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ENSINO HÍBRIDO EM FOCO: SALA DE AULA INVERTIDA COMO ESTRATÉGIA PARA O ENSINO DE

QUÍMICA

COSTA, Adriano César Jerônimo da1M; OLIVEIRA, Fernando José Volpi Eusébio de2D, MALCHER,
Grazielle Tavares3D
1 Universidade Federal do Rio Grande do Norte, UFRN, Natal, Rio Grande do Norte, adrianocjc@gmail.com.
2 Universidade Federal do Rio Grande do Norte, UFRN, Natal, Rio Grande do Norte,

fvolpi.iqufrn@gmail.com.
2 Universidade Federal do Rio Grande do Norte, UFRN, Natal, Rio Grande do Norte,

grazymalcher@gmail.com.

Introdução
O desenvolvimento tecnológico vem adquirindo enormes proporções e as pessoas estão sendo
influenciadas cada vez mais pelo uso da tecnologia para se comunicarem, resolver situações, se comunicar
e elaborar pesquisas e este contexto também tem se tornado comum no processo de ensino-aprendizagem,
pois tem sido o canal de comunicação entre o professor e o aluno.
De acordo com Munhoz (2015, p. 4), “o mundo está em transformação”. As mudanças são
significativas no decorrer dos anos, principalmente na área da tecnologia aplicada à aprendizagem, para
adquirir conhecimento de forma mais acelerada e, diante desta realidade, têm-se discutido amplamente
sobre a importância e o papel das Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC’s) na educação em
Química, que são um conjunto de recursos tecnológicos que podem proporcionar comunicação e/ou
automação de diversos tipos de processos em diversas áreas e principalmente no ensino e na pesquisa,
pois o uso das mesmas no ensino se destaca.
Um desafio dos pesquisadores é associar essas TIC’s à prática pedagógica dos professores, pois
os mesmos não conseguem mais manter o ensino somente dentro das paredes da sala de aula, desejando
atualizá-la cada vez mais e são muitas as metodologias que mudam e diversificam o processo de ensino-
aprendizagem ao serem integradas as TIC’s. Uma delas são as metodologias ativas que “são caminhos
para avançar mais no conhecimento profundo, nas competências socioemocionais, que são habilidades que
você pode aprender, praticar e ensinar, e em novas práticas (Moran, 2013).”.
Dentro das metodologias ativas temos uma categoria intitulada Flipped Classroom, mais conhecida
no Brasil como “Sala de Aula Invertida” (SAI), que será chamada daqui em diante neste trabalho. Segundo
Munhoz (2015, p. 37) e KOPP; EBBLER; RESTAD (2013), a característica dessa metodologia é “inverter” o
ciclo típico de aquisição de conteúdos e aplicações, de tal forma que os alunos tenham contato antecipado
com o conhecimento necessário antes da aula presencial, em um AVA e, no encontro presencial, alunos e
professores interagem de forma ativa para esclarecer, trabalhar e aplicar o conhecimento que foi construído
no ambiente online, aproximando-se da Teoria de Mediação de Vygotsky, pois na etapa presencial ocorre a
interação entre professor e estudante e a colaboração e entre os próprios estudantes.
O ensino de Química Orgânica é abordado normalmente na 3ª série do Ensino Médio nas escolas e
este conteúdo torna-se muito denso e desestimulante devido à quantidade de fórmulas, funções e
nomenclaturas. Isso faz com que os alunos apenas decorem o conteúdo apresentado sem entender suas
aplicações. Mesmo estando rodeados de compostos orgânicos, muitas vezes não conseguem associar o
conteúdo recebido, pois a forma tradicional com que os conteúdos são apresentados não não despertando
o interesse e curiosidade dos estudantes em descobrir algo a respeito.

Metodologia
A pesquisa para a efetivação do projeto foi desenvolvida para ser realizada em uma turma da 3ª
série do Ensino Médio de uma escola pública estadual, localizada em na cidade de Mataraca-PB, em aulas
de 40 minutos, durante seis semanas, três vezes por semana, totalizando uma média de 18 aulas.
A principal proposta dessa pesquisa foi desenvolver uma sequência didática voltada para o ensino
de funções orgânicas, utilizando a metodologia da sala de aula invertida, com utilização das ferramentas
TIC’s. Para que este processo se concretize, ele está fundamentado nas descrições dos autores Bergmann
e Sams (2017) e Munhoz (2015). Aqui serão apresentadas e descritas as etapas do processo para a
aplicação da sala de aula invertida.
Este processo foi composto por quatro fases: investigação, planejamento, efetivação da
metodologia e avaliação do processo.

Fase 1: Investigação
A primeira fase tem como objetivo realizar a investigação de todos os recursos necessários para a
implemantação da SAI.
Fase 2: Planejamento
Consiste em preparar os alunos a fim de que estejam bem familiarizados sobre como se dará o
processo de utilização do AVA (Ambiente Virtual de Aprendizagem), para o professor criar tarefas, publicar
conteúdos e iniciar debates com a turma de forma simultânea.
A fase de planejamento foi dividida em três momentos: O ambiente virtual de aprendizagem (AVA),
desenvolvimento do material didático e encontros formativos com os alunos.
2.1. O Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA)
O ambiente escolhido para desenvolver a proposta foi o Google Classroom, mais conhecido no
Brasil como Google Sala de Aula, pois houve a necessidade de encontrar um aplicativo móvel, portátil,
gratuito e leve para ser acessado.
Dentro do Google sala de aula foram inseridos os vídeos, desenvolvidos pelo professor e
hospedados no Youtube, juntamente com todos os avisos e datas, sincronizados automaticamente com
Google Agenda e Gmail, ou seja, os alunos são avisados em praticamente todos os meios disponíveis em
seu computador, smartphone ou tablet.
2.2. Desenvolvimento do material didático
Os materiais didáticos produzidos foram os vídeos, de produção própria com a duração de 5 a 10
minutos em média, atividades para sala de aula, palavras cruzadas e caça-palavras.
2.3. Encontros formativos com os alunos
Foi realizado um encontro onde foi explicada a metodologia SAI, o ambiente virtual de
aprendizagem (AVA), bem como a utilização do aplicativo Plickers.

Fase 3: Efetivação da metodologia


No momento online ocorreu o seguinte:
 Postagem dos vídeos disponibilizados no AVA;
 Fóruns de discussão;
 Avisos;
 Agenda virtual;
 Tarefas com tempo determinado no AVA;
 Atividades e exercícios em sala de aula por meio da aprendizagem colaborativa;
 Resolução de exercícios com toda a turma com o uso do aplicativo Plickers.

Fase 4: Avaliação do processo


A quarta fase consiste em avaliar o Processo proposto. Segundo (FILATRO, 2007), a avaliação
envolve o acompanhamento, a revisão e a manutenção do processo proposto e, assim, a criação de
critérios para verificar se ele foi efetivo nos resultados da aprendizagem.

Discussões
Todas as postagens foram inseridas no Google Sala de Aula e os alunos foram instruídos a assitirem
as aulas e fazerem comentários ou tirarem dúvidas virtualmente como mostra a figura 1.

Figura 1: Instruções no Google Sala de Aula


Fonte: Própria
E após os alunos assitirem a aula, faziam comentários ou tiravam dúvidas, mostrados na figura 2.

Figura 2: Comentários ou dúvidas dos alunos no Google Sala de Aula


Fonte: Própria

Diante da aplicação da SAI durante três semanas, foram obtidos os seguintes resultados:

Desempenho dos Grupos de Estudantes -


SAI
120.0%
100.0% 1ª Semana
80.0%
60.0% 2ª Semana
40.0%
20.0% 3ª Semana
0.0%

Figura 3: Desempenho dos Estudantes


Fonte: Própria
A figura 3 apresenta o desempenho dos alunos no decorrer das semanas que a metodologia foi
aplicada. Na 1ª semana foram abordadas as funções Álcool, Enol e Fenol. Na 2ª semana as funções foram
Aldeído, Cetona e Éter, acumulando com as funções da semana 1. Já na 3ª semana foram abordadas as
funções Ácido Carboxílico e Anidrido, em conjunto com as outras funções apresentadas nas semanas
anteriores.
Para a realização da atividade do caça-palavras foi estipulado o fator tempo e alguns grupos de
alunos não conseguiram realizar a atividade completa devido ao término da aula.
Percebeu-se na figura 3 um aumento no desempenho na compreensão dos estudantes com relaçao
as atividades propostas em sala de aula. Em alguns pontos do gráfico houveram quedas de alguns grupos
no decorrer das semanas, pois a avaliação não se dá somente com o mesmo tipo de funções oxigenadas
repetidamente durante as semanas que passaram, mas antes de cada encontro os alunos recebem novas
funções nas aulas disponibilizadas no Google Classroom para estudar e tirar suas dúvidas, tornando o
conteúdo proposto em sala acumulativo, extendendo o conjunto de funções semanalmente, além de a
atividade do caça´palavras ter sido feita com tempo determinado e isso contribuiu para o aumento ou
diminuição do desempenho deles.
Para a realização da atividade do caça-palavras foi estipulado o fator tempo e alguns grupos de
alunos não conseguiram realizar a atividade completa devido ao término da aula.
Plickers Desempenho dos estudantes nas
100.0%
atividades em sala
90.5%
80.0% 100.0%
89.7%
80.0%
60.0%
52.5% 60.0% 82.1% Desempenho
40.0% 78.2%
Plickers 40.0% dos…
60.9%
20.0%
20.0%
0.0% 0.0%
1ª SEMANA 2ª SEMANA 3ª SEMANA SEMANA 1 SEMANA 2 SEMANA 3

Figura 4: Atividades utilizando o Plickers Figura 5: Desempenho de todos os estudantes


Fonte: Própria nas atividades em sala de aula
Fonte: Própria
A figura 4 apresenta o desempenho dos alunos quando o aplicativo Plickers foi utilizado. Este foi o
momento em que houve a interação com todos os alunos, mediados pelo professor ao apresentar questões
a respeito do assunto e com a participação de todos para responderem. Na 1ª semana os alunos não
conseguiram diferenciar uma função álcool de uma função fenol, quando a hidroxila é apresentada ligada a
ao anel aromático, cujas ligações simples e duplas alternam entre os carbonos do anel, algo muito sutil para
se identificar. Então na 3ª semana a mesma questão foi apresentada, obtendo um resultado de 97% de
acertos, ou seja, a grande maioria dos alunos conseguiram identificar com sucesso a diferença entre a
função álcool e fenol com a presença de cadeias cíclicas.
Analisando a figura 5, observa-se em linhas gerais que todos os alunos obtiveram desempenhos
expressivos na compreensão das funções orgânicas no decorrer da semana. A queda no desempenho na
3ª semana pode ter sido ocasionada pela falta de tempo para os alunos terminarem de realizar a atividade
caça-palavras.

Considerações Finais
Diante da análise dos dados de desempenho dos alunos, percebeu-se que os mesmos apresentaram
resultados muito importantes para a compreensão do conteúdo de funções oxigenadas. Os mesmos
compreenderam e puderam diferenciar, de forma motivada as diversas aplicações das referidas funções em
nosso dia a dia, o que é importante. Por isso torna-se necessária a mudança constante do professor na sua
forma de apresentar o conteúdo, de forma que motive e ensine os alunos a compreenderem de forma
esclarecedora o que se pretende ensinar. O importante é que a metodologia SAI, com o auxílio das TIC’s,
possa cada vez mais ser constante na prática pedagógica e que os estudantes alcancem níveis
significativos de aprendizagem.

Referências
1. BERGMANN, Jonathann; SAMS, Aaron. Sala de aula invertida – uma metodologia ativa de
aprendizagem. 1. ed. Rio de Janeiro: LTC, 2017.
2. FILATRO, Andrea. Planejamento, design, implementação e avaliação de
programas de educação on-line. Escola de governo do Paraná. Paraná.
3. KOPP, Sacha. EBBLER, John and RESTAD, Penne. Flipping your class: roles and expectations.
2013. Online. Disponível em <http://www.youtube.com/watch?v=Lqc1jV_x83A>. Acesso: 26 nov.
2017.
4. MORAN, José. Metodologias ativas para uma aprendizagem mais profunda. Escola de
Comunicação e Artes Universidade de São Paulo, 2013. Disponível em:
<http://www2.eca.usp.br/moran/wpcontent/uploads/2013/12/metodologias_moran1.pdf>. Acesso em:
30 jun. 2018.
5. MUNHOZ, Antônio Siemsen. Vamos inverter a sala de aula? 1. ed. Joinville: Clube de Autores,
2015.
6. VYGOTSKY, Lev Semyonovich. A Formação Social da Mente. São Paulo, Martins Fontes. 2007.