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FICHAMENTO

PISTRAK, M. M. Fundamentos da escola do trabalho. São Paulo: Expressão


popular, 2003.
Pedagogia social de Pistrak
Qual a finalidade, onde se quer chegar?
Consolidar a revolução. Portanto, formar sujeitos para esse processo.
Qual o processo para esta chegada, caminho a percorrer, método?
Proposta de auto- organização dos estudantes.
O que ensinar, currículo?
Organização do ensino por meio dos complexos temáticos.

IDEAIS CENTRAIS
Adequação da escola para o novo projeto societal que se implantava e
consolidar a revolução, Pistrak propõe uma escola gerida por um coletivo infantil
que permitia a auto-organização dos alunos. O ensino desenvolvido por meio do
método dos complexos que consistia num agrupamento de conhecimentos num
tema principal (algo semelhante encontramos em Freire em seus temas
geradores) que levaria o corpo docente coletivo a uma ação prática sobre a
realidade. Isso por meio de uma integração intrínseca entre ensino e trabalho
que os leva ao conhecimento concreto da realidade social. Suas preocupações
eram com problemas mais concretos e de ordem práticas da escola, conectando-
os com problemas mais amplos da sociedade soviética que era a construção de
uma nova sociedade.

TEORIA E PRÁTICA
[..] “a pedagogia marxista é e deve ser antes de tudo uma teoria de
pedagogia social, ligada ao desenvolvimento dos fenômenos sociais atualmente
dados e interpretados do ponto de vista marxista[...] p18.

[..] “sem teoria pedagógica revolucionária, não poderá haver prática


pedagógica revolucionária. Sem uma teoria de pedagogia social, nossa prática
levará a uma acrobacia sem finalidade social e utilizada para resolver os
problemas pedagógicos na base das inspirações do momento, caso a caso, e
não na base de concepções sociais bem determinadas”.[...] p.19.
[..] “a propósito de todos os problemas da vida escolar, que apenas a
teoria nos dá o critério indispensável para optar, avaliar e justificar tudo o que
fazemos na escola. O educador que não dispõe deste critério não poderá
trabalhar de forma útil na escola: ele se perderá sem encontrar o caminho, sem
guia, sem saber o objetivo a ser atingido”.[..] p.20.

A ESCOLA DO TRABALHO NA FASE DE TRANSIÇÃO


[...] ”caráter do ensino compreendido como um estudo da realidade atual”
[...] p. 26.
[...] “Mas, eu, aluno, que espaço devo ocupar na realidade atual, na luta
que se trava entre reação e revolução, entre passado e presente?” - é preciso,
de fato, levando o estudo da realidade atual até este ponto, inculcar na nova
geração que cada adolescente deve ser, ou melhor, já é, um soldado engajado
na luta, devendo assumir o objetivo de se armar dos conhecimentos necessários
para apoiar a luta, estudando convenientemente as armas do adversário e
aprendendo a empregá-las no interesse da revolução, e sabendo também, ao
mesmo tempo, utilizar praticamente suas próprias armas: em outras palavras,
seu objetivo deve ser adquirir a ciência.[...] p.29.

[..] “O trabalho na escola, enquanto base da educação, deve estar ligado


ao trabalho social, à produção real, a uma atividade concreta socialmente útil,
sem o que perderia seu valor essencial”[...] p.30.

[...] ”As formas de intelecto infantil são simplesmente as formas assumidas


pelas preocupações da criança, mas essas preocupações, em si mesma#, são
alimentadas pela vida exterior, pelo meio social da criança “[...] p.31.

A questão da realidade atual está intimamente ligada à da auto-


organização das crianças (ou autodireção);
[...] “Se quisermos que as crianças conservem o interesse pela escola,
considerando-a como seu centro vital, como sua organização, é preciso nunca
perder de vista que as crianças não se preparam para se tornar membros da
sociedade, mas já o são, tendo já seus problemas, interesses, objetivos, ideais,
já estando ligadas à vida dos adultos e do conjunto da sociedade. A
consequência de tudo o que foi dito é que, para nós, a auto- organização tem
uma importância fundamental do ponto de vista da pedagogia social,
pretendendo objetivos determinados, e é isto que define a posição da escola a
seu respeito”[...] p.34.

O TRABALHO NA ESCOLA

[...] “O trabalho é um elemento integrante da relação da escola com a


realidade atual, e neste nível há fusão completa entre ensino e educação. Não
se trata de estabelecer uma relação mecânica entre o trabalho e a ciência, mas,
sim, de torná-los duas partes orgânicas da vida escolar, isto é, da vida social das
crianças”.[...] p.41.
[...] “Não se trata de estudar qualquer tipo de trabalho humano, qualquer
tipo de dispêndio de energias musculares e nervosas, mas de estudar apenas o
trabalho socialmente útil, que determina as relações sociais dos seres humanos.
Em outras palavras, trata-se aqui do valor social do trabalho, como já foi referido,
isto é, da base sobre a qual se edificam a vida e o desenvolvimento da
sociedade.[...][...] na base do trabalho escolar devem estar o estudo do trabalho
humano, a participação nesta ou naquela forma de trabalho, e o estudo da
participação das crianças no trabalho”.[...] p.41.

Fabrica
[...] “A fábrica aparece assim não como um fenômeno isolado a ser
estudado sem grande interesse pela escola, mas como um núcleo onde se
concentra toda a realidade atual considerada em suas principais manifestações”
[...] p.62.
[...] Apenas o contato direto e constante com a fábrica em sua vida
cotidiana, com o operário, com o aprendiz - e desde que o aluno venha à fábrica,
não na qualidade de espectador ou de excursionista, mas na qualidade de
trabalhador que tenta compreender praticamente o trabalho fabril - apenas um
contato semelhante, reafirmamos, pode provocar as emoções necessárias à
educação social: caso contrário, o ensino não terá alma, digamos assim, ou seja,
a educação escolar estará mutilada de sua metade essencial.[...] p.65.
O trabalho improdutivo
[...] “trata-se de formas de atividade que não produzem valores materiais;
Se colocarmos a questão nesse nível, será evidente que os “ trabalhos
improdutivos” devem estar integrados na escola enquanto elementos da
educação social”[...] p.69.

O problema da organização científica do trabalho


[...] “Consideramos assim o trabalho na escola antes de tudo como um
fenômeno de ordem social. É por isso que dedicamos grande atenção ao
trabalho social da escola, concebido como uma das formas mais importantes do
trabalho coletivo”. [...] p.88.

[...] “Considerando esses objetivos, definiremos o trabalho como uma


participação ativa na construção social, no interior e fora da escola, e a ciência
como uma prática generalizada e sistematizada que orienta completamente essa
atividade, de forma que cada um possa ocupar o lugar que lhe cabe. A atividade
manual na escola não serve para ligar o ensino e o trabalho, ela está em íntima
relação com o objetivo geral da vida.”[...] p.93.
[...] “O principal é que o trabalho e os conhecimentos científicos tenham o
mesmo objetivo, que a prática seja generalizada e sistematizada pela teoria, que
a prática, afinal de contas, se baseie em leis teóricas. E essencial, sem dúvida,
que os conhecimentos teóricos que não tenham valor intrínseco sejam
aprendidos com a ajuda do trabalho, mas é preciso sobretudo que o trabalho e
a ciência sejam sintetizados em nossa marcha geral para o regime socialista, se
quisermos atingir nossos objetivos pedagógicos por intermédio de sua unidade
indissolúvel”.[...]. p.93.

O ENSINO
[...] “Na escola devemos apenas ensinar o que pode ser útil mais tarde”[...]
[...]”Programa de estudos e “plano de vida escolar”[...] p.95.
O complexo
[...] “A primeira interpretação do método nos leva a tomar um objeto e
analisá-lo do ponto de vista de uma disciplina qualquer ou de um conjunto de
disciplinas próximas; por exemplo, o poço, que é analisado do ponto de vista do
ciclo das ciências naturais, o tanque, a floresta enquanto vegetação etc. No
mesmo nível se coloca a escolha do relógio, da aurora e do crepúsculo, do
fogareiro, em relação à física etc”.[...]. p. 107.
[...] “Daí deriva a necessidade de organizar as disciplinas do programa em
complexos, na medida em que este é o único sistema que garante uma
compreensão da realidade atual de acordo com o método dialético. A partir
dessa compreensão, o sistema do complexo deixa de ser para nós simplesmente
uma boa técnica de ensino, para ser um sistema de organização do programa
justificado pelos objetivos da escola”.[...] p.109.
[...] “Aqui se coloca uma série de questões de ordem prática: primeiro, a
escolha do objeto do complexo (tema do complexo) e a relação entre os
complexos; segundo, a forma de estudar cada tema de complexo; terceiro, a
organização do ensino segundo o sistema dos complexos; quarto, a organização
do trabalho das crianças para o estudo dos temas segundo o sistema dos
complexos. Trata-se, na mesma medida, de questões de ordem metodológica e
de questões de pedagogia social”. [...] p.109.
[...]“A seleção dos temas fundamentais não poderia ser determinada, a
nosso ver, pela preocupação de construir um curso sistemático nessa ou naquela
disciplina. A seleção do tema deve ser determinada unicamente pelas
tendências do esquema de programa oficial. Cada complexo proposto aos
alunos não deve ser algo de fortuito, nem um fenômeno ou um objeto
insignificante (seja qual for, num dado momento, a importância propriamente
escolar deste objeto), mas, ao contrário, um fenômeno de grande importância e
de alto valor, enquanto meio de desenvolvimento da compreensão das crianças
sobre a realidade atual”[...]. p.110.
[...] “a organização das disciplinas de ensino segundo o sistema do
complexo só tem sentido e valor na medida em que for compreendida pelos
alunos. Se ela está apenas presente no espírito do pedagogo, ou está bem
organizada apenas no papel, e se o encadeamento interno do ensino não é
evidente para os alunos, é melhor renunciar ao complexo” [...] p.124.
[...] “no sistema dos deveres escolares que desagrada a todo o mundo,
substituindo-o por um outro sistema que não exige muito tempo do professor. E.
Parkhurst, comentando o plano Dalton, afirma: “O método de laboratório de
Dalton destrói sem piedade a organização do tempo. A organização do tempo é
uma verdadeira maldição para a criança. A abolição da organização do tempo é,
na realidade, o primeiro passo no sentido da libertação do aluno” [...] p.13.

A AUTO-ORGANIZAÇÃO DOS ALUNOS


[...] “se a auto-organização das crianças na escola soviética não se basear
na existência do coletivo infantil, será uma disposição abortiva” [...] p.145.
[...] “As crianças e também os homens em geral formam um “coletivo”
quando estão unidos por determinados interesses, dos quais têm consciência e
que lhes são próximos. Se quisermos criar na escola um coletivo infantil,
seremos obrigados a desenvolver esses interesses entre as crianças,
inspirando-lhes interesses novos” [...] p.46.
[...] “A escola só permitirá um amplo desenvolvimento e uma coesão
íntima do coletivo das crianças no momento em que for o lugar (e o centro) da
vida infantil, e não apenas o lugar de sua formação”. [...] p.146.
[...] “à ideia de que escola deve não somente formar, mas suscitar os
interesses das crianças, organizá-los, ampliá-los, formulá-los e fazer deles
interesses sociais. A necessidade do coletivo infantil deriva da necessidade
fundamental de inculcar nas crianças a atividade, a iniciativa coletiva, a
responsabilidade correspondente à sua atividade. O coletivo das crianças criará,
pelo próprio fato de existir, a auto-organização”. [...] p.146.