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Aulas Práticas de Biologia Vegetal e Animal (2018/19)

TRABALHO Nº 1 – Taxonomia. Construção e utilização de tabelas taxonómicas para


identificação de seres vivos

Desde cedo o Homem teve necessidade de atribuir nome, ordenar agrupar tudo o que o
rodeava a fim de poder comunicar e transmitir as suas ideias, conceitos e aprendizagens.

Estas tarefas inicialmente tinham por base aspetos práticos do dia-a-dia do Homem, isto
é, ligadas à satisfação das necessidades básicas, como por exemplo a alimentação e defesa,
denominando-se de classificações práticas.

Já na Grécia antiga, com Aristóteles (384-322 a.C.) e Teofrasto, surgiram os primeiros


sistemas de classificação propriamente ditos, baseados em semelhanças estruturais entre os
seres vivos. Desde este momento muitos sistemas de classificação foram criados baseados
num conjunto mais ou menos vasto de características, de acordo com os conhecimentos
existentes. Há medida que o Homem se ia deslocando de um ponto do globo para o outro as
dificuldades iam aumentando, não só pela descoberta de uma diversidade cada vez maior de
seres vivos, que tornava mais difícil a diferenciação e inclusão em grupos, mas também pela
necessidade de transmitir conhecimentos adquiridos sobre determinados seres vivos, surgindo
inúmeras vezes casos de indivíduos idênticos denominados de diferentes formas e referências
a indivíduos diferentes que apareciam com a mesma designação.

Mas foi só no século XVIII com Carolus Linnaeus (conhecido normalmente como Carl
von Linné, ou em português como Carlos Lineu; 1707-1778), um botânico sueco, hoje
denominado de o pai da taxonomia, que reorganizou o sistema de classificação dos animais
efetuado por Aristóteles, utilizando caracteres apresentados pelos organismos que surgiu pela
primeira vez o termo de categoria taxonómica = taxon (taxa), que toda esta tarefa foi
sistematizada e tornada numa ciência, surgindo os seguintes termos:

 Classificação - agrupar em classes


 Ordenação - atividade fundamental da mente humana
 Taxonomia - ramo da biologia que se ocupa da classificação dos seres vivos e da
nomenclatura dos grupos formados
 Sistemática - biologia comparativa que utiliza todos os conhecimentos acerca dos
seres vivos para compreender as suas relações de parentesco e a sua história
evolutiva; inclui a taxonomia e a biologia evolutiva. Com Lineu surge também a noção
de hierarquia e cria um sistema em que os seres vivos são agrupados em grupos

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(taxa) com uma hierarquia bem definida, em que cada taxa inclui indivíduos cada
mais parecidos entre si e com um menor número de representantes.

Outro dos problemas que existia era o da nomenclatura dos indivíduos, pois os nomes
vulgares possuem uma série de problemas:

 cada região tem o seu idioma o que provoca dificuldades de comunicação


 aparecimento de vários nomes diferentes para o mesmo organismo
 o nome dos organismos estava sujeito a alterações ao longo do tempo com a
evolução dos sistemas linguísticos

Assim, John Ray (sec. XVII) propõe o primeiro sistema de nomenclatura - sistema de
nomenclatura polinomial – em que o latim surgia como idioma base e a designação de cada
organismo inclui a referência a uma série de características. Este sistema tinha a desvantagem
de tornar a identificação dos indivíduos uma tarefa incómoda, longa e difícil:

 exemplo: abelha – Apis pubescens, thorace subgriseo, abdomine fusco, pedibus,


posticis glabris utrinque margine ciliatis
(Significa: Abelha com pêlos curtos e suaves, tórax cinzento, abdómen castanho
escuro, patas traseiras sem pêlos que são contornadas com pêlos em ambos os
lados)

No entanto, possuía a vantagem do uso do latim que sendo uma língua morta, não está,
por isso, sujeita a evoluções e serve de base a uma grande quantidade de idiomas atuais.

Também neste campo Lineu introduz profundas alterações, criando uma série de
normas que ainda hoje estão em vigor através da introdução do sistema de nomenclatura
binominal:

 a designação de cada taxon é efetuada em latim


 as espécies são designadas por duas palavras (nomenclatura binominal)
 1ª palavra – substantivo, inicial maiúscula
 2ª palavra – epíteto ou restritivo específico – geralmente um
adjetivo, inicial minúscula
 o nome da espécie deve aparecer escrito em itálico ou sublinhado
 exemplo: abelha – Apis melifera ou Apis melifera
 os restantes taxa possuem nomenclatura uninominal
 os géneros são designados pela primeira palavra do nome específico e igualmente
escritos em itálico ou sublinhado; exemplo: abelha - Apis ou Apis

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 designação da família:
 acrescenta-se a terminação –idae (animais) ou –aceae (plantas) à
raiz do nome de um dos géneros
 deve aparecer escrito em LETRAS MAIÚSCULAS ou duplamente
sublinhado
 exemplo: abelha – APIDAE ou Apidae

 designação da ordem:
 apenas no caso das plantas, acrescenta-se a terminação –ales,
à raiz do nome da ordem
 exemplo: rosa - Rosales
 os restantes taxa eram designados por uma palavra em latim, sem qualquer tipo
especial de escrita, podendo no entanto a designação ser adaptada ao idioma de
cada país

Desde Lineu muitas que definiu 7 taxa base (Reino, Filo/Divisão, Classe, Ordem, Família,
Género e Espécie), outros taxa têm surgido como categorias taxonómicas intermédias entre as
já existentes e normalmente denominadas pela categoria base conjuntamente com um prefixo
que indica a sua posição hierárquica, o que levou ao aparecimento de outras regras:

 as subespécies são designadas por três palavras


 1ª palavra – substantivo, inicial maiúscula
 2ª palavra – epíteto ou restritivo específico – geralmente um
adjetivo, inicial minúscula
 3ª palavra – epíteto ou restritivo subespecífico

 designação da subfamília:
 acrescenta-se a terminação –inae à raiz do nome de um dos
géneros
 exemplo: abelha – APINAE

 designação da tribo:
 acrescenta-se a terminação –ini à raiz do nome de um dos
géneros
 exemplo: abelha – Apini

No Reino Plantae, o sistema de divisão mais recente é o de Arthur Cronquist (Estados


Unidos, 1988), que se ocupou da sistemática das Angiospérmicas.

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TRABALHO Nº 1

PARTE I – Utilização de tabelas taxonómicas para identificação de seres vivos

1) Indique a classificação taxonómica completa dos exemplares identificados nas


folhas anexa (fornecidas pelo docente).

2) Observe com atenção a lista de elementos que lhe é fornecida. Baseando-se em


aspetos morfológicos e características práticas elabore uma ou mais chaves
dicotómicas que lhe permitam a sua identificação.

3) Elabore uma lista com 10 animais e com 10 plantas. Elabore uma chave dicotómica
de modo a classificar cada um dos animais e plantas da lista.

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PARTE II – Taxonomia

1) De acordo com o exemplo, faça a classificação dos seres vivos indicados.

Exemplo:
Nome comum: Lobo ibérico Nome comum: Aloé (babosa)
Classificação:
Reino: Animalia Reino: Plantae
Filo: Chordata Divisão: Magnoliophyta
Classe: Mammalia Classe: Liliopsida (monocotiledónea)
Ordem: Carnivora Ordem: Asparagales
Família: CANIDEAE Família: ASPARAGACEAE
Género: Canis Género: Aloe
Espécie: Canis lupus Espécie: Aloe vera
Subespécie: Canis lupus signatus

a) Salamandra
b) Polvo comum
c) Mosca doméstica
d) Amor-perfeito
e) Cerejeira
f) Pinheiro manso

Termos: Animalia, Plantae, Arthropoda, Magnoliophyta (angiospérmicas),


Magnoliophyta (angiospérmicas), Chordata, Pinophyta (gimnospérmicas),
Magnoliopsida (dicotiledóneas), Insecta, Pinopsida, Amphibia, Cephalopoda, Rosales,
Pinales, Octopoda, Salamandridae, Violaceae, Muscidae, Pinaceae, Rosaceae,
Octopodidae, Salamandra, Musca, Viola, Pinus, Cerasus, Octopus, Salamandra
salamandra, Viola arvensis, Musca domestica, Cerasus avium, Pinus pinea, Octopus
vulgaris

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Nome Comum

Taxa
Reino

Filo Mollusca

Classe

Ordem Caudata Diptera

Família

Género

Espécie

Nome Comum

Taxa
Reino

Divisão Pinophyta

Classe Magnoliopsida

Ordem Malpighiales

Família

Género

Espécie

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