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Leit ura e I nterpre tação d e Pro jetos | 1

CET EM CONSTRUÇÃO CIVIL ROSÁRIA CARR IÇO

Leitura e Interpretação de
projetos

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2011 –
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Leitura e Interpretação de
projetos

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Rio Grande do Norte


2011

FIERN – Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Norte

Flávio Azevedo
Presidente

SENAI – Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial

Departamento Regional do Rio Grande do Norte

Rodrigo Diniz
Diretor regional

Centro de Educação e Tecnologias d a Construção Civil Rosária Carriço

Genildo Peixoto
Diretor

Adriana de Castro
Heloíza Beatriz
Coordenação Pedagógica

Deyne Bezerra Caldas


Elaboração

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CET EM CONSTRUÇÃO CIVIL ROSÁRIA CA RRIÇO

Leitura e Interpretação de
projetos

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SENAI – Departamento Regional do Rio Grande do Norte

CETCCRC – Centro de Educação e Tecnologias em Construção Civil Rosária Carriço

FICHA CATALOGRÁFICA

Caldas, Deyne Bezerra

SENAI – RN – Leitura e Interpretação de Projetos: Noções Sobre Projeto


Arquitetônico – Noções Sobre Projeto Estrutural – Noções Sobre Projeto Hidráulico
– Noções Sobre Projeto Sanitário. - Natal/RN, 2011.
63 p.

Leitura e Interpretação de Projetos: Noções Sobre Projeto Arquitetônico – Noções


Sobre Projeto Estrutural – Noções Sobre Projeto Hidráulico – Noções Sobre Projeto
Sanitário

SENAI – Departamento Regional do Rio Grande do Norte


Av. Senador Salgado Filho, 2860 – 3° andar – Casa da Indústria - Lagoa Nova
CEP: 59.075 - 900 – Natal/RN - Tel.: (84) 3204 – 6211 - Fax: (84) 3204 – 6209
www.rn.senai.br

CETCCRC – Centro de Educação e Tecnologias em Construção Civil Rosária Carriço


Rua Professor Antônio Trigueiro, 17 – Felipe Camarão – 59.074-100 – Natal/RN
Tel.: (84) 3605 – 7116 / 3605 - 7339
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Qualquer parte desta obra poderá ser reproduzida, desde que citada a fonte. C
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“Só o conhecimento traz o poder.” O
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Sigmund Freud T
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A minha filha Giovanna Stephani. R
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Agradeço a Anaclécia,
pedagoga do CTGás, que me
incentivou a enfrentar essa jornada. O
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Também, não poderia deixar I
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de mencionar Fernando Antônio, R
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professor de Elétrica do CETCC A
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Rosária Carriço, na correção R
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gramatical dessa produção. S
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Igualmente, a todos que R
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direta ou indiretamente tornaram C
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esse trabalho possível. E
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SUMÁRIO
APRESENTAÇÃO 10
UNIDADE I
NOÇÕES SOBRE PROJETO ARQUITETÔNICO 12
MATERIAIS E INSTRUMENTOS DE DESENHO 14
Prancheta 14
Régua tê 14
Régua paralela 15
Esquadros 16
Compasso 17
Escalímetro 17
Gabaritos 18
ESCALA NUMÉRICA 18
COTAS 22
PROJEÇÕES ORTOGONAIS 23
TIPOLOGIA DE TRAÇOS 26
O PROJETO ARQUITETÔNICO 27
Planta de situação 27
Planta de locação 28
Planta de cobertura 29
Planta baixa 30
Cortes 31
Fachadas 34
Detalhes técnicos 35
Perspectiva 37
UNIDADE II
NOÇÕES SOBRE PROJETO HIDRÁULICO 40
OBJETIVOS DA INSTALAÇÃO PREDIAL DE ÁGUA FRIA 42
ETAPAS DO PROJETO 42
SISTEMA DE ABASTECIMENTO 44
SISTEMA DE DISTRIBUIÇÃO 45
Sistema de distribuição direta 45
Sistema indireto de distribuição 46
Sistema de distribuição mista 46
TERMINOLOGIA 47
SÍMBOLOS E ABREVIATURAS PARA PROJETOS HIDRÁULICOS 48
Água fria 48
Água quente 48
UNIDADE III
NOÇÕES SOBRE PROJETO SANITÁRIO 49
SISTEMAS PÚBLICOS DE COLETA DE ESGOTO SANITÁRIO 50
Sistema unitário 50
Sistema separador absoluto 50
Sistema misto 51 O
TERMINOLOGIA 51 Ç
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OBJETIVOS DE UMA INSTALAÇÃO PREDIAL DE ESGOTO SANITÁRIO 52 R
A
ESTAPAS DO PROJETO 53 C
A
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SISTEMA DE ESGOTO PRIMÁRIO, SECUNDÁRIO E VENTILAÇÃO
DEFINIÇÕES 55
57 Á
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SÍMBOLOS E ABREVIATURAS PARA PROJETO SANITÁRIO 58 O
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REFERÊNCIAS 62 C
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LEITURA E INTERPRETAÇÃO DE
PROJETOS

APRESENTAÇÃO

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A capacidade de elaborar projetos pode estar relacionada à facilidade que algumas


pessoas apresentam em demonstrar algo que queira executar. Capacidade essa, que para
muitos é chamada de “dom”. Independente dessa afinidade, os projetistas, em sua
atividade, procuram fazer de seus projetos algo legível a todos que neles se debrucem
para estudá-los.
O estudo de projetos na Construção Civil é fundamental para a realização de
qualquer atividade da área, pois nele está representado graficamente todo

dimensionamento das diversas fases de uma obra, além de representar o objetivo


almejado pelo cliente. A fidelidade ao projeto é o que se espera como resultado final das
atividades realizadas para sua construção.
É fundamental nesse processo de construção do conhecimento descobrir que
muitos elementos são representados de forma padronizada para cada tipo de projeto, o
que chamamos de simbologia gráfica. Seu prévio conhecimento tornará possível a
completa compreensão do projeto, facilitando sua leitura.
Como se pode perceber, para ler e interpretar projetos e dele extrair as ações
necessárias ao desenvolvimento das fases da construção de uma obra não é necessário
saber desenhar, mas sim ter prévio conhecimento da simbologia especifica do respectivo
projeto e a finalidade para qual ele foi elaborado. Conhecimento esse acessível a todos

que almejam trabalhar na área da Construção Civil.

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LEITURA E INTERPRETAÇÃO DE
PROJETOS

UNIDADE I
NOÇÕES SOBRE PROJETO ARQUITETÔNICO

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Para se qualificar em leitura e interpretação de projetos, é necessário percorrer um


processo de aprendizado, que deve iniciar com o conhecimento dos instrumentos
utilizados para o desenho, indo até as noções básicas necessárias a correta leitura e
interpretação dos principais projetos relacionados à construção civil – arquitetônico
hidráulico e sanitário. Nesse caminho se adquire vários tipos de informação, as quais
enriquecem o universo daqueles que o percorrem, contribuindo de maneira positiva para a
sua formação e qualificação, especialmente se atrelada à área dos profissionais desse
campo de conhecimento.
A representação gráfica é uma parte importante no que diz respeito aos projetos
relacionados à construção civil. Pois proporciona meios para que o projetista possa
materializar suas idéias e desejos. Para obter uma correta representação é necessária a
utilização adequada de certos instrumentos, tais como: prancheta, papel, régua tê, régua
paralela, esquadros, compasso, transferidor, gabaritos, réguas flexíveis, escalímetro,
dentre outros.
Atualmente, com a evolução tecnológica, o computador configura-se como uma
ferramenta completa e indispensável para o desempenho da atividade de representação
gráfica de projetos, através da utilização de programas específicos, como o AutoCAD. No
entanto, seu uso não invalida os anteriores citados, pois estes fazem parte de um
aprendizado inicial, importante, inclusive, para o seu manuseio.

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Imagem 01: Representação de uma maquete eletrônica da fachada frontal de uma residência. (fonte: desconhecido) E
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MATERIAIS E INSTRUMENTOS DE DESENHO

A seguir, ilustraram-se alguns dos instrumentos que auxiliam na prática do desenho


técnico e que são necessários ao conhecimento de qualquer iniciante no estudo para
elaboração gráfica de projetos.

Prancheta
Tipo de mesa, geralmente de madeira e formato retangular, que serve como
instrumento de apoio a fixação dos papéis e a conseqüente atividade de desenho. Sobre
ela também se utilizam as réguas tê e paralelas.

Imagem 02: Imagem de uma prancheta. (fonte: www.trident.com.br)

Régua tê
É uma régua composta de duas outras, fixadas uma na outra. Uma delas é pequena
e de madeira grossa, que desliza pela lateral da prancheta, esta parte denomina-se haste.
A outra é normalmente em acrílico e desliza sobre a superfície da prancheta. Estas réguas
formam um ângulo de 90º. O
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A régua tê é um instrumento móvel que serve para traçar linhas horizontais R
A
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paralelas¹ no sentido do comprimento da prancheta. Também serve de apoio aos R
Á
esquadros para traçar paralelas verticais ou com determinadas inclinações. O S
O
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comprimento da régua deve ser um pouco menor que a prancheta. C
C
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_______________________________________________________________________________________ E
C
1 Retas paralelas são linhas que não tem nenhum ponto em comum. Elas nunca se cruzam, um exemplo –
tí ico é as mar ens de uma rodovia.
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Imagem 03: Ilustração de uma régua tê. (fonte: MONTENEGRO, 1978, P. 04)

Régua paralela
Tem a mesma função da régua tê, porém é instalada com cordas fixadas nas
extremidades da prancheta, permitindo seu deslizamento sobre a superfície.

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Imagem 04: Imagem de uma régua paralela. (fonte: www.trident.com.br) T
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Imagem 05: Ilustração de uma régua paralela fixada na prancheta. (fonte: MONTENEGRO, ______, P. __)

Esquadros
São instrumentos, em sua grande maioria de plástico ou acrílico, utilizado para
traçar retas, que podem ser perpendiculares às horizontais traçadas com a régua tê ou
paralela. Podendo também ser, perpendiculares² às retas inclinadas, neste caso sem a
utilização de régua.

Existem dois tipos de esquadros, um menor em forma de um triângulo de 45º. E


outro maior, em forma de triângulo retângulo³, cujos ângulos são de 30 e 60º.

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Imagem 06: Imagem de um par de esquadros técnicos. (fonte: www.trident.com.br) S
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_______________________________________________________________________________________ C
2 Retas perpendiculares, são linhas que se cruzam em um único ponto em comum, formando ângulos de C
T
90º. Essas retas são fáceis de observar no assentamento de pisos cerâmicos, cujos trinchos desses pisos E
C
formam esses ângulos em suas extremidades. –
3 Trian ulo cu o um de seus vértices forma um ân ulo de 90º.
Leit ura e Inter pretação de Pro jetos | 17

Compasso
É o instrumento que serve para traçar circunferências ou arcos de circunferências. É
utilizado da seguinte maneira: aberto, com o raio desejado, fixa-se a ponta seca no centro
da circunferência a traçar e segurando-se o compasso pela parte superior com os dedos
indicador e polegar, imprimi-se ao mesmo, um movimento de rotação até completar a
circunferência.

Imagem 07: Imagem de um compasso técnico de precisão. (fonte: BEZERRA, 2010)

Escalímetro
É uma espécie de régua graduada em formato triangular bastante utilizada, que
traz consigo seis escalas de medição diferentes. No mercado existem vários padrões de
escalímetro, variando de acordo com o tipo de escala. O mais usual é o que traz as
escalas de 1:20 (lê-se: "um para vinte"); 1:25; 1:50; 1:75; 1:100 e 1:125 (também pode
ser representada da seguinte forma: 1/20; 1/25; 1/50; 1/75; 1/100 e 1/125).
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Imagem 08: Imagem de escalímetros de padrões diferentes. (fonte: www.trident.com.br)
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Gabaritos
São instrumentos que servem como base para a representação precisa de
determinados objetos e/ou equipamentos bastante utilizados no desenho técnico.
Auxiliando o projetista na elaboração de desenhos já universalmente reconhecidos e
padronizados, não havendo, portanto, a necessidade de construir novos desenhos que o
representam.

Existe uma diversidade de modelos, tais como: gabarito de círculos; formas


geométricas; louça sanitária; instalações elétricas; instalações hidráulicas; mobiliário;
dentre outros.

Imagem 09: Imagem de gabarito de instalações sanitária. (fonte: www.trident.com.br)

ESCALA NUMÉRICA

Antes de iniciar a atividade de leitura e interpretação de projetos, há a necessidade


de conhecer alguns preceitos fundamentais que tornam essa prática mais fácil ao
O
observador. Tais como, o prévio conhecimento de escalas numéricas, cotas e projeções Ç
I
R
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ortogonais. A
C
A
I
O termo escala pode ser entendido como sendo a relação entre cada medida do R
Á
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desenho e a sua dimensão real no objeto. Ou seja, é uma relação de proporcionalidade O
R
C
encontrada entre ambos, podendo ser de redução ou ampliação. Na construção civil as C
T
E
escalas sempre serão de redução, pois se constrói prédios enormes que estão C

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desenhados numa simples folha de papel. Quanto à escala de ampliação, é mais comum
nas áreas da mecânica e microeletrônica, onde algumas peças são minúsculas e precisão
ser desenhadas de maneira ampliada para facilitar a compreensão de seus detalhes.
Alguns exemplos são o microchip e a ponta de uma caneta esferográfica.
As escalas podem ser classificadas como numérica ou gráfica. A primeira é
representada por números. Já a gráfica é a representação da numérica por meio de
gráfico.

Imagem 10: Ilustração dos tipos de representações de escalas. Acima uma gráfica, e abaixo, uma numérica. (fonte:
Desconhecido)

Como já foi visto, a escala numérica pode ser de ampliação e de redução. A


primeira é utilizada quando se deseja obter representações gráficas maiores que o
tamanho natural do objeto. As escalas de ampliação recomendadas são 2/1; 5/1; 5/1;
10/1; 20/1; 100/1; etc. No entanto, quando se tem objetos cujas grandes dimensões
impossibilitam sua representação, emprega-se a escala de redução. As mais usadas são
1/5; 1/10; 1/20; 1/25; 1/50; 1/100; 1/200; 1/500; 1/1000 etc. Para a escolha entre uma
ou outra, deve-se levar em consideração o tamanho do objeto a ser representado; as
dimensões do papel e a clareza que se dá ao desenho.
Vejamos a seguir, alguns exemplos de como representar algumas medidas em
escala utilizando uma régua comum e tendo conhecimento da seguinte fórmula
matemática:

1/M = D/R
O
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Onde; R
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1/M – módulo da escala Á
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D – comprimento de linha no desenho C
C
R – comprimento de linha no terreno (real) T
E
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Exemplo 01:

 Uma porta tem 80 cm de largura, como posso representar essa medida na


escala de 1/5 no papel, utilizando uma régua?

Escala 1/5 - cada 1 cm do desenho representa 5cm na largura da porta. Para


desenhar nesta escala, divide-se por 5 a verdadeira grandeza das medidas.
Então podemos estabelecer a seguinte relação: 1/5 = D/R.
Onde;
D= uma medida no desenho a ser calculada.
R= a mesma medida feita no objeto (a medida real) = 80 cm.

Vamos lá;
A fórmula é nada mais do que uma
1/5 = D/80 regra de três simples, que se aprende
D = 80/5 no ensino fundamental.

D = 16 cm

Conclusão: A porta de 80 cm de largura vai ser representada com 16 cm na


escala de 1/5, no papel.

EXEMPLO 02:

 Um terreno tem 10 m de frente, qual medida pode representar essa dimensão


no papel, na escala de 1/50?

Representar em escala uma grandeza de 10 metros na escala 1/50, é desenhar


essa medida cinqüenta vezes menor do que sua medida real.
Vamos estabelecer a seguinte relação: 1/50 = D/R.
Onde; O
Ç
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D= uma medida no desenho a ser calculada. R
A
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R= a mesma medida feita no terreno (a medida real) = 10 m. A
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O
R
Vamos lá; C
C
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1/50 = D/10 E
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D = 10/50
Observe que a resposta foi dada na
D = 0,2 m mesma unidade de medida da
pergunta do problema, em metros (m).
Sendo necessário, para a utilização da
Só para lembrar: régua, transformar essa unidade em
centímetros (cm).
1 m = 100 cm, logo; 0,2 m = 20 cm.

Conclusão: Um terreno de 10 m de frente vai ser representado na escala de

1/50 no papel, com 20 cm.

A escala vai representar a relação de verdadeira grandeza das dimensões, seja de


peças mecânicas ou de medidas de terreno, prédio ou ambiente na construção civil.

Imagem 11: Ilustração da redução em escala de uma casa. (fonte: FEDERAÇÃO DAS INDÚSTRIAS DO ESTADO DE
MINAS GERAIS, _____, p. 06)

VAMOS PENSAR:

“Foi visto nos exemplos anteriores, a maneira de se calcular a representação de uma medida no O
Ç
I
desenho utilizando-se para tanto de uma escala previamente estabelecida e régua. Porém, é possível com a R
R
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mesma fórmula estudada, calcular medidas reais, tendo suas medidas desenhadas em escala num papel. C
A
I
Ou seja, o processo inverso dos cálculos realizados acima. Sugeri-se que o aluno calcule a medidas reais de R
Á
S
um terreno, desenhado na escala de 1/50, que mediu na régua 15 cm de largura, por 30 cm de O
R
comprimento?” C
C
T
E
C

Leit ura e Inter pretação de Pro jetos | 22

COTAS

São os números que representam às dimensões do que está sendo representado


pelo desenho. Qualquer que seja a escala do desenho, as cotas significam a verdadeira
grandeza das dimensões.

Regras básicas:

As cotas devem ser escritas na posição horizontal, de modo que permita a leitura
com o desenho na posição normal e o observador a sua direita;
 Os algarismos devem ser colocados acima da linha de cota, quando esta for
contínua;
 Todas as cotas de um desenho devem estar na mesma unidade de medida;
 Uma cota na deve ser cruzada por uma linha do desenho;
 As linhas de cota são desenhadas paralelas à direção da medida;
 Passar as linhas de cota de preferência fora da área do desenho;
 Evitar a repetição de cotas;
 O valor das cotas prevalece sobre as medidas calculadas tendo como base o
desenho.

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Imagem 12: Ilustração que exemplifica algumas formas corretas de cotar. (fonte: MONTENEGRO, 1978, p. 37) –
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Imagem 13: Ilustração que mostra os tipos de cotas utilizadas em projetos da área de construção civil. (fonte:
MONTENEGRO, 1978, p. 37)

PROJEÇÕES ORTOGONAIS

A projeção ortogonal é o meio ou técnica, que possibilita a representação gráfica


(ou desenho) dos vários lados de uma peça, no caso de desenho mecânico, ou das
fachadas externas de uma casa em projetos arquitetônicos.

Imagem 14: Ilustração das representações gráficas de uma peça, nas faces de um cubo. (fonte: ARRUDA, 2004, p. 22)

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Imagem 15: Ilustração do rebatimento das representações gráficas de uma peça, nas faces de um cubo. (fonte: C

ARRUDA, 2004, p. 22)
Leit ura e Inter pretação de Pro jetos | 24

Imagem 16: Ilustração das vistas da peça que foi projetada nas faces do cubo. (fonte: ARRUDA, 2004, p. 21)

O mesmo conceito ilustrado nas figuras apresentadas anteriormente é utilizado na


arquitetura. Onde as várias faces de um prédio são representadas (ou desenhadas)
conforme seja necessário a sua completa compreensão.

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Imagem 17: Ilustração das representações gráficas de uma casa num cubo. (fonte: MONTENEGRO, 1978, p. 42) E
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Imagem 18: Ilustração do rebatimento das vistas de uma casa num plano. (fonte: MONTENEGRO, 1978, p. 43)

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Imagem 19: Ilustração das vistas de uma casa. (fonte: MONTENEGRO, 1978, p. 40) A
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O conhecimento das projeções ortogonais auxilia a compreensão do projetista na R
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elaboração de desenhos, auxiliando-o na construção mental do projeto e o materializando T
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num papel. –
Leit ura e Inter pretação de Pro jetos | 26

TIPOLOGIA DE TRAÇOS

A compreensão de um projeto (ou desenho), esta relacionada intimamente aos


traços que o compõem. Cada tipo de linha vai passar uma informação ao leitor que o
auxiliará na correta interpretação do desenho. Saber reconhecer, portanto, cada tipo de
linha é uma atividade indispensável ao profissional da construção civil, pois ela trará
informações importantes para execução de um projeto.

Existe um padrão utilizado pelo desenho técnico em relação às espessuras e os


tipos de traços. Estes devem ser:
 Linha contínua e traço grosso: Devem ser utilizados nas partes interceptadas pelos
planos de corte (planta baixa, cortes transversais e longitudinais), nas partes que
se encontram mais próxima do observador.
 Linha contínua e traço mais suave: Nas partes mais distantes do primeiro plano.
Nas linhas paralelas e pouco afastadas entre si.
 Linha tracejada e traço suave: Nas projeções das coberturas, no contorno das
paredes quando oculto pela cobertura ou quando o plano representado está acima
ou abaixo do plano de corte que deu srcem a planta baixa.
 Linha traço e ponto e traço suave: Na projeção da caixa d’água, quando

representada na planta baixa e nas linhas utilizadas como eixos.


 Linha de ruptura ou zig-zag e traço suave: Secciona parte de um projeto, limitando
sua área de representação. Seja para mostrar detalhadamente ou restringir uma
área pré-determinada.

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Imagem 20: Ilustração dos tipos de linhas utilizados na arquitetura. (fonte: ARRUDA, 2004, p. 09) C

Leit ura e I nterpre tação d e Pro jetos | 27

O PROJETO ARQUITETÔNICO

O projeto arquitetônico pode ser entendido como sendo o elemento de registro


gráfico e comunicação das características da obra pretendida, contribuindo para a sua real
materialização. Para melhor compreender o assunto, convém estudarmos inicialmente a
definição do que seja Arquitetura, projeto esse que tanto se falou até agora.
Segundo o Dicionário Aurélio, Arquitetura é "arte de edificar”. A arquitetura esta

relacionada à arte de projetar e edificar ambientes habitados pelo ser humano


(http://www.pt.wikipedia.org/wiki/Arquitetura). Normalmente a arquitetura esta
relacionada à arte, porém esta intimamente ligada à técnica, uma vez que, utiliza-se de
meios padronizados e regulamentados na construção de desenhos a serem interpretados
por terceiros. Dessa forma, arquitetura pode ser encarada como arte ou ciência que tem
por finalidade a criação de espaços para uso como residência, comércio, artes etc.
(http://pt.wiktionary.org/wiki/arquitetura), levando-se em conta critérios como
funcionalidade, conforto e estética. Respeitando normas, materiais e técnicas utilizados
para criar o espaço.
O projeto arquitetônico deve ser constituído por algumas representações gráficas,
tais como: planta de situação, planta de locação, planta de cobertura, planta baixa, cortes

(transversal e longitudinal), fachadas, detalhes técnicos e perspectivas.

Planta de situação
É a representação gráfica do projeto arquitetônico que indica as dimensões do
terreno (lote), a quadra, lotes vizinhos, orientação magnética (norte geográfico), ruas de
acesso e opcionalmente pontos de referência. Essa representação vai localizar o terreno
dentro de um perímetro urbano ou até mesmo rural, facilitando sua identificação junto aos
órgãos públicos competentes na regularização e fiscalização da obra.
Os dados fornecidos numa planta de situação devem necessariamente esta em
O
Ç
acordo com a escritura pública do terreno, oficializando junto aos órgãos públicos o título I
R
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de propriedade daquela área. A
C
A
I
A Planta de Situação abrange uma área relativamente grande, por isso, R
Á
S
normalmente é desenhado em escalas pequenas, ex.: 1/500, 1/750, 1/1000, 1/2000 etc. O
R
C
C
T
E
C

I
A
N
E
S
Leit ura e Inter pretação de Pro jetos | 28

Imagem 21: Ilustração de uma planta de situação, com todos os dados necessários a perfeita identificação do terreno.
(fonte: BEZERRA, 2010)

Planta de locação

É a representação gráfica do projeto arquitetônico que indica a posição da


construção no terreno. Podendo ser indicado também muros, portões, vegetação
existente, orientação magnética (norte geográfico), passeio público e opcionalmente
construções vizinhas.
Nesse tipo de representação, por se tratar de um tipo de vista superior, o
observador identifica em primeiro plano a cobertura, tendo a representação das paredes
externas da construção, abaixo da cobertura desenhada com linha tracejada e traço suave
(MONTENEGRO, 1978, p. 47).
A Planta de Locação é o ponto de partida para o inicio de uma obra. Pois
O
representa graficamente a sua marcação no terreno. Normalmente é desenhado em Ç
I
R
R
escalas médias, ex.: 1/200, 1/250, 1/500. A
C
A
I
Na planta de locação identificamos as dimensões do terreno conforme o registro de R
Á
S
imóveis, os afastamentos da construção em relação aos limites laterais, frontal e de O
R
C
fundos, a presença de calçadas, piscinas etc. C
T
E
C

Leit ura e Inter pretação de Pro jetos | 29

Imagem 22: Ilustração de uma planta de locação. (fonte: MONTENEGRO, 2010, p. 47)

Planta de cobertura
É a representação gráfica do projeto arquitetônico que indica os detalhes da
4
cobertura de uma construção, popularmente chamada de água. Nesse tipo de desenho,
por se tratar de uma vista superior, estarão representados as inclinações da cobertura,

quantidade de “águas”, material empregado, localização da caixa d'água, calha etc.


Também é aceitável em algumas situações a representação da locação nesse tipo de
desenho, classificando-o como planta de locação e cobertura. As escalas mais usuais são:
1/50, 1/75, 1/100 e 1/200.

O
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Imagem 23: Ilustração de uma planta de situação. (fonte: ALBERNAZ, 2000, p. 481) C
C
_________________________________________________________________________________________________ T
E
C
4 Superfície, em geral plana e inclinada, constituída pela cobertura do telhado, sobre a qual escoam as –
Leit ura e Inter pretação de Pro jetos | 30

Planta baixa
Desenho que representa graficamente a projeção horizontal de uma edificação ou
partes dela. Pode-se entender como sendo a seção horizontal resultante da intersecção de
um plano de nível acima e paralelo do piso (normalmente a 1,50 m) em uma edificação,
representando consigo portas, janelas, peças sanitárias, chuveiro e opcionalmente
mobiliário de ambientação interna. As escalas mais usuais são: 1/50 e 1/75.
Para que fique bem claro, basta imaginar uma superfície plana, cortando uma casa

ao meio e retirando a parte superior, nesse plano ficaria desenhado o contorno das
paredes, portas e janelas. Estaria representada ali a planta baixa dessa casa.

Imagem 24: Imagem que ilustra o plano cortando uma casa ao meio. (fonte: MONTENEGRO, 1978, p. 48)

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Imagem 25: Imagem que ilustra a retirada da parte superior da casa, destacando as seções das paredes, postas e C

anelas. (fonte: MONTENEGRO, 1978, . 48
Leit ura e Inter pretação de Pro jetos | 31

Imagem 26: Imagem que ilustra a representação em planta baixa da casa, destacando as seções das paredes, postas e
janelas. (fonte: MONTENEGRO, 1978, p. 49)

Cortes
Desenho que representa graficamente a projeção de uma seção vertical (ou plano)
em uma edificação. Utilizado para representar detalhes que não aparece em planta baixa;
indica seu pé-direito, altura de elementos construtivos, vistas de elementos estruturais,

altura de portas e janelas, cobertura, bancadas etc.


Seu objetivo é esclarecer o observador do projeto através de planos de interseção
longitudinal e transversal, dando uma terceira dimensão a leitura e interpretação do
projeto.
Sua indicação vem representada em planta baixa por uma linha do tipo; traço e
ponto ou tracejada. As escalas mais usuais são: 1/50 e 1/75.
Gildo A. Montenegro, recomenda que a identificação dos cortes numa planta, seja
feita por letras consecutivas. Evitando assim, equívocos que poderiam acontecer em
indicações do tipo AA’ e BB’ (MONTENEGRO, 1978, p. 50).
O
A escolha da seção de corte numa planta baixa pode ser influenciada por uma série Ç
I
R
R
de fatores, dependendo do grau de detalhes que o arquiteto pretenda demonstrar. A
C
A
I
Porém, recomenda-se que pelo menos um dos cortes passe pelo banheiro, visualizando o R
Á
S
sanitário, lavatório e chuveiro. Existindo pavimento superior, a posição do corte deve O
R
C
passar pela escada, mostrando detalhes dos degraus e as alturas de seus espelhos. 5
C
T
E
5 Diz-se espelho a seção vertical de um degrau, sua altura. Piso, a seção horizontal do degrau onde C

apoiamos o pé.
Leit ura e Inter pretação de Pro jetos | 32

Imagem 27: Imagem que ilustra a representação de uma interseção, cortando uma casa no sentido transversal,
destacando as seções das paredes, postas e janelas. (fonte: MONTENEGRO, 1978, p. 50)

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Imagem 28: Ilustração de corte longitudinal que passa pela escada e banheiro. (fonte: BEZERRA, 2010) C
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Imagem 29: Ilustração de corte longitudinal que passa pela área de serviço e banheiros. (fonte: BEZERRA, 2010)

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Imagem 30: Ilustração de corte transversal que passa pelo estar/jantar, suítes e banheiro. (fonte: BEZERRA, 2010) C
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Leit ura e Inter pretação de Pro jetos | 34

Fachadas
Desenho que representa graficamente as faces externas do edifício (frontal e
lateral). As fachadas podem ser interpretadas como a representação daquilo que se
almeja construir. Em geral, nas fachadas especificam os materiais de revestimentos
externos, funcionamento de esquadrias, paginação de cores, indicação de detalhes
técnicos etc. As escalas mais usuais são: 1/50 e 1/75.

Imagem 31: Ilustração de uma fachada frontal. (fonte: BEZERRA, 2010)

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Imagem 32: Ilustração de uma fachada lateral. (fonte: BEZERRA, 2010) C

Leit ura e Inter pretação de Pro jetos | 35

Detalhes técnicos
Desenho que representa graficamente detalhes construtivos de um ambiente
específico ou de algum elemento estrutural do edifício que por qualquer motivo que seja
não seria possível representá-la com precisão nas plantas e cortes. Pode ser detalhe
interno ou externo ao prédio.

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Imagem 33: Ilustração de detalhe técnico de montagem de laje. (fonte: BEZERRA, 2010) –
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Imagem 34: Ilustração de detalhe técnico de banco de área de lazer. (fonte: BEZERRA, 2010)

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Imagem 35: Ilustração de detalhe técnico da instalação de um aparelho sanitário adaptado a portadores de A
C
necessidades especiais. (fonte: BEZERRA, 2010) A
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Imagem 36: Ilustração de detalhe técnico do cornijamento das torres de pórtico de entrada. (fonte: BEZERRA, 2010)

Perspectiva
Desenho que possibilita graficamente a representação tridimensional de um edifício
ou de ambientes internos a ele. Auxilia o observador na correta interpretação do projeto
de arquitetura. Seu uso, apesar de facultativo, é de extrema importância na hora de se
vender o projeto.
A principal função da perspectiva é quebrar a expectativa em relação à obra
finalizada. Representando sua ilustração gráfica antes mesmo de iniciar os trabalhos para
sua execução. Não há uma definição a respeito da escala utilizada, pois, sua indicação vai
depender de inúmeros fatores que possibilitam uma visão ampliada do prédio, casa etc.
Atualmente, nas grandes construtoras, procuram-se a elaboração de maquetes
físicas ou eletrônicas, em substituição as perspectivas ilustradas em um plano (papel),
cujo objetivo é atrair a atenção pública ao lançamento de um empreendimento. Esse
recurso possibilita dar aos clientes uma maior interação em relação ao projeto, tornando O
Ç
I
R
possível uma visão panorâmica do empreendimento. Modernamente as maquetes são R
A
C
produzidas com tecnologias só vistas em filme de ficção cientifica, as chamadas A
I
R
“maquetes holográficas”, construídas a partir de feixes de luzes sobre uma fina placa Á
S
O
metálica, dando uma maior interatividade com o observador que a manipula conforme R
C
C
sua necessidade. Em termos didáticos representa o futuro da atividade de representação T
E
C
e de leitura e interpretação de projetos. –
Leit ura e Inter pretação de Pro jetos | 38

Imagem 37: Ilustração de maquete eletrônica de uma residência. (fonte: Desconhecido)

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Imagem 38: Imagem da manipulação de uma maquete holográfica. (fonte: www.blonews.com.br) O
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Imagem 39: Imagem que demonstra a facilidade de se manipular de uma maquete holográfica. (fonte: http://arki-
tetura.blogspot.com/2010/11/maquete-holografica.html)

Para concluir o estudo de projetos arquitetônicos é importante frisar que as vistas


em planta, elevação e cortes formam os desenhos (projeções) fundamentais em
arquitetura para a definição do projeto. Por essa razão, eles têm que ser vistos, lidos e
entendidos como vistas correlacionadas ao que se queira representar (FEDERAÇÃO DAS
INDÚSTRIAS DO ESTADO DE MINAS GERAIS, ______, p. 08).

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Imagem 40: Ilustração que demonstra as representações gráficas, ou vistas, de um projeto arquitetônico. (fonte: E
C
FIEMG, _____, p. 08) –
Leit ura e I nterpre tação d e Pro jetos | 40

LEITURA EPROJETOS
INTERPRETAÇÃO DE

UNIDADE II
NOÇÕES SOBRE PROJETO HIDRÁULICO

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Foram apresentadas as noções básicas para interpretar o projeto arquitetônico, as


informações trazidas por ele e os elementos gráficos que o compõem para sua total
compreensão. A partir desta unidade estudaremos dois dos principais projetos
complementares ao arquitetônico, a saber; hidráulico e sanitário.
As prescrições relativas de águas frias seguem fundamentalmente a Norma
Brasileira NBR 5626 da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) e o
conhecimento dessa terminologia e das especificações desta norma constituem-se o

objetivo deste curso.


A utilização de água fria potável constitui fator indispensável para o atendimento
das mais elementares condições de habitabilidade, higiene e conforto na ocupação de
prédios. Toda habitação, por mais simples que seja, deve possuir um sistema de
abastecimento de água. Na cidade espanhola de Segóvia, por exemplo, há ainda em
funcionamento um aqueduto de mais de 13 km de extensão, atravessando um rio a 32 m
de altura, construído na época de Cristo, durante os séculos I e II, no reinado dos
imperadores romanos Vespasiano e Trajano, com 167 arcos (79 singelos e 88 dobrados)
sendo utilizados aproximadamente 35.000 blocos de granito para sua construção.

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Imagem 41: Visão panorâmica do Aqueduto de Segóvia na Espanha. (fonte: http://oglobo.globo.com) Á
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Instalações de água fria são o conjunto de tubulação, reservatório e dispositivos, T
E
C
existentes a partir do ramal predial, destinado ao abastecimento dos pontos de utilização –
Leit ura e I nterpre tação d e Pro jetos | 42

de água do prédio com quantidade suficiente, mantendo a qualidade da água fornecida


pelo sistema (CABRAL, 1999, p. 02). Projeto de instalações de água fria é o conjunto de
plantas destinado a orientar as instalações das tubulações garantindo a qualidade,
quantidade, conforto e a higiene das instalações.

OBJETIVOS DA INSTALAÇÃO PREDIAL DE ÁGUA FRIA

A norma NBR 5626 prescreve os requisitos técnicos mínimos para a instalação


predial de águas frias, sendo projetada e construída de modo a garantir o fornecimento da
água de forma contínua, em quantidade suficiente, pressão e velocidade adequada ao
bom funcionamento das peças de utilização do sistema de tubulação de águas frias.
A norma objetiva também, preservar ao máximo o conforto dos usuários,
assegurando o bom funcionamento das instalações, evitando vazamentos e ruídos nas
canalizações, preservando a qualidade da água fornecida pelas concessionárias locais.

ETAPAS DO PROJETO

Consideram-se três etapas básicas na realização de um projeto de instalações

prediais de água fria: Concepção do projeto (representação gráfica), determinação de


vazão e dimensionamento.
A concepção é a etapa mais importante do projeto e é nesta fase que se definem; o
tipo de prédio e sua utilização, sua capacidade atual e futura, o tipo de sistema de
abastecimento, os pontos de utilização, o sistema de distribuição, a localização dos
reservatórios, canalizações e aparelhos (MATOS, 2002, p 02).
Na elaboração de projetos de instalações prediais de água fria (suas representações
gráficas), o projetista deve ter o cuidado de estudar as interdependências das diversas
partes do sistema visando proporcionar um melhor abastecimento aos pontos de
O
Ç
consumo, dentro da melhor técnica e economia possível. Sucintamente, um projeto I
R
R
completo de hidráulica deve constar: A
C
A
I
R
Á
S
 Representações gráficas; plantas baixas, cortes, detalhes técnicos e perspectivas, O
R
C
com dimensionamento e traçados dos condutores (tubulação) a cada trecho do C
T
E
prédio. C

I
A
N
E
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Leit ura e Inter pretação de Pro jetos | 43

 Especificações técnicas e normas para a sua aplicação.


 Orçamento, compreendendo o quantitativo (levantamento de quantidades) e os
preços unitário e global da obra a ser executada.

Imagem 42: Detalhamento de uma perspectiva isométrica. (fonte: http://www.equipedeobra.com.br/construcao-


reforma/17/imagens/i40618.jpg)

Na elaboração do projeto de instalações hidráulicas é de fundamental importância o


projeto de arquitetura do prédio definido bem como, sua concepção estrutural, a fim de se
conseguir soluções técnicas mais viáveis, não alterando esteticamente o partido
arquitetônico do prédio.
Deve-se verificar com antecedência para a elaboração do projeto hidráulico a
O
localização proposta para a caixa d’água e a entrada da rede pública de abastecimento do Ç
I
R
R
prédio, das bombas d’águas caso existam e dos diversos pontos de consumo. As escalas A
C
A
I
mais usuais utilizadas na representação gráfica de um projeto hidráulico é 1/50 nas R
Á
S
plantas e cortes em geral e 1/120 ou 1/25, nos detalhes técnicos e perspectivas. O
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C
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Leit ura e Inter pretação de Pro jetos | 44

SISTEMA DE ABASTECIMENTO

As águas que utilizamos, percorre um longo caminho até chegar a nossa residência.
Inicialmente são captados na superfície em barragens, rios ou lagos, passando por uma
série de tratamento, com o objetivo de purificá-las para o consumo humano. As etapas
básicas no tratamento da água são:

 Floculação; é a etapa do processo de tratamento de água em que, após


adicionar os coagulantes Al2(SO4)3 (sulfato de alumínio) ou FeCl3 (cloreto
férrico), as partículas em suspensão se tornam pequenos flocos (flóculos),
decantando em seguida (fonte: http://pt.wikipedia.org).
 Decantação; processo de separação do material sólido presente em um
líquido pela gravidade, com a deposição do material sólido no fundo de um
recipiente (fonte: http://portal.smsbvc.pt).
 Filtração; é a separação de um sólido, de um líquido ou fluido que está
suspenso, pela passagem do líquido ou fluido através de um meio poroso
capaz de reter as partículas sólidas (fonte: http://pt.wikipedia.org).
 Desinfecção; destruição de micro-organismos patogênicos capazes de causar

doenças ou de outros compostos indesejados (fonte:


http://portal.smsbvc.pt).

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Imagem 43: Ilustração das etapas que compreendem o sistema de tratamento de água (fonte: http://www.cdcc.usp.br) –
Leit ura e Inter pretação de Pro jetos | 45

As águas são tratadas nas Estações de Tratamento de Água (ETAs) de onde são
direcionadas as redes de abastecimento de água que compreendem as adutoras, as linhas
alimentadoras e as linhas distribuidoras. Cabe as adutoras conduzir a água dos mananciais
às estações de tratamento e dessas aos reservatórios principais, estabelecendo a
intercomunicação entre eles. Nas linhas alimentadoras vai ocorrer o abastecimento dos
reservatórios secundários e das linhas de distribuição, cuja função é fornecer água as
derivações para o abastecimento de cada prédio.

SISTEMAS DE DISTRIBUIÇÃO

Normalmente encontramos nas cidades a alimentação das redes de distribuição


predial sendo alimentadas por redes públicas de fornecimento de água. Porém, podemos
encontrar a alimentação predial realizada por sistemas particulares como, por exemplo,
nascentes e poços. Sendo, no entanto, garantida sua potabilidade por exames realizados
em laboratório. De acordo, com a existência ou não de separação entre a rede pública e a
rede interna, podemos classificar os sistemas de abastecimento em:

Sistema de distribuição direta

A alimentação da rede interna de distribuição ocorre diretamente pelo alimentador


ou ramal predial. Requerendo um sistema de distribuição pública de água muito eficiente,
pois exige continuidade e abundância no abastecimento, mas comum nos países mais
desenvolvido (ex.: Canadá, EUA, parte da Europa etc.).

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Imagem 44: Ilustração que exemplifica um sistema de distribuição direta de água. (fonte: www.fag.edu.br) O
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Leit ura e Inter pretação de Pro jetos | 46

Sistema indireto de distribuição

A alimentação nesse sistema exige o uso de reservatórios de acumulação de água,


para ate atender às eventuais falhas (interrupções) no fornecimento ou quando não há
pressão adequada na rede pública para abastecer os pontos de utilização. Esse sistema é
sub-classificado em sistema indireto de distribuição sem recalque, com recalque e
hidropneumática.

Imagem 45: Ilustração que exemplifica um sistema indireto de distribuição de água. (fonte: www.fag.edu.br)

Sistema de distribuição mista

É a associação do sistema direto e indireto de distribuição, onde parte dos pontos


de utilização é alimentada diretamente pela rede pública de distribuição de água e parte é
alimentada por um reservatório superior.

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Imagem 46: Ilustração que exemplifica um sistema de distribuição mista. (fonte: www.fag.edu.br) C
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Leit ura e I nterpre tação d e Pro jetos | 47

TERMINOLOGIA

Alimentador predial – tubulação compreendida entre o ramal predial e a primeira


derivação ou válvula de flutuador do reservatório.
Barrilete – conjunto de tubulações que se srcina no reservatório e do qual se derivam as
colunas de distribuição.
Coluna de distribuição – tubulação derivada do barrilete e destinada a alimentar os ramais.

Peça de utilização – dispositivo ligado a um sub-ramal para permitir a utilização da água.


Ponto de utilização – extremidade de jusante do sub-ramal.
Ramal – tubulação derivada da coluna de distribuição e destinada a alimentar os sub-
ramais.
Ramal predial – tubulação compreendida entre a rede pública de abastecimento e a
instalação predial. O limite entre no ramal predial e o alimentador predial deve ser
definido pelo regulamento das concessionárias locais de distribuição de água (ex.:
CAERN).
Rede predial de distribuição – conjunto de tubulações constituído de barriletes, colunas de
distribuição, ramais e sub-ramais, ou de alguns destes elementos.
Registro de gaveta – registro instalado em uma tubulação para permitir a interrupção de

passagem de água.
Registro de pressão – registro instalado no sub-ramal, ou no ponto de utilização,
destinado ao fechamento ou regulagem da vazão de água a ser utilizada.
Regulador de vazão – aparelho intercalado numa tubulação para manter constante sua
vazão, qualquer que seja a pressão a montante.
Reservatório inferior – reservatório intercalado entre o alimentador predial e a instalação
elevatória, destinado a reservar água e a funcionar como poço de sucção da instalação
elevatória
Reservatório superior – reservatório ligado ao alimentador predial ou a tubulação de
O
Ç
recalque, destinado a alimentar a rede predial de distribuição. I
R
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Sistema de abastecimento – rede pública ou qualquer sistema particular de água que A
C
A
I
abasteça a instalação predial. R
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Sub-ramal – tubulação que liga o ramal à peça de utilização ou à ligação do aparelho O
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sanitário. C
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Leit ura e Inter pretação de Pro jetos | 48

Torneira de bóia – válvula com bóia destinada a interromper a entrada de água nos
reservatórios e caixas de descarga quando se atinge o nível operacional máximo previsto.
Trecho – comprimento de tubulação entre duas derivações ou entre uma derivação e a
última conexão da coluna de distribuição.
Válvula de descarga – válvula de acionamento manual ou automático, instalada no sub-
ramal de alimentação de bacias sanitárias ou de mictórios, destinada a permitir a
utilização da água para sua limpeza.

SÍMBOLOS E ABREVIATURAS PARA PROJETOS HIDRÁULICOS


Água fria

Imagem 47: Ilustração da simbologia de água fria (fonte: JÚNIOR, 2008, p. 147)
Água quente

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Imagem 48: Ilustração da simbologia de água quente (fonte: JÚNIOR, 2008, p. 147) –
Leit ura e I nterpre tação d e Pro jetos | 49

LEITURA E INTERPRETAÇÃO DE
PROJETOS

UNIDADE III
NOÇÕES SOBRE PROJETO SANITÁRIO

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Leit ura e I nterpre tação d e Pro jetos | 50

As prescrições relativas às instalações prediais de esgotos sanitários vão variar em


nosso país conforme as municipalidades, seguindo a realidade regionalizada em cada
canto do Brasil. Porém, essas estão em consonância com a Norma Brasileira NB – 19/83,
registrada no INMETRO sob o nº NBR – 8160/1983. Essa norma vai fixar as condições
técnicas mínimas exigíveis para o projeto e a execução das referidas instalações.
Existem alguns regulamentos que acrescentam subsídios importantes, referindo-se
a casos e situações não previstas pela norma. Contribuindo de maneira substancial no

campo das definições e especificações de materiais, orientando a respeito da execução de


serviços e ensaios para o recebimento das instalações.

SISTEMAS PÚBLICOS DE COLETA DE ESGOTO SANITÁRIO

Os esgotos prediais são, ou deveriam ser lançados na rede de esgotos da cidade.


Esta rede, que toda cidade possui ou almejar possuir, pode ser realizada segundo um dos
seguintes sistemas (MACINTYRE, 1996, p. 136); sistema unitário, sistema separador
absoluto e o sistema misto ou separador combinado. Façamos uma breve explanação a
respeito de cada sistema:

Sistema unitário

Nesse sistema as águas residuárias e as águas de infiltração são conduzidas numa


mesma canalização ou galeria, também conhecido sob a denominação francesa tout-à-
l’egout. Comum em países mais desenvolvido como Estados Unidos e boa parte da
Europa.

Sistema separador absoluto

O
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Existem duas redes públicas, inteiramente independentes, uma para águas pluviais I
R
R
e outra somente para águas residuárias e de infiltração. É o sistema adotado no Brasil, A
C
A
I
pois apresenta vantagens em relação ao sistema unitário, como menor diâmetro das R
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canalizações e menor custo com elevatórias e estações tratamento. O
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Leit ura e Inter pretação de Pro jetos | 51

Sistema misto

A água de esgotos tem canalização própria, mas essas estão instaladas dentro das
galerias de águas pluviais. Esse sistema era conhecido como sistema parcial ou inglês,
comum também em várias cidades dos estados Unidos.

Imagem 49: Ilustração que mostra a toca das tartarugas ninjas. Elas só sobrevivem no sistema de esgoto das ruas
porque o sistema de coleta pública é do tipo misto. (fonte: http://jogosonline.clickgratis.com.br)

TERMINOLOGIA

A terminologia aqui adotada segue a NBR – 8160/83. Vejamos algumas delas.

 Altura e fecho hídrico (H): É a profundidade da camada líquida, medida entre o


nível de saída do desconector e o ponto mais baixo da parede ou colo inferior que
separa os compartimentos ou ramos de entrada e saída do aparelho.

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Imagem 50: Ilustração de um tipo de fecho hídrico. (fonte: MACINTYRE, 1996, p. 137)
Leit ura e I nterpre tação d e Pro jetos | 52

 Águas residuárias: São líquidos residuais ou efluentes de esgotos, que


compreendem as águas residuárias domésticas, a águas residuárias industriais e as
águas de infiltração.
 Águas residuárias domésticas: Compreendem os despejos líquidos das habitações
(residências), prédios ou estabelecimentos comerciais etc.
 Águas servidas: São as resultantes de operações de lavagem e limpeza de
cozinhas, banheiros e tanques.

Águas de infiltração: É representado pela parcela das águas do subsolo que penetra
nas canalizações de esgotos na falta de estanqueidade das mesmas.

OBJETIVOS DE UMA INSTALAÇÃO PREDIAL DE ESGOTO SANITÁRIO

As instalações prediais de esgoto sanitário têm, por objetivo principal, a coleta e o


afastamento das águas servidas, cuja srcem é os aparelhos sanitários e os pisos internos
das edificações, bem como o seu encaminhamento ao destino indicado pelo poder público
competente (MATOS, 2002, p. 56).
Podem-se dar duas destinações aos esgotos sanitários, encaminha-o a rede
coletora pública ou a um sistema particular de recebimento e pré-tratamento. O primeiro

destino é uma situação ideal nos centros urbanos e a segunda é a solução encontrada nas
regiões que não dispõem de saneamento básico.
Resumidamente, as instalações prediais de esgotos sanitários devem ser projetadas
e executadas de modo a:

 Promover o esgotamento eficiente dos aparelhos sanitários e pisos.


 Promover o afastamento rápido e seguro das águas servidas.
 Impedir o acesso de odores, insetos e animais das canalizações para o interior dos
edifícios.
O
Ç
 Permitir a ventilação continua da rede pública coletora de esgotos, ou do sistema I
R
R
particular que os recebe. A
C
A
I

Permitir a inspeção e desobstrução da rede. R
Á
S
 Impedir a contaminação da água de consumo humano e gêneros alimentícios. O
R
C
C
T
E
C

I
A
N
E
S
Leit ura e Inter pretação de Pro jetos | 53

ETAPAS DO PROJETO

Assim, como vimos em projeto de instalações de água fria, o projeto de instalações


de esgotos prediais, podem-se considerar algumas etapas básicas na realização do
projeto: Concepção (representação gráfica), determinação das unidades Hunter de
contribuição e dimensionamento.
A concepção é a etapa mais importante do projeto e é nesta fase que se definem; o

tipo de prédio e sua utilização, sua capacidade atual e futura, o tipo de sistema de coleta
de esgoto e sua destinação. Na elaboração do projeto das instalações prediais de esgotos
sanitários são necessários:

 Definição completa dos elementos do projeto arquitetônico do prédio.


 Definição completa dos projetos de estrutura e de fundações.
 Definição sobre a possibilidade de ligação da instalação com um coletor público.
 Definição dos demais projetos de instalação do prédio (água fria, quente, pluviais,
gás, combate a incêndio etc.).

O
Ç
I
R
R
A
C
A
I
R
Á
Imagem 51: Representação em planta baixa de um projeto sanitário. (fonte: desconhecido) S
O
R
C
C
T
E
C

Leit ura e Inter pretação de Pro jetos | 54

Durante a instalação das tubulações de esgoto, o instalador deve previamente


conhecer a localização dos diversos aparelhos sanitários, observando à funcionalidade,
estética e economia. Porém, vale observar os seguintes critérios;

1) Agrupar sempre que possível as instalações sanitárias.


2) Os vasos sanitários preferencialmente ficar próximo a janelas ou
basculantes.

3) Os ralos ou caixas sifonadas devem preferencialmente ficar central as demais


peças.
4) Evitar a instalação de chuveiro sobre banheiras, evitando prováveis
acidentes.

Imagem 52: Imagem da distribuição das peças sanitárias em um banheiro. (fonte: http://www.carroexclusivo.com.br/)

Todas as peças e dispositivos devem satisfazer as exigências da ABNT.


O
Analogamente, como vimos em projeto de instalações hidráulicas, um projeto completo Ç
I
R
R
de instalações sanitárias deve constar: A
C
A
I
R
Á
S
 Representações gráficas; plantas baixas, cortes, detalhes técnicos e perspectivas, O
R
C
com dimensionamento e traçados dos condutores (tubulação) a cada trecho do C
T
E
prédio. C

Leit ura e Inter pretação de Pro jetos | 55

 Especificações técnicas e normas para a sua aplicação.

 Orçamento, compreendendo o quantitativo (levantamento de quantidades) e os


preços unitários e globais da obra a ser executada.

Imagem 53: Detalhe de vistas da instalação de um vaso sanitário. (fonte: desconhecido)

SISTEMA DE ESGOTO PRIMÁRIO, SECUNDÁRIO E VENTILAÇÃO

As instalações prediais de esgotos sanitários podem ser divididas em duas seções,


caracterizadas da seguinte forma:
Instalação de esgoto primário é seção conectada ao coletor público, O
Ç
I
compreendendo as tubulações, dispositivos e aparelhos sanitários que contêm gases R
R
A
provenientes desse coletor (ou de uma fossa séptica), tais como coletor predial, C
A
I
subcoletores, ramais de esgotos, ramais de descarga, tubos de queda, tubos ventiladores R
Á
S
O
primários, coluna de ventilação e tubos ventiladores, caixas de inspeção, caixas R
C
C
retentoras de gorduras, caixas sifonadas, sifões, vasos sanitários e demais conectores T
E
C
(MACINTYRE, 1996, p. 189). –
Leit ura e Inter pretação de Pro jetos | 56

A instalação de esgoto secundário é o trecho de seção desconectado do coletor


público (ou de uma fossa séptica), compreendendo as canalizações, dispositivos e
aparelhos sanitários que não tem gases provenientes desse coletor. Ou seja, é a parte do
esgoto que não esta em contato com os gases srcinados do coletor público ou de uma
fossa séptica.

A NBR 8160/83 estabelece: “as instalações primárias de esgoto devem ser dotadas

de ventilação, a fim de evitar a ruptura do fecho hídrico dos desconectores por aspirações
ou compressão e também para que os gases emanados dos coletores sejam
encaminhados para a atmosfera”. Portanto, a ventilação é um item obrigatório na
instalação sanitária de um prédio, sendo um elemento de proteção do sistema, permitindo
a troca entre os gases srcinado dos coletores com a atmosfera.

O
Ç
I
R
R
A
C
A
I
R
Á
S
O
R
Imagem 54: Perspectiva de uma instalação sanitária padrão de um banheiro. (fonte: SOARES,_____, p. 14) C
C
T
E
C

Leit ura e I nterpre tação d e Pro jetos | 57

DEFINIÇÕES

Ramal de descarga – tubulação que recebe diretamente efluentes de um aparelho


sanitário.
Ramal de esgoto – tubulação que recebe efluentes de ramais de descarga.
Subcoletor – tubulação que recebe efluentes de um ou mais tubos de queda ou ramais de
esgoto.

Coletor predial – trecho de tubulação compreendido entre a última inserção de subcoletor,


ramal de esgoto ou de descarga e o coletor público ou sistema particular.
Fossa séptica – unidade de sedimentação e digestão, de fluxo horizontal e funcionamento
contínuo, destinada ao tratamento primário do esgoto sanitário.
Sumidouro – cavidade destinada a receber o efluente de dispositivo de tratamento e a
permitir sua infiltração no solo.
Fecho hídrico – camada líquida que em um desconector, veda a passagem de gases.
Desconector – dispositivo provido de fecho hídrico destinado a vedar a passagem de
gases.
Sifão – desconector destinado a receber efluentes de instalação de esgoto sanitário.
Tubo ventilador – tubo destinado a possibilitar a troca do ar da instalação do esgoto para

a atmosfera e vice-versa.
Coluna de ventilação – tubo ventilador vertical que se desenvolve através de um ou mais
andares e cuja extremidade superior é aberta para a atmosfera ou ligada a um tubo
ventilador primário ou barrilete de ventilação.
Caixa sifonada – caixa dotada de fecho hídrico destinada a receber efluentes da instalação
secundária de esgoto.
Caixa de inspeção – caixa destinada a permitir a inspeção, limpeza e desobstrução das
tubulações.
Caixa retentora de gordura – dispositivo projetado e instalado para separar e reter a
O
Ç
gordura da rede de esgoto sanitário. I
R
R
Instalação primária de esgoto – conjunto de tubulações e dispositivos onde tem acesso A
C
A
I
gases provenientes do coletor público ou dos dispositivos de tratamento. R
Á
S
Instalação secundária de esgoto – conjunto de tubulações e dispositivos onde não tem O
R
C
acesso gases provenientes do coletor público ou dos dispositivos de tratamento. C
T
E
C

I
A
N
E
S
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Unidade Hunter de contribuição – fator probabilístico numérico que representa a


freqüência habitual de utilização, associada a vazão típica de cada uma das diferentes
peças de um conjunto de aparelhos heterogêneos, em funcionamento simultâneo em hora
de contribuição máxima no hidrograma diário.

SÍMBOLOS E ABREVIATURAS PARA PROJETO SANITÁRIO

Imagem 55: Ilustração da simbologia de canalização de projeto sanitário. (MACINTYRE, 1996, p. 164)

O
Ç
I
R
R
A
C
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I
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Á
S
O
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C
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C
Imagem 56: Convenção gráfica dos principais aparelhos sanitários. (MACINTYRE, 1996, p. 163) –
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O
Ç
I
R
R
A
C
A
I
R
Á
S
O
R
C
C
Imagem 57: Convenção gráfica dos principais dispositivos sanitários. (MACINTYRE, 1996, p. 162) T
E
C

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Imagem 58: Ilustração da simbologia de colunas de um projeto sanitário. (MACINTYRE, 1996, p. 164)

O
Ç
I
R
R
A
C
A
I
R
Á
S
O
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C
C
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E
Imagem 59: Ilustração de uma fossa séptica. (fonte: desconhecido) C

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C
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C
Imagem 60: Ilustração de tubos e conexões de PVC. (MACINTYRE, 1996, p. 177) –
Leit ura e I nterpre tação d e Pro jetos | 62

REFERÊNCIAS

ARAÚJO, Luís Otávio Cocito de, FREIRE, Tomás Mesquita. Tecnologia e Gestão de
Sistemas Construtivos de Edifícios: Apostila da Disciplina Tecnologia de Produção de
Edificações em Concreto Armado. São Paulo: Universidade Federal de São Carlos, Pró-
Reitoria de Extensão, Departamento de Engenharia Civil. 2004.

NEGRISOLI, Manoel Eduardo Miranda. Instalações Elétricas: Projetos prediais em baixa


tensão. São Paulo: Editora Edgard Blucher LTDA, 2002.
CABRAL, José Ribamar de Araújo. Instalações Prediais: Instalações Elétricas. Natal:
Centro Federal de Educação Tecnológica do Rio Grande do Norte – CEFET/RN,
Departamento de Desenvolvimento do Ensino, Coordenação de Construção Civil, 1999.

MACINTYRE, Archibald Joseph. Instalações Hidráulicas: Prediais e Industriais. Rio de


Janeiro: Livros Técnicos e Científicos Editora, 1996.

MATOS, Antônio Carlos. Instalações de Água Fria. Natal: Universidade Potiguar – UnP,
Departamento de Engenharia e Ciências Exatas, Curso de Arquitetura e Urbanismo, 2002.

ALBERNAZ, Maria Paula, LIMA, Cecília Modesto. Dicionário Ilustrado de Arquitetura.


São Paulo: ProEditores, 2000.
JÚNIOR, Roberto de Carvalho. Instalações Hidráulicas e o Projeto de Arquitetura.
2ª edição. São Paulo: Editora Edgard Blucher LTDA, 2008.

SOARES, Doralice Ap. Favaro. Sistemas Prediais de Esgotos Sanitários: NBR –


8160/99. 717 – T01 e 05 – projetos.________.

MONTENEGRO, Gildo A. Desenho Arquitetônico. São Paulo: Editora Edgard Blucher


LTDA, 2001.
O
Ç
I
ARRUDA, Carlos Kleber da Costa. Apostila de Desenho Técnico Básico. Niterói: R
R
A
Universidade Candido Mendes, Coordenação de Engenharia da Produção, 2004. C
A
I
R
Á
S
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R
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C
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I
A
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Cent ro de Educ ação e Tecno log ias em C ons truç ão Civil Rosária Ca rriç o R
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Rua Ant ôn io Tri gu eiro , 17 – Feli pe Camarão - N atal-RN – 59074 -100 – Bras il O
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Fon es: 55 (84) 3605 - 7116 / 3605 - 7339 / Fax: 55 (84) 3605 – 7054 T
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Site: www.rn.senai.br