESCRIÇÃO DA HABILIDADE PERCENTUAL DE ACERTO

TURMA DESCRIÇÃO DA HABILIDADE PERCENTUAL DE ACERTO

TURMA DESCRIÇÃO DA HABILIDADE PERCENTUAL DE ACERTO

TURMA DESCRIÇÃO DA HABILIDADE PERCENTUAL DE ACERTO

TURMA DESCRIÇÃO DA HABILIDADE PERCENTUAL DE ACERTO

TURMA DESCRIÇÃO DA HABILIDADE PERCENTUAL DE ACERTO

Revista do Professor - Língua Portuguesa   43


Padrões e níveis de desempenho
P ara caracterizar o desenvolvimento de habilida-
des e competências, são definidos padrões de
desempenho estudantil. A partir deles, você, profes-
Esses níveis fornecem mais detalhamento sobre
a aprendizagem. Além disso, apresentamos um item
exemplar para cada nível. Esse item corresponde à
sor, pode enriquecer sua prática docente e organi- avaliação de uma das habilidades compreendidas
zar melhor as intervenções pedagógicas, seja de re- nesse intervalo. As descrições das habilidades relati-
cuperação, reforço ou aprofundamento, de acordo vas aos níveis de desempenho de língua portuguesa
com o perfil cognitivo dos estudantes identificado estão de acordo com a descrição pedagógica apre-
pela avaliação. sentada pelo Inep, nas Devolutivas Pedagógicas da
Esta seção contém informações sobre os níveis Prova Brasil, e pelo CAEd, na análise dos resultados
de proficiência e as habilidades e competências alo- do AREAL 2016.
cadas em intervalos menores da escala. Um conjun-
to de níveis constitui um padrão de desempenho.

/// Avançado
/// Básico Padrão de desempenho desejável para a
Padrão de desempenho considerado básico etapa e área de conhecimento avaliadas. Os
para a etapa e área de conhecimento alunos que se encontram neste padrão
avaliadas. Os alunos que se encontram demonstram desempenho além do
neste padrão caracterizam-se por um esperado para a etapa de escolaridade em
processo inicial de desenvolvimento que se encontram.
das competências e habilidades
correspondentes à etapa de escolaridade
em que estão situados.

/// Abaixo do Básico


Padrão de desempenho muito abaixo /// Proficiente
do mínimo esperado para a etapa de Padrão de desempenho considerado
escolaridade e área do conhecimento adequado para a etapa e área do
avaliadas. Para os alunos que se conhecimento avaliadas. Os alunos que
encontram neste padrão, deve ser se encontram neste padrão demonstram
dada atenção especial, exigindo uma ter desenvolvido as habilidades essenciais
ação pedagógica intensiva por parte da referentes à etapa de escolaridade em que
instituição escolar. se encontram.

44  AREAL 2016


8º ano do Ensino Fundamental
Abaixo do Básico
ATÉ 200 PONTOS

0 25 50 75 100 125 150 175 200 225 250 275 300 325 350 375 400 425 450 475 500

NÍVEL 1   ///  ATÉ 175 PONTOS

CC Inferir a causa do comportamento de um personagem em fragmentos de diários e em cartuns e rea-


lizar inferência em textos não verbais.

CC Reconhecer a finalidade de receitas.

Revista do Professor - Língua Portuguesa   45


Leia o texto abaixo.

SANTOS, Fabiano dos. Disponível em: <https://cantinholiterariososriosdobrasil.files.wordpress.com/2012/06/tirinha-fabiano-dos-


santos-06-2012.jpg>. Acesso em: 8 dez. 2014. (P050137H6_SUP)
(P050137H6) Esse texto mostra
A) a pesca em áreas proibidas.
B) as consequências da falta de chuva.
C) o problema da poluição dos rios.
D) os hábitos de pescadores profissionais.

Esse item avalia a habilidade de os estudantes inferi-


rem informações a partir de uma imagem. O texto utiliza-
do como suporte, uma tirinha, aborda um tema bastante
discutido atualmente – a poluição dos rios.
Esse item requer que os respondentes construam
significados para o texto, por meio de pistas oferecidas
pela imagem, como o homem sentado na beira do rio
usando a vara de pescar, os vários itens boiando na água
(lata, garrafa, pneu, saco plástico) e, por fim, o produto da
“pesca” do homem: um objeto que reproduz a imagem
de um peixe. Dessa forma, os estudantes que escolhe-
ram a alternativa C como resposta perceberam que esse
texto faz uma crítica à poluição dos rios, problema para
o meio ambiente e, consequentemente, para a atividade
de pesca.

46  AREAL 2016


NÍVEL 2   ///  DE 175 A 200 PONTOS

CC Localizar informação explícita em contos e reportagens.

CC Localizar informação explícita em propagandas, com ou sem apoio de recursos gráficos, e em ins-
truções de jogo.

CC Identificar o assunto principal em reportagens, cartas, contos, tirinhas e histórias em quadrinhos.

CC Inferir características de personagem e do narrador e a personagem principal em fábulas, elementos


do cenário em fragmentos de romances e o desfecho de lendas.

CC Realizar inferência em textos que conjugam linguagem verbal e não verbal, como tirinhas.

CC Reconhecer a finalidade de manuais, regulamentos e textos de orientação.

CC Inferir o sentido de palavra e o sentido de expressão em letras de música, cartas, contos, tirinhas e
histórias em quadrinhos com o apoio de linguagem verbal e não verbal.

CC Inferir a causa do comportamento de um personagem em fragmentos de diários.

CC Reconhecer relação de causa e consequência em poemas, contos e tirinhas.

CC Depreender o efeito de sentido sugerido pelo ponto de exclamação em contos.

CC Estabelecer relação lógico-discursiva expressa por locução adverbial em contos.

Revista do Professor - Língua Portuguesa   47


Leia o texto abaixo.

Por que micro-organismos são importantes para as plantas?

Plantas e micro-organismos têm tudo a ver. Prova disso é a relação entre a ação das
bactérias e o desenvolvimento dos vegetais. Preste atenção...
Para se desenvolver, as plantas necessitam de alguns elementos químicos, como o
nitrogênio. O nitrogênio é um gás que os vegetais não conseguem captar sozinhos. As
5 bactérias, por sua vez, captam o nitrogênio do ar, o fixam no solo, tornando-o acessível às
raízes das plantas.
A bactéria Azospirillum brasilense é um desses micro-organismos que é bom para as
plantas. Ela fica na rizosfera, a região do solo próxima da raiz dos vegetais, onde a atividade
das bactérias é intensa. Por que há muitas bactérias ali? Porque as raízes fornecem açúcares,
10 aminoácidos, hormônios e vitaminas – substâncias que alimentam esses micro-organismos.
Enquanto se nutre, a Azospirullium brasilense fixa o nitrogênio ainda mais: produz hormônios,
substância que ajuda no crescimento das plantas.
Ciência hoje das crianças. Instituto Ciência Hoje. Ano 24. n. 221. Mar. 2011. p. 12. *Adaptado: Reforma Ortográfica. Fragmento. (P090148C2_SUP)

(P090148C2) De acordo com esse texto, o nitrogênio é um


A) aminoácido.
B) gás.
C) micro-organismo.
D) vegetal.

A habilidade avaliada por esse item é a de localizar


uma informação que se encontra na superfície textual.
O texto utilizado como suporte para o item é uma repor-
tagem de curta extensão, que trata da importância dos
micro-organismos para o desenvolvimento das plantas,
e que possui vocabulário com certa complexidade, pois
apresenta termos científicos e técnicos da área de ciên-
cias.
Para responderem ao item, os estudantes deveriam ler
o texto em sua totalidade e, então, localizar, no segundo
parágrafo, a resposta para a informação apresentada pelo
comando, qual seja, que o nitrogênio é um gás. Os estu-
dantes que foram capazes de encontrar essa informação,
presente no início do texto, e marcaram a alternativa B, o
gabarito, desenvolveram a habilidade avaliada pelo item.

48  AREAL 2016


8º ano do Ensino Fundamental
Básico
DE 200 A 275 PONTOS

0 25 50 75 100 125 150 175 200 225 250 275 300 325 350 375 400 425 450 475 500

NÍVEL 3   ///  DE 200 A 225 PONTOS

CC Localizar informação explícita em sinopses e receitas culinárias.

CC Identificar o assunto principal em reportagens e a personagem principal em fábulas, contos e letras de


música.

CC Inferir ação de personagem em crônicas e em sinopses.

CC Inferir informação a respeito do eu lírico em letras de música e de personagem em tirinhas.

CC Reconhecer sentido de expressão, elementos da narrativa e opinião em reportagens, contos e poemas.

CC Inferir efeito de humor em piadas, tirinhas e histórias em quadrinhos.

CC Inferir sentido decorrente da utilização de sinais de pontuação e sentido de expressões em poemas,


fábulas e contos.

CC Identificar formas de representação de medida de tempo em reportagens.

CC Identificar o assunto comum a duas reportagens, o assunto comum a duas notícias e a semelhança
entre cartas de leitor e cartuns.

CC Reconhecer relação de causa e consequência e relação entre pronomes e seus referentes em fábulas,
poemas, contos, tirinhas e reportagens.

CC Reconhecer expressões características da linguagem (científica, jornalística etc.) e a relação entre ex-
pressão e seu referente em reportagens e artigos de opinião.

CC Inferir opinião em crônicas e reportagens.

CC Inferir o efeito de sugestão pelo uso da forma verbal imperativa em cartas de leitor e de diminutivo em
contos.

Revista do Professor - Língua Portuguesa   49


Leia o texto abaixo.

Disponível em: <http://migre.me/ijenV>. Acesso em: 13 mar. 2014. (P070121F5_SUP)

(P070124F5) Nesse texto, no trecho “Encaixe a travessa (5) no varal...”, a palavra “encaixe” foi usada para
A) dar uma orientação.
B) fazer um convite.
C) indicar um desejo.
D) marcar uma ordem.

Esse item avalia a habilidade de os estudantes re- O comando desse item solicita que estudantes
conhecerem o efeito de sentido decorrente de re- reconheçam o efeito de sentido do uso da forma
cursos morfossintáticos, como o uso do imperativo, verbal imperativa “Encaixe” nesse contexto específi-
infinitivo e futuro do presente em textos instrucionais. co. Aqueles que compreenderam que o imperativo
Para a realização dessa tarefa, foi utilizado como foi utilizado pelo autor a fim de dar uma orientação
suporte um texto intitulado “Mancal com formato tu- acerca da montagem do carrinho de mão marcaram
bular”, cuja finalidade é ensinar como um carrinho a alternativa A, o gabarito, mostrando ter desenvolvi-
de mão é montado. do a habilidade avaliada.

50  AREAL 2016


NÍVEL 4   ///  DE 225 A 250 PONTOS

CC Identificar assunto e opinião em reportagens e contos.

CC Identificar tema e assunto em poemas, tirinhas e charges, relacionando elementos verbais e não
verbais, e textos informativos.

CC Identificar assunto comum a cartas e poemas.

CC Identificar informação explícita em letras de música, contos, fragmentos de romances, crônicas e em


textos didáticos.

CC Reconhecer sentido de conjunções e de locuções adverbiais em verbetes, lendas e contos.

CC Reconhecer o sentido estabelecido pelo uso de expressões, de pontuação e de conjunções em poe-


mas, charges e fragmentos de romances.

CC Reconhecer finalidade de reportagens e cartazes.

CC Reconhecer o gênero biografia apresentado em uma comparação de dois textos.

CC Reconhecer o gênero artigo.

CC Reconhecer relação de causa e consequência e relação entre pronome e seu referente em tirinhas,
contos, reportagens e textos didáticos.

CC Reconhecer relações de causa e consequência e características de personagens em lendas e fábulas.

CC Inferir elementos da narrativa em fábulas, contos e cartas.

CC Inferir finalidade e efeito de sentido decorrente do uso de pontuação e assunto em fábulas.

CC Inferir informação em poemas, reportagens e cartas.

CC Diferenciar opinião de fato em reportagens.

CC Interpretar efeito de humor e sentido de palavra em piadas e tirinhas.

CC Inferir efeito de sentido da repetição de expressões em crônicas.

CC Inferir o sentido de expressão em artigos.

Revista do Professor - Língua Portuguesa   51


Leia os textos abaixo.

Texto 1
Não estresse: você tem mais tempo do que pensa
Um novo livro ensina a usá-lo bem – sem estresse nem ansiedade

Se seu dia está curto demais para tantas tarefas, há uma solução simples, embora de
aplicação difícil: mude-se para Vênus. Lá, o dia dura 243 vezes a duração do dia na Terra
[...]. Imagine só. Daria para trabalhar, pegar um cineminha, encontrar os amigos, cuidar do
cachorro, tirar uma soneca depois do almoço [...]. Deve ser por isso que nunca se viu um
5 venusiano reclamar de estresse. Diante das 5 832 horas do dia de Vênus, é compreensível
que os terráqueos se queixem tanto de seus dias de 24 horas. Segundo a escritora americana
Laura Vanderkam, porém, reclamamos de barriga cheia. Seu livro 168 hours. You have more
time than you think (168 horas. Você tem mais tempo do que pensa), ainda não lançado no
Brasil, tornou-se best-seller defendendo duas teses incomuns em obras sobre organização
10 do tempo. A primeira é que somos bem menos ocupados do que imaginamos. A segunda é
que a melhor maneira de aproveitar bem o tempo é não se preocupar tanto assim com ele.
Nossa vida é tão corrida que livros sobre como administrar o tempo se tornaram um
gênero à parte nos últimos anos [...]. Em geral, eles partem de uma premissa: o dia é curto
para tantas tarefas. A melhor maneira de lidar com isso, segundo eles, é preenchê-lo [...].
15 De forma rigorosa, cumprindo todas as tarefas de trabalho sem procrastinar e planejando o
tempo restante para aproveitar cada segundo com a família [...] ou praticando esportes. [...]

OSHIMA, Flávia Yuri. Disponível em: <http://migre.me/fAudK>. Acesso em: 23 jul. 2013. Fragmento.

Texto 2

Disponível em: <http://migre.me/fncaR>. Acesso em: 8 jul. 2013.


(P090158F5_SUP)

(P090160F5) No Texto 1, no trecho “... porém, reclamamos de barriga cheia.” (ℓ. 7), a expressão em destaque
tem o mesmo sentido de
A) com pressa.
B) com raiva.
C) sem fome.
D) sem motivo.

52  AREAL 2016


Esse item avalia a habilidade de os estudantes infe-
rirem o sentido de uma palavra ou expressão em texto
verbal. Essa tarefa consiste em reconhecer o sentido de
uma expressão a partir de sua análise no contexto em
que está inserida.
O suporte utilizado foi uma reportagem sobre um li-
vro que trata do assunto “administração de tempo”. Em
suma, a autora do livro discorre a respeito do fato de que
as pessoas acreditam ser mais ocupadas do que realmen-
te são e ensina técnicas para uma melhor e mais propícia
utilização do tempo no dia a dia.
Para identificar o gabarito, os estudantes deveriam
notar que a expressão em destaque no comando, “de
barriga cheia”, faz referência ao fato de que a autora do
livro expõe uma crítica às pessoas que se queixam de ter
pouco tempo para realizar suas tarefas cotidianas, já que,
em sua opinião, elas dispõem de mais tempo do que
pensam. Desse modo, para responder a esse item, seria
preciso que os avaliandos compreendessem essa ideia
defendida pela autora, associando-a ao sentido figurado
da expressão “de barriga cheia” presente na alternativa D,
“sem motivo”, o gabarito.
Assim, os estudantes que marcaram a alternativa D,
o gabarito, conseguiram inferir o sentido da expressão
destacada para análise, demonstrando ter desenvolvido
a habilidade avaliada.

Revista do Professor - Língua Portuguesa   53


NÍVEL 5   ///  DE 250 A 275 PONTOS

CC Localizar informações explícitas em crônicas e fábulas.

CC Identificar opinião e informação explícita em fábulas, contos, crônicas e reportagens.

CC Identificar informação explícita em reportagens com ou sem o auxílio de recursos gráficos.

CC Reconhecer a finalidade de verbetes, fábulas, charges, reportagens e abaixo-assinados e o gênero


sinopse.

CC Reconhecer relação de causa e consequência e relação entre pronomes e seus referentes em poe-
mas, fábulas e contos.

CC Reconhecer relação entre pronomes e seus referentes e relações de causa e consequência em frag-
mentos de romances, diários, crônicas, reportagens e máximas (provérbios).

CC Interpretar sentido de conjunções e de advérbios e relações entre elementos verbais e não verbais
em tirinhas, fragmentos de romances, reportagens e crônicas.

CC Inferir assunto principal e sentido de expressão em poemas, fábulas, contos, crônicas, reportagens
e tirinhas.

CC Inferir informação em contos e reportagens.

CC Inferir tema em notícias, crônicas e poemas.

CC Inferir o sentido de palavra ou expressão em história em quadrinhos, poemas e fragmentos de ro-


mances.

CC Inferir efeito de humor em piadas e moral em fábulas.

CC Inferir o efeito de sentido do uso das letras maiúsculas em contos.

CC Identificar os elementos da narrativa em letras de música e fábulas.

CC Comparar textos de gêneros diferentes que abordem o mesmo tema.

CC Reconhecer o assunto comum entre textos informativos.

54  AREAL 2016


Leia os textos abaixo.

Texto 1
Não estresse: você tem mais tempo do que pensa
Um novo livro ensina a usá-lo bem – sem estresse nem ansiedade

Se seu dia está curto demais para tantas tarefas, há uma solução simples, embora de
aplicação difícil: mude-se para Vênus. Lá, o dia dura 243 vezes a duração do dia na Terra
[...]. Imagine só. Daria para trabalhar, pegar um cineminha, encontrar os amigos, cuidar do
cachorro, tirar uma soneca depois do almoço [...]. Deve ser por isso que nunca se viu um
5 venusiano reclamar de estresse. Diante das 5 832 horas do dia de Vênus, é compreensível
que os terráqueos se queixem tanto de seus dias de 24 horas. Segundo a escritora americana
Laura Vanderkam, porém, reclamamos de barriga cheia. Seu livro 168 hours. You have more
time than you think (168 horas. Você tem mais tempo do que pensa), ainda não lançado no
Brasil, tornou-se best-seller defendendo duas teses incomuns em obras sobre organização
10 do tempo. A primeira é que somos bem menos ocupados do que imaginamos. A segunda é
que a melhor maneira de aproveitar bem o tempo é não se preocupar tanto assim com ele.
Nossa vida é tão corrida que livros sobre como administrar o tempo se tornaram um
gênero à parte nos últimos anos [...]. Em geral, eles partem de uma premissa: o dia é curto
para tantas tarefas. A melhor maneira de lidar com isso, segundo eles, é preenchê-lo [...].
15 De forma rigorosa, cumprindo todas as tarefas de trabalho sem procrastinar e planejando o
tempo restante para aproveitar cada segundo com a família [...] ou praticando esportes. [...]

OSHIMA, Flávia Yuri. Disponível em: <http://migre.me/fAudK>. Acesso em: 23 jul. 2013. Fragmento.

Texto 2

Disponível em: <http://migre.me/fncaR>. Acesso em: 8 jul. 2013.


(P090158F5_SUP)

(P090158F5) Qual é a informação em comum apresentada por esses textos?


A) O hábito de os venusianos viverem sem estresse.
B) O cansaço do homem devido ao excesso de trabalho.
C) A organização do tempo de acordo com as tarefas.
D) A ajuda que um livro oferece na organização do tempo.

Esse item avalia a habilidade de os estudantes do que organizem melhor suas tarefas diárias. O se-
identificarem elementos comuns a partir da compa- gundo texto apresenta a imagem de um relógio no
ração entre textos. Essa habilidade consiste em reco- qual cada marcação de hora contém uma atividade
nhecer informações semelhantes entre dois textos a ser realizada no dia, mostrando, assim, a organiza-
que podem ser de gêneros e tipologias diferentes. ção de tarefas.
Como suporte, foram utilizados dois textos pra Portanto, os estudantes que marcaram a alter-
realizar a comparação. O primeiro, é uma reporta- nativa C – o gabarito – conseguiram identificar que
gem sobre um livro, cujo tema é o fato de as pessoas os dois textos tratam da organização das tarefas de
disporem de mais tempo do que pensam ter, bastan- acordo com a disponibilidade de tempo.

Revista do Professor - Língua Portuguesa   55


8º ano do Ensino Fundamental
Proficiente
DE 275 A 325 PONTOS

0 25 50 75 100 125 150 175 200 225 250 275 300 325 350 375 400 425 450 475 500

NÍVEL 6   ///  DE 275 A 300 PONTOS

CC Identificar assunto principal e informações explícitas em poemas, fábulas e letras de música.


CC Localizar informações explícitas em artigos de opinião e crônicas.
CC Identificar opinião em poemas e crônicas e o trecho que apresenta uma opinião em sinopses e em
reportagens.
CC Reconhecer o gênero textual a partir da comparação entre textos e assunto comum a duas reporta-
gens.
CC Reconhecer elementos da narrativa em fábulas.
CC Identificar finalidade e elementos da narrativa em fábulas e contos.
CC Reconhecer relação de causa e consequência e relação entre pronomes e seus referentes em fábu-
las, contos, crônicas, fragmentos de romances, artigos de opinião e reportagens.
CC Inferir informação e efeito de sentido decorrente do uso de sinais gráficos em reportagens e em
letras de música.
CC Inferir informações em fragmentos de romances.
CC Interpretar efeito de humor em piadas, contos e em crônicas.
CC Inferir o efeito de sentido da pontuação e da polissemia como recurso para estabelecer humor e
ironia em tirinhas, anedotas e contos.
CC Interpretar linguagem verbal e não verbal em histórias em quadrinhos.
CC Inferir o efeito de sentido de linguagem verbal e não verbal em charges e histórias em quadrinhos.
CC Inferir o sentido de expressão em letras de música, tirinhas, poemas, fragmentos de romances e o
sentido de palavra em cartas de leitor.
CC Inferir o sentido de expressão característica da área da informática em textos jornalísticos.
CC Reconhecer o uso de variantes linguísticas em letras de música, tirinhas, poemas e fragmentos de
romances.
CC Inferir tema em contos, letras de música, editoriais, reportagens, crônicas e artigos.

56  AREAL 2016


Leia o texto abaixo.

Chamou por quê?


[...] As novas tecnologias operam mudanças espantosas [...]. As pessoas parecem ter
cada vez menos tempo [...] para falar ao telefone. Está acabando a época das chamadas
espontâneas.
“Deu uma saudade e resolvi ligar para saber como você anda” está sendo substituído,
5 ou pelo menos antecedido, por um SMS ou mensagem no WhatsApp do tipo “Td bem com
vc? Posso dar uma ligada?”.
É curioso perceber como muitas pessoas consideram uma invasão de privacidade
receber uma chamada inesperada no meio da tarde. [...] Curioso a gente pensar que, quando
os celulares ganharam o mundo, na década de 1980, a autonomia de falar com alguém
10 em deslocamento foi um grande avanço [...]. Cerca de 30 anos depois, as chamadas são
indesejáveis e até invasivas.
Em tempo de conectividade máxima, o bacana é você poder se comunicar (não
necessariamente “falar”) com muitas pessoas ao mesmo tempo e podendo executar outras
tarefas simultaneamente. Em um mundo em constante correria, falar 10 ou 15 minutos com
15 alguém ao telefone pode ser entendido como perda de tempo.
Entre os mais jovens, o fenômeno é ainda mais evidente. [...]
No adolescente, a conversa (mesmo ao telefone) pode ser um problema. Às vezes mais
tímidos e envergonhados no contato verbal ou físico com o outro, atrás da tela de um
computador ou do teclado de um celular eles se soltam muito mais. No papo, eles podem se
20 sentir peixes fora d’água. No texto, eles incorporam tubarões, dizendo coisas inimagináveis!
Mas a tendência não é exclusiva dos jovens. Na medida em que as novas tecnologias de
comunicação ganham as gerações mais velhas, a voz vai cedendo espaço ao texto breve
[...] típico de relações mais diretas. [...]
O mais duro é perceber que também não sou exceção. Há anos, meu celular só fica no
25 modo “vibracall”, ou seja, faz tempo que ele não “chama” de verdade. Em casa, quando
o fixo toca, me incomodo. É quase como alguém bater à porta sem avisar. [...] Será que
vamos todos ficar cada vez mais calados, enquanto os dedos e os olhos não param?
BOUER, Jairo. Disponível em: <http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,chamou-por-que,1108692,0.htm>. Acesso em: 7 mar. 2014.
Fragmento. (P090269F5_SUP)

(P090270F5) De acordo com esse texto, os adolescentes preferem se comunicar pelo teclado do celular porque
A) consideram as ligações intrusivas.
B) ficam mais desinibidos.
C) poupam mais tempo.
D) preferem as conversas simultâneas.

Esse item avalia a habilidade de estabelecer re- adolescentes preferem se comunicar pelo teclado
lação de causa e consequência entre partes de um do celular, ao invés de manter relações via ligações
texto, nesse caso a relação causal destacada no co- telefônicas e pessoalmente, decorre do fato de eles
mando ocorre de forma implícita no texto. se sentirem tímidos pessoalmente e mais desinibi-
Para avaliar essa habilidade, o suporte utilizado dos quando utilizam seus aparelhos celulares. Esse
foi uma crônica veiculada pelo portal eletrônico do fato é comprovado no trecho “No adolescente, a
jornal Estadão. O texto trata sobre as mudanças que conversa (mesmo ao telefone) pode ser um pro-
a tecnologia trouxe para as relações interpessoais. blema. Às vezes mais tímidos e envergonhados no
Dessa forma, os respondentes que acertaram o contato verbal e físico com o outro, atrás da tela de
item, demarcando a alternativa B, o gabarito, con- um computador ou do teclado de um celular eles se
seguiram compreender que o motivo pelo qual os soltam muito mais.” (ℓ. 17-19).

Revista do Professor - Língua Portuguesa   57


NÍVEL 7   ///  DE 300 A 325 PONTOS

CC Identificar finalidade em notícias, reportagens e resenhas.

CC Identificar assunto principal em notícia, a informação principal de reportagens e opinião em contos


e cartas de leitor.

CC Reconhecer sentido de locução adverbial e elementos da narrativa em fábulas e contos.

CC Reconhecer relação de causa e consequência, entre pronomes e seus referentes e entre advérbio de
lugar e o seu referente em fábulas e reportagens e o sentido de conjunção proporcional em textos
expositivos.

CC Reconhecer características da linguagem (científica, jornalística, padrão) em reportagens e crônicas.

CC Reconhecer elementos da narrativa em crônicas.

CC Reconhecer opiniões em notícias, artigos de opinião e fragmentos de romances.

CC Reconhecer assunto comum entre textos de gêneros diferentes.

CC Inferir aspecto comum na comparação de cartas de leitor.

CC Diferenciar abordagem do mesmo tema em textos de gêneros distintos.

CC Inferir informação em contos, crônicas, notícias e charges.

CC Inferir sentido de palavras, da repetição de palavras, de expressões, de linguagem verbal e não verbal
e de pontuação em charges, tirinhas, contos, crônicas e fragmentos de romances.

CC Inferir informações e efeito de sentido decorrente do uso de pontuação em fábulas e piadas.

CC Inferir o efeito do uso das aspas em textos didáticos.

CC Inferir o efeito de sentido decorrente do uso de diminutivo em crônicas.

58  AREAL 2016


Leia o texto abaixo.

Sandy Island – a ilha que não existia e como ela foi parar no Google Earth
No Google Earth, um ponto preto indicava a presença de uma ilha, no sul do
Oceano Pacífico. Contudo, quando um grupo de pesquisadores australianos resolveu
ir até lá, só encontrou água. O mistério de Sandy Island começou em 1876 e tem
enganado navegadores até hoje. Mas como uma mentira dessas foi parar no sistema de
5 mapas do Google?
Um navio baleeiro chamado Velocity foi o primeiro a identificar a ilha, em 1876, conforme
conta o Live Science. Ela então fez parte dos mapas da Marinha Inglesa, a partir de 1908,
sendo incluída no banco de dados da World Vector Shoreline, sistema desenvolvido pela
Marinha norte-americana e uma das bases do Google Maps. O problema é que Sandy
10 Island nunca existiu.
Especula-se que o Velocity tenha visto não uma ilha, mas uma área de pedra-pome,
uma rocha flutuante, de baixa densidade, formada por lava resfriada – o que é bastante
provável, dada a existência de diversos vulcões na região. Assim, por um erro bobo, a falsa
existência de Sandy Island foi perpetuada nos sistemas digitais, sendo uma das maiores
15 farsas de todos os tempos.
Disponível em: <http://www.poemasepensamentos.com.br/2013/08/sandy-island-a-ilha-que-que-nao-existia-e-como-ela-foi-parar-no-google-earth/>.
Acesso em: 18 mar. 2014. (P090183F5_SUP)

(P090183F5) A informação principal desse texto está presente no trecho:


A) “... um grupo de pesquisadores australianos resolveu ir até lá,...”. (ℓ. 2-3)
B) “Um navio baleeiro chamado Velocity foi o primeiro a identificar a ilha,...”. (ℓ. 6)
C) “O problema é que Sandy Island nunca existiu.”. (ℓ. 9-10)
D) “... uma rocha flutuante [...] formada por lava resfriada...”. (ℓ. 12)

Esse item tem por objetivo avaliar a habilidade de os


estudantes distinguirem ideias centrais de ideias secun-
dárias.
Para a realização dessa tarefa, foi utilizada uma re-
portagem que trata da inclusão de uma ilha denominada
“Sandy Island”, que nunca existiu na realidade, no aplicati-
vo para computadores Google Earth. O comando desse
item solicita aos estudantes que identifiquem a informa-
ção principal expressa nessa reportagem.
Desse modo, os estudantes que marcaram a alterna-
tiva C demonstraram ter desenvolvido a habilidade ava-
liada pelo item, pois foram capazes de identificar a infor-
mação em torno da qual o texto é desenvolvido, que se
encontra no fim do segundo parágrafo, “O problema é
que Sandy Island nunca existiu.”.

Revista do Professor - Língua Portuguesa   59


8º ano do Ensino Fundamental
Avançado
ACIMA DE 325 PONTOS

0 25 50 75 100 125 150 175 200 225 250 275 300 325 350 375 400 425 450 475 500

NÍVEL 8   ///  DE 325 A 350 PONTOS

CC Identificar elementos da narrativa em crônicas.

CC Reconhecer a relação de causa e consequência em contos.

CC Reconhecer a relação de sentido estabelecida por conjunções em crônicas, contos e cordéis.

CC Reconhecer o tema comum entre textos de gêneros distintos.

CC Diferenciar fato de opinião em artigos, reportagens e crônicas.

CC Identificar opinião em fábulas e reconhecer sentido de advérbios em cartas de leitor.

CC Inferir o efeito de sentido de linguagem verbal e não verbal em tirinhas.

CC Inferir informação em artigos de opinião.

CC Reconhecer a finalidade de textos informativos com linguagem científica.

CC Reconhecer o trecho retomado por pronome demonstrativo em textos de orientação.

60  AREAL 2016


Leia o texto abaixo.

Chamou por quê?


[...] As novas tecnologias operam mudanças espantosas [...]. As pessoas parecem ter
cada vez menos tempo [...] para falar ao telefone. Está acabando a época das chamadas
espontâneas.
“Deu uma saudade e resolvi ligar para saber como você anda” está sendo substituído,
5 ou pelo menos antecedido, por um SMS ou mensagem no WhatsApp do tipo “Td bem com
vc? Posso dar uma ligada?”.
É curioso perceber como muitas pessoas consideram uma invasão de privacidade
receber uma chamada inesperada no meio da tarde. [...] Curioso a gente pensar que, quando
os celulares ganharam o mundo, na década de 1980, a autonomia de falar com alguém
10 em deslocamento foi um grande avanço [...]. Cerca de 30 anos depois, as chamadas são
indesejáveis e até invasivas.
Em tempo de conectividade máxima, o bacana é você poder se comunicar (não
necessariamente “falar”) com muitas pessoas ao mesmo tempo e podendo executar outras
tarefas simultaneamente. Em um mundo em constante correria, falar 10 ou 15 minutos com
15 alguém ao telefone pode ser entendido como perda de tempo.
Entre os mais jovens, o fenômeno é ainda mais evidente. [...]
No adolescente, a conversa (mesmo ao telefone) pode ser um problema. Às vezes mais
tímidos e envergonhados no contato verbal ou físico com o outro, atrás da tela de um
computador ou do teclado de um celular eles se soltam muito mais. No papo, eles podem se
20 sentir peixes fora d’água. No texto, eles incorporam tubarões, dizendo coisas inimagináveis!
Mas a tendência não é exclusiva dos jovens. Na medida em que as novas tecnologias de
comunicação ganham as gerações mais velhas, a voz vai cedendo espaço ao texto breve
[...] típico de relações mais diretas. [...]
O mais duro é perceber que também não sou exceção. Há anos, meu celular só fica no
25 modo “vibracall”, ou seja, faz tempo que ele não “chama” de verdade. Em casa, quando
o fixo toca, me incomodo. É quase como alguém bater à porta sem avisar. [...] Será que
vamos todos ficar cada vez mais calados, enquanto os dedos e os olhos não param?
BOUER, Jairo. Disponível em: <http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,chamou-por-que,1108692,0.htm>. Acesso em: 7 mar. 2014.
Fragmento. (P090269F5_SUP)

(P090271F5) Em relação ao uso do celular, o autor


A) apresenta uma visão pessimista sobre as novas tecnologias.
B) critica o comportamento dos jovens no mundo virtual.
C) é favorável à substituição do telefonema pela mensagem.
D) mostra as mudanças nos relacionamentos entre as pessoas.

Esse item avalia a habilidade de os estudantes sobre o uso do celular. Desse modo, os estudantes
inferirem informações em um texto verbal. Para a foram levados a analisar em qual das alternativas ex-
realização dessa tarefa, foi utilizada uma crônica ar- postas a informação veiculada pode ser alcançada a
gumentativa que discorre acerca das mudanças tra- partir das entrelinhas textuais.
zidas pela tecnologia e suas influências para as rela- Aqueles que marcaram a alternativa D, o gabarito,
ções interpessoais. desenvolveram a habilidade avaliada, compreenden-
O comando desse item solicita aos estudantes do as mudanças das relações interpessoais pela ado-
que infiram uma informação relacionada ao texto ção de novas tecnologias.

Revista do Professor - Língua Portuguesa   61


NÍVEL 9   ///  DE 350 A 375 PONTOS

CC Localizar informações explícitas e expressão que causa humor em contos, crônicas e artigos de
opinião.

CC Identificar variantes linguísticas em letras de música, marcas da linguagem informal em trechos de


reportagens, contos e crônicas e expressão característica da linguagem coloquial em artigos.

CC Reconhecer a finalidade, o gênero e a relação de sentido estabelecida por conjunções em lendas,


crônicas, poemas e reportagens.

CC Inferir o sentido de palavra em reportagens.

CC Identificar o fato gerador do enredo em contos.

62  AREAL 2016


Leia os textos abaixo.

Texto 1
Não estresse: você tem mais tempo do que pensa
Um novo livro ensina a usá-lo bem – sem estresse nem ansiedade

Se seu dia está curto demais para tantas tarefas, há uma solução simples, embora de
aplicação difícil: mude-se para Vênus. Lá, o dia dura 243 vezes a duração do dia na Terra
[...]. Imagine só. Daria para trabalhar, pegar um cineminha, encontrar os amigos, cuidar do
cachorro, tirar uma soneca depois do almoço [...]. Deve ser por isso que nunca se viu um
5 venusiano reclamar de estresse. Diante das 5 832 horas do dia de Vênus, é compreensível
que os terráqueos se queixem tanto de seus dias de 24 horas. Segundo a escritora americana
Laura Vanderkam, porém, reclamamos de barriga cheia. Seu livro 168 hours. You have more
time than you think (168 horas. Você tem mais tempo do que pensa), ainda não lançado no
Brasil, tornou-se best-seller defendendo duas teses incomuns em obras sobre organização
10 do tempo. A primeira é que somos bem menos ocupados do que imaginamos. A segunda é
que a melhor maneira de aproveitar bem o tempo é não se preocupar tanto assim com ele.
Nossa vida é tão corrida que livros sobre como administrar o tempo se tornaram um
gênero à parte nos últimos anos [...]. Em geral, eles partem de uma premissa: o dia é curto
para tantas tarefas. A melhor maneira de lidar com isso, segundo eles, é preenchê-lo [...].
15 De forma rigorosa, cumprindo todas as tarefas de trabalho sem procrastinar e planejando o
tempo restante para aproveitar cada segundo com a família [...] ou praticando esportes. [...]

OSHIMA, Flávia Yuri. Disponível em: <http://migre.me/fAudK>. Acesso em: 23 jul. 2013. Fragmento.

Texto 2

Disponível em: <http://migre.me/fncaR>. Acesso em: 8 jul. 2013.


(P090158F5_SUP)

(P090159F5) No Texto 1, no trecho “... tirar uma soneca depois do almoço,...” (ℓ. 4), a expressão em destaque
indica o uso da linguagem
A) científica.
B) coloquial.
C) culta.
D) regional.

A habilidade avaliada por esse item diz respeito ao O comando solicita que os respondentes iden-
reconhecimento das marcas linguísticas que carac- tifiquem qual tipo de linguagem foi utilizada na ex-
terizam determinada variante. pressão “tirar uma soneca”. Os estudantes que mar-
Como suporte para a tarefa, utilizou-se um frag- caram a alternativa B, o gabarito, reconheceram que
mento de reportagem que trata de um livro cujo tema a expressão destacada é um exemplo de registro co-
é a sensação que temos do tempo que dispomos. loquial, pelo fato de ser uma expressão idiomática,
Para ilustrar tal ideia, a autora faz uma comparação comum a contextos informais.
entre a duração do tempo em Vênus e na Terra.

Revista do Professor - Língua Portuguesa   63


NÍVEL 10   ///  ACIMA DE 375 PONTOS

CC Identificar os elementos da narrativa em contos e crônicas.

CC Inferir o sentido de palavras em poemas e em contos.

CC Reconhecer o tema comum entre textos do gênero poema.

CC Reconhecer a relação de sentido estabelecida por conjunção adversativa em sinopses.

Leia o texto abaixo.

Toy Story

O aniversário de Andy está chegando e os brinquedos estão nervosos. Afinal de contas, eles
temem que um novo brinquedo possa substituí-los. Liderados por Woody, um caubói que é também
o brinquedo predileto de Andy, eles montam uma escuta que lhes permite saber dos presentes
ganhos. Entre eles está Buzz Lightyear, o boneco de um patrulheiro espacial, que logo passa a
receber mais atenção do garoto. Isto aos poucos gera ciúmes em Woody, que tenta fazer com que
ele caia atrás da cama. Só que o plano dá errado e Buzz cai pela janela. É o início da aventura de
Woody, que precisa resgatar Buzz também para limpar sua barra com os outros brinquedos.
Disponível em: <http://migre.me/fW6AZ>. Acesso em: 3 set. 2013. (P090218F5_SUP)

(P090219F5) Nesse texto, no trecho “Só que o plano dá errado...”, o termo destacado estabelece ideia de
A) consequência.
B) explicação.
C) oposição.
D) tempo.

Esse item avalia a habilidade de o estudante es- O estudante deveria compreender que a oração
tabelecer relações lógico-discursivas entre partes iniciada pelo conectivo “Só que” estabelece uma re-
de um texto, marcadas por locuções adverbiais ou lação de oposição com o período anterior, pois o
advérbios. Nesse caso, o texto que serve de supor- boneco Woody havia elaborado um plano, mas que
te ao item é uma sinopse do filme Toy Story e o não funciona como o planejado.
trecho selecionado pelo comando expressa que o Aquele estudante que compreendeu essa rela-
estudante deve reconhecer a relação de sentido es- ção de conexão textual escolheu a letra C – oposi-
tabelecida pela conjunção adversativa “Só que”. ção – demonstrando ter desenvolvido a habilidade
avaliada.

64  AREAL 2016


2ª série do Ensino Médio
Abaixo do Básico
ATÉ 250 PONTOS

0 25 50 75 100 125 150 175 200 225 250 275 300 325 350 375 400 425 450 475 500

NÍVEL 1   ///  ATÉ 200 PONTOS

CC Localizar informação explícita a respeito da ação de personagem em crônicas e em fragmentos de


romances.

CC Localizar informação explícita em propagandas, com ou sem apoio de recursos gráficos, em instru-
ções de jogo e em notícias.

CC Inferir efeito do uso da exclamação em textos de orientação.

CC Realizar inferência em textos que conjugam linguagem verbal e não verbal.

CC Reconhecer a finalidade de cartazes.

Revista do Professor - Língua Portuguesa   65


Leia o texto abaixo.

Disponível em: <http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/cartum/cartunsdiarios/#10/10/2014>. Acesso em: 5 nov. 2014. (P120209H6_SUP)

(P120209H6) De acordo com esse texto, o gato


A) gostaria de ir para a lua também.
B) não entendeu o desejo do homem.
C) não queria se despedir do homem.
D) queria agradar o homem arrumando as malas.
E) queria que o homem fosse logo para a lua.

Esse item avalia a habilidade de os estudantes infe-


rirem informações em textos que mesclam linguagem
verbal e não verbal. Essa habilidade consiste em inferir in-
formações que não estão contidas na superfície textual,
mas que são construídas a partir das pistas textuais.
Como suporte para esse item, foi utilizada uma tirinha
do personagem Garfield, na qual se percebe o desejo do
homem de, um dia, visitar a lua. O comando solicitou
que os respondentes inferissem o significado da atitude
do gato com relação ao desejo do homem.
Os estudantes que marcaram a alternativa E, o gaba-
rito, inferiram que o sumiço do gato, a partir do segundo
quadrinho, juntamente com a fala do homem no terceiro
quadrinho, sugerem o desejo do gato de que o homem
viaje imediatamente para a lua. Por esse motivo, o gato
tem a iniciativa de arrumar as malas do homem.

66  AREAL 2016


NÍVEL 2   ///  DE 200 A 225 PONTOS

CC Reconhecer a causa de ação de personagem em fragmentos de um romance.

CC Inferir características de personagem em fábulas e ação de personagem em crônicas.

CC Inferir informação a respeito do eu lírico em letras de música.

CC Inferir o sentido de palavra e o sentido de expressão em letras de música.

CC Identificar o assunto principal em reportagens.

CC Reconhecer expressões características da linguagem (científica, jornalística etc.) e a relação entre


expressão e seu referente em reportagens e artigos de opinião.

CC Estabelecer relação lógico-discursiva marcada por locução adverbial de lugar em textos didáticos e
em contos e por advérbio de modo em poemas.

CC Inferir o efeito de sentido de expressão e opinião em crônicas e reportagens.

CC Inferir o efeito do uso de notação na fala de personagem em tirinhas.

CC Inferir o trecho que provoca efeito de humor em piada e o fato que gera humor em uma história em
quadrinhos.

CC Identificar o público-alvo de um cartaz.

CC Inferir a crítica apresentada em cartuns.

Revista do Professor - Língua Portuguesa   67


Leia o texto abaixo.

Disponível em: <http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/cartum/cartunsdiarios/#10/10/2014>. Acesso em: 5 nov. 2014. (P120209H6_SUP)

(P120210H6) A exclamação no último quadrinho desse texto reforça a ideia de


A) ansiedade.
B) empolgação.
C) irritação.
D) surpresa.
E) susto.

Esse item avalia a habilidade de reconhecer o efeito


de sentido decorrente do uso de pontuação. Essa tarefa
consiste em identificar a função da pontuação em deter-
minado contexto, percebendo os sentidos por ela pro-
vocados.
Para realizar essa tarefa, utilizou-se como suporte
uma tirinha, gênero comum ao contexto de sala de aula,
na qual é recorrente o uso dos sinais de exclamação e
interrogação, assim como de outras pontuações, para
reforçar sentimentos e destacar expressões nas falas dos
personagens.
O comando desse item solicitou aos estudantes que
reconhecessem a ideia reforçada pelo uso da exclama-
ção no último quadrinho da tirinha, na fala “Mas não
precisa fazer minhas malas agora, não!”. Desse modo,
os estudantes que marcaram a alternativa C, o gabarito,
compreenderam a narrativa apresentada na tirinha e, as-
sim, perceberam que a exclamação utilizada no trecho
reforça a ideia de irritação do personagem, por perceber
que seu gato deseja que ele vá embora.

68  AREAL 2016


NÍVEL 3   ///  DE 225 A 250 PONTOS

CC Localizar informações explícitas em fragmentos de romances, crônicas, textos didáticos e artigos.

CC Identificar tema e assunto em poemas e charges, relacionando elementos verbais e não verbais.

CC Identificar elementos da narrativa em história em quadrinhos.

CC Reconhecer a finalidade de recurso gráfico em artigos.

CC Reconhecer o sentido estabelecido pelo uso de expressões, de pontuação e de conjunções em poe-


mas, charges, fragmentos de romances, anedotas e contos.

CC Inferir o sentido de palavra em letras de música, reportagens e artigos.

CC Reconhecer relações de causa e consequência em lendas e fábulas.

CC Reconhecer relação entre pronome e seu referente em manuais de instrução.

CC Inferir características de personagens em lendas e fábulas e inferir sentimento expresso pelo narrador
em contos.

CC Reconhecer recurso argumentativo em artigos de opinião.

CC Inferir efeito de sentido da repetição de expressões em crônicas.

CC Inferir causa da ação de um personagem em tirinhas.

CC Reconhecer o objetivo comunicativo de reportagens.

CC Reconhecer aspecto comum na comparação de letras de música e poemas e entre textos jornalís-
ticos e charges.

CC Identificar a tese defendida pelo autor em artigos.

Revista do Professor - Língua Portuguesa   69


Leia o texto abaixo.

A pipoca

A culinária me fascina. De vez em quando eu até me atrevo a cozinhar. Mas o fato é que
sou mais competente com as palavras que com as panelas. Por isso tenho mais escrito
sobre comidas que cozinhado. [...]
As comidas [...] provocam a minha capacidade de sonhar. Nunca imaginei, entretanto,
5 que [...] um dia [...] a pipoca iria me fazer sonhar. Pois foi precisamente isso que aconteceu.
Fosse eu agricultor ignorante, e se no meio dos meus milhos graúdos aparecessem
aquelas espigas nanicas, eu ficaria bravo [...]. Houve alguém que teve a ideia de debulhar
as espigas e colocá-las numa panela sobre o fogo, esperando que assim os grãos [...]
pudessem ser comidos. Havendo fracassado a experiência com água, tentou a gordura.
10 [...] Repentinamente os grãos começaram a estourar, [...]. Mas o extraordinário era o que
acontecia com eles: os grãos duros quebra-dentes se transformavam em flores brancas e
macias que até as crianças podiam comer. [...]
[...] Assim acontece com a gente. As grandes transformações acontecem quando
passamos pelo fogo. Quem não passa pelo fogo fica do mesmo jeito [...]. São pessoas de
15 uma mesmice e dureza assombrosa. Só que elas não percebem. Acham que o seu jeito de
ser é o melhor jeito de ser. [...]
Imagino que a pobre pipoca, fechada dentro da panela, lá dentro ficando cada vez mais
quente, pense que sua hora chegou: vai morrer. De dentro de sua casca dura, [...] ela
não pode imaginar destino diferente. Não pode imaginar a transformação que está sendo
20 preparada. [...] Aí, sem aviso prévio, pelo poder do fogo, a grande transformação acontece:
pum! – e ela aparece como uma outra coisa [...] que ela mesma nunca havia sonhado. É a
lagarta rastejante e feia que surge do casulo como borboleta voante.
Em Minas, todo mundo sabe o que é piruá, [...] os paulistas ignoram o que seja. Alguns,
[...] acharam que era gozação minha, que piruá é palavra inexistente. [...] Piruá é o milho de
25 pipoca que se recusa a estourar. [...]
Mas acho que o poder metafórico dos piruás é muito maior. Piruás são aquelas pessoas
que, por mais que o fogo esquente, se recusam a mudar. [...] Vão ficar duras a vida inteira.
Não vão se transformar na flor branca macia. Não vão dar alegria para ninguém. [...]
ALVES, Rubem. Disponível em: <http://www.rubemalves.com.br/site/10mais_01.php>. Acesso em: 7 jul. 2014. *Adaptado: Reforma Ortográfica.
Fragmento. (P120202H6_SUP)

(P120207H6) De acordo com esse texto, piruá é


A) o adulto que gosta de cozinhar.
B) o calor provocado pelo fogo.
C) o milho de pipoca que não estoura.
D) uma brincadeira do autor.
E) uma palavra que não existe.

O objetivo desse item é avaliar a habilidade de como retomar o parágrafo em que se encontra a
os estudantes identificarem uma informação que se definição para a palavra “piruá”. Assim, nas linhas 24
encontra na superfície textual, especificamente, no e 25 do penúltimo parágrafo, encontra-se a respos-
final do texto. Nesse caso, utilizou-se como suporte ta que completa corretamente a informação do co-
para a tarefa uma crônica de Rubem Alves que exalta mando: “[...] Piruá é o milho de pipoca que se recusa
a pipoca e suas características, perpassando a histó- a estourar. [...]”.
ria desse alimento. Portanto, os estudantes que marcaram a alterna-
Para identificar o gabarito do item, os estudantes tiva C, o gabarito, desenvolveram a habilidade avalia-
precisaram realizar uma leitura global do texto, bem da, demonstrando compreensão da leitura realizada.

70  AREAL 2016


2ª série do Ensino Médio
Básico
DE 250 A 300 PONTOS

0 25 50 75 100 125 150 175 200 225 250 275 300 325 350 375 400 425 450 475 500

NÍVEL 4   ///  DE 250 A 275 PONTOS

CC Localizar informações explícitas em crônicas, fábulas e em reportagens.

CC Identificar os elementos da narrativa em letras de música, fábulas e contos e o narrador em primeira


pessoa em fragmentos de romances.

CC Reconhecer a finalidade de abaixo-assinados e verbetes.

CC Reconhecer relação entre pronomes e seus referentes e relações de causa e consequência em frag-
mentos de romances, contos, diários, crônicas, reportagens, máximas (provérbios) e artigos.

CC Inferir tema e ideia principal em notícias, crônicas e poemas.

CC Inferir o sentido de palavra ou expressão em história em quadrinhos, poemas e fragmentos de ro-


mances.

CC Comparar textos de gêneros diferentes para reconhecer a ideia comum entre eles.

CC Interpretar o sentido de conjunções, de advérbios e as relações entre elementos verbais e não verbais
em tirinhas, fragmentos de romances, reportagens e crônicas.

CC Reconhecer relações de sentido estabelecidas por conjunções ou locuções conjuntivas em letras de


música e crônicas.

CC Reconhecer o uso de expressões características da linguagem (científica, profissional etc.), marcas


linguísticas que evidenciam o locutor em reportagens e a relação entre pronome e seu referente em
artigos e reportagens.

CC Inferir o efeito de sentido da linguagem verbal e não verbal em notícias e charges.

CC Reconhecer o trecho que caracteriza uma opinião em entrevistas e em reportagens.

CC Inferir efeito de humor e de ironia em tirinhas.

CC Inferir efeito do uso de letras maiúsculas em artigos.

Revista do Professor - Língua Portuguesa   71


Leia os textos abaixo.

Texto 1
Saiba mais sobre mudanças climáticas

O aquecimento global é resultado do lançamento excessivo de gases de efeito estufa


(GEEs), sobretudo o dióxido de carbono (CO2), na atmosfera. Esses gases formam uma
espécie de cobertor cada dia mais espesso que torna o planeta cada vez mais quente e não
permite a saída de radiação solar. [...]
5 São várias as consequências do aquecimento global. Algumas delas já podem ser
sentidas em diferentes partes do planeta como o aumento da intensidade de eventos de
extremos climáticos (furacões, tempestades tropicais, inundações, ondas de calor, seca ou
deslizamentos de terra). Além disso, os cientistas hoje já observam o aumento do nível do mar
por causa do derretimento das calotas polares e o aumento da temperatura média do planeta
10 em 0,8ºC desde a Revolução Industrial. Acima de 2ºC, efeitos potencialmente catastróficos
poderiam acontecer, comprometendo seriamente os esforços de desenvolvimento dos
países. Em alguns casos, países inteiros poderão ser engolidos pelo aumento do nível do
mar e comunidades terão que migrar devido ao aumento das regiões áridas. [...]
Existem várias maneiras de reduzir as emissões dos gases de efeito estufa. Diminuir o
15 desmatamento, incentivar o uso de energias renováveis não convencionais, eficiência energética
e a reciclagem de materiais, melhorar o transporte público são algumas das possibilidades.

Disponível em: <http://www.wwf.org.br/natureza_brasileira/reducao_de_impactos2/clima/mudancas_climaticas/>.


Acesso em: 28 jun. 2010. *Adaptado: Reforma Ortográfica. Fragmento.

Texto 2

Disponível em: <http://maracatublog.files.wordpress.com/2008/02/aquecimento-global.jpg>. Acesso em: 28 jun. 2010.


*Adaptado: Reforma Ortográfica.
(P120265ES_SUP)

(P120277ES) O acontecimento representado no Texto 2 é uma consequência de qual fato descrito no Texto 1?
A) O aumento da temperatura média do planeta.
B) O aumento de tempestades tropicais.
C) O aumento do nível do mar engolindo alguns países.
D) O desmatamento e uso de energias convencionais.
E) O impedimento da saída da radiação solar.

Esse item avalia a habilidade de reconhecer dife- respondentes observassem, por exemplo, no Texto
rentes formas de se tratar um tema na comparação 1, o fragmento “Além disso, os cientistas já observam
entre dois textos. Essa tarefa consiste na identificação [...] o aumento da temperatura média do planeta em
de elementos comuns presentes em textos distintos. 0,8ºC desde a Revolução Industrial.” (ℓ. 8-10). Já no
Para isso, foram utilizados como suportes um tex- Texto 2, era preciso que eles percebessem a relação
to informativo, da organização não governamental entre o texto verbal e o não verbal, a qual se mostra
World Wide Fund for Nature, e uma charge, ambos fundamental para compreender a paisagem do Polo
apresentam informações acerca do aquecimento Norte em 2100: a existência de cactos e de pinguins
global. que suam. Essas alterações são consequência do au-
Nesse item, foi solicitado aos estudantes a identi- mento da temperatura do planeta abordada no Texto
ficação, no Texto 1, da causa do acontecimento ilus- 1. Assim, aqueles que marcaram a alternativa A, o ga-
trado no Texto 2, a partir da leitura e compreensão barito, foram capazes de perceber a temática comum
dos dois textos. Sendo assim, era necessário que os aos dois textos.

72  AREAL 2016


NÍVEL 5   ///  DE 275 A 300 PONTOS

CC Localizar informações explícitas em artigos de opinião e crônicas.

CC Identificar finalidade e elementos da narrativa em fábulas e contos.

CC Identificar a finalidade de relatórios científicos e reportagens.

CC Determinar informação comum entre um artigo de opinião e uma tirinha.

CC Reconhecer opiniões distintas sobre o mesmo assunto em reportagens, contos e enquetes.

CC Reconhecer opiniões divergentes sobre o mesmo tema em diferentes textos.

CC Distinguir o trecho que apresenta opinião do narrador em crônicas.

CC Reconhecer relações de sentido marcadas por conjunções, a relação de causa e consequência e a


relaçao entre pronomes e seus referentes em fragmentos de romances, fábulas, crônicas, contos,
artigos de opinião, reportagens e entrevistas.

CC Reconhecer o sentido de expressão e de variantes linguísticas em letras de música, tirinhas, poemas


e fragmentos de romances.

CC Inferir tema, tese e ideia principal em contos, letras de música, editoriais, reportagens, crônicas, arti-
gos, em resenhas e em entrevistas.

CC Reconhecer o tema de uma crônica e assunto em reportagens.

CC Inferir o efeito de sentido de linguagem verbal e não verbal em charges e histórias em quadrinhos.

CC Inferir informações em fragmentos de romances e em poemas e ação de personagem em história


em quadrinhos e em tirinhas.

CC Inferir o efeito de sentido da pontuação e da polissemia como recurso para estabelecer humor ou
ironia em tirinhas, anedotas e contos.

CC Reconhecer o efeito de sentido produzido pelo uso de recursos morfossintáticos em contos, artigos,
crônicas e em romances.

CC Inferir informação e o efeito de sentido produzido por expressão em reportagens e tirinhas.

CC Reconhecer variantes linguísticas em artigos.

Revista do Professor - Língua Portuguesa   73


Leia os textos abaixo.

Texto 1
Saiba mais sobre mudanças climáticas

O aquecimento global é resultado do lançamento excessivo de gases de efeito estufa


(GEEs), sobretudo o dióxido de carbono (CO2), na atmosfera. Esses gases formam uma
espécie de cobertor cada dia mais espesso que torna o planeta cada vez mais quente e não
permite a saída de radiação solar. [...]
5 São várias as consequências do aquecimento global. Algumas delas já podem ser
sentidas em diferentes partes do planeta como o aumento da intensidade de eventos de
extremos climáticos (furacões, tempestades tropicais, inundações, ondas de calor, seca ou
deslizamentos de terra). Além disso, os cientistas hoje já observam o aumento do nível do mar
por causa do derretimento das calotas polares e o aumento da temperatura média do planeta
10 em 0,8ºC desde a Revolução Industrial. Acima de 2ºC, efeitos potencialmente catastróficos
poderiam acontecer, comprometendo seriamente os esforços de desenvolvimento dos
países. Em alguns casos, países inteiros poderão ser engolidos pelo aumento do nível do
mar e comunidades terão que migrar devido ao aumento das regiões áridas. [...]
Existem várias maneiras de reduzir as emissões dos gases de efeito estufa. Diminuir o
15 desmatamento, incentivar o uso de energias renováveis não convencionais, eficiência energética
e a reciclagem de materiais, melhorar o transporte público são algumas das possibilidades.

Disponível em: <http://www.wwf.org.br/natureza_brasileira/reducao_de_impactos2/clima/mudancas_climaticas/>.


Acesso em: 28 jun. 2010. *Adaptado: Reforma Ortográfica. Fragmento.

Texto 2

Disponível em: <http://maracatublog.files.wordpress.com/2008/02/aquecimento-global.jpg>. Acesso em: 28 jun. 2010.


*Adaptado: Reforma Ortográfica.
(P120265ES_SUP)

A principal informação apresentada no Texto 1 é


(P120268ES)
A) a diminuição do desmatamento reduz a emissão de gases nocivos.
B) a melhoria do transporte público possibilita redução da emissão de gases.
C) o aquecimento global se originou do excesso de gases lançados no ar.
D) o aumento do nível do mar causará o desaparecimento de países inteiros.
E) o aumento no nível do mar é devido ao derretimento das calotas polares.

Esse item avalia a habilidade de os estudantes dife- Para tanto, seria necessária a compreensão do senti-
renciarem a informação principal de um texto de suas do global do texto para, assim, extrair a informação
informações secundárias. Essa habilidade consiste em mais relevante, em torno da qual as demais informa-
identificar a informação que sustenta o texto, em tor- ções se organizam. Nesse sentido, foi preciso que
no da qual se organizam as informações acessórias. os estudantes identificassem a informação de que o
Para a realização dessa tarefa, utilizou-se como su- aquecimento global é oriundo do lançamento exces-
porte um texto de caráter informativo, da organização sivo de gases de efeito estufa. Com base nessa infor-
não governamental World Wide Fund for Nature, que mação, o texto traz as consequências e possibilidades
aborda as mudanças climáticas ocorridas no planeta de redução das emissões desses gases. Assim, os res-
Terra. pondentes que marcaram a alternativa C, o gabarito,
Nesse item, foi solicitado que os estudantes iden- demonstraram ter desenvolvido a habilidade avaliada.
tificassem a principal informação contida no Texto 1.

74  AREAL 2016


2ª série do Ensino Médio
Proficiente
DE 300 A 375 PONTOS

0 25 50 75 100 125 150 175 200 225 250 275 300 325 350 375 400 425 450 475 500

NÍVEL 6  ///  DE 300 A 325 PONTOS

CC Localizar informações explícitas em infográficos, reportagens, crônicas e artigos.

CC Localizar a informação principal em reportagens.

CC Identificar ideia principal e finalidade em notícias, reportagens e resenhas.

CC Identificar a finalidade e a informação principal em notícias.

CC Reconhecer características da linguagem (científica, jornalística, coloquial) em reportagens, marcas da


oralidade em entrevistas e da linguagem coloquial em contos.

CC Reconhecer variantes linguísticas em contos, notícias, reportagens e crônicas.

CC Reconhecer elementos da narrativa em crônicas e em resenhas.

CC Reconhecer argumentos e opiniões em notícias, artigos de opinião e fragmentos de romances.

CC Identificar o argumento em contos.

CC Diferenciar abordagem do mesmo tema em textos de gêneros distintos.

CC Inferir informação em contos, crônicas, notícias e charges.

CC Inferir sentido de palavras, da repetição de palavras, de expressões, de linguagem verbal e não verbal
e de pontuação em charges, tirinhas, contos, crônicas, fragmentos de romances e em artigos de opi-
nião.

Revista do Professor - Língua Portuguesa   75


CC Inferir informação, sentido de expressão e o efeito de sentido decorrente da escolha de expressão e
do uso de recursos morfossintáticos em crônicas.

CC Inferir o sentido decorrente do uso de recursos gráficos em poemas.

CC Inferir o efeito de sentido da linguagem verbal e não verbal e o efeito de humor em tirinhas.

CC Inferir informação a respeito de personagem em tirinhas e em manuais de instrução com apoio de


recursos visuais.

CC Reconhecer a relação entre os pronomes e seus referentes em contos e o referente de pronome


relativo em artigos de opinião.

CC Reconhecer elementos da narrativa em contos.

CC Reconhecer o efeito de sentido produzido pelo uso de recursos morfossintáticos e pelo uso de re-
curso estilístico da antítese em poemas.

CC Reconhecer ideia comum e opiniões divergentes sobre o mesmo tema na comparação entre dife-
rentes textos.

CC Reconhecer ironia e efeito de humor em crônicas, entrevistas e tirinhas.

CC Reconhecer a relação de causa e consequência em piadas e fragmentos de romances.

CC Comparar poemas que abordem o mesmo tema.

CC Diferenciar fato de opinião em contos, artigos, reportagens e em crônicas.

CC Diferenciar tese de argumentos em artigos, entrevistas e crônicas e reconhecer um argumento utili-


zado para defender uma ideia em entrevistas.

76  AREAL 2016


Leia o texto abaixo.

Capítulo 26 – O autor hesita

Súbito, ouço uma voz: – Olá, meu rapaz, isto não é vida! Era meu pai, que chegava com
duas propostas na algibeira. Sentei-me no baú e recebi-o sem alvoroço. [...]
– [...] Demais, trago comigo uma ideia, um projeto, ou... sim, digo-te tudo; trago dois
projetos, um lugar de deputado e um casamento.
5 Meu pai disse isto com pausa, e não no mesmo tom, mas dando às palavras um jeito e
disposição, cujo fim era cavá-las mais profundamente no meu espírito. A proposta, porém,
desdizia tanto das minhas sensações últimas, que eu cheguei a não entendê-la bem. Meu
pai não fraqueou e repetiu-a; encareceu o lugar e a noiva.
– Aceitas?
10 – Não entendo de política, disse eu depois de um instante; quanto à noiva... deixe-me
viver como um urso, que sou.
– Pois traga-me uma ursa. Olhe, a Ursa Maior...
Riu-se meu pai, e depois de rir, tornou a falar sério. Era-me necessária a carreira política,
dizia ele por vinte e tantas razões, que deduziu com singular volubilidade, ilustrando-as com
15 exemplos de pessoas do nosso conhecimento. Quanto à noiva, bastava que eu a visse, iria
logo pedi-la ao pai, logo, sem demora de um dia. [...]
– Não vou daqui sem uma resposta definitiva, disse meu pai. De-fi-ni-ti-va! Repetiu,
batendo as sílabas com o dedo. [...]
ASSIS, Machado de. Memórias Póstumas de Brás Cubas. 6ª Ed. São Paulo: Ática, 1977. *Adaptado: Reforma Ortográfica. Fragmento. (P120116H6_SUP)

(P120117H6) O conflito dessa história tem início quando


A) o filho pede ao pai que o deixe viver como um urso.
B) o filho senta-se no baú para ouvir o pai.
C) o pai começa a rir da resposta dada pelo filho.
D) o pai faz duas propostas ao filho.
E) o pai insiste em obter uma resposta do filho.

Esse item avalia a habilidade de identificar o con- Com relação ao item, o comando solicitou aos
flito gerador em uma narrativa. Essa tarefa consiste estudantes que identificassem a ação que dá início à
em localizar no texto o evento que dá início ao en- narrativa apresentada no fragmento. Desse modo, o
redo da narrativa. estudante deveria compreender que o conflito gera-
Nesse caso, para realizar essa tarefa, utilizou-se dor que proporciona o início do diálogo entre pai e
como suporte um fragmento do romance “Memó- filho é o fato de o pai apresentar duas propostas ao
rias Póstumas de Brás Cubas”, de Machado de As- filho: que ele se torne político e que se case.
sis, um clássico da literatura nacional que apresenta, Assim, aqueles que marcaram a alternativa D, o
nesse excerto, uma delineação sobre a sociedade da gabarito, desenvolveram a habilidade avaliada, pois
época, seus valores e perspectivas sociais. foram capazes de identificar o elemento da narrativa
solicitado no comando.

Revista do Professor - Língua Portuguesa   77


NÍVEL 7   ///  DE 325 A 350 PONTOS

CC Localizar informação explícita em resenhas.


CC Identificar ideia principal e elementos da narrativa em reportagens e crônicas.
CC Identificar a informação principal em reportagens.
CC Identificar argumento em reportagens e crônicas e o trecho que comprova a tese defendida em
artigos de opinião.

CC Reconhecer o efeito de sentido da repetição de expressões e palavras, do uso de pontuação, de va-


riantes linguísticas e de figuras de linguagem em poemas, contos, fragmentos de romances e artigos.

CC Reconhecer variantes linguísticas e o efeito de sentido de recursos gráficos em crônicas, artigos e


letras de música.

CC Inferir o efeito do uso das aspas em crônicas.


CC Reconhecer a relação de causa e consequência em contos.
CC Reconhecer a relação de causa e consequência e relações de sentido marcadas por conjunções em
reportagens, artigos, ensaios, crônicas, contos, cordéis e em poemas.

CC Reconhecer diferentes opiniões entre cartas de leitor que abordam o mesmo tema.
CC Reconhecer o tema comum entre textos de gêneros distintos.
CC Reconhecer o efeito de sentido decorrente do uso de figuras de linguagem e de recursos gráficos
em poemas e fragmentos de romances.

CC Diferenciar fato de opinião em artigos, reportagens e resenhas.


CC Inferir o efeito de sentido de linguagem verbal e não verbal e o efeito da escolha de palavra em tiri-
nhas.

CC Identificar elementos da narrativa e a relação entre argumento e ideia central em crônicas e em frag-
mentos de romances.

CC Reconhecer o gênero reportagem e a finalidade de propagandas e de entrevistas.


CC Reconhecer o tema em poemas e em reportagens.
CC Inferir o sentido de palavras e expressões em piadas e letras de música.
CC Inferir informação em artigos.
CC Inferir o sentido de expressão em fragmentos de romances.
CC Recuperar o referente do pronome demonstrativo “lá” em reportagens e o trecho retomado por pro-
nome demonstrativo em crônicas.

78  AREAL 2016


Leia o texto abaixo.

Faça seu dia valer a pena!

Muita gente reclama de que seu dia foi chato, que não aconteceu nada de interessante
na semana e que não vai fazer nada no final de semana e sempre comenta que está
sempre no tédio e etc. Claro, às vezes um dia pode ser muito estressante e não ser nada
agradável, mas será que isto tem que ser sempre assim? É lógico que não! Muita gente
5 não percebe, mas nada acontece de interessante em suas vidas, porque elas mesmas
não fazem absolutamente nada para mudar e isso acontecer. Vejamos porque isso pode
acontecer e como podemos ajudar a resolver.
O computador é um dos motivos que mais fazem as pessoas ficarem em casa, pois
nele podemos acessar blogs, sites, redes sociais, jogos e outras coisas. O problema está
10 em adaptar sua rotina a maior parte do tempo no computador, se você não é blogueiro ou
trabalha com a internet, não tem pra que ficar tanto tempo na internet ou nos games online,
procurem outras coisas para fazer [...]! Convide seus amigos para um jogo de cartas ou de
futebol, e as garotas já podem sei lá, se reunir para falar de garotas (rs), faça um lanche,
[...] levanta da cadeira e faça alguma coisa!
15 A questão é: sempre tem algo para fazer, muita gente fica na espera de um convite de
amigo (a) para fazer algo de legal e acaba forever alone, tem gente que reclama que não
tem amigos, mas você já tentou fazer amigos? [...] Em todo canto há gente, até mesmo
os lugares mais calmos, tenho certeza que sempre tem alguém com o gosto igual ao seu
e interessada em fazer amizade. “Ah, mas pra você é fácil, pra mim já não é!”. Bem, aí a
20 questão é sua! Você realmente já fez algo pra mudar? [...]
Se você tem amigos, chame para ir até a praia, cinema ou alguma coisa que vocês
gostem. Não perca tempo, seja o autor de sua vida e tire duas ou mais pessoas do tédio,
afinal, sempre tem alguém que estará “sem nada pra fazer”. [...]
Disponível em: <http://www.guiaadolescente.com/2011/12/faca-seu-dia-valer-pena.html>. Acesso em: 15 dez. 2014. Fragmento. (P120217H6_SUP)

(P120221H6) Qual trecho desse texto apresenta uma opinião?


A) “É lógico que não!”. (ℓ. 4)
B) “Convide seus amigos para um jogo de cartas...”. (ℓ. 12)
C) “A questão é: sempre tem algo para fazer,...”. (ℓ. 15)
D) “Em todo canto há gente,...”. (ℓ. 17)
E) “Você realmente já fez algo pra mudar?”. (ℓ. 20)

A habilidade avaliada nesse item é diferenciar um Os avaliandos deveriam identificar, no primei-


fato de uma opinião em um texto. Essa habilidade ro parágrafo desse texto, que a expressão “É lógico
requer que os estudantes diferenciem as marcas que que não!” responde de modo subjetivo e categórico
indicam o posicionamento do autor, revelando sua à pergunta “mas será que isto tem que ser sempre
opinião acerca de determinado assunto. assim?”, demonstrando, dessa maneira, a opinião do
Nesse item, o suporte apresenta um texto posta- autor do texto acerca do que fazer em dias ente-
do em um blog cuja linguagem é informal e voltada diantes.
para o público juvenil, apresentando dicas de ativi- Aqueles que perceberam essa marca opinativa
dades de lazer para os adolescentes. Portanto, trata- escolheram a alternativa A – o gabarito.
-se de uma leitura bastante fluida para os estudantes
desta etapa de escolarização.

Revista do Professor - Língua Portuguesa   79


NÍVEL 8   ///  DE 350 A 375 PONTOS

CC Localizar informações explícitas, ideia principal e trecho que causa humor em contos, crônicas e
artigos de opinião.

CC Identificar variantes linguísticas em letras de música e em reportagens.

CC Reconhecer efeitos estilísticos em poemas.

CC Reconhecer ironia e efeitos de sentido decorrentes da repetição de palavras em sinopses e em poe-


mas.

CC Reconhecer opiniões distintas sobre o mesmo tema, na comparação entre diferentes textos.

CC Reconhecer o gênero carta de leitor a partir da comparação entre dois textos.

CC Reconhecer a finalidade e a relação de sentido estabelecida por conjunções em lendas e crônicas.

CC Reconhecer finalidade e traços de humor em reportagens.

CC Reconhecer o efeito de sentido do humor em tirinhas.

CC Reconhecer o tema em contos e fragmentos de romances.

CC Reconhecer relação de sentido marcada por conjunção em crônicas e circunstância de lugar marca-
da por adjunto adverbial de lugar em resenhas.

CC Inferir informação e tema em reportagens, poemas, histórias em quadrinhos e tirinhas.

CC Inferir o sentido e o efeito de sentido de palavras ou de expressão em poemas, crônicas e fragmentos


de romances.

CC Reconhecer a ideia defendida pelo autor em artigos de opinião.

CC Inferir característica do eu lírico em letras de música.

CC Inferir o efeito do uso das aspas em resenhas.

80  AREAL 2016


Leia o texto abaixo.

O abridor de latas

Vinte e oito anos depois do começo desta história, a tartaruga mais velha abriu a boca e disse:
– Que tal se fizéssemos alguma coisa para quebrar a monotonia desta vida?
– Formidável – disse a tartaruguinha mais nova 12 anos depois – Vamos fazer um piquenique?
Vinte e cinco anos depois, as tartarugas decidiram realizar o piquenique. Quarenta
5 anos depois, tendo comprado algumas dezenas de latas de sardinhas e várias dúzias de
refrigerantes, elas partiram. Oitenta anos depois, chegaram a um lugar mais ou menos
aconselhável para um piquenique. [...]
Mas, súbito, três anos depois, elas perceberam que faltava o abridor de latas para as
sardinhas. Discutiram e, ao fim de vinte anos, chegaram à conclusão de que a tartaruga
10 menor devia ir buscar o abridor de latas.
– Está bem – concordou a tartaruguinha três anos depois – mas só vou se vocês
prometerem que não tocam em nada enquanto eu não voltar.
Dois anos depois, as tartarugas concordaram imediatamente que não tocariam em nada,
nem no pão, nem nos doces. E a tartaruguinha partiu.
15 Passaram-se cinquenta anos e a tartaruguinha não apareceu. [...]
– Ora, vamos comer mesmo só uns docinhos enquanto ela não vem.
Como um raio as tartarugas caíram sobre os doces seis meses depois. E justamente
quando iam morder o doce ouviram um barulho no mato por detrás delas e a tartaruguinha
mais jovem apareceu:
20 – Ah – murmurou ela – eu sabia, eu sabia que vocês não cumpririam o prometido e por
isso fiquei escondida atrás da árvore. Agora eu não vou mais buscar o abridor, pronto!
FERNANDES, Millôr. Circo de palavras. In: Para gostar de ler, v. 42. São Paulo: Ática, 2007. Fragmento. (P100090E4_SUP)

(P100092E4) Um trecho que provoca humor nesse texto é:


A) “... chegaram a um lugar mais ou menos aconselhável...”. (ℓ. 6-7)
B) “... elas perceberam que faltava o abridor de latas para as sardinhas.”. (ℓ. 8-9)
C) “... chegaram à conclusão de que a tartaruga menor devia ir buscar o abridor...”. (ℓ. 9-10)
D) “... só vou se vocês prometerem que não tocam em nada enquanto eu não voltar.”. (ℓ. 11-12)
E) “... eu sabia que vocês não cumpririam o prometido e por isso fiquei escondida atrás da árvore.”. (ℓ. 20-21)

A habilidade avaliada por esse item é a de reco- Para identificar o gabarito, os estudantes deve-
nhecer efeitos de humor em um texto verbal. Essa riam perceber que a tartaruga menor estava descon-
competência está associada à quebra da expectati- fiada de que suas companheiras não iriam esperá-la
va criada pelo leitor, a qual se encontra, geralmente, para começarem a comer e, por isso, escondeu-se
presente no final do texto. atrás de uma árvore para comprovar sua hipótese e
O suporte utilizado, um conto, narra uma histó- não foi buscar o abridor.
ria que possui final engraçado. Sua escrita apresenta Os estudantes que escolheram a alternativa E
uma linguagem simples, o que colabora para a iden- conseguiram inferir que o humor do texto está no
tificação do humor. fato de, após tanto tempo, a tartaruga não ter ido
buscar o abridor de latas.

Revista do Professor - Língua Portuguesa   81


2ª série do Ensino Médio
Avançado
ACIMA DE 375 PONTOS

0 25 50 75 100 125 150 175 200 225 250 275 300 325 350 375 400 425 450 475 500

NÍVEL 9   ///  DE 375 A 400 PONTOS

CC Diferenciar fatos de opiniões e opiniões diferentes em artigos e notícias.

CC Inferir o sentido de palavras em poemas.

CC Localizar ideia principal em manuais, reportagens, artigos e teses.

CC Identificar a ideia central e o argumento em apresentações de livros, reportagens, editoriais, crônicas


e artigos de opinião.

CC Inferir o assunto tratado em artigos de opinião.

CC Identificar elementos da narrativa em crônicas, contos e fragmentos de romances.

CC identificar ironia e tema em poemas e artigos.

CC Inferir efeito de humor e ironia em tirinhas e charges.

CC Reconhecer relações de sentido marcadas por conjunção em artigos, reportagens e fragmentos de


romances.

CC Reconhecer a relação de causa e consequência em reportagens e fragmentos de romances.

CC Reconhecer o efeito de sentido de recursos gráficos em artigos e do uso de expressão metafórica


caracterizadora de personagem em fragmentos de romances.

CC Inferir recurso estilístico utilizado em crônicas.

CC Reconhecer variantes linguísticas em letras de música e piadas.

CC Reconhecer o gênero resenha e a finalidade de reportagens, resenhas e artigos.

82  AREAL 2016


Leia o texto abaixo.

MIB³ – Homens de Preto 3

Eis uma aposta arriscada: reconvocar os Homens de Preto, quase uma década depois
da decepcionante continuação que afundou a franquia, para, com um dos orçamentos mais
inflados da história do cinema [...], recuperar o charme excêntrico e empolgante do original
de 97. Passaram-se 15 anos deste, e Will Smith e Tommy Lee Jones retornam como os
5 agentes J e K. Pensando friamente, é um prognóstico desanimador, mas MIB³ – Homens
de Preto 3 é um exemplar bem-sucedido da retomada da inventividade e da satisfatória
dinâmica dos protagonistas, as qualidades que conquistaram o público (e a mim) muitos
anos atrás. [...]
Apesar do longo hiato, a narrativa mantém intactos os melhores elementos do original,
10 como a postura carrancuda de K, insensivelmente divertida no discurso de morte de Zed,
e a boa química entre a dupla de agentes. Reproduzindo criativamente um salto no tempo,
embora os efeitos especiais deixem a desejar, o filme acerta no casting do interessante
Josh Brolin, que reproduz fielmente a entonação da voz texana de Tommy Lee Jones e os
maneirismos de sua atuação [...].
15 No entanto, é impossível ignorar os enormes e grosseiros furos narrativos causados
por um roteirista claramente incapaz de lidar com o conceito de viagem no tempo. Sem
entregar spoilers, apenas J estar na Agência e se recordar de K revela um paradoxo sem
solução, pois este supostamente morreu em 69 e não poderia tê-lo recrutado, e culpar
fratura temporal e achocolatado (!) é desculpa de roteirista preguiçoso. [...]
20 Entretanto, a direção de Barry Sonnenfeld é suficientemente ágil para que não pensemos
(muito) nos tropeços narrativos. Dosando o humor, ação e drama adequadamente [...], o
cineasta desenvolveu uma aventura descompromissada [...].
Embora improvável que a aposta dos produtores tenha resultados além do morno,
Homens de Preto 3 é bom o bastante para “neuralizar” o desastre do último episódio e
25 manter uma lembrança agradável de J, K e esta inusitada agência secreta.
SALLEM, Márcio. Disponível em: <http://www.cinemacomcritica.com.br/2012/05/mib-homens-de-preto-3.html>. Acesso em: 18 out. 2012.
Fragmento. (P100120E4_SUP)

(P100120E4) Nesse texto, sobre a tese de que o filme Homens de Preto 3 é bem-sucedido, há um argumento
em:
A) “... com um dos orçamentos mais inflados da história do cinema...”. (ℓ. 2-3)
B) “... Will Smith e Tommy Lee Jones retornam...”. (ℓ. 4)
C) “... a narrativa mantém intactos os melhores elementos do original...”. (ℓ. 9)
D) “... embora os efeitos especiais deixem a desejar...”. (ℓ. 12)
E) “... é impossível ignorar os enormes e grosseiros furos narrativos...”. (ℓ. 15)

Esse item avalia a habilidade de os estudantes gabarito, expressa uma informação que vai ao en-
identificarem os argumentos que sustentam a tese contro da tese já explicitada no comando do item,
de um texto. Nesse caso, foi usado como suporte ou seja, o autor usa como argumento o fato de o
um artigo de opinião sobre o filme “MIB³ – Homens filme “MIB³ – Homens de preto 3” manter os elemen-
de preto 3”, no qual o autor sustenta a tese de que o tos da narrativa que deram certo no longa original.
filme foi bem-sucedido, apesar de o seu antecessor Esse percurso cognitivo demonstra o desenvolvi-
não ter apresentado um bom desempenho. mento da habilidade avaliada.
Para isso, era preciso analisar as alternativas apre-
sentadas no item e perceber que a alternativa C, o

Revista do Professor - Língua Portuguesa   83


NÍVEL 10   ///  ACIMA DE 400 PONTOS

CC Reconhecer o efeito de sentido resultante do uso de recursos morfossintáticos e ortográficos em


artigos e letras de música.

CC Inferir efeito de ironia na fala do narrador em fragmentos de romances.

CC Inferir informação sobre o entrevistado em entrevistas.

CC Inferir o sentido de uma expressão popular em resenhas e o sentido de expressão em crônicas.

CC Reconhecer o conflito gerador do enredo em fábulas.

CC Reconhecer a finalidade de cartas de leitor.

CC Reconhecer o gênero crônica.

CC Reconhecer a relação de sentido estabelecida por conjunção adversativa em artigos.

84  AREAL 2016


Leia o texto abaixo.

Incrível, espantoso, magnífico, assustador


Na verdade, o sonho de consumo de todo escritor [...] em início de carreira era um
computador. Mas na época essas máquinas mágicas custavam as mãos, os olhos e a
alma. Sendo assim, a máquina elétrica já significa um grande progresso. Ela, a incrível,
espantosa, magnífica, assustadora Praxis 20 veio no meu aniversário. Ou no Natal. Não
5 lembro bem. [...]
Antigos hábitos custam a desaparecer. Eu continuava escrevendo nos cadernões e só
depois que a versão definitiva do texto estava pronta eu a digitava. O computador era apenas
para “passar a limpo”. Mas quem diz que existem versões definitivas neste mundo? Quem
escreve sabe disso. Mesmo depois de publicado um livro, o autor continuará revendo seu
10 texto, cortando aqui, aumentando ali, mudando obsessivamente cada detalhe. Foi assim
que os antigos contos datilografados também migraram para o “vasto” disco rígido do LC II.
Foi assim que os pobres cadernos foram abandonados e os novos textos começaram a ser
escritos diretamente no computador. [...]
Então veio a internet e o hiperespaço. E com eles o e-mail, os sítios de busca e os de
15 relacionamento, as revistas e os jornais e os dicionários e as enciclopédias on-line, as livrarias
e os sebos virtuais, os podcasts e os broadcasts, os jogos para infinitos jogadores. E a vasta
e tumultuada rede de blogues. Sim, a incrível, espantosa, magnífica, assustadora, blogsfera.
OLIVEIRA, Nelson de. Blablablogue. São Paulo: Terracota, 2009. Fragmento. (P100316C2_SUP)

(P100316C2) A expressão “... custavam as mãos, os olhos e a alma.” (ℓ. 2-3) tem o sentido de
A) alto preço.
B) conservadorismo.
C) grande importância.
D) teimosia.
E) temor.

A habilidade avaliada nesse item é inferir o sentido de


uma palavra ou expressão. Essa habilidade está associada
aos sentidos que são construídos a partir do contexto em
que os vocábulos estão inseridos, podendo estabelecer
plurissignificados.
Para realizar a tarefa, o suporte apresenta uma crônica
que narra a evolução da escrita e da comunicação. Para
executar essa atividade, o estudante deveria proceder à
leitura do texto e atentar para o primeiro parágrafo, em
que o narrador atribui ao computador o status de “sonho
de consumo” e, em seguida, faz uso da gradação para
comprovar a impossibilidade de comprar a máquina, de-
vido ao seu alto preço, “custavam as mãos, os olhos e a
alma”.
Assim, os estudantes que escolheram a alternativa A
– o gabarito – demonstraram compreender o sentido da
expressão em destaque e, portanto, desenvolveram essa
habilidade.

Revista do Professor - Língua Portuguesa   85


Sugestões para a prática pedagógica
Depois de conhecer e analisar os resultados Antes de iniciar um planejamento escolar, inde-
da sua escola e de suas turmas, é hora de pensar pendente da fase em que estamos, devemos estar
em metas e estratégias que visem à melhoria dos sempre atentos a uma perspectiva formativa, cujo
resultados alcançados, tendo como referência o foco é o processo e a aprendizagem dos estudan-
projeto político-pedagógico da escola. tes. Além disso, temos que considerar a flexibilida-
Esta seção apresenta algumas sugestões pe- de do projeto político-pedagógico e a possibilida-
dagógicas que podem contribuir para aprimorar a de de mudanças no planejamento escolar sempre
qualidade do trabalho docente. que for necessário.

1 Coletar e conhecer os materiais de orientação para sala de aula.

2 Comparar descritores/habilidades avaliadas nos testes do AREAL 2016


com os conteúdos abordados e avaliados em sala de aula.

3 Elaborar o Plano de curso, com os conteúdos que devem ser trabalhados


durante o ano.

4 Comparar os resultados das avaliações internas com os resultados das


avaliações externas.

5 Relacionar os dados das avaliações com os conteúdos indicados no Plano


de curso.

86  AREAL 2016


1 Coletar e conhecer os materiais de orientação para sala de aula.

Vamos reunir os materiais de orientação do trabalho escolar:

xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx

D1 xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx

D2 xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx

D3 xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx

xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx

D4 xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx

D5 xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx

D6 xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx

xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx

D7 xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx

D8 xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx

Orientações Livros e outros Matriz(es) de


curriculares materiais didáticos referência
da avaliação

É preciso conhecer, estudar e esmiuçar as orientações curriculares, que fundamentam o trabalho pe-
dagógico na escola, bem como a(s) matriz(es) de referência, que fundamenta(m) a elaboração dos testes
da avaliação em larga escala. Os livros didáticos e outros materiais são importantes no apoio ao trabalho
em sala de aula.

Comparar descritores/ habilidades avaliadas nos testes do AREAL 2016 com os conteúdos
2 abordados e avaliados em sala de aula.

Vamos partir de um exemplo hipotético. Mas você deve seguir o que está previsto nas orientações
curriculares de seu estado:

ORIENTAÇÕES CURRICULARES MATRIZ DE REFERÊNCIA PARA AVALIAÇÃO

1. Advérbios e expressões adverbiais / Reconhecer relações lógico-discursivas


conectores: presentes no texto.
MM Reconhecer os recursos linguísticos que
Identificar a tese de um texto.
contribuem para a progressão temática e
as relações de sentido em um texto. Estabelecer relação entre a tese e os
2. Coesão textual: argumentos que a sustentam.
MM Analisar recursos de coesão referencial
...
e lexical na construção de um texto:
sinônimos, repetições etc.
3. Argumentação:
MM Reconhecer os conectores que
contribuem para a construção do texto
argumentativo.
MM Reconhecer estratégias de
posicionamento do autor de um texto.
...

Revista do Professor - Língua Portuguesa   87


Elaborar o Plano de curso, com os conteúdos que devem ser trabalhados durante o ano. Essa
3 organização deve seguir o planejamento (p. ex.: bimestral, trimestral...)

Antes de partir para o planejamento de cada aula, você deve organizar os conteúdos que serão abor-
dados em sala de aula, durante todo o ano letivo. Para isso, vamos seguir o exemplo e destacar conteú-
dos considerados importantes para o desenvolvimento das habilidades destacadas:

PLANO DE CURSO
1º Bimestre: 2º Bimestre:

1. Advérbios e expressões adverbiais / 3. Argumentação


conectores:
• Reconhecer os conectores que
• Reconhecer os recursos linguísticos contribuem para a construção do
que contribuem para a progressão texto argumentativo.
temática e as relações de sentido
• Reconhecer estratégias de
em um texto.
posicionamento do autor de um
2. Coesão textual texto.

• Analisar recursos de coesão • ...


referencial e lexical na construção
de um texto: sinônimos, repetições
etc.

Comparar os resultados das avaliações internas (dados como frequência às aulas, nota de
provas, parecer, relatório e trabalho individual e em grupo) com os resultados das avaliações
4 externas (dados como participação, proficiência, padrão de desempenho, percentual de acerto
por habilidade).

CC Como os estudantes da(s) sua(s) turma(s) vêm desenvolvendo os conteúdos previstos em sala de
aula?

CC Você sente necessidade de modificar as estratégias de ação e planos de aula para um melhor
desenvolvimento dos estudantes em relação a esses conteúdos?

CC Para isso, recorra aos resultados das avaliações.

88  AREAL 2016


AVALIAÇÃO INTERNA
Frequência, provas, testes, observação
Por etapa e turma

Língua portuguesa – 9º ano EF Turma A5

Nota/Avaliação/Parecer sobre os estudantes:

• Estudante 1: 8,5

• Estudante 2: 6,0

• ...

Relatório geral da turma:

• Os estudantes, em sua maioria,


identificam a tese de um texto, mas têm
dificuldade em localizar os argumentos
que a sustentam.

• ...

Relatório por estudante:

• Estudante 1: dificuldade com


argumentação / identificação de
retomadas com pronomes oblíquos.

• Estudante 2: ...

DADOS DA DADOS DA
AVALIAÇÃO QUAIS RESULTADOS? AVALIAÇÃO
INTERNA EXTERNA
QUAIS AVALIAÇÕES?
ESCOLA AREAL

AVALIAÇÃO EXTERNA

RESULTADOS DA ESCOLA NO AREAL 2016

Retome a coleta e a análise que você fez sobre os resultados da sua


escola e de cada turma na seção Resultados alcançados em 2016.
Consulte também os resultados dos seus estudantes no portal da
avaliação.
A seguir, faça o que se propõe na Etapa 5.

5  Trata-se de um exemplo hipotético. Você deve utilizar os dados da(s) sua(s) turma(s) para realizar essa atividade.

Revista do Professor - Língua Portuguesa   89


5 Relacionar os dados das avaliações com os conteúdos indicados no Plano de curso.

/// PARTE A  C  Resultados da Escola


Observe as competências e as habilidades desenvolvidas e em desenvolvimento pelos estudantes,
com base na proficiência média da escola, percentual de acerto das habilidades (da escola) e diagnóstico
interno (escola e turmas).

UM OLHAR PARA OS DIAGNÓSTICO DA PROJETO POLÍTICO-


DIFERENTES DADOS ESCOLA PEDAGÓGICO

Parecer da Escola Relacione as informações coletadas Plano de ação da Escola


. Escola e Turmas . nas duas avaliações:
Os conteúdos podem ser relacionados
MM São resultados similares? às habilidades não desenvolvidas?
Com base nos resultados das avalia-
MM As dificuldades apresentadas em
ções internas, identifique, junto com SIM!
sala de aula são as mesmas que
seus pares, as principais dificuldades Então vamos pensar em planos de
aquelas apresentadas na avaliação
apresentadas pelos estudantes em ação para o desenvolvimento conjunto
do AREAL 2016?
relação aos conteúdos desenvolvidos desses conteúdos, competências e
MM Junto com os seus colegas,
durante o ano letivo. Para isso, utilize habilidades.
levante hipóteses para o que
as notas e relatórios.
vocês identificaram. NÃO!
Os planos de ação devem ser elaborados
para cada conteúdo. Vamos ficar atentos
De acordo com a proficência média para não desenvolver planos de ação
Retome o Plano de curso e relacione
da escola e o percentual de acerto para uma única habilidade, mas para
conteúdos e habilidades que não foram
por descritor/habilidade das turmas, um conjunto delas, relacionadas a um
desenvolvidos de modo apropriado:
identifique em quais habilidades os determinado conteúdo proposto nas
- Conteúdo 1
estudantes demonstraram maiores orientações curriculares.
Habilidade A - resultados
dificuldades.
Habilidade B - resultados Lembre-se de que todo o planejamento
... da escola é coletivo e tem como refe-
- Conteúdo 2 rência o projeto político-pedagógico!
...
É importante compreender a relação
entre as orientações curriculares e
as habilidades avaliadas pelo AREAL.
As hipóteses levantadas no diagnós-
tico poderão ajudá-lo nessa tarefa.

90  AREAL 2016


Esses dados já estão
prontos. Basta você
consultar as atividades
propostas nos roteiros de leitura
e interpretação dos resultados
alcançados.

/// PARTE B  C  Resultados dos estudantes


Observe as habilidades e as competências desenvolvidas e em desenvolvimento pelos estudantes da
escola, com base na distribuição desses estudantes por padrão de desempenho, no percentual de acerto
dos itens de cada estudante e no diagnóstico interno dos estudantes.

DIAGNÓSTICO DOS PLANO DE AÇÃO DO


EXEMPLO
ESTUDANTES PROFESSOR

O próximo passo será elaborar um pla- De acordo com o padrão de desem- Agora é possível elaborar um planeja-
no de ação de acordo com o desem- penho em que se encontram, os es- mento pedagógico com base no Plano
penho dos estudantes. Para isso, uti- tudantes apresentam dificuldades que de Ação da Escola e no PPP, obser-
lize o diagnóstico já realizado por você requerem intervenções de Recupera- vando as competências e habilidades
nas Atividades 1 e 2 dos resultados ção, Reforço ou Aprofundamento. ainda não desenvolvidas pelos estu-
das turmas. dantes.
Ao pensar na sua sala de aula, você
deve propor um plano de ação que Apresentaremos, a seguir, alguns
contemple intervenções orientadas exemplos de habilidades, relacionadas
para estudantes com diferentes níveis às respectivas competências, acom-
de desenvolvimento de habilidades e panhadas por atividades pedagógicas
competências. e itens de avaliações em larga escala
que abordam essas habilidades. É im-
portante ressaltar que o trabalho com
os conteúdos curriculares pode ser
reformulado durante o ano letivo, com
vistas ao desenvolvimento pleno das
habilidades esperadas para cada eta-
pa de escolaridade.

Revista do Professor - Língua Portuguesa   91


EXEMPLO 1
Competência:

CC Estabelecer relações lógico-discursivas.

Habilidade(s) não desenvolvida(s):

CC Estabelecer relações entre partes de um texto, identificando repetições ou substituições


que contribuem para a continuidade desse texto.

CC Estabelecer relações lógico-discursivas marcadas por conjunções, advérbios etc.

Para auxiliar os estudantes a desenvolverem


a primeira habilidade indicada, é preciso refor-
çar o trabalho com textos que apresentem ele-
mentos de retomada, como sinônimos, prono-
mes retos, oblíquos, demonstrativos etc.
De maneira análoga, é necessário oportu-
nizar aos estudantes a percepção das circuns-
tâncias presentes em um texto, como causa,
consequência, tempo, lugar, dentre várias, por
meio da compreensão do valor de expressões
conjuntivas, adverbiais etc.

92  AREAL 2016


I. ATIVIDADE EM SALA DE AULA

ASSEMBLEIA NA CARPINTARIA

Contam que na carpintaria houve uma vez uma estranha assembleia. Foi uma reunião das ferra-
mentas para acertar suas diferenças.
O martelo exerceu a presidência, mas os participantes lhe notificaram que teria que renunciar.
A causa? Fazia demasiado barulho e, além do mais, passava todo o tempo golpeando. O martelo
aceitou sua culpa, mas pediu que também fosse expulso o parafuso, dizendo que ele dava muitas
voltas para conseguir algo. Diante do ataque, o parafuso concordou, mas por sua vez, pediu a ex-
pulsão da lixa. Dizia que ela era muito áspera no tratamento com os demais, entrando sempre em
atritos. A lixa acatou, com a condição de que se expulsasse o metro, que sempre media os outros
segundo a sua medida, como se fora o único perfeito.
Nesse momento entrou o carpinteiro, juntou o material e iniciou o seu trabalho. Utilizou o
martelo, a lixa, o metro e o parafuso. Finalmente, a rústica madeira se converteu num fino móvel.
Quando a carpintaria ficou novamente só, a assembleia reativou a discussão. Foi então que o ser-
rote tomou a palavra e disse:
“Senhores, ficou demonstrado que temos defeitos, mas o carpinteiro trabalha com nossas quali-
dades, com nossos pontos valiosos. Assim, não pensemos em nossos pontos fracos, e concentre-
mo-nos em nossos pontos fortes.”
A assembleia entendeu que o martelo era forte, o parafuso unia e dava força, a lixa era especial
para limar e afinar asperezas, e o metro era preciso e exato.
Sentiram-se então como uma equipe capaz de produzir móveis de qualidade. Sentiram alegria
pela oportunidade de trabalhar juntos.
Ocorre o mesmo com os seres humanos. Basta observar e comprovar. Quando uma pessoa
busca defeitos em outra, a situação torna-se tensa e negativa. Ao contrário, quando se busca com
sinceridade os pontos fortes dos outros, florescem as melhores conquistas humanas.
É fácil encontrar defeitos. Qualquer um pode fazê-lo. Mas encontrar qualidades, isto é para os
sábios!
Fonte: (http://metaforas.com.br/assembleia-na-carpintaria)

Professor, além do trabalho com a leitura e a interpretação desse texto, é importante abordar
elementos pertinentes às relações lógico-discursivas. Sugerimos atividades como as seguintes:

a) Na frase: “O martelo aceitou sua culpa, mas pediu que também fosse expulso o parafuso,
dizendo que ele dava muitas voltas para conseguir algo.”, o pronome destacado refere-se a qual
termo?
b) “Quando a carpintaria ficou novamente só, a assembleia reativou a discussão.”
Qual é a circunstância expressa na primeira oração deste período? Como você a percebeu?

Revista do Professor - Língua Portuguesa   93


II. ITENS RELACIONADOS ÀS HABILIDADES

Leia o texto abaixo.

Backup de lembranças

O americano Gordon Bell, pioneiro da comunicação na década de 60, fez um experimento


consigo mesmo para mostrar como finalmente podemos escapar do esquecimento
biológico. Tudo começou em 1998, quando Bell decidiu digitalizar todos os documentos
de papel que guardava desde os anos 50: fotos, anotações de trabalho e até imagens
5 de suas roupas. No “ápice” do experimento, retratado em O Futuro da Memória (2009,
Editora Campus), ele chegou a gravar quase tudo o que acontecia na sua vida. Para isso,
usava uma microcâmera em seu peito que tirava fotos a cada 5 segundos, e carregava um
gravador para captar todos os sons que ouvia. Tudo o que Gordon lê num computador é
automaticamente repassado para um sistema que funciona como um Google pessoal. Lá,
10 ele consegue checar instantaneamente quando e com quem estava em dado momento,
e até encontrar o que aquela pessoa disse. “É ótimo ter um backup de memória”, diz o
pesquisador da Microsoft de 76 anos, que critica as técnicas de memorização.
Na verdade, há quem argumente que a cabeça é um dos piores lugares para se guardar
uma memória – ao menos se você quiser ser uma versão mais próxima do que realmente
15 aconteceu. Imagine que nosso armazenamento de informação é semelhante a uma trupe
de atores (os neurônios) interpretando uma peça. Cada um sabe somente suas falas,
que devem ser ditas após a deixa dos outros. Se um dos atores ficar doente, atrapalha a
peça, forçando os companheiros a improvisar. A metáfora serve para explicar por que, ao
recuperarmos algumas de nossas memórias, nós as fortalecemos, mas enfraquecemos e
20 esquecemos outras que não estão relacionadas. E (desculpe, Gordon Bell) não há arquivo
que combata isso.
Galileu. n. 241. Ago. 2011. p. 45. (P100037E4_SUP)

Nesse texto, no trecho “Lá, ele consegue checar instantaneamente...” (ℓ. 9-10), a palavra
(P100040E4)
destacada está no lugar de
A) microcâmera.
B) gravador.
C) computador.
D) sistema.
E) memória.

94  AREAL 2016


Leia o texto abaixo.

Nada contra a gíria, bródi

O professor de Português é sempre o primeiro que se pergunta se a gíria é maléfica,


benéfica ou indiferente. “A língua corre risco com a abundância e a difusão da gíria?”,
perguntam os mais preocupados.
Não, a língua não corre riscos. Corre risco quem não sabe o lugar que a gíria deve ocupar.
5 Muitas vezes, a gíria é o oxigênio da língua, o fruto mais rápido e imediato da criatividade
linguística de um povo.
Frequentemente baseada em metáforas (relações de semelhança), a gíria tem forte
poder de síntese. Usar a palavra “bagaço” para manifestar o estado em que se encontra
uma pessoa ou um objeto dá bem a dimensão do poder de síntese e do caráter metafórico
10 dessa linguagem.
Então tudo bem com o uso da gíria? Vale em qualquer situação? Não, não e não. Ela tem
uso limitado. Certamente você não imagina que um determinado grupo social possa usar
sua gíria em qualquer situação ou lugar.
Em outras palavras, muitas vezes a gíria não é coletiva. Não abrange toda a sociedade.
15 Não há linguagem científica baseada em gíria. Não há linguagem jurídica baseada em gíria.
Não se escreve contrato em gíria. E não há dicionário universal de gíria.
E é aí que mora o perigo: se você limitar sua linguagem à gíria, pode ficar viciado e
acabar perdendo de vista a necessária referência que o padrão formal da língua impõe.
Em uma dissertação de vestibular, o uso de gíria é impensável. Nada contra a gíria,
20 bródi, mas tudo tem seu tempo e seu lugar.
NETO, Pasquale Cipro. Folha de S. Paulo. 18 jan. 1999. Folhateen, p. 5. *Adaptado: Reforma Ortográfica. (P090264C2_SUP)

(P090267C2) No trecho “... se você limitar sua linguagem à gíria,...” (ℓ. 17), o termo destacado estabelece
relação de
A) causa.
B) concessão.
C) condição.
D) consequência.

Revista do Professor - Língua Portuguesa   95


EXEMPLO 2
Competência:

CC Distinguir posicionamentos.

Habilidade(s) não desenvolvida(s):

CC Identificar a tese de um texto.

CC Estabelecer relação entre a tese e os argumentos que a sustentam.

A competência “Distinguir posicionamentos”


é uma das que, de modo geral, alcançam per-
centuais de acerto mais baixos, nos testes das
avaliações em larga escala.
Há atividades bastante produtivas para o de-
senvolvimento das duas habilidades relaciona-
das – Identificar a tese de um texto e Estabe-
lecer relação entre a tese e os argumentos que
a sustentam –, como a indicada no quadro a
seguir. Cabe destacar a importância de perce-
ber a relação entre as atividades desenvolvidas
em sala de aula, de acordo com o planejamento
anual, e as habilidades verificadas nas avaliações
externas: os itens que se seguem à atividade
proposta ilustram essas habilidades.

96  AREAL 2016


I. ATIVIDADE EM SALA DE AULA

SINAIS DA TERRA

O aquecimento global pode parecer demasiado remoto para nos causar preocupação, ou até
mesmo incerto – talvez apenas uma projeção feita pelas mesmas técnicas computacionais que
muitas vezes não acertam nem a previsão do tempo da semana que vem. Num dia gelado de inver-
no, poderíamos achar que alguns graus a mais na temperatura não seria tão mau assim. E os alertas
sobre as mudanças climáticas súbitas podem parecer uma tática radical dos ambientalistas para nos
obrigar a abandonar nosso carro e o conforto do nosso estilo de vida.
Talvez essas ideias nos consolem. Contudo, a Terra de fato tem notícias perturbadoras para
nos dar. Do Alasca aos picos elevados dos Andes, o mundo está se aquecendo – agora mesmo,
e depressa. Em termos globais, a temperatura subiu 0,6° C no último século, mas os lugares mais
frios e remotos se aqueceram mais. O gelo está derretendo; os rios, secando; e os litorais, sofrendo
erosão, ameaçando a vida de muitas comunidades. A flora e a fauna também estão sob pressão.
Não se trata de projeções, mas de fatos concretos. [...]
Há séculos derrubamos florestas e queimamos carvão, petróleo e gás, e despejamos na atmos-
fera dióxido de carbono (gás carbônico) e outros gases que aprisionam o calor mais rápido do que
as plantas e os oceanos conseguem absorvê-lo.
[...] Na verdade, o que estamos fazendo é pôr mais cobertores em cima do nosso planeta.
Fonte: (APPENSELLER, Tim. Sinais da Terra. National Geographic Brasil, setembro de 2004.)

Como no Exemplo 1, além da leitura e interpretação desse texto, é possível abordar aspectos
relacionados à competência “Distinguir posicionamentos”:

a) Indique qual é a tese que o autor desse texto defende.

b) Relacione dois argumentos utilizados pelo autor para defender sua opinião.

Revista do Professor - Língua Portuguesa   97


II. ITENS RELACIONADOS ÀS HABILIDADES

Leia o texto abaixo.

Integral ou desnatado?

A nutricionista Ana Beatriz Barrella [...] explica que a diferença entre leite integral, desnatado
e semidesnatado está na redução da gordura. Adolescentes devem optar por integral, já que a
gordura é um nutriente fundamental para o bom funcionamento do corpo e, se consumida dentro
das quantidades recomendadas, desempenha diversas funções, que vão de dar energia a manter a
temperatura corporal constante, além de proteger os órgãos vitais do corpo, entre outros benefícios.
Todateen. jan. 2011. Ano 16. n 182, p. 36. Fragmento. (P090700EX_SUP)

(P090700EX) A ideia defendida nesse texto é que


A) a gordura deve ser consumida em medidas recomendadas para trazer benefícios à saúde.
B) a gordura do leite integral é bastante reduzida em relação ao desnatado e ao semidesnatado.
C) os adolescentes devem consumir leite integral para o bom funcionamento do corpo.
D) os órgãos vitais necessitam de leite integral para que possam funcionar adequadamente.

Leia os textos abaixo.


Testes em animais
Texto 1
“Acho que não tem cabimento [fazer experimentos em animais], não importa o bicho! Isso é
um absurdo de qualquer jeito! Um animal também sente. E se fosse com você? Minhas amigas
compram vários cosméticos, eu também ficava louca para comprar quando ia à farmácia, mas
agora vou pesquisar e só vou comprar marcas que não fazem experimentos em animais. Temos
que lembrar que eles não são animais de pelúcia”.
Amália Garcez
Texto 2
“Eles maltratam muito esses animais. Se pelo menos tomassem mais cuidado, tudo bem, por
exemplo: evitar usar agulhas, dar remédios mais fracos etc. Cuidem bem dos bichos, eles sentem
dor na minha opinião”.
Ralph Assis
Disponível em: <http://migre.me/rOGo2>. Acesso em: 14 mar. 2014. (P090326F5_SUP)

(P090327F5) No Texto 1, qual trecho apresenta um argumento utilizado pela autora para defender sua opinião?
A) “Isso é um absurdo de qualquer jeito!”.
B) “E se fosse com você?”.
C) “... eu também ficava louca para comprar...”.
D) “... mas agora vou pesquisar...”.

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