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ANÁLISE E AVALIAÇÃO DOS PLANOS DE MOBILIDADE URBANA DOS MUNICÍPIOS

DE PRAIA GRANDE/SP E SANTA MARIA/RS.

Fernando Henrique de Oliveira


Universidade Federal de Itajubá
Campus Itabira
Gabriel Procópio Bicalho
Universidade Federal de Itajubá
Campus Itabira
Ramon De Angeli Scaramussa
Universidade Federal de Itajubá
Campus Itabira
Marcos Vinícius de Freitas Louzado
Universidade Federal de Itajubá
Campus Itabira

1. INTRODUÇÃO

Instituída em janeiro de 2012, a Política Nacional de Mobilidade Urbana (PNMU),


implementada pela Lei 12.587, determina quais são as diretrizes necessárias para o
planejamento urbano dos municípios brasileiros. Destacando a sustentabilidade nas cidades, a
PNMU, reitera a relevância, nos seus diversos fundamentos apresentados, da integração dos
diferentes modais de transporte dentro do perímetro urbano, expondo ao público alvo, a
importância de se investir não apenas no transporte motorizado individual, mas também nos
meios de transportes coletivo e não motorizados, apresentando como justificativa, as
vantagens que estes modais exibem no âmbito social, econômico e ambiental, quando
comparados ao primeiramente citado. Ela ainda está fundamentada em princípios como, a
acessibilidade universal urbana, o desenvolvimento sustentável das cidades, a equidade no
acesso dos cidadãos ao transporte público coletivo e a segurança no transporte das pessoas,
entre outros juízos voltados para a qualidade de vida e igual social nas cidades.

A política determina, art. 24, cap. V, uma importante ferramenta de utilização dos municípios
para planejar os investimentos e a evolução do sistema de mobilidade em seus domínios, de
maneira sustentável e organizada, trata-se da elaboração do Plano de Mobilidade Urbana, que
deverá obrigatoriamente contemplar os princípios, objetivos e diretrizes apresentados na
PNMU. Tal, deverá ser integrado ao Plano Diretor do município e formulado por todas as
cidades que possuírem 20 mil ou mais habitantes cadastrados e pelas demais obrigadas a
possuírem um plano diretor.

O objetivo deste trabalho é justamente avaliar a efetividade dos Planos de Mobilidade Urbana
apresentados por dois municípios atendentes das disposições que os obrigam à elaboração
deste documento. Concerne aos municípios de Praia Grande, localizado no estado de São
Paulo, e que possui, segundo censo 2010, 262.051 habitantes e o de Santa Maria, cidade do
estado do Rio Grande do Sul, que apresenta 261.031 habitantes conforme último censo de
2010.

A metodologia utilizada será pelo método de comparação das diretrizes apresentadas pelos
planos já aprovados como leis dos municípios, com as expostas obrigatórias pela PNMU,
focando, neste estudo, as facetas dos sistemas de transporte público coletivo e do transporte
não motorizado, externalizando como era a situação atual no momento da elaboração do plano
(diagnóstico), como seria essa situação se nada fosse feito a respeito (prognóstico), e quais
foram as soluções determinadas para o controle dessas características (propostas).
2. APRESENTAÇÃO DOS MUNICÍPIOS

Tendo em vista as futuras análises que serão realizadas, determinou-se que as cidades
escolhidas para análise do Plano de Mobilidade serão : Praia Grande - SP e Santa Maria - RS.
As mesmas foram selecionadas se baseando no fato de ambas possuírem o Plano de
Mobilidade e principalmente por serem cidades que se encontram na mesma faixa de análise,
estando entre 250 e 500 mil habitantes.

Praia Grande se localiza na Região Metropolitana da Baixada Santista, pertencente ao estado


de São Paulo. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) - tendo
como base informações do ano de 2016 - o município tem pouco mais de 300 mil habitantes.
Um dos maiores problemas enfrentados por essa região se deve ao fato da mesma conter uma
das praias mais frequentadas da região. O problema da mobilidade se torna mais grave em
momentos de alta temporada, visto que a cidade chega a receber mais de 1 milhão de pessoas,
estando entre as cidades que mais recebem turistas no Brasil.

Santa Maria se encontra do estado do Rio Grande do Sul, e é uma cidade extremamente
importante para o estado, visto que a mesma se encontra entre as maiores da região. Segundo
dados do IBGE do ano de 2017, o município conta com pouco menos de 280 mil habitantes. A
localidade tem grande influência no cenário nacional devido ao seu grande caráter de
prestadora de serviços. Isso se deve ao fato mesma destacar-se em áreas muito importantes
como comércio, educação, saúde, transporte e militar. Além dos fatos citados anteriormente, o
município é muito importante na região, devido a presença da Universidade Federal de Santa
Maria, o que faz com que a mesma se torne um grande polo gerador de viagens.

2.1. Característica Físicas e Evolução Histórica

A região hoje conhecida como Praia Grande, antigamente era moradia de inúmeros índios
Tupiniquins, os mesmos dominaram a região até a chegada do português Martim Afonso em
1532, que transformou a região na Vila de São Vicente. A região, como a grande maioria das
zonas coloniais presentes no Brasil, sofreu muito com o quesito mobilidade urbana, visto que
durante esse período o crescimento e organização das cidades ocorreu de forma totalmente
desordenada, sem o menor planejamento.

O problema de mobilidade na região se tornou ainda pior, em meados dos anos 1980, quando
foi inaugurada a Ponte do Mar Pequeno, isso porque a mesma deu acesso a Rodovia dos
Imigrantes, uma das rodovias mais importantes do Brasil na atualidade. Por um lado essa
inauguração foi extremamente benéfica para os moradores locais, visto que diminuiu seu
tempo de viagem para a capital. Porém, por outro lado aumentou também o interesse dos que
desejavam fazer o caminho contrário, tornando assim a região um local turístico, o que pode
ser extremamente difícil para uma cidade que não se planejou para essa finalidade.

O município em análise apresenta um relevo extremamente plano, tendo como base, uma
altura de 3 metros em relação ao nível do mar. A região contém pouco menos de 150 mil
quilômetros quadrados (km²), distribuindo seus habitantes com uma média de 2100 habitantes
por km² . Um fato importante que torna o sistema de transporte e mobilidade do município
mais difícil, se deve ao fato do mesmo ser cortado pelo Rio Piaçabuçu, o que faz com que a
região leste se torne uma península.
A região hoje conhecida como Santa Maria, inicialmente era habitada pelos índios ,Minuanos
e Tapes. A cidade acabou surgindo devido a presença na região das comissões demarcadoras
de limites, visto que a região na época - baseado no Tratado Preliminar de Restituições
Recíprocas de 1777 - era dividida entre Espanha e Portugal. A região foi uma zona de muito
conflito durante o período do império, o que fez com que muitas pessoas migrassem de forma
desordenada para a região. Um dos exemplos de imigrantes foram os alemães entre 1835-
1845, durante a Revolução de Farroupilhas, expulsos da vila de São Leopoldo.

Esse crescimento desordenado devido às imigrações diminuíram durante o conflito entre o


Barão de Caxias e os farrapos no ano de 1840 na região antigamente conhecida como
Porteirinha. Mesmo tendo ocorrido essa diminuição do crescimento populacional, após o
término do conflito o mesmo retornou em grande escala, tornando assim a região uma zona
extremamente desorganizada quanto a quesitos de mobilidade urbana.

Durante o período republicano os inúmeros conflitos foram finalizados com o auxílio dos
militares, fazendo assim com que acontecesse o surgimento de uma nova fase na região, a
mesma passou a se estruturar melhor, tendo como destaque os serviços prestados citados no
início do artigo.

A cidade de Santa Maria se comparada com Praia Grande, possui uma área territorial muito
menor, com cerca de 1800 km², contendo cerca de aproximadamente 160 habitantes por km².
O quesito mobilidade urbana se torna ainda mais complicada na região devido ao fato da
mesma apresentar um relevo extremamente acidentado, com altitude média acima dos 160
metros. Outro ponto importante da localidade e o fato da mesma ter um nível pluviométrico
considerado elevado, o que torna o trânsito da região ainda mais caótico.

2.2. Diagnóstico dos Sistemas de transporte.

A etapa de diagnóstico tem como objetivo definir o quadro geral do transporte público da
cidade de praia grande juntamente com a cidade de santa maria para que assim se possa da
suporte para a elaboração de uma etapa propositiva.

Este diagnóstico apresentado tem como principal referência dados colhidos através das
secretarias municipais, que realizou várias coletas de dados através de pesquisas que pode ser
acessado no portal eletrônico destas cidades, os principais pontos levantados foram os modal
de transporte mais utilizados nestas cidades a infraestrutura demandada por cada modal sua
regularização e principais impactos destes diante da sociedade.

Analisando os dado apresentado pode se perceber que o transporte privado vem como
principal meio de transporte da população destas duas cidades e em seguida vem o transporte
público que ocupa em média 25% de todo esse transporte que se subdivide em transporte por
ônibus municipal, transporte escolar, táxi, vans e outros. sendo assim se fez um traçado para
definir e analisar qual seria o principal destino da população e se pode concluir que
independente do meio de transporte utilizado toda essa população se direciona com uma
maior frequência para a região central por motivo de trabalho isso se pode ser analisado pelos
picos gerados na parte da manhã e também no fim da tarde indicando assim início e fim de
expediente.

Juntamente com uma maior demanda do sistema de transporte se tem também um maior
consumo do espaço devido a construção do sistema viário para deslocamento dos veículos
junto com os lugares para que a população que utiliza o sistema individual possa estacionar
seus veículos, a implantação de conjuntos habitacionais dispersos tem por aumentar este
sistema de mobilidade juntamente com o aumento do consumo da população já que uma vez
precisaria se deslocar em distâncias maiores para que possa ter acesso a seu destino. O tempo
que cada usuário leva para chegar ao seu destino está diretamente ligado a característica da
população como renda, motivo da viagem, modo e local de residência isso indica o consumo
médio de energia gasto por este meio de transporte segundo a ANTP (Associação Nacional de
Transporte Público) as cidades com população entre 150 e 500 mil habitantes como o caso
desta cidades escolhidas o transporte público consome cerca de 29% de energia gasta já o
transporte individual consome 71% deste recurso.

Como referido anteriormente boa parte destes transporte é feito por veículos automotores e
este automoveis normalmente utiliza do sistema de combustão interna para que se possa
deslocar nas cidade e com isso gerar um impacto ambiental pelo fato de gerar gases que são
lançados na atmosfera que por sua vez vem causando um fenômeno conhecido como efeito
estufa, (Banco Mundial 2010) cerca de 90% do total de gases lançado são proveniente do
setor de transporte e deste total 64% e oriundo do transporte público urbano. Outro promatica
levantada foi a poluição sonora proveniente dos meios de transporte que pode ter efeitos
significativos na saúde da população local como afetar a audição, bem estar e produção.

3. ABORDAGENS DOS PLANOS DE MOBILIDADE

Aqui serão apresentadas as características individuais de cada Plano de Mobilidade, referentes


às cidades escolhidas pelos autores. Serão mostrados os pontos abordados por estes a respeito
do transporte público e do transporte não motorizado, atentando para as propostas e os
objetivos de cada município, que buscam a resolução de seus problemas de mobilidade e
trânsito. Deve-se observar, que apesar de existirem alguns pontos em comum, o tipo de
desenvolvimento das cidades e suas individualidades, tornam os planos bastante diferentes.

3.1. Plano de Mobilidade e Transporte Público

Inicialmente, para que se possa avaliar a efetividade do proposto nos dois Planos de
Mobilidade em análise, referente ao transporte público, faz-se necessário entender, o que se
configura como sendo transporte público coletivo. Segundo Vasconcelos (2012) “é aquele a
disposição do público, mediante pagamento de tarifa”, definição próxima da apresentado pelo
PNMU (Lei 12.587), que configura o transporte público coletivo, como sendo um “serviço
público de transporte de passageiros acessível a toda a população mediante pagamento
individualizado, com itinerários e preços fixados pelo poder público”. Este é de grande
importância para a sustentabilidade do sistema de mobilidade urbana e é essencial para o
funcionamento organizado das cidades, conforme nos diz Araújo et. al (2011) é
“imprescindível para reduzir congestionamentos, os níveis de poluição e o uso indiscriminado
de energia automotiva”

Algumas diretrizes para a regulamentação do sistema de transporte público coletivo, são


colocadas pela PNMU e devem dispor papel de destaque nos Planos de Mobilidade dos
municípios, se atentando a questões como, a orientação sobre a política tarifária do serviço,
que deve ser aplicada, de maneira a promover a equidade no acesso de todos os seus usuários,
ao modo qual devem ser cometidas a prestação do serviço por concessão, atendendo
parâmetros sobre o valor das tarifas a serem cobradas pelo serviço, assim como a maneira a
proceder o poder público durante a efetivação do edital de concessão do serviço e sobre como
este deve ser fiscalizado. Além disso, preza-se pela efetividade da prestação do serviço, e a
integração aos outros sistemas de transporte.

É colocada ainda, como sendo de responsabilidade do município, a regulamentação e


fiscalização do transporte privado individual de passageiros, tomando que este, deve
apresentar as mínimas condições de segurança, higiene, conforto e qualidade , tendo suas
tarifas máximas determinadas e acordadas entre os participantes envolvidos desta atividade.

Nos Planos de Mobilidade de ambos os municípios, são exibidos cenários futuros, com
aplicação de algumas propostas para soluções dos problemas apresentados, e sem intervenção
sobre a situação atual pelo documento de Santa Maria. Neste, a utilização do transporte
público, diminui ao longo dos anos, devido ao crescente número de automóveis particulares
adquiridos pela população, principalmente pela parcela que detém de maior poder econômico
e que habitam as regiões mais periféricas das cidades. Segundo Santa Maria (2013), para este
cenário, chamado de “Do Nothing”, prevê-se queda nos índices de utilização do transporte
público em relação a situação atual do estudo, de cerca de 4% até o período de previsão, que
se dá até o ano de 2030.

As propostas apresentadas pelos dois municípios, são distintas já que o sistema de mobilidade
em ambos os municípios apresentam características bastante diferentes. Enquanto na cidade
de Praia Grande, o maior volume de deslocamentos é realizado através de sistemas
considerados sustentáveis, como a caminhada e o transporte público, tendo apenas cerca de
28% de utilização do automóvel particular, este não se apresenta como sendo um problema
crítico. Para o transporte público, apenas o que se propõe é a implantação de algumas rotas
alternativas e a redistribuição dos pontos de parada para que os mesmo sejam distantes um do
outro, por pelo menos 400m, e não mais os 500m atuais (Praia Grande, 2016).

Já no município de Santa Maria, a coisa se inverte, atualmente, a maior parte dos


deslocamentos são realizados pelo transporte individual motorizado, cerca de 47%, restando
para o transporte público apenas 24% de utilização. o Plano de Mobilidade, propõe algumas
medidas para inverter esse cenário. Uma delas é a efetivação de vias exclusivas para o
transporte público, sendo permitido o transporte particular nestas apenas em alguns horários
específicos, outra é o investimento na infraestrutura de alguns pontos de parada que se
encontram de maneira pouco satisfatório, a fim de oferecer conforto e segurança ao
passageiros que os utilizam. Ainda propõem-se medidas que visam a reestruturação dos
itinerários do ônibus, buscando maior otimização e menor tempo gasto durante a execução do
serviço (Santa Maria, 2013).

3.2. Plano de Mobilidade e Transporte não Motorizado

Nas grande e médias cidades, faz-se muito importante o investimento na utilização de meios
de transporte mais sustentáveis e limpos. Incluídos neste grupo, os modos de Transporte não
Motorizado, são por vezes considerados os mais baratos e limpos dos sistemas existentes,
sendo de fácil acesso, quando dotado de infraestrutura adequada, à grande maioria da
população residente nos municípios e oferecendo custos relativamente baixos de manutenção
e implantação além de apresentar praticamente poluição zero durante sua execução. Segundo
Carvalho (2016) diversas cidades do mundo, já investem na utilização destes modais pela
população buscando os benefícios que estes trazem.
A PNMU, requisita prioridade das políticas para o investimento nestes meios de transporte,
juntamente com o transporte público coletivo, sobre o transporte motorizado individual, já
reconhecendo as vantagens desses modais. Além disso, propõe que parte dos tributos cobradas
sobre os serviços de transporte urbano, por utilizarem a infraestrutura da cidade, sejam
destinadas para o melhoramento dos sistemas não motorizados. Pleiteia-se ainda, aplicação
dos espaços exclusivos das vias, para o funcionamento deste modelo (Lei 12587, 2012).

Os dois municípios entregam bastante atenção ao assunto em seus Planos de Mobilidade,


apresentando propostas para a melhoria das infraestruturas existentes, implantação de novas
estruturas em áreas específicas e até mesmo, modificações no sistema legislativo de trânsito,
alterando desde preferências nas vias e nos cruzamentos, dando maior atenção ao pedestre, à
mudanças no limite de velocidade das vias urbanas, buscando maior segurança para o fluxo
dos componentes de seus sistemas de mobilidade. O investimento em educação no trânsito,
também é buscado, promovendo campanhas educativas de conscientização para os diferentes
participantes do sistema urbano viário.

A cidade de Praia Grande, propõe grupos de projetos e ações integrando estratégias de


comunicação, segurança viária e de espaço urbano e infraestrutura para o transporte a pé, e de
comunicação, espaço urbano e infraestrutura e de gestão do espaço para o transporte à
bicicleta. O Plano de incentivo de caminhamentos a pé, é uma das ferramentas de
comunicação que serão aplicadas a fim de encorajar este tipo de deslocamento, empregando
como vetor, campanhas e eventos públicos e a distribuição de materiais de divulgação físicos
e digitais, além da implantação, em conjunto com a comunidade e comerciantes, de
intervenções físicas temporárias promovendo melhorias de paisagem e servindo como áreas
de entretenimento para a população. Ainda propõem-se o plano de melhoria da segurança e do
conforto do modo a pé, objetivando assegurar a acessibilidade universal, o conforto e a
segurança dos usuários a pé do sistema de mobilidade do município, prevendo, para isso,
investimentos na infraestrutura, educação e legislação.

Para as bicicletas, o Plano de Mobilidade de Praia Grande também sugere a utilização da


comunicação empregando campanhas educativas e de conscientização, e promovendo eventos
que estimulem a utilização da infraestrutura já existente na cidade, voltadas a esta mobilidade
de translado. Divulgação dos caminhos existentes adequados, como as ciclovias, ciclofaixas e
ciclorrotas já existentes no município, também é uma ferramenta a ser utilizada, assim como a
ampliação dessas infraestruturas a outras áreas do município.

No município de Santa Maria, os investimentos também são em programas que visam


estimular maior frequência de deslocamentos pelos modos não motorizados. Criação de zonas
de prioridades para pedestres, melhorias das condições das travessias de pedestres, das
condições dos espaços para esse públicos nos 6 maiores eixos de ligação ao centro da cidade e
dos caminhos e itinerários em áreas específicas, que se consideram, precisar deter de
condições ótimas, como hospitais e escolas, são propostas de avanço das condições
apresentadas ao transporte à pé. Já, para o transporte cicloviário, propõe-se a criação de
caminhos adequados à utilização das bicicletas em vias específicas e a implantação de
estacionamentos para esses veículos, tanto públicos e simples, como os paraciclos, quanto
mais complexos, podendo até mesmo ser privados, como os bicicletários.

4. CONSIDERAÇÕES
Entende-se que, de modo geral, ambos planos de mobilidade analisados seguem as diretrizes
da lei nº 12.587/12, tendo cada município definido suas prioridades respeitando as
particularidades econômicas, ambientais e potencial gerador de viagens do local. Também,
promovendo a utilização dos meios públicos de transporte, transporte não motorizado,
acessibilidade e sustentabilidade.
O plano de mobilidade de Praia Grande prevê grande incentivo à malha cicloviária da cidade,
bem como privilegia os pedestres com a execução das calçadas. Tal política fica também
evidenciada no projeto de estudo para subsídio cruzado, onde recursos angariados de multas
teriam um percentual destinado para gestão de ciclovias e calçadas. Nota-se ainda
comprometimento na redução de poluentes gerados pelo transporte público, elencando
possíveis alternativas para a substituição dos combustíveis convencionais.
No entanto, se preservada a característica de atratividade para a geração de viagens, que faz
com que essa estância turística seja muito procurada em períodos de alta temporada, seu plano
de mobilidade não oferece soluções satisfatórias que possam minimizar o impacto gerado pelo
grande fluxo de pessoas que a cidade passa a receber. Uma alternativa viável, já implantada
pelo município de Ubatuba, no litoral norte de São Paulo, seria estabelecer a Taxa de Proteção
Ambiental (TPA) para veículos visitantes. Tal arrecadação poderia ser revertida para
programas cujas premissas estejam em conformidade com o plano de mobilidade local.
Para o plano de mobilidade de Santa Maria, observa-se uma priorização do fomento ao
transporte não motorizado, onde se destacam os temas de acessibilidade e a melhoria das
calçadas privilegiando pedestres e implantando técnicas já bem-sucedidas em outros países
como o “traffic calming”. Cita-se ainda, projetos que trazem soluções de engenharia para o
transporte público de média capacidade como BRTs, VLPs, BHLSs, entre outros, que tendem
a ser de difícil implantação e podendo se estender a longo prazo devido a questões políticas e
do interesse privado.
No que tange as políticas da educação para o trânsito, o plano tem seu foco voltado para a
educação formal e consequentemente para os formadores e multiplicadores de conhecimento.
É uma área ampla onde um possível complemento seria a adoção de intervenções em meios
que possam gerar maior alcance, como mídias eletrônicas.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

IBGE Cidades - Praia Grande». Estimativa Populacional 2016. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
(IBGE). 1 de julho de 2016. Consultado em 26 de maio de 2018.

IBGE Cidades - Santa Maria ». Estimativa Populacional 2017. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
(IBGE). 1 de julho de 2017. Consultado em 26 de maio de 2018.