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A.´.G.´.D.´.G.´.A.´.D.´.U.´.

A.´. R.´.L.´.S.´. Loja Maçônica Inconfidência Votura, 330


Subordinada à Grande Loja Maçônica do Estado de São Paulo
Fundada em 04.02.1988 – Rito Escocês Antigo e Aceito

V.’. M.’.

IIr.’. 1º e 2º VVig .’.

Estimados Ir.’.

Companheiro

À Glória do G.’. A.’. D.’. U.’.

Introdução

A palavra Companheiro é de origem latina. Alguns autores sustentam que é a


derivação da preposição cum, significando COM, e do verbo ativo e neutro
pango (is, panxi, actum, angere) na forma de PREGAR, CRAVAR, PLANTAR,
TRAÇAR SOBRE A CERA e, no sentido figurado, ESCREVER, COMPOR,
CELEBRAR, CANTAR, PROMETER, CONTRATAR, CONFIRMAR. Neste caso,
especificamente, pango teria o sentido de contrato, promessa, confirmação,
fazendo com que a expressão cum pango, originasse a palavra
COMPANHEIRO, no sentido de, com contrato, com promessa, envolvendo um
solene compromisso, orientado remotamente nas atividades das companhias
religiosas e profissionais da Idade Média e do período renascentista.

Contudo, a origem mais acertada para o termo Companheiro é aquele derivado


da expressão cum panis, onde cum é a preposição COM e panis é o

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substantivo masculino PÃO, o que lhe dá o significado de participantes do
mesmo pão – a ideia de uma convivência tão íntima e profunda entre duas ou
mais pessoas – a ponto destas participarem do mesmo pão para o seu
nutrimento.

Essa origem, evidentemente, deve ser considerada nos idiomas derivados do


latim: compañero (castelhano), compagno (italiano), compagnon (francês),
companheiro(português).

A Enciclopédia Larousse, editada em Paris registra que compagnon significa


aquele que participa, constantemente, das ocupações do outro: condiscípulo,
companheiro de estudos, operário que trabalha para um empreiteiro. Membro
de uma associação de companheirismo, cujo substantivo companheirismo se
resume na associação de trabalhadores de uma mesma profissão, para fins de
aperfeiçoamento profissional e de assistência mútua.

Nos idiomas não latinos, os termos usados têm o mesmo sentido. Em inglês,
Companheiro é Fellow, que significa camarada, par, equivalente,
correligionário, membro de uma sociedade, conselho, companhia.

Assim, tradicional e resumidamente tem-se que COMPANHEIRO é aquele que


participa da vida ou das ocupações de outrem. É o colega e camarada,
companheiro de trabalho, de estudos, etc.

Companheiro

O Grau de Companheiro é o mais legítimo grau maçônico, por mostrar o


obreiro já totalmente formado e aperfeiçoado, profissionalmente. Vislumbra a
interação do meio em que se socializa, voltando sua atenção para a
humanidade e natureza do homem, na prática do espírito de fraternidade.

Historicamente, é o grau mais importante da Franco-Maçonaria, pois sempre


representou o ápice da escalada profissional, nas confrarias de artesãos
ligados à arte de construir, as quais floresceram na Idade Média e chegaram a
ser conhecidas nos tempos mais recentes, rotulados como “Maçonaria
Operativa” ou “Maçonaria de Ofício”. Havia apenas dois graus reconhecidos na
Franco-Maçonaria antes do século XVIII, o de Aprendiz (Entered Apprentice) e
o de Companheiro (Fellow Craft, ou, simplesmente, Fellow). E, anterior ao
desenvolvimento da Maçonaria Especulativa, o Companheiro era um Aprendiz,
que havia servido o tempo necessário e era reconhecido como um oficial, um
trabalhador qualificado, autorizado a praticar seu ofício.

O Companheiro é o sustentáculo profissional e doutrinário dos círculos


maçônicos e não pode ser considerado um maçom completo aquele que não

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conhecer, profundamente esse grau.

Como o Grau de Companheiro exalta o trabalho transcrevo aqui um trecho da


Oração aos Moços de Rui Barboza, Cartilha do Companheiro do Ir.´. Raimundo
Rodrigues, Editora A Trolha, 1ª. Edição, 1998, pág. 105,e demais em um dos
mais belos trechos

“Oração e trabalho são os recursos mais poderosos na criação


moral do homem. A oração é o íntimo subliminar-se da alma pelo contato com Deus. O
trabalho é o inteirar, o desenvolver, o apurar das energias do corpo e do espírito,
mediante a ação contínua de cada um sobre si mesmo e sobre o mundo onde
labutamos. … O Criador começa e a criatura acaba a criação de si própria. Quem
quer, pois, que trabalhe, está em oração ao Senhor.”

Trabalhar é impor ação aos instrumentos disponibilizados ao companheiro,


como o maço e o cinzel, a régua, o compasso e o esquadro, o prumo e o nível,
a alavanca e, além disso, é aplicá-los dedicando-se à construção vertical do
Templo Interior na projeção do chão ao G.A.D.U, ora orientado pelo prumo e
num processo contínuo (parede por parede), nivelado na percepção do amor
fraternal que assegura a horizontalidade da igualdade das superfícies que
mantém os irmãos no mesmo patamar, quebrando barreiras e transpondo
obstáculos ante as dificuldades do dia a dia, auxiliado pela alavanca na melhor
acepção de Arquimedes, enfocando sempre a expressão ritualística:

“vencer nossas paixões e submeter nossa vontade”.

O aprendizado requer a exaltação ao trabalho, dedicação, disposição,


habilidade, perseverança, comprometimento, firmeza, idoneidade, fidelidade,
buscando a abundância de espigas de trigo, transformando em pedra cúbica a
pedra bruta até então desbastada, escalando a escada do aprimoramento
espiritual, declinando nas profundezas dos mistérios da existência, conhecendo
o significado literal e espiritual da letra “G”, vendo e sentindo a estrela
flamejante.

Mas a significância do Companheiro Maçom não para por aqui, simplesmente.


Há um lado místico e esotérico da história, na evolução e exegese conceptiva e
numerária do termo, que apesar de ser um substantivo masculino e formado
por onze letras, sendo seis consoantes e cinco vogais, tem-se que a somatória
da quantidade de letras e números correspondentes resulta o numeral 2. Como
também, 2 é a representação simbólica do grau de companheiro maçom; e isto
tudo tem um motivo lógico para ser

No Rito Escocês Antigo e Aceito, a Maçonaria ensina, relativamente ao número


DOIS, que a razão humana divide e confina artificialmente o que é UM e não
tem limites. Assim, a unidade é repartida entre dois extremos, aos quais só as
palavras prestam uma certa aparência de realidade.
.
O simbolismo que se tem a partir das definições e conceitos supracitados
convergem ao entendimento que ao Companheiro compete firmar o
compromisso na UNIÃO entre os dois pontos de uma mesma reta, ou seja, unir
a polaridade existente na semântica do termo propriamente dito COM-

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PANHEIRO, flexibilizando, cooperando, adaptando e eliminando as diferenças
e divergências que transitam na sociedade maçônica e harmonizando as
relações humanas.

O pensamento positivo e a alegria devem acompanhar o Companheiro na


construção do Templo e, maior será essa alegria, quando houver a descoberta
que a construção é, na verdade, um processo de transformação, no qual, a
cada pedra assentada, as virtudes vão substituindo os vícios; o espírito vai
tomando o lugar da matéria; a fraternidade, pois o trabalho não deve ser
apenas solitário, vai se sobrepondo ao individualismo e à vaidade.

O trabalho exaltado no Grau de Companheiro é de tal sorte que, se praticado


com perseverança e entusiasmo, sepultará intolerâncias, ressentimentos,
mágoas e medos, bem como outros sentimentos que não são e não devem ser
próprios das virtudes perseguidas pelo Maçon e, em contraponto, ressaltará
virtudes fortemente necessárias ao aprimoramento da humanidade, papel
fundamental do verdadeiro Maçon.

Aqui frase de um autor desconhecido:

“O silêncio do Companheiro é a preparação para Elevação a Mestre.”

Dessa forma, quando tiver direito a usar da palavra, já saiba quando se deve
calar e entenda, perfeitamente, o valor da Palavra e a valia do Silêncio.

Então, estara pronto!”

REFERÊNCIAS:

“Cartilha do Grau de Companheiro”, Editora A Trolha – 1998, José Castellani


Rito Escocês Antigo e Aceito, Ritual de Aprendiz, GLLP/GLRP, junho de 2007.
O Código Secreto, Priya Hemenway, ed. Evergreen, 2010,
Rui Bandeira Ritual (REAA) 2º Grau – Companheiro