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PODER JUDICIÁRIO DO ESTADO DA BAHIA

2ª TURMA RECURSAL DOS JUIZADOS ESPECIAIS


Processo Nº. : 0004169-58-2015.8.05.0141

Classe : RECURSO INOMINADO


Recorrente(s) : CNOVA COMERCIO ELETRONICO S/A

Recorrido(s) : WELLINGTON BARBOSA DOS SANTOS

Origem : 1ª VARA DO SISTEMA DOS JUIZADOS - JEQUIÉ


Relatora Juíza : MARIA AUXILIADORA SOBRAL LEITE

VOTO- E M E N T A

RECURSO INOMINADO. CONSUMIDOR. COMPRA EFETUADA PELA


INTERNET. AUSÊNCIA DE PROVAS DA ENTREGA DO PRODUTO.
FATO DE TERCEIRO. SUPOSTO EXTRAVIO DO PRODUTO DURANTE
A ENTREGA. FATO QUE NÃO TEM O CONDÃO DE EXIMIR A
EMPRESA DEMANDADA DA RESPONSABILIDADE PELOS PREJUÍZOS
CAUSADOS AO CONSUMIDOR. FALHA NA PRESTAÇÃO DOS
SERVIÇOS. RESPONSABILIDADE OBJETIVA. DANOS MATERIAIS.
RESTITUIÇÃO. DANOS MORAIS CONFIGURADOS. QUANTUM
ARBITRADO DE ACORDO COM OSP ARÂMERTOS DA
RAZOABILIDADE E PROPORCIONALIDADE. SENTENÇA MANTIDA.

A recorrente insurge-se contra a sentença que julgou parcialmente procedente


os pedidos, nestes termos: “Assim sendo, à vista do exposto, OPINO PELO JULGAMENTO
PARCIALMENTE PROCEDENTE dos pedidos formulados e OPINO PELA CONDENAÇÃO da Ré a:
restituir ao Autor o valor de R$ 1.119,04 pago pelo produto, acrescidos de correção monetária pelo INPC
e juros de 1% ao mês, tudo a partir da citação; pagar ao Autor a importância de R$ 4.000,00, pelos danos
morais causados, acrescidos de correção monetária pelo INPC e juros de 1% ao mês, tudo a partir do
arbitramento;”.

1. A recorrente busca a reforma da sentença, aduzindo, em síntese, que


cumpriu com a sua parte no contrato, tendo reconhecido o depósito do valor pago
pela parte autora no bojo do contrato de compra e venda efetuado pela internet,
tendo remetido o mesmo para a sua residência , que não pode ser
responsabilizado por fato cometido por terceiro,. Bem como que não foram
comprovados nos autos os requisitos ensejadores dos danos materiais e morais.
Requer a improcedência dos pedidos.
2. A despeito das alegações da acionada , a mesma não aprsenta qualquer
prova de fato impeditivo, modificativo ou extintivo do direito da parte autora. Com
efeito,. Esta comprova nos autos que realizou compra de produto, consistente em
uma Lavadora de roupas 12 kg marca Eletrolux, pagando o valor de R$ 1.119,04 ( hum mil
cento e dezenove reais e quatro centavos), tudo documentado nos autos; diante da
alegação autoral de que o produto ainda não havia sido entregue e da cmoprovaççao do
pagamento , incumbia à parte demandada a apresentação de prova que comprovasse a
entrega;
3. Insta ressaltar que a empresa em tela responde solidária e objetivamente pelos
danos que porventura venham a ser causados aos consumidores, não podendo alegar
fato de terceiro para eximir-se d seu dever contratual de ressarcir o consumidor na
hipótese presente.
4. O art. 14 do CDC, dispondo sobre a responsabilização do fornecedor pelo
fato do produto ou serviço, preleciona que:
5. “Art. 14. O fornecedor de serviços responde,
independentemente da existência de culpa pela reparação dos danos
causados aos consumidores por defeitos relativos à prestação dos
serviços, bem como por informações insuficientes ou inadequadas sobre
sua fruição e riscos.”
6. Discutindo-se a prestação defeituosa de serviço, incide a responsabilidade
civil objetiva inerente ao próprio risco da atividade econômica, consagrada no art.
14, caput, do CDC, que impõe ao fornecedor o ônus de provar causa legal
excludente (§ 3º do art. 14), algo que o recorrente não se desincumbiu.
7. O conjunto probatório demonstrou cabalmente a ocorrência do
dano moral que muito mais que aborrecimento e contratempo, resultou em situação
que por certo lhe trouxe intranqüilidade e sofrimento, máxime diante do dispêndio
de tempo e emergias realizado pela parte acionante para que o seu problema fosse
solucionado, e ante a relutância da empresa demandada em adotar as medidas
cabíveis que se impunham no caso concreto, tais quais a restituição do valor pago,
ou a substituição do produto. Na hipótese vertente tal descumprimento contratual
ultrapassou os meros aborrecimentos.
8. . O valor da reparação do dano moral deve ser fixado de acordo com os
princípios da razoabilidade e da proporcionalidade, os quais, em síntese apertada
querem significar, aquilo que é justo e na medida certa.

9. Da mesma forma, a fixação do montante indenizatório deve guardar uma


equivalência entre as situações que tragam semelhante colorido fático. As
variações nos valores das indenizações existem conforme as circunstâncias fáticas
que envolvam o evento.

10. Tendo em vista os parâmetros acima delineados , quanto ao valor arbitrado,


tenho que o mesmo se mostra em consonância com os parâmetros da
razoabilidade e proporcionalidade, tendo o magistrado sentencianter bem
delineado o seu quantum, levando em conta inclusive os valores que v~em sendo
fixados para casos semelhantes..

11. ISTO POSTO, voto no sentido de CONHECER e NEGAR PROVIMENTO AO


RECURSO INTERPOSTO, para manter a sentença objurgada pelos próprios
fundamentos. Custas processuais e honorários advocatícios pelo recorrente, que
arbitro em 20% sobre o valor da condenação.

Salvador, Sala das Sessões, 27 de Outubro de 2016.


BELA. MARIA AUXILIADORA SOBRAL LEITE
Juíza Presidente e Relatora
PODER JUDICIÁRIO DO ESTADO DA BAHIA

2ª TURMA RECURSAL DOS JUIZADOS ESPECIAIS

Processo Nº. : 0004169-58-2015.8.05.0141

Classe : RECURSO INOMINADO


Recorrente(s) : CNOVA COMERCIO ELETRONICO S/A

Recorrido(s) : WELLINGTON BARBOSA DOS SANTOS

Origem : 1ª VARA DO SISTEMA DOS JUIZADOS - JEQUIÉ


Relatora Juíza : MARIA AUXILIADORA SOBRAL LEITE

ACÓRDÃO

Acordam as Senhoras Juízas da 2ª Turma Recursal dos Juizados


Especiais Cíveis e Criminais do Tribunal de Justiça do Estado da Bahia, MARIA
AUXILIADORA SOBRAL LEITE –Presidente e Relatora , ISABELA SANTOS LAGO e
ALBÊNIO LIMA DA SILVA HONÓRIO, em proferir a seguinte decisão: RECURSO
CONHECIDO E IMPROVIDO . UNÂNIME, de acordo com a ata do julgamento. Custas
processuais e honorários advocatícios pelo recorrente, que arbitro em 20% sobre o valor
da condenação
Salvador, Sala das Sessões, 27 de Outubro de 2016.
BELA. MARIA AUXILIADORA SOBRAL LEITE
Juíza Presidente e Relatora