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SUMÁRIO

HISTÓRIA DA ADMINISTRAÇÃO .......................................................................................3


EMPRESA .................................................................................................................................9
CATEGORIAS DE EMPRESAS ..............................................................................................9
EMPRESA DE RESPONDABILIDADE LIMITADA ..........................................................10
EMPRESA DE RESPONDABILIDADE ILIMITADA .........................................................11
EMPRESA DE RESPONDABILIDADE MISTA ..................................................................12
SOCIEDADE EM COMANDITA ..........................................................................................12
SOCIEDADE ANÔNIMA ......................................................................................................12
SOCIEDADES COOPERATIVAS .........................................................................................14
CATEGORIAS DAS EMPRESAS .........................................................................................14
Micro Empreendedor Individual MEI ......................................................................................14
Microempresa ME ....................................................................................................................15
Empresa de Pequeno Porte EPP ...............................................................................................16
Empresa de Médio Porte ..........................................................................................................16
Empresa de Grande Porte .........................................................................................................16
Empresas com Fim Lucrativo ou Não Lucrativo .....................................................................17
PESSOA JURÍDICA E PESSOA FÍSICA ..............................................................................17
ANÁLISE SWOT ....................................................................................................................18
MOVIMENTO DE CAIXA ....................................................................................................20
CONTROLE FINANCEIRO E BANCÁRIO..........................................................................21
Tipos de Movimentações Financeiras/Bancárias .....................................................................21
CONTROLE DE CONTA BANCÁRIA E CONTA CORRENTE .........................................23
CONTAS A RECEBER ...........................................................................................................24
CONTROLE DE CONTAS A RECEBER ..............................................................................27
CONTAS A PAGAR ...............................................................................................................28
CINCO PASSOS PARA CONTROLE DAS OBRIGAÇÕES ...............................................29
FICHAS DE CONTAS A PAGAR .........................................................................................29
PEDIDO DE COMPRAS ........................................................................................................30
DEMONSTRAÇÃO DO FLUXO DE CAIXA .......................................................................31
CONTROLE DE ESTOQUE ...................................................................................................35
Cálculo do custo médio ............................................................................................................36
PLANO DE NEGÓCIOS .........................................................................................................37

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HISTÓRIA DA ADMINISTRAÇÃO
Evolução

A história da Administração iniciou-se num tempo muito remoto, mais precisamente no ano
5.000 a.C, na Suméria, quando os
antigos sumerianos procuravam
melhorar a maneira de resolver
seus problemas práticos,
exercitando assim à arte de
administrar.

Depois no Egito, Ptolomeu


dimensionou um sistema
econômico planejado que não
poderia ter-se operacionalizado sem
uma administração pública
sistemática e organizada. Em seguida, na China de 500 a.C, a necessidade de adotar um
sistema organizado de governo para o império, a Constituição de Chow, com seus oito
regulamentos e as Regras de Administração Pública de Confúcio exemplificam a tentativa
chinesa de definir regras e princípios de administração.

Apontam-se, ainda, outras raízes históricas. As instituições otomanas, pela forma como eram
administrados seus grandes feudos. Os prelados católicos, já na Idade Média, destacando-se
como administradores natos. A Alemanha e a Áustria, de 1550 a 1700, através do
aparecimento de um grupo de professores e administradores públicos chamados os fiscalistas
ou cameralistas. Os mercantilistas ou fisiocratas franceses, que valorizavam a riqueza física e
o Estado, pois ao lado das reformas fiscais preconizavam uma administração sistemática,
especialmente no setor público.
Na evolução histórica da administração, duas instituições se destacaram: a Igreja Católica
Romana e as Organizações Militares. A Igreja Católica Romana pode ser considerada a
organização formal mais eficiente da civilização ocidental. Através dos séculos vem
mostrando e provando a força de atração de seus objetivos, a eficácia de suas técnicas
organizacionais e administrativas, espalhando-se por todo mundo e exercendo influência,
inclusive sobre os comportamentos das pessoas, seus fiéis.

As Organizações Militares evoluíram das displicentes ordens dos cavaleiros medievais e dos
exércitos mercenários dos séculos XVII e XVIII até os tempos modernos com uma hierarquia
de poder rígida e adoção de princípios e práticas administrativas comuns a todas as empresas
da atualidade. O fenômeno que provocou o aparecimento da empresa e da moderna
administração ocorreu no final do século XVIII e se estendeu ao longo do século XIX,
chegando ao limiar do século XX. Esse fenômeno, que trouxe rápidas e profundas mudanças
econômicas, sociais e políticas, chamou-se Revolução Industrial.

A Revolução Industrial teve início na Inglaterra, com a invenção da máquina a vapor, por
James Watt, em 1776. A aplicação da máquina a vapor no processo de produção provocou um
enorme surto de industrialização, que se estendeu rapidamente a toda a Europa e Estados
Unidos.
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A Revolução Industrial desenvolveu-se em duas fases distintas: a primeira fase de 1780 a
1860. É a revolução do carvão, como
principal fonte de energia, e do ferro,
como principal matéria-prima.

A segunda fase de 1860 a 1914. É a


revolução da eletricidade e derivados
do petróleo, como as novas fontes de
energia, e do aço, como a nova
matéria-prima. Ao final desse período,
o mundo já não era mais o mesmo. E a
moderna administração surgiu em
resposta a duas conseqüências
provocadas pela Revolução Industrial,
a saber:

a) crescimento acelerado e desorganizado das empresas que passaram a exigir uma


administração científica capaz de substituir o empirismo e a improvisação;
b) necessidade de maior eficiência e produtividade das empresas, para fazer face à intensa
concorrência e competição no mercado.

Difícil é precisar até que ponto os homens da Antiguidade, da Idade Média e até mesmo do
início da Idade Moderna tinham consciência de que estavam praticando a arte de administrar.

Já no século XX, surge Frederick W. Taylor, engenheiro americano, apresentando os


princípios da Administração Cientifica e o estudo da Administração como Ciência.

Conhecido como o precursor da TEORIA DA ADMINISTRAÇÃO CIENTÍFICA, Taylor


preconizava a prática da divisão do trabalho, enfatizando
tempos e métodos a fim de assegurar seus objetivos "de
máxima produção a mínimo custo", seguindo os princípios da
seleção científica do trabalhador, do tempo padrão, do trabalho em
conjunto, da supervisão e da ênfase na eficiência. Nas
considerações da Administração Científica de Taylor, a
organização é comparada com uma máquina, que segue um
projeto pré-definido; o salário é importante, mas não é
fundamental para a satisfação dos funcionários; a organização é
vista de forma fechada, desvinculada de seu mercado; a
qualificação do funcionário passa a ser supérflua em
conseqüência da divisão de tarefas que são executadas de
maneira repetitiva e monótona e finalmente, a administração
científica, faz uso da exploração dos funcionários em prol dos interesses particulares das
empresas.

Em 1911, Taylor publicou o livro considerado como a "bíblia" dos organizadores do trabalho:
PRINCÍPIOS DA ADMINISTRAÇÃO CIENTÍFICA, que tornou-se um best-seller no
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mundo inteiro. Reconhece-se hoje que as propostas pioneiras de Taylor deflagraram uma
"febre" de racionalização, que prepararam o terreno para o advento do TQC (Total Quality
Control), ocorrido ao longo do pós-guerra. As propostas básicas de Taylor: planejamento,
padronização, especialização, controle e remuneração trouxeram decorrências sociais e
culturais da sua aplicação, pois representaram a total alienação das equipes de trabalho e da
solidariedade grupal, fortes e vivazes no tempo da produção artesanal. Apesar das
decorrências negativas para a massa trabalhadora, que as propostas de Taylor acarretaram,
não se pode deixar de admitir que elas representaram um enorme avanço para o processo de
produção em massa.

Paralelamente aos estudos de Taylor, Henri Fayol que era francês, defendia princípios
semelhantes na Europa, baseado em sua experiência na alta administração. Enquanto os
métodos de Taylor eram estudados por executivos europeus, os seguidores da Administração
Científica só deixaram de ignorar a obra de Fayol quando a mesma foi publicada nos Estados
Unidos. O atraso na difusão generalizada das idéias de Fayol
fez com que grandes contribuintes do pensamento
administrativo desconhecessem seus princípios. Fayol
relacionou 14 (quatorze princípios básicos que podem ser
estudados de forma complementar aos de Taylor. As 05
(cinco) funções precípuas da gerência administrativa como:
planejar, comandar, organizar, controlar e coordenar, o já
conhecido e exaustivamente estudado nas escolas de
administração -PCOCC - são os fundamentos da Teoria
Clássica defendida por Fayol. Esta Teoria considera: a
obsessão pelo comando, a empresa como sistema fechado e a
manipulação dos trabalhadores, que semelhante à Administração Científica, desenvolvia
princípios que buscavam explorar os trabalhadores. Traçando-se um paralelo entre a
Administração Científica e a Administração Clássica, conclui-se que enquanto Taylor
estudava a empresa privilegiando as tarefas de produção, Fayol a estudava privilegiando as
tarefas da organização. A ênfase dada pelo primeiro era sobre a adoção de métodos racionais
e padronizados e máxima divisão de tarefas enquanto o segundo enfatizava a estrutura formal
de empresa e a adoção de princípios administrativos pelos
altos escalões.
No Brasil
Na história da evolução da Administração não se pode
esquecer a valiosa contribuição de Elton George Mayo, o
criador da TEORIA DAS RELAÇÕES HUMANAS,
desenvolvida a partir de 1940, nos Estados Unidos e mais
recentemente, com novas idéias, com o nome de Teoria do
Comportamento Organizacional. Ela foi, basicamente, o
movimento da reação e de oposição à Teoria Clássica da
Administração, com ênfase centrada nas PESSOAS. Teve
como origem: a necessidade de humanizar e democratizar a
administração, o desenvolvimento das chamadas ciências
humanas (psicologia e sociologia), as idéias da filosofia pragmática de John Dewey e da
Psicologia Dinâmica de Kurt. Lewin e as conclusões do Experimento de Hawthorne, já
bastante estudado e discutido nas escolas de administração. Em 1932, quando a experiência
foi suspensa, estavam delineados os princípios básicos da Escola de Relações Humanas, tais
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como: o nível de produção como resultante da integração social; o comportamento social do
empregado; a formação de grupos informais; as relações interpessoais; a importância do
conteúdo do cargo e a ênfase nos aspectos emocionais.

A partir de 1950 foi desenvolvida a Teoria Estruturalista, preocupada em integrar todas as


teorias das diferentes escolas acima enumeradas, que teve início com a Teoria da Burocracia
de Max Weber, que se baseia na racionalidade, isto é, na adequação dos meios aos objetivos
(fins), para que se obtenha o máximo de eficiência. Convém citar ainda, a Teoria de Sistemas
desenvolvida a partir de 1970, que passou a abordar a empresa como um sistema aberto em
contínua interação com o meio ambiente que o envolve e a Teoria da Contingência,
desenvolvida no final da década de 1970.

Para essa teoria a empresa e sua administração são variáveis dependentes do que ocorre no
ambiente externo, isto é, à medida que o meio ambiente muda, também ocorrem mudanças na
empresa e na sua administração como conseqüência. Assim sendo, os princípios fundamentais
das Teorias de Taylor, Fayol, Mayo e Weber foram e serão sempre os pilares da evolução e do
desenvolvimento da ciência da Administração e que têm motivado e impulsionado os estudos,
pesquisas, trabalhos e obras dos seus seguidores até os nossos dias. É importante conhecer a
história da Administração no Brasil e os precursores da luta de
torná-la reconhecida.

A história da Administração iniciou-se em 1931, com a fundação


do Instituto da Organização Racional do Trabalho – IDORT, que
contava com o Professor Roberto Mange, suíço naturalizado, na
sua direção técnica.

Em meados do mesmo ano o Departamento Administrativo


do Serviço Público, até hoje conhecido pela sigla DASP,
foi fundado pelo Dr. Luiz Simões Lopes. Por este órgão foi
criada a Escola de Serviço Público que enviava técnicos de
administração aos Estados Unidos para a realização de
cursos de aperfeiçoamento, com defesa de tese. Os
conhecimentos e as ações desenvolvidas por estes
especialistas, no seu retorno ao país, fez deles pioneiros da
Administração no Brasil, como profissão. Novamente sob
orientação do Dr. Luiz Simões Lopes, em 1944, foi criada a
Fundação Getúlio Vargas, mantenedora da EASP - Escola
de Administração de Empresas de São Paulo. Junto com o
DASP, foi criado um cargo exclusivo de Técnico em
Administração (hoje Administrador). Sentia-se então a
necessidade de institucionalização urgente da profissão do Administrador, como forma de
preservar o mercado de trabalho para os que já atuavam na Administração Pública e para os
egressos daquelas escolas, bem como, defender a sociedade de pessoas inabilitadas e na
maioria despreparadas. No entanto, institucionalizar uma profissão não é tarefa fácil e a
estratégia adotada deveria consistir na fundação da ABTA - Associação Brasileira de
Técnicos de Administração, em 19 de Novembro de 1960, que tinha como símbolo o
hexágono.

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A entidade recém-criada começou a desenvolver esforços com vistas a preparação de um
projeto de lei que institucionalizasse a administração. É de inteira justiça salientar aqui a
inestimável colaboração do Professor Alberto Guerreiro Ramos, Técnico de Administração
do DASP, na época Deputado Federal, para aprovação do projeto. Guerreiro Ramos foi
decisivamente apoiado pela ABTA na luta pela sanção presidencial, já que a reação de
poderosas forças contrárias pugnava pelo veto.
Afinal, com o importante apoio do Diretor Geral do DASP, a Lei nº 4769, foi sancionada em
09 de Setembro de 1965, pelo então Presidente da República, Humberto de Alencar Castelo
Branco. Para implantação da citada Lei, o Ministério do Trabalho nomeou uma Junta Federal
presidida por Ibany da Cunha Ribeir, aliada à ABTA, presidida por A. Nogueira de Faria, que
forneceu sua estrutura e seus recursos materiais e humanos, implantando assim os Conselhos
Regionais de Minas Gerais, Ceará, Pernambuco e Bahia.

Entre os que exerceram o cargo de Técnico de Administração no DASP, além dos acima
mencionados, podemos citar Celso Furtado e Belmiro Siqueira. Este último ocupou vários
cargos naquela repartição pública, dentre eles o de Diretor Geral, em 1967 e 1968. BELMIRO
SIQUEIRA é o Patrono dos Administradores, título que lhe foi outorgado "post-mortem" e dá
nome ao concurso nacional anualmente promovido pelo Sistema CFA/CRAs: prêmio
"BELMIRO SIQUEIRA DE ADMINISTRAÇÃO".
Administrador, professor, consultor, assessor governamental, colunista de vários jornais,
sempre escrevendo sobre assuntos ligados a sua área de atuação. Autor de vários trabalhos
sobre Administração foi eleito Conselheiro Federal em 1977 e Vice Presidente do Conselho
Federal de Administração - CFA, até 28 de Novembro de 1987, data de seu falecimento. Na
ocasião encontrava-se no exercício da Presidência do CFA. Era mineiro de Ubá, nascido a 22
de Outubro de 1921. Torna-se imperativo, nesta oportunidade, exaltar a valiosa, decisiva e
importante contribuição do Administrador Belmiro Siqueira, cujo talento, profissionalismo e
dedicação à nossa categoria ficarão para sempre registrados nos anais da história da
Administração, no Brasil.
Os profissionais de administração eram denominados, na época, de Técnicos de
Administração, o que transmitia uma conotação de formação escolar de nível médio. Mais de
02 anos após a publicação dessa Lei ela foi regulamentada através do Decreto 61.934, de 22
de setembro de 1967.
Foi criado então, o órgão responsável pela disciplina e fiscalização do exercício profissional:
o CFTA – Conselho Federal de Técnicos de Administração, com a missão de trabalhar pela
afirmação da existência e fixação da profissão de Administrador no macro-sistema sócio-
jurídico econômico nacional. Começaram a ser criados outros Conselhos
Regionais nas diversas capitais do país, que hoje compõem o Sistema
CFA/CRA's, com a finalidade de difundir e consolidar a missão do
órgão maior (CFTA) da categoria, com abrangência e autonomia nas
diversas regiões da Unidade Federativa.
Coincidindo com o 20° aniversário da criação da profissão de Administrador, por força da Lei
Federal n°735, de 13 de junho de 1985, foi mudada a denominação de Técnico de
Administração para ADMINISTRADOR, após uma vibrante campanha em 1983, coordenada
pelo CRA-SP, que levou ao Ministério do Trabalho as reivindicações de todas as instituições
do País ligadas ao campo da administração: universidades, faculdades, associações
profissionais, sindicatos, além de milhares de assinaturas de profissionais e apoio de centena
de Câmaras Municipais.

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Inicia-se, assim, um novo tempo de desenvolvimento e aperfeiçoamento da Administração,
como Ciência e como Profissão. A tecnologia moderna aliada aos cientistas, pesquisadores e
professores, com seus mecanismos, estudos e trabalhos vêm provando que Administrar é
necessário, proveitoso e imprescindível em qualquer segmento, contexto ou situação na vida
das pessoas, das empresas e das entidades.

EMPRESA
Empresa é uma organização econômica a qual reúne os recursos humanos, matéria-prima,
equipamentos e o capital, com o objetivo de desenvolver uma determinada atividade
econômica para o fornecimento tanto de Bens quanto de Serviços.

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A concepção de uma empresa seja ela grande ou pequena, com ou sem fins lucrativos, não se
torna possível sem a adoção de uma série de princípios administrativos que irão engendrar a
organização e o consequente desenvolvimento da empresa. Segundo a Teoria Sistêmica, esses
princípios administrativos são dados por
quatro fatores:

 Planejamento
 Organização
 Coordenação
 Controle

Ainda segundo essa Teoria, também


chamada de Organicista porque aplica nas
Ciências Sociais algumas teorias das
Ciências Biológicas (tomando como referência a relação Célula – Tecido – Órgão – Sistema -
Organismo), o conceito de Administração pode ser dado pelo ato ou efeito de organizar, de
criar organismos, que compreendem um conjunto de órgãos constituindo uma empresa. A
racionalização, importante fator de organização, é toda ação reformadora que visa substituir
processos rotineiros e arcaicos por métodos baseados em raciocínios sistemáticos. Hoje,
porém, a palavra organização é comumente substituída pelo termo “Organização e Método”
(O&M).

A organização pode ainda ser divida em duas fases:

 Economia Rudimentar: consumo reduzido, baixa produção, artesanal, falta de


organização. (métodos mais conservadores)
 Economia Evoluída: aumento do consumo, produção empresarial, desenvolvimento da
organização. (métodos mais revolucionários,
inovadores, menos conservador)

As empresas ainda podem ser classificadas quanto a:

- Objetivos (comerciais, industriais ou prestação de


serviços)

- Tamanho (grande, média, pequena, microempresa)

- Estrutura (individuais, coletivas, públicas, mistas)

- Volume de Trabalho Interno (simples, complexas)

- Organização (linear ou militar, funcional, estado maior ou “Staff”)

"Produzir" é o ato de transformar recursos materiais em bens de consumo pela atividade


comercial. "Desperdício" é a perda de materiais por negligência, imperícia ou imprudência do
agente administrativo. O desperdício pode ser causado por tipos de origem, fator material,
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humano ou racional.

Pelo setor econômico: dependendo do tipo de prestação da empresa, tem-se as seguintes


categorias:

 Setor primário, correspondendo à agricultura;


 Setor secundário, correspondendo à indústria;
 Setor terciário, correspondendo ao setor de serviços.
 Setor quaternário, correspondendo às organizações não governamentais.

Pelo número de proprietários: o proprietário da empresa pode ser apenas uma pessoa, no
caso das empresas individuais, ou pode ser mais de uma, formando sociedades.

EMPRESA DE RESPONSABILIDADE LIMITADA (Ltda)


As sociedades limitadas são aquelas cujo capital social é representado por quotas. A
responsabilidade dos sócios no investimento é limitada ao montante do capital social
investido. É uma sociedade com uma categoria de sócios, os de responsabilidade limitada, que
respondem, tão-somente, pela integralização do capital e, realizando este, sem maior
responsabilidade, quer para a sociedade, quer para com
terceiros.

A responsabilidade direta de cada sócio limita-se à


obrigação de integralizar as cotas que subscreveu, embora
exista a obrigação solidária pela integralização das quotas
subscritas pelos demais sócios, e cada sócio tem
responsabilidade limitada ao valor de suas quotas, ou seja, ao
valor do seu capital social.

As sociedades se caracterizam com o início do nome de um ou mais quotistas, por extenso ou


abreviadamente, terminando com a expressão "& Cia. Ltda." (firma ou razão social) ou com o
objeto social no nome da empresa, seguindo- se da expressão "Ltda" (denominação), nos
termos do art. 1158 do Código Civil Brasileiro. Caso a palavra "limitada" (por vezes
abreviado por Lda ou Ltda.) não conste do nome da sociedade, presume-se ilimitada a
responsabilidade dos sócios, passando a ter as características jurídicas de uma sociedade em
nome coletivo.

 Curiosidade: você já deve ter visto em nomes de empresas de responsabilidade


limitada as siglas em duas formas (Ltda ou Lda). No Brasil utiliza-se a sigla LTDA e
a sigla LDA é utilizada em Portugal. No Brasil o termo LTDA, quando aplicado a
uma empresa significa que ela foi constituída sobre cotas de capital com

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responsabilidades limitada. Em outras palavras é uma empresa formada por dois ou
mais sócios que cada um tem cotas de participação e o capital de cada um e suas
responsabilidades são limitadas. Dessa forma o termo correto para utilizarmos é Ltda
aqui no Brasil.

A maioria das empresas brasileiras, cerca de 90% ou mais, estão na forma limitada. Este tipo
de sociedade é mais seguro, pois a responsabilidade dos sócios é de acordo com o total do
montante dos recursos, que cada indivíduo se comprometeu a entregar, respondendo
solidariamente pela integralização do capital social. Os sócios não têm nenhuma
responsabilidade pelas obrigações sociais da empresa. Se por acaso vier a falir a sociedade, e
não conseguirem quitar a dívida, a perda será suportada pelos credores.

EMPRESA DE RESPONSABILIDADE ILIMITADA


As empresas de responsabilidade ilimitada são sociedades em que todos os sócios são
responsáveis sem qualquer limite, por todas as dívidas contraídas pela sociedade, sendo-lhes
exigido o respectivo pagamento nem que para isso tenham que vender o seu patrimônio
pessoal.

Um exemplo de sociedade de responsabilidade ilimitada é a sociedade em nome coletivo, ou


seja, os indivíduos formam a sociedade e todos concordam em fornecer uma parcela do
trabalho. Recebem uma parcela do lucro e partilham todos os prejuízos e todas as dívidas da
empresa.

Portanto todos os sócios respondem ilimitadamente pelas obrigações sociais da empresa. Esta
é uma sociedade em nome coletivo e somente as pessoas físicas podem participar desta
sociedade, a responsabilidade de todos os sócios é ilimitada. Este tipo de sociedade é de
grande risco, pois se por ventura a empresa falir, os sócios responderão ilimitadamente por
todos os prejuízos, muito além do capital investido.

EMPRESA DE RESPONSABILIDADE MISTA


Empresa de responsabilidade mista ocorre quando parte dos sócios tem responsabilidade
ilimitada e outra parte tem responsabilidade limitada. Um exemplo de sociedade de
responsabilidade mista é a sociedade em Comandita, pois ela reúne sócios de responsabilidade
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limitada (comanditários), que contribuem com o capital, e sócios de responsabilidade
ilimitada (comanditados), que contribuem com bens ou serviços, assumindo a gestão e direção
efetiva da sociedade.

SOCIEDADE EM COMANDITA

A sociedade em comandita simples é a caracterizada pela


existência de dois tipos de sócios: os sócios comanditários e
os comanditados.
Os sócios comanditários tem responsabilidade limitada em
relação às obrigações contraídas pela sociedade empresária,
respondendo apenas pela integralização das quotas
subscritas. Contribuem apenas com o capital subscrito, não contribuindo de nenhuma outra
forma para o funcionamento da empresa, ficando alheio, inclusive, da administração da
mesma.

Já os sócios comanditados contribuem com capital e trabalho, além de serem responsáveis


pela administração da empresa. Sua responsabilidade perante terceiros é ilimitada, devendo
saldar as obrigações contraídas pela sociedade. A firma ou razão social da sociedade somente
pode conter nomes de sócios comanditados, sendo que a presença do nome de sócio
comanditário faz presumir que o mesmo é comanditado, passando a responder de forma
ilimitada.
Essa forma de sociedade é pouco utilizada nos dias atuais. Uma vez que seus sócios possuem
responsabilidade ilimitada. Este tipo de sociedade possui uma regra específica em caso de
falecimento do sócio comanditado que é a continuidade da sociedade pelos sucessores do "de
cujus" que designará quem os represente na sociedade, salvo disposição contratual. Na falta
de um sócio comanditado, os comanditários, para evitar a solução de continuidade, nomearão
um administrador pelo prazo máximo de 180 (cento e oitenta) dias para tocar a sociedade
nesse período.
Dissolução: Estão contidas no art. 1033 do CC, pela falência e pela falta de uma das
modalidades de sócio num período superior a 180 dias.

SOCIEDADE ANÔNIMA - SA
No Brasil, as sociedades anônimas ou companhias são regulamentadas pela Lei nº 6.404 de 15
de dezembro de 1976 (Lei das SA), com as alterações dadas pela Lei 9.457 de maio de 1997.
Não houve alteração em decorrência da entrada em vigor
do novo Código Civil (art.1089). De acordo com o artigo
1º(primeiro) deste diploma legal "A companhia ou
sociedade anônima terá o capital dividido em ações e a
responsabilidade dos sócios ou acionistas será limitada ao
preço da emissão das ações subscritas ou adquiridas".

Extrai-se, desse dispositivo legal, o conceito de


Sociedade Anônima, que na lição de Dylson Dória "é a
que possui o capital dividido em partes iguais chamadas
ações, e tem a responsabilidade de seus sócios ou
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acionistas limitada ao preço de emissão das ações subscritas ou adquiridas". (in curso de
Direito).

Em relação a sua natureza jurídica, podemos afirmar que a Sociedade Anônima constitui
pessoa jurídica de direito privado, nos termos do art. 16, II, do Código Civil atual, mesmo que
constituída com capitais públicos, em todo ou em parte (Sociedades de Economia Mista), e
qualquer que seja o seu objeto, ela será sempre mercantil e se regerá pelas leis do comércio.
(Art. 2º (segundo), parágrafo 1º (primeiro) da Lei 6.404/76). Quando entrar em vigor o novo
Código Civil em janeiro de 2003 (publicado em 2002) a Sociedade Anônima será uma
Sociedade Empresaria, independentemente de seu objeto (art. 982, parágrafo único).

Vejamos quais as principais características da Sociedade Anônima:

a) é uma sociedade de capitais. Nelas o que importa é a aglutinação de capitais, e não a pessoa
dos acionistas, inexistindo o chamado “intuito personae” característico das sociedades de
pessoas;

b) divisão do capital em partes iguais, em regra, de igual valor nominal – ações. É na ação que
se materializa a participação do acionista;

c) responsabilidade do acionista limitada apenas ao preço das ações subscritas ou adquiridas.


Isso significa dizer que uma vez integralizada a ação o acionista não terá mais nenhuma
responsabilidade adicional, nem mesmo em caso de falência, quando somente será atingido o
patrimônio da companhia;

d) livre acessibilidade das ações. As ações, em regra, podem ser livremente cedidas, o que
gera uma constante mutação no quadro de acionistas. Entretanto, poderá o Estatuto trazer
restrições à cessão, desde que não impeça jamais a negociação (art. 36 da Lei 6.404/76). Desta
forma, as ações são títulos circuláveis, tal como os títulos de crédito;

e) possibilidade de subscrição do capital social mediante apelo ao público;

f) uso exclusivo de denominação social ou nome de fantasia;

g) finalmente, pode ser Companhia ABERTA ou FECHADA. Na Companhia ou Sociedade


ABERTA os valores mobiliários de sua emissão são admitidos à negociação no mercado de
valores mobiliários (art. 4o. da Lei 6.404/76). Na FECHADA, não. Há necessidade de que a
Sociedade registre a emissão pública de ações no órgão competente – Comissão de Valores
Mobiliários (Lei 6.385, de 7 de dezembro de 1976).

SOCIEDADES COOPERATIVAS

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Cooperativismo é um movimento econômico e social, entre pessoas, em que a cooperação
baseia-se na participação dos associados, nas atividades econômicas (agropecuárias,
industriais, comerciais ou prestação de serviços) com vistas a atingir o bem comum e
promover uma reforma social dentro do capitalismo.

Os princípios cooperativos são a base do cooperativismo.


Todas as cooperativas tomam estes princípios como base
para o seu funcionamento. As "cooperativas" que não os
seguem são vulgarmente denominadas pseudo cooperativas.

Cooperativa é uma associação autônoma de pessoas que se


unem, voluntariamente, para satisfazer aspirações e
necessidades econômicas, sociais e culturais comuns, por
meio de uma empresa de propriedade coletiva e
democraticamente gerida.

(Conceito apresentado no Congresso Centenário da Aliança Cooperativista Internacional, em


setembro de 1995, em Manchester, na Inglaterra). Uma cooperativa pode ainda ser formada
pela união de cooperativas singulares, sendo neste caso denominada "cooperativa central" ou
"cooperativa de segundo grau". Estas visam racionalizar o uso de meios de produção,
unidades industriais ou prestação de serviços, por exemplo) em especial nas atividades com
pouca expressão em cada uma das cooperativas singulares.

CATEGORIAS DAS EMPRESAS

As empresas podem sem classificadas em suas categorias pelo seu tamanho, ou seja, de
acordo com um ou uma série de critérios, tais como o número de empregados, volume de
negócios, faturamento anual, entre outros. Uma forma rápida para traduzir genericamente este
compêndio de critérios é dizer que a empresa pode ser:

Micro Empreendedor Individual – MEI

O Micro Empreendedor Individual (MEI) foi criado


no Brasil para que os trabalhadores informais estejam
dentro da Legalidade e principalmente para provar
que o trabalho formal é muito mais rentável do que
trabalho informal.

Microempreendedor Individual (MEI) é a pessoa que


trabalha por conta própria e que se legaliza como
pequeno empresário. Para ser um microempreendedor
individual, é necessário faturar no máximo até R$
60.000,00 por ano e não ter participação em outra
empresa como sócio ou titular.

O MEI também pode ter um empregado contratado que receba o salário mínimo ou o piso da
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categoria.

A Lei Complementar nº 128, de 19/12/2008, criou condições especiais para que o trabalhador
conhecido como informal possa se tornar um MEI legalizado. Entre as vantagens oferecidas
por essa lei está o registro no Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas (CNPJ), o que facilita a
abertura de conta bancária, o pedido de empréstimos e a emissão de notas fiscais.

Dessa forma o MEI será enquadrado no Simples Nacional e ficará isento dos tributos federais
(Imposto de Renda, PIS, Cofins, IPI e CSLL). Assim, pagará apenas o valor fixo mensal de
R$ 37,20 (comércio ou indústria), R$ 41,20 (prestação de serviços) ou R$ 42,20 (comércio e
serviços), que será destinado à Previdência Social e ao ICMS ou ao ISS. Essas quantias serão
atualizadas anualmente, de acordo com o salário mínimo.

Com essas contribuições, o Microempreendedor Individual tem acesso a benefícios como


auxílio maternidade, auxílio doença, aposentadoria, entre outros.

As principais características da MEI são:

 Empresa individual (sem sócios)


 Faturamento anual de até 60.000,00 reais
 Ter somente um empregado com salário mínimo ou piso da categoria
 A atividade da empresa tem que se enquadrar no simples nacional
 Não ter empresa em seu nome nem participar de outra empresa como sócio

Entre as vantagens oferecidas por essa lei está o registro no Cadastro Nacional de Pessoas
Jurídicas (CNPJ), o que facilita a abertura de conta bancária, o pedido de empréstimos e a
emissão de notas fiscais.

Microempresa – ME

No Brasil as microempresas (ME) podem optar pelo Sistema Integrado de Pagamento de


Impostos conhecido como super simples, introduzido a partir de em 1997 pela Lei nº 9.317,
de 1996. Na atualidade, a matéria é regulada pela Lei Complementar 123, de 14 de dezembro
de 2006.

Na atual legislação, microempresa (ME) é o empresário, a pessoa jurídica, ou a ela


equiparada, que aufira, em cada ano-calendário, receita bruta igual ou inferior a R$
360.000,00 (trezentos e sessenta mil reais).

O SIMPLES consiste, basicamente, em permitir que as empresas


optantes recolham os tributos e contribuições devidos, calculados
sobre a receita bruta, mediante a aplicação de alíquota única, em
um único documento de arrecadação, chamado DAS-SIMPLES.
Empresa de Pequeno Porte – EPP

Uma empresa de pequeno porte (EPP) é uma pessoa jurídica com receita bruta anual mínima
15
de 360 mil e máxima de 3,6 milhões de reais no ano-calendário conforme a Lei
Complementar nº 139, de 10 de novembro de 2011.

O governo federal passou a conceder tratamento favorecido, diferenciado e simplificado às


empresas de pequeno porte nas contratações públicas de bens, serviços e obras por meio
do Decreto nº 6.204, de 5 de setembro de 2007, que regulamentou a Lei Complementar nº
123, de 14 de dezembro de 2006. O objetivo foi ampliar a participação destas nas compras
governamentais.

Dentre os benefícios às EPPs nas licitações, destacam-se a preferência para desempate de


preços, licitações e cotas exclusivas, habilitação diferenciada e possibilidade de exigência de
subcontratação.

Empresa de Médio Porte

Uma empresa de médio porte, no Brasil, segundo o IBGE, é caracterizada pela quantidade de
Funcionários que ela possui. Se for indústria, são consideradas como médias, empresas com
100 a 499 empregados. Caso ela seja uma empresa
comercial ou de serviços ele poderá ter de 50 a 99
empregados para ser considerado uma empresa
média.

Ela também poderá ser considerada média se tiver


mais de R$2.400.000 de receita bruta anual. Estes
critérios não possuem fundamentação legal.

Empresa de Grande Porte

Existem várias leis que buscam especificar o que é uma empresa de grande porte. A Lei Nº
10.165, de 27 de dezembro de 2000 no artigo 17-D
estabelece que:
III – empresa de grande porte é a pessoa jurídica que
tiver receita bruta anual superior a
R$ 12.000.000,00 (doze milhões de reais) Lei Nº
10.165, de 27 de dezembro de 2000
Já a lei nº 11.638, de 28 de dezembro de 2007 no artigo
Art. 3º estabelece que:
Considera-se de grande porte, para os fins exclusivos desta Lei, a sociedade ou conjunto de
sociedades sob controle comum que tiver no exercício social anterior, ativo total superior a R$
240.000.000,00 (duzentos e quarenta milhões de reais) ou receita bruta anual superior a R$
300.000.000,00 (trezentos milhões de reais). Lei nº 11.638, de 28 de dezembro de 2007
Segundo o IBGE para Indústria a empresa é considerada de grande porte se tiver mais de 500
empregados. Se for Comércio ou Serviços é mais de 100 empregados. Mas não existe uma
fundamentação legal sobre a classificação por quantidade de empregados.
16
Empresas com Fim Lucrativo ou Não Lucrativo
Essa divisão, parte da antiga conceituação de Empresa, uma associação organizada ou
empreendimento ou ainda uma firma ou pessoa jurídica que explora uma determinada
atividade com objetivo de lucro, ou seja, uma empresa que visa à obtenção de lucros na
realização de sua atividades é uma empresa com fins lucrativos.

Uma empresa ao declarar que tem lucros não é um fim em si próprio,


ou seja, não implica que a empresa não crie lucros, mas antes que
esses lucros não irão ser redistribuídos pelos donos da empresa. A
empresa pode aplicar esses lucros para poder suportar os custos da
sua atividade, e o restante (o chamado lucro) poderá muito bem ser
aplicado na expansão da sua atividade (alargamento), aumentos de
eficiência (melhoria da qualidade de funcionamento), ou ainda como
também tem sido muito praticado: praticar um preço igual ao custo.
Esta é uma das razões muito apontadas para falência financeira deste
tipo de empresas, pois não incorporam custo de inovação e de eficiência.

Portanto a empresa com fins lucrativos visa a obtenção de lucros, os quais serão divididos
entre os sócios da empresa, reinvestidos na empresa, entre outras ações, já a empresa sem fins
lucrativos irá também obter lucros, porém todo o lucro obtido em sua atividades ao invés de
ser distribuído a sócios, será reinvestido na própria empresa, seja por meio de ampliações,
investimentos em tecnologia dentre outros que objetivam o melhoramento contínuo da
empresa.

PESSOA JURÍDICA E PESSOA FÍSICA


É considerada Pessoa Física é a pessoa natural, isto é, todo indivíduo (homem ou mulher),
desde o nascimento até a morte. A personalidade civil da pessoa começa do nascimento com
vida. Para efeito de exercer atividade econômica, a pessoa física pode
atuar como autônomo ou como sócio de empresa ou sociedade simples,
conforme o caso. Pessoa Física Possui CPF (Cadastro de Pessoas
Físicas).

Já a Pessoa Jurídica a entidade abstrata com existência e


responsabilidade jurídicas como, por exemplo, uma associação, empresa,
companhia, legalmente autorizadas. Podem ser de direito público
(União, Unidades Federativas, Autarquias) ou de direito privado
(empresas, sociedades simples, associações). Vale dizer ainda que as empresas individuais,
para os efeitos do imposto de renda, são equiparadas às pessoas jurídicas. Pessoas jurídicas
possuem o CNPJ (Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas).

ANÁLISE SWOT

17
Uma palavra é fundamental em praticamente toda empresa: Planejamento. É justamente disso
que a análise SWOT trata. O termo
"SWOT" é um acrônimo das
palavras: strengths, weaknesses,
opportunities e threats que significam
respectivamente: forças, fraquezas,
oportunidades e ameaças (é comum
aqui no Brasil algumas pessoas
usarem a sigla FOFA, ao invés da
tradicional).

A análise SWOT é uma ferramenta


de gestão utilizada para identificar os
pontos fortes e fracos de uma organização, assim como as oportunidades e ameaças as quais a
mesma está exposta. Essa ferramenta é geralmente aplicada durante o planejamento
estratégico da empresa, promovendo uma análise do cenário interno e externo e compilando
uma matriz que facilita a visualização das quatro características que fazem parte da sigla:

Forças: Está relacionado às vantagens que sua empresa possui em relação aos concorrentes.
Podemos dizer que são as aptidões mais fortes de sua empresa. Para ajudar a defini-las, é
possível fazer uso de algumas perguntas:
- Quais as suas melhores atividades?
- Quais seus melhores recursos?
- Qual sua maior vantagem competitiva?
- Qual o nível de engajamento dos clientes?

O principal aspecto é a vantagem competitiva que tais forças podem trazer para o negócio.
Quanto mais vantagem em relação à concorrência ela trouxer, mais relevante ela será para a
análise.
Fraquezas: As fraquezas são as aptidões que interferem ou prejudicam de algum modo o
andamento do negócio. É muito importante haver sinceridade nesta etapa da análise. Pode-se
encontrar as fraquezas de acordo com as seguintes perguntas:
- A mão-de-obra é capacitada?
- Existem lacunas de treinamento?
- Por que a concorrência foi escolhida?
- Por que meu engajamento não funciona?

As fraquezas encontradas precisam ser examinadas e observadas de forma isolada, para que
assim, seja possível nulificar os problemas que ocasionam. Se não for possível corrigir as
fraquezas a curto prazo, o ideal é que sejam estudados métodos para minimizar seus efeitos.

Ameaças: Ao contrário das oportunidades, as ameaças são forças externas que influenciam
negativamente a empresa. Devem ser tratadas com muita cautela, pois podem prejudicar não
somente o planejamento estratégico da companhia, como também, diretamente em seus
resultados.

Oportunidades: São forças externas que influenciam positivamente a empresa. Não existe
controle sobre as forças, pois elas podem ocorrer de diversas formas, como por exemplo;
18
mudanças na política econômica do governo, alterações em algum tributo, investimentos
externos, ampliação do crédito ao consumidor, entre outros. Porém, podem ser feitas
pesquisas ou planejamentos que prevêem o acontecimento desses fatos.

Análise Competitiva como suporte ao SWOT


É considerada uma avaliação da concorrência feita pela empresa, esta análise fornece dados
para uma leitura crítica e minuciosa das tendências e projeções futuras do ramo no qual a
organização está inserida. A análise competitiva é
composta basicamente por sete passos:
1. Identificação da concorrência (principais e
equiparados);
2. Identificação da estratégia da concorrência;
3. Determinação dos objetivos e metas dos concorrentes;
4. Identificação da Matriz Swot dos concorrentes (suas
forças e fraquezas);
5. Definição de padrões de reação da concorrência em
certas situações;
6. Elaboração da estratégia de ataque e prevenção aos
concorrentes diretos;
7. Criação do mapa de ambiente competitivo.

Qualquer organização pode fazer uso da análise competitiva. Analisando os pontos fortes e
fracos da concorrência, assim como suas estratégias e comportamentos, torna-se mais fácil
para a organização traçar uma estratégia competitiva forte e que funcione. Assim, torna-se
possível fazer com que o plano de ação consiga reduzir os riscos e aumentar as chances de
sucesso do negócio.

Cinco Regas simples para uma análise Swot bem sucedida


1 - A análise swot deve distinguir o momento atual e o momento futuro da empresa;
2 - A análise deve ser feita em áreas específicas. Áreas de atuação da empresa;
3 - Deve sempre ser aplicada levando em conta a concorrência (fazendo comparações);
4 - Deve ser curta e simples, evitando complexidade;
5 - É importante lembrar que se trata de uma análise subjetiva e não objetiva.

Etapas para a realização da análise Swot

- Divisão do cenário em duas partes: para um melhor entendimento do cenário que a


empresa participa, primeiramente, é necessário dividir em dois ambientes: o interno e
o externo.

- Definição do ambiente interno: O ambiente interno propõe a identificação dos


pontos fortes da companhia (strengths) e também dos pontos fracos (weaknesses) em
relação aos concorrentes e ao mercado. É importante considerar que toda
característica como força ou fraqueza é altamente relativa e alterável, sendo
enquadrada na medida do seu comportamento.

- Definição do ambiente externo: A análise externa tem como objetivo a identificação


das oportunidades e ameaças que num determinado momento se colocam diante da
19
empresa. Por isso, é necessário haver uma prevenção por parte dos gestores em
relação aos impactos positivos e negativos que a organização possa vir receber.
Todas as previsões efetuadas possuem reflexo natural sobre o plano estratégico da
empresa.

- Diagramação dos dados: Após a identificação dos dados, colocam-se as


informações numa tabela (geralmente 2 x 2).

- Análise final do cenário: A análise Swot não é considera uma ferramenta clássica
da administração, através da análise subjetiva das condições atuais da empresa, faz-
se necessário a organização do plano estratégico ideal para o negócio. Tal plano terá
base nas forças, fraquezas e em como essas características podem auxiliar o negócio
a alcançar melhores oportunidades e evitar ou amenizar os efeitos das ameaças que
estão por vir.

MOVIMENTO DE CAIXA
É essencial que todas as empresas façam o controle de caixa, independente do porte da
empresa, pois o mesmo serve para registrar as saídas de dinheiro através de pagamentos
efetuados e também serve para registrar as entradas através das vendas.Também e importante
que todos os lançamentos sejam feitos com comprovantes como notas fiscais e recibos.

A cada final de dia devera se fazer o fechamento do caixa onde se deve somar todas as
entradas bem como somarmos também todas as saídas, agora basta descontarmos a saída da
entrada e saberemos qual foi o saldo do dia.Após deve se conferir se o dinheiro que esta no
caixa e o mesmo que esta no saldo do livro,o qual deve ser obrigatoriamente igual.

O controle diário de caixa é o local onde são registradas todas as entradas e saídas de dinheiro
que passam pelo caixa, além de apurar o saldo existente no final do dia.
Na coluna DOCUMENTO é registrado se a operação foi feita através de Recibo ou Nota
Fiscal.
Na coluna NÚMERO é registrado o número da nota fiscal ou do recibo da operação.

Na coluna HISTÓRICO é registrado um breve relato referente àquela operação de entrada ou


saída de dinheiro.

Na coluna VALOR PARCIAL é registrado o valor da Nota Fiscal ou do Recibo.

Na coluna ENTRADAS são registrados os valores das entradas de dinheiro, normalmente por
um recebimento de venda à vista ou recebimento de uma das parcelas de venda a prazo.

Na coluna SAÍDAS são registrados os valores das saídas de dinheiro do caixa. São
conhecidos, também, como desembolsos. São os pagamentos feitos com recursos ($) do caixa.

20
SALDO INICIAL é o valor que havia no caixa no início do dia.

FLUXO DE CAIXA DIA ___/___/________


Valores Movimentados
Documento Número Histórico Valor Parcial Entradas Saídas

Saldo Inicial:
Declaramos que os valores aqui registrados correspondem ao
(+) Entradas:
movimento efetivo do caixa no dia ___/___/_______ Assinatura do
(-) Saídas: Responsável: ___________________________
(=) Saldo Final:

É importante lembrar que pagamentos, compras, depósitos efetuados, sempre serão


registrados como saída no caixa e vendas, recebimentos, depósitos recebidos, sempre serão
registros de entrada no caixa.

Hoje muitas empresas utilizam de programas contábeis para computadores, e simplesmente é


preciso efetuar os lançamentos conforme os mesmos vão acontecendo e ao final do dia o
programa já apresenta o saldo de caixa.

CONTROLE FINANCEIRO E BANCÁRIO

Os controles financeiros e bancário podem ser feitos tanto pela pessoa


física como pela pessoa jurídica basta ter um relacionamento com
alguma organização bancária quando for aberta uma conta em um
banco, o mesmo coletará informações importantes, tanto para pessoas
físicas, como para pessoas jurídicas. E obrigação do banco manter
sigilo sobre estes dados podendo ser interferido com um mandato
judicial expedido pela Polícia Federal. O banco também se torna
responsável pelos valores nele depositados.

Quando for efetuado o cadastro para a pessoa jurídica (EMPRESA) serão coletadas algumas
informações a mais em relação a uma pessoa física, como Balanço para comprovação dos
lucros, cópia da declaração do imposto de renda, e cópia do contrato social. Essas
informações são importantes quando a empresa solicitar ao banco algum empréstimo ou
financiamento com esses dados será possível acelerar o processo.

Tipos de Movimentações Financeiras / Bancárias


CONTA CORRENTE

21
Movimentação esta que pode ser utilizada tanto por uma pessoa física como uma pessoa
jurídica basta à mesma ter uma relação com o banco, sendo que esta conta
serve de suporte para a emissão de cheques, para pagamento de dividas e
também depósitos para suprir a emissão de cheques, sempre deixando o
saldo da conta corrente positivo para que não possa haver futuras
complicações.

Para as empresas a conta corrente poderá ser utilizada também para o


recebimento de duplicatas referente a vendas a prazo que ela forneceu aos seus clientes, de
forma que quando o cliente efetuar o pagamento da duplicata no banco, aumentar o saldo da
conta corrente da empresa.

APLICAÇÕES

Geralmente será utilizada a conta aplicação quando já estiver disponível um bom saldo na
conta corrente, onde o cliente estará transferindo este dinheiro
da conta corrente para a conta aplicação com o intuito de render
mais lucros, na maioria das vezes à conta aplicação já esta
vinculada com a conta corrente sempre que se estiver um saldo
disponível na conta corrente, este será repassado à conta
aplicação, sempre com o consentimento do responsável. (dono
da conta).

POUPANÇA

Estilo de movimentação mais utilizado por pessoas físicas, que


não possuem uma conta corrente. Ela pode estar da mesma forma
como a conta aplicação vinculada com a conta corrente sempre
que se tiver um saldo disponível na conta corrente este valor será
repassado à conta poupança. Porem e importante lembrar que as
pessoas físicas podem utilizar-se da conta poupança, mesmo não
possuindo uma conta corrente, pois sempre que estiverem com
um dinheiro disponível, as mesmas irão depositar no banco, com
a intenção de trazer segurança para este dinheiro.

Os rendimentos da conta poupança são inferiores a conta aplicação, outro dado importante em
relação à conta corrente é que seus juros são mensais, ou seja, o cliente que efetuar o resgate
antes da data de aniversario da conta perderá o juro referente aquele mês.

CHEQUE

Muito utilizado tanto por pessoas físicas como


pessoas jurídicas, o cheque e uma ordem de
pagamento a vista, o mesmo como vimos
anteriormente esta anexado à conta corrente, ou seja, e
22
através da conta corrente que se e possível fazer o controle dos cheques o seu funcionamento
funciona da seguinte forma:

Sempre quando emitirmos um cheque a alguém o saldo da conta corrente vai se diminuindo
por isso quando o saldo estiver se esgotando e necessário que seja feito um novo deposito.
Para que o mesmo não ultrapasse o limite da conta corrente.

Mas o que é o limite da conta corrente?

Bem o limite da conta corrente e um valor limite contido na conta, por exemplo, quando você
emite um cheque de R$ 5000,00 a uma pessoa porem você tem apenas R$ 4200,00 em sua
conta corrente e um limite de R$ 800,00. Portanto mesmo você não tendo este valor na conta
corrente o cheque que você emitiu terá fundo.

No entanto é necessário sempre que possível não utilizar do saldo limite de uma conta
corrente, pois se você utilizá-lo terá de pagar juros altos desnecessários se o saldo da conta
fosse suficiente para validar os cheques.

CONTROLE DE CONTA BANCÁRIA E CONTA CORRENTE

É essencial fazermos um controle da conta corrente, pois só assim estaremos garantidos de


que não teremos de cumprir compromissos desnecessários como juros, veremos agora um
modelos de controle de conta corrente.

Crédito
Data Histórico Débito(entrada) (saída) Saldo D/C
__/__/____ Depósito 8.000,00 8.000,00 D
__/__/____ Cheque nº 1 a favor de Paulo 3.200,00 4.800,00 C
__/__/____ Cheque nº 2 a favor de Fabio 1.800,00 3.000,00 C
__/__/____ Cheque nº 3 a favor de Cristiane 2.500,00 500,00 C
__/__/____ Depósito 2.000,00 2.500,00 D
__/__/____ Cheque nº 4 a favor de Kelli 1.500,00 1.000,00 C

Observe que todo depósito efetuado se torna um débito, afinal só assim este dinheiro saiu do
caixa da empresa e toda a emissão de cheques será um crédito para a empresa, pois é provável
que o cheque seja resultado de alguma compra (pagamento de fornecedor, ou de despesas).

Veja também que conforme é emitido o cheque o saldo vai sendo descontado, e cada vez que
é feito um depósito o saldo aumenta.

Lembrando que D é débito e C é crédito.


Assim como as empresas fazer o controle da conta corrente o banco também realiza o seu
controle, no entanto tudo o que para a empresa é um débito para o banco será um crédito e
assim respectivamente. Vejamos agora o controle da mesma conta, porém agora este controle
é do banco, lembrando que o controle anterior era da empresa:
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Crédito
Data Histórico Débito(entrada) (saída) Saldo D/C
__/__/____ Depósito 8.000,00 8.000,00 C
__/__/____ Cheque nº 1 a favor de Paulo 3.200,00 4.800,00 D
__/__/____ Cheque nº 2 a favor de Fabio 1.800,00 3.000,00 D
__/__/____ Cheque nº 3 a favor de Cristiane 2.500,00 500,00 D
__/__/____ Depósito 2.000,00 2.500,00 C
__/__/____ Cheque nº 4 a favor de Kelli 1.500,00 1.000,00 D

CONTAS A RECEBER

Toda a empresa que vende um produto ou presta um serviço a prazo esta gerando uma conta a
receber. Sempre quando a empresa vendedora emite uma nota fiscal nela devem estar
contidos também as condições para o pagamento da mesma. Geralmente emitimos uma
duplicata para que o cliente possa efetuar o pagamento na data de vencimento, é de grande
importância que no corpo desta duplicata estejam contidos qual será o percentual de juro a ser
cobrado por dia após a data de vencimento da mesma, em caso do cliente paga-la após o prazo
estabelecido os juros deverão ser cobrados por dias de atraso do pagamento obedecendo às
normas previstas pelo PROCOM (Programa de Orientação e Proteção do Consumidor).
Vejamos agora alguns métodos utilizados para efetuar a cobrança das contas a receber de uma
entidade:

Cobrança Bancária
A cobrança bancaria poderá ser utilizada desde que a empresa tenha uma conta corrente,
sendo assim quando a empresa emite a um cliente uma duplicata relativa a uma compra a
prazo, uma via ficará ao cliente a segunda via ficará com o banco e a terceira ficará em poder
da empresa para que a mesma possa fazer o seu controle. Desta forma o banco fica
encarregado de mandarão cliente um boleto bancário para que o mesmo possa efetuar o
pagamento na data estabelecida no próprio banco.

Cobrança em Carteira
A cobrança em carteira se destinge da cobrança bancaria por um fator fundamental, o de não
utilizar-se de um banco para efetuar a cobrança, será preenchida uma duplicata no ato da
emissão da nota fiscal, e o cliente voltará à empresa na data estabelecida para efetuar o
pagamento.
É necessário para se ter um maior controle sobre as cobranças em carteiras a elaboração de
uma ficha ou planilha, para registrar as mesmas, sempre seguindo o mesmo formato de que a
cada venda feita a prazo aumenta o saldo a receber, e para cada conta que é recebida diminui
o saldo a receber e em contrapartida aumenta o dinheiro no caixa da empresa.

SPC – Serviço de Proteção ao Crédito

Para que as empresas tenham um controle, bem como uma garantia em


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relação às contas a receber elas utilizam o SPC para os clientes inadimplentes, ou seja, os
clientes que não pagarem seu débito com a empresa terão o seu nome enviado ao SPC, desta
forma ficarão impossibilitados de realizar compras a prazo em outra empresa, além de várias
outras restrições, como impossibilidade de conseguir um empréstimo ou financiamento.

Nota Fiscal

Definição: é o documento que comprova a existência de um ato comercial (compra e venda de


mercadorias ou prestação de serviços e tem a necessidade maior de atender às exigências do
Fisco, quanto ao transporte das mercadorias e das operações realizadas entre os fornecedores
e os seus clientes.

Tipos de Notas Fiscais :


Mod. 1 - Nota Fiscal de entrada e saída de mercadorias.
Mod. 2 - Nota Fiscal de venda a consumidor (pode ser substituída
pelo “cupom fiscal”)

Requisitos:
* Denominação “Nota Fiscal”;
* Número de ordem, série/ sub série e o número da via;
* Natureza da operação ( venda, devolução, remessa para
demonstração);
* Data de emissão;
* Nome do titular (pessoa física, pessoa jurídica), endereço, inscrição estadual e CNPJ;
* Nome do destinatário (adquirente de produtos e serviços, endereço, inscrição estadual e
CNPJ);
* Data de saída das mercadorias
* Discriminação das mercadorias (quantidade, marca, tipo, modelo, espécie e discriminação
possível de produtos);
*Classificação fiscal dos produtos, no caso de produtos industrializados;
* Base de cálculo do ICMS;
* Nome do transportador endereço e placa do veículo;
* Forma de acondicionamento dos produtos (quantidade espécie e peso, etc.);
* Nome, endereço, inscrição estadual, CNPJ do impressor de notas, data, quantidade da
impressão, números de ordem, com respectiva série/ sub série, bem como número da
autorização para impressão de documentos fiscais.

Fatura

Definição: é o documento que comprova a venda efetuada. Em uma mesma fatura podem ser
incluídas várias notas fiscais. A duplicata tem esse nome por ser
uma cópia da fatura, a lei permite a emissão de várias duplicatas
para uma mesma fatura (não é concebido, no entanto, a emissão de
uma duplicata para várias faturas), ou seja, é o documento expedido
para que a pessoa possa efetuar o pagamento (boleto/fatura).

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Duplicata

Definição: é um título de crédito, pelo qual o comprador se obriga a pagar dentro do prazo a
importância representada na fatura. A Duplicata ou duplicata mercantil é um documento
nominal emitido pelo comerciante, com o valor global e o vencimento
da fatura.
A duplicata é uma ordem de pagamento emitida pelo credor, ao vender
uma mercadoria ou serviço que prestou e que estão representados em
uma fatura, que deve ser paga pelo comprador das mercadorias ou pelo
tomador dos serviços. Uma duplicata só pode corresponder a uma única
fatura e deve ser apresentada ao devedor em no máximo 30 dias.

Figuras da Duplicata: sacador (emitente, vendedor) e sacado


(comprador, devedor ou aceitante).

Requisitos:
- Denominação “duplicata”, a data do saque e o número da ordem;
- Número da fatura que a originou;
- Data do vencimento ou a declaração de ser duplicata à vista;
- Nome e domicílio do vendedor e do comprador;
- Praça de pagamento;
- Importância a pagar em algarismos e por extenso;
- Cláusula “(a ordem);
- Declaração de reconhecimento de sua exatidão e a obrigação de pagá-la, a ser assinada pelo
comprador (aceite cambial);
- Assinatura do sacador/emitente.

CONTROLE DE CONTAS A RECEBER

É essencial para que a empresa tenha um bom controle de suas contas a receber, que ela faça
uma planilha ou uma ficha onde possa controlar as contas que a mesma tem a receber de seus
clientes, exatamente isto que veremos a seguir.

Vamos aos conceitos dos dados que constam na planilha:

TIPO: se refere ao tipo da duplicada que está sendo lançada, temos dois tipos de duplicata a
de Banco e a de Carteira, este dado irá constar no próprio lançamento se é Duplicada de
Banco irá utilizar D/B e se for Duplicata de Carteira irá utilizar D/C.

Nº: é o número da duplicata, este número sempre será informado no lançamento, ou na


própria duplicata que se está lançando.

CLIENTE: deverá informar o nome completo do cliente, pessoa que terá a responsabilidade
26
de efetuar o pagamento da duplicata.

VENCIMENTO: é a data de vencimento que consta no lançamento ou na própria duplicata.

VALOR NOMINAL: você deverá informar o valor da duplicata.

Terá a DATA que será a data de recebimento da duplicata, no exercício que deverá fazer em
suas atividades, quando não informar a data de pagamento (recebimento) utilize a data de
vencimento normal da duplicata e quando informar que a fatura foi paga com 10 dias de
atraso, acrescente 10 dias a data de vencimento, por exemplo a data de vencimento da
duplicata era dia 10/11 e foi paga com 10 dias de atraso, então a DATA DE RECEBIMENTO
foi 20/11.

Terá os JUROS onde deverá efetuar o cálculo do percentual de juros quando houver o atraso
da duplicata, por exemplo, uma fatura no valor de R$ 150,00 foi paga com 10 dias de atraso e
o juro cobrado é de 0,33% ao dia. Neste caso os JUROS serão de 3,30% (10 dias x 0,33% ao
dia).

No SALDO ACUMULADO você irá calcular o valor de juros pagos da seguinte forma: vai
pegar o valor total da duplicata e aplicar o percentual de juros, seguindo o exemplo citado
acima de juros, o SALDO ACUMULADO seria de R$ 4,95 (150,00 valor da duplicata x
3,30% percentual de juros calculado anteriormente).

E o VALOR é a soma do valor da duplicata com o valor de juros pagos, seguindo o exemplo
seria R$ 154,95 (150,00 + 4,95).

Veremos agora uma planilha de CONTROLE DE CONTAS A RECEBER, analisaremos os


exemplos abaixo:

Lançamento 1
Emissão da duplicata:
Sabrina Santos Recebimento da duplicata:
Duplicata nº 45 no valor de R$ 375,00 Recebimento da duplicata nº 45
Vencimento 15/01/2020 (Carteira) Valor recebido de R$ 375,00

Lançamento 2

Emissão da duplicata: Recebimento da duplicata:


Diogo Santos Duplicata nº 32 no valor de Recebimento da duplicata nº 32
R$ 250,00 Com 15 dias de atraso e juros de 0,22% ao
Vencimento 05/04/2020 (Banco) dia.

CONTROLE DE CONTAS A RECEBER


Empresa: Mês/Ano:
Dados da Duplicata Dados do recebimento da duplicata
Venci- Valor Saldo Juros
Tipo Nº Cliente mento Nominal Data Valor Acumulado (%) 27
15/01/
D/C 45 Sabrina Santos 2020 375,00 15/01/2020 375,00 0,00 0,00
05/04/
D/B 32 Diogo Santos 2020 250,00 20/04/2014 258,25 8,25 3,30%

CONTAS A PAGAR
Quando uma empresa efetua uma compra, por exemplo, de mercadorias para estoque ela esta
aumentando a conta estoque, porém também se está elevando as obrigações (dívidas) da
empresa.
Uma tática muito aderida pelas empresas, é de comprar a mercadoria a prazo e vendê-la a
vista, desta forma a empresa consegue levantar um valor sem ter que dar uma contrapartida
imediata (entrada), esta tática é muito utilizada por empresas que dispõem de um capital de
giro menor, desta forma e possível levantar um dinheiro sem investir.

Controle das contas a pagar

Tanto como a empresa faz o controle das contas a receber de seus clientes ela deverá fazer o
controle das suas contas a pagar.
É importante ressaltar que para um bom andamento das obrigações, o ideal e que ela salde as
mesmas no período certo nem antes nem depois, saldando as suas contas antes ela
dificilmente irá obter algum benefício, em contrapartida ela irá extrair este dinheiro de uma
conta onde poderia estar obtendo resultados como uma conta bancaria ou conta estoque.

CINCO PASSOS PARA REALIZAR O CONTROLE DAS


OBRIGAÇÕES
1º Passo é a CONTRATAÇÃO: é a fase onde se formaliza a compra, ou seja, quando é
emitido um contrato de compra e venda, ou um recibo, desta forma a
compra é formalizada.

2º Passo é a EFETIVAÇÃO: corresponde ao momento


de entrega do produto ou ao momento de prestação do
serviço, também deverá ser emitida a nota fiscal.

3º Passo é a VALIDAÇÃO: é a fase onde o setor que


recebeu os materiais ou serviços prestados confirma que
a compra se efetivou conforma as condições pré-
estabelecidas, certificando a sua qualidade, e outras
características.

4º Passo é o PROCESSAMENTO DE CONTAS A PAGAR: é a fase onde os dados do


pedido são confrontados com os dados da nota fiscal, comparando se aquilo o que foi tratado
no documento de compra (pedido) com o documento de entrega (nota fiscal) tudo o que
estiver no pedido também deve estar na nota fiscal.
28
5º Passo é o PAGAMENTO: é a fase onde a tesouraria da empresa efetua o pagamento
conforme combinado, este pagamento só deverá ser feito quando todos os procedimentos
anteriores forem cumpridos.

Muitas vezes parece meio absurdo utilizar todo este processo, porém os mesmos são
essenciais para a realização de uma boa compra.

FICHAS DE CONTAS A PAGAR


É importante que a empresa faça o controle das fichas a pagar para que através deste controle
a empresa evite um possível atraso nos pagamentos o que poderia levar a um gasto
desnecessário para a entidade, devido ao pagamento de multas e juros (em caso de atraso).

A seguir o exemplo de lançamentos das contas a pagar:

Lançamento 1

Emissão da duplicata:
K&K Equipamentos - Compra 02/01/2020 Pagamento da duplicata:
Duplicata nº 25 no valor de R$ 670,00 Pagamento da duplicata nº 25
Vencimento 22/01/2020 Valor pago de R$ 670,00

Lançamento 2

Emissão da duplicata: Pagamento da duplicata:


Cia Top Ltda- Compra 10/05/2020 Pagamento da duplicata nº 43
Duplicata nº 43 no valor de R$ 500,00 5 dias de atraso, 0,22% de juros ao dia
Vencimento 10/06/2020 Valor pago de R$ 670,00

CONTROLE DE CONTAS A PAGAR


Empresa: Mês/Ano:
Dados da Duplicata Dados do pagamento da duplicata
Saldo
Data da Vencimen- Acumu- Juros
Fornecedor Compra Nº Valor to Data Valor lado (%)
K&K
Equipamentos 02/01/2020 25 670,00 22/01/2020 22/01/2020 670,00 0,00 0,00
Cia Tpo Ltda 10/05/2020 43 500,00 10/06/2020 15/06/2020 505,50 5,50 1,10%

Após este exemplo pode estar preenchendo uma planilha semelhante a esta que está
disponível em suas atividades, se tiver qualquer dúvida deve entrar em contato com o
professor através do chat (fale conosco) no portal do seu curso (atendimento em horário
comercial).
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PEDIDO DE COMPRAS
É de extrema importância que a empresa ao realizar uma compra emita ou
peça para emitir o pedido de compras, pois é através dele que se contrata a
compra acordada entre partes.
Ele pode ser expedido tanto pelo setor de vendas da empresa que esta
vendendo um produto ou prestando um serviço ou pelo setor de compras da
empresa que esta recebendo o produto ou o serviço.

É importante lembrar que sua emissão não é obrigatória e sim facultativa, porém através do
recibo é que se da origem a nota fiscal e esta é obrigatória, tanto na venda quanto na compra.
A função especifica de um pedido de compra é formalizar uma compra, ou seja, uma espécie
de um contrato de compra e venda.

DEMONSTRAÇÃO DO FLUXO DE CAIXA - DFC


Todas as empresas necessitam muitas vezes fazer um planejamento futuro para poder
estabelecer metas e tomar decisões, para isso foi criado o Fluxo de caixa.
A função desta ferramenta é a de informar o empresário sobre a situação da movimentação
diária financeira da empresa, disponibilizando as informações referente aos pagamentos,
recebimentos e ao saldo, realizados e a se realizarem de forma diária e acumulada.

A composição do fluxo de caixa pode variar, porém as informações devem estar bem
estruturadas diariamente e de forma acumulada, informando os pagamentos, recebimentos e
os saldos, ao longo do tempo.

Quando o resultado do fluxo de caixa de uma empresa for negativo significa que a empresa
está gastando mais do que recebendo, ou seja, mais do que sua receita permite.

Dentre as causas que podem gerar um saldo negativo no fluxo de caixa destacam-se:

- Os prazos para pagamento oferecidos aos clientes (consumidores) são maiores do que os
prazos fornecidos pelos fornecedores à empresa.

- O valor das parcelas das compras realizadas em datas sazonais (como Natal, Dias das Mães,
Dia dos Pais, etc) são mais alto que o caixa, ou seja, mais vendas a prazo do que a vista.

- As compras para a composição de estoque estão muito elevadas, em relação ao giro de


estoque efetivo da empresa, ou seja, a empresa tem um estoque muito mais elevado do que
30
suas vendas.

- As retiradas de pró-labore estão acima do devido e das possibilidades de pagamento por


parte da empresa.

- Os juros bancários pagos devido a empréstimos a curto e longo prazo vão crescendo devido
a constante operação de descontos de cheques pré-datados, duplicatas e também
adiantamentos de cartões de crédito.

Mas há uma situação considerada ideal que é quando o saldo do fluxo de caixa está positivo,
então se a empresa consegue cumprir com suas obrigações, realizando o oposto dos itens
citados acima.

É através do fluxo de caixa que o empresário mantém as contas em equilíbrio postergando ou


adiantando receitas ou despesas ao longo de um período

São vários os benefícios quando a empresa utiliza do fluxo de caixa, acompanhe alguns destes
benefícios abaixo:

- Quando utilizado em conjunto com as demais demonstrações contábeis, o fluxo de caixa


proporciona informações que habilitam os usuários a avaliar as mudanças nos ativos líquidos
de uma empresa, sua estrutura financeira e sua habilidade para cumprir com suas obrigações a
curto e longo prazo, a fim de adaptá-los as mudanças das circunstâncias e às oportunidades.

- O fluxo de caixa é útil para avaliar a capacidade da empresa em produzir recursos de caixa e
equivalentes de caixa (bancos-conta bancária) para desenvolver modelos e fazer comparações
com outras empresas.

- Aumenta a comparabilidade dos relatórios de desempenho operacional entre diversas


empresas.

- Avaliar alternativas de investimentos.

- Avaliar e controlar ao longo do tempo as decisões importantes que são tomadas na empresa,
com reflexo monetário.

- Avaliar as situações presente e futura do caixa na empresa, posicionando-a para que não
chegue a situações de iliquidez.

- Certificar que os excessos momentâneos de caixa estão sendo devidamente aplicados.



A demonstração do fluxo de caixa (DFC) é dividida em duas categorias o FLUXO DE
CAIXA DIRETO e o FLUXO DE CAIXA INDIRETO.

Fluxo de Caixa pelo Método Direto

O fluxo de caixa pelo método indireto deve apresentar no mínimos os seguintes tipos de
31
pagamentos e recebimentos relacionados as operações seguintes:
- Recebimento de clientes;
- Juros e dividendos recebidos;
- Pagamento de fornecedores;
- Pagamento de empregados;
- Juros pagos;
- Imposto de renda pago;
- Outros recebimentos e pagamentos.

Esse método consiste em classificar os recebimentos e pagamentos utilizando as partidas


dobradas e tem como vantagem permitir a geração de informações com base em critérios
técnicos livres de qualquer interferência da legislação fiscal.

A seguir a demonstração do fluxo de caixa pelo método direto:

Fluxo de Caixa - Direto


Das Atividades Operacionais
(+) Recebimentos de Clientes e outros
(-) Pagamentos a Fornecedores
(-) Pagamentos a Funcionários
(-) Recolhimentos ao Governo
(-) Pagamentos a Credores Diversos
(=) Disponibilidades geradas pelas (aplicadas nas) Atividades Operacionais
Das Atividades de Investimentos
(+) Recebimento de Venda de Imobilizado
(-) Aquisição de Ativo Permanente
(+) Recebimento de Dividendos
(=) Disponibilidades geradas pelas (aplicadas nas) Atividades de
Investimentos

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Das Atividades de Financiamentos
(+) Novos Empréstimos
(-) Amortização de Empréstimos
(+) Emissão de Debêntures
(+) Integralização de Capital
(-) Pagamento de Dividendos
(=) Disponibilidades geradas pelas (aplicadas nas) Atividades de
Financiamento
Aumento / Diminuição Nas Disponibilidades
DISPONIBILIDADES- no início do período
DISPONIBILIDADES- no final do período

Fluxo de Caixa pelo Método Indireto

O método indireto consiste na demonstração dos recursos provenientes das atividades


operacionais a partir do lucro líquido, ajustados pelos itens que afetam o resultado (tais como
a depreciação, amortização e a exaustão), mas que não modificam o caixa da empresa.

Podemos dizer que:


- Os aumentos no Ativo Circulante provocam uso do dinheiro (caixa); as reduções do Ativo
Circulante produzem caixa (origem de caixa);
- Aumentos em Passivo Circulante (como na conta Fornecedores) aumentam o caixa, na
medida em que não há um desembolso imediato para os fornecedores que, nesse momento,
estão concedendo crédito à empresa. Diminuição no Passivo Circulante traz como efeito
adicional uma diminuição no Caixa, pois este deve ser utilizado para pagar os fornecedores, o
que afeta o seu saldo final.

Veja a seguir um modelo de fluxo de caixa pelo método indireto:

ORIGENS
Lucro Líquido do Exercício
Acertos / Conciliação
( + ) Depreciação e Amortização
( + ) Variações Monetárias de Empréstimos e Financiamentos (L.P)
( - ) Ganhos de Equivalência Patrimonial
( - ) Correção Monetária
( - ) Lucros nas vendas de Imobilizado
Variações Patrimoniais
(+ / - ) Aumento / Diminuição em Fornecedores
(+ / - ) Aumento / Diminuição em Contas a Pagar
(+ / - ) Aumento / Diminuição em Juros à Receber
(+ / - ) Aumento / Diminuição em Juros e Impostos
(+ / - ) Aumento / Diminuição em Contas à Receber
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(+ / - ) Aumento / Diminui em Estoques
(+ / - ) Aumento / Diminuição em Despesas de Exercícios Futuros
( = ) Caixa Gerado pelas Operações
( + ) Resgate de Investimentos Temporários
( + ) Venda de Investimentos
( + ) Venda de Imobilizado
( + ) Ingresso de Novos Empréstimos
( + ) Ingresso de Capital
A( = ) Total de Ingressos Disponíveis
APLICAÇÕES
( + ) Integralização de Capital em Outras Companhias
( + ) Aquisição de Imobilizado
( + ) Aplicação no Diferido
( + ) Aplicações em Outras Empresas
( + ) Pagamento de Empréstimos
( + ) Pagamento de Dividendos
B ( = ) Total das Aplicações de Disponível
C ( A – B) Variação Líquida do Disponível
D ( + ) Saldo Inicial
( C + D) Saldo Final Disponível

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CONTROLE DE ESTOQUE
Os estoques são materiais e suprimentos que uma empresa utiliza para a produção de seu
produto ou para suprimir a necessidade da própria empresa e também quando tem a atividade
de comércio onde revende mercadorias. Nos estoques muitas vezes é possível encontrar
matérias-primas, suprimentos, componentes, materiais em processo ou produtos acabados,
que geralmente é sempre feito a rigor um controle, tanto de processo como de disponibilidade
dos itens. É sempre importante para uma empresa manter seus
estoques abastecidos, muitas vezes, são constituídos por seus
próprios produtos. Com isso, a área de estoques sempre vai ser
uma local de grande atenção da empresa, pois é onde esta
concentrada a maior parte do capital da empresa.
Na indústria o estoque será de matéria prima para ser
transformada e estoque acabado, produto pronto para venda, já
no comércio o estoque será de mercadorias para serem
comercializadas (vendidas).
No Brasil os métodos de controle de estoque mais utilizados são
o Preço Específico, Custo Médio, o PEPS e o UEPS.

O controle de estoque pelo Preço Específico consiste em atribuir a cada unidade do estoque o
preço efetivamente pago por ela. Esse critério só pode ser utilizado para produtos de fácil
identificação física, como por exemplo: automóveis e máquinas de grande porte.

Pelo Custo Médio os produtos serão avaliados pela média dos custos de aquisição, sendo
estes atualizados a cada compra efetuada.

Pelo PEPS (primeiro a entrar e primeiro a sair), a empresa dá saída nos estoques dos produtos
mais antigos, ou seja, adquiridos primeiro, permanecendo estocados os produtos de aquisição
mais recente.

E pelo UEPS (último a entrar e primeiro a sair) adotando esse critério, a empresa dará baixa
em primeiro lugar nos estoques mais recentes ficando estocado sempre os produtos mais
antigos.

Mas normalmente o controle de estoque mais utilizado é o controle médio ponderado (custo
médio). Vejamos a seguir um exemplo do estoque pelo custo médio:

CONTROLE DE ESTOQUE PELO CUSTO MÉDIO


Produto: Televisão
Entrada (débito) Saída (crédito) SALDO
Data Histórico Quant. Custo Un. Total Quant. Custo Un. Total Quant. Custo Un. Total
03/06/2020 Compra NF 123 100 10,00 1.000,00 100 10,00 1.000,00
04/06/2020 Venda NF 678 40 10,00 400,00 60 10,00 600,00
05/06/2020 Venda NF 259 30 10,00 300,00 30 10,00 300,00
06/06/2020 Compra NF 149 80 10,00 800,00 110 10,00 1.100,00
07/06/2020 Venda NF 258 50 10,00 500,00 60 10,00 600,00

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Como podemos ver no exemplo anterior os preços de custo das mercadorias não mudou isso
devido ao valor da compra ser o mesmo valor (unitário) das mercadorias que já estavam no
estoque, porém muitas vezes este valor entre uma compra e outra tem uma variação no custo
unitário. E é devido a essa variação que foi desenvolvido o cálculo do custo médio que
veremos a seguir.

Cálculo do Custo Médio

A função do cálculo do custo médio ponderado é de calcular o custo das mercadorias


vendidas (CMV), pelo valor das mercadorias adquiridas, sempre alterando o valor quando o
valor unitário da aquisição for diferente do valor unitário que está no estoque da empresa.

Fórmula do Custo Médio

1º Passo:

SOMA (a) quantidade de mercadorias que há no estoque) + (b) quantidade de mercadorias da


nova compra que foi feita) = (c) total de mercadorias em estoque
(a) + (b) = (c)

2º Passo:

SOMA (d) valor total das mercadorias que há no estoque) + (e) valor total das mercadorias da
nova compra que foi feita) = (f) valor total das mercadorias em estoque
(d )+ (e) = (f)

3º Passo:

DIVIDE: (f) valor total das mercadorias que há no estoque) = (g) CUSTO MÉDIO
(c) quantidade total das mercadorias em estoque)

Iremos verificar na planilha abaixo duas compras efetuadas com valores diferentes, o que será
necessário utilizarmos o cálculo do custo médio para a planilha do estoque.

CONTROLE DE ESTOQUE PELO CUSTO MÉDIO


Produto: Televisão
Entrada (débito) Saída (crédito) SALDO
Data Histórico Quant. Custo Un. Total Quant. Custo Un. Total Quant. Custo Un. Total
03/06/2020 Compra NF 123 100 10,00 1.000,00 100 10,00 1.000,00
04/06/2020 Venda NF 678 40 10,00 400,00 60 10,00 600,00
05/06/2020 Venda NF 259 30 10,00 300,00 (a) 30 10,00 (d)300,00
06/06/2020 Compra NF 149 (b) 80 12,20 (e)976,00 110 (g) 12,51 1.276,00
07/06/2020 Venda NF 258 50 12,51 625,45 60 11,60 696,00

Aplicando a fórmula do custo médio referente à planilha acima:


36
1º Passo:

SOMA (a) quantidade de mercadorias que há no estoque) + (b) quantidade de mercadorias da


nova compra que foi feita) = (c) total de mercadorias em estoque
(a) + (b) = (c)
30 + 80 = 110

2º Passo:

SOMA (d) valor total das mercadorias que há no estoque) + (e) valor total das mercadorias da
nova compra que foi feita) = (f) valor total das mercadorias em estoque
(d )+ (e) = (f)
300,00 + 976,00 = 1.276,00

3º Passo:

DIVIDE: (f) valor total das mercadorias que há no estoque) = (g) CUSTO MÉDIO
(c) quantidade total das mercadorias em estoque)
(f) / (c) = (g)
1.276,00 / 110 = 11,60 é o custo médio unitário.

É importante lembrar que sempre que o valor do custo médio unitário mudar, na hora da
venda da mercadoria se aplica o valor do custo médio unitário, neste exemplo que utilizamos
deve-se usar para a venda R$ 12,51.

PLANO DE NEGÓCIOS

Conceito: plano de negócio é um documento que descreve quais os objetivos de um negócio e


quais passos devem ser dados para que esses objetivos sejam alcançados, diminuindo os
riscos e as incertezas. Um plano de negócio permite identificar e restringir seus erros no
papel, ao invés de cometê-los no mercado.

O plano de negócios serve para auxiliar na conclusão se a idéia é viável e buscar informações
mais detalhadas sobre o seu ramo, os produtos e serviços que pretende oferecer, seus clientes,
concorrentes, fornecedores e, principalmente, sobre os pontos fortes e fracos do seu negócio.

No final do plano de negócio, ele irá auxiliar na resposta a uma questão: vale a pena abrir,
manter ou ampliar meu negócio?

Lembrando que a preparação de um plano de negócio não é uma tarefa fácil, pois exige
persistência, comprometimento, pesquisa e muito trabalho e criatividade para seu
desenvolvimento.

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Passos para o desenvolvimento de um plano de negócios:
1. Sumário Executivo: o sumário executivo é um resumo do
plano de negócio, nele será feito:
- A descrição do projeto (o que é o negócio, quais os principais
produtos ou serviços, principais clientes, localização da
empresa, montante de capital investido, projeção do
faturamento mensal, lucratividade, tempo de retorno do
investimento).

- Informar os dados dos empreendedores, os perfis dos mesmos e as atribuições (aqui você irá
informar os dados dos responsáveis pela administração do negócio, faça uma breve
apresentação do perfil, destacando seus conhecimentos, habilidades e experiências anteriores).
2. Apresentação da Empresa: nesta parte do seu plano de negócios deverá informar os dados
do empreendimento:
- O setor de atividades:
→ Comércio;
→ Agropecuária;
→ Indústria;
→ Serviços;
- A forma jurídica:
→ Sociedade simples;
→ Sociedade empresária;
→ Empresário;
- O regime tributário:
→ Simples nacional;
→ Lucro real
→ Lucro presumido
- Capital social: valor investido pelos sócios da empresa.
3. Plano de Marketing:
- Deverá ser feita a descrição detalhada dos produtos comercializados ou serviços prestados
(destacar seus produtos e serviços).
- Deve ser feito um estudo minucioso dos clientes (verificar seu
público alvo, fazer campanhas voltadas a seus clientes).

- Análise e estudo também dos concorrentes (para buscar


diferenciais que o destaquem de seus concorrentes).

- Estudar os fornecedores (verificar quais são os melhores


fornecedores para se trabalhar, visando preço baixo e boa
qualidade, prazo de entrega e pagamento, entre outros).

- Criar estratégias promocionais (propaganda em rádio, jornais, revistas, amostras grátis, mala
direta, folhetos, cartão de visita, catálogos, brindes, sorteios, descontos, participação em
evento e feiras, estrutura de comercialização).
- Verificar como seus produtos ou serviços chegarão até seus clientes, utilizar-se de canais
como vendedores, representantes para isso.

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4. Plano Operacional:
- Localização do negócio: analisar se vai alugar ou construir o empreendimento, valor de
construção, valor e prazo de aluguel, ponto de localização, dentre outros.

- Layout, irá definir como será a distribuição dos diversos setores


da empresa e também alguns recursos (mercadorias, estantes,
gôndolas, vitrines, etc).

- Analisar a capacidade de produção ou comércio da empresa


(para que consiga cumprir com suas obrigações e pedidos que
virão, suprindo assim a demanda).

- Processo de produção ou comercialização: este é o momento de se registrar como a empresa


irá funcionar. Você deve pensar em como serão feitas as várias atividades do negócio,
descrevendo, etapa por etapa, como se dará a fabricação dos produtos, a venda de
mercadorias, a prestação dos serviços e, até mesmo, as rotinas administrativas.

- Necessidade de pessoal, fazer uma projeção de todo o pessoal que necessitará para que o
negócio funcione que seriam os sócios e pessoas a serem contratadas.

5. Plano Financeiro:

Fazer um cálculo para se ter uma estimativa do investimento inicial (investimentos fixos,
financeiros e pré-operacionais):

- Os investimentos fixos correspondem aos bens que irá


adquirir para que seu negócio possa começar a funcionar
(máquinas, equipamentos, móveis e utensílios).

- Os investimentos financeiros são os valores que serão


investidos para que a empresa tenha um capital de giro
inicial.

- Os investimentos pré-operacionais compreendem em


gastos realizados antes do início das atividades da
empresa, isto é, antes que o negócio abra as portas e
comece a faturar, são exemplos de investimentos pré-
operacionais: despesas com reforma do imóvel, taxas de registro da empresa.

- Estimativa de faturamento mensal da empresa.

- Estimativa de custos e materiais de insumo.

- Apuração do custo dos materiais ou mercadorias vendidas.

- Estimativa dos custos de comercialização (gastos com impostos e comissões de vendedores


e representantes).
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- Estimativa com mão-de-obra.

- Estimativa do custo com depreciação relacionado às máquinas, equipamentos, ferramentas,


utensílios, veículos, etc. utilizados.

- Determine o tempo médio de vida útil (em anos) desses bens. Divida o valor do bem pela
sua vida útil em anos para saber o valor anual da depreciação; Divida o custo anual com
depreciação por 12, para saber a depreciação mensal desses bens. A seguir a tabela da vida
útil de alguns bens:
Bem Vida útil
Imóveis 25 anos
Máquina 10 anos
Equipamentos 5 anos
Móveis e Utensílios 10 anos
Veículos 5 anos
Computadores 3 anos
- Estimativa de custos fixos mensais: os custos fixos são todos os gastos que não se alteram
em função do volume de produção ou da quantidade vendida em um determinado período. Por
exemplo, imagine que, em um determinado mês, uma empresa venda uma quantidade
pequena de itens. Ainda assim, terá que arcar com as despesas de aluguel, energia, os salários,
etc. Esses valores são considerados custos fixos porque devem ser pagos, normalmente,
mesmo que a empresa não fature.

- Demonstrativo de resultado: Após reunir as informações sobre as estimativas de faturamento


e o total dos custos, sejam eles fixos ou variáveis, é possível prever o resultado da empresa,
verificando se ela possivelmente irá operar com lucro ou prejuízo.

- Indicadores de viabilidade: ponto de equilíbrio representa o quanto sua empresa precisa


faturar ou quantas unidades de um determinado produto ou
serviço precisam ser vendidas para pagar todos os seus custos
em um determinado período.

- Lucratividade: é um indicador que mede o lucro líquido em


relação às vendas. É um dos principais indicadores econômicos
das empresas, pois está relacionado diretamente à
competitividade. Se sua empresa possui uma boa lucratividade, ela apresentará uma maior
capacidade de competir, como, por exemplo, realizar maiores investimentos em divulgação,
na diversificação dos produtos, na aquisição de novos equipamentos, etc.

- Rentabilidade: é um indicador de atratividade dos negócios, pois mede o retorno do capital


investido aos sócios. É obtido sob a forma de percentual por unidade de tempo (por exemplo,
mês ou ano). É calculado através da divisão do lucro líquido pelo investimento total. A
rentabilidade deve ser comparada com os índices praticados no mercado financeiro.

- Prazo de retorno do investimento: assim como a rentabilidade, também é um indicador de


atratividade. Indica o tempo necessário para que o empreendedor recupere o que investiu no
seu negócio.
Prazo de Retorno do Investimento = Investimento Total
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Exemplo:
Lucro Líquido: $ 8.000,00/ano
Investimento Total: $ 32.000,00
Prazo de Retorno do Investimento = $ 32.000,00 = 4 anos
$ 8.000,00

Isso significa que, 4 anos após o início das atividades da empresa, o empreendedor terá
recuperado, sob a forma de lucro, tudo o que gastou com a montagem do negócio

6. Avaliação do plano de negócios

O Plano de Negócio desenvolvido por você é um valioso instrumento de planejamento. Por


ser o seu mapa de percurso, ele deve ser consultado a todo instante e acompanhado
permanentemente.

Avalie cada uma das informações encontradas por você. Lembre-se de que o plano de negócio
tem por objetivo ajudá-lo a responder à pergunta
lançada no início deste conteúdo: “Vale a pena abrir,
manter ou ampliar o meu negócio?”. Saiba que o mundo
e o mercado estão sujeitos a várias mudanças. A cada
dia surgem novas oportunidades e ameaças. Assim
sendo, procure adaptar seu planejamento às novas
realidades. É por este motivo que um plano de negócio é
“feito a lápis”, para que possa ser corrigido, alterado e
ajustado ao longo do caminho.

Empreender é sempre um risco, mas empreender sem planejamento é um risco que pode ser
evitado. O plano de negócio, apesar de não ser a garantia de sucesso, irá auxiliá-lo a tomar
decisões mais acertadas, assim como a não se desviar de seus objetivos.

7. Documentação de apoio

Esta é a última parte do seu plano de negócio. Aqui você deve colocar toda a documentação
de apoio. Esses documentos têm o objetivo de dar mais credibilidade ao seu planejamento e
fornecer informações complementares ao seu projeto; por isso, é uma rica fonte de consulta.
A seguir, estão relacionados alguns documentos que podem ser incluídos como anexos em seu
plano de negócio:
Contrato de aluguel;
Currículo do(s) proprietário(s);
Orçamentos das máquinas, equipamentos, móveis, matéria-prima e serviços a serem
contratados;
Artigos de jornais e revistas sobre o ramo em que você irá atuar;
Logomarca da empresa;
Fotos dos principais produtos a serem comercializados;
Qualquer outro documento importante.

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