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O processo de amadurecimento das relações da sociedade passou por várias

etapas, até se chegar à contemporaneidade. Dentre os aspectos, destacam-se as


grandes transformações sociais vivenciadas em cada época histórica. Mudanças
de costumes, hábitos, pensamentos, luta de classes, sejam essas de
trabalhadores ou empresários, inclusive as mudanças de sistema econômico, do
mercantilismo ao capitalismo atual.

Neste cenário, dentre as grandes revoluções ocorridas, destaca-se a Revolução


Industrial[1], que proporcionou profundas mudanças nos aspectos sociais e
econômicos[2] da sociedade e no decorrer das suas fases, foram-se aprimorando
procedimentos e técnicas, capazes de impulsionar a produção industrial,
viabilizando o surgimento de outros capitais, tais como o bancário e financeiro,
aspectos intrínsecos da chamada corrida armamentista, específico na época das
guerras e movimentos posteriores.

Outro aspecto singular foi o desenvolvimento das ciências, período composto por
várias invenções e difusão de teorias. Dentre aqueles que impulsionaram este
movimento, estão os da chamada visão mecanicista do processo de produção e do
trabalho, tendo papel de maior destaque os dos engenheiros americanos Frederick
Winslow Taylor (1856-1917) e Henry Ford (1863-1947), além do engenheiro
francês Henry Fayol (1841-1925).

Esta visão (ou modelo) mecanicista era perfeitamente adequada à época de


relativa estabilidade e previsibilidade dos negócios, em que os ativos financeiros –
como capital, edifícios, máquinas, equipamentos, matérias-primas –
predominavam como os mais importantes patrimônios empresariais. O sinal de
prosperidade era o aumento físico do tamanho empresarial (CHIAVENATO, 2005).

Frederick Taylor, criador da Administração Científica, viabilizou grandes avanços à


indústria, onde otimizou a execução das atividades no parque fabril, através da sua
teoria de tempos e movimentos, além de outros aspectos, focando mais o
aperfeiçoamento dos procedimentos, porém, sem considerar os aspectos
psicossociais. Neste sentido, o ser humano, no começo, era considerado um ser
simples e previsível, cujo comportamento não variava muito. Incentivos financeiros
adequados, constante vigilância e treinamento eram ações consideradas
suficientes para garantir uma boa produtividade (MOTTA, 2002).

Apesar de possibilitar a divisão do trabalho, redução de custos e a redução do


esforço por parte do operário, este era visto por uma ótica muito limítrofe, pois
suas outras habilidades eram desconsideradas, ou até, desprezadas.

Com a difusão das ideias do taylorismo, Ford foi quem a colocou em prática com
maior eficiência. Com este conceito assimilado, ele introduziu a linha de
montagem, favorecendo a "explosão" da fabricação de carros em série,
espalhando-se pelos Estados Unidos e Europa. Mas, num dado momento, houve
uma crise neste sistema, sendo suplantado pelas estratégias do toyotismo, haja
vista que aquele conceito não favorecia a inovação e adaptação ao mercado
(MOTTA, 2002).
Seguindo a linha da Administração Científica, Henry Fayol, já detentor das teorias
e experiências de Taylor, intensificou suas teorias na eficiência da administração,
estabelecendo princípios[3] administrativos e funções[4] para as empresas,
devendo ser adotados pela administração eficiente.

A partir daí, uma vez organizada a empresa, seus colaboradores necessitam de


ordens para saber o que fazer, suas ações precisam de coordenação e suas
tarefas precisam de controle gerencial (MAXIMIANO, 2005).

Portanto, a visão mecanicista do trabalho foi relevante para o desenvolvimento das


teorias que a sucedeu, pois serviu de referência na elaboração das novas
estratégias organizacionais, apesar de suas grandes lacunas. Isto por que não se
considerava o lado psicossocial do trabalhador, pois ele era visto como uma peça
elementar, executando tarefas de forma simples e racional, sendo obrigados a
somente obedecer, agindo como "manivelas" do processo de execução, alienando-
os, bloqueando-os do seu conhecimento, autonomia e aprendizado.

REFERÊNCIAS

CHIAVENATO, Idalberto. Introdução à Teoria Geral da Administração. – 7. ed. Rio


de Janeiro: Elsevier, 2003.

CHIAVENATO, Idalberto. Gerenciando com as pessoas: transformando o


executivo em um excelente gestor de pessoas. – Rio de Janeiro: Elsevier, 2005.

MOTTA, Fernando Cláudio Prestes. Teoria Geral da Administração. – São Paulo:


Pioneira Thomson Learning, 2002.

MAXIMIANO, Antonio Cesar Amaru. Teoria Geral da Administração: da revolução


urbana à revolução digital. – 5. ed. – São Paulo: Atlas, 2005.

Site: http://portalsaofrancisco.com.br/alfa/revolução-industrial/primeira-revolucao-
industrial.php

Site: http://www1.uol.com.br/bibliot/linhadotempo/index5.htm