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17 de mar.

Leitura da Bíblia: Lucas 1-3 Cântico 13


Característica de oratória: Perguntas para introduzir idéias importantes (be p. 237 §§ 1-2)
Para introduzir idéias importantes. Quando fala em público ou conversa com uma pessoa, tente usar perguntas a fim
de chamar a atenção para idéias importantes. Certifique-se de que elas tratem de assuntos que realmente interessam à
assistência. Você pode também usar perguntas intrigantes, sem respostas óbvias. Se fizer uma pausa breve depois de uma
pergunta, a assistência provavelmente escutará com mais interesse o que se segue.
Em certa ocasião, o profeta Miquéias usou várias perguntas. Depois de indagar o que Deus espera dos que o adoram, o
profeta fez mais quatro perguntas que sugerem possíveis respostas. Todas as perguntas que usou preparam os leitores para
a resposta sensata dada no final da consideração. (Miq. 6:6-8) Por que não tenta usar um método similar no seu ensino?
N.° 1: Introdução a Lucas (si pp. 187-8 §§ 1-9)

O EVANGELHO de Lucas foi escrito por um homem que tinha mente alerta e coração bondoso, e esta excelente
combinação de qualidades, junto com a orientação do espírito de Deus, resultou numa narrativa que é tanto exata como
cheia de ardor e sentimento. Nos versículos iniciais, diz: “Também eu, tendo pesquisado todas as coisas com exatidão,
desde o início, resolvi escrevê-los para ti em ordem lógica.” A sua apresentação pormenorizada e meticulosa confirma
plenamente esta afirmação. — Luc. 1:3.
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Embora Lucas não seja mencionado em parte alguma da narrativa, as autoridades antigas concordam que ele foi o
escritor. O Evangelho é atribuído a Lucas no Fragmento Muratoriano (c. 170 EC), e foi aceito por escritores do segundo
século tais como Irineu e Clemente de Alexandria. A evidência interna também indica fortemente Lucas. Paulo refere-se a ele
em Colossenses 4:14 como “Lucas, o médico amado”, e sua obra tem o cunho erudito que se espera de uma pessoa bem
instruída, como um médico. A sua boa linguagem e seu vocabulário extenso, mais amplo do que o dos escritores dos outros
três Evangelhos somados, tornam possível uma consideração meticulosa e completa de seu assunto vital. A sua narrativa
sobre o filho pródigo é considerada por alguns como sendo o melhor conto já escrito.
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Lucas usa mais de 300 termos médicos ou palavras às quais atribui sentido médico, que não são empregados do
mesmo modo (se é que são usados) pelos outros escritores das Escrituras Gregas Cristãs. Por exemplo, ao se referir à
lepra, Lucas nem sempre emprega o mesmo termo que os outros. Para eles, lepra é lepra, mas para um médico há
diferentes estágios de lepra, como no caso em que Lucas fala de “um homem cheio de lepra”. De Lázaro ele diz que estava
“cheio de úlceras”. Nenhum outro escritor dos Evangelhos diz que a sogra de Pedro tinha “febre alta”. (5:12; 16:20; 4:38)
Embora os três outros nos falem de Pedro decepar a orelha do escravo do sumo sacerdote, apenas Lucas menciona que
Jesus o curou. (22:51) Soa como se um médico falasse, dizer que uma mulher tinha “um espírito de fraqueza, já por dezoito
anos, e ela estava encurvada e não podia absolutamente endireitar-se”. E quem senão “Lucas, o médico amado”, teria
registrado em pormenores os primeiros socorros prestados a certo homem pelo samaritano que “lhe atou as feridas,
derramando nelas azeite e vinho”? — 13:11; 10:34.
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Quando escreveu Lucas o seu Evangelho? Atos 1:1 indica que o escritor de Atos (que também foi Lucas) havia
composto anteriormente “o primeiro relato”, o Evangelho. Atos foi mais provavelmente completado por volta de 61 EC,
enquanto Lucas estava em Roma com Paulo, que esperava o seu recurso interposto a César. De modo que o relato do
Evangelho feito por Lucas foi provavelmente escrito em Cesaréia, por volta de 56-58 EC, depois de ele retornar com Paulo
de Filipos, no fim da terceira viagem missionária de Paulo, e enquanto este esperava por dois anos na prisão em Cesaréia,
antes de ser levado a Roma para o seu recurso. Durante este tempo, visto que Lucas estava na Palestina, estava em boa
posição para ‘pesquisar todas as coisas com exatidão, desde o início’, com respeito à vida e ao ministério de Jesus. Deste
modo, parece que a narrativa de Lucas precedeu o Evangelho de Marcos.
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Lucas não foi, como é óbvio, testemunha ocular de todos os eventos que registra no seu Evangelho, visto que não era
um dos 12 e provavelmente só tornou-se crente depois da morte de Jesus. Todavia, estava mui intimamente associado a
Paulo no campo missionário. (2 Tim. 4:11; Filêm. 24) Portanto, como seria de esperar, a sua escrita evidencia influência de
Paulo, conforme pode ser visto mediante a comparação dos relatos dos dois sobre a Refeição Noturna do Senhor, em Lucas
22:19, 20 e 1 Coríntios 11:23-25. Qual fonte adicional de consulta, Lucas podia recorrer ao Evangelho de Mateus. Ao
‘pesquisar todas as coisas com exatidão’, ele podia entrevistar pessoalmente muitas testemunhas oculares dos eventos da
vida de Jesus, tais como os discípulos que ainda viviam e possivelmente a mãe de Jesus, Maria. Podemos ter certeza de
que ele esgotaria todos os meios para reunir pormenores fidedignos.
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Torna-se claro pelo exame dos quatro Evangelhos que os escritores não repetem simplesmente a narrativa um do outro,
tampouco escrevem só para fornecer diversas testemunhas deste vitalíssimo registro bíblico. O relato de Lucas tem uma
maneira muito peculiar de tratar o assunto. Ao todo, 59 por cento do seu evangelho é ímpar. Ele registra pelo menos seis
milagres específicos e mais do que o dobro desse número de ilustrações que não são mencionados nos outros Evangelhos,
devotando um terço de seu Evangelho à narrativa e dois terços à palavra oral; seu Evangelho é o mais longo dos quatro.
Mateus escreveu primariamente para os judeus, e Marcos para os leitores não-judeus, em especial os romanos. O
Evangelho de Lucas foi dirigido ao “excelentíssimo Teófilo” e, por intermédio dele, a outras pessoas, tanto judeus como não-
judeus. (Luc. 1:3, 4) Ao dar a seu relato um atrativo universal, remonta a genealogia de Jesus até “Adão, filho de Deus”, e
não só até Abraão, como faz Mateus ao escrever especialmente para os judeus. Ele menciona, particularmente, as palavras
proféticas de Simeão que Jesus seria o meio de “remover das nações o véu”, e diz que “toda a carne verá o meio salvador
de Deus”. — 3:38; 2:29-32; 3:6.
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Em todo o seu livro, Lucas se revela notável narrador, sendo os seus relatos bem organizados e exatos. Estas
qualidades de exatidão e fidelidade nos escritos de Lucas são forte prova de sua autenticidade. Certo escritor de assuntos
legais fez a seguinte observação: “Ao passo que os romances, as lendas e o testemunho falso tomam o cuidado de colocar
os eventos narrados em algum lugar distante e em algum tempo indefinido, violando assim as primeiras regras que nós,
advogados, aprendemos sobre o bom patrocínio duma causa em juízo, de que ‘a declaração precisa especificar o tempo e o
lugar’, as narrativas da Bíblia dão-nos a data e o lugar das coisas narradas com a máxima precisão.” Em prova disto ele
citou Lucas 3:1, 2: “No décimo quinto ano do reinado de Tibério César, quando Pôncio Pilatos era governador da Judéia e
Herodes era governante distrital da Galiléia, mas Filipe, seu irmão, era governante distrital do país da Ituréia e de Traconítis,
e Lisânias era governante distrital de Abilene, nos dias do principal sacerdote Anás e de Caifás, veio a declaração de Deus a
João, filho de Zacarias, no ermo.” Não há indefinição alguma aqui quanto ao tempo e lugar, mas Lucas menciona aqui nada
menos do que sete autoridades públicas, de modo que podemos estabelecer o tempo do início do ministério de João e do de
Jesus.
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Lucas nos dá também dois indícios para determinarmos a época do nascimento de Jesus, ao dizer, em Lucas 2:1, 2:
“Ora, naqueles dias saiu um decreto da parte de César Augusto, para que toda a terra habitada se registrasse; (este primeiro
registro ocorreu quando Quirino era governador da Síria).” Isso ocorreu quando José e Maria foram a Belém para se
registrar, e Jesus nasceu enquanto se achavam ali. Não podemos deixar de concordar com o comentarista que diz: “É um
dos testes mais escrutinadores do senso histórico de Lucas, que ele sempre consegue perfeita precisão.” Precisamos
reconhecer que é válida a afirmação de Lucas de ter “pesquisado todas as coisas com exatidão, desde o início”.
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Lucas mostra também que as profecias das Escrituras Hebraicas foram cumpridas com precisão em Jesus Cristo. Cita o
testemunho inspirado de Jesus sobre isso. (24:27, 44) Além disso, registra com exatidão as próprias profecias de Jesus com
respeito a eventos futuros, e muitas destas já tiveram notável cumprimento em todos os seus pormenores. Por exemplo,
Jerusalém foi cercada com uma fortificação de estacas pontiagudas e sucumbiu num terrível holocausto em 70 EC, assim
como Jesus predissera. (Luc. 19:43, 44; 21:20-24; Mat. 24:2) O historiador secular Flávio Josefo, que foi testemunha ocular
junto ao exército romano, testifica que os arrabaldes ficaram desnudados de árvores a uma distância de uns dezesseis
quilômetros para fornecer estacas, que o muro do cerco tinha sete mil e duzentos metros de comprimento, que muitas
mulheres e crianças morreram de fome, e que mais de 1.000.000 de judeus perderam a vida e 97.000 foram levados cativos.
Até o dia de hoje, o Arco de Tito em Roma representa a procissão da vitória romana com despojos de guerra do templo de
Jerusalém. Podemos ter certeza de que outras profecias inspiradas registradas por Lucas serão cumpridas com a mesma
precisão.
N.° 3: Por que “a fé à parte das obras é inativa”? (Tia. 2:20)
N.° 4: As nações não impedirão que Deus cumpra seu propósito para com a Terra (rs pp. 379-80 § 2)Terra

Será o planeta Terra destruído numa guerra nuclear?


Que mostra a Bíblia que é o propósito de Deus com respeito à terra?
Mat. 6:10: “Venha o teu reino. Realize-se a tua vontade, como no céu, assim também na terra.”
Sal. 37:29: “Os próprios justos possuirão a terra e residirão sobre ela para todo o sempre.”
Não obstante, visto que as nações mostram pouca consideração pelo propósito de Deus, há a
possibilidade de que arruínem completamente a terra de modo que não possa ser habitada?
Isa. 55:8-11: “[A pronunciação de Jeová é:] Assim como os céus são mais altos do que a terra, assim os meus
caminhos são mais altos do que os vossos caminhos, e os meus pensamentos, do que os vossos
pensamentos. . . . Minha palavra . . . não voltará a mim sem resultados, mas certamente fará aquilo em que me
agradei e terá êxito certo naquilo para que a enviei.”
Isa. 40:15, 26: “Eis que [do ponto de vista de Jeová Deus] as nações são como uma gota dum balde; e foram
consideradas como a camada fina de pó na balança. . . . ‘Levantai ao alto os vossos olhos e vede [o sol, a lua e
os bilhões de estrelas]. Quem criou estas coisas? Foi Aquele que faz sair o exército delas até mesmo por
número, chamando a todas elas por nome. Devido à abundância de energia dinâmica, sendo ele também
vigoroso em poder, não falta nem sequer uma delas.’” (A energia nuclear desenvolvida pelas nações é temível
aos homens. Mas bilhões de estrelas empregam a energia nuclear numa escala que está além de nossa
capacidade de compreensão. Quem criou e controla todos esses corpos celestes? Não pode Ele impedir que
as nações usem suas armas nucleares de um modo que impedisse o Seu propósito? Que Deus faria isso está
ilustrado no fato de destruir ele o poder militar do Egito, quando Faraó procurou impedir o livramento de Israel.
— Êxo. 14:5-31.)Rev. 11:17, 18: “Agradecemos-te, Jeová Deus, o Todo-poderoso, Aquele que é e que era,
porque assumiste o teu grande poder e começaste a reinar. Mas as nações ficaram furiosas, e veio teu próprio
furor e o tempo designado para . . . arruinar os que arruínam a terra.”