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Olá, Professores!

O objetivo desse material é promover a familiaridade dos alunos com esse modelo de
avaliação, composto por questões de múltipla escolha, por vezes pouco explorado nos
Anos Iniciais do Ensino Fundamental. Ressaltamos a importância de investir nesse
trabalho em sala de aula, tendo em vista que essas avaliações em larga escala
compõem o SAEB (Sistema de Avaliação da Educação Básica), que tem por objetivo
avaliar questões primordiais e basilares da Educação brasileira e, assim, oferecer os
subsídios necessários para a promoção de políticas públicas no tocante à qualidade do
ensino no Brasil.
Confira como o SAEB é composto:

1
Prova Brasil – Anos Iniciais do Ensino Fundamental
Participam desta avaliação os alunos do 5º ano do Ensino Fundamental de toda a rede pública
do país. São aplicadas provas de Matemática e Língua Portuguesa. Os dados coletados, com o
desempenho em Língua Portuguesa e Matemática conjugados com os dados de fluxo escolar
compõem o IDEB (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica). As médias de desempenho
das escolas, dos municípios e das Unidades Federativas fornecem subsídios para análise da
situação da Educação do país, orientando tanto as políticas públicas como as ações
pedagógicas e administrativas.

COMO UTILIZAR O SIMULADO PROVA BRASIL


Os cadernos de provas a seguir poderão ser reproduzidos e entregues aos alunos.
A prova possui a seguinte estrutura:
 2 blocos de Língua Portuguesa com 11 questões cada um.
 2 blocos de Matemática com 11 questões cada um.
Entregue um caderno por vez, de modo sequencial.
Os alunos terão 25 minutos para responder a cada bloco.
Imprima a folha de respostas que você encontrará no final de cada bloco para entregá-la
separadamente aos alunos. Ao final de todos os blocos estão os gabaritos para conferência das
respostas. Confira nos quadros a seguir os descritores que norteiam a avaliação de Língua
Portuguesa e como eles estão dispostos nos cadernos.

Atenção! Os alunos deverão ler e responder de forma autônoma aos itens. Para um
simulado fiel à avaliação, não é permitido que o professor leia os itens para os alunos.

2
QUADRO DE DESCRITORES
Língua Portuguesa – Anos Iniciais
TÓPICO DESCRITORES
D1 - Localizar informações explícitas em um texto.

D3 - Inferir o sentido de uma palavra ou expressão.


I. Procedimentos de
D4 - Inferir uma informação implícita em um texto.
Leitura
D6 - Identificar o tema de um texto.

D11 - Distinguir um fato da opinião relativa a esse fato.


II. Implicações do D5 - Interpretar texto com auxílio de material gráfico diverso (propagandas, quadrinhos, fotos, etc.).
Suporte, do Gênero
e/ou Enunciador na
D9- Identificar a finalidade de textos de diferentes gêneros.
Compreensão do Texto
D15 - Reconhecer diferentes formas de tratar uma informação na comparação de textos que tratam
III. Relação entre Textos do mesmo tema, em função das condições em que ele foi produzido e daquelas em que será
recebido.
D2- Estabelecer relações entre partes de um texto, identificando repetições ou substituições que
contribuem para a continuidade de um texto.
IV. Coerência e Coesão D7 - Identificar o conflito gerador do enredo e os elementos que constroem a narrativas.
no Processamento do
Texto D8 - Estabelecer relação causa/consequência entre partes e elementos do texto.
D12 - Estabelecer relações lógico-discursivas presentes no texto, marcadas por conjunções,
advérbios, etc.
V. Relações entre D13 - Identificar efeitos de ironia ou humor em textos variados.
Recursos Expressivos e
Efeitos de Sentido D14 - Identificar o efeito de sentido decorrente do uso da pontuação e de outras notações.

VI. Variação Linguística D10 - Identificar as marcas linguísticas que evidenciam o locutor e o interlocutor de um texto.
Fonte: portal.mec.com.br

DISTRIBUIÇÃO DOS DESCRITORES NOS ITENS GABARITO

LÍNGUA PORTUGUESA LÍNGUA PORTUGUESA


BLOCO 1 BLOCO 2 BLOCO 1 BLOCO 2
QUESTÃO DESCRITOR QUESTÃO DESCRITOR QUESTÃO DESCRITOR QUESTÃO DESCRITOR
1 D1 12 D12 1 D 12 A
2 D2 13 D13 2 C 13 A
3 D3 14 D15 3 B 14 D
4 D4 15 D14 4 B 15 A
5 D5 16 D16 5 B 16 C
6 D6 17 D2 6 D 17 B
7 D7 18 D9 7 C 18 B
8 D8 19 D6 8 A 19 A
9 D9 20 D5 9 B 20 D
10 D10 21 D5 10 B 21 A
11 D11 22 D8 11 D 22 C

3
SIMULADO PROVA BRASIL — ANOS INICIAIS
5º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL

LÍNGUA
PORTUGUESA
BLOCO 1
Nome completo

Turma

 Leia com atenção antes de responder e marque suas respostas neste caderno.
 Cada questão tem uma única resposta correta. Marque um X na opção que você escolher
como certa.
 Use lápis preto para marcar as respostas. Se você se enganar, pode apagar e marcar
novamente.
 Procure não deixar questão sem resposta.
 Você terá 25 minutos para responder cada bloco. Aguarde o aviso do professor para
começar o bloco seguinte.
 Quando for autorizado pelo professor, transcreva suas respostas para a FOLHA DE
RESPOSTAS, utilizando caneta de tinta azul ou preta.

Você terá 25 minutos para responder a este bloco.

4
01 – D1
Amigos do peito
Todo dia eu volto da escola
com a Ana Lúcia da esquina.
Da esquina não é sobrenome,
é o endereço da menina.
O irmão dela é mais velho
e mesmo assim é meu amigo.
Sempre depois do almoço,
ele joga bola comigo.
Já o Carlos Alberto, do lado,
(do lado não é nome também)
tem uma bicicleta legal,
mas não empresta pra ninguém.
O bairro onde moro é assim,
tem gente de tudo que é jeito.
Pessoas que são muito chatas,
e um monte de amigos do peito:
O Bruno do prédio da frente,
O Ricardo do sétimo andar,
O irmão da Lúcia da esquina,
O filho do dono do bar.
O nome completo deles
eu nunca sei, ou esqueço.
Amigo não tem sobrenome:
amigo tem endereço.
THEBAS, Cláudio. Amigos do peito. Belo
Horizonte: Formato, 1996.
De acordo com o texto, quem mora no sétimo andar?
(A) Ana Lúcia
(B) Carlos Alberto
(C) Bruno
(D) Ricardo

Resposta D
D1 – Localizar informações explícitas em um texto.
O aluno que assinalou a alternativa D demonstra habilidade em localizar a
informação solicitada, que se encontra no texto por meio de uma
informação explícita no texto. O aluno que assinalou a alternativa A, C ou D
não demonstrou habilidade de inferir uma informação explícita no texto
(Ricardo do sétimo andar).

5
02 – D2
A Lua foi ao Cinema
Paulo Leminski
A lua foi ao cinema,
passava um filme engraçado, Resposta C
a história de uma estrela D2 – Estabelecer relações entre
que não tinha namorado. partes de um texto, identificando
repetições ou substituições que
Não tinha porque era apenas contribuem para sua continuidade.
uma estrela bem pequena, O aluno que assinalou a alternativa C
dessas que, quando apagam, demonstra habilidade em relacionar
ninguém vai dizer, que pena! uma informação dada a outra
informação nova introduzida por meio
Era uma estrela sozinha, do uso de um pronome. Verifica-se que
ninguém olhava para ela, o pronome pessoal reto “ela” retoma a
e toda a luz que ela tinha palavra “estrela”, situada no primeiro
verso da terceira estrofe. O aluno que
cabia numa janela.
assinalou a alternativa A, B ou D pode
A lua ficou tão triste ter selecionado informações presentes
com aquela história de amor, no poema, mas que não retomam a
referência do pronome “ela”.
que até hoje a lua insiste:
— Amanheça, por favor!

No trecho “ninguém olhava para ela” a palavra destacada refere-se a


(A) lua.
(B) luz.
(C) estrela.
(D) janela.

03 – D3
A lagartixa é um pequeno lagarto tropical que costuma viver nas casas das
pessoas. Podemos vê-la subindo pelas paredes, janelas e andando no teto. Ela
consegue andar de cabeça para baixo sem cair, graças ao fato de que suas patas
grudam na parede e no teto.
Vive nas casas e é muito útil, porque se alimenta de insetos daninhos como
traças e mosquitos. Durante o dia esconde-se em algum cantinho para fugir do calor. À
noite ela sai para caçar, passeia pelas paredes, portas e janelas a procura de alimento.
Se, por acaso, o rabinho de uma lagartixa for cortado, volta a crescer outro igual no
lugar!

A palavra “daninhos” indica que esses insetos são


(A) pequenos. Resposta B
(B) prejudiciais. D3 – Inferir o sentido de uma palavra ou expressão.
(C) comuns. O aluno que assinalou a alternativa B demonstra o domínio de
inferir que a palavra “daninhos” significa algo prejudicial. O aluno
(D) úteis. que assinalou a alternativa A, C ou D, possivelmente, não
reconhece essa palavra e/ou não conseguiu realizar um raciocínio
com base em informações já conhecidas.

6
04 – D4
Os preguiçosos
Dois preguiçosos estão sentados, cada um na sua cadeira de balanço, sem
vontade nem de balançar. Um deles diz:
― Será que está chovendo?
O outro:
― Acho que está.
― Será?
― Não sei.
― Vai lá fora ver.
― Eu não. Vai você.
― Eu não.
― Chama o cachorro.
― Chama você.
― Tupi!
O cachorro entra da rua e senta entre os dois preguiçosos.
― E então?
― O cachorro tá seco ...
Luis Fernando Verissimo. Os preguiçosos. In: O santinho. Rio de Janeiro: Objetiva, 2002, p. 31.

No texto, a expressão "o cachorro tá seco..." indica que

(A) a chuva já caiu.


(B) a chuva não veio.
(C) a chuva está fina.
(D) a chuva está forte.

Resposta B
D4 – Inferir uma informação implícita em um texto.
O aluno que assinalou a alternativa B demonstra habilidade em pressupor uma informação que não
está presente claramente no texto. O aluno que assinalou a alternativa A, C ou D, possivelmente,
não compreendeu que o fato de o cachorro estar seco era informação suficiente para os preguiçosos
saberem se tinha chovido ou não, pois o cachorro estava fora de casa.

7
05 – D5

CALVIN & HOBBES, BILL WATTERSON © 1985 WATTERSON /DIST.


BY ANDREWS MCMEEL SYNDICATION

Na tirinha, Calvin
(A) conseguiu fazer seu chá gelado com bastante gelo.
(B) achou que para fazer chá gelado era só utilizar gelo e o saquinho de chá.
(C) colocou muita água na preparação do chá gelado, por isso não deu certo.
(D) percebeu que o chá não deu certo porque colocou muito gelo na preparação.

Resposta B
D5 – Interpretar texto com auxílio de material gráfico diverso (propagandas, quadrinhos, fotos, etc.).
O aluno que assinalou a alternativa B demonstra habilidade em reconhecer a utilização de elementos gráficos
(não-verbais) na construção do sentido da tira e interpretar textos que utilizam linguagem verbal e não-
verbal (textos multissemióticos). O aluno que assinalou a alternativa A concentrou-se somente às nas
imagens dos quadrinhos. O aluno que assinalou a alternativa C não percebeu, na sequência das cenas, que
Calvin não adicionou água ao chá em nenhum quadrinho. O aluno que assinalou a alternativa D percebeu
que o chá não deu certo, porém não relacionou corretamente o motivo de ele não ter funcionado.

06 – D6
Alimentos que aproveitamos dos animais
O mel das abelhas. Mel é uma comidinha bem doce, é quase uma bebida bem
grossa que as abelhas fazem com o suco de algumas flores.
Os ovos de algumas aves (galinha, pata, codorna). É de dentro dos ovos que
nascem os filhotes das aves, quando ninguém apanha esses ovos antes de serem
chocados pela mamãe ave.
O leite da vaca, da cabra e de alguns outros animais fêmeas. Leite é um líquido
branco fabricado dentro do corpo das mães de muitos animais, e da mãe da gente
também, para os filhotes e crianças beberem, se alimentarem logo que nascerem e
quando ainda são pequenos. O leite de vaca e de cabra servem para fazer queijo,
requeijão, manteiga, coalhada, iogurte. Resposta D
D6 – Identificar o tema de um texto.
O assunto principal do texto é: O aluno que assinalou a alternativa D demonstra a
habilidade em reconhecer o assunto principal do texto, ou
(A) A fabricação do mel pelas abelhas.
seja, identificar do que trata o texto. O aluno que assinalou
(B) A utilidade dos ovos chocados. a alternativa A manteve uma proximidade com o tema do
(C) Os derivados do leite de vaca. texto, porém o foco estava no 1º parágrafo. O aluno que
(D) Os alimentos derivados de animais. assinalou a alternativa B manteve uma proximidade com o
tema do texto, porém o foco estava no 2º parágrafo. O
aluno que assinalou a alternativa C manteve uma
proximidade com o tema do texto, porém o foco estava no
3º parágrafo.

8
07 – D7
O Leão e as outras feras

Certo dia o leão saiu para caçar junto com três outras feras, e os quatros
pegaram um veado. Com a permissão dos outros, o leão se encarregou de repartir a
presa e dividiu o veado em quatro partes iguais. Porém, quando os outros foram pegar
seus pedaços, o leão falou:
— Calma, meus amigos. Este primeiro pedaço é meu, porque é o meu pedaço. O
segundo também é meu, porque sou o rei dos animais. O terceiro vocês vão me dar de
presente para homenagear minha coragem e o sujeito maravilhoso que eu sou. E o
quarto... Bom, se alguém aí quiser disputar esse pedaço comigo na luta, pode vir que
eu estou pronto. Logo, logo a gente fica sabendo quem é o vencedor.
Moral: Nunca forme uma sociedade sem primeiro saber como será a divisão dos lucros.
Fábulas de Esopo. São Paulo, Companhia das Letras, 1994.

O leão dividiu a presa


(A) em quatro partes iguais, ficando uma parte para cada fera.
(B) com as três feras e com o veado que encontraram no meio do caminho.
(C) em quatro partes iguais, mas ficou com todas as partes somente para ele.
(D) com as outras três feras, mas ficou com a maior parte para ele.

Resposta C
D7 – Identificar o conflito gerador do enredo e os elementos que constroem a narrativas.
O aluno que assinalou a alternativa C demonstra a habilidade em identificar o conflito e o desfecho, ou
seja, a resolução do conflito. O aluno que assinalou a alternativa A e D compreendeu que o leão dividiu a
presa em quatro partes iguais, mas não deu nenhuma parte aos outros animais. O aluno que assinalou a
alternativa B compreendeu que o leão dividiu a presa em quatro partes iguais e que o veado foi
encontrado no caminho, mas não deu nenhuma parte aos outros animais, muito menos para o veado,
que era presa.

9
08 – D8
A coruja buraqueira é uma ave que gosta de viver em lugares sossegados, evita
chamar a atenção e voa sem fazer barulho. Ela possui olhos bem grandes e, ao
contrário das outras aves, eles são voltados para frente. Seu pescoço é tão flexível que
pode girar quase uma volta completa. Durante o dia ela cochila em seu ninho e à noite
sai para caçar.
Embora seja capaz de cavar sua própria cova, vive nos buracos abandonados de
tatus e de outros animais. Alimenta-se de insetos, cobras e pequenos roedores. O casal
de corujas buraqueiras se reveza para fazer seu ninho. A fêmea bota e choca os ovos,
mas é o macho que cuida dos filhotes depois que eles nascem.

Por que a coruja buraqueira tem esse nome?


(A) Porque vive nos buracos abandonados de tatus e de outros animais.
(B) Porque tem a capacidade de enxergar através da escuridão.
(C) Porque ela sempre é capaz de cavar a sua própria cova.
(D) Porque ela cuida dos filhotes somente após nascerem dos ovos.

Resposta A
D8 – Estabelecer relação causa/consequência entre partes e elementos do texto
O aluno que assinalou a alternativa A demonstra a habilidade em reconhecer os motivos pelos quais
os fatos são apresentados no texto, ou seja, as relações expressas entre os elementos que se
organizam, de forma que um é resultado do outro. O aluno que assinalou a alternativa B, C ou D
demonstra desconhecimento da organização textual e dificuldade de identificar a
causa/consequência quando o conectivo “porque” está no enunciado, mas não se encontra presente
no texto. Além disso, não apreenderam o sentido global do texto, o que os levou a seguir pistas
verbais falsas, ou seja, informações que apareceram no texto, mas não era o motivo da coruja ser
chamada de buraqueira.

10
09 – D9

Disponível em: <www.ces.saude.pe.gov.br/racismo-faz-mal-a-saude/>. Acesso em: 11 mar. 2018.

O cartaz tem a finalidade de


(A) orientar a fazer silêncio em hospitais.
(B) alertar sobre o racismo.
(C) divulgar uma campanha de vacinação.
(D) anunciar vagas de emprego para médicos.

Resposta B
D9 – Identificar a finalidade de textos de diferentes gêneros.
O aluno que assinalou a alternativa B demonstra habilidade em reconhecer que o gênero ao qual
se refere o texto-base é um cartaz que tem como objetivo alertar sobre o racismo. O aluno que
assinalou a alternativa A, C ou D provavelmente foi atraído pelos elementos gráficos do cartaz,
como as pessoas representando médicos e/ou enfermeiros fazendo o gesto de silêncio e o
ambiente hospitalar.

11
10 – D10
O Conto da Mentira
Todo dia Felipe inventava uma mentira. “Mãe, a vovó tá no telefone!” A mãe
largava a louça na pia e corria até a sala. Encontrava o telefone mudo.
O garoto havia inventado morte do cachorro, nota dez em matemática, gol de
cabeça em campeonato de rua. A mãe tentava assustá-lo: “Seu nariz vai ficar igual ao
do Pinóquio!” Felipe ria na cara dela: “Quem tá mentindo é você! Não existe gente de
madeira!”.
Rogério Augusto. FOLHA DE SÃO PAULO. São Paulo. Miniconto. Folhinha 14 jun. 2003. F8 C1 1. Adaptado.

No trecho, “Mãe, a vovó tá no telefone!” o termo em destaque faz parte de um tipo de


linguagem usada principalmente em
(A) trabalhos escolares.
(B) conversas informais.
(C) aulas na escola.
(D) livros didáticos.

Resposta B
D10 – Identificar as marcas linguísticas que evidenciam o locutor e o interlocutor de um texto.
O aluno que assinalou a alternativa B demonstra habilidade em identificar as marcas
linguísticas que evidenciam o domínio social, ou seja, o ambiente em que a palavra “tá” é mais
comumente empregada (em conversas informais). O aluno que assinalou as alternativas A, C ou
D possui pouca familiaridade com a questão da variação linguística, demonstrando que,
possivelmente, desconhece as normas sociais e culturais que definem a adequação da fala.

12
11 – D11
Histórias da taba
Livros com temática indígena ganham espaço nas prateleiras
Gabriela Romeu
As histórias contadas na taba, ao redor de fogueira ou no embalo da rede, têm
cada vez mais “viajado” até as cidades. Pegam carona em livros que retratam o
universo indígena brasileiro.
Alguns trazem lendas e mitos. Outros mostram o cotidiano de crianças
indígenas. “A oportunidade de conhecer outra cultura é um bom exercício para
conhecer a si mesmo e aprender a combater o preconceito”, diz a escritora Graça
Graúna.
Entre os autores, há pesquisadores. Mas, desde os anos 1990, há cada vez mais
obras escritas pelos próprios indígenas. É o caso de Daniel Munduruku, que calcula que
existam 30 escritores indígenas no Brasil.
Ele conta que é preciso cuidado com obras que cometem erros. “O mais comum
é tratar o índio como um ser do passado, que ainda precisa evoluir”, diz.
Depois de um mergulho em obras que levam a viajar por aldeias dos quatro
cantos do país, a gente entende como é difícil reunir essa diversidade toda na palavra
“índio”.
Gabriel Romeu. Histórias da taba. Folhinha. Folha de S.Paulo. Sábado, 18 de abril de 2015, p. 2. Adaptado.

No texto, a frase que expressa opinião é


(A) Livros com temática indígena ganham espaço nas prateleiras.
(B) Mas, desde os anos 1990, há cada vez mais obras escritas pelos próprios
indígenas.
(C) É o caso de Daniel Munduruku, que calcula que existam 30 escritores indígenas
no Brasil.
(D) O mais comum é tratar o índio como um ser do passado, que ainda precisa
evoluir.

Resposta D
D11 – Distinguir um fato da opinião relativa a ele.
O aluno que assinalou a alternativa D demonstra habilidade em identificar, no texto, um fato
relatado e diferenciá-lo do comentário que o autor faz sobre esse fato. O aluno que assinalou a
alternativa A, B ou C, possivelmente, demonstra que não possui habilidade de identificar uma
opinião, mesmo quando esta aparece no texto marcada por expressões que sugerem interferência
da personagem: “Ele conta que é preciso cuidado com obras que cometem erros. “O mais comum é
tratar o índio como um ser do passado, que ainda precisa evoluir”, diz.”.

13
SIMULADO PROVA BRASIL — ANOS INICIAIS
5º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL

LÍNGUA
PORTUGUESA
BLOCO 2
Nome completo

Turma

 Leia com atenção antes de responder e marque suas respostas neste caderno.
 Cada questão tem uma única resposta correta. Marque um X na opção que você escolher
como certa.
 Use lápis preto para marcar as respostas. Se você se enganar, pode apagar e marcar
novamente.
 Procure não deixar questão sem resposta.
 Você terá 25 minutos para responder cada bloco. Aguarde o aviso do professor para
começar o bloco seguinte.
 Quando for autorizado pelo professor, transcreva suas respostas para a FOLHA DE
RESPOSTAS, utilizando caneta de tinta azul ou preta.

Você terá 25 minutos para responder a este bloco.

14
12 – D12
Vatapá
Quem quiser vatapá, ô
Que procure fazer
Primeiro o fubá, depois o dendê
Bota castanha de caju, um bocadinho mais
Pimenta malagueta, um bocadinho mais
Amendoim, camarão
Rala um coco na hora de machucar
Sal com gengibre e cebola, Iaiá
Na hora de temperar
Não para de mexer, ô
Que é pra não embolar
Panela no fogo, não deixa queimar.
Dorival Caymmi. Vatapá. Encarte do CD Gal canta Caymmi – reedição. Philips, 2010. Fragmento.

O autor usa advérbios de ordem para marcar a sucessão das etapas do


modo de fazer o Vatapá no seguinte verso do poema:
(A) Primeiro o fubá, depois o dendê.
(B) Bota castanha de caju, um bocadinho mais.
(C) Rala um coco na hora de machucar.
(D) Panela no fogo, não deixa queimar.

Resposta A
D12 – Estabelecer relações lógico-discursivas presentes no texto, marcadas por conjunções,
advérbios, etc.
O aluno que assinalou a alternativa A demonstra habilidade em identificar as relações de coerência
(lógico-discursivas) estabelecidas no texto. Mesmo sem conhecer o que é um advérbio de ordem
(“primeiro” e “depois”), é possível responder à questão a partir da apreensão dos termos presentes na
música de Dorival Caymmi. O aluno que assinalou a alternativa B, C ou D pode ter se dispersado pelas
demais alternativas, demonstrando que possivelmente não reconhece algumas relações básicas de
coerência textual.

15
13 – D13

A tirinha é engraçada porque

(A) Chico entendeu que o pai do amigo tinha somente as cabeças e não os bois
inteiros.
(B) o amigo de Chico perguntou se o pai dele tinha criação de gado também.
(C) o pai do amigo de Chico tem uma grande criação de gado.
(D) o pai de Chico tem somente um boi em sua criação.

Resposta A
D13 – Identificar efeitos de ironia ou humor em textos variados.
O aluno que assinalou a alternativa A demonstra a habilidade compreender o sentido global do
texto e entender que o humor está na resposta dada pelo menino Chico Bento. O aluno que
assinalou a alternativa B, C ou D não apreendeu o sentido global do texto e não conseguiu
compreender que o efeito de humor é provocado no texto pela interpretação “ao pé da letra”
(sentido literal) da expressão “cabeça de gado” dita por Chico Bento.

16
14 – D15
Texto 1
O Conto da Mentira
Todo dia Felipe inventava uma mentira. “Mãe, a vovó tá no telefone!” A mãe
largava a louça na pia e corria até a sala. Encontrava o telefone mudo.
O garoto havia inventado morte do cachorro, nota dez em matemática, gol de
cabeça em campeonato de rua. A mãe tentava assustá-lo: “Seu nariz vai ficar igual ao
do Pinóquio!” Felipe ria na cara dela: “Quem tá mentindo é você! Não existe gente de
madeira!”.
O pai de Felipe também conversava com ele: “Um dia você contará uma
verdade e ninguém acreditará!” Felipe ficava pensativo. Mas, no dia seguinte...
Então aconteceu o que seu pai alertara. Felipe assistia a um programa na TV. A
apresentadora ligou para o número do telefone da casa dele. Felipe tinha sido
sorteado.
O prêmio era uma bicicleta: “É verdade, mãe! A moça quer falar com você no
telefone pra combinar a entrega da bicicleta. É verdade!”
A mãe de Felipe fingiu não ouvir. Continuou preparando o jantar em silêncio.
Resultado: Felipe deixou de ganhar o prêmio. Então ele começou a reduzir suas
mentiras. Até que um dia deixou de contá-las. Bem, Felipe cresceu e tornou-se um
escritor. Voltou a criar histórias. Agora sem culpa e sem medo. No momento está
escrevendo um conto. É a história de um menino que deixa de ganhar uma bicicleta
porque mentia...
Rogério Augusto. FOLHA DE SÃO PAULO. São Paulo. Miniconto. Folhinha 14 jun. 2003. F8 C1 1.

Texto 2
Resposta D A BARATA DIZ QUE TEM
Cantigas Populares
D15 – Reconhecer diferentes formas de
tratar uma informação na comparação A Barata diz que tem sete saias de filó
de textos que tratam de um mesmo É mentira da barata, ela tem é uma só
tema, em função das condições em que Ah ra ra, iá ro ró, ela tem é uma só!
ele foi produzido e daquelas em que
será recebido. A Barata diz que tem um sapato de veludo
O aluno que assinalou a alternativa D É mentira da barata, o pé dela é peludo
demonstra habilidade em reconhecer as Ah ra ra, Iu ru ru, o pé dela é peludo!
diferenças entre textos que tratam do
mesmo assunto. Ambos os textos
tratam sobre o tema mentira, sendo o
A Barata diz que tem uma cama de marfim
texto 1 um conto e o texto 2 uma É mentira da barata, ela tem é de capim
música escrita em versos. O aluno que Ah ra ra, rim rim rim, ela tem é de capim!
assinalou a alternativa A, B ou C,
provavelmente, não compreendeu os A Barata diz que tem um anel de formatura
textos ou não reconheceu nenhuma É mentira da barata, ela tem é casca dura
diferença entre eles.
Ah ra ra, iu ru ru, ela tem é casca dura!

Os dois textos falam do mesmo tema, a mentira, mas com a diferença de que
(A) somente o texto 1 é um poema.
(B) somente o texto 1 é uma música.
(C) somente o texto 2 é uma história real.
(D) somente o texto 2 é escrito em versos.

17
15 – D14
Rio tem coração?
Imaginem que um jatobá bem velho cresceu de mansinho entre os matos e o rio
não se lembrava de tê-lo visto nascer!
E olha que jatobá é uma árvore tão grande que criança tem de ficar de pescoço
esticado para enxergar atééééé lá em cima.
Mas o rio passava tão orgulhoso que nem levantou os olhos para espiar aqueles
galhos fortes e ruguentos. Também não viu o azul do céu que coloria seu corpo líquido,
nem o brilho do sol que fazia ouro em suas tranças de espuma.
IANNONE, Leila Ren.

No trecho "... enxergar atééééé lá em cima ", a forma como a palavra em destaque foi
escrita indica
Resposta A
(A) exagero. D14 – Identificar o efeito de sentido decorrente do uso da pontuação e
(B) orgulho. de outras notações.
O aluno que assinalou a alternativa A demonstra habilidade em reconhecer o
(C) satisfação.
efeito provocado pelo emprego de uma forma de notação, como a repetição
(D) surpresa. da letra “é” na palavra ”atééééé”. O aluno que assinalou a alternativa B, C ou D
não compreendeu o efeito provocado pelo uso dessa notação.

16 – D1
Urso Polar
Ursos polares são mamíferos que vivem na região do Polo Norte. Eles são bons
nadadores, capazes de nadar vários quilômetros no mar.
Esses ursos alimentam-se principalmente de focas, caçando-as no momento em
que elas sobem à superfície da água para respirar. Alimentam-se também de outros
animais como aves, roedores, baleias brancas, caranguejos e leões-marinhos.
Os ursos polares têm uma grossa camada de gordura sob a pele, o que permite
que resistam às baixíssimas temperaturas do frio polar.
O pelo branco do urso polar é uma adaptação ao ambiente onde ele vive. Essa
cor permite que ele se aproxime dos animais que caça sem ser notado, pois o branco de
seu pelo se confunde com a neve.
Tempo e Clima. Ed. Sangari do Brasil, 2006. Adaptado.

Os ursos polares alimentam-se principalmente de


(A) caranguejos. Resposta C
(B) roedores. D1 – Localizar informações explícitas em um texto.
(C) focas. O aluno que assinalou a alternativa C demonstra habilidade em
(D) aves. localizar a informação solicitada, que está expressa literalmente
no texto: “focas”. O aluno que assinalou a alternativa A, B ou D
não atentou para o termo “principalmente” e fez relação com
animais presentes no mesmo parágrafo.

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17 – D2
Quem tem medo de monstro?
Era uma bruxa malvada
Que assustava a criançada
Com seu horrível ruído...
Mas o que ninguém sabia
É que ela também sofria,
Tinha medo de bandido!
Era um bandido terrível,
E era muito temível
A sua voz de trovão!
Mas ele tem um segredo
É que ele também tem medo,
Medo de bicho-papão!
O bicho-papão é um chato,
Faz barulho e espalhafato.
Amedronta e desacata...
Mas na verdade, coitado,
Ele está muito apurado...
Pois tem medo de pirata!
O pirata é tão danado,
Ruim, tinhoso, malvado,
Que a gente fica pasma!
Mas o que é mesmo engraçado,
É que ele é apavorado,
De medo de ver fantasma!
Ruth Rocha. Quem tem medo de monstro? Rio de janeiro: Globo, 1986 (fragmento).

No verso “Ele está muito apurado...,” a palavra em destaque refere-se ao


(A) bandido. Resposta B
(B) bicho-papão. D2 – Estabelecer relações entre partes de um texto, identificando
repetições ou substituições que contribuem para sua continuidade.
(C) pirata.
O aluno que assinalou a alternativa B demonstra habilidade em relacionar
(D) fantasma. uma informação dada a outra informação nova introduzida por meio do
uso de um pronome. Verifica-se que o pronome pessoal reto “ele” retoma
a palavra “bicho-papão”, situada no primeiro verso da terceira estrofe. O
aluno que assinalou a alternativa A, C ou D pode ter selecionado
informações presentes no poema, mas que não retomam a referência do
pronome “ele”.

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18 – D9
Bolinho de Tapioca
Resposta B
Ingredientes: D9 – Identificar a finalidade de textos de diferentes gêneros.
1 pacotinho de tapioca O aluno que assinalou a alternativa B demonstra habilidade em reconhecer
1 copo de leite que o gênero ao qual se refere o texto-base é uma receita, que tem como
3 ovos objetivo instruir no preparo do bolinho de tapioca. O aluno que assinalou a
1 colher (sopa) de manteiga alternativa A ou C provavelmente foi atraído pelas informações contidas nos
“Ingredientes”. O aluno que assinalou a alternativa D provavelmente foi
sal atraído pelo título da receita.
Modo de fazer:
Misture o leite e a tapioca e deixe inchar durante 4 a 5 horas. Junte então a manteiga,
o sal e os ovos. Faça os bolinhos e asse-os em forno brando.

A principal finalidade desse texto é


(A) listar os ingredientes de uma compra.
(B) instruir no preparo do bolinho de tapioca.
(C) mostrar o preço dos produtos de um mercado.
(D) divulgar um prato típico de uma região brasileira.

19 – D6
O Elefantinho
Vinícius de Moraes
Onde vais, elefantinho
Correndo pelo caminho
Assim tão desconsolado?
Andas perdido, bichinho
Espetaste o pé no espinho
Que sentes, pobre coitado?
— Estou com um medo danado
Encontrei um passarinho!
Disponível em: <www.viniciusdemoraes.com.br/pt-br/poesia/poesias-avulsas/o-elefantinho>.
Acesso em: 11 mar. 2018.
O poema é sobre
(A) um elefantinho triste e medroso.
(B) um elefantinho alegre e corajoso.
(C) um elefantinho sortudo e feliz.
(D) um passarinho bravo e malvado.

Resposta A
D6 – Identificar o tema de um texto.
O aluno que assinalou a alternativa A demonstra habilidade em reconhecer o assunto principal do texto,
ou seja, identificar do que trata o texto. O aluno que assinalou a alternativa B ou C manteve proximidade
com o tema do texto, porém confundiu os adjetivos relacionados ao elefante no poema. O aluno que
assinalou a alternativa D provavelmente se ateve ao último verso.

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20 – D5

No último quadrinho, a mulher está desmaiada porque


(A) tropeçou no tapete, caiu e bateu a cabeça.
(B) viu um fantasma de verdade atrás da menina.
(C) assustou-se com a roupa de fantasma da menina.
(D) percebeu que a fantasia era feita com a sua cortina.

Resposta D
D5 – Interpretar texto com auxílio de material gráfico diverso (propagandas, quadrinhos, fotos,
etc.).
O aluno que assinalou a alternativa D demonstra habilidade em reconhecer a utilização de elementos
gráficos (não-verbais) na construção do sentido da tira e interpretar textos que utilizam linguagem verbal e
não-verbal (textos multissemióticos). O aluno que assinalou a alternativa A concentrou-se somente nos
elementos presentes nos quadrinhos. O aluno que assinalou a alternativa B, provavelmente, inferiu que a
fantasia de fantasma fosse, de fato, um fantasma de verdade. O aluno que assinalou a alternativa C não
percebeu que a causa do susto se deu pelo fato de a cortina ter sido cortada para fazer a fantasia e não
pela fantasia em si.

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21 – D5
Venda de bolos de Júlia durante a semana

De acordo com o gráfico, Júlia vendeu


(A) mais bolos na terça que na segunda.
(B) menos bolos na sexta que na terça.
(C) a mesma quantidade de bolos na segunda e na quarta.
(D) a mesma quantidade de bolos em todos os dias da semana.

Resposta A
D5 – Interpretar texto com auxílio de material gráfico diverso (propagandas,
quadrinhos, fotos, etc.).
O aluno que assinalou a alternativa A demonstra habilidade em reconhecer a
utilização de elementos gráficos (não-verbais) na construção do sentido do gráfico e
interpretar textos que utilizam linguagem verbal e não-verbal (textos
multissemióticos). O aluno que assinalou a alternativa B, C ou D, provavelmente,
não domina a habilidade de interpretar gráfico.

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22 – D8
Chapeuzinho Amarelo
Era a Chapeuzinho Amarelo.
Amarelada de medo.
Tinha medo de tudo, aquela Chapeuzinho.
[...]
Tinha medo de trovão.
Minhoca, pra ela, era cobra.
E nunca apanhava sol porque tinha medo da sombra.
Não ia pra fora pra não se sujar.
Não tomava sopa pra não ensopar.
Não tomava banho pra não descolar.
Não falava nada pra não engasgar.
Não ficava em pé com medo de cair.
Então vivia parada, deitada, mas sem dormir, com medo de pesadelo.
[...]
Chico Buarque de Hollanda. In: Literatura comentada. São Paulo: Abril Cultural, 1980. Adaptado.

A Chapeuzinho Amarelo não dormia porque


(A) tinha medo do escuro.
(B) tinha medo de trovão.
(C) tinha medo de pesadelo.
(D) tinha medo de engasgar.

Resposta C
D8 – Estabelecer relação causa/consequência entre partes e elementos do texto.
O aluno que assinalou a alternativa C demonstra habilidade em reconhecer os motivos pelos quais os
fatos são apresentados no texto, ou seja, as relações expressas entre os elementos que se organizam,
de forma que um é resultado do outro. O aluno que assinalou a alternativa A, B ou D, provavelmente,
demonstra desconhecimento da organização textual e dificuldade em identificar a causa/consequência
quando o conectivo “porque” está no enunciado, mas não se encontra presente no texto.

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