Anda di halaman 1dari 21

Disciplina de Microbiologia Clínica Veterinária

FAVET-UFRGS
40 Semestre 2009-2
Gênero Corynebacterium spp
Prof. Marcos JP Gomes

INTRODUÇÃO
Atualmente, segundo a lista de nomes procarióticos de J.P. Euzéby, há 101 espécies
citadas e 11 subespécies no gênero Corynebacterium sp conforme o site:
www.bacterio.cict.fr/c/corynebacterium.html

CARACTERÍSTICAS GERAIS
Os corines são pequenos bastonetes, pleomórficos, Gram positivos, se apresentam
como bastonetes, cocóides, agrupados ou filamentosos. Esfregaços corados, freqüentemente
revelam grupos de célula em paralelo (“em paliçada”) ou células em forma angular
(“escrita chinesa”). Muitos possuem grânulos metacromáticos (polifosfato com alta
energia), sendo mais bem observados no Corynebacterium diphteriae. Os corines não
formam esporos, não álcool-ácido-resistentes (a.a.r.), catalase positivos, oxidase negativos;
geralmente facultativamente anaeróbios e os patógenos animais não são móveis.
Facultativamente anaeróbio, requerendo meios ricos compostos de soro ou sangue.
As colônias são convexas e semi-opacas com uma superfície fosca. Quimiorganotróficos
com metabolismo fermentativo, sendo que a maioria das espécies, produz ácido sem gás, da
glicose e outros carboidratos. Catalase positivos, freqüentemente reduzem o nitrato e o
telurito. Raramente acidificam a lactose ou rafinose ou liqüefaz a gelatina.
O R. equi pode se apresentar como coco ou bastonete; Gram positivo. Ele é capsulado
e, algumas vezes, levemente (a.a.r.).
O gênero Corynebacterium spp é primariamente parasito obrigatório das mucosas ou
pele de mamíferos, ocasionalmente são encontrados em outras fontes; alguns são
patogênicos para mamíferos, possuindo um grande número de espécies, as quais vivem em
uma variedade de habitat, incluindo alguns importantes patógenos para os animais e para o
homem.
O critério básico e antigo para a inclusão no gênero Corynebacterium spp era a
aparência. As bactérias típicas do gênero são bastonetes Gram positivos, pleomórficos que
se coram irregularmente, formando arranjos de forma angular ou em paliçada. Alargamento
em uma ou nas duas extremidades é característico para o gênero.
Estudos realizados na estrutura da parede celular e homologia de ADN revelaram que
a aparência morfológica foi um critério taxonômico inadequado para estes microrganismos.
A maioria dos taxonomistas acredita que somente aquelas espécies que possuem
ácido diamino-pimélico, galactose, arabinose, ácido micólico com cadeia de 22 a 38 átomos
de carbono deveriam ser colocados no gênero Corynebacterium spp.
Muitas espécies saprófitas e, algumas espécies patogênicas, têm sido transferidas
para outros gêneros.

Disciplina de Microbiologia Clínica Veterinária


FAVET-UFRGS
0
4 Semestre 2009-2
Disciplina de Microbiologia Clínica Veterinária
FAVET-UFRGS
40 Semestre 2009-2
MUDANÇAS DE NOMENCLATURA
Nome Prévio Nome Presente
Corynebacterium equi→ Rhodococcus equi
Corynebacterium murium→ C. kutscheri
Corynebacterium ovis→ C. pseudotuberculosis
C. pyogenes→ Actinomyces pyogenes →Arcanobacterium pyogenes
Corynebacterium suis→ Eubacterium suis→Actinomyces suis→Actinobaculum
suis
C. renale Tipo I →C. renale }
C. renale Tipo II →C. pilosum }→ Grupo C. renale
C. renale Tipo III →C. cystitidis}

O Corynebacterium diphtheriae causador da difteria humana é a espécie típica. As outras


espécies deste mesmo gênero são denominadas de bacilos “difteróides”.
As espécies associadas com doenças animais são: Corynebacterium renale,
Corynebacterium pseudotuberculosis, Corynebacterium bovis (comensal do úbere bovino).
Outras espécies, ocasionalmente isoladas são: C. pilosum (urina eqüina) e o C. ulcerans
(mastite bovina).
Quadro I Principais características bacteriológicas diferenciais do Corynebacterium
auriscanis das outras espécies não lipofílicas do gênero Corynebacterium isoladas em
Veterinária, conforme J Euzeby 2009.

DIAGNÓSTICO LABORATORIAL

Testes Nitrato Urease Hidrólise Pirazina- Fosfatase Glicose* Maltose* Sacarose* CAMP
espécies esculina midase alcalina

C. auriscanis - - d - + + - - -

C. amycolatum d d - + + + d d -

C. camporealensis - - - + + +** - - +

C. cystitidis - + - + + + - - -

C. diphtheriae d - - - - + + - -

C. minutissimum - - - + + + + d -

C. pilosum + + - + + + - - -

C. d + - - d + + d Reverso
pseudotuberculosis +

C. renale - + - + - + - - +

C. ulcerans - + - - + + + - Reverso
d

Disciplina de Microbiologia Clínica Veterinária


FAVET-UFRGS
0
4 Semestre 2009-2
Disciplina de Microbiologia Clínica Veterinária
FAVET-UFRGS
40 Semestre 2009-2
Grupo Corynebacterium renale
(C. renale, C. pilosum e o C. cystitidis)
Prof. Marcos Gomes
PIELONEFRITES E CISTITES
INTRODUÇÃO
O grupo C. renale era conhecido, antigamente como C. renale imunotipos: I, II e III.
Estudos de homologia de DNA, análise numérica fenotípica revelaram que eram espécies
distintas e foram renomeadas como: C. renale, C. pilosum e C. cystitidis. Estas 3 espécies
podem ser diferenciadas bioquimicamente pelas características listadas abaixo:
Do grupo C. renale, o C. renale é o mais isolado de casos de cistites, uretrites e
pielonefrites bovinas. O C. renale, preferencialmente acomete fêmeas bovinas, produzindo
inflamação diftérica na bexiga, no ureter, na pelve e tecido renal. As lesões são produzidas
em vacas e, ocasionalmente em éguas e ovelhas. A doença é conhecida como pielonefrite
bacilar dos bovinos, pielonefrite específica ou pielonefrite infecciosa dos bovinos.

Tabela 1. Diferenciação entre Corynebacterium spp importantes em Veterinária.


________________G r u p o C. r e n a l e
Características C. renale C. cystitidis C. pilosum C. pseudotuberculosis C. bovis

Hemólise - - - + -

Catalase + + + + +

Liquefação soro - - - - -

Hidrólise Caseína + - - - -

Pigmento amarel - amarelas - -

Grânulos + + + + -

Ácido glicose + + + + -

Ácido xilose - + - - -

Ácido amido - + + + -

Redução nitrato + - + +/- -

Produção urease + + + + -
+ = reação positiva - = reação negativa

Disciplina de Microbiologia Clínica Veterinária


FAVET-UFRGS
0
4 Semestre 2009-2
Disciplina de Microbiologia Clínica Veterinária
FAVET-UFRGS
40 Semestre 2009-2
CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS & TINTORIAIS
O Corynebacterium renale é um bacilo difteróide grande (0,5 X 1,3-2,6 m). Os
organismos na sua morfologia, sendo curtos e grossos e mais abaulados nas extremidades
(uma ou nas duas). No exsudato e no cultivo são encontrados como agregados (poucos até
centenas). Não são esporulados, imóveis e não capsulados. São fortemente Gram positivos.
Possuem grânulos quando corados pelo azul de metileno. O C. renale é piliado, mas possui
um número menor do que o C. pilosum ou o C. cystitidis.

CARACTERÍSTICAS CULTURAIS & BIOQUÍMICAS


O crescimento do C. renale, C. pilosum, C. cystitidis em meios comuns são
incrementado pela adição de sangue ou soro.
As colônias de C. renale são opacas, de cor marfim com bordos irregulares. As
colônias de C. pilosum são creme ou amarelas, pálidas e circulares, opacas e com
aproximadamente 1 mm de diâmetro. As colônias do C. cystitidis são brancas, inteiramente
circulares, semitranslúcidas e puntiformes.
Os microrganismos quando cultivado em caldo pode produzir discreta opacidade,
mas o crescimento aparece sob a forma de sedimento granular. A característica constante
no C. renale é observada no “litmus milk”. Inicialmente, há redução do meio no fundo do
tubo seguido da formação de um coágulo macio que é lentamente digerido. O meio
permanece sempre alcalino. O meio separa-se num fluido vermelho vivo e o sedimento
pesado. Somente o C. renale produz caseinase, a enzima responsável pela reação no
“litmus milk”. A ação da caseinase é visualizada no agar leite desnatado. Há bom
crescimento no soro coagulado ou gelatina, mas o C. renale não produz proteólise. O
microrganismo multiplica-se na urina estéril bovina, tornando-a fortemente alcalina pela
produção de amônia a partir da uréia.

ANTÍGENOS
Cada espécie do grupo C. renale possui antígenos específicos de superfície que são
utilizados na imunodifusão para o estabelecimento dos tipos imunogênicos: I, II, e III. A
proteína pilosa é antigênica e diferente para cada as diferentes espécies.

PATOGENIA
Os corines são bactérias piogênicas e responsáveis por uma grande variedade de
quadros piogênicos. A virulência desse grupo está atribuída à toxina hemolítica que possui
atividade de fosfolipase para os lipídios da parede celular.
O R. equi pode sobreviver intracelularmente pelo bloqueio da fusão fagolisossomial.
Produz o fator “R. equi factor” difusível (fosfolipase C e colesterol oxidase) que junto com
a cápsula e constituintes da parede celular contribuem com a patogenia. Broncopneumonia
supurativa em potros causada pelo R. equi é mais freqüente onde há uma grande
concentração de eqüinos. A bactéria geralmente é comensal do intestino de animais adultos,
podendo multiplicar-se no solo enriquecido com fezes eqüinas.
A rapidez com que as cepas do grupo C. renale morrem fora dos meios de cultivo
demonstra que a resistência aos fatores físico-químicos, no ambiente é pequena. Cada
espécie está adaptada ao trato urinário dos bovinos e ovinos. A transmissão ocorre quando
gotículas de urina contaminada de um portador são espalhadas na área vulvar de outro
animal suscetível.
Disciplina de Microbiologia Clínica Veterinária
FAVET-UFRGS
0
4 Semestre 2009-2
Disciplina de Microbiologia Clínica Veterinária
FAVET-UFRGS
40 Semestre 2009-2
A aderência ao epitélio vulvar é mediada pela estrutura pilosa. A penetração e
colonização do trato urinário são ajudadas pela habilidade do C. renale em aderir às células
epiteliais da bexiga. Entretanto, outros fatores predisponentes (parto, prenhez) podem
contribuir para o aparecimento da doença. O C. renale é, freqüentemente isolado de casos
de pielonefrite. Ele pode ser isolado de animais saudáveis em propriedades infectadas.
O C. pilosum ocorre na urina e vagina de aproximadamente 4% das vacas hígidas
(saudáveis) e só raramente em casos de cistites e pielonefrites. É bem menos virulento para
camundongos que o C. renale.
O C. cystitidis é distribuído amplamente, causando cistite seguida de pielonefrite.
Nunca foi isolado de vacas hígidas, sendo comensal do prepúcio de 90% dos touros.
Embora bem adaptado ao trato urinário de machos, o agente é pouco adaptado ao trato
genital feminino, causando doença grave, após a transmissão venérea ou infecção via urina
infectada para outra fêmea. Nos casos de doença natural, a bexiga é envolvida, incluindo 1
ou os 2 ureteres ou 1 ou os 2 rins. A parede da bexiga torna-se espessada com a mucosa
ulcerada e coberta com uma secreção composta de resto celular e fibrina. Petéquias e
hemorragias maiores são encontradas na parede da bexiga e pequenos coágulos de sangue
encontram-se no conteúdo da bexiga. Os ureteres afetados tornam-se distendidos e, a
mucosa possui áreas de necrose ou de necrose total. Os rins, freqüentemente aumentam
muito de volume, com a porção pélvica aumentada, região papilar necrótica e formação de
abscessos por toda a estrutura renal. O conteúdo é cinza, lodoso, sem cheiro, composto de
exsudato misturado à fibrina, coágulo, tecido necrótico e material calcário. Grande número
de bacilos com características difteróides são encontrados livres ou ligados aos fragmentos
de tecido necrótico. Eles estão arranjados em grupos ou em paliçada e, freqüentemente
estreptococos estão presentes. A urina é eliminada com freqüência, mas em pequenas
quantidades causada pela irritação vesical. A urina possui aumento na concentração de
albumina, leucócitos, fibrina, restos celulares e normalmente hemácias. A doença é
raramente observada em ovinos. O agente está relacionado com a postite ovina causada
pelo efeito irritante dentro do prepúcio pela liberação de amônia pela urease.

DIAGNÓSTICO LABORATORIAL
COLETA DE AMOSTRAS
Pus ou exsudato são colhidos de quadros com supuração. No caso de urina, a coleta
deve ser realizada, durante a metade da micção, especialmente para isolamento do grupo C.
renale. A técnica do lavado traqueal, geralmente é utilizada para coleta de amostras de
potros com suspeita da infecção.

ISOLAMENTO
O isolamento é obtido no AS e MacConkey para detectar qualquer contaminante
Gram negativo presente. As placas devem ser incubadas a 37ºC por 24-48 horas

IDENTIFICAÇÃO
Morfologia Colonial
C. bovis: colônias pequenas, brancas, secas não hemolíticas que tendem a crescer na
área gordurosa do leite inoculado.
C. kutscheri: colônias pequenas, esbranquiçadas que se parecem com as de C.
pseudotuberculosis. Ocasionalmente algumas cepas são hemolíticas.
Disciplina de Microbiologia Clínica Veterinária
FAVET-UFRGS
0
4 Semestre 2009-2
Disciplina de Microbiologia Clínica Veterinária
FAVET-UFRGS
40 Semestre 2009-2
C. pseudotuberculosis: As colônias são pequenas, brancas e secas. São envolvidas
por uma pequena zona de hemólise que aparecem, geralmente após 48-72 horas de
incubação. Após vários dias de incubação, as colônias podem atingir 3 mm de diâmetro,
parecendo secas e creme. Desintegram-se com facilidade.
C. renale: colônias não hemolíticas, muito pequenas, após 24 horas de incubação.
Tornam-se opacas e amareladas com a idade.
C. pilosum: colônias assemelham-se as do C. renale, mas tornam-se creme a
amarelo com o tempo.
C. cystitidis: colônias são pequenas e semelhantes as anteriores, mas tornam-se
transparentes a brancas com a idade.
R. equi: colônias são pequenas, lisas, brilhantes; não hemolíticas, após 24 horas de
incubação. Tornam-se maiores e mucóides e de coloração rosa-salmão com a idade.
O meio de cultivo que favorece a formação de pigmentos do R. equi é formulado
como extrato de levedura 10,0 g ; glicose 10,0 g; agar 15,0 g em 1 litro de água da torneira.

TESTE DE CAMP
O CAMP pode ser utilizado como teste rápido para o C. pseudotuberculosis, R. equi e
o C. renale que interagem com o Staphylococcus aureus produtor de beta hemolisina,
conforme Tabela 2.

Tabela 2. Resultado do teste de CAMP em diferentes amostras de corines e Rhodococcus


spp.
Amostras Beta hemolisina do S. aureus
________________________________________________________________________________
C. pseudotuberculosis Inibição
R. equi Sinergismo
C. renale Sinergismo

TESTES BIOQUÍMICOS DEFINITIVOS


A identificação definitiva dos corines e do R. equi está baseada nos testes
bioquímicos diferenciais, conforme a Tabela 3.

Tabela 3. Diferenciação dos Corynebacterium spp e do Rhodococcus equi.


C. bovis C. kutscheri C. pseudotuberculosis C. renale R. equi
________________________________________________________________________________________
Beta hemólise - v + - -
Hidrólise esculina - + - - -

Redução nitrato - + v* v +

Urease - + +(>18h) +(<1h) +(>18h)


Digestão caseína - - - v -
Glicose + + + + -
Maltose - + + - -
Sacarose - + - - -
_______________________________________________________________________________________
+=Reação positiva; - = reação negativa; v = reação variável; v* = cepas eqüinas positivas e cepas ovinas
negativas.

Disciplina de Microbiologia Clínica Veterinária


FAVET-UFRGS
0
4 Semestre 2009-2
Disciplina de Microbiologia Clínica Veterinária
FAVET-UFRGS
40 Semestre 2009-2
Os sinais de pielonefrite são bem característicos, na maioria das vezes. A amostra de
urina deve ser coletada em frasco estéril e enviada ao laboratório para confirmação. Se a
urina contiver coágulos de sangue ou resíduos celulares pode ser feito esfregaços e
coloração de Gram. A presença de agrupamentos de bastonetes curtos é evidência da
presença deste organismo. A amostra deve ser inoculada em agar-sangue. Pode-se também
centrifugar a urina e realizar o processo laboratorial. A diferenciação entre as espécies de
grupo Corynebacterium renale está contida na Tabela 4

Tabela 4. Diferenciação do grupo C.renale.


C. renale C. pilosum C. cystitidis
________________________________________________________________________________________
Cor colonial (48h) amarelada amarela branca

Crescimento Caldo pH 5,4 + - -

Redução Nitrato - + -

Digestão da Caseína + - -

Hidrólise do Tween 80 - - +

Ácido da Xilose - - +

Ácido do Amido - + +
________________________________________________________________________________
+ =reação positiva; - = reação negativa

TESTE DE SENSIBILIDADE MICROBIANA


O grupo C. renale são sensíveis à penicilina, estreptomicina, canamicina,
eritromicina e polimixina B.
C. renale e o C. cystitidis são sensíveis à tetraciclina (10 µg/mL) enquanto que o C.
pilosum é resistente a esta concentração. Penicilina em grandes doses pode ser o tratamento
de escolha, se administrada antes do avanço da doença.

Disciplina de Microbiologia Clínica Veterinária


FAVET-UFRGS
0
4 Semestre 2009-2
Disciplina de Microbiologia Clínica Veterinária
FAVET-UFRGS
40 Semestre 2009-2
Corynebacterium pseudotuberculosis
Prof. Marcos J.P. Gomes

LINFOADENITE CASEOSA
INTRODUÇÃO
O C. pseudotuberculosis é causa da linfadenite caseosa, uma doença de ovinos e
caprinos em muitas partes do mundo. Há casos descritos em eqüinos, camelos, mulas,
cervos, bovinos e homem. As lesões produzidas em todas as espécies envolvem supuração
e necrose dos linfonodos.

MORFOLOGIA & COLORAÇÃO


O C. pseudotuberculosis é um bastonete curto, pleomórficos e, geralmente
confundido com coco. Ocorre como bastonetes, especialmente no pus caseoso colhido dos
linfonodos. É imóvel, não esporulado, retém o Gram, mas não é A.A.R.

CARACTERÍSTICAS CULTURAIS & BIOQUÍMICAS


O C. pseudotuberculosis cresce nos meios comuns, embora lentamente. As colônias
(creme ou amareladas) precisam de vários dias para atingir o tamanho máximo (37ºC).
Apresentam um centro papiliforme rodeados de anéis concêntricos que correm
paralelamente à margem irregular. As colônias pequenas podem ser deslocadas na
superfície do meio pela grande quantidade de lipídio da parede celular. O C.
pseudotuberculosis produz discreta hemólise no agar-sangue.

ANTÍGENOS & TOXINAS


O sorotipo 1 predomina em caprinos e ovinos enquanto o tipo 2 predomina em
bovinos e bubalinos. Uma exotoxina (fosfolipase D) é um antígeno importante na
virulência.

PATOGENIA
A linfadenite caseosa normalmente difunde-se diretamente de um abscesso aberto e
penetra em outro hospedeiro, através de abrasões cutâneas.
O C. pseudotuberculosis sobrevive pouco no meio ambiente, podendo ocorrer a
transmissão em locais infectados. Algumas vezes, o microrganismo penetra, através da
mucosa bucal ou é inalado, desenvolvendo abscesso pulmonar.
O agente torna-se um parasito intracelular facultativo, após a penetração no
hospedeiro. Muitos fatores contribuem com a sobrevivência ou na formação de abscessos
nos ovinos e caprinos; a fosfolipase D aumenta a permeabilidade vascular; um fator
piogênico estável que atrai leucócitos e a presença de lipídios na superfície que são tóxicos
para os leucócitos. Os lipídios permitem que o agente sobreviva ileso dentro das células
fagocíticas do hospedeiro, produzindo abscessos nos linfonodos regionais ou levados pelos
linfáticos para outro lugar. A doença é primariamente uma infecção cutânea que começa
com inflamação local, atingindo lentamente os linfonodos regionais e formação de
abscessos. O pus é inodoro e acinzentado.
O C. pseudotuberculosis é causa de linfangite ulcerativa em eqüinos, uma condição
semelhante ao garrotilho.
Disciplina de Microbiologia Clínica Veterinária
FAVET-UFRGS
0
4 Semestre 2009-2
Disciplina de Microbiologia Clínica Veterinária
FAVET-UFRGS
40 Semestre 2009-2

DIAGNÓSTICO
A aparência das lesões nos ovinos e caprinos é bem característica, podendo ser
isolados de abscessos, sem dificuldade. O isolamento de colônias de aparência seca e
hemolítica. Animais com abscessos na superfície dos linfonodos e mais profundamente em
suas cavidades corporais é um achado importante no diagnóstico da doença.

SENSIBILIDADE AOS MICROBIANOS


O C. pseudotuberculosis é sensível à penicilina, ampicilina, cloranfenicol,
eritromicina, gentamicina e tetraciclina. Entretanto a resposta “in vivo” é pequena. A
localização intracelular do organismo bem como as propriedades de ligação dos
antimicrobianos às proteínas no pus e a formação de uma espessa cápsula, favorecem a
sobrevivência do agente contra os antimicrobianos.

Disciplina de Microbiologia Clínica Veterinária


FAVET-UFRGS
0
4 Semestre 2009-2
Disciplina de Microbiologia Clínica Veterinária
FAVET-UFRGS
40 Semestre 2009-2
Corynebacterium bovis
MASTITE BOVINA
INTRODUÇÃO
Este agente está associado, freqüentemente ao leite de úberes saudáveis, mas
também do trato reprodutivo de vacas e touros. Ele é comensal do úbere, estimulando uma
discreta leucocitose que tem como função proteção da glândula mamária contra a infecção
de agentes mais patogênicos tais como Staphylococcus aureus. Entretanto, algumas vezes,
pode ser agente primário de surtos de mastite.
O C. bovis possui a clássica morfologia coriniforme, sendo distinguidas, conforme a
Tabela 1. O Corynebacterium bovis é lipofílico, requerendo meios basais enriquecido para
os estudos bioquímicos.

1) C. auriscanis ; 2) C. bovis ; 3) C. falsenii ; 4) C. jeikeium ; 5) C. suicordis ; 6) C. terpenotabidum ; 7) C. urealyticum ;


8) C. variabile

1 2 3 4 5 6 7 8

Cresc. anaerobiose + - +f - + - - -

Lipofílico - + - + - - + -

Redução nitratos - - - - - - - +

Glicose* + d (+) + - - - -

Maltose* - - d -** - - - -

Ribose* - - + + - -

Trealose* d + - -

Fosfatase alcalina + + + + + d -

Pirazinamidase - d +f + + + +

Pirrolidonil arilamidase + d - - - -

Urease - d*** (+) - + + + +

Lipase C14 d d + - +

Leucina arilamidase + d + - +

Beta-galactosidase - + - - - -

1 2 3 4 5 6 7 8

1) C. auriscanis ; 2) C. bovis ; 3) C. falsenii ; 4) C. jeikeium ; 5) C. suicordis ; 6) C. terpenotabidum ; 7) C. urealyticum ;


8) C. variabile
+ : Reação positiva +f : Reação fracamente positiva
(+) : Reação tardiamente positiva - : Reação negativa
* : Acidificação
** : Resposta variável segundo Funke et al. [FUNKE (G.), VON GRAEVENITZ (A.), CLARRIDGE III (J.E.) et
BERNARD (K.) : Clinical microbiology of coryneform bacteria. Clin. Microbiol. Rev., 1997, 10, 125-159.]
*** : Resposta negativa segundo Funke et al. [FUNKE (G.), VON GRAEVENITZ (A.), CLARRIDGE III (J.E.) et
BERNARD (K.) : Clinical microbiology of coryneform bacteria. Clin. Microbiol. Rev., 1997, 10, 125-159.]

Disciplina de Microbiologia Clínica Veterinária


FAVET-UFRGS
0
4 Semestre 2009-2
Disciplina de Microbiologia Clínica Veterinária
FAVET-UFRGS
40 Semestre 2009-2
Actinobaculum suis
Prof. Marcos Gomes

SINÔNIMOS : "Corynebacterium suis", Eubacterium suis, Actinomyces suis.

HISTÓRICO
Em 1957, Soltys e Spratling isolaram da urina, bexiga e dos rins de suínos
portadores de cistites, uma bactéria Gram positiva, preferencialmente anaeróbia que foi
chamada de "Corynebacterium suis". Esta denominação foi baseada nos critérios
morfológicos do gênero Corynebacterium.
Em 1982, Wegienek e Reddy, tendo como base as características fenotípicas e
percentuais de G + C propuseram colocar esta bactéria dentro do gênero Eubacterium com
o nome de Eubacterium suis. Os resultados das análises filogenéticas (seqüência de ARNr
16S) publicados em 1992, conduziram a Ludwig e colaboradores a transferir Eubacterium
suis no gênero Actinomyces sob a forma de uma nova combinação Actinomyces suis. Em
1997, Pascual Ramos e colaboradores mostraram que Actinomyces suis é filogeneticamente
mais próxima ao gênero Arcanobacterium do que do Actinomyces bovis (espécie tipo do
gênero Actinomyces) e, esses autores propuseram que o Actinomyces suis deveria ser
colocado em um outro gênero. No mesmo ano, Lawson e colaboradores publicaram um
estudo com 5 cepas de bactérias coriniformes de origem humana, isoladas do sangue e da
urina. O estudo do ARNr 16S revelou que as cepas de origem humana e a cepa de
Actinomyces suis formavam um grupo distinto na família Actinomycetaceae. As
percentagens de homologia entre o ARNr 16S das cepas humanas e o ARNr 16S da cepa
tipo Actinomyces suis não excediam 94%, se bem que a cepa de origem humana constitui
uma espécie distinta. Esses resultados fizeram com que Lawson e colaboradores
propusessem reclassificar o Actinomyces suis num outro gênero chamado Actinobaculum
(Actinobaculum suis comb. nov.) e colocar as cepas humanas dentro de outra espécie
Actinobaculum schaalii. Em 2003, o gênero Actinobaculum se enriqueceu por uma terceira
espécie, o Actinobaculum urinale, desprovido de interesse veterinário. A nomenclatura de
"Actinobaculum massiliae", outra espécie desprovida de interesse em veterinária, não foi
objeto de publicação validada.

AGENTE
Actinobaculum suis é um bacilo imóvel, não esporulado, polimorfo, com cerca de 1
a 3 µm de comprimento e 0,5 µm de diâmetro, Gram positivo (mas pode se descorar nos
cultivos velhos), não AAR, não capsulado, (no ME é possível ver microcápsula), se
apresentam de maneira isolada ou em pares ou em pequenos agrupamentos, anaeróbios
(mas o microrganismo cresce pouco em 7 dias na presença de 6% CO2), metabolismo
estritamente fermentativo.
Evidenciam resultado positivo para: Hidrólise da Uréia (reação fortemente positiva),
Hidrólise do Hipurato, Beta-galactosidase e fermentação do Amido, Glicogênio e Maltose.
Apresentam resultado negativo para: Catalase, Nitrato Redutase, Produção de Indol,
VP, H2S, Hidrólise da Gelatina e Esculina, Lipase, Lecitinase, Fermentação do Adonitol,
Amidalina, Arabinose, Celobiose, Dulcitol, Eritritol, Esculina, Frutose, Galactose, Glicose,
Disciplina de Microbiologia Clínica Veterinária
FAVET-UFRGS
0
4 Semestre 2009-2
Disciplina de Microbiologia Clínica Veterinária
FAVET-UFRGS
40 Semestre 2009-2
Glicerol, Inositol, Inulina, Lactose, Manitol, Manose, Melezitose, Melobiose, Rafinose,
Ramnose, Sacarose, Salicina, Sorbitol Trealose e Xilose.
O crescimento é obtido nas temperaturas que variam entre 30 a 43 °C (ótima 37 °C)
e o pH ótimo está entre 7 e 8. Algumas linhagens podem crescer em um pH inferior a 5 ou
numa temperatura inferior ou igual a 22 °C. Após 48 horas de incubação a 37ºC numa
atmosfera anaeróbia, as colônias obtidas no AS com sangue de carneiro não são
hemolíticas; possuem um tamanho de 3,0 X 0,5mm. São brancas, circulares, granulosas e
freqüentemente apresentam um centro elevado (ovo frito) por 3mm. Após uma semana de
incubação, as colônias tornam-se chatas e com tamanho de 3 a 5 mm.

HABITAT E PATOGENICIDADE
Actinobaculum suis faz parte da flora prepucial do cachaço no qual é o responsável
pelas cistites. Na porca, o germe pode ser isolado de animais hígidos, mas provoca cistites e
pielonefrites notadamente nas criações intensivas. Ingesta insuficiente de água constitui um
dos fatores predisponentes para a manifestação clínica da infecção. As porcas apresentam
anorexia e polidipsia, urina de cor escura, odor fétido e seu pH fortemente alcalino (pH 9 ).
Nas formas agudas, estão associadas a abortamentos, hematúria, piuria e morte
freqüente. As porcas que resistem à infecção apresentam perda de peso importante uma
síndrome de poliúria-polidipsia, infertilidade e perde de valor econômico.
Nas formas graves, a doença é de aparecimento súbito, podendo levar a morte
animais a qualquer momento.
As lesões estão localizadas no trato urinário. A parede da bexiga está espessada a
mucosa é hemorrágica e o conteúdo da bexiga freqüentemente apresenta um exsudato
purulento e cálculo. As lesões de pielonefrites são bilaterais ou unilaterais e se caracterizam
por rins distendidos com conteúdo de pus ou sangue.
As infecções causadas pelo Actinobaculum suis foram identificadas em numerosos
paises : Alemanha, Argentina, Austrália, Brasil, Canadá, Dinamarca, Finlândia França
Holanda, Hong Kong, Hungria, Noruega, Portugal, RU, Suíça, Rússia, EUA..., mas o
número de casos publicados é pequeno em contraste com a freqüência de infecções
urinárias de criações suínas
A razão para essa discordância está na dificuldade de isolamento, ou seja, no fato de
se fazer o urocultivo, em anaerobiose, em meio seletivo para evitar a proliferação de outros
microorganismos Gram positivo, especialmente os estreptococos.

DIAGNÓSTICO BACTERIOLÓGICO
Actinobaculum suis é geralmente isolado com outros microrganismos. Gram
positivos (especialmente estreptococos) cuja multiplicação é favorecida pela elevação do
pH urinário. Para limitar o crescimento de contaminantes como Proteus spp. Podemos
utilizar agar Columbia, contendo colistina (10mg/L) e ácido nalidíxico (15mg/L) que deve
ser incubado em anaerobiose. Para aumentar as chances de isolamento, o cultivo deve ser
feito no local ou a partir do cultivo da amostra em meio de transporte como o meio de Cary
Blair para anaeróbios.
A identificação precisa do agente é difícil, mas com o auxílio do histórico clínico e,
a evidencia de um bacilo anaeróbio de morfologia semelhante a corine é suficiente para
orientar o diagnóstico que deverá ser complementado pelas características culturais,
evidenciando o teste da urease e a fermentação de açúcares. As características que
Disciplina de Microbiologia Clínica Veterinária
FAVET-UFRGS
0
4 Semestre 2009-2
Disciplina de Microbiologia Clínica Veterinária
FAVET-UFRGS
40 Semestre 2009-2
permitam diferenciar o Actinobaculum suis das outras espécies do gênero Actinomyces
isoladas de suínos figuram na tabela abaixo.

1) Actinobaculum suis ; 2) Actinomyces-like groupe III ; 3) Actinomyces hyovaginalis ; 4) Actinomyces


suimastitidis ; 5) "Actinomyces suis" Franke 1973 ; 6) Arcanobacterium pyogenes.

1 2 3 4 5 6

Tipo respiratório Anaeróbio Aero- Aero- Aero- Aero- Aero-


anaeróbios Anaeróbio Anaeróbio Anaeróbio Anaeróbio

Catalase - - - - - -

Nitrato redutase - Geralmente + - + -


-

Hemólise d + (fraco) - - +
(sangue de
carneiro)

Gelatinase - - - - - +

Hidrólise da - + + + -
esculina

Urease ++ - - - - -

Hidrólise do + + -
Tween 80

Hidrólise de + - + - d
hipurato

Arabinose* - + + + (fraco) - -

Celobiose* - + d -

Maltose* + + + d + d

Salicina* - + + + -

Trealose* - - - - + -

D-xilose* - + + + d +

TESTE DE SENSIBILIDADE AOS ATMs


Actinobaculum suis é geralmente sensível ao cloranfenicol, florfenicol, as
pleuromutilinas, a tilosina, a clindamicina, a lincomicina, a eritromicina, aos beta-
lactâmicos e as tetraciclinas. Sensibilidade variável é observada com a fluoroquinolonas
(flumequina, enrofloxacina, ofloxacina), mesmo que a maioria das cepas seja sensível a
marbofloxacina.
A maioria das amostras é resistente aos aminosídeos com exceção da
espectinomicina.

Disciplina de Microbiologia Clínica Veterinária


FAVET-UFRGS
0
4 Semestre 2009-2
Disciplina de Microbiologia Clínica Veterinária
FAVET-UFRGS
40 Semestre 2009-2

BIBLIOGRAFIA RECOMENDADA
BIKSI (I.), MAJOR (A.), FODOR (L.), SZENCI (O.) et VETESI (F.) : In vitro sensitivity
of Hungarian Actinobaculum suis strains to selected antimicrobials. Acta. Vet. Hung.,
2003, 51, 53-59.
DAGNALL (G.J.R.) et JONES (J.E.T.) : A selective medium for the isolation of
Corynebacterium suis. Res. vet. Sci., 1982, 32, 389-390.
DEE (S.A.), CARLSON (A.R.) et COREY (M.M). : New observations on the
epidemiology of Eubacterium suis. Compendium on Continuing Veterinary
Education, 1993, 15, 345-348.
DEE (S.A.), CARLSON (A.R.) et COREY (M.M.) : Can Eubacterium suis be indirectly
eradicated by programs designed to eliminate other swine pathogens. Vet. Med.
September 1994, 910-913.
LAWSON (P.A.), FALSEN (E.), ÅKERVALL (E.), VANDAMME (P.) et COLLINS
(M.D.) : Characterization of some Actinomyces-like isolates from human clinical
specimens: reclassification of Actinomyces suis (Soltys and Spratling) as
Actinobaculum suis comb. nov. and description of Actinobaculum schaalii sp. nov.
Int. J. Syst. Bacteriol., 1997, 47, 899-903.
LIEBHOLD (M.), WENDT (M.), KAUP (F.J.) et DROMMER (W.) : Clinical, and light
and electron microscopical findings in sows with cystitis. Vet. Rec., 1995, 137, 141-
144.
LUDWIG (W.), KIRCHHOF (G.), WEIZENEGGER (M.) and WEISS (N.): Phylogenetic
evidence for the transfer of Eubacterium suis to the genus Actinomyces as
Actinomyces suis comb. nov. Int. J. Syst. Bacteriol., 1992, 42, 161-165.
PASCUAL RAMOS (C.), FOSTER (G.) et COLLINS (M.D.) : Phylogenetic analysis of the
genus Actinomyces based on 16S rRNA gene sequences: description of
Arcanobacterium phocae sp. nov., Arcanobacterium bernardiae comb. nov., and
Arcanobacterium pyogenes comb. nov. Int. J. Syst. Bacteriol., 1997, 47, 46-53.
SOLTYS (M.A.) et SPRATLING (F.R.) : Infectious cystitis and pyelonephritis of pigs : a
preliminary communication. Vet. Rec., 1957, 69, 500-504.
WALKER (R.L.) et MACLACHLAN (N.J.): Isolation of Eubacterium suis from sows with
cystitis. J. Am. Vet. Med. Assoc., 1989, 195, 1104-1107.
WEGIENEK (J.) et REDDY (C.A.) : Taxonomic study of "Corynebacterium suis" Soltys
and Spratling: proposal of Eubacterium suis (nom. rev.) comb. nov. Int. J. Syst.
Bacteriol., 1982, 32, 218-228.
YAMINI (B.) et SLOCOMBE (R.F.) : Porcine abortion caused by Actinomyces suis. Vet.
Pathol., 1988, 25, 323-324.

Disciplina de Microbiologia Clínica Veterinária


FAVET-UFRGS
0
4 Semestre 2009-2
Disciplina de Microbiologia Clínica Veterinária
FAVET-UFRGS
40 Semestre 2009-2
Gênero Rhodococcus spp
Prof. Marcos J. P. Gomes

HISTÓRICO
O agente foi descrito, pela primeira vez, por Magnusson, em 1923, como agente
causador de pneumonia purulenta em potros no Sul da Suécia. Mais tarde foi descrito na
Austrália, EUA e Índia. Relatado em suínos em 1940. Foi isolado em duas vacas com
piometra; de búfalas que abortaram e de ovinos com pneumonia crônica, na Austrália.

INTRODUÇÃO
Bastonetes até micélios vegetativos ramificados. Em todas as amostras, o ciclo
morfogenético é iniciado com cocos ou bastonetes curtos com diferentes organismos,
mostrando uma sucessão de estágios morfológicos complexos pelo qual o estágio de
desenvolvimento é concluído. Cocos podem germinar em bastonetes curtos formando
filamentos com projeções laterais, mostrando brotamento elementar ou, na maioria das
formas diferenciadas, produz grande quantidade de hifas ramificadas. A próxima geração
de cocos ou bastonetes curtos pode ser formada pela fragmentação dos bastonetes,
filamentos ou hifas. Algumas amostras produzem hifas (aéreas microscópicas) que podem
ser ramificadas ou filamentosas, as quais coalescem e projetam-se para cima.
As colônias podem ser rugosas, lisas ou mucóides. Podem ter coloração creme,
amarela, laranja ou vermelhas, muito embora, variantes incolores possam ocorrer. São
Gram positivos, parcialmente AAR. e aeróbios. Não contem micobactina. Sensível a
lisozima. O glicano da parede celular tem resíduos de N-glicolila. O envelope da parede
celular contem ácido micólico com 34 a 52 átomos de carbono e mais de 3 ligações duplas
e proporções de cadeias retas saturadas, insaturadas e ácidos graxos ramificados ao 10
metil-tuberculo-esteárico. Ésteres de ácido graxos são liberados na pirólise pela
cromatografia gasosa de ácidos micólicos, possuindo 12 a 18 carbonos. As células contem
difosfatidil-glicerol, fosfatidil-etanolamina e fosfatidil-inositol-dimanosídio como
fosfolipídios principais. Menaquinona desidrogenada com 8 unidades de isoprenos (MK-
8(H2)) forma o isoprenóide predominante.
Distribuídos no solo e nas fezes de herbívoros. Algumas amostras são patogênicas
para os animais.
O gênero Rhodococcus pertence à ordem Actinomycetales, possuindo 9 espécies
associadas ao solo e tendo em comum a produção de um pigmento vermelho. O R. equi
anteriormente conhecido como Corynebacterium equi foi transferido para um gênero novo,
tendo como base, os estudos da taxonomia com critérios numéricos, genéticos, químicos e
ecológicos. Entre as espécies do gênero somente o R. equi tem sido associado com lesões
nos animais, incluindo Pneumonia purulenta, Linfadenite mesentérica, Artrite em
potros e Lesões tuberculóides em linfonodos cervicais de suínos e bovinos.

MORFOLOGIA E COLORAÇÃO
R. equi é um organismo grande, mostrando um pleomorfismo acentuado (cocos até
bastonetes). No meio sólido, geralmente mostram-se cocos; no meio líquido, geralmente
tornam-se bastonetes ou apresenta-se em cadeias. Grânulos metacromáticos podem ser
Disciplina de Microbiologia Clínica Veterinária
FAVET-UFRGS
0
4 Semestre 2009-2
Disciplina de Microbiologia Clínica Veterinária
FAVET-UFRGS
40 Semestre 2009-2
visualizados, especialmente quando cultivados em leite.Gram positivos variavelmente
AAR. Cora-se facilmente por outros corantes. Não forma esporos. Possui cápsula de
polissacarídeo.

CARACTERÍSTICAS CULTURAIS E BIQUÍMICAS


Cresce bem em meios comuns. As colônias possuem tamanho de 1-3 mm após 48
horas de incubação. São brancas, úmidas, elevadas, translúcidas e regulares.
Posteriormente, torna-se salmão ou rosa salmão. As colônias mais velhas são róseas,
especialmente aquelas crescidas em batata. O R. equi cresce pouco no leite nem muda sua
composição. São catalase e urease positivos, geralmente citocromo oxidase negativa; não
fermenta carboidratos; reduz nitratos; não forma indol e não é hemolítico.
Produz fosfolipase e uma oxidase do colesterol que interage com a fosfolipase D do
C. pseudotuberculosis e a beta hemolisina do S. aureus e a hemolisina da Listeria
monocytogenes que hemolisa completamente as hemácias de ovinos, bovinos e coelhos.
Este fenômeno (CAMP) tem sido utilizado como base na identificação rápida do R. equi

ANTÍGENOS
R. equi possui cápsula de polissacarídeo em diferentes configurações antigênicas.
Em 1981, Prescott identificou 6 sorotipos capsulares em uma série de 97 amostras dos
EUA. Em outro estudo, com um número maior de amostras (americanas e japonesas)
evidenciou uma grande diversidade. Antígenos extraídos de amostras de R. equi isoladas de
eqüinos, suínos e bovinos revelaram que há uma espécie-especificidade. A maioria das
cepas pertencia a 4 grupos principais e que estes grupos continham 14 tipos sorológicos.
Amostras do trato genital de éguas, de feto abortado, de casos de pneumonia de potros e de
linfonodos submaxilares de suínos pertenciam ao mesmo grupo sorológico. Nos EUA, 60%
das amostras de R. equi pertenciam ao sorotipo capsular 1 e outros 26% pertencia ao grupo
capsular 2. No Japão, o sorotipo 3 predomina nas amostras de potros.

RESISTÊNCIA
R equi é bastante resistente. Pode ser destruído quando exposto à temperatura de
60ºC, durante 1 hora. Resiste a 2,5% de ácido oxálico por uma hora. O tratamento pelo
ácido oxálico pode ser utilizado no isolamento do R. equi, especialmente nos tecidos
contaminados. Resiste a extremos de pH. Resiste a 0,01% de azida sódica; 0,5% de formol;
a luz solar direta e a dissecação.

PATOGENIA
O R. equi é um organismo do solo. É comum no solo, nas fezes de herbívoros em
solos contaminados; não é encontrado nas fezes de animais estabulados que não pastejam.
O agente multiplica-se pela contaminação fecal do ambiente.
A pneumonia causada pelo R. equi é endêmica em algumas propriedades e
esporádicas em outras. A maioria das fazendas está livre da doença.
Os fatores que envolvem a penetração do organismo no trato respiratório não estão
bem conhecidos. A via de infecção, geralmente é respiratória, muito embora alguns
acreditem que as lesões intestinais seriam anteriores às lesões pulmonares.
O agente, após a entrada nos alvéolos é fagocitado pelos macrófagos de superfície
alveolares. Há infiltração em massa de macrófagos e células gigantes multinucleadas no
Disciplina de Microbiologia Clínica Veterinária
FAVET-UFRGS
0
4 Semestre 2009-2
Disciplina de Microbiologia Clínica Veterinária
FAVET-UFRGS
40 Semestre 2009-2
espaço alveolar. Focos de necrose alveolar se desenvolvem no grupo de macrófagos
carregados com bactérias, causando degeneração. Acredita-se que o agente é um parasito
intracelular por sua capacidade de sobrevivência. Há resposta granulomatosa inicial ao
processo de broncopneumonia supurativa com formação de abscessos. O agente produz
abscessos em potros de 2-5 meses de idade. O começo é insidioso. Os potros acometidos
tornam-se anorexia, podendo apresentar descarga nasal, artrite ou diarréia. A mortalidade é
alta podendo alcançar, aproximadamente 64% dos infectados. Casos de linfadenite são
comuns, apresentando linfonodos abscedados. Ao contrário do garrotilho, os linfonodos da
cabeça, raramente são acometidos. Embora a pneumonia dos potros seja uma doença
associada ao R. equi, o agente tem sido isolado em casos de abscessos internos de potros;
em infecções uterinas de éguas e de potros com enterite associada à necrose focal e
espessamento da mucosa intestinal.
Nos suínos, a infecção ocorre nos linfonodos submandibulares e cervicais. R. equi
está presente, apesar da aparência normal dos linfonodos ou associado ao bacilo da
tuberculose. No Rio Grande do Sul, há registro de lesões semelhantes à tuberculose suína
em que foi isolado R. equi.
R. equi tem sido isolado de amostras de pulmão de ovinos, bovinos e linfonodos de
gatos. A lesão nos bovinos é semelhante àquelas observadas na tuberculose bovina.

IMUNIDADE
A imunidade protetora para o R. equi não é bem conhecida, mas provavelmente
envolva a resposta celular. A presença de componentes capazes de inibir o mecanismo
bactericida dos polimorfonucleares (PMN) tem sido constatada, podendo ser responsável
pela alta taxa de sobrevivência do agente em macrófagos e leucócitos.
A detecção de anticorpos no soro de animais naturalmente infectados inclui:
Imunodifusão (IDGA), Fixação do Complemento (FC), Aglutinação, Hemaglutinação
indireta (HI), e Ensaio Imunoenzimático (ELISA). O anticorpo está presente no soro de
éguas normais, sendo passivamente transferidos para os seus potros. Muitos animais
acometidos ou recentemente recuperados da infecção pelo R. equi possuem baixos níveis de
anticorpos. Animais vacinados com bacterinas produzem uma resposta pequena. Há
evidencias de que a infecção intestinal envolvendo um grande número microrganismos
possa estimular a resposta imune e proteção. O efeito protetor de extratos de leucócitos
(fator de transferência) de éguas positivas ao teste cutâneo ao antígeno do R. equi não teve
sucesso.

DIAGNÓSTICO
R. equi é isolado tendo como origem o local de onde é proveniente; coloração de
Gram; pleomorfismo, colônia rósea, mucóide e que se expande; catalase e urease positivos
e por não utilizar carboidratos.
O teste para o “equi factor” possui valor potencial como teste confirmatório.
Aspirado traqueal, cultivo e coloração pelo Gram são de grande valor na detecção da
infecção nos estágios iniciais das lesões, onde ainda é possível o tratamento.
Meio seletivo contendo: novobiocina, ácido nalidíxico, ciclohexamida e telurito de
potássio podem ser utilizados no isolamento do R. equi em amostras contaminadas. As
colônias crescidas neste meio são geralmente pretas.

Disciplina de Microbiologia Clínica Veterinária


FAVET-UFRGS
0
4 Semestre 2009-2
Disciplina de Microbiologia Clínica Veterinária
FAVET-UFRGS
40 Semestre 2009-2
SENSIBILIDADE AOS ANTIMICROBIANOS
O R. equi é sensível à penicilina G, doxacilina, eritromicina, lincomicina,
gentamicina, neomicina e estreptomicina. Alguns autores concluíram que a eritromicina e
estreptomicina e gentamicina são efetivas quando em grandes doses e por via endovenosa.
A combinação de eritromicina e rifampicina ou penicilina possui efeito sinérgico, assim
como a combinação de penicilina e gentamicina. Este efeito é calculado em mais de 10 X
sobre os antimicrobianos utilizados em separado.

DOENÇA NO HOMEM
Muitos casos de infecção pelo R. equi tem sido relatado no homem, especialmente
em pacientes com SIDA ou quando submetidos às terapias imunossupressivas. Abscessos
pulmonares se desenvolveram em todos os pacientes, sendo que alguns mostraram sinais de
bacteremia e a grande maioria teve contato com animais.

BIBLIOGRAFIA RECOMENDADA
ADDO (P.B.) et DENNIS (S.M.) : Ovine pneumonia caused by Corynebacterium equi. Vet.
Rec., 1977, 101, 80.
BARTON (M.D.) et FULTON (I.C.) : Antibiotic sensitivity of Corynebacterium equi.
Australian Vet. J., 1980, 56, 339-342.
BAUWENS (L.), VAN DYCK (E.), DE MEURICHY (W.) et PIOT (P.) : Corynebacterium
equi pneumonia in three baikal seals (Pusa sibirica). Aquatic Mammals., 1987, 13.1,
17-22.
BELL (K.S.), PHILP (J.C.), AW (D.W.J.) et CHRISTOFI (N.) : The genus Rhodococcus. J.
Appl. Microbiol., 1998, 85, 195-210.
CAPDEVILA (J.A.), BUJAN (S.), GAVALDA (J.), FERRER (A.) et PAHISSA (A.) :
Rhodococcus equi pneumonia in patients infected with the Human Immunodeficiency
Virus. Report of 2 cases and review of the literature. Scan. J. Infect. Dis., 1997, 29,
535-541.
CARMAN (M.G.) et HODGES (R.T.) : Distribution of Rhodococcus equi in animals, birds
and from the environment. N. Z. Vet. J., 1987, 35, 114-115.
ELLIOT (G.), LAWSON (G.H.K.) et MACKENZIE (C.P.) : Rhodococcus equi infection in
cats. Vet. Rec., 1986, 118, 693-694.
FRANCIS (J.) : Susceptibility of C. equi to streptomycin, and treatment of pneumonia in
koala bears. Vet. Rec., 1963, 75, 642.
GOODFELLOW (M.) et ALDERSON (G.) : The actinomycete-genus Rhodococcus: a
home for the "rhodochrous" complex. J. Gen. Microbiol., 1977, 100, 99-122.
GOODFELLOW (M.) : The taxonomic status of Rhodococcus equi. Vet. Microbiol., 1987,
14, 205-209.
GOODFELLOW (M.), ALDERSON (G.) et CHUN (J.) : Rhodococcal systematics:
problems and developments. Antonie van Leeuwenhoeck, 1998, 74, 3-20.
GOODFELLOW (M.), THOMAS (E.G.), WARD (A.C.) et JAMES (A.L.) : Classification
and identification of Rhodococci. Zbl. Bakt., 1990, 274, 299-315.
HAITES (R.E.), MUSCATELLO (G.), BEGG (A.P.) et BROWNING (G.F.) : Prevalence
of the virulence-associated gene of Rhodococcus equi in isolates from infected foals.
J. Clin. Microbiol., 1997, 35, 1642-1644.

Disciplina de Microbiologia Clínica Veterinária


FAVET-UFRGS
0
4 Semestre 2009-2
Disciplina de Microbiologia Clínica Veterinária
FAVET-UFRGS
40 Semestre 2009-2
HASHIKURA (S.), HIGUCHI (T.), TAHARAGUCHI (S.), ORITA (Y.), NANAO (Y.) et
TAKAI (S.) : Evaluation of nasotracheal aspiration as a diagnostic tool for
Rhodococcus equi pneumonia in foals. Equine Vet. J., 2000, 32, 560-564.
HIGUCHI (T.), HASHIKURA (S.), GOJO (C.), INUI (T.), SATOH (S.), YOSHIDA (M.),
ISHIYAMA (T.), YAMADA (H.) et TAKAI (S.) : Clinical evaluation of the
serodiagnostic value of enzyme-linked immunosorbent assay for Rhodococcus equi
infection in foals. Equine Vet. J., 1997, 29, 274-278.
HIGUCHI (T.), HASHIKURA (S.), HAGIWARA (S.), GOJO (C.), INUI (T.), SATOH
(S.), YOSHIDA (M.), FUJII (M.), HIDAKA (D.), TSUBAKI (S.) et TAKAI (S.) :
Isolation of virulent Rhodococcus equi from transtracheal aspirates of foals
serodiagnosed by enzyme-linked immunosorbent assay. J. Vet. Med. Sci., 1997, 59,
1097-1101.
HOPPER-McGREVY (K.E.), GIGUERE (S.), WILKIE (B.N.) et PRESCOTT (J.F.) :
Evaluation of equine immunoglobulin specific for Rhodococcus equi virulence-
associated proteins A and C for use in protecting foals against Rhodococcus equi-
induced pneumonia. Am. J. Vet. Res., 2001, 62, 1307-1313.
JASMIN (A.M.), CARROLL (J.M.) et BAUCOM (J.N.) : Corynebacterium equi infection
in the American alligator (Alligator missippiensis) and the American crocodile
(Crocodilus acutus). J. Comp. Lab. Med., 1969, 3, 71-72.
MARTENS (R.J.), TAKAI (S.), COHEN (N.D.), CHAFFIN (M.K.), LIU (H.), SAKURAI
(K.), SUGIMOTO (H.) et LINGSWEILER (S.W.) : Association of disease with
isolation and virulence of Rhodococcus equi from farm soil and foals with
pneumonia. J. Amer. Vet. Med. Assoc., 2000, 217, 220-225.
McKENZIE (R.A.) et DONALD (B.A.) : Lymphadenitis in cattle associated with
Corynebacterium equi: a problem in bovine tuberculosis diagnosis. J. Comp. Path.,
1979, 89, 31-38.
MORTON (A.C.), BASEGGIO (N.), PETERS (M.A.) et BROWNING (G.F.) : Diversity of
isolates of Rhodococcus equi from Australian thoroughbred horse farms. Antonie van
Leeuwenhoeck, 1998, 74, 21-25.
MORTON (A.C.), BEGG (A.P.), ANDERSON (G.A.), TAKAI (S.), LÄMMLER (C.) et
BROWNING (G.F.) : Epidemiology of Rhodococcus equi strains on thoroughbred
horse farms. Appl. Environ. Microbiol., 2001, 67, 2167-2175.
MUTIMER (M.D.) et WOOLCOCK (J.B.) : Corynebacterium equi in cattle and pigs. Vet.
Quaterly, 1980, 2, 25-27.
NAY (T.S.) : Extra-pulmonary Rhodococcus equi in a throughbred foal. Can. Vet. J., 1996,
37, 623-624.
NORDMANN (P.) : Antimicrobial susceptibility of Human isolates of Rhodococcus equi.
Med. Microbiol. Lett., 1995, 4, 277-286.
PRESCOTT (J.F.) et HOFFMAN (A.M.) : Rhodoccocus equi. Vet. Clin. North Amer :
Equine Pract., 1993, 9, 375-384.
PRESCOTT (J.F.) : Rhodococcus equi: an animal and human pathogen. Clin. Microbiol.
Rev., 1991, 4, 20-34.
PRESCOTT (J.F.) : The susceptibility of isolates of Corynebacterium equi to antimicrobial
drugs. J. Vet. Pharmacol. Therap., 1981, 4, 27-31.
PRESCOTT (J.F.), NICHOLSON (V.M.), PATTERSON (M.C.), ZANDONA MELEIRO
(M.C.), CATERINO DE ARAUJO (A.), YAGER (J.A.) et HOLMES (M.A.) : Use of
Disciplina de Microbiologia Clínica Veterinária
FAVET-UFRGS
0
4 Semestre 2009-2
Disciplina de Microbiologia Clínica Veterinária
FAVET-UFRGS
40 Semestre 2009-2
Rhodococcus equi virulence-associated protein for immunization of foals against R
equi pneumonia. Am. J. Vet. Res., 1997, 58, 356-359.
PRESCOTT (J.F.), YAGER (J.A.), HOLMES (M.A.) et TAKAI (S.) (éd.) : Rhodococcus
equi and neonatal immunology of the foal. Vet. Microbiol., 1997, 56, 163-345.
RAO (M.S.), ZAKI (S.), KESHAVAMURTHY (B.S.) et SINGH (K.C.) : An outbreak of
an acute Corynebacterium equi infection in piglets. Indian Vet. J., 1982, 59, 487-488.
SELLON (D.C.), BESSER (T.E.), VIVRETTE (S.L.) et McCONNICO (R.S.) :
Comparison of nucleic acid amplification, serology, and microbiologic culture for
diagnosis of Rhodococcus equi pneumonia in foals. J. Clin. Microbiol., 2001, 39,
1289-1293.
SLY (L.I.), MUTIMER (M.D.) et WOOLCOCK (J.B.) : Confusing irregularities in the
nomenclature of some Rhodococcus species. Int. J. Syst. Bacteriol., 1983, 33, 658-
659.
SOEDARMANTO (I.), OLIVEIRA (R.), LÄMMLER (C.) et DÜRRLING (H.) :
Identification and epidemiological relationship of Rhodococcus equi isolated from
cases of lymphadenitis in cattle. Zbl. Bakt., 1997, 286, 457-467.
SOEDARMANTO (I.), ZHICAI (W.), SETYAMAHANANI (A.) et LÄMMLER (C.) :
Pheno- and genotyping of Rhodococcus equi isolated from faeces of healthy horses
and cattle. Res. Vet. Sci., 1998, 64, 181-185.
STACKEBRANDT (E.), RAINEY (F.A.), and WARD-RAINEY (N.L.): Proposal for a
new hierarchic classification system, Actinobacteria classis nov. Int. J. Syst.
Bacteriol., 1997, 47, 479-491.
TAKAI (S.), ANZAI (T.), FUJITA (Y.), AKITA (O.), SHODA (M.), TSUBAKI (S.) et
WADA (R.) : Pathogenicity of Rhodococcus equi expressing a virulence-associated
20 kDa protein (VapB) in foals. Vet. Microbiol., 2000, 76, 71-80.
TAKAI (S.), CHAFFIN (M.K.), COHEN (N.D.), HARA (M.), NAKAMURA (M.),
TAKUDA (T.), SASAKI (Y.), TSUBAKI (S.) et MARTENS (R.J.) : Prevalence of
virulent Rhodococcus equi in soil from five R. equi-endemic horse-breedings farms
and restriction fragment lenght polymorphisms of virulence plasmids in isolates from
soil and infected foals in Texas. J. Vet. Diagn. Invest., 2001, 13, 489-494.
TAKAI (S.), TAKEDA (K.), NAKANO (Y.), KARASAWA (T.), FURUGOORI (J.),
SASAKI (Y.), TSUBAKI (S.), HIGUCHI (T.), ANZAI (T.), WADA (R.) et
KAMADA (M.) : Emergence of rifampin-resistant Rhodococcus equi in an infected
foal. J. Clin. Microbiol., 1997, 35, 1904-1908.
TAKAI (S.), VIGO (G.), IKUSHIMA (H.), HIGUCHI (T.), HAGIWARA (S.T.),
HASHIKURA (S.), SASAKI (Y.), TSUBAKI (S.), ANZAI (T.) et KAMADA (M.) :
Detection of virulent Rhodococcus equi in tracheal aspirate samples by polymerase
chain reaction for rapid diagnosis of R. equi pneumonia in foals. Vet. Microbiol.,
1998, 61, 59-69.
TKACHUK-SAAD (O.), LUSIS (P.), WELSH (R.D.) et PRESCOTT (J.F.) : Rhodococcus
equi infections in goats. Vet. Rec., 1998, 143, 311-312.
VAN DER KOLK (H.), KRAUS (H.) et VINK-NOOTEBOOM (M.) : Rhodococcus equi
pneumonia in foal. Equine Pract., 1999, 21, 6-9.
VIVRETTE (S.L.), SELLON (D.C.) et GIBBONS (D.S.) : Clinical application of a
polymerase chain reaction assay in the diagnosis of pneumonia caused by
Rhodococcus equi in a horse. J. Amer. Vet. Med. Assoc., 2000, 217, 1348-1350.
Disciplina de Microbiologia Clínica Veterinária
FAVET-UFRGS
0
4 Semestre 2009-2
Disciplina de Microbiologia Clínica Veterinária
FAVET-UFRGS
40 Semestre 2009-2
VON GRAEVENITZ (A.) et PUNTER-STREIT (V.) : Development of a new selective
plating medium for Rhodococcus equi. Microbiol. Immunol., 1995, 39, 283-284.
ZAKRZEWSKA-CZERWINSKA (J.), MORDARSKI (M.) et GOODFELLOW (M.) :
DNA base composition and homology values in the classification of some
Rhodococcus species. J. Gen. Microbiol., 1988, 134, 2807-2813.

Disciplina de Microbiologia Clínica Veterinária


FAVET-UFRGS
0
4 Semestre 2009-2