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MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO

UNIVERSIDADE FEDERAL DO PIAUÍ


CAMPUS PROFESSORA CINOBELINA ELVAS

CURSO DE MEDICINA VETERINÁRIA


ROTEIRO DE AULA PRÁTICA

CÓDIGO DISCIPLINA CRÉDITOS SEMESTRE/ANO CARGA


HORÁRIA
CGB0088 ANATOMIA DESCRITIVA 2 4 0 2018.02 90
ANIMAL II
Professora
Dra. Hatawa Melo de Almeida Monteiro Coordenação de Medicina Veterinária

OBJETIVOS
Identificar os componentes anatômicos estruturais dos órgãos que constituem o sistema reprodutor masculino
e observar as diferenças entre as espécies de animais domésticos.

• Descrever anatomicamente as particularidades anatômicas de interesse médico veterinário dos órgãos


do sistema reprodutor masculino;
• Analisar a forma e a disposição dos órgãos que compõem o sistema reprodutor masculino, abordando
as diferenças entre as espécies;
• Assimilar a importância anatomofuncional do sistema reprodutor masculino.

ANIMAIS UTILIZADOS Órgãos do sistema reprodutor masculino dos animais domésticos

As aulas práticas serão compostas por órgãos do sistema reprodutor masculino dos animais domésticos (cão,
caprino, bovino e suíno) do Laboratório de Anatomia Animal do Campus Profa. Cinobelina Elvas

PROCEDÊNCIA DOS ANIMAIS


Acervo do Laboratório de Anatomia Animal do Campus Profa. Cinobelina Elvas

BENEFÍCIO AOS ANIMAIS UTILIZADOS


Não se aplica

ALUNOS CONTEMPLADOS 25 Alunos


ROTEIRO DE AULA PRÁTICA

TEMA: SISTEMA REPRODUTOR MASCULINO

CONSIDERAÇÕES GERAIS

Os órgãos genitais masculinos incluem os testículos, que são as gônadas masculinas; um


par de sistemas de ductos gonadais (epidídimo e ducto deferente); as glândulas sexuais
acessórias; uretra masculina; o pênis, que é o órgão copulador masculino e por
adaptações da pele, o escroto e o prepúcio.

TESTÍCULOS
São órgãos elipsoides maciços cujo volume não tem relação fixa com o tamanho
corpóreo. Seu tamanho e orientação variam conforme as espécies, apresentam seu maior
eixo na posição vertical em ruminantes, horizontal em equinos e caninos e inclinados
em direção ao ânus em suínos e felinos.
Apresenta um parênquima amolecido de cor acastanhada ou amarelada, revestido por
uma cápsula fibrosa, túnica albugínea, que emite septos fibrosos para dentro do
testículo dividindo o parênquima em lóbulos incompletos. Esses septos convergem
centralmente para formar o mediastino testicular (ausente no cavalo). Os testículos
apresentam uma extremidade capitata, extremidade caudada, margem livre e margem
epididimária.

EPIDÍDIMO
Órgão firme, formado por inúmeras convoluções do ducto epididimário dentro de uma
matriz de tecido conjuntivo. Está firmemente aderido ao testículo. É divido em três
partes: cabeça, corpo e cauda. A cabeça fica firmemente aderida ao testículo e recebe
os dúctulos eferentes, que ao se juntarem formam o ducto epididimário. O corpo pode
está menos perfeitamente ligado à superfície do testículo e, neste caso, cria-se um
espaço intermediário, chamado de bolsa testicular. A cauda se encontra firmemente
aderida ao testículo pelo ligamento próprio do testículo e também à camada parietal
do saco peritoneal por meio do ligamento da cauda do epidídimo.

DUCTO DEFERENTE
Ondulado quando emerge da cauda do epidídimo, mas gradativamente se torna retilíneo.
Inicialmente corre medial ao epidídimo, à medida que se dirige para os vasos
testiculares que formam os componentes mais volumosos do cordão espermático. Na
maioria das espécies, o trecho subterminal exibe um aumento de volume fusiforme, a
ampola do ducto deferente ou glândula ampular (ausente em felinos e suínos).
Acompanhe todo seu trajeto nas peças anatômicas.
CORDÃO ESPERMÁTICO
Também conhecido por funículo espermático é um cordão que suspende cada testículo
separadamente dentro do escroto. Tem início no ânulo inguinal profundo e varia em
comprimento e forma de acordo com a posição e orientação dos testículos. É formado
pelo ducto deferente, artéria testicular, veia testicular que forma o plexo pampiniforme,
vasos linfáticos e nervos (testicular e epididimário), músculo cremaster e camada
parietal da túnica vaginal. Identifique o canal inguinal.

ESCROTO
Bolsa musculocutânea que possui variação na sua localização e forma, onde os
testículos, epidídimos e parte do funículo espermático estão alojados. Está dividido em
dois compartimentos (direito e esquerdo) pelo septo escrotal. Externamente, uma sutura
mediana (rafe escrotal) marca a divisão entre os compartimentos direito e esquerdo.

URETRA MASCULINA
Estende-se desde o óstio interno no colo da bexiga até um óstio externo na extremidade
livre do pênis. É, portanto, divisível em uma parte interna ou pélvica e uma parte
externa, peniana ou esponjosa. Na parte pélvica observamos um espessamento da
mucosa, chamado de colículo seminal, local onde desembocam os ductos ejaculatórios,
prostáticos, ductos deferentes e ductos das glândulas vesiculares. Um pouco mais caudal
observamos as aberturas dos ductos bulbouretrais. Nos ruminantes a parte distal livre da
uretra se projeta além da glande, nos bodes 2-3 cm e 3-4 cm nos carneiros, nos bovinos
é rudimentar, este prolongamento é chamado de processo uretral. Nos equinos o
processo uretral se projeta por 2,5 cm.

GLÂNDULAS REPRODUTIVAS ACESSÓRIAS

GLÂNDULAS VESICULARES
São pares, presentes em todas as espécies domésticas, exceto no cão e no gato. Estão
localizadas lateralmente ao ducto deferente. Ela é de aparência lobulada nos ruminantes
e suínos, nos equinos são lisas e em formato de bexiga. Os seus ductos nos equinos e
ruminantes se juntam com o ducto deferente formando o ducto ejaculatório, nos suínos
os ductos desembocam na região do colículo seminal.

PRÓSTATA
Está presente em todas as espécies domésticas. Em algumas, consiste em duas partes,
uma delas difusamente distribuída dentro da parede da uretra pélvica, e a outra forma
um corpo compacto situado externamente à uretra. Observe as diferenças entre as
espécies.

GLÂNDULAS BULBORETRAIS
São pares, tubulares e estão localizas sobre a uretra pélvica, próximas ao bulbo do
pênis. São encontradas em todas as espécies, exceto no cão. Nos suínos são muito
grandes ocupando quase toda a extensão da uretra pélvica.

GLÂNDULAS AMPULARES
São dilatações glandulares pares nas extremidades distais dos ductos deferentes. São
bastante desenvolvidas no garanhão, no touro e no carneiro, pequenas no cão e ausentes
no porco e no gato.
PÊNIS E PREPÚCIO
O pênis é o órgão copulador masculino e no estado quiescente está escondido em uma
invaginação da cútis do abdome denominado prepúcio. O pênis é formado por uma
raiz, um corpo e um ápice livre, chamado de glande. A raiz é formada por dois pilares e
um bulbo do pênis. O corpo é constituído de dois corpos cavernosos e um corpo
esponjoso, sendo este o mais delicado e envolvido por uma túnica albugínea. No cão e
no gato, a parte distal do corpo cavernoso se transforma no osso peniano. Observe as
diferentes formas da glande do pênis nos animais domésticos.
A formação do corpo cavernoso também apresenta grandes diferenças. Em algumas
espécies como o varrão, o touro, o carneiro, pouco sangue adicional precisa ser retido
para fazer com que o tipo fibroelástico de pênis se torne ereto no momento da cópula.
Eles apresentam ainda uma flexura sigmoide, o “S” peniano, presente no corpo do
pênis que se desfaz durante a ereção.
No tipo musculocavernoso de pênis, é necessário reter uma quantidade de sangue
relativamente muito maior para se obter a ereção. Este tipo é encontrado no garanhão e,
atipicamente no cão.
Identifique: 1. Coroa da glande; 2. Colo da glande; 3. Fossa da glande; 4. Bulbo da
glande; Músculo retrator do pênis; 5. Bulbo do pênis; 6. Corpo do pênis; 7. Corpo
esponjoso; 8. Corpo cavernoso; 9. Túnica albugínea

Prepúcio
É uma dobra de pele que cobre a extremidade livre do pênis em estado de repouso.
Possui uma lâmina externa, contínua com a pele, e uma lâmina interna que fica em
contato direto com a extremidade livre do pênis, é desprovida de pelos e possui
glândulas produtoras de esmegma, na extremidade cranial observamos o óstio
prepucial.
O suíno apresenta um saco dorsal que se comunica com a cavidade prepucial, chamado
de divertículo prepucial que armazena um líquido de cheiro desagradável, formado por
urina e restos de células.