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Professor Marcos Bassul

NOTAÇÃO MUSICAL

Marcos Bassul

Notas Musicais

Tudo o que conhecemos no Universo material é constituído de vibrações e o


som é uma de suas resultantes perceptíveis. Essas vibrações propagadas pelo ar
através de uma reação molecular em cadeia provocam respostas fisiológicas
itinerantes ouvido interno adentro até se consumarem em energia e imprimirem suas
marcas – os sons - nos cérebros dos ouvintes.

Em um Universo de tantas matérias e vibrações, tantos sons anônimos e tantos


desconhecidos, apreciados ou não por tantos ouvintes, alguns ganharam notoriedade
e identidade pela regularidade de suas vibrações, que dançam a um ritmo constante e
se fundem em um corpo orgânico e único que chamamos som musical.

Outros sons desordenados e caóticos, de vibrações irregulares que se


misturam, mas não se entendem, provocam confusão em nossa percepção e por isso
se mantiveram sempre anônimos e desconhecidos, com exceção de alguns que, a

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partir do século vinte, foram adotados pela música concreta e pelos
experimentalismos eletroacústicos. Estes são os sons não musicais ou os mais
popularmente conhecidos e desprezados ruídos.

As vibrações audíveis são medidas em ciclos por segundo (Hz) e o ouvido é


capaz de perceber as que se situam entre 20 Hz e 20.000 Hz. As vibrações abaixo de 20
chamamos de infra-som e as que estão acima de 20.000, de ultra-som. Observe que
entre 20 e 20.000 (esse âmbito é variável em função da capacidade auditiva do
ouvinte) há muitas frequências diferentes, mas não usamos todas elas para fazer
música. As freqüências que usamos em nossa música ocidental foram escolhidas sob o
endosso da matemática pitagórica e progressivamente sistematizadas durante séculos.
Como resultado do trabalho de pesquisadores, teóricos, músicos e compositores ao
longo desse tempo a música do ocidente se fixou sobre sete freqüências diferentes,
chamadas notas musicais. Essas notas foram denominadas dó. ré, mi. fá, sol, lá e si.

Portanto, as notas musicais são representações de freqüências vibratórias que


foram sistematizadas em leis que “educaram” progressivamente nossos ouvidos. Por
isso, quando ouvimos uma música do Islã, por exemplo, achamos que é desafinada.
Isto por que a música deles e de outros povos não se baseia no mesmo sistema da
nossa, ou seja, não tem as regras que nosso sistema impõe e que condicionaram nossa
percepção.

Escute a canção do Islão chamada Call to prayer cantada por um Muezin


("entre os muçulmanos, aquele que anuncia, em voz alta, do alto das almádenas, a
hora das preces" de cima de um minarete ("pequena torre de mesquita de três ou
quatro andares e balcões salientes, de onde se anuncia aos muçulmanos a hora das
orações; almádena" (definições do dicionário AURÉLIO).

A fixação da música em um sistema determinado permitiu seu registro, sua


difusão e a experimentação que levou ao seu desenvolvimento ao longo dos séculos.
Por outro lado, quando selecionamos e sistematizamos um corpo de informações,
limitamos a criação a esse sistema e, portanto, com o tempo, perdemos a competência
de criar além dos seus limites. Será que, depois de tantos séculos em busca da afinação
vamos ter que desafinar nossos instrumentos para começar de novo? O que você
acha? “Se você disser que eu desafino amor...”.

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Notação Musical

As notas são representadas pelas suas posições nas linhas ou nos espaços do
pentagrama musical, associadas à clave usada no sistema.

Abaixo as notas de referencia nas claves mais usadas:

clave de sol

clave de fá

clave de dó na terceira linha

clave de dó na quarta linha

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Notas na pauta dupla

Observe que, devido a inúmeras oitavas presentes na variedade de


instrumentos, elas são numeradas. Assim, temos várias notas dó, em várias oitavas
diferentes. A referência é o dó central (o dó do meio do teclado do piano) numerado
como dó3.

Observe também que algumas notas não estão em uma linha do pentagrama.
Essas linhas que cortam essas notas são chamadas linhas suplementares
(consequentemente temos também os espaços suplementares), que são usadas na
quantidade necessária, quando preciso escrever uma nota que não se encontra nas
linhas e espaços disponíveis. Observe acima as notas ré1, mi1, fá1, si2, ré3, sol4, lá4 e
si4.

Instrumentos escritos na clave de sol: violão, violino, clarinete, cavaquinho,


bandolim, guitarra, flauta e outros.

Instrumentos escritos na clave de fá: trombone, contrabaixo, violoncelo,


fagote e tuba.

Instrumentos escritos na clave de dó: viola trombone (passagens mais agudas).

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Alterações

O menor intervalo usado na música ocidental é o semitom, encontrado entre


teclas brancas e pretas consecutivas no piano, ou entre duas brancas seguidas ou
entre duas casas consecutivas no violão. Entre dó e ré, por exemplo, distantes um tom,
temos outra nota que está a um semitom acima do dó e a um semitom abaixo do ré.
Para representar essas notas usam-se os sinais de alteração

(sustenido) e (bemol)

Dó# e réb têm, no sistema temperado, o mesmo som. Essa relação entre notas
de nomes diferentes e mesma altura tem o nome de enarmonia.

Outros sinais de alteração também são usados como o (dobrado sustenido) que
eleva a nota em dois semitons), o (dobrado bemol) que diminui a nota em dois
semitons) e o (bequadro) que elimina a alteração da nota. Por exemplo: um dó se
torna um dó natural se vier escrito dó em seguida. No pentagrama, os sinais são
colocados antes das notas e na mesma linha ou mesmo espaço onde ela se encontra.

Toque no seu instrumento alguns tons e semitons e perceba a diferença.

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Teclado do piano

semitom tom

fá lá 2 dó 3 ré3 mi fá# sol sol#


(dó central) (solb) (láb)
semitom tom

Braço do violão

Observe no teclado do piano que existem dois pontos específicos onde temos
semitons entre duas teclas brancas: mi-fá e si-dó chamados semitons naturais. Outros
semitons são sempre formados por pelo menos uma alteração em alguma das duas ou
nas duas notas e são denominados semitons diatônicos (entre notas diferentes: dó e
réb, p. ex) ou cromáticos (entre notas iguais: dó e dó#, p. ex).

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Novos caminhos para a notação musical

A partir do século vinte, novas formas de se lidar com o material musical foram
surgindo, como a música concreta e a música eletroacústica, que se utilizam de sons
até então considerados não musicais, ruídos, barulhos. Isso se deu sobre um ponto de
vista musical voltado para o conceitual, para o significado, agregando não mais
somente mais o conceito musical que atinge mais o campo do significado do que do
estético. Tais música não podem ser escritas na forma tradicional e por isso os
compositores têm que inventar novas formas de registro gráfico.

Extraído da partitura cartográfica de Sonorus Urbis na qual aparece o perfil topográfico das
montanhas que circundam a cidade de Juiz de Fora. Composta originalmente em 1992, esta partitura foi
utilizada tanto na criação de sons eletrônicos quanto no reprocessamento computacional das
sonoridades registradas in loco que integraram a peça Sonorus Urbis. ( http://www.artnet.com.br/

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