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Química

Módulo 1. Modelos atômicos


1. J. Dalton (1808) 4. Modelo atômico clássico (1932)
Esfera maciça, indivisível, indestrutível

2. J. J. Thomson (1897)
Esfera de massa positiva com cargas negativas incrus-
tadas

3. E. Rutherford (1911)
Núcleo positivo com elétrons girando em órbitas circulares

Experiência de Rutherford

Chapa
fotográfica prótons(p)
ZnS Núcleo 
Material radioativo (Po)
nêutrons(n)
Eletrosfera {elétrons(e)

Bloco de Feixe de
chumbo partículas Placa de
Pb Lâmina de
ouro (Au)

Módulo 2. Conceitos fundamentais (I)


1. Número atômico (Z) 5. Átomo neutro (estado fundamental)
Número de prótons Número de prótons = número de elétrons

2. Número de massa (A)


Número de prótons + número de nêutrons 6. Cátion
Átomo que perdeu elétron ZX 
A +
A=Z+n 
 íons
7. Ânion − 
3. Elemento químico Átomo que recebeu elétron ZX 
Conjunto de átomos com o mesmo número atômico (Z).
8. Espécies isoeletrônicas
4. Notação geral de um átomo Mesmo número de elétrons
A A
ZX ou ZX

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Química

Módulo 3. Conceitos fundamentais (II)


1. Isótopos 2. Isóbaros 3. Isótonos
= Z = A = n
  
≠ A ≠ Z ≠ Z
≠ n ≠ n ≠ A
  

Módulo 4. Modelo atômico de Rutherford-Bohr


• Max Planck (1900): a energia não é emitida de forma contínua (quantum).
• N. Bohr (1913)
Postulados
– Elétrons giram em órbitas circulares ao redor do núcleo.
– Movendo-se em uma órbita estacionária, o elétron não emite nem absorve energia.
– Ao receber energia, o elétron pode saltar de uma órbita mais interna para uma mais externa. Ao retornar à sua órbita
de origem, libera energia na forma de ondas eletromagnéticas (fóton).

Núcleo Recebe
energia

Núcleo
K
e e
L
M
N
O Energia
crescente
P
Emite
Q energia

Módulo 5. Modelo atômico atual (I)


• Sommerfeld (1916): subníveis de energia (número quântico secundário ou azimutal, l): fornece a energia cinética
do elétron.
• L. de Broglie (1924): princípio da dualidade; onda-partícula do elétron
• W. Heinsemberg (1926): princípio da incerteza
• E. Schrödinger (1926): orbital (região do espaço ao redor do núcleo, onde há a maior probabilidade de se encontrar elétron.

Número quântico principal (n) ⇒ níveis de energia

n 1 2 3 4 5 6 7

nível K L M N O P Q

nº máximo de e– 2 8 18 32 32 18 2

Número quântico secundário (l) ⇒ subníveis de energia

l 0 1 2 3

subnível s p d f

no máximo de e– 2 6 10 14

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Química

Módulo 6. Modelo atômico atual (II)


Distribuição eletrônica (Diagrama de Pauling)

1s2

2s2 2p6

3s2 3p6 3d10

4s2 4p6 4d10 4f14

5s2 5p6 5d10 5f14

6s2 6p6 6d10

7s2

• Elétrons em subníveis (ordem crescente de energia)


• Camada de valência: nível mais afastado do núcleo
• Distribuição (configuração eletrônica) de átomos neutros

Módulo 7. Distribuição eletrônica de íons


1. Cátions ou íons positivos 2. Ânions ou íons negativos
São formados pela perda de elétrons de um átomo. Os São formados quando um átomo ganha elétrons. Os elé-
elétrons que são “retirados” devem pertencer à última ca- trons devem ser colocados na camada de valência.
mada ou à camada de valência do átomo. A distribuição eletrônica deve ser feita inicialmente para o
A distribuição eletrônica deve ser feita inicialmente átomo e, a seguir, “colocar” os elétrons na camada de valência.
para o átomo e, a seguir, “retirar” os elétrons da camada Expansão na eletrosfera (ânion)
de valência. –1 2 2 6
9F : 1s 2s 2p
Contração na eletrosfera (cátion)
1+ 2 2 6
11 Na : 1s 2s 2p

Módulo 8. Classificação periódica dos elementos


Por volta de 1869, Mendeleev, na Rússia, e Meyer, na na vertical, as famílias ou grupos, que reúnem os elemen-
Alemanha, em trabalhos independentes, criaram uma tabe- tos com propriedades químicas semelhantes.
la periódica, dispondo os elementos em ordem crescente de
massa atômica. Mendeleev estabelecia que as propriedades Famílias ou grupos (18 colunas verticais)
físicas e químicas dos elementos variavam periodicamente Algumas famílias possuem nomes especiais:
em função de suas massas atômicas. IA ou 1 – Metais alcalinos
Em 1913, Moseley observou que as propriedades dos ele- IIA ou 2 – Metais alcalinoterrosos
mentos variavam periodicamente em função de seu número IIIA ou 13 – Família do boro
atômico. Dispôs, então, os elementos em ordem crescente IVA ou 14 – Família do carbono
de número atômico, formando, na horizontal, os períodos e, VA ou 15 – Família do nitrogênio

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Química

Módulo 1. Propriedades da matéria


Propriedades gerais, funcionais e específicas

1. Matéria, corpo e objeto


massa
extensão

I. Propriedades gerais da matéria impenetrabilidade
compressibilidade

elasticidade
II. Propriedades físicas
III. Propriedades químicas
IV. Propriedades organolépticas
V. Propriedades específicas

2. Estados físicos
Sólido (s), líquido (l) e gasoso (g)

S L G
TF TE T (temperatura)
s+l l+g (pressão constante)

3. Mudanças de estado físico


Sólido Líquido Gás
Fusão Vaporização

Solidificação Condensação
(liquefação)

Sublimação

Ponto de fusão: temperatura constante na qual um sólido se transforma em líquido.


Ponto de ebulição: temperatura constante na qual um líquido se transforma em vapor.
Densidade: é a relação entre a massa de uma amostra de matéria e o volume ocupado por ela.

Módulo 2. Substâncias e misturas


1. Substância pura
Espécie de matéria que, para qualquer amostra analisada, possui os mesmos valores para PF e PE, densidade (PF e PE
ocorrem à temperatura constante), fixada a pressão.

2. Mistura
Espécie de matéria que apresenta variação na temperatura durante a fusão ou a ebulição.

3. Tipos de misturas
Eutética: T fusão é constante; Tebul. varia.
Azeotrópica: T fusão varia, Tebul. é constante.

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Química

Módulo 3. Sistemas
1. Sistema homogêneo 3. Transformação física
É visualmente uniforme em toda a sua extensão. Possui Altera a forma da matéria sem alterar sua identidade
uma única fase (porção) química e fisicamente homogênea. química.
Pode ser:
a) substância pura em um único estado físico; 4. Transformação química
b) mistura homogênea (solução). Altera a identidade química da substância envolvida.
Observação: para representar os elementos, surgem os
2. Sistema heterogêneo símbolos.
Não é visualmente uniforme em toda a sua extensão. Para representar moléculas de um composto, surgem as
Possui mais de uma fase. Pode ser: fórmulas. Para representar reações (transformações quími-
a) substância pura em mais de um estado físico; cas), surgem as equações.
b) mistura heterogênea. Equação química: representação abreviada de uma re-
• Componente: é cada substância que participa da mistura. ação química.
• Fase: toda porção homogênea, contínua ou não.
• Mistura de gases: é sempre homogênea.
• Granito: 3 fases (quartzo, feldspato e mica)

Módulo 4. Separação de misturas heterogêneas (I)


• Sifonação: S/L e L/L
• Flotação: S/S
• Levigação: S/S
• Filtração comum: (S + L); (S + G)
• Filtração a vácuo (sucção): acelera uma filtração comum.

Funil de Büchner

Sólido separado

Bomba de
vácuo

Kitassato

Líquido
separado

Módulo 5. Separação de misturas heterogêneas (II)


• Dissolução fracionada: S/S
• Separação magnética: S/S
• Decantação (sedimentação): (S + L) ; (S + G)
• Decantação (funil de bromo): (L + L) Líquido A
• Centrifugação: acelera uma decantação

Líquido B

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Química

Módulo 6. Separação de misturas homogêneas


Destilação simples (S + L) Destilação fracionada (L + L) (exceto mistura azeo-
trópica)
Termômetro Fusão fracionada (S + S) (exceto mistura eutética)
Liquefação fracionada (G + G) (liquefação e destilação
fracionada)
Saída de Extração
água Tratamento de água (cidades)
Balão de Condensador 1) Floculação
destilação
2) Decantação (sedimentação)
Mistura
(s + l) 3) Filtração
Entrada de 4) Cloração e fluoretação da água também são
água fria importantes.

Destilado

Módulo 7. Constituição da matéria e alotropia


Teoria atômica de Dalton Substância (espécie química): moléculas “quimicamen-
(Explicação micro para observações macro) te” iguais:
a) Qualquer espécie de matéria é formada de átomos. – Simples: átomos “quimicamente” iguais (1 elemento
b) Átomos de um mesmo elemento são iguais em mas- químico).
sa, tamanho e em todas as propriedades. – Composta: átomos “quimicamente” diferentes (2 ou
c) Átomos de elementos diferentes possuem proprieda- mais elementos químicos).
des físicas e químicas diferentes. Alotropia: substâncias simples diferentes, formadas
* (Não leva em conta isótopos.) pelo mesmo elemento químico (átomos “quimicamente”
Dalton: átomo (bola de bilhar), indivisível. iguais).
Átomo ↔ elemento químico (símbolo) Mistura: moléculas “quimicamente” diferentes (duas
Molécula ↔ substância (fórmula) ou mais substâncias).

Módulo 8. Balanceamento das equações


(método das tentativas)
Regra prática para balanceamento
1) Raciocinar com o elemento que aparece apenas uma vez no primeiro e no segundo membro da equação.
2) Preferir o elemento que possua índices maiores.
3) Transpor seus índices de um membro para outro, usando-os como coeficientes.
4) Prosseguir usando o mesmo raciocínio para os outros elementos.
Exemplo:

1 Al + O2 m Al2O3

2 Al + 3 O 2 m 2 Al2O 3

3 4 Al + 3 O2 m 2 Al 2 O3

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Química

Módulo 9· Distribuição eletrônica na tabela periódica (I)


1. Tabela periódica
Salvo algumas exceções, elementos de uma mesma família possuem o mesmo número de elétrons na camada de valência
(propriedades químicas semelhantes).

2. Elementos representativos (famílias A)


Possuem o elétron de maior energia nos subníveis s ou p. O número de elétrons na última camada é indicado pelo nú-
mero da família, para as famílias I A até VII A.

Família No de elétrons na última camada Configuração

IA 1 ns1

II A 2 ns2

III A 3 ns2 np1

IV A 4 ns2 np2

VA 5 ns2 np3

VI A 6 ns2 np4

VII A 7 ns2 np5

Para os gases nobres, encontramos 8 elétrons na última camada (ns2 np6), exceção feita para o hélio, que possui apenas
dois elétrons (1s2). O período é indicado pela camada de valência (n).

Módulo 10· Distribuição eletrônica na tabela periódica (II)


1. Elementos de transição simples 2. Elementos de transição interna
ou externa (famílias B) (lantanídeos e actinídeos)
Subnível mais energético: d Subnível mais energético: f
No de elétrons na última camada: 2 • CV = 6s2 → subnível mais energético: 4f
Grupo III B ou 3 / 6o período / lantanídeo
Grupo ou família: no de elétrons (C. V.) + no de elé- • CV = 7s2 → subnível mais energético: 5f
trons do subnível d (maior energia) Grupo III B ou 3 / 7o período / actinídeo
Ex – Z = 21 → 1s2 2s2 2p6 3s2 3p6 4s2 3d1
Grupo III B ou 3
4 o período

O grupos VIII B correspondem aos grupos 8, 9 e 10.


Os grupo I B e II B correspondem, respectivamente, aos
grupos 11 e 12.

Módulo 11· Distribuição eletrônica na tabela periódica (III)


Subníveis na tabela periódica (maior energia)
s

p
s d

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Química

Módulo 12· Propriedades periódicas (I)


1. Raio atômico

De cima para baixo, aumenta Da esquerda para a direita, o número de camadas é o


o número de camadas. Família Período mesmo. A carga nuclear aumenta. A atração núcleo –
Aumenta o raio atômico. elétrons aumenta. Diminui o raio atômico.

2. Energia de ionização, afinidade eletrônica e eletronegatividade

E. I.
aumenta
Energia de ionização X0(g) + Ei → X+(g) + e–

Raio
atômico 1a Ei < 2a Ei < 3a Ei
A. E.
diminui aumenta
Afinidade eletrônica Y0(g) + e– → Y–(g) + A.E.

Eletronegatividade
aumenta
Raio Maior E. I.
atômico Eletronegatividade Maior eletronegatividade
aumenta Maior A. E.

Raio iônico: X > X+ e X < X–


Ex – Na > Na + e F < F–

Módulo 13· Propriedades periódicas (II)

Caráter Caráter não


metálico metálico Reatividade
crescente crescente

IA IIA
P.F.
Densidade Volume
P.E.
atômico
Os W

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Química

Módulo 14· Ligação iônica


Ocorrem ligações químicas entre átomos para que estes 2. Ligação iônica ou eletrovalente
busquem a estabilidade. Para explicar tal comportamento, Ocorre quando um metal (doando elétron → íon po-
utilizamos a Regra do Octeto (Lewis). sitivo) liga-se a um não-metal, semimetal ou hidrogênio
(ganhando elétron → íon negativo).
1. Regra do octeto Entre os íons formados, surge uma atração de nature-
Um átomo torna-se estável quando apresenta 8 e– na za eletrostática, provocando a ligação entre eles (ligação
camada de valência, como os gases nobres. iônica).
Exemplo Compostos iônicos não conduzem corrente elétrica no
estado sólido, porém o fazem no estado fundido ou em so-
lução aquosa.
Observação
Alguns átomos estabilizam-se com 2 elétrons, como é o
caso do nobre He.

Módulo 15· Ligação covalente normal


N 8 e– na CV = 4 pares estabilidade nobre

A ligação covalente normal: A liga-se a B e– livre de A liga-se ao A B


e– livre de B
(não-metal) (não-metal)
7 e – na CV 7 e– na CV O par é par covalente
recebe 1 e – para recebe 1 e – para compartilhado
ficar com 8 e – ou –
ficar com 8 e ou pelos 2 átomos.
ligação covalente
4 pares na CV. 4 pares na CV.

Representação: A B A–B AB
Fórmula Fórmula estrutural Fórmula
eletrônica (cada par é substituído molecular
(Lewis) por um traço.) (1 molécula)
Ocorrência: fazem ligações covalentes ametais, semimetais e hidrogênio.

Módulo 16· Ligação covalente coordenada ou dativa


Para que surja uma ligação covalente coordenada ou dativa, um dos átomos deve entrar com 2 elétrons sem fazer li-
gações (1 par de elétrons) para o compartilhamento e o outro átomo, com falta de um par de elétron (será o beneficiado).
Exemplo:

1 dativa
O S O ou O=S O ou SO2
2 covalências 1 covalência 2 covalências
normais dativa normais

Veja, na tabela, o número de covalências normais (elétrons livres) e o número de covalências dativas (pares de elétrons na CV).

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Química
Módulo 17· Geometria molecular
• Os pares eletrônicos existentes ao redor do átomo central “orientam” a geometria da molécula.
• Quem “determina” a geometria da molécula é a posição dos núcleos dos átomos que constituem a molécula.

Sequência para determinação da geometria molecular


Montar a fórmula eletrônica da substância, contando os pares de elétrons ao redor do núcleo central.
Considere:
a) ligações –, =, ≡, → como um único par de elétrons;
b) os pares de elétrons ao redor do átomo central que não participaram das ligações.
Os pares eletrônicos repelem-se entre si ao máximo (teoria da repulsão dos pares eletrônicos da camada de valência).
Observe a tabela abaixo.

No de pares de e– ao
Orientação dos pares Números de núcleos Geometria
redor do átomo
xx A xx xx xx
2 linear
(linear) (3)

xx
x x
x x angular
x
x (3)
A
3 x x
x x x
x
(triângulo equilátero) x x triangular
x x
(4)

x
x
xx
x x angular
x x
(3)
x x
x x
A xx x x
xx
piramidal
4 x x x x
x x
(4)
(tetraedro)
x
x
xx
x x tetraédrica
x x
(5)

Módulo 18· Polaridade das ligações


Eletronegatividade é a força de atração exercida pelo átomo sobre os elétrons de ligação.

F Elemento mais
eletronegativo F, O, N, Cl, Br, I, S, C, P, H
Eletronegatividade
Elemento menos
Fr Crescente
eletronegativo

Ligação covalente polar: há diferença de eletronegati- Ligação covalente apolar: não há diferença de eletro-
vidade entre os átomos. negatividade entre os átomos.
Ex.: d+ HCl d– Ex.: H — H

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Química

Módulo 19· Polaridade das moléculas


• Cada ligação covalente polar será substituída por um • Exemplo:

vetor µ (vetor momento dipolar). D
O
• A direção do vetor será a que passa pelos núcleos
 dos
átomos ligados e o sentido será o do polo p  µ
→ n. O=C=O
m
D+ H H D+ Mr  0
Molécula polar
• Se a molécula possuir mais de dois átomos ligados,

deve-se analisar o vetor momento dipolar resultante (µr).
 
Se µr = 0, a molécula é apolar; se µr ≠ 0, a molécula é po- m
Mr x 0
lar. Molécula polar

Módulo 20· Forças (interações) intermoleculares


1. Van der Waals 2. Ligações de hidrogênio
I. London (dipolo induzido–dipolo induzido) Ocorre entre moléculas que possuem hidrogênio ligado
Ocorre entre moléculas apolares. diretamente a F, O, N.
H — H ...... H — H d+ H — Fd– ...... d+ H — Fd–

II. Dipolo-dipolo (dipolo permanente–dipolo perma-


nente) 3. Interações íon-dipolo
Ocorre entre moléculas polares. Ocorre entre íons (dissolvidos) com uma molécula polar.
d+ H — Cl d– ...... d+ H — Cl d–
HD+
Na+ D–O

HD+

Módulo 21· Pontos de fusão e de ebulição de


substâncias moleculares e solubilidade
• A fusão ou a ebulição ocorrem com o rompimento das • Para moléculas com o mesmo tipo de forças intermo-
forças intermoleculares. leculares, temos:
• Quanto maior a intensidade dessas forças, mais difícil será
separá-las e maiores serão os pontos de fusão e de ebulição. maior massa maiores os
→
molecular PF e PE
Apolar < polar < polar com lig. de hidrogênio
  

PF e PE crescentes • Solubilidade: "semelhante dissolve semelhante".

Módulo 22· Pontos de fusão e de ebulição de subs-


tâncias moleculares e solubilidade: exercícios
Exercícios de Aplicação

1. (UFMG) Analise este gráfico, em que está representada • No segundo experimento, determinou-se que a subs-
a variação da temperatura de fusão e da temperatura de tância do frasco C foi aquela que sofreu a menor evapo-
ebulição em função da massa molar, para F2, Cl2, Br2 e I2, a ração quando o frasco aberto foi deixado à temperatura
1 atm de pressão: ambiente.

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Química

Usando conceitos de polaridade das moléculas e a ta-


200 bela de propriedades a seguir, identifique os compostos A,
B, C e D.
Curva 1
100
Temperatura/ °C

Curva 2
l2
Temperatura
0 Densidade
100 200 300 Substância normal de
Br2 (g/mL)
ebulição (ºC)
–100 Cl2 Massa molar / (g/mol)
tetracloreto
77 1,6
–200 de carbono
F2 isopropanol 82 0,8

Considerando-se as informações contidas nesse gráfico e n-octano 126 0,70


outros conhecimentos sobre o assunto, é correto afirmar que:
n-hexano 69 0,66
a) a temperatura de fusão das quatro substâncias está in-
dicada na curva 1.
b) as interações intermoleculares, no Cl 2, são dipolo per-
manente – dipolo permanente. Resposta:
c) as interações intermoleculares, no F2, são menos inten- A = n-hexano
sas que no I2. B = isopropanol
d) o Br2 se apresenta no estado físico gasoso quando a C = n-octano
temperatura é de 25 ºC. D = tetracloreto de carbono
• B é necessariamente o isopropanol, pois é miscível na
Resposta: C água. Trata-se de um composto polar.
O F2 apresenta menores pontos de fusão e de ebulição • C é necessariamente o n-octano, pois possui a maior
que o I2. temperatura de ebulição, logo sofre menos evaporação.
• A é o n-hexano, pois possui menor densidade que a
água.
2. (UFRJ modificado) As substâncias puras tetracloreto de • D é o tetracloreto de carbono.
carbono, n-octano, n-hexano e isopropanol encontram-se
em frascos identificados apenas pelas letras A, B, C e D.
Para descobrir as substâncias contidas nos frascos, fo-
ram realizados dois experimentos:
• No primeiro experimento, foi adicionada uma certa
quantidade de água nos frascos A e B, observando-se o
comportamento a seguir.

A
H 2O + B
H 2O
(Imiscibilidade) (Miscibilidade)

Módulo 23· Teoria de Arrhenius


• Eletrólitos e não eletrólitos. HO
• Soluções eletrolíticas e não eletrolíticas. NaCl(s) 
2
→ Na + (aq) + Cl − (aq)
• Ionização: formação de íons em uma solução devido
à reação das moléculas de uma substância dissolvida em • Grau de ionização / dissociação
água.
HCl + H2O → H3O + + Cl– número de moléculas ionizadas / dissociadas
a=
número de moléculas dissolvidas
• Dissociação: separação dos íons de um retículo cris-
talino, quando ocorre dissolução de um composto iônico a próximo de zero ⇒ eletrólito fraco
em água. a próximo de um ⇒ eletrólito forte

Enem e Vestibular Dose Dupla 12


Química

Módulo 24· Ácidos: definição e classificação


Definição de Arrhenius II. Quanto ao número de hidrogênios ionizáveis:
• Ácido é toda substância que, em solução aquosa, se Monoácidos Triácidos
ioniza-se, produzindo exclusivamente cátion H3O + (ou H +). Diácidos Tetrácidos
H2O

HCl ←  → H+ (aq) + Cl − (aq)
 III. Quanto ao número de elementos químicos:
ou Binário Ternário Quaternário

HCl + H O ←  → H O+ (aq) + Cl − (aaq)

2 3 IV. Quanto à volatilidade:
Voláteis Fixos
Classificação
I. Quanto à presença de oxigênio: V. Quanto à força:
Hidrácidos (HCl, HI, HCN) Fortes: a ≥ 50%
Oxiácidos (HClO3, HNO3, H2SO4) Moderados: 5% < a < 50%
Fracos: a ≤ 5%

Módulo 25· Ácidos: fórmula estrutural


Hidrácidos
HCl H 2S HCN

H — Cl S H—C N
H H

Oxiácidos
HClO HIO2 H2SO4 H2CO3
O I—O—H O
O H
Cl H
O O S—O—H O C

O H
O

H
H3PO4 *H3PO3 *H3PO2
O O O

H—O—P—O—H H—P—O—H H—P—O—H


O O O

H H

Módulo 26· Nomenclatura dos ácidos


Hidrácidos: ácidos não oxigenados (H x E) 2. Regra geral para elementos que
Ácido Nome de E + ídrico formam dois ou mais oxiácidos
HF ácido fluorídrico
Padrão
HCl ácido clorídrico ...ico
+O –O –O
Per...ico HClO3 ...oso Hipo... oso
Oxiácidos: ácidos oxigenados (H x EO y) HClO4 ácido HClO2 HClO
ácido perclórico clórico ácido cloroso ácido hipocloroso

Enem e Vestibular Dose Dupla 13


Química

Módulo 27· Nomenclatura dos ácidos: exercícios


Exercícios de Aplicação

1. Dê os nomes e/ou as fórmulas dos respectivos ácidos: 2. Escreva:


a) H3AsO4 a) os nomes dos compostos cujas fórmulas moleculares são
b) HNO2 H3PO2 e HClO4;
c) Ácido hipocloroso b) as fórmulas moleculares do ácido hipobromoso e do áci-
d) Ácido mangânico do perbrômico.
e) Ácido ortossulfúrico
Resposta:
Resposta: a) H3PO2: ácido hipofosforoso
a) Ácido arsênico HClO4: ácido perclórico
b) Ácido nitroso b) Ácido hipobromoso: HBrO
c) HClO Ácido perbrômico: HBrO4
d) H2MnO4
e) H2SO4

Módulo 28· Ionização dos ácidos


1. Ionização dos ácidos (parcial e total) 2. Nomenclatura dos ânions
H2O
  Ácido Ânion
H2SO4   H+ (aq) + HSO4− (aq)
H2O
 Ionização em
 etapas ídrico eto
HSO4−   H+ (aq) + SO24− (aq) 


H2SO4 
2 HO
 2 H+ + SO24− (aq) } Ionização
total
oso

ico
ito

ato

Módulo 29· Bases: definição e classificação


1. Definição de Arrhenius 2.2. Quanto à força
Base é toda substância que, em solução aquosa, disso- • Forte
cia-se, liberando exclusivamente o ânion OH–. • Fraca
HO
NaOH 
2
→ Na + (aq) + OH − (aq)
2.3. Quanto à solubilidade
2. Classificação • Solúvel
2.1. Quanto ao número de hidroxilas • Pouco solúvel
• Insolúvel
• Monobase
• Dibase
• Tribase
• Tetrabase

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Química
Módulo 30· Bases: nomenclatura
1. Formulação das bases Indicadores ácido-base

By + (OH)y
2. Nomenclatura Indicadores ácido-base
Elemento: 1 só base
Ácido Base
Hidróxido de
nome do elemento Fenolftaleína Incolor Vermelho

Elemento: 2 bases Tornassol Róseo Azul


Hidróxido de Nox (algarismo romano)
nome do elemento

ou
ICO → Nox maior
Hidróxido 
nome do elemento OSO → Nox menor

Módulo 31· Reação de neutralização total


1. Sais Exemplos:
São compostos que podem ser formados a partir da rea-
1 HCl + 1 KOH → 1
KCl + 1 H2O
ção de um ácido com uma base de Arrhenius.
Sal normal
Exemplo:
H2SO4 + Ca(OH)2 → CaSO4 + 2 H2O 2 HCl + Ca (OH)2 → CaCl2 + 2 H2O
 
Sal Sal normal

Nomenclatura do sal normal


2. Reação de salificação
Ácido + Base → Sal + Água de
Nome do ânion Nome do cátion
HCl + NaOH → NaCl + H2O
H + + OH– → H2O Observação – O nome do ânion deriva do ácido que dá
A reação de salificação pode ser total, do ácido e da origem a ele.
base, ou, então, parcial, de apenas um deles.
Ácido Ânion
3. Reação de neutralização
total do ácido e da base ídrico eto
O sal formado a partir da reação de neutralização to-
oso ito
tal do ácido e da base é denominado sal neutro ou nor-
mal. ico ato

Módulo 32· Reação de neutralização parcial


1. Sal ácido ou hidrogenossal 2. Sal básico ou hidroxissal
É o sal formado a partir da reação de neutralização par- É o sal formado a partir da reação de neutralização par-
cial do ácido e total da base. cial da base e total do ácido.
Exemplos: 1 NaOH + 1 H2SO4 → 1 NaHSO4 + 1 H2O Exemplo:

Sal ácido 1 Ca (OH)2 + 1 HCl → 1 Ca (OH) Cl + 1 H2O
NaHSO4 → sulfato ácido de sódio, hidrogenossulfato de 
Sal básico
sódio ou bissulfato de sódio.
Ca(OH)Cl → cloreto básico de cálcio ou hidroxicloreto
1 NaOH + 1 H3PO4 → 1 NaH2PO4 + 1 H2O
 de cálcio.
Sal ácido

NaH2PO4 → fosfato diácido de sódio ou di-hidrogeno-


Enem e Vestibular Dose Dupla 15


Química
Módulo 33· Formulação dos sais
1. Fórmula geral de um sal
Cx + → cátion
(Cx + )y (A y − )x  y −
A → ânion
Observação – Quando x e y (como índices) forem múltiplos, deverão ser simplificados.
Exemplos:

Exemplos: Cx+ Ay– (Cx+)y (Ay–)x Cy Ax Nome

Fe2+ SO2−
4 (Fe2+ )2 (SO24− )2 FeSO4 Sulfato de ferro II (ferroso)

Fe3+ SO2−
4 (Fe3+ )2 (SO24− )3 Fe2(SO4)3 Sulfato de ferro III (férrico)

Tabela de alguns dos principais cátions e ânions

Cátion Nome Cátion Nome Cátion Nome


Li+ Lítio Mg2+ Magnésio Fe2+ Ferro II (ferroso)
Na+ Sódio Ca2+ Cálcio Fe3+ Ferro III (férrico)
K+ Potássio Ba2+ Bário Cu+ Cobre I (cuproso)
NH4+ Amônio Al3+ Alumínio Cu2+ Cobre II (cúprico)

Ânion Nome Ânion Nome Ânion Nome


Cl– Cloreto SO2−
4 Sulfato HPO2−
3 Fosfito
Br– Brometo SO2−
3
Sulfito H2PO2− Hipofosfito
I– Iodeto CO2−
3
Carbonato NO3− Nitrato
S2– Sulfeto PO3− Fosfato NO2− Nitrito
Sal hidratado 4
É o sal que se cristaliza com uma ou mais moléculas de água.
CaCl2 · 2 H2O → cloreto de cálcio di-hidratado
Na2SO4 · 10 H2O → sulfato de sódio deca-hidratado

Módulo 34· Formulação dos sais: exercícios


1. Faça as fórmulas dos seguintes sais: 2. (UFF-RJ) Complete, corretamente, o quadro a seguir.
a) sulfeto de prata;
b) bissulfato de amônio; Fórmula Nomenclatura
c) fosfito áurico; Cu2CO3
d) perclorato ferroso;
(NH4)2C2O4
e) metafosfato de alumínio.
Fe(OH)3
Resposta: KHSO4
a) Ag2S Mg(NO3)2
b) NH4HSO4 Na2S
c) Au2(HPO3)3
d) Fe(ClO4)2 CuSO4 · 5 H2O
e) Al(PO3)3 Resposta:
Cu2CO3: carbonato de cobre I (cuproso)
(NH4)2C2O4: oxalato de amônio
Fe(OH)3: hidróxido de ferro III (férrico)
KHSO4: hidrogenossulfato de potássio; sulfato ácido de
potássio ou bissulfato de potássio
Mg(NO3)2: nitrato de magnésio
Na2S: sulfeto de sódio
CuSO4· 5 H2O: sulfato de cobre II (cúprico) penta-hidratado.

Enem e Vestibular Dose Dupla 16


Química

Módulo 35· Cotidiano de ácidos, bases e sais


1. Ácidos 2. Bases

Suco gástrico (nome comercial:


HCl Nome comercial: soda cáustica,
ácido muriático) NaOH
usada na fabricação do sabão
HF Reage com o vidro.
Nome comercial: cal hidratada,
HCN Câmara de gás Ca(OH)2 cal extinta ou cal apagada, usada
em caiação e na argamassa
H2 S Cheiro de ovo podre
Mg(OH)2 Antiácido e laxante
Fabricação de explosivos,
HNO3 Produto de limpeza,
fabricação do salitre NH4OH
indústria de fertilizantes
H2SO4 Bateria de automóvel

Indústria de alimentos,
H3PO4
indústria de fertilizantes

H2CO3 Refrigerantes

CH3COOH Vinagre

3. Sais

NaCl Conservação de carnes

NaI e KI Adicionado ao sal de cozinha

NaF Anticárie

NaNO3 Nome comercial: salitre, usado na fabricação de fertilizantes

KNO3 Fabricação da pólvora negra

Na2CO3 Nome comercial: barrilha ou soda, usado na fabricação do vidro

NaHCO3 Antiácido estomacal, fabricação do fermento, fabricação de extintor de incêndio

CaCO3 Constitui o calcário e o mármore, fabricação do CaO, do vidro comum e do cimento Portland

CaSO4 Fabricação do giz

CaSO4 · 2 H2O Conhecido como gipsita, utilizada como gesso

MgSO4 Nome comercial: sal amargo, utilizado como laxante

Ca3(PO4)2 Produção do elemento fósforo, indústria de fertilizantes

Módulo 36· Cotidiano de ácidos, bases e sais: exercícios


Exercícios de Aplicação

Enem e Vestibular Dose Dupla 17


Química

1. (UFRGS-RS modificado) São apresentadas abaixo subs- Resposta: A


tâncias químicas, na coluna 1, e uma possível aplicação 1. HF: reage com o vidro.
para cada uma delas, na coluna 2. água sanitária
Coluna 1 Coluna 2 
2. NaClO : alvejante
1. HF ( ) fabricação de explosivos, salitre desinfetante
2. NaClO ( ) usada em caiação e na argamassa 
3. HNO3 ( ) água sanitária fabricação de explosivos
4. Ca(OH)2 ( ) conservação de alimentos 3. HNO3 : 
fabricação do salitre
5. NaCl ( ) reage com vidro
Associando-se as substâncias químicas, na coluna 1, 4. Ca(OH)2 – nome comercial: cal hidratada, cal extin
com as aplicações correspondentes, na coluna 2, a sequên- ta ou cal apagada, usada em caiação e na argamassa.
cia correta de preenchimento dos parênteses, de cima para
baixo, é: conservação de carnes

a) 3, 4, 2, 5, 1 5. NaCl : soro fisiológico
b) 2, 3, 1, 5, 4 fabricação da soda cáustica

c) 3, 4, 1, 5, 2
d) 2, 3, 4, 1, 5
e) 3, 2, 1, 4, 5

Módulo 37· Óxidos: nomenclatura e formulação


1. Conceito Exemplos:
Óxidos são compostos binários, nos quais o oxigênio é o Fe2O3 → óxido de ferro III ou férrico
elemento mais eletronegativo. FeO → óxido de ferro II ou ferroso

2. Fórmula geral 3) Quando o elemento forma dois ou mais óxidos.

 mono  mono
E2x +O2x −
 di  óxido de  di  nome do elemento
   
 tri,...   tri,... 
Se x for múltiplo de 2, deveremos simplificá-lo.
Exemplos Exemplos:
Na2O, CaO, Al2O3, CO2, SO2, Fe2O3 Fe2O3 → trióxido de diferro
Obs. – OF2 não é óxido, pois o elemento flúor é mais eletro- FeO → monóxido de (mono) ferro
negativo que o oxigênio. Seu nome é fluoreto de oxigênio.
Obs. – Os peróxidos são óxidos que possuem o ânion O 2−
2
3. Nomenclatura e são formados por elementos das famílias IA e IIA.
1) Quando o elemento forma apenas um óxido.
Óxido de Exemplos:
nome do elemento
Exemplo: Fórmula Nome
Na2O → óxido de sódio
CaO → óxido de cálcio H2O2 peróxido de hidrogênio
Al2O3 → óxido de alumínio CaO2 peróxido de cálcio

2) Quando o elemento forma dois óxidos. K2O2 peróxido de potássio


Óxido de Nox (em algarismo romano)
nome do elemento

ICO → maior Nox


ou 
OSO → menor Nox

Enem e Vestibular Dose Dupla 18


Química

Módulo 38· Óxidos ácidos


Óxido ácido + água → ácido
Óxido ácido + base → sal + água

Exemplos H2SO4 Ácido sulfúrico


SO3 + H2O → H2SO4 − H2O Anidrido sulfúrico
 
SO3 + 2 NaOH → Na2SO4 + H2O SO3 ou trióxido dee enxofre

 N2O5 + H2O → 2 HNO3 2 HNO3 Ácido nítrico



 N2O5 + 2 NaOH → 2 NaNO3 + H2O − H2O Anidrido nítrico
N2O5 
ou pentóxido de dinitrogênio
Os óxidos ácidos, como são obtidos a partir dos ácidos
pela retirada de água, são chamados de anidridos. Óxidos ácidos são óxidos moleculares.

Módulo 39· Óxidos básicos, anfóteros,


peróxidos e neutros
1. Óxidos básicos 3. Peróxidos
Óxido básico + água → base Na2O2 + 2 H2O → 2 NaOH + H2O2
Óxido básico + ácido → sal + água Na2O2 + 2 HCl → 2 NaCl + H2O2
Na2O + H2O → 2 NaOH
Na2O + 2 HCl → 2 NaCl + H2O 4. Óxidos neutros
São formados por: CO, NO, N2O
– metais alcalinos (IA) e alcalinoterrosos (IIA)
– metais com baixo Nox

2. Óxidos anfóteros
ZnO, Al2O3

Módulo 40· Cotidiano de óxidos


CaO = cal viva ou cal virgem, usada na agricultura, em acidentes com caminhões de ácido sulfúrico.
CO2 = refrigerante, efeito estufa, chuva ácida em ambiente não poluído e ausência de raios e relâmpagos; em estado
sólido, é denominado gelo-seco.
N2O = gás hilariante, anestésico.
CO = poluente atmosférico formado na queima incompleta de combustíveis.
NO2 = eliminado pelos escapamentos de veículos, responsável pela chuva ácida em ambientes poluídos, formação de
ozônio a baixa altitude.
SO2 = eliminado pelas chaminés das fábricas, responsável pela chuva ácida em ambientes poluídos.
H2O2 = em solução aquosa, é denominado de água oxigenada.
Fe3O4 = magnetita, pedra-ímã natural.
Pb3O4 = zarcão, pintura de fundo em estruturas metálicas.

Enem e Vestibular Dose Dupla 19


Química

Módulo 41· Classificação das reações químicas


Representação gráfica ⇒ equação química
A
 + B → C +D
Reagentes Produtos

Classificação

1. Síntese ou adição 3. Deslocamento ou simples troca


A + B + ··· → S AB + C → CB + A
Exemplos: ou AB + C → AC + B
C + O2 → CO2 Exemplos:
SO3 + H2O → H2SO4 H2SO4 + Zn → ZnSO4 + H2
2 NaBr + Cl2 → 2 NaCl + Br2
2. Análise ou decomposição
S → A + B + ··· 4. Dupla-troca
Exemplos: AB + CD → CB + AD
CaCO3 → CaO + CO2 Exemplo:
NH4OH → NH3 + H2O AgNO3 + NaCl → AgCl + NaNO3

Módulos 42/43· Ocorrência das reações


de deslocamento
O metal mais reativo desloca o metal menos reativo. Série de reatividade
F > O > Cl > Br > I > S > C
A + BC AC + B Cl2 + Na2S → 2 NaCl + S
Série de reatividade Obs. – Todas as reações de deslocamento também são
de oxirredução.
Metais
Metais Metais Metais nobres
alcalino- H
alcalinos comuns Bi, Cu, Hg, Ag, Pt, Au H
terrosos

2 Na + ZnCl2 → 2 NaCl + Zn
Ca + 2 HCl → CaCl2 + H2
Reatividade
is)
(Ameta
Não-metal mais reativo desloca não-metal menos reativo. is)
(Meta
A + BC BA + C

Módulo 44· Ocorrência das reações de dupla-troca (I)


1o caso (formação de precipitado)
As reações de dupla-troca ocorrem quando um dos produtos é insolúvel ou menos solúvel que os reagentes.
Solubilidade:

Enem e Vestibular Dose Dupla 20


Química

Sais Regra geral Exceções

ClO3− ; NO3− ; CH3COO− Solúveis –

IA + ; NH4+ Solúveis –

Cl–; Br –; I– Solúveis Ag+ ; Pb2+ ; Hg22+

SO2−
4 Solúveis Ca2+; Sr2+; Ba2+; Pb2+

CO23− ; PO34− Insolúveis IA + ; NH4+

S2–; “OH–” Insolúveis IA + ; NH4+ ; Ca2+ ; Sr2+ ; Ba2+

Obs. – Em geral, os sais de metais de transição são coloridos.

Ex.: NaCl(aq) + AgNO3(aq) → AgCl(s) + NaNO3(aq)



  
Insolúvel

Módulo 45· Ocorrência das reações de dupla-troca (II)


2o caso (formação de produto menos ionizável) 3o caso (formação de produto mais volátil)
As reações de dupla-troca ocorrem quando há formação As reações de dupla-troca ocorrem quando há formação
de um produto mais “fraco” (menor grau de ionização/dis- de um produto mais volátil que os reagentes.
sociação).
Ex.: NaCl (s ) + H2SO4 ( l ) → Na2SO4 (s ) + 2 HCl (g)
  
  
Ex.: H2SO4 (aq) + 2 NaNO2 (aq) → Na2SO4 (aq) + 2 HNO2 (aq)
  Ácido fixo Ácido volátil
Ácido forte Ácido fraco
Na2CO3(s) + H2SO4 ( l ) → Na2SO4 (s ) + H2O ( l ) + CO2 (g)
HCl(aq) + NaOH(aq) → NaCl(aq) + H 

        2O( l) Gás
Ionizável Iônico Iônico Molecular

Módulo 46· Cinética química: introdução


1. Cinética química aA + bB → cC
É a parte da química que estuda a velocidade das rea- Vm(A ) Vm(B) Vm(C)
ções e os fatores que a influenciam. V(média) = − =− = Vm > 0
reação a b c

2. Velocidade média Obs. – Normalmente, essas quantidades são expressas


É a relação entre a quantidade consumida ou produzida em mols, mas podem ser expressas em gramas, em litros,
e o intervalo de tempo para que isso ocorra. em mol/L etc.

Enem e Vestibular Dose Dupla 21


Química

Módulo 47· Cinética química: condições


de ocorrência de reações
1. Condições para ocorrer reação 2. Entalpia
• Afinidade química entre os reagentes. É o conteúdo energético de um sistema.
• Contato entre os reagentes; choque entre duas par- Os reagentes apresentam um conteúdo energético Hr e os
tículas. produtos, um conteúdo energético Hp. A variação de ental-
• Orientação no choque. pia DH mede a energia liberada ou absorvida no processo.
• Energia de ativação (Ea): quantidade mínima de
DH = Hp – Hr
PV2D-09-62

energia que devemos fornecer aos reagentes para a reação


começar.

3. Tipos de reação

3.1. Exotérmica (DH < 0) 3.2. Endotérmica (DH > 0)

H H
Complexo ativado Complexo ativado

Ea Ea

Reag. Prod.
Hr Hr
$H $H
Prod. Reag.
Hp Hp

Caminho da reação Caminho da reação

4. Relação da velocidade da reação com a energia de ativação


Quanto menor a energia de ativação, maior a velocidade da reação e vice-versa.

Módulo 48· Fatores que influem na velocidade


das reações (I)
1. Superfície de contato
Quanto maior a superfície de contato entre os reagentes, maior a velocidade da reação.

2. Temperatura
Aumentando a temperatura, aumenta a energia cinética das moléculas, o que implica um maior número de choques
efetivos, aumentando a velocidade da reação.
Regra de Van’t Hoff: um acréscimo de 10 °C na temperatura dobra a velocidade da reação.

Enem e Vestibular Dose Dupla 22


Química

Módulo 49 · Fatores que influem na velocidade


das reações (II)
1. Concentração de reagentes Nesse mecanismo, há etapas lentas e rápidas. A etapa
Quanto maior a concentração de reagentes, maior a ve- mais lenta é a etapa determinante da velocidade.
locidade de uma reação química. A velocidade da reação global é a velocidade da etapa
mais lenta.
2. Lei da velocidade (lei cinética) Exemplo
A velocidade de uma reação é diretamente proporcio- Seja a reação 2 A + 3 B → A2B3, que se processa em duas
nal ao produto das concentrações dos reagentes, elevadas a etapas:
seus respectivos coeficientes. 1a etapa: 2 A + B → A2B (lenta)
aA + bB → cC 2a etapa: A2 B + 2 B → A2B3 (rápida)
V = k · [A] a · [B] b A velocidade da reação é dada pela expressão:
Obs. – [ ] = concentração molar (mol/L) V = k · [A]2 · [B]

3. Mecanismo de reações 4. Ordem de uma reação


Mecanismo de uma reação é a série de etapas que leva É a soma dos expoentes a que estão elevadas as concen-
os reagentes aos produtos. trações na lei experimental da velocidade.

Módulo 50· Equilíbrio químico: conceito


1. Conceito de equilíbrio 2. Características do equilíbrio
Todo sistema que reage reversivelmente procura o equi- • A velocidade da reação direta V1 é igual à velocidade
líbrio espontaneamente. da reação inversa V2.
v • O equilíbrio é dinâmico, as reações continuam ocor-
Seja a reação: 
xA + yB 
1
 wC + tD rendo.
v2
• As concentrações de todas as substâncias ficam cons-
As concentrações de A e B vão diminuindo e, conse- tantes.
quentemente, diminui a velocidade da reação direta V1. As • As propriedades macroscópicas do sistema não mais
concentrações dos produtos C e D vão aumentando e au- se alteram.
menta a velocidade da reação inversa V2. • A energia armazenada no sistema é a menor possível.
Quando V1 = V2, dizemos que foi atingido o equilíbrio. • O equilíbrio existe, portanto, em um sistema fechado.

Módulo 51: Constante de equilíbrio


Utilizando-se a concentração molar dos participantes, Utilizando-se a pressão parcial dos componentes gasosos
[produtos] pprodutos
Kc é dada pelo quociente: Kc = no equilíbrio, Kp é dada pelo quociente: Kp =
[reagentes] preagentes
De sua expressão não participam substâncias sólidas, e De sua expressão só participam substâncias gasosas, e o
o seu valor varia com a temperatura. seu valor também varia com a temperatura.
aA(g) + bB(g) cC(g) + dD(g) aA(g) + bB(g) cC(g) + dD(g)

[C]c ⋅ [C]d Kp =
[pC]c ⋅ [pD]d
Kc =
[A ]a ⋅ [B]b [pA ]a ⋅ [pB]b
Relação entre Kp e Kc
Kp = Kc · (R · T) Dn

Enem e Vestibular Dose Dupla 23


Química
Módulo 52· Deslocamento de equilíbrio
Deslocar um equilíbrio significa, por meio de um fator externo, fazer uma das duas reações ser favorecida, tornando
V1 ≠ V2.

1. Princípio de Le Chatelier
“Quando se aplica uma força externa num sistema em equilíbrio, este tende a reajustar-se no sentido de fugir à ação
dessa força.”

2. Fatores que deslocam um equilíbrio


2.1. Concentração
Quando aumentamos a concentração de uma substância 2.3. Pressão
num sistema em equilíbrio, deslocamos o equilíbrio para o Um aumento de pressão no sistema gasoso desloca o equilí-
lado oposto em que se encontra a substância. brio no sentido da reação que ocorre com contração de volume.

2.2. Temperatura 2.4. Efeito catalisador


Um aumento da temperatura no sistema desloca o equi- “O catalisador não desloca equilíbrio; ele altera o tempo
líbrio no sentido da reação endotérmica. em que o equilíbrio é atingido.”

Módulo 53· Equilíbrio iônico


É um caso de equilíbrio que envolve íons. 2. Grau de ionização (α)
HCN + H2O H3O + + CN– no de mols ionizados ou dissociados
α=
no total de mols dissolvidos
1. Constante de ionização (Ki)
Observações
[H3O+ ] ⋅ [CN − ] I. α e Ki aumentam com a temperatura.
K=
[HCN] ⋅ [H2O] II. Quanto maior for o Ki, mais forte será o ácido ou
[H3O+ ] ⋅ [CN − ] a base.
K ⋅ [H2O] = III. Para um poliácido, a ionização é gradativa.
  [HCN]
Ki 1) H2 S H + + HS– K1 = 1,0 · 10 –7
[H3O+ ] ⋅ [CN − ] 2) HS – H + + S2– K2 = 1,3 · 10 –13
Ki =
[HCN]
3. Lei da diluição de Ostwald
Generalizando, para eletrólitos fracos e em solução di- É uma lei que relaciona o grau de ionização com a con-
luída, temos: centração molar da solução.
[produtos] , menos [H O] = constante n ⋅ α2 M – A2
Ki = Ki = ou Ki 
[reagentes] 2
V ⋅ (1 − α) 1 A
Ki pode ser chamado de: (Lei da diluição de Ostwald)
Ka – constante de ionização do ácido ou Observação – Quanto mais diluída for a solução, maior
Kb – constante de dissociação da base será o grau de ionização.

A água pura ioniza-se segundo a equação: 4. Efeito do íon comum


H2O + H2O H3O + + OH– É a aplicação do princípio de Le Chatelier para equilí-
brios iônicos.
ou, simplesmente,
Verifica-se, experimentalmente, que, para cada 1 litro
H2O H + + OH– de água (55,5 mols de água), à temperatura de 25 °C, ape-
nas 10 –7 mols de água ionizam, produzindo 10 –7 mols de H +
Produto iônico da água: e também de OH–. Portanto:
Kw = [H +] · [OH–]
[H+ ] ⋅ [OH − ] Kw = 10 –7 · 10 –7 → Kw = 10 –14 (a 25 °C)
Ki = → Ki ⋅ [H2O] = [H+ ] ⋅ [OH − ]
[H2O]  
constante
água pura
[H+] = [OH–] = 10–7
(ou soluções neutras)
Kw = [H+] · [OH–] → produto iônico da água
soluções ácidas [H+] > 10–7 e [OH–] < 10–7

soluções básicas [H+] < 10–7 e [OH–] > 10–7

Enem e Vestibular Dose Dupla 24


Química

Módulo 55· pH e pOH


O conceito de pH e pOH foi criado para expressar, de A partir da expressão:
maneira mais conveniente, o caráter ácido ou básico de [H +] · [OH–] = 10 –14
uma solução.
Por definição: temos: pH + pOH = 14

pH = – log[H+] Potencial hidrogeniônico da solução água pura (ou soluções neutras) pH = pOH = 7

pOH = – log[OH–] Potencial hidroxiliônico da solução soluções ácidas pH < 7 e pOH > 7
soluções básicas pH > 7 e pOH < 7

Módulo 56· Hidrólise salina (I)


Hidrólise de sais 2o) Hidrólise de um sal de ácido fraco e base forte
É a reação entre o sal e a água, produzindo o ácido e a
KCN + H2O HCN + KOH
base correspondentes.
K+ + CN– + H2O HCN + K+ + OH–
sal + água ácido + base
CN– + H2O HCN + OH– pH > 7
1o)Hidrólise de um sal de ácido forte e base fraca
NH4Cl + H2O HCl + NH4OH 3o) Hidrólise de um sal de ácido e base, ambos fracos.
NH4CN + H2O HCN + NH4OH
NH4 + + Cl– + H2O H + + Cl– + NH4OH
NH+4 + CN– + H2O HCN + NH4OH

NH+4 + H2O H+ + NH4OH pH < 7 Se o ácido e a base forem igualmente fracos, pH = 7

4º) Sal de ácido e base, ambos fortes, não há hidrólise.

Módulo 57· Hidrólise salina (II)


1. Grau de hidrólise [H+ ] ⋅ [BOH] [H+ ] ⋅ [BOH] ⋅ [OH − ]
nº de mols hidrolisados Kh= ⇒ Kh=
α= [B ]+ [B+ ] ⋅ [OH − ]
nº inicial de mols
[H+ ] ⋅ [OH − ] Kw
Kh= ⇒ Kh=
[B+ ] ⋅ [OH − ] Kb
2. Constante de hidrólise
[BOH]
[Produtos]
Kh= em que: Kw = produto iônico da água (10 –14 a 25 °C)
[Reagente] Kb = constante de ionização da base fraca
Observações
1) Considerar sempre a equação iônica de hidrólise. b) Sal de ácido fraco e base forte
2) Admitindo a [H2O] @ cte, ela não participa da Kw
expressão de Kh. Kh=
Ka
3. Relações entre a constante de hidrólise c) Sal de ácido e base, ambos fracos
e a constante do ácido ou base fraca Kw
a) Sal de ácido forte e base fraca Kh=
Ka ⋅ Kb
B + + H2O H + + BOH

Enem e Vestibular Dose Dupla 25


Química

Módulo 57· Hidrólise salina (II)


1. Grau de hidrólise [H+ ] ⋅ [BOH] [H+ ] ⋅ [BOH] ⋅ [OH − ]
nº de mols hidrolisados Kh= ⇒ Kh=
α= [B+ ] [B+ ] ⋅ [OH − ]
nº inicial de mols
[H+ ] ⋅ [OH − ] Kw
Kh= ⇒ Kh=
[B+ ] ⋅ [OH − ] Kb
2. Constante de hidrólise
[BOH]
[Produtos]
Kh= em que: Kw = produto iônico da água (10 –14 a 25 °C)
[Reagente] Kb = constante de ionização da base fraca
Observações
1) Considerar sempre a equação iônica de hidrólise. b) Sal de ácido fraco e base forte
2) Admitindo a [H2O] @ cte, ela não participa da Kw
expressão de Kh. Kh=
Ka
3. Relações entre a constante de hidrólise c) Sal de ácido e base, ambos fracos
e a constante do ácido ou base fraca Kw
a) Sal de ácido forte e base fraca Kh=
Ka ⋅ Kb
B + + H2O H + + BOH

Módulo 58· Produto de solubilidade


É defi nido para soluções saturadas de uma substância Observações
muito pouco solúvel em água. a) Quanto menor for o valor do PS, menos solúvel será
a substância, desde que os íons presentes na solução en-
contrem-se em uma mesma proporção. Caso o fato não seja
observado, o menos solúvel será o de menor solubilidade.
b) O PS varia com a temperatura.
A+(aq) B–(aq) AB em solução Ocorrência de precipitação
AB sólido
B–

Verifica-se que ocorre equilíbrio da dissolução do sal


AB em água.
AB(s) A+ (aq) + B– (aq) A+(aq)

[B− ] ⋅ [A + ]
K= como [AB] = constante. Dessa forma, temos:
[AB]
K · [AB] = [B–] · [A+] ⇒ PS = [B–] · [A+]
Generalizando para um eletrólito qualquer BxAy, te- [A+] · [B–] < K PS : solução não saturada.
mos: [A+] · [B–] = K PS : solução saturada.
BxAy xBy+ + yA x– [A+] · [B–] > K PS : solução supersaturada. Como são
instáveis, ocorre a precipitação da quantidade que exce-
PS = [By+]x · [Ax-]y der o PS.

Enem e Vestibular Dose Dupla 26