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Pela primeira vez, a ciência aceita estudar alguns casos provados de reencarnação

O MISTÉRIO DA SEGUNDA VIDA

Reportagem de EUGENE KINKEAD • Fotos de RICHARD ALCORN • Copyright Look •


Exclusividade de MANCHETE

Até a semana passada, quem falasse em reencarnação era um místico ou um charlatão aos
olhos da ciência. Agora surge nos Estados Unidos o primeiro estudo sério a respeito, obra do
Dr. Ian Stevenson, um professor universitário que não acredita em fantasmas — mas
descobriu que, pelo menos de certa forma, eles existem.

Na escuridão, ela não sabia o que estava pintando.

Vive atualmente em Nova forque uma senhora de 69 anos, holandesa, baixinha e morena,
que se chamava outrora Henriette Roos. Ela mudou de nome, por se ter casado com um
homem chamado Weisz. Mais tarde, divorciou-se e, embora na Holanda as divorciadas voltem
a ter o nome de solteiras, preferiu não proceder dessa forma. Sua mãe uma vez a repreendeu
por causa disso, mas a filha respondeu-lhe: “Sinto-me mais à vontade com esse nome”.
Acabou porém por assinar-se Henriette Weisz-Ross e ir viver em Paris, custeando a
subsistência com a sua pintura. Pintava, principalmente, retratos. Uma noite, no verão de
1936, fora se deitar muito cedo, esperando dormir logo. Mas alguns pensamentos insistentes a
impediram de conciliar o sono. Por isso, levantou-se e foi pintar. Singularmente, pintou no
escuro, por algum tempo, de forma automática, sem ter a menor idéia do que estava pintando.
Depois, acalmada, foi deitar-se e dormiu. Na manha seguinte, um belo retrato de uma mulher
jovem se encontrava em seu cavalete.

Os dedos de Henriette seguravam os pincéis com segurança. Sem ver o que fazia, na escuridão, ela pintou
um retrato de mulher, no estilo de Goya: estava sendo paga, naquela hora, uma dívida de gratidão.
Nem a hereditariedade nem o ambiente podem explicar por inteiro a personalidade do
homem. O que haverá por detrás dela?

A experiência não podia ser mais estranha. Para obter esclarecimentos, levou um dia essa
pintura a uma mulher que passava por ter poderes psíquicos e mediúnicos, bem como
conhecimentos extra-sensoriais a respeito dos objetos que contemplava ou em que tocava.
Essa mulher lhe disse que Goya, o grande pintor espanhol falecido em 1828, falara com ela:
“Ele me disse que você o recebeu em sua casa, num grande cidade do sul da França e, então,
você o ajudou a fugir do seu país e dos seus inimigos. Goya ainda lhe era grato e queria dar-
lhe ajuda, mas sentia que ela resistia.” Era a sua educação acadêmica, disse a médium, a razão
da atitude rígida, com que não aceitava a orientação do artista espanhol: “Foi por isso que ele
a obrigou a pintar no escuro, a fim de que você não percebesse o que estava fazendo.”
Até então, embora sendo pintora, a senhora Weisz-Roos confessa que nada lera a respeito
de Goya. Nessa mesma noite, foi à casa de urna amiga que possuía um exemplar de urna
detalhada biografia do artista espanhol. Lendo-a, com grande assombro descobriu nesse livro a
história de Rosarito Weisz, em cuja casa, em Bordéus, Goya se hospedara, durante o período
em que esteve exilado, já ao fim de sua vida. A senhora Weisz-Roos acredita que sua
experiência demonstra a reencarnação, isto é, prova que ela é uma pessoa que aparentemente
viveu em época anterior.
Um dos maiores investigadores de tais assuntos nos Estados Unidos é um psiquiatra
chamado Ian Stevenson. Ele estudou o caso da pintora holandesa e atesta a veracidade dos
fatos. E esse caso é apenas um dos numerosos exemplos que recolheu em dezenas de
entrevistas e inquéritos. Para a maioria dos indivíduos cultos do mundo ocidental, a ideia da
reencarnação é uma coisa aberrante da ortodoxia religiosa. Como pode, então, uma pessoa
séria, alguém que passa por cientista, dedicar-se a tal espécie de estudos e investigações?
O Dr. Ian Stevenson é um homem alto, magro, de fala lenta, com cerca de 51 anos, cujo
curso médico foi feito na McGill University, em Montreal. Durante anos, dedicou-se a
pesquisas convencionais. No ano passado, a editara Little, Brown and Co. publicou o seu livro
The Psychiatric Examination (O Exame Psiquiátrico). Este ano, a editora Harper & Row
lançará nova edição de outro de seus trabalhos, The Diagnostic Interview (A Entrevista
Para Diagnóstico). No ano de 1953, começou a se interessar pela reencarnação. A razão que
o levou a isso foi o sentimento de insatisfação sobre os conhecimentos disponíveis acerca da
hereditariedade e das influências ambientais, consideradas isoladamente ou em conjunto, no
exame de uma personalidade.

No arquivo, há dezenas de casos provados

Quatro anos depois, aceitou o cargo de diretor do Departamento de Psiquiatria e


Neurologia da Escola de Medicina da Universidade de Virgínia. Esse posto lhe foi oferecido
por autoridades universitárias que conheciam o seu interesse em Parapsicologia e,
particularmente, em reencarnação. Exerce presentemente o cargo de professor de Psiquiatria.
Ainda ensina, administra e faz pesquisas na linha tradicional, mas grande parte do seu esforço
é agora dirigido para um campo novo. E o resultado desse esforço é representado por um
dossiê de centenas de casos de aparente reencarnação, ocorridos em várias partes do mundo.
Alguns são baseados em narrativas publicadas, mas outros foram descobertos pessoalmente
por ele ou por seus associados.
É mais ou menos sabido que algumas religiões orientais, como o budismo e o hinduísmo,
têm na reencarnação um de seus fundamentos. Entretanto, os arquivos do Dr. Ian Stevenson
contêm muitos casos verificados na parte ocidental da Europa e nos Estados Unidos. O
primeiro caso registrado nos Estados Unidos saiu no Globe-Democrat, editado em St. Louis,
a 14 de setembro de 1892. Isaac G. Foster e sua esposa, residentes no Condado de Effingham,
no Illinois, perderam uma filha adolescente, chamada Maria, pouco antes de mudar-se o casal
para Dakota. Aí nasceu outra filha, a que deram o nome de Nellie: mas esta insistia em que se
chamava Maria. “Era assim que o senhor antigamente costumava sempre chamar-me”, disse
ela um dia ao pai. Mais tarde, voltando a negócios ao Condado de Effingham, Foster levou
com ele Nellie, então quase adolescente. E a menina não só reconheceu a antiga casa dos
pais, como ainda muitas pessoas a quem jamais vira, mas que sua irmã, Maria, conhecia bem.
Descreveu de maneira tão minuciosa e correta a escola de Maria, a uma milha de distância da
casa, que os pais deixaram que ela fosse visitá-la sozinha. Aí chegando, ela se dirigiu a uma
das carteiras e disse, sem a menor indecisão: “Esta era minha.”

Ela sabia onde e como vivera a outra vida

O Dr. Stevenson diz que esse é um caso típico, um padrão de conduta persistente: muitas
crianças, nascidas em familiar que perderam filhos, proclamam ser a irmã (ou irmão) morta,
revelando conhecimento bastante claro e lúcido da vida da outra. Outro caso interessante
verificou-se em Mercar, na Pensilvânia, com Gail Habbyshaw, uma moreninha de 18 anos
talvez um pouco baixa para a sua idade e que faz parte de um par de gêmeas idênticas. Desde
a infância, sentiu-se ela de tal modo atraída pelo judaísmo que deixou a escola cristã
dominical, andando 15 milhas para frequentar a sinagoga mais próxima, durante o Sabbath.
Ela declara ter sido morta pelos nazistas na década de 1930. A carne de porco é um prato em
que não ousa tocar. Ela está se convertendo ao judaísmo. Sua irmã gêmea Susan não nutre os
mesmos sentimentos. O Dr. Stevenson diz: “Falei com Gail e com sua mãe e os testemunhos
de ambas são, em tudo por tudo, concordantes. O material genético de que as gêmeas foram
constituídas era, é claro, idêntico, do mesmo modo que foram idênticas as influências
ambientais. Contudo, as personalidades das duas jovens são inteiramente díspares.”
Nestes últimos tempos, o Dr. Stevenson examinou varias centenas de outros casos e, para
certificar-se de que não se tratava de fenômenos superficiais, procurou verificar se as
lembranças das pessoas aparentemente reencarnadas eram confirmadas por outras fontes. Foi
assim que pôs de parte centenas de casos, embora possam ter sido autênticos ou genuínos. É
que as lembranças dessas pessoas estavam ligadas a indivíduos obscuros, de quem não se
encontravam notícias fidedignas, ou então a personalidades históricas, cujo conhecimento
poderia ter sido adquirido através de leituras, ou de outros meios ordinários de informado.
Mas 44 casos persistiram. Nesses, as recordações da reencarnação coincidiram em seis ou
mais pormenores com fatos verificados através de outras fontes. O Dr. Stevenson achou que
seriam necessárias pelo menos seis dessas coincidências para tornar cada um desses casos
digno de ser levado em conta. Em alguns, as recordações tiveram início quando essas pessoas
estavam normalmente despertas ou acordadas. O maior número de casos — 25 — era oriundo
da Ásia, devido, diz ele, ao fato de que ali se crê mais na reencarnação do que no Ocidente.
Em 38 casos, as pessoas se reencarnaram com o mesmo sexo e em apenas seis casos com o
sexo oposto. Geralmente, essas pessoas viveram numa cidade diversa daquela em que se
reencarnavam, ou num diferente país.
O budismo aceita a reencarnação — mas considera malditos os que se lembram das vidas passadas
Muitas se lembram de quando outrora eram crianças, algumas ate de quando tinham apenas
três anos. Usualmente, as lembranças diminuem, à medida que a idade vai baixando.
Entretanto, há um caso em que isso não ocorreu: o de Laure Reynaud, uma mulher francesa
robusta, de meia-idade, que diz ter reminiscências muito vivas da infância em sua vida
anterior, numa grande mansão, num país de clima mais quente que o da França. Nascera numa
família rica, mas ficara tuberculosa e morrera muito jovem. Guardava viva lembrança da
grande mansão. Na sua primeira viagem à Itália, com a idade de 45 anos, no verão de 1913,
ela a reconheceu numa paisagem do vale entre Turim e Gênova. Em Gênova, ela descrevera a
um amigo como era a casa em que outrora havia nascido. Tão minuciosa foi a descrição que
essa pessoa lhe disse: “Eu sei onde está localizada essa casa!” E levou-a lá, indicando-a. Mas,
ao chegarem, a Senhora Reynaud declarou: “Não. Não é esta. É uma outra, parecida, mas um
pouco mais adiante.” Servindo ela própria de guia, chegaram a outra casa, e exclamou então:
“Foi aqui! Foi aqui mesmo que eu morri! Contudo, não fui enterrada no cemitério, como as
pessoas comuns, mas dentro da igreja.” Os registros de óbitos demonstraram que a pessoa que
ela dizia ter sido vivera “por alguns anos em sua casa, em Albaro, em estado de invalidez,
agravado por um severo resfriado, nos seus últimos dias, tendo o seu corpo sido enterrado na
Igreja de Nossa Senhora do Monte”.
Outro caso a ser considerado é o de Robert, menino belga de seis anos, residente em
Knocke. Ele estava convencido de que o retrato de seu tio Albert, mono em 1915 durante a
Primeira Grande Guerra, era na verdade o seu próprio retrato. Sua avó paterna, de quem
Albert fora o filho favorito, era a luz de sua vida. Robert costumava chamá-la pelos mesmos
nomes carinhosos e apelidos que só Albert usava, e falava das coisas de que ela gostava e não
gostava, com um conhecimento que somente seu tio tinha.

O ruído do gatilho ficou nos seus ouvidos

Robert revelava ainda outras semelhanças com Albert. Este fora um excelente
mergulhador. Ao ver pela primeira vez uma piscina, quando tinha apenas três anos, Robert
saltou de um trampolim dentro dela, como se fosse um mergulhador veterano. Uma vez,
alguém apontou para ele uma câmara cinematográfica, querendo filmá-lo. A câmara tinha um
ruído característico, que provocou no menino esta reação: “Não, não! Foi assim que os
alemães me mataram.” Na verdade, Albert tinha sido morto por uma rajada de metralhadora,
cujo ruído o menino parece ter confundido com o da câmara fotográfica.
Outra história impressionante é a de Shanti Devi, moradora em Nova Deli, na Índia, onde
nasceu em 1926. Com três anos, começou ela a descrever insistentemente, com abundância de
pormenores, a outra vida que vivera em Mutra, a 100 quilômetros de distância. Dizia ter
nascido em 1902 e que o nome do seu marido era Kedar Nath Chaubey. Dizia ainda ter
morrido dando à luz um filho. Quando tinha nove anos, sua insistência era tal que os pais
procuraram saber se realmente existia em Mutra alguém com o nome de Kedar Nath.
Realmente existia e, depois de uma troca de cartas, ele foi a Nova Deli, sem se fazer anunciar.
Shanti respondeu corretamente a todas as perguntas que ele fez e, dirigindo-se ao interior da
casa, pediu à mãe: “Preparo comida para meu marido. Ele gosta de bhare (prato preparado
com batata), kashiphal shag (folhas de abóbora) e porota (bebida preparada com trigo).”
Quando Kedar Nath viu a refeição, ficou assombrado: realmente eram as iguarias de sua
preferência.
Qualquer que seja a conclusão de seus estudos, uma coisa é certa:
o Dr. Stevenson é um homem sério

A crença na reencarnação diminui, para os budistas, a significação da morte. É por isso que os bonzos
ousam incendiar a si próprios.

“Porque você se casou logo que eu morri?”

Quando ele comia, Shanti lhe perguntou: “Porque você se casou de novo? Não tínhamos
combinado que se um de nós enviuvasse, nunca mais se casaria outra vez?” Depois disso, uma
comissão de três pessoas notáveis, residentes em Deli, uma das quais era um amigo de
Gandhi, editor do principal jornal local, outra um advogado e a terceira um grande
comerciante, levaram Shanti a Mutra para observar as suas reações. Em seguida, fizeram eles
uma declaração, com firma reconhecida, sobre o que ali observaram. Já na estação da estrada
de ferro, uma tentativa foi feita para iludi-la, mas a menina identificou, no meio da multidão,
um irmão de seu marido, dizendo: “Ali está meu cunhado, Jeth.”
Colocada num carro, ela mesma deu instruções ao homem que o dirigia sobre a direção que
devia tomar para chegar à sua casa. E logo a reconheceu, embora tivesse sido recentemente
pintada com uma cor diferente. Reconheceu também o seu sogro e o seu filho, dizendo: “Ele é
minha vida. Minha vida reconheceu minha vida.” Disse com exatidão qual era a disposição da
casa, qual o aposento que ocupava, etc. fez, em seguida, uma revelação dramática: enterrara
dinheiro no canto de um dos quartos. E disse: “Cavem ali, que acharão.”
Cavaram, mas nada acharam. “Cavem mais fundo”, insistiu ela. Ainda uma vez cavaram,
sem resultado. Ela então se voltou para o marido: “Onde está o dinheiro?” Kedar Nath, um
pouco envergonhado, confessou que o desenterrara, depois que a esposa morrera.
O Dr. Stevenson acrescenta: “Em 1961. eu entrevistei Shanti Devi e seu pai, além de outras
testemunhas, inclusive Kedar Nath, o marido que ela tivera na outra encarnação. Minha
pesquisa indica que ela fez pelo menos 24 observações sobre a vida anterior plenamente
confirmadas.”
Durante anos, através de publicações e citações em órgãos corno o Journal ol Asian and
African Studies e o British Journal ol Psychology, o Dr. Stevenson estabeleceu uma cadeia
de correspondentes através do mundo. E recebeu comunicações do Brasil, Birmânia, Ceilão,
Inglaterra, índia, Líbano, Tailândia e Turquia. Um desses correspondentes é um filósofo
budista, outro um banqueiro turco e um terceiro é professor de árabe no Líbano. Nos Estados
Unidos, seus contatos são geralmente mães e avós. Todos os anos seu fichado vai
aumentando. Quando são narrados casos de pessoas vivas, em geral procura contato direto
com elas. Mas só registra o caso se pelo menos vinte pessoas, incluídas as da família e as da
vizinhança, derem depoimentos válidos.

Ao todo, são oito as explicações possíveis

O Dr. Stevenson admite pelo menos oito alternativas para explicar casos que parecem ser
de reencarnação. Fraude é a primeira coisa que ocorre a qualquer pessoa. Mas o Dr. Stevenson
não leva isso muito em conta, porque em nenhum caso há retribuição financeira. Publicidade
seria outro motivo, mas esta é geralmente indesejável, quer no Oriente, quer no Ocidente.
Mais ainda: no Oriente existe a crença de que as pessoas reencarnadas morrem jovens e
atraem contra si a má fortuna. Outra possibilidade é a derivação de lembranças de fontes que
depois são esquecidas. O Dr. Stevenson recorda o caso de um jovem que, hipnotizado, falava
uma língua desconhecida, que depois se descobriu ser o dialeto oscano, falado numa região da
Itália no século III antes de Cristo. A fonte, como depois se descobriu, fora uma gramática
dessa língua, que na infância ele apanhara na biblioteca paterna, andara lendo e da qual
guardara de memória algumas frases.
Entre as outras explicações plausíveis está a memória racial (a totalidade das lembranças
que constituem a memória racial se transmite através dos genes, de geração para geração); a
possessão, isto é, a ocupação do corpo de uma pessoa viva pelo espírito de uma pessoa morta
ou desencarnada: a percepção extra-sensorial; a presciência (que é o dom de desvendar as
coisas futuras); a retrocognição (que é o dom de desvendar as coisas passadas); e as
comunicações com uma personalidade sobrevivente. O Dr. Stevenson nega, nos casos por ele
registrados, qualquer ligação com essas diversas modalidades.
Chester Carlson, o inventor do Xerox, foi um dos mais entusiásticos financiadores do Dr.
Stevenson. Em dezembro do ano passado, a Associação Americana Pelo Progresso da Ciência
— o mais amplo corpo de cientistas do mundo — concedeu à Associação de Parapsicologia o
direito de filiação aos seus quadros, mesmo sabendo que esta estuda a reencarnação. O Dr.
Gardner Murphy, professor de Psicologia da Universidade de Washington, é o professor da
Sociedade Americana de Pesquisas Psíquicas, e tem o Dr. Stevenson na mais alta conta. A
Dra. Gertrude Schmeidler, que ensina Psicologia no City College, de Nova Iorque, tem o
mesmo conceito. Testemunhos idênticos dão o Dr. Albert J. Stunkard, diretor do
Departamento de Psiquiatria da Universidade da Pensilvânia, em Filadélfia, e o Dr. Herbert S.
Ripley, que ocupa igual pólio na Universidade de Seattle. “É um verdadeiro, sério e
competente cientista”, dizem todos, em coro. Resta saber se o Dr. Ian Stevenson conseguirá
dar resposta definitiva à pergunta: “Existe outra vida, além da morte?” O problema está aberto
às controvérsias. Mas pelo menos uma coisa é cena: os estudos sobre a reencarnação já se
tornaram um campo respeitável de pesquisas científicas.

Referência original: Revista Manchete, 24 de outubro de 1970, Edição 0966, pp. 62-66.