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A música da moda e a moda da música

O exemplo indie

Dias atrás minha esposa me questionou o que caracterizava a música indie e não
pude responde-la dentro do campo estritamente musical. Todo o meu conhecimento musical,
teórico, estrutural e prático mostrou-se inútil.
Suavidade sonora? Não. Isso é genérico e passa pelo jazz, pop, samba, sertanejo e en-
contra suas variantes até mesmo no rock. Não caracteriza-se pela simplicidade, vez que há aque-
les que complicam até para terminar a melodia na tônica, muito menos pela complexidade, pois
há aqueles que tem a cara de pau de se chamarem de banda com apenas dois integrantes e com
músicas de três acordes e uma dura melodia pentatônica. Talvez a única característica de seme-
lhança geral na música indie seja o abraço voluntário no tom deprimente, mas já existe o tango,
entre outros exemplos, que provam não ser tal fator uma exclusividade indie.
A verdade é que o indie não é e não pretende ser uma vertente rítmica dentro da
música e, portanto, dentro do campo teórico musical não podemos caracterizar o tal estilo sem
se usar de elementos de outros que o precedem ou cairmos em um campo de contradições, vez
que pode ser isso ou aquilo sem necessariamente ser algo específico
Os adeptos do estilo bradarão com fúria dizendo que estou desprezando a sua maior
característica: a independência. O indie construiu sua imagem como a música do subsolo, fora
das garras das grandes gravadoras e a criação de um cenário totalmente underground.
Meu amigo indiezete, se este é o seu pensamento eu tenho a obrigação moral de dizer
que o seu argumento é uma furada. Sabe por que? Sem mais delongas, é porque o indie tem
nomes como Lana Del Rey, Marina and the Diamonds, Florence and the Machine, Arctic Mon-
keys, Belle & Sebastian, Radiohead, The Strokes, sem contar os pais da vertente: The Smiths.
Vamos somar as milhares de vendas de discos, mais contratos milionários, marke-
ting, shows lotados, videoclipes em programas especializados e um sem número de participações
e até prêmios como Grammy e congêneres que produzem milhões e até bilhões de dólares den-
tro dessa área tão (como é mesmo?), independente do grande capital?
Não. A pseudo independência do estilo é o próprio marketing dos grandes nomes
citados, que manipulam, mesmo que de modo inconsciente, a massa de seguidores. Querendo
ser diferente, o fã adere ao código de condutas da ideologia musical. E, sim, é uma ideologia. E,
não, não é o primeiro da espécie e, sequer, o de maior sucesso.
A característica do indie (como estilo musical) é definida inteiramente fora da mú-
sica. O estilo musical – chato, diga-se de passagem – é um adereço, um penduricalho. A música é
uma consequência de uma ideologia que visa estabelecer controle na vida do ouvinte.
O indie vive como um e a sua música canta a sua vida.
Antes de prosseguirmos com a ideia – a intenção desse escriba não é fazer uma aná-
lise da música indie, mas de analisar a música como instrumento de controle de comportamento
-, precisamos estabelecer alguns parâmetros que colaborem, corroborem e justifiquem a ideia
aqui defendida.
Das guerras e templos ao rock

A música serviu a diversos fins durante toda a história, nasceu como expressão de
movimentos de guerra e, simultaneamente, como parte primordial litúrgica, tanto nas religiões
pagãs com na revelação abraâmica. Depois, passou a ser a sonoridade dos poetas, ganhou voz no
teatro e até foi usada como instrumento político – a música mal utilizada e mal apreciada resultou
na morte do profeta João Batista.
Com o renascimento, a música deu um salto incrível, pois pela primeira vez na his-
tória grandes mentes musicais uniram a plasticidade da arte visual, a experiência filosófica e a
beleza sentimental do teatro, da poesia e da retórica para criar um novo conceito musical. Grandes
nomes como Vivaldi, Bach, Handel, Mozart, Beethoven, Chopin, entre outras dezenas de gênios,
século após século colocaram a música em outro patamar da arte. A apreciação musical era o
foco da música e ela, sozinha, era capaz de reproduzir na alma e espírito do ouvinte os mesmos
sentimentos do compositor. A liturgia musical não se prestava mais à apenas conduzir o recita-
tivo e salmodia. A música tornou-se o par dos novos hinos e cânticos sagrados e sua beleza tinha
tanto peso quanto a adoração em si – lembremos, aqui, os exemplos da Ópera do Messias de
Handel e do oratório Paixão segundo S. Mateus de Bach. A música passou a, então, incitar senti-
mentos, como sempre fez na história, mas agora tal incitação visava a elevação e contemplação
pela própria música. Acima de tudo, a música, como as demais artes, buscava a exaltação das
virtudes cristãs.
E assim foi até o rock e a revolução sexual da década de 60.
O rock nasceu um pouco antes, sendo controvertida a data. Alguns dizem 1949, ou-
tros 1950, 1951, 1954 e até 1955. Pouco importa a data, mas sim o espírito que acompanhou o estilo
musical.
O primeiro estilo de rock foi a fusão do rhythm and blues, folk, o jazz dançante e o
blues sulista, com uma pitada do country. Como pano de fundo, a guerra fria esquentava a cada
dia, o leste asiático tornava-se um barril de pólvora, o comunismo crescia suas garras e os Estados
Unidos contra-atacava exportando sua principal arma: Hollywood, música e a cultura jovem do
consumo. Além do mais, os EUA vivia o fenômeno do babyboom, com o crescimento populaci-
onal sendo usado como propaganda contra o comunismo.
O rock surgiu, portanto, como reflexo dessa era conturbada. Era o ritmo dos jovens
vencedores que estavam do lado certo na história. Alegre, dançante, uma mistura de ritmos tra-
dicionais americanos, canções curtas com melodias grudentas e harmonias simples. O rock nas-
ceu e imediatamente se tornou uma arma fortíssima de propaganda da superioridade capitalista.
Porém, ao mesmo tempo que o rock surgia a moda na vestimenta ganhava campo.
As roupas já não visavam demonstrar sua classe, casta ou posição social, mas a sua personalidade.
A individualidade, a praticidade da era da prestação de serviços, a comodidade e até mesmo os
primeiros sinais da sensualidade demonstrava que o cristianismo já não dita mais as regras com
sua modéstia e exaltação de virtudes – e é a primeira evidência que a Escola de Frankfurt já
começa a colher os seus frutos.
Portanto, o símbolo do rock da época é o jovem homem bem sucedido. De terno,
brilhantina no cabelo, sorriso branco e olhar penetrante, ele é a antítese dos esfarrapados e famin-
tos comunistas. É o homem que já venceu na vida muito jovem, talentoso, bonito, bem vestido
e transpirando masculinidade, dirige carrões envenenados, canta músicas modernas com voz de
tenor lírico ou assombra as mocinhas com um barítono poderoso, e dança. O famoso rockabilly
fez os velhos torcerem o nariz e a razão não é o estilo musical, mas a cultura da impressão de
sucesso jovem, algo que os americanos desconheciam com a sua virtude do trabalho duro para,
só então, alcançar o sucesso.
Elvis Presley é o grande símbolo do rock da época. É o Rei. O crescimento do estilo
musical se confunde com sua história. Ele também é o primeiro a quebrar a barreira com os
conservadores, pois além de ser o sex symbol desejado pelas jovens garotas e admirado pelos
jovens rapazes, transforma-se em um símbolo do patriotismo americano ao servir no exército e
tecer loas a superioridade da cultura em que nasceu.
Os últimos a gozarem da era do yeah-yeah-yeah foram os Beatles. O famoso quarteto
inglês chacoalhou os enrijecidos britânicos e depois conquistou a América, bem trajados em ter-
nos pretos, cabelos penteados, sapatos reluzentes e jeito de bom moço. Mas foram eles um dos
primeiros a romper com a cultura da exaltação da masculinidade vitoriosa do rockabilly.
O antigo rock, que exaltava o sucesso do jovem – bonito, talentoso, bem vestido e
com uma mulher deslumbrantemente linda ao seu lado – sucumbia à influência da Escola de
Frankfurt. Esse roqueiro era ainda a exaltação de uma cultura vitoriosa, algo inaceitável aos teó-
ricos que buscavam o controle das massas.

O declínio cultural do rock

A próxima vertente do rock nascia direto dos porões do inferno, ou seja, da Escola
de Frankfurt com todas as teorias de marxismo cultural como meio de suplantação da cultura
judaico cristã ocidental. Era o surgimento do movimento hippie, com o sexo livre, muitas drogas,
paz e amor, desprezo pelo tradicionalismo, cristianismo e sucesso econômico.
Esse novo rock cantava como se um índio que fizesse sexo sob efeitos de alucinóge-
nos enquanto tentava interromper uma guerra e admirar um rio, tudo ao mesmo tempo. Não à
toa é chamado de psicodelismo.
Para criar esse novo ritmo precisaram de uma nova fonte. E foi do folk americano,
com Bob Dylan, Neil Young, Simon & Garfunkel, veio a ideia do pacifismo, naturalismo e toda a
bobajada hippie. Os Beatles abraçaram essa ideia e empestearam o mundo com letras exaltando
o amor livre, a natureza, a paz, exigindo o fim da Guerra do Vietnã, da Guerra Fria e outras
puerilidades. O idealismo utópico é cantado a plenos pulmões imaginando um mundo melhor.
O novo roqueiro não quer mais cantar o quanto ele é bem sucedido e, portanto, suas
roupas não podem mais evidenciar essa ideia. Os cabelos antes bem aparados e penteados com
brilhantina crescem e ficam oleosos. Os ternos de alfaiate dão lugares à coletes de índios, calças
largas e no lugar de sapatos lustrados, sandálias. Ao invés de perfumes, o cheiro natural de sovaco,
chulé e partes íntimas sem banho diário.
Obviamente esse estilo de música (e vida) estava fadada ao fracasso.
Na música, os efeitos são devastadores. Enquanto o rockabilly é dançante, alegre e até
certo ponto arrogante, o rock dos hippies está sob efeitos de alucinógenos (em especial maconha,
haxixe e LSD). O experimentalismo sonoro tem explicação tóxica, com músicas longas, trechos
repetitivos, barulhos estranhos (desde sons de ar-condicionado até microfonia dos instrumentos).
A paciência dos próprios roqueiros logo termina e o antigo estilo deixa de ter razão para existir
com o fim da Guerra do Vietnã.
Na sequência, o rock cai na real. Pena que do jeito errado.
Na filosofia, o niilismo surge como a desesperança total. Um mundo sem Deus só
pode descambar para um mundo de angústias onde nada mais faz sentido. Assim surge o punk-
rock, uma vertente sem esperanças com o mundo. A cultura destruída pelos hippies está morta
e no seu lugar não há nada de bom. O sonhador acordou e descobriu que vivia um pesadelo.
O som do rock deixa de ser psicodélico e alucinado e passa a ser cruel e direto. As
novas letras cantam o desprezo pelo sistema, pela religião, pela família, pelo trabalho e até por
rainhas. O som é bruto, pois a realidade é bruta. A duração das músicas é radicalmente encurtada,
pois não há nada para se admirar. A fúria é sentida nos power-chord e nas pancadas das baquetas
da bateria.
Harmonia lógica? Melodia afinada? Ritmo bem trabalhado? Para que tudo isso, se
nada faz sentido? O rock é o som da aniquilação.
Esse é o novo espírito do rock, que agora é, também, dividido.
De outro lado, pessoas com ideologias semelhantes (desprezo, fúria e desesperança),
mas com um senso musical mais apurado passam a tocar pesado, mas com uma qualidade téc-
nica nunca antes vista. Surge o heavy metal com Black Sabbath, aperfeiçoado (tanto na técnica
sonora como no desprezo) por Iron Maiden, Metallica, Pantera e Slayer.
Toda a evolução técnica do renascentismo, classicismo, barroco e romantismo é
usada para assombrar com solos de guitarra com dezenas de notas por segundo e canto gutural.
É o avião novamente sendo usado para a guerra.
E ambos, punks e metaleiros, vestem-se e portam-se como o seu som. Roupas pretas
de couro, adereços pontudos prontos para golpear, coturnos e muita, mas muita cara de mau. O
roqueiro que acordou para a realidade vive em um mundo mau e só pode vence-lo sendo mais
maldoso ainda.
Enquanto o niilismo conduziu o espírito do homem ao desespero e à guerra, os ini-
migos do ocidente aprenderam com o passado – enquanto o ocidente não. Se o próximo passo
natural seria a implosão do rock, os globalistas e a Escola de Frankfurt agiram rápido e, conforme
manda a filosofia hegeliana, tomaram o controle da dialética sonora.
Até então, o rock fluía conforme o espírito da época em que vivia.
Primeiro havia um comportamento, que então tornava-se em um motivo e, por fim,
os roqueiros colocavam o som correspondente àquele comportamento em forma de música.
Agora não mais.
O rock como instrumento de manipulação – a destruição da masculinidade

Usando do sucesso do pop, as grandes gravadoras criam o um gigantesco instru-


mento de controle musical e que será fortemente usado para reavivar o rock e usá-lo como
instrumento de controle: a MTV.
O rock, como instrumento de controle de massa já era uma realidade. Os seus efeitos
na juventude nos últimos trinta anos eram sentidos em virtude das mudanças absurdas que
provocou na cultura. Se antes do rock, na década de 40 a maioria dos jovens eram religiosos,
casavam-se virgens, eram nacionalistas, patriotas e praticavam a defesa da religião e da família, já
na década de 80 a maioria dos jovens perdiam a virgindade cedo, desprezavam os valores patrió-
ticos e nacionais, eram ateus ou agnósticos e provavam de toda a espécie de droga imaginadas.
E essa massa, desiludida com o mundo, sem nenhuma base moral para tomar deci-
sões, era um prato cheio para novas experiências.
A primeira grande experiência para se usar do rock como instrumento de manipu-
lação é a mesma usada até hoje, evoluindo a cada época. Ora, se o rock nasceu exaltando o Homem
másculo, viril, forte, bem sucedido e talentoso, o rock renasceria para matar esse homem.
Já na década de 60 e 70 surgiram alguns tipos estranhos que se adaptavam com os
hippies em razão da estranheza desses. Mas eram diferentes. David Bowie, Elton John, Alice Co-
oper e Freddie Mercury trouxeram elementos lúdicos, tanto da ópera quanto do teatro, para o
palco em seus shows. Se a ideia era boa a princípio e tinha boas intenções, nas mãos dos globalistas
ela se tornou uma arma perigosa, pois na década de 80 surgia ex nihilo o Glam Rock.
O som do glam rock é até interessante. Trata-se de uma mistura de rockabilly menos
dançante, conservando a arrogância e a alegria, com o peso e a técnica do heavy metal. Mas o som
é secundário. A característica principal do glam rock é ser glamoroso.
Veja. O rock alcançou um sucesso retumbante em seu início com o rockabilly. O
heavy metal não experimentou tanto sucesso quanto aquele, mas conseguiu manter a qualidade
da técnica musical (mesmo que em detrimento da qualidade sonora). Somados, a fórmula tinha
tudo para ser um sucesso. E foi.
A música produzida pelo glam rock e tocada a exaustão na recém criada MTV, nas
rádios, além de ser exaltada nas novas revistas especializadas que nasceram com o intuito de
promover o novo estilo, logo tomou os primeiros lugares das paradas de sucesso, venceu disco
após disco, encheu estádios com shows megalômanos e reavivou o rock. Mas o som, em si, não
era o foco.
Se até então o rock teve diversos estilos, desde o bom moço bem-sucedido com vestes
sóbrias, passando pelo hippie sujo e culminando no punk ou metaleiro vestido de preto, todos
eles tinham em algum aspecto a figura masculina estabelecida.
O rockabillie era quase um jovem advogado, de tão bem trajado, vestido e conser-
vando a essência do Homem tradicional, onde inseria-se com perfeição na tradição do macho
dominante e vencedor, porém civilizado. O hippie, em um modo de se ver, era o homem dos
tempos remotos, natural e intimamente ligado com a natureza, vestido como um silvícola e chei-
rando a suor. O punk ou o metaleiro era o homem bruto, testosterona a flor da pele, emanando
fúria e violência dos olhos e intimidando com sua virilidade. Em todos os casos, a veste do ro-
queiro é um reflexo, primeiramente de seu som, segundo, das aspirações sentimentais que o
mesmo experimenta e, como artista, demonstra para, só então, influenciar a cultura em que está
inserido.
Porém o glam rock segue um caminho bem diferente. Primeiro se cria um estilo
próprio de se vestir. Esse estilo é inteiramente divorciado da experiência pessoal e da música,
visando unicamente influenciar a cultura e transforma-la com um pretexto de diversão.
Com Kiss, Nazareth, Scorpions, Van Halen, Aerosmith, Poison, Twisted Sisters entre
outras bandas, o visual tornou-se o foco do rock. E pior, um visual que descaracterizava a figura
masculina. Se no som o glam rock se inspirou no rockabilly e no heavy metal, o figurino foi
completamente divorciado da essência da sonoridade e experiência pessoal.
Pela primeira vez, nos palcos do mundo inteiro, os roqueiros são homens maquiados,
usando roupas coladas e brilhosas, com permanente no cabelo e salto alto. E são os novos sex
symbol da juventude!
Começou aí uma ideia brilhante – demoníaca, mas brilhante – de controlar as inten-
ções dos jovens pelas suas condutas e vestimentas com o único fim de emasculá-los. O homem
ideal passou a ser o homem maquiado, produzido, vestido como um travesti e rebolando como
uma stripper. Sem contar os gritos finos.
Se no início do rock as vozes apreciadas eram tenores ou barítonos, agora as vozes
procuradas pelas grandes gravadoras eram homens capazes de atingir as agudas notas das sopra-
nos, porém com um defeito: um vocal literalmente berrado.
Surge a geração de homens com vozes finas, trejeitos delicados, cabelos compridos
bem cuidados, roupas coladas e andar sensual. Algum desavisado pode até dizer que a grande
maioria deles eram pegadores e não perdiam a oportunidade de traçar as tietes. A vida pessoal
desses roqueiros não era o importante, mas o que eles efetivamente pareciam ser.
A geração subsequente viu aumentar dolorosamente o número de gays, bissexuais
e até heterossexuais efeminados. A virilidade foi atacada com força e perdeu as batalhas subse-
quentes.
Hoje vemos essa mesma experiência em outros níveis destruindo tanto a virilidade
quanto zombando das virtudes masculinas.
O já citado indie é um estilo puramente estético. Homens barbudos, agora chamados
de lumbersexual – em referência aos lumberjack (lenhadores) –, mas com vozes macias, usando
roupas coladas, andrógenas e apegados a acessórios vintage. A meta é ser diferente.
Outra vertente, o pop rock vive em um mundo iludido de felicidade, cores, ritmos e
até falsos músicos – e talentos para lá de fracos – embalados ao som de Coldplay e Maroon Five
(e congêneres). Seus exemplos masculinos são homens bonitinhos, infantilizados, cantando em
falsete, vestindo calças coladas e camisetas babylook. São adolescentes com síndrome de Peter
Pan. São quase tão iludidos quanto os hippies.
Por fim, o heavy metal ainda continua vivo com diferentes linhagens que passam
do progressivo (um estilo virtuose e que namora o jazz), o trash (pesado e sujo, como diz o nome),
o melódico ou power (acredita viver na idade média), o industrial ou nu (um som cru, mas cheios
de efeitos eletrônicos) e até o black (uma bobajada satanista e blasfema).
Dentro dessas vertentes há até bons grupos, mas a grande maioria é completamente
alienada da realidade e incapaz de fazer algo decente. Não à toa são motivo de piada fora do círculo
musical que criaram. São alienados dos próprios sentidos, além de que perderam todo o apelo do
antigo heavy metal e, portanto, são ignorados pelo establishment musical
Se de um lado há maricas do rock para mocinhas, do outro há grupo que não se
comunica com a realidade e são alienados tanto quanto que compram a ideia de serem estes o
som contra o sistema. O rock definha.
Aproveitando o vazio criado pelo rock, as grandes gravadores investiram pesado no
hip-hop. O hip-hop é a destruição da população negra. Rappers criam milhares de rimas mos-
trando como é bom ser solteiro, transar com todas, viver de ostentação, deixar de lado as respon-
sabilidades da vida de adulto, fazer parte de uma gangue e até matar um rival, se preciso for.
O resultado é um número recorde de abortos de filhos de negros, destruição de fa-
mílias e uma eugenia direcionada. No caso dos indie é a destruição da virilidade e das futuras
lideranças ocidentais.
A música e, especialmente, o rock, hoje serve como instrumento de controle e ma-
nipulação não sendo mais a expressão das experiências do músico, mas como indução de expe-
riência ao ouvinte e, principalmente, como controle da individualidade e da força viril.
Se no artigo anterior eu disse que o pop jazz no maligno, tenho que terminar esse
dizendo que o rock samba na cara da sociedade. O rock, que antigamente era coisa para homem,
hoje é música de boiolas.