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AÇÃO POPULAR

- consta no art. 5º, LXXIII, trata-se de um remédio constitucional pelo


qual qualquer cidadão foca investido de legitimidade para o exercício
de um poder de natureza essencialmente política, e constitui
manifestação direta da soberania popular consubstanciada no art.1º,
da CF; podemos a definir como instituto processual civil, outorgado a
qualquer cidadão como garantia político-constitucional, para a defesa
do interesse da coletividade, mediante a provocação do controle
jurisdicional corretivo de atos lesivos do patrimônio público, da
moralidade administrativa, do meio ambiente e do patrimônio histórico
e cultural.

- O nome "ação popular" deriva do fato de atribuir-se ao povo, ou a


qualquer cidadão, a tutela jurisdicional de interesse que não lhe
pertence, singularmente, mas sim à coletividade. O cidadão fica
investido de legitimidade para o exercício de um poder de natureza
essencialmente política, e constitui manifestação direta da soberania
popular, conforme art. 1º, parágrafo único: "Todo o poder emana do
povo, que o exerce por meio de representantes eleitos diretamente,
nos termos desta Constituição".

Assim, o autor da ação popular faz valer interesse que só lhe cabe
como membro de uma coletividade, agindo no interesse geral, de
modo impessoal, mas em prol do conjunto social.

A ação popular, rediga-se, está disposta no art. 5º, LXXIII, nos


seguintes termos:

" Art. 5°, LXXIII — qualquer cidadão é parte legítima para propor ação
popular que vise anular ato lesivo ao património público ou de
entidade que o Estado participe, à moralidade administrativa, ao meio
ambiente e ao património histórico e cultural, ficando o autor, salvo
comprovada má-fé, isento de custas judiciais e do ónus da
sucumbência".

É regida pela Lei n. 4.717/65 e, de acordo com o art. 22, as regras do


Código Civil são de aplicação subsidiária (art. 282).

Existe a previsão de medida liminar, conforme art. 5º, § 4º, da Lei n.


4.717/65, que dispõe: "Na defesa do património público caberá a
suspensão da medida liminar do ato lesivo impugnado".
Finalidade
A ação popular é ação corretiva, porquanto consiste num meio de
invocar a atividade jurisdicional visando à correção de nulidade de ato
lesivo.

Legitimação passiva
Os sujeitos são diversos, prevendo a Lei n. 4.717/65, em seu art. 6º, §
2º, a obrigatoriedade da citação das pessoas jurídicas de Direito
Público, tanto da Administração direta como indireta, inclusive das
empresas púbicas e sociedades de economia mista, ou privadas, em
nome das quais foi praticado o ato a ser anulado, e mais as
autoridades, funcionários ou administradores que autorizaram a
prática do ato, ainda de forma indireta, como também os beneficiários
diretos do ato ou do contrato.

Natureza da decisão
A natureza da decisão proferida em sede de ação popular é
descontitutiva-condenatória, visando, portanto, à anulação do ato
impugnado quando à condenação dos responsáveis e beneficiários
em perdas e danos.

Competência
As regras de competência serão ditadas pela origem do ato a ser
anulado.

Na ação popular, a atuação do Ministério Público vai além de mero


fiscal da lei. Nos termos do art. 6º da lei específica, cabe-lhe,
obrigatoriamente, empenhar-se na produção de provas, diligenciar
para que as requisições sejam atendidas dentro do prazo (art. 7º, § 1º,
a ser fixado pelo juiz entre 15 e 30 dias, na forma do inciso I, letra “b”,
do mesmo artigo) promover a responsabilidade criminal es civil dos
que nela incidirem (art. 15), suprir a negligência do autor na execução
de sentença e, facultativamente, prosseguir com a ação, em caso de
desistência por parte do cidadão.

São efeitos da sentença de procedência: invalidade do ato impugnado;


condenação dos responsáveis e beneficiários em perdas e danos;
condenação dos réus às custas e despesas com a ação, bem como
honorários advocatícios; produção de efeitos erga omnes.

São efeitos da decisão de improcedência: se a ação popular for


julgada improcedente por ser infundada, produzirá efeitos erga
omnes, ou seja, outro cidadão não poderá ingressar com nova ação,
tratando da mesma matéria. Por seu turno, se a ação popular for
julgada improcedente por falta de provas, a decisão não terá eficácia
de coisa julgada erga omnes, havendo a possibilidade de ajuizamento
de nova ação popular com o mesmo objeto e fundamento.

AÇÃO CIVIL PÚBLICA

A ação civil pública não pode ser considerada um remédio


constitucional, uma vez que não está prevista no Título II da CF, se
bem que incluída pela maioria esmagadora dos doutrinadores, ante
suas peculiaridades na proteção de direitos coletivos e difusos.

Vem disciplinada no art. 129, III, da CF e na Lei nº 7.347/85 e é


atribuição não exclusiva do Ministério Público "para a proteção do
património público e social, do meio ambiente e de outros interesses
difusos e coletivos".

Se diz que não é atribuição exclusiva do Ministério Público, pois a lei


específica confere legitimidade ativa para propor a indigitada ação às
pessoas jurídicas estatais, autárquicas, às associações constituídas
para a proteção do meio ambiente ou para a defesa do consumidor, ou
do património artístico, estético, histórico, turístico e paisagístico.

É ação de rito especial. É disciplinada pela Lei n. 7.347/85 que


menciona como bem tutelados o meio ambiente, o consumidor, os
bens e direitos de valor artístico , estético, histórico, turístico e
paisagistico e a proteção contra infrações à ordem econômica e a
economia pupular, bem como à ordem urbanística, fazendo referência,
ainda, a qualquer outro interesse coletivos ou difuso.

A expressão direitos difusos e coletivos somente foi definida pelo


CDC (Código de defesa do Consumidor), sendo os primeiros,
“transindividuais de natureza indivisível, de quem sejam titulares
pessoas indeterminadas e ligadas por circunstâncias de fato” e
os demais como ”os transindividuais de natureza indivisível de que
seja titular grupo, categoria ou classe de pessoas ligadas entre si
ou com a parte contrária por uma relação jurídica base”.

IMPORTANTE: São interesses individuais homogêneos aqueles


que decorrem de origem comum. São induvidosamente individuais e a
conotação de grupo que neles reside diz respeito apenas a uma
reunião de interesses que objetivam a um mesmo fim, não se
tratando, portanto de interesses difusos ou coletivos, sem qualquer
caráter de transindividualidade. É um verdadeiro tertus genus

Tem por objetivo, precípuo, a reparação dos danos causados a um


dos direitos acima referidos.