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WILLIAN JAMES E A PSOCOLOGIA DA CONSCIÊNCIA

1. INTRODUÇÃO

O marco da Psicologia de James está entre 1842 a 1910, apenas recentemente muito dos seus manuscritos foram reeditados e suas teorias
foram reavaliadas. Sua psicologia da consciência foi aos poucos saindo de moda à medida que perdia espaço para a Psicanálise e o
Behaviorismo. No entanto, suas concepções não foram esquecidas, pois atualmente há aqueles que se deleitam de investigar fenômenos
abordados por James. Como o interesse pela pesquisa em estados alterados da consciência em fenômenos paranormais.

Algo bem interessante de se notar nas teorias de James, é a liberdade de argumentos a qual dividem muitos teóricos. Ele mesmo afirmou que
são necessários diferentes tipos de dados e estava mais interessado na classificação dos resultados do que no desenvolvimento de uma única
abordagem unificada. James se declarava como psicólogo “moral”, termo pouco usado atualmente, estava consciente que nenhum
pesquisador pode ser verdadeiramente objetivo. Ele argumentou para os professores que o que eles ensinam tem consequências reais.

“Willian James é uma figura proeminente na história do pensamento norte-americano, sem dúvidas, o psicólogo mais notável que este país
produziu. Sua descrição da vida mental é fiel, vital, sutil. Em entusiasmo não há ninguém que se compare a ele;” (ALLPORT, 1961, p. XIII apud
FADIMAN & FRAGER 1986, p. 150).

HISTÓRIA PESSOAL

William James nasceu em 11 de janeiro de 1842 na Nova Inglaterra, com base familiar bem sucedida financeiramente. James cursou
alguns meses de pintura, ciências, química e anatomia. Em 1863 optou por estudar na escola de medicina. Já em 1865 foi concedida uma
permissão para James acompanhar uma excursão do naturalista Louis Agassiz pela bacia Amazônica. Segundo o autor, foi nessa excursão que
James percebeu que não tinha vocação para isso. Retorna à Harvard e obtêm seu diploma em medicina em 1869. Logo depois o estudioso
vivenciou um longo período de depressão. Conforme o autor, James, por diversas vezes cogitou suicidar-se e que o mesmo via-se como inútil.

Segundo Fadiman & Frager (1986 apud PERRY, 1935, I, P.132)


“Eu acordava manhã após manhã, com um horrível pavor no buraco do estômago, e com um sentimento de insegurança sobre a vida que eu nunca antes conhecerei e que
nunca senti desde então... Gradualmente isto desapareceu, mas por meses eu permaneci incapaz de sair do escuro sozinho. Em geral eu tinha pavor de ser deixado sozinho.
Eu me lembro de haver me perguntado como as outras pessoas podiam viver e como já havia vivido tão inconsciente daquele abismo de insegurança abaixo da superfície
da vida”.

Este período depressivo de James findou apenas em 30 de abril de 1870, quando o mesmo colocou fim consciente e proposital. Desta forma,
ele passou a crê na vontade livre. Após recuperar-se o estudioso ocupou o cargo de professor em Harvard. Iniciou ministrando aulas no departamento
de Filosofia e Anatomia, Psicologia. Por volta de 1878 James deu inicio a produção de trabalhos literários, sendo publicado em 1890 o seu primeiro
livro: The Principles of Psychology. Publicou duas coleções de palestras The Will to Believe and Other Popular Essays (1896) e Talks to Teacher (1896).
Em 1902 publicou uma série de conferências intituladas de The Varieties of Religious Experience.

Nos última década de sua vida dedicou-se a escrever e realizar conferencia abordando o pragmatismo. Sendo James o idealizador, onde
argumentava que o sentido poderia ser confirmado através de sua utilização e que verdade pode ser comprovada pelos efeitos causados pela crença
nela. Ministrou na Universidade de Stanford, apenas um semestre (suspenso pelo terremoto). Depois disto, o estudioso aposentou-se de Harvard, mas
continuou a produzir escritos e a realizar conferências ate 1910. Entre 1894 à 1895 foi presidente da Associação Norte Americana de Psicologia e lutou
pelo estabelecimento das disciplinas, como ramo independente. Faleceu em 1910.

2. ANTECEDENTES INTELECTUAIS

James era conhecedor dos principais filósofos, pesquisadores, escritores, educadores de sua época, até se correspondia com alguns deles, mas
não era discípulo de nenhum. A única exerção é o Filósofo francês Renouvie, direcionou James a decisão de crê na “vontade livre”, pragmatismo e
metafísica. No campo da psicologia, foram os trabalhos de Wundt, Helmholtz, Hobart, Binet, Charcot, Bain, Myers, Mauice e Bucke. James era um leito
assíduo e desenvolveu seu talento por meio de intensas citações de vários outros autores.

3. CONCEITOS PRINCIPAIS
James publicou trabalhos abordando todos os pontos da psicologia humana, como o êxtase religioso, a percepção espacial, a mediunidade psíquica,
a compreensão e explicação das unidades básicas dos pensamentos e seus conceitos fundamentais. A atenção em si mesmo era mais intrigante para
ele de que a atenção que se dava aos objetos era mais fascinado no hábito do que um conjunto de hábitos intrínsecos.

Este estudioso considerava que a personalidade surgia do convívio entre as características instintuais e habituais da consciência e as questões
pessoais e suas vontades. Já as patologias, os contrastes pessoais, as fases de desenvolvimento, a inclinação à auto-realização e todo o resto, resulta
de redistribuição de “blocos de construção fundamentais”. Estes são gerados pela natureza e aprimorados pela evolução.

Há contradições nas teorias de James, ele tinha consciência de tal fato, pois denominou isto de “pensamento pluralístico”, pois era válido para
alguns casos, mas para outros não. Para James a Psicologia em sua época não podia ter status de ciência “madura”. Isso porque não detinha o
conhecimento aceitável para produzir leis solidas acerca da percepção, da sensação ou da natureza da consciência.

4.1 CARACTERÍSTICAS DO PENSAMENTO

Em relação à Consciência Pessoal James afirma que “Todo pensamento tende a ser parte de uma consciência pessoal”, ou seja, não existe uma
consciência independente do individuo. Há apenas o que é experimentado ou percebido pelo individuo. Já a Mudança de Consciência ele diz que
“Dentro de cada consciência pessoal o pensamento está sempre se transformando”, ou seja, mesmo que tenhamos as mesmas experiências e
consciência que temos dessa percepção muda a cada vez. Cada pensamento é único, sendo parcialmente determinado por modificações prévias.

O Pensamento Contínuo James descreve como “Dentro de cada consciência pessoal é sensivelmente contínuo”. James fala da maneira pelo o
qual o pensamento é experienciado, cada pensamento transmite o título de sua propriedade de seu conteúdo mental para o pensamento sucessor. O
que está presente, consciente ou não é a personalidade, entretanto a consciência não aparece retalhada em pedaços, ela apenas flui, “como um rio
ou um curso de água”. O curso é contínuo, mesmo em suas brechas não há sentimento de descontinuidades.

Quanto as Escolhas de Consciência é seletiva, “está sempre mais interessada em uma parte de seu objeto do que em outra, seus determinantes
do processo seletivo é a atenção e hábitos”. Em relação à Atenção, James afirma que apenas aqueles itens notáveis formam minha mente, sem um
interesse seletivo, a experiência é um caos absoluto. Somente o interesse dá a perspectiva inteligível. Já os Hábitos são ações ou pensamentos que
aparecem como respostas a uma dada experiência. Difere dos instintos, pois eles podem ser criados, modificados ou eliminados pela direção
inconsciente. O hábito simplifica o movimento necessário para obter um dado resultado. Tornando-o mais acurado e diminui a fadiga. Nesse sentido,
o hábito diminui a atenção consciente com a qual nossas ações são realizadas.

O Sentimento de Racionalidade, por sua vez, pode ser descrita pela seguinte forma “Porque você aceita uma ideia racional ou teoria e rejeita
outra?”. James sugeriu que isto é, em parte, uma decisão emocional. Aceitamos porque nos capacita a entender fatos de uma forma emocional mais
satisfatória. Quando temos um “intenso sentimento de tranquilidade, paz, descanso. Esta total falta de explicar, de discutir, de justificar é o que
chamamos de sentimento de racionalidade”.

4. CRESCIMENTO PSICOLÓGICO: DINÂMICA

James acredita na evolução pessoal a ponto de rejeitar ideias absolutas, tais como “Deus”, “verdade”, ou “idealismo”. Segundo ele há uma
tendência inata a modificar comportamentos e atitudes. Na Formação de Hábitos James enfatiza a importância de ensinar hábitos corretos. Tal
ensinamento deve ser mantido para fixar o hábito a ponto de não sofrer alterações em decorrência das reprovações. Em relação ao Desapego de
Sentimento a organização de um organismo se dá pelo equilíbrio entre a indiferença aos sentimentos e a expressão deles. As emoções não devem ser
levadas em, pois não indicam um estado de espirito e sim nosso temperamento ou condições físicas presentes.

Na Excitação Emocional o sentimento de desapego é um estado desejável, porém, existem vantagens de ser dominado pelos sentimentos. É um
meio de repor hábitos duradouros, permitindo às pessoas tentarem e experimentarem novos comportamentos e atitudes. O termo “saúde mental”
usado por James representa o agir como se as coisas pudessem ir bem, o agir com base em ideais. Estes ideais constituem-se de uma força ativa, que
no mínimo devem almejar a transformação da realidade.

5. OBSTÁCULOS AO CRESCIMENTO
Os Maus Hábitos são os obstáculos mais óbvios ao crescimento de nossa vida cotidiana, retardam nosso desenvolvimento e limitam nossa
felicidade. Temos a capacidade até mesmo de ignorá-los. James preocupa-se com as rotinas diárias que em muitos casos prejudicam nosso bem-estar.
Já nas Emoções Não Expressas James percebeu a necessidade de fazer algo com nossa energia emocional, sendo que bloqueá-la ou recalca-la poderia
ocasionar uma enfermidade emocional. Considerou desnecessária a expressão exata das emoções, é necessária a expressão de qualquer sentimento.
Desta forma, fez com que os sentimentos não expressos fossem traduzidos em ação.

Nos Erros De Excesso geralmente atribuímos cargas negativas ou positivas para algumas características pessoais. James acreditava que essa
dicotomia só é valida para demonstrações moderadas de sentimentos, sendo qualquer extremo prejudicial. A Cegueira Pessoal decretada pelo autor
é a inabilidade de compreender outra pessoa. Por se tratar de uma cegueira interna e pessoal, em alguns casos somos infelizes no relacionamento
como outras pessoas. Tal atitude pode ocasionar erros de excesso e aceitação de maus hábitos, desta forma, prejudicando o crescimento pessoal.

6. ESTRUTURA

Willian James, concluiu que até mesmo a pessoa mais espiritual deveria considerar suas necessidades físicas e tomar consciência delas, uma vez
que o Corpo é a fonte original das sensações. Entretanto, a consciência pode transcender qualquer nível de excitamento físico por um período limitado
de tempo. O corpo, necessário para a origem e manutenção da personalidade, é subserviente às atividades da mente. O corpo é um instrumento
expressivo da consciência que o habita, mais do que uma fonte de estimulação em si mesma.

Os Relacionamentos Sociais são inicialmente instintivos e formados para se adaptarem a diferentes exigências culturais. Há a predominância de
dois instintos, o da ânsia de estar com outras pessoas e a necessidade de ser notado, percebido como único. É o que James chamou de instinto, é o
comportamento que parece acontecer sem que tenha sido aprendido e que se repete sem necessidade de recompensa ou apesar de punição.

James chamava os padrões de hábitos pessoais que formam o esteio das relações sociais, “si mesmo social”’, via como uma personalidade
superficial, multável e maleável, frequentemente pouco mais do que um conjunto de mascaras, mudadas para se adaptarem a públicos diferentes,
argumentava ainda que os hábitos sociais são necessários, pois tornam a vida ordenada.

A Vontade é o ponto central a partir do qual a ação significativa pode ocorrer. James definiu vontade como uma combinação da atenção com o
esforço, e segundo ele uma ideia produz inevitavelmente uma ação, a menos que uma ideia entre em conflito com outra. “A realização essencial da
vontade, quando é voluntária ao máximo, é perceber um objeto difícil e mantê-lo com firmeza perante a mente”.
Uma vez que ideias inibidoras foram lançadas para fora da consciência, o ato de vontade prevalece querer não é ato em si mesmo. O querer orienta
a consciência de maneira que a ação desejada possa revelar-se por si própria. Não é necessário analisar o ato, para entender o efeito da vontade. Como
por exemplo: “Eu quero escrever e esse ato se realiza. Eu quero espirrar e não o faço”. Ou seja, o querer termina com a prevalência da ideia.

“Meu primeiro ato de Vontade Livre será acreditar nela”. Argumentos religiosos, científicos, neurológicos e fisiológicos a favor e contra a existência
da vontade livre; contudo, em sua conclusão a resolução pragmática ultrapassa a maioria dos argumentos com um apelo ao senso comum. Parece ser
mais útil, mais benéfico e mentalmente mais sadio acreditar na vontade livre do que o não fazer, manter tal fé permite à pessoa tratar decisões morais
com seriedade. James argumentava que nós temos uma capacidade inata para fazer escolhas reais, apesar das limitações genéticas, dos hábitos
pessoais e de outras circunstâncias externas.

Quanto a Vontade De Acreditar, dentre os questionamentos de quando deveria a vontade determinar a fé e quando é apropriado acreditar em
algo sem evidência para justifica-lo, James apresenta dois casos em que é benéfico acreditar, em primeiras àquelas vezes em suspender o julgamento
lhe trará uma oportunidade, a segunda inclui situações em que o efeito da convicção é trazer os próprios fatos que vão verifica-la.

A Renuncia À Vontade, por sua vez, é necessário para trazer a “pessoa para dentro da completa unificação que é aspirada para depois; parece
que exatamente o único passo deve ser deixado para outras forças e realizado sem a ajuda de sua atividade” (James, 1958, p.170 apud Fadiman &
Frager 1986, p. 161). União mística, anulação do ego, transcendência de limitações, consciência cósmica ou consciência unificadora, são alguns dos
termos usados para descrever esta transformação, de acordo com James, ele pode ir além dos confins da vontade e, em certo sentido, além das
fronteiras da própria personalidade.

O Fortalecimento Da Vontade, James sugere em seus escritos que um método fácil e acessível era realizar diariamente um exercício sem
utilidade. “Seja sistematicamente heroico em pequenos” pontos desnecessários, faça todo dia alguma coisa tendo como razão a sua dificuldade, de
modo que, quando se aproximar a hora de uma necessidade terrível, ela não possa encontra-lo desencorajada ou desarmada para suportar o teste. O
ato em si não é importante, mas ser capaz de fazê-lo, apesar dele não ter importância, é o teste critico para a verdade.

Constitui-se como uma teoria biológica, e não psicológica da Emoção. Para James, a emoção é baseada nos sentimentos físicos prontamente
reconhecidos, não no sentimento psíquico da situação inicial. Exemplo: quando nos sentimos tristes é porque nós choramos, quando nos sentimos
amedrontados é porque fugimos, e não o inverso.
Sendo assim, o evento mais a situação vão determinar a emoção experiência. Um trabalho de Schacter e Singer (1962 apud FADIMAN & FRAGER,
1986, p.162) “quando os sujeitos não compreendem a causa real de sua excitação emocional, eles classificam seus sentimentos de acordo sugestões
externas”. No geral, a psicofarmacologia atual parece confirmar a teoria de James. Exemplo: dificuldades emocionais experiências por pacientes de
hospitais psiquiátrico podem ser controlados ou até eliminadas através de doses de fármacos alteradores de humor.

Segundo James o Intelecto há dois tipos de conhecimento o primeiro é o conhecimento através da experiência direta (“conhecimento familiar”),
diz respeito a associações deitas, é poético, rico em metáforas e emoções. Um exemplo bem interessante de James (1890, I, p.221 apud FADIMAN &
FRAGER, 1986, P. 163) “Conheço a cor azul quando a vejo e o sabor da pera quando a provo; conheço uma polegada enquanto movo meu dedo por
ela; um segundo de tempo quando o vejo passar... Mas a respeito da natureza interna desses fatos ou do que os faz ser o que são não posso dizer
absolutamente nada”. O segundo seria o conhecimento através do intelecto (“conhecimento a respeito de”), se caracteriza por sua intelectualidade,
trabalha com abstrações e é objetivo. Exemplo: através dos sentimentos relacionamo-nos com as coisas, mas apenas com nossos pensamentos é que
realmente temos conhecimentos a respeito delas.

O Self é a continuidade pessoal que cada um de nós reconhece cada vez que acorda. O Self Material abrange não apenas nossos corpos, mas
também casas, posses, amigos e família. Na medida em que uma pessoa se identifica com uma pessoa ou com objetos extremos, este constitui parte
de sua identidade. O Self Social seria o reconhecimento que se tem por parte das outras pessoas. Constitui qualquer e todos os papéis que o sujeito
voluntário ou involuntariamente aceita para si. Já Self Espiritual seria interior e a subjetividade de uma pessoa. Elemento ativo de toda a consciência.
É a fonte de esforço e atenção e o lugar do qual parece emanar as ordens de vontade.

Quanto a Atenção Voluntária James afirma que A responsabilidade primordial do Professor é encorajar o estudante a aumentar sua capacidade
de manter atenção. A consciência normal é uma série de interrupções configuradas, os pensamentos mudam rapidamente de um objeto para outro.
Treinamento apropriado é necessário para manter o período de atenção prolongado. O professor deveria conhecer e inibir a falta de atenção de ajudar
no desenvolvimento da criança.

Para ajudar o professor, James ofereceu algumas sugestões. Primeiro o conteúdo precisa ser relevante para o cotidiano dos estudantes. E
necessário que os alunos associem os conteúdos com suas tarefas diárias, para assim manter sempre uma conexão com os estudos em sala de aula. A
segunda sugestão de James, é que o assunto deve ser enriquecido a fim de manter a atenção e o interesse do aluno pelo tema estudado. James
rejeitava a punição como um modo de ensinar, e assim oferecer ao estudante atividades alternativas, onde o aprendizado seria mais eficaz do que
punição.

Para melhorar a atenção, é necessário Treinar a Vontade. Com a vontade desenvolvida, a consciência ficaria atenta às ideias e sensações que
não são agradáveis num primeiro momento. Apenas um ato de vontade pode inibir sua tentativa inicial e instintiva de escapar de uma experiência
desagradável. O importante em toda a educação é fazer de nosso sistema nervoso um aliado ao invés de inimigo.

7. CURIOSIDADES

7.1 A PSICOLOGIA DA CONSCIÊNCIA

Os estudos sobre a consciência deixou de ser o centro das pesquisas na psicologia. Em anos recentes, o estudo da consciência está em evidencia
novamente. Associações profissionais, incluindo a Sociedade de Pesquisa em Biofeedback e a Associação Psicológica Traspessoal, publicaram jornais
apoiando as novas linhas de pesquisas, surgindo assim, novos materiais sobre a consciência. Além dos temas de drogas psicodélicas, biofeedback,
hipnose, meditação e percepção extrassensorial, apesar disso ainda não se pode responder com clareza o que é a consciência.

7.2 PESQUISA PSICODÉLICA

Muitas culturas têm utilizado ervas sementes ou plantas a fim de alterar a química corporal, perspectivas emocionais e o nível de percepção
consciente. James utilizou “o gás-hilariante (óxido nitroso)” e ficou impressionado com suas experiências. A partir dos anos 1943, foi difundido o uso
de drogas pela cultura jovem, o que ocasionou muitos argumentos acadêmicos cientifica e éticos. Os efeitos reais da ingestão de drogas psicodélicas
eram quase ignorados devido a interesses a respeito das vendas, manufaturas e distribuição. Mas os jovens que experimentaram, concordam com
James de que “nossa consciência normal em vigília, nada mais é do que um tipo especial de consciência, enquanto que por toda ela, separada pela
mais transparente das cortinas, repousam formas de consciência indiretamente diferentes.” (JAMES 1958, p. 298 apud FADIMAN & FRAGER, 1986, P.
167).

A maioria dos teóricos da personalidade baseia-se na consciência normal em vigília, onde temos controle do nosso ser. No estudo de Schilder
1935, Fisher e Cleveland 1958 e Fadiman 1962, concluíram que qualquer desvio de um limite seguro de ego é um sintoma psicopatológico. James
em 1902 observou que experienciar aquela assim chamada “consciência mística” era um evento raro e imprevisível. Vários pesquisadores de
drogas psicodélicas relatam que seus sujeitos vivem o que chamam de experiências o que chamam de experiência religiosa. A validade dessas
experiências é o fundamento de muitas das diversas doutrinas religiosas.

Relação do tempo e espaço com a consciência. Os experimentos psicodélicos sugerem que a natureza e a gênese da consciência podem ser
mais bem descritas por místicos e físicos modernos. Weil (1972 apud FADIAMN & FRAGER, 1986, p. 168) evidencia que os “estados alterados”
são não somente naturais como necessários para o bem-estar e a saúde da pessoa. Ele acredita que a menos que tenhamos oportunidade de
mudar nosso estado de consciência, podem desenvolver-se sintomas emocionais graves.

7.3 PESQUISA EM BIOFEEDBACK

Biofeedback se caracteriza como técnica de monitoramento dos processos físicos que ocorrem no seu próprio corpo. Um exemplo disso é o
processo de verificação da própria frequência cardíaca. Em ração disso a partir do momento que o individuo possui um feedback do seu
organismo, torna-se apto ao autocontrole consciente que resulta no controle voluntário das funções do sistema nervoso involuntário ou
automático. De modo que essa distinção se extinguiu totalmente, passando a ser denominada de sistema grosseiro (sujeito ao controle
consciente sem a necessidade de quase ou nenhum treinamento) e sistema nervoso fino (sujeito ao controle consciente a partir de um
treinamento especifico), modificando assim nossa compreensão sobre a fisiologia humana.
James decidiu a vontade como a combinação de atenção e volição (atividade cognitiva pela qual o individuo decide se deseja praticar
determinada ação ou não). Foi através da pesquisa de Kimble e Perlmuter (1970 apud FADIMAN & FRAGER 1986, p. 170), que se descobriu a
importância do papel da vontade e atenção no treinamento de Biofeedback. De acordo com James, existe uma diferença entre querer passivo e
ativo, são importantes variáveis no treinamento afetivo de Biofeedback. Green e Green (1971 apud FADIMAN & FRAGER 1986, P. 171) insinua
que se somos capazes de nos tornar fisicamente doentes em resposta a pressões psicológicas, talvez possamos eliminar a doença a partir do
controle a respostas fisiológicas.

7.4 MEDITAÇÃO

É definida como técnica pratica ou processo de tranquilizar o estado físico e mental através da concentração interior em um único objeto,
pensamento ou atitude. Pode ser feita de olhos fechados ou abertos, com muito barulho ou silencio absoluto, andando ou sentado. As pesquisas
estão apenas começando a descobrir os benefícios da meditação e como ela afeta o comportamento psicológico e fisiológico do ser humano. Na
psicoterapia a aplicação da meditação encontra-se em evolução.
James compara a consciência com o percurso de um rio, ele sugere que a consciência possui vários caminhos e fluxos pelos quais
percorrem os nossos pensamentos simultaneamente. Na medida em que buscamos conhecer mais sobre ela, acabamos por si só modificando as
formas de pensamento, e não apenas seus conteúdos. O processo de meditação segundo Ran Dass (1974 apud FADIMAN & FRAGER 1986, p.
171) ameaça suas crenças anteriores e podemos considerar que há modelos de personalidade diferentes.

7.5 HIPNOSE

A hipnose assim como a meditação tem uma vasta aplicação, ela pode ser utilizada na psicoterapia assim como no treinamento de atletas e
também é capaz de modificar qualquer estado físico, emocional e perceptivo do individuo, assim ele queira. Ainda podemos declarar a hipnose
como um instrumento de exploração da consciência. Na hipnose o relacionamento é cooperativo, se o individuo a ser hipnotizado tem total
confiança no hipnotizador esse método será bem sucedido. Em pesquisa de laboratório foi confirmado que esse processo não obtém bons
resultados se a pessoa estiver em desacordo com a pratica em si.
Nos experimentos de Arnold (1950) foi possível analisar uma relação entre as formas de enrijecer os músculos e as emoções a partir
do relatório dos participantes. Assim, James averiguou que a sensação física mais a atenção dada a ela, é que determina o efeito na consciência.
Somente na chamada hipnose profunda que o individuo, acaba perdendo a percepção de hora, tempo e lugar. Ainda segundo algum pesquisador
possuiu a percepção do mesmo mundo, mas o método hipnótico isso é posto de lado e pode ocasionar uma confusão mental quando o individuo
sai do processo hipnótico.
7.6 ESP- PESQUISA PARANORMAL

A partir da publicação dos livros Psychic Discoveries Begind the Iron Curtain (OSTRANDER E SCHROEDER, 1970 apud FADIMAN & FRAGER 1986,
P. 174) reavivaram interesses populares e profissionais semelhantes pela pesquisa paranormal. Seu objetivo é treinar, medir e controlar
habilidades paranormais específicas, ao invés de se preocuparem com provas de sua existência. A maioria dos pesquisadores em parapsicologia
aceita os seguintes fenômenos de Telepatia que é a comunicação de uma mente a outra. A Clarividência é a obtenção de informações não
disponíveis aos sentidos físicos. A Premonição é a obtenção de informações do que ainda não existe;

Há muitas implicações da pesquisa paranormal para a teoria da personalidade, como a que medida há uma ligação telepática entre a mãe e a
criança? O ponto de vista biológico supõe que a ligação entre a mãe e a criança é cortada no nascimento. A evidência indica que este vínculo,
permanece ativo depois do nascimento. Outra questão seria descobrir se há ligações entre parentes ou mesmo entre animais de estimação e
seus donos são contínuos e não limitadas pela percepção consciente de cada um.

Se for possível obter informações da mente de outra pessoa, de um quarto trancado ou mesmo de um tempo futuro, como podemos definir
os limites da personalidade? A identidade é restrita ao corpo, como costumamos assumir, ou é vagamente localizada nele com possíveis
extensões? Assim como na literatura psicodélica, os resultados publicados levantam questões sobre espaço e tempo.

Reencarnação é a crença de que, após a morte, a personalidade não desaparece, mas pode ser restabelecida numa criança recém-nascida ou
em outra forma viva. Se há possibilidade de aceitar o fenômeno, então a possível origem da personalidade e das características físicas pode
incluir eventos ou experiências de encarnações anteriores. Tudo o que se pode definitivamente dizer é que existe uma evidência que não pode
ser facilmente descartada.