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osioa2019 Tebas - Resultado da Consulta Processual SENTENCA Ne PROCESSO N° 2002,81,00.008421-2, CLASSE 01000 - AGAO ORDINARIA AUTOR - LILIANE CRISTINA LIMA 00S ANJOS E OUTROS. REU - CONSELHO REGIONAL DE ENGENHARIA, ARQUITETURA E ARGONOMIA -CREA Vistos, ete, 1. Acdo Ordinaria. 2. Engenheiros de OperagBes. DL 241/67 e Lei 5.194/66. 3, "Ninguém é obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma colsa sendo em virtude de lel" e também “é livre 0 exercicio de qualquer trabalho, ofico ou profisséo, atendidas as qualificagées profissionais que a lel estabelecer" (CF, art. 5°, IIe XIII) 4, Procedéncia dos pedidos. 5, Sucumbéncie mimima, 6. Duplo grau (art. 10 da Lei n° 9.469, de 10 de julho de 1997) sem prejuizo de meu entencimento pessoal Pela cessacio dos privilégios processuais das pessoas juridicas de direito publico (ert, 5°, caput, da CF/88), ue ndo se canfunde com jus imperi RELATORIO 0, LILIANE CRISTINA LIMA DOS ANJOS, MARIA DAS GRAGAS FELIPE TIMBO REBOUCAS, 10SE AUGUSTO AZEVEDO LAUREANO, FRANCISCO SETUBAL MONTEIRO e FRANCISCO MARCELO CARVALHO DA SILVA, qualifcados nos autos, propGem contra o CONSELHO REGIONAL DE ENGENHARIA, ARQUITETURA E AGRONOMIA NO CEARA - CREA, Agio Ordinéria, acuzindo, em resumo, que obtiveram formagéo superior em Engenharia, na modalidade de Operacéo na extensio Edificagso, de acordo com o Decreto n° 76.498, de 22.10.75, preenchendo os requisites exigidos pela Resolugao n° 218/75 © da Resolugdo do Conselho Federal de Educacdo n° 48/76, Argumentam, ainda, os Autores que o Decreto-lein® 261, de 28.02.67 fez inclu entre 25 profssbes cujo exercicio € regulado pela Lei 5.194, de 26.12.66, 2 profissdo de engenhelro de operagao. 2, Ao final, pedem os autores o seguinte: 2) “seja observado 0 que dispée a Lei n. 5194/66 em respeit ds suas anotacées profissionas; ») nao se Ihe epliquem os impedimentos constantes da Resolugao n® 218/73, urna vez que o Engenhelro Operacional tem as atribuigdes definidas na Lei n® 5.194/66 e que sejam a eles conferidas, tudo quanto se enncontra nos varios itens do art. I° da ResolugSo n° 218/73 do CONFEA no que se refere 8 anotacSes & correlotos 03, Pagas as custas (fs. 81) e,citado, 0 CREA-CE apresentou a contestacéo de fis. (98/110), alegando, em resum, que a Resolugdo 218/73 do CONFEA discriminou as atividades de engenharia, néo sb as dos Engenheiros de Operagses, mas de todos os engenheires, cujas prfissdes esto regulacas pela Le! n® 5.16/66, e que ha de hover essa discriminacdo profissional aor cada modalidade e nivel (Superiar ou Méio), 44 que a lei nfo distingue profisséo por profissdo. Pede, no final, 2 improcedéncia da demanda 04:/A matéria & de mera interpretagBo de Ii a justiiear Julgamento na forma do art. 330,1, do CPC 05, Este 0 relatério, deco. u-DeEcISAO 06, Em caso simile, assim decidi recentemente, verbis: SENTENCA No PROCESSO N° 95,0017883-¢ CLASSE 02000 - MANDADO DE SEGURANCA IMPETRANTE: JOAQUIM BEZERRA PINHEIRO, OSMAR BATISTA ¢ ELIFIO MEDEIROS CUNHA. IMPETRADO: PRESIDENTE DO CONSELHO REGIONAL DE ENGENHARIA, ARQUITETURA E AGRONOMIA - CREA VISTOS, ete EMENTA 1. Writ of Mandamus. 2, Engenheiros de operacées, DL 241/87 e Lei 5.194/66, 3. "Ninguém 6 obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa sendo em virtude de lei" ¢ também “6 live 0 fexercicio de qualquer trabalho, oficio ou profisséo, atendidas as qualificagdes profissionais que a lei eestabelecer" (CF, art. 58, Ile XIII). 4, Concess8o de seguranca, 5. Inexiste nulidade ou ofensa a dispositive processual na sentenca que adota come fundamento de decidir © parecer do Ministério Pablico. HC 70.707-0 - STF, Rel. Min. Moreira Alves, DJU 04.03.94, AMS 2074-CE, Relator Juiz Castro Meira 6. Duplo grau (pardgrafo ‘nico do art. 12 da Lei n° 1.533/51), sem prejuizo de meu entendimento pessoal pela cessacio dos privilégios processuais das pessoas juridicas de direlto publico (ert, 5°, caput, da CF/88), que no se confunde com jus imperil 7, Custas, ex lege, a serem reembolsadas pelo impetrado. 8. Sem honorérios (STF - Sdmula 512) RELATORIO e DECISAO hitp:iww ce jus brlconsultaProcessualiresconsproc.asp 13 osioa2019 Tebas - Resultado da Consulta Processual 01. Especialmente em Mandado de Seguranca, onde o exame da alegacio de violacdo a direito Kquido e certo independe de qualquer dilacéo probatéria, e objetivando a répida prestacdo juriscicional, o juz, se estiver convencido de seus fundamentos juridicos, no s6 pode, como deve acolher, como integrante de seu relatério f fundamento da decisio, o parecer do Ministério Publica, O assunto, no eg. Tribunal Regional Federal da 5 (egi30, & hoje pacifico, no sentido de ndo haver qualquer nulidade na sentenca que assim proceder, "verbis": /ANDADO DE SEGURANGA. SENTENCA FUNDAMENTADA EM PARECER DO MPF. NULIDADE INEXISTENTE ~ Inexiste nulidade ou ofensa a dispositive processual na sentenga que adata como fundamento de decidir 0 parecer do Ministério Pablico” (AMS 2.074-CE, Relator o eminente Juiz Castro Meira, julg. em 27.09.90, lndn.), No mesmo sentido tém sido 0s julgados em que o Relator & o também eminente lulz Nereu Santos. 02. 0 préprio STF, no H.C. n° 70.6070-Rel. Min. Moreira Alves, in DJU de 04.03.94, decidiu, "verbis” "Ementa - "Habeas Corpus'. Esta Corte tem entendido que esta fundamentada a decisao que adota como razSo de decidir a fundamentacdo, que transcreve, do Ministério Piblico, que atua como 'custos legis’, assim, fo Al 140,524 e no HC 69.848, : 03. De acordo, portanto, com a boa jurisprudéncia, acolha como RELATORIO E FUNDAMENTO DE DECIDIR, 0 bem langade Parecer de fis. 57/60, da lavra do Dr. Geraldo Assungao Taveres, que é também a minha conviegio, "verbis" "Culda-se’de MANDADO DE SEGURANCA Impetrado por JOAQUIM BEZERRA PINHEIROS E OUTROS, contra ato do Sr. Presidente do Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia ~ CREA/CE que, com base na Resoluséo n® 218/73, do CONFEA, esté ilegalmente restringinco as atividades profissionais dos impetrantes que so Engenheiros de Operagées. " Alegam os Impetrantes QUE POSSUEM TITULOS UNIVERSITARIOS DE ENGENHEIROS DE OPERACOES (EDIFICAGOES) e que, através do Decreto-lei n® 241/67, a referida categoria profissional fol incluida entre os Profissionais que tém o exercicio profissional regulado pela Lei n® 5.194/66. 0 Decreto 60.925-67 determinou Que os Conselhas Regionais expedissem as Carteiras de registros provisbries, nelas constanca o titulo de 'Engenheiro de Operacao' e as atribuicdes genéricas previstas na Lei n° 5.194/66, préprias dos engenheiros, arquitetos e agrénomos. Essas atribuigSes estdo previstas no art. 7° da Lei n° §.194/66. Sucede que 0 CONFEA baixou a Resolucéo n° 218/73, a pretexto de regulamentar a Lei n° 5.194/66, elecando as dreas de atribuigdes de cada categoria profissional e, relativamente ao engenheiro de operacBes, restringiu demasiadamente suas atribuicdes em flagrante desrespeito & Lei n® 5,194/66, ao Decreto-lel n® 241/67 © a0 Decreto n° 60.925/67. Afirmam que a referida Resolucdo é inconstitucional pols esté ferindo direito liquide e certo e por Isso pedem @ seguranca a fim de que possam exercer em toda a plenitude as fungdes conferidas pelo art. 79 ca Lei n® 5,194/56, em igualdade de condigdes com as outras categorias. Liminar indeferide Nas informagBes, a autoridade alega que a impetracdo se dirige contra lel em tese, e, no mérito, defende a primeira constitucionalidade da Resolucéo n° 218/73, pois, em relacao aos impetrantes, ‘conceder atribuicdes de engenheiro Civil, cujo programa de graduacdo e atividades curriculares requerem cinco ou mais anos nos bancos universitérios, aos engenheiros de Operacdo, cujo curso de curta duracéo (trés anos) nao traz os conhecimentos plenos nem da engenharia civil, nem da engenharia Mecdnica, etc,, éno minimo uma grande temeridade’ Cumpre-nos afastar duas preliminares, uma, sobre a impetragio contra lel em tese, no caso no configurével, pois insurgem-se os impetrantes sobre os efeitos concretos da Resolucdo n® 218/73, Deveres, a Resolucio lum ato administrative genérico, mas de efeitos concretos, pois jé estaria agredindo a esfera juridica dos Impetrantes, restringindo o livre exercicio profissional. Outra preliminar seria 2 ilegitimidace da parte, tendo fem vista que a Resolugdo foi baixada pela Conselho Federal ¢ assinada pelo seu Presidente. Tambérm nao prospera a preliminar, certo que: ‘Autoridede coatora é aquela que ordena ou omite a prética do ato Impugnado, ¢ no o superior que recomenda au baixa normas para a sua execucSo (RITIESP 90/229); isto &, ‘autoridade coatora é aquela que, ao executar o ato, materializa-o' (RTFR 152/271). No mérito & de ser concedida a seguranca, Induvidosamente, 0 Decreto-lei n? 241/67 (que, no sistema constitucional anterior tinha forca de lel) determinou que os engenhelros de operagies fossem incluldes entre os profissionals que tm o exerciclo de suas atividades regulado pela Lei n® 5.194/66, Essas atribuicdes (dos engenheiros, arquitetos e agrénomos) lestdo elencadas no artigo 7° da referida lel. O Decrato n® 60,925/67 velo explictar que as cartelras desses profissionals saissem com o titulo de 'Engenheiros de Operagies" e também o rol de atribulgBes genéricas revistas na multifalada Lei n® 5.194/66, Ora, Ninguém é obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa seno em virtude de lei" e também "6 livre 0 exercicio de qualquer trabalho, ofico ou profissdo, atendidas as qualificacdes profissionais que a lel estabelecer' (CF, art, 5®, Ife XItl), Quando o Decreto-lel n® 241/67 mandou aplicar aos Engenheiras de Operacbes as regras da Lei n° 5.194/66, fem nenhum momento restringiu a eles a aplicabilidade de qualquer dos dispositivas da referida lei, logo, no abla a0 Conselho Federal cistinguir onde a lel no quis distingulr Tanto & assim que o artigo 84 da Lel n® 5.194/66, ao tratar dos profissionais de nivel médio, a eles no fol aplicado o artigo 7° da referida lei, deixando para o Conselho Federal requlamentar suas atribuicdes: ‘Art. 84 - 0 graduado por estabelecimento de ensino agricola ou industrial de grau médio, oficial ou reconhecido, cujo diploma ou certificado esteja registraco nas reparticGes competentes, sé poderé exercer suas fungBes ou atividades apés registro nos conselhos regionais. § Unico As atribuicdes do gracuade referido neste artigo sero regulamentadas pelo Conselho Federal, tendo fem vista seus curriculos e graus de escolaridade’ Nas informagées da autoridade coatora esté confessado que a distingSo felta em relaco aos engenhelros de Operacdo levou em canta o curriculum do curso. Ora, ande autorizado ao Conselho Federal a assim procecer? A conclusao ¢ uma: 2 Resolugao atacada carece de fundamento de validade seja na Lei n® 5.194/66 ou no texto constitucional, ‘Também valioso é 0 precedente do TRF da Sa Regigo: _ 'EMENTA: MANDADO DE SEGURANCA CONTRA ATO NORMATIVO. RESOLUCAO N° 218/73 DO CONFEA. ENGENHETROS DE OPERACAO. LEI N° 5.194/66. DECRETO-LET N° 241/67. DECRETO NO 60.925/67. I- Ngo & ce se ter como impetrado contra lel em tese o Writ que ataca 0s efeitos de ato normativo. ILE de ser reconhecido aos engenheiros de Operacio 0 desempenho das atribuigdes constantes no art, 7° da Lel n° 241/66 e do Decreto n° 60.925/67. TI - Apelagéo improvida’, hitp:iww ce jus brlconsultaProcessualiresconsproc.asp 29 osioa2019 Tebas - Resultado da Consulta Processual 0 parecer, entéo, ¢ pela CONCESSAO DA SEGURANCA'. 04. ISTO POSTO, concedo a seguranca para que os impetrantes passem a fazer jus as atribuicbes previstas de 01 a 18, da Resolucdo n® 218/73, do DESEMPENHO DAS ATIVIDADES REFERENTES A CONSTRUGAO CIVIL - EDIFICAGOES, SEUS AFINS E CORRELATOS, na forma do art, 7°, da Lei n® 5.194/66, determinando & autoridade coatora que expeca novas carteiras aos Impetrantes, constando as atribuicdes previstas de da prefalada Resolucdo, deixando de constar, assim, o especificado no artigo 22 da mesma Resolucdo. 05, Duplo grau (parégrafo nico do art. 12 da Lel n® 1.533/51), sem prejuizo de meu entendimento pessoal pela cessacio dos privilégios processuals das pessoas juridicas de direlto publico (ert. 5°, caput, da CF/88), que nao se confunde com jus imperil 06, Custas, ex lege, a serem reembolsadas pelo impetrado. 07. Sem hanordrios (STF - Siimula 512). PRI 1a 18 07, ISTO POSTO confirma a tutela antecipadamente deferida e julgo PROCEDENTES os pedidos dos autores, 1 sentido de determinar que se efetive 0 registro profissional definitive dos mesmos, permitindo-se-Ines o desempenho das atividades designadas em todos os itens do art. 1° da Resolucgo n° 218/73 do CONFEA, referentes a EdificagSes, seus afins e correlates, na forma do art. 7° da Lei n° 5.194/66 c/c o Decreto n? 660.925, de 30 de junho de 1967 e o Decreto-lel n? 241/67. Condeno o CREA a reembolsar as custas adiantadas pelos autores @ em honordrios advocaticios que fixo em 10% (dez por cento) sobre o valor atribuldo & causa, 08. Duplo grau (art. 10 da Lei n® 9.469, de 10 de julho de 1997) sem prejulzo de meu entendimento pessoal pela cessacéo dos privilégios processuais das pessoas juridicas de direito publico (ert, 5°, caput, da CF/88), ue no se canfunde com jus imperi Par Fortaleza,20 de julho de 2005, AGAPITO MACHADO Suiz Federal da 42 Vara c:\ellane textos\sentencas\ordinaria\engenhel :\ellane textos\sentencas\numero do processo\2002...8421-2 6 Poder Juciciério Sustica Federal no Cearé 4° vara 7 Poder Jusiciério dustica Federal no Cearé 48 Vara hitp:iww ce jus brlconsultaProcessualiresconsproc.asp 38