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FUNDAÇÃO PRESIDENTE ANTÔNIO CARLOS


FACULDADE PRESIDENTE ANTÔNIO CARLOS DE TEÓFILO OTONI
CURSO: DIREITO

GENEROSO ANTÔNIO BASTOS JÚNIOR,

MAÌSA CAROLINE CAMARGOS GUIMARÃES

KLEYSTER MARQUES

PENHORA
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TEÓFILO OTONI
2014
MAÍSA CAROLINE CAMARGOS GUIMARÃES, GENEROSO ANTÔNIO BASTOS
JÚNIOR, KLEYSTER MARQUES

PENHORA

Trabalho apresentado à disciplina de Direito


Processual Civil II, do curso de 4° período de
Direito, da Universidade Presidente Antônio
Carlos de Teófilo Otoni (UNIPAC), atendendo
à solicitação da Prof. Juliana Mendes como
requisito para obtenção de conhecimentos na
referida disciplina.
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TEÓFILO OTONI
2014
SUMÁRIO

INTRODUÇÃO...................................................................................................................... 04
1. DEFINIÇÃO DE AVIÃO....................................................................................... 05
2 AERONAVES: NOÇÕES BÁSICAS.......................................................................05
3. PENHORA PARTICULAR...................................................................................06
4. ACÓRDÃO.............................................................................................................06
5. DA OPINIÃO............................................................................................................10
RERERÊNCIAS.....................................................................................................................11
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PENHORA

INTRODUÇÃO

A intenção para o desenvolvimento predominante deste trabalho se encontra na


importância que este instituto, a penhora, recebe como ato material expropriatório da execução.
Podemos analisar, de forma breve, a penhora como o ato em que são apreendidos,
materialmente, bens do devedor, isto é, a primeira agressão que o devedor inadimplente sofre
em seu patrimônio.
A maioria doutrinária caracteriza a natureza jurídica da penhora como um ato processual
cuja função primordial é a fixação da responsabilidade executória acerca dos bens por ela
englobados.
Os bens penhorados não sofrem alteração em sua substância, conservando suas
características inerentes, não sendo afetados, a não ser quanto à restrição que lhes é imposta,
relativa a não disposição destes.
Os bens do devedor deverão ser descritos de maneira bem detalhada, apreendidos e
colocados em depósito, cuidando-se de sua conservação, tendo por suprimida a disponibilidade
do devedor, estando este sujeito a expropriação, despontando para o credor a preferência.
Os efeitos da penhora podem ser percebidos em relação ao devedor, onde este se prova
da posse direta quando não for depositário fiel, e, consequentemente, da disponibilidade dos
bens penhorados.
No entanto, a indisponibilidade não é total, pois se o devedor continuar na posse dos
bens e resolver transferi- los a terceiros, ocasionará apenas a ineficácia do ato de transferênc ia
efetuada sobre os bens penhorados.
Portanto, o terceiro sofrerá a ineficácia do ato de transferência realizado sobre os bens
penhorados, sendo prejudicado por conta do direito de sequela, haja vista que a transmissão dos
bens ante a execução será considerada ineficaz.
Tendo o terceiro a posse temporária dos bens, obriga-se a escolher o gravame judicia l,
na posição de depositário, restando-lhe como devedor efetivar a prestação judicialmente, pois,
caso não faça, considera-se sem eficácia o pagamento direto feito ao devedor ou a outra pessoa.

1. DEFINIÇÃO DE AVIÃO
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Um avião, também conhecido como mais popular utilização o termo aeronave é uma
aeronave, ou seja, um navio que se move através do céu e o ar, que é muito mais pesado do que
o último, que pode sustentar por conta própria.
Suas características mais salientes incluem a prestação de uma asa fixa, um ou mais
motores e um espaço de conga ou falha para a permanência de passageiros.
Basicamente, o avião funciona graças a aerodinâmica gerada em suas asas, com uma
subida que é conhecida como estol.
Refira-se que esta força é gerada devido a diferença de pressão que media entre a parte
superior e inferior da asa e asa design que produz diretamente.
Uma vez que o homem foi seduzido pela ideia de voar, em seguida, há milhares de anos
da antiguidade, concentraram seus esforços para alcançar resultados a este respeito. Embora a
estrada fosse lenta e sinuosa, gradualmente têm várias inovações que levaram a tecnologia que
temos hoje e permitindo que os seres humanos usem o avião para mover-se por várias partes do
mundo, de forma rápida e fácil.

2. AERONAVES: NOÇÕES BÁSICAS

Com a evolução histórica da humanidade se teve a evolução dos transportes em si.


No que se refere ao conceito, de acordo com o Código Brasileiro de Aeronáutica, editado
Lei n. 7.565 de 19 de Dezembro de 1986, em seu artigo 106: "Considera-se aeronave todo
aparelho manobrável em voo, que possa sustentar-se e circular no espaço aéreo, mediante
reações aerodinâmicas, apto a transportar pessoas ou coisas".
Quanto à classificação geral, estas podem ser chamadas de aeróstatos, que são baseados
no Princípio de Arquimedes - na física, conhecidos como veículos mais leves que o ar, como
exemplo: balões, dirigíveis e outros; ou aeródinos, que são veículos baseados na Terceira Lei
de Newton, "toda ação corresponde a uma reação de igual intensidade, em sentido contrário",
por exemplos: aviões, helicópteros entre outros.
Já no âmbito da legislação, estas se classificam como: civis, que subdividem-se em:
públicas (aeronaves dos órgãos estatais) e privadas (as demais aeronaves civis que não
pertencem a órgãos estatais, que podem tornar-se públicas se estas forem requisitas na forma
da lei, um exemplo no caso de guerra); e militares, que são integrantes das Forças Armadas, de
uso exclusivo das mesmas.
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3. PENHORA PARTICULAR

O artigo 679 do Código de Processo Civil aborda a penhora particular, qual seja de
navios ou aeronaves, entretanto, o importante a salientar que não há indisponibilidade dos
mesmos após a restrição, desde que cobertos por contrato de seguro.
Nota-se que a disponibilidade é colocada sob condição, pois o seguro visa justamente evitar
depreciação de bens expostos, em função do uso, a intempéries climáticas severas (chuva e
ventos, por exemplo), e condições de temperatura e pressão que inquestionavelmente os
colocam em estado de premente risco.
O legislador foi muito atento à singularidade dos bens em análise, que notoriame nte
caracterizam seu uso como de risco. Enquanto um carro pode sofrer acidente que não lhe
desagregue significativo valor, navios e aviões, quando envolvidos em sinistros, na grande
maioria das vezes são destruídos, com perda total da garantia.
Tal, então, é a justificativa do seguro, uma vez que o risco de perecimento se presume
grande, sendo o seguro uma forma idônea de garantir a satisfação do crédito do exequente. O
depósito é feito de maneira corriqueira, com lavratura normal do auto. A questão do seguro só
é colocada como condição para o caso de circulação do bem. Ficando o mesmo ancorado no
porto, ou estacionado no hangar, até a solução do processo, dispensa-se a contratação de seguro.
O devedor , quando a penhora atingir aeronave ou navio, não ficará impedido
de continuar utilizando tais veículos nos seus normais de navegação, enquanto
não ultimada a alienação judicial.” (artigo 679, CPC)

O depositário, na espécie, será, de preferência, um dos diretores da empresa


devedora.

O juiz, porém, ao conceder a autorização para navegar ou operar, condicionará


a utilização da regalia a comprovação, pelo devedor, da contratação dos
seguros usuais, de modo que o navio ou o avião só poderá sair do porto ou do
aeroporto depois de atendida essa cautela.”
(Theodoro Júnior, 2002, página 309, Rio de Janeiro)

4. ACÓRDÃO

8ª Turma

DMC/Cs/rd/ep

AGRAVO DE INSTRUMENTO. RECURSO DE REVISTA. EXECUÇÃO. EXCESSO


DE PENHORA. SUBSTITUIÇÃO. ÓBICE DO ART. 896, § 2°, DO CPC. Na execução, a
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revista só se viabiliza quando objetivamente demonstrada a ofensa a dispositivo constitucio na l.


A alegação de ofensa ao art. 5º, incisos II, XXII e LV, da CF não impulsiona a revista, porque
a decisão regional encontra-se fundamentada na interpretação de normas
infraconstitucionais. Agravo de instrumento conhecido e não provido.

Vistos, relatados e discutidos estes autos de Agravo de Instrumento em Recurso


de Revista n° TST-AIRR-295/2003-035-01-40.8, em que é Agravante AVA INDUSTRIAL
S.A. e Agravado EDUARDO MANUEL DESLANDES FERREIRA DE ALMEIDA.

Trata-se de agravo de instrumento interposto ao despacho de fl. 208, originário do


Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região, que denegou seguimento ao recurso de revista
interposto pela executada.

Na minuta de fls. 2/5, sustenta que o seu recurso de revista merece seguimento em
relação ao excesso de penhora.

Foram apresentadas contrarrazões às fls. 215/219.

Dispensado o parecer da Procuradoria-Geral, nos termos do artigo 83, § 2º, II, do


RITST.

É o relatório.

VOTO

I - CONHECIMENTO

O recurso é tempestivo (fls. 209 e 2) e está subscrito por advogado regularme nte
habilitado (fl. 151). Observado o traslado das peças essenciais, na forma do artigo 897, § 5º, I,
da CLT e da Instrução Normativa nº 16/1999.

Conheço do agravo de instrumento, porque presentes os pressupostos de


admissibilidade.

II - MÉRITO
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O TRT da 1ª Região manteve a penhora sobre o bem constrito da executada


adotando os seguintes fundamentos, in verbis:

"Inexiste excesso de penhora quando não foram indicados bens pelo devedor no momento
oportuno ou quando a nomeação é tida por ineficaz.

Nestas hipóteses é cabível a constrição de qualquer bem de propriedade do executado, ainda


que a avaliação seja em muito superior ao valor da dívida.

No caso, a agravante indicou à penhora 123 (cento e vinte e três) refrigeradores, conforme
se verifica na peça de Embargos à fl. 403, que não foram aceitos pelo Exequente (fls. 410/411).
Por não obedecer à ordem legal e por não convir ao credor, o Juízo teve por ineficaz referida
nomeação (fl. 419).

Considerando-se o estado de inoperabilidade da aeronave penhorada (noticiado pelo


documento juntado à fl. 268; a segunda avaliação do mesmo bem (fl. 417) em valor infer ior
(R$ 500.000,00); o crédito do Autor fixado em R$ 103.180,88 (cento e três mil, cento e oitenta
reais e oitenta e oito centavos), há mais de 02 (dois) anos e 06 (seis) meses; e não havendo nos
autos indicação de outros bens livres e desembaraçados suscetíveis de penhora (Artigos 652 e
653, ambos do CPC) e passíveis de satisfazer o total da dívida, correta a r. decisão atacada.

Nego provimento." (fls. 188/189)

Pugna a executada, fls. 190/201, pela reforma do acórdão regional, sustentando


que a constrição judicial do bem penhorado incorreu em excesso de penhora, uma vez que está
avaliado em R$700.000,00, sendo o valor da execução R$105.368,24. Alega ter havido
flagrante cerceio de defesa e violação do direito de propriedade, porque indicou bem a ser
penhorado dentro do prazo contado a partir da expedição de Mandado de Citação e Penhora,
feita por Oficial de Justiça, tudo de acordo com o art. 880 da CLT, e não partir da "mera
notificação" da sentença, como considerou o acórdão. Informa que o bem indicado tem maior
liquidez, está localizado onde corre a execução, é livre de qualquer gravame e compatível com
o valor da execução, devendo, pois, substituir o bem constrito. Ao final, pede que seja excluída
a multa aplicada.
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Fundamenta a revista em violação dos arts. 5°, II, XXII e LV, da CF, 620 e 685,
I, do CPC e 883 da CLT.

Cumpre esclarecer que o exame do recurso ficará adstrito à alegação de violação


de dispositivo constitucional, na forma do disposto no § 2º do artigo 896 da CLT.

Na sequência, tem-se que o Regional manteve a constrição da aeronave da


executada ao fundamento de que estava inoperante; a segunda avaliação diminuiu o valor para
R$500.000,00 porque não foram indicados outros bens suscetíveis de penhora, uma vez que o
bem indicado não foi aceito pelo autor. Esclareceu ainda "que havendo arrematação do bem
em valor superior ao crédito do Reclamante o saldo remanescente será liberado para a
Agravante, não havendo prejuízo para a mesma" (fl. 189).

Como se vê, não se vislumbra a ocorrência de qualquer das hipóteses ensejadoras


da admissibilidade do recurso de revista contra acórdão proferido em execução, pois esta seria
discussão de normas infraconstitucionais, como, aliás, a própria executada se viu compelida a
alegar nas razões de revista.

Veja-se que para o enfrentamento das violações constitucionais, do direito de


propriedade - que nem sequer foi prequestionado - e da ampla defesa, o julgador há de se
indagar da observância de normas processuais que regem a execução, não se caracterizando
desvirtuamento da norma constitucional. Ademais, são direitos assegurados dentro dos limites
e regras de procedimento a serem observados pelas partes.

Vale registrar que o acórdão regional manteve a penhora sobre a aeronave porque
o reclamante não aceitou o bem indicado pela executada e não foi designado outro passível de
execução no valor da dívida. Entendimento contrário demandaria análise da prova dos autos,
obstado pela Súmula 126/TST.

Quanto à aplicação da multa, não houve decisão regional que pudesse ser revista,
o que faz incidir a Súmula nº 297 do TST.

Com esses fundamentos, nego provimento ao agravo de instrumento.

ISTO POSTO
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ACORDAM os Ministros da 8ª Turma do Tribunal Superior do Trabalho, por


unanimidade, conhecer do agravo de instrumento e negar-lhe provimento.

Brasília, 12 de agosto de 2009.

Dora Maria da Costa


Ministra-Relatora

5.DA OPINIÃO

Sobre a questão da penhora, o que podemos acrescentar é que a penhora judicial é uma
forma importante de garantir êxito na execução, pois, impede o proprietário de um bem de
exercer livremente os direitos de propriedade. Assim, a penhora da aeronave só ocorreu porque
o devedor, quando intimado para pagar ou indicar bens para garantir a execução, ficou inerte,
não garantindo juízo. Uma vez efetuada a penhora, o oficial definirá seu depositário, que ficará
responsável pela guarda do bem até que ocorra hasta pública para comercialização e satisfação
do crédito. O excedente da arrecadação será devolvido ao proprietário da aeronave. Enquanto
perdurar o gravame da penhora, a aeronave poderá ser utilizada pelo depositário, desde que
devidamente segurada com seguro específico que coloque como beneficiária a execução.

REFERÊNCIAS

http://jus.com.br/artigos/5142/aeronaves-nocoes-basicas-quanto-a-sua-classificacao-a-luz-do-
direito#ixzz3BayjUHHH
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http://www.tex.pro.br/home/artigos/71-artigos-nov-2007/5771-comentarios-aos-artigos-677-
a-679-do-cpc-da-penhora-de-empresa-de-outros-estabelecimentos-de-navio-e-de-aeronave

http://edukavita.blogspot.com.br/2013/04/aviao-definicao-conceito-significado.html