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FATORES QUE DIFICULTAM A PRESENÇA DOS ALUNOS NAS

SALAS DE AULA

A relação entre a educação e o desenvolvimento econômico de um país é fator cada


vez mais abordado na literatura, seja observando impacto dos investimentos em educação na
geração de renda de países (BERHMAN E WOLFE, 1984), na renda das pessoas (DUFLO,
2001) ou nas diferenças de escolaridade nos rendimentos do trabalho (PEREIRA, 2001),
porém, para elevar o nível educacional de um país, é necessário aumentar a frequência e
manter o estudante na escola, o que é fundamental para seu avanço educacional
(VASCONCELLOS, 2003).
A evolução tecnológica observada nas ultimas décadas provocou reflexos positivos e
negativos nas sociedades, causando mudanças no comportamento de seus integrantes. Neste
contexto estão inseridos os jovens que, em seu ambiente de estudos, agora se deparam com
novas condições e influências que podem determinar seu sucesso ou fracasso durante sua
passagem pelo curso médio. Entre os fatores que influenciam positivamente o desempenho
dos jovens estudantes estão fatores como a disponibilidade de novos recursos que visam ao
melhor desempenho, a maior liberdade de escolha dos caminhos a serem trilhados e a
capacidade de decisão, ainda restrita, de frequentar ou não as salas de aula. Já entre os
fatores que podem exercer influências negativas estão o possível despreparo dos jovens para
exercer a maior liberdade agora disponibilizada; a falta de apoio familiar ou governamental
devido ao contexto econômico e social em que se encontram; e a grande diferença de
comportamento social e comportamental entre os próprios alunos que acabam influenciando,
até certo ponto, o comportamento do grupo (BARROS et al., 2001).
Os fatores que impedem ou contribuem para que os jovens faltem às aulas são, direta
ou indiretamente causadores da sua má formação intelectual, técnica, social e cívica, o que, se
associado à condições políticas, econômicas, sociais e/ou ambientais desfavoráveis, ilegítimas,
ou não comprometidas com o bem estar da comunidade em questão, causarão reflexos na
economia e nos comportamentos sociais futuros, causando a marginalidade e todas as
mazelas decorrentes da desigualdade social (PONTILLI E KASSOUF, 2007). Nesse contexto,
em que os jovens e sua educação aparecem ligados à determinação das condições sociais
futuras surgiu a questão que orienta essa pesquisa: Quais os principais fatores que contribuem
para que os alunos, mesmo dentro das escolas, faltem às aulas? Para responder a essa
pergunta, estabeleceu-se como objetivo geral desse trabalho identificar os fatores que causam
ou influenciam a falta às aulas, mesmo que o jovem esteja dentro da escola.
Este trabalho encontra sua justificativa no fato de que, uma vez identificados os fatores
que causam ou contribuem para o não comparecimento dos alunos às aulas, torna-se mais
fácil encontrar meios de neutralizá-los ou diminuir seus efeitos. Além disto, Bzuneck (2001, p.
13) afirma que o fato dos alunos não estudarem ou estudarem pouco “impede a formação de
indivíduos mais competentes para exercerem a cidadania e realizarem-se como pessoas”;
soma-se a tudo isto o fato de que baixa frequência às aulas é responsável direta pela má
formação e causa um impacto econômico na vida dos indivíduos, pois, no Brasil, observou-se
que para um ano a mais de escolaridade, a renda dos indivíduo tem uma elevação de 16%
(UEDA E HOFFMANN, 2002).

Metodologia

Brito e Costa (2010, p. 500) ressaltam que os “professores, por meio das práticas pedagógicas,
podem influenciar significativamente a trajetória escolar dos alunos, contribuindo para o
sucesso escolar, especialmente daqueles com maiores dificuldades educacionais”, já
Waiselfisz (2000) estudou as características da direção, do professor e da gestão escolar, e,
uma das conclusões deste estudo indicou que quanto maior a escolaridade do professor,
maior o desempenho dos aluno. Por sua vez, Santos e Borges Neto (1991) abordam as
práticas pedagógicas do professor (nível de escolaridade, suas expectativas em relação aos
alunos, a relação que desenvolve com os alunos, seu comportamento em sala, a forma como
aborda os assuntos discutidos em sala e como efetua as avaliações). Assim, o primeiro fator
que pode influenciar a falta às aulas pode estar relacionado ao professor, pois este tem um
papel determinante para o bom desempenho dos estudantes (GIL, 2011). Seguindo o
defendido por Cavalcanti e Santos Junior, (2013, p. 40), os aspectos a serem avaliados são: 1
– O professor não explica bem; 2 – O professor cobra conteúdos não abordados em sala; 3 – O
professor não conhece o assunto, 4 – O professor não se preocupa com as dificuldades dos
alunos, 5 – A relação entre o professor e os alunos.
Fatores socioeconômicos como o nível de escolaridade do chefe da família e a renda per
capita podem influenciar a decisão de estudar ou não e o atraso escolar do aluno (PONTILLI E
KASSOUF, 2007). Assim, foi efetuado um breve perfil dos sujeitos da pesquisa, as variáveis
abordadas foram: Sexo, Idade, Renda Familiar e escolaridade do chefe da família.
Em sua pesquisa, CARVALHO et al., (2010) encontraram que outro fator determinante para o
comparecimento dos alunos às aulas são as condições físicas oferecidas e a disponibilização
de materiais destinados às atividades realizadas, fato confirmado por Buzneck (2001). Assim,
seguindo o afirmado por estes autores, as variáveis abordadas em relação à escola são: 1 –
Gostar de estar na escola, 2 – A escola tem o que o aluno espera que tenha, 3 – Relação com
os amigos da escola, 4 – Comportamento na escola, 5 – A escola necessita de mudanças, 6 –
A escola contribui para a realização de sonhos.

FALTA dentro da escola


Para execução deste trabalho de natureza quantitativa, inicialmente foi efetuada uma revisão
de literatura para encontrar apoio teórico. Procedeu-se então a coleta de dados que foi
efetuada durante o mês de agosto e 2016 em quatro escolas de nível médio, duas particulares
e duas públicas, todas situadas na cidade de Aracaju/SE. O instrumento de pesquisa utilizado
foi um questionário de XXXXX questões baseado em Cavalcanti e Santos Junior, (2013),
Pontilli e Kassouf, (2007); CARVALHO et al., (2010) e Buzneck (2001). Foram recebidas 164
respostas escolas públicas e 159 das escolas particulares, destas, 8 foram rejeitadas por
estarem incompletas, assim, a amostra foi composta por XXX elementos.
Após a coleta dos dados, estes foram inseridos no software Statistical Package for Social
Sciences – SPSS, para cálculo de porcentagem e média e frequência com o objetivo de
observar o comportamento das variáveis estudadas e, por fim, efetuar uma comparação entre
os resultados encontrados entre as escolas particulares e as públicas.

Resultados encontrados

Conclusão

Referências
BARROS, R.P. de; MENDONÇA, R.; SANTOS, D.D.; QUINTAES, G. Determinantes do
desempenho educacional no Brasil. Rio de Janeiro: IPEA, 2001.

BEHRMAN, J.R.; WOLFE, B.L. The socioeconomic impact of schooling in a developing


country. The Review of Economics and Statistics, v.66, n.2, p.296-303,1984.

BRITO, M. S. T.; COSTA, M. Práticas e percepções docentes e suas relações com o prestígio e
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<http://www.scielo.br/pdf/rbedu/ v15n45/08.pdf>. Acesso em: 5 mai. 2016.

CARVALHO, M.F.N, PEREIRA, V.C e FERREIRA, S.P.A. A (Des) motivação da aprendizagem


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Universidade Federal do Pernambuco, UFPE, Pernambuco.2010. Disponível em:
<http://www.ufpe.br/ce/images/Graduacao_pedagogia/pdf/2007.2/a%20desmotivao%20da%20
aprendizagem%20de%20alunos%20de%20escola.pdf> Acesso em 10 JUL. 2016
CAVALCANTE, C. H. L,; SANTOS JUNIOR, P. A. Fatores que influenciam o desempenho
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Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul, Campus Porto Alegre.
Revista Liberato, Novo Hamburgo, Revista Liberato, Novo Hamburgo, v. 14, n. 21, p. 01-112
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Duflo, E. Schooling and labor market consequences of school construction in Indonesia:


evidence from an unusual policy experiment. The American Economic Review, v.91, n.4,
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GIL, A. C. Didática do ensino superior. São Paulo: Atlas, 2011.

PEREIRA, D.J. S. Diferenças de escolaridade e rendimento do trabalho nas regiões


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PONTILLI, R. M. e KASSOUF, A. L. Fatores que afetam a frequência e o atraso escolar, nos


meios urbano e rural, de São Paulo e Pernambuco. RER, v 45, n 1, p. 027 – 047, Rio de
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2000. Disponível em: <http:// www.dominiopublico.gov.br/download/texto/me000563.pdf>.
Acesso em: 15 JUL. 2016.

Agradecimentos
Ao Instituto Federal de educação, Ciência e Tecnologia de Sergipe – IFS, que apoiou a
realização desta pesquisa.