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Ciência Política

Esquema de Aula - VI – Nação e Povo

Nação

As pessoas, em razão dos traços comuns que possam apresentar (raça, descendência,
língua, cultura), cultivam por vezes um sentimento de pertinência ao grupo resultante
da confluência dos mesmos caracteres unificadores.

Por nação entende-se um conjunto de seres humanos, aglutinados em função de um


elemento agregador, que pode ser tanto histórico, cultural quanto biológico, que,
cônscios das suas peculiaridades, desejam preservá-las no futuro.

O conceito de nação está diretamente relacionado com a organização política do povo


e principalmente com a sua personalidade jurídica.

Estas duas notas caracterizadoras da nação diferenciam-na do conceito de povo, que é


o conjunto de indivíduos que vivem dentro de um determinado Estado.

A nação é formada pela organização de elementos comuns entre as pessoas, como a


língua, a etnia, a moral e a cultura.

“Só o direito pode explicar plenamente o conceito de povo. Se há um traço que o


caracteriza, esse traço é sobretudo jurídico e onde ele estiver presente, as objeções
não prevalecerão.

Com efeito, o povo exprime o conjunto de pessoas vinculadas, de forma institucional, e


estável a um determinado ordenamento jurídico, ou, segundo Ranelletti,”o conjunto de
indivíduos que pertencem ao Estado, isto é, conjunto de cidadãos". Bonavides,Paulo
Ciência política, 5. ed., Forense, p. 68:

É bem de ver que o conceito de nação extravasa os limites do jurídico, recebendo uma
significação mais política. Pertence, isto sim, à área sociológica.

É a sociologia que procura explicar os fenômenos relativos às nações, o que não quer
dizer que não interfiram elas na vida do Estado.

Pelo contrário, são em grande parte responsáveis pela sua formação e pela
manutenção de sua coesão.

No fim do século XVII a consciência nacional, despertada pelas guerras contra


Napoleão, procurou traduzir-se no âmbito das organizações políticas, dando lugar ao
que hoje conhecemos por Estado nacional.
O princípio então vigorante era o de que cada nação devia corresponder a um Estado e
vice-versa, sem embargo de reconhecer-se a importância do princípio das
nacionalidades na geração e transformações do Estado moderno.

Para Raul Pederneiras,

"A definição do Estado como nação politicamente organizada não é admissível. Uma
nação pode eventualmente formar um Estado, mas o Estado não precisa nunca de uma
nação para se estabelecer.

A nação nasce do instinto, constrói-se naturalmente com os elos que formam uma
família e famílias, tendo a origem comum por principal elemento". Pederneiras, Raul.
Direito internacional, cit., p. 95.

Por vezes a nação antecede ao Estado. Nos tempos modernos, temos o exemplo do
povo judeu, que, constituído secularmente em nação, só se estabilizou com a criação
do Estado de Israel (1948).

Em outros casos, o Estado precede a nação. São exemplos desse fenômeno muitos dos
atuais Estados africanos saídos da situação de ex-colônias européias.

As realidades tribais aí ainda existentes impedem a formação de uma nacionalidade


própria a cada Estado.

NACIONAIS, BINACIONAIS E APÁTRIDAS

Em fase do Estado, todo indivíduo ou é nacional ou é estrangeiro. O povo está unido ao


Estado pelo vinculo da nacionalidade.

É que esta representa um vínculo jurídico que designa quais são as pessoas que fazem
parte da sociedade política estatal.

Lamentavelmente, não se chegou ainda à possibilidade de estabelecerem-se normas


jurídicas de direito internacional fixando critérios uniformes para a outorga da
nacionalidade.
Isso significa dizer que o Estado, soberanamente, define as pessoas que ele vai
considerar como seus nacionais.

É certo que em termos práticos esses critérios não costumam variar além de dois
fundamentais: O do jus sanguinis e o jus soli.

 jus sanguinis - é nacional todo aquele que é filho de pais nacionais; é um


critério que leva em conta, como se vê, a paternidade.

 jus soli - consiste em considerar nacional todo aquele que nasce no território do
Estado.

Os países que exportam população, ou, se preferir, países de emigração, preferem


adotar, em regra, o critério do jus sanguinis, que lhes permite considerar como
jurisdicionados seus até mesmo as pessoas que vivam no estrangeiro no conjunto dos
seus nacionais.

Já os Estados de imigração tendem a adotar o Critério do jus soli, com o objetivo de


integrar os contingentes migratórios por meio da nacionalização de seus descendentes.

BRASIL

No Brasil adota-se o jus soli, todavia com certos abrandamentos .

São brasileiros natos

Os nascidos em território brasileiro, embora de pais estrangeiros, desde que estes não
estejam a serviço de seu país, sendo assim, nascer em território brasileiro significa
nascer em qualquer parte do nosso domínio. Por exemplo: são brasileiros os nascidos
em navio de guerra brasileiro, onde quer que se encontre.

Há exceção ao princípio do jus soli quanto aos filhos de estrangeiro ou estrangeira - que
esteja a serviço de seu país (aqui aplica-se o jus sanguini)

Os nascidos fora do território nacional, de pai brasileiro ou mãe brasileira, desde que
qualquer deles esteja a serviço do Brasil. Outra exceção ao jus soli (aqui também
aplica-se o jus sanguinis)

Os nascidos no estrangeiro, de pai brasileiro ou de mãe brasileira, embora não estejam


a serviço do Brasil, desde que venham a residir na República Federativa do Brasil e
optem, em qualquer tempo, pela nacionalidade brasileira; isto conforme a nova
redação dada pela Emenda Constitucional de Revisão n. 3, de 1994. São duas
hipóteses:
1-Registrado em repartição competente brasileira - é considerado nato,
independentemente de manifestação de vontade.

2-Não registrado - a aquisição da nacionalidade brasileira dependerá de


manifestação expressa do interessado em adquirir a nacionalidade brasileira, a qual-
quer tempo.

São brasileiros naturalizados

a) Os que adquiram, na forma da lei, a nacionalidade brasileira; aos de países de língua


portuguesa exige-se apenas a residência por um ano ininterrupto, em nosso país, e
idoneidade moral.

b) Os estrangeiros de qualquer nacionalidade residentes na República Federativa do


Brasil há mais de quinze anos ininterruptos e sem condenação penal, desde que
requeiram a nacionalidade brasileira.

Aos portugueses com residência permanente no país, se houver reciprocidade em


favor de brasileiros, serão atribuídos os direitos inerentes ao brasileiro, salvo os casos
previstos na Constituição.

São privativos de brasileiros natos os seguintes cargos:

I - Presidente e Vice-Presidente da República;

II - Presidente da Câmara dos Deputados;

III - Presidente do Senado Federal;

IV - Ministro do Supremo Tribunal Federal;

V - da carreira diplomática;

VI - de oficial das Forças Armadas".

BINACIONALIDADE
Como a nacionalidade é unilateralmente concedida, é dizer, cada Estado
individualmente dita a legislação por força da qual se confere a alguém a condição de
nacional.

Resultam daí alguns inconvenientes, tais como pessoas com dupla nacionalidade, ou
melhor, binacionais (p. ex., filho de pais oriundos de país que adote o jus sanguinis
nascido em Estado que adote o jus souli).

Entende-se, por tanto, por binacional a pessoa que possui mais de uma
nacionalidade ao mesmo tempo.

APATRÍDA

Por apátrida deve-se entender pessoa que não possui pátria. Tal situação é
manifestamente indesejável, pois ela priva o indivíduo de filiação a qualquer Estado e,
em conseqüência, da tutela jurídica que lhe resultaria da nacionalidade.

Vincular-se a um Estado, entretanto, não é apenas fonte de submissão, mas também


fato gerador de direitos tão mais amplos estes, quanto mais alto o teor de democracia
na sua organização do poder político.

Essa fruição de direitos não é assegurada, todavia, a todos na mesma proporção.

Prestigiam-se os nacionais, a quem, em regra, se confere em caráter exclusivo o


desfrute dos direitos políticos(aqueles que dizem respeito à participação do individuo
na formação da vontade estatal)

São, portanto, nacionais de um Estado aqueles que o seu direito define como tais. É
uma situação jurídica e não uma mera situação de fato.