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LOURENÇO KAWAKAMI TRISTÃO

DIMENSÃO AMBIENTAL

OS RECURSOS DA TERRA: FONTES E DESCARTES

Neste capítulo Harper procura utilizar uma visão da terra como um sistema de recursos
que desempenha dois papéis importantes, em primeiro é “uma grande fonte de recursos que
supre os materiais necessários para sustentar a vida humana”, e em segundo um “grande
sistema de reciclagem de matéria e energia”. O autor procura discutir esses sistemas focando
em aspectos como a situação atual e a utilização de recursos como, a água, o solo, os recursos
biológicos, e os recursos minerais não combustíveis.

O solo

O solo é formado por rochas decompostas e material orgânico. É fundamental para a


produção de comida humana. Pode sofrer erosão e perder sua capacidade de sustentar a
agricultura, pela própria ação humana.
Apesar da degradação causada pelo homem a produção agrícola continua expandindo-
se, Harper afirma que essa expansão em grande parte de deva a irrigação de terrenos semi-
áridos. Além de tecnologias agrícolas como modificação de sementes e utilização de
agrotóxicos.
De acordo com o autor, a discussão sobre a extensão da erosão dos solos no planeta
divide os cientistas, alguns afirmam que o planeta ainda teria a capacidade de produzir
alimentos para uma população maior do que a atual, outros apontam para a degradação de
praticamente um terço de todas as terras aráveis. Para uma terra é considerada degradada se
ela tiver suas características “químicos, fisiológicos, ou biológicas” alteradas de forma que
isso prejudique sua fertilidade.
Tratar dos problemas das terras aráveis não é uma tarefa fácil. Harper afirma que
algumas opções como o desenvolvimento de sementes transgênicas tem se demonstrado
promissoras, a utilização de fertilizantes orgânicos reciclados, e técnicas alternativas de
plantio (como a intercalação de espécies e a rotação de espécies).
O autor aponta que os custos causados pela degradação dos solos não são abstratos, e
já existem tentativas de estimar esses gastos. O custo direto de repor os nutrientes e águas
perdidas dos solos se aproximariam de U$250 bilhões por ano, danos ao lazer, saúde, etc.,
somariam U$140 bilhões, considerando somente o curto período.

A água

De forma mais clara ainda do que o solo, o ciclo do hidrogênio, que faz a água circular
pelo nosso planeta é fundamental para a existência da vida. Embora a água seja um recurso
renovável, a maior parte da água está nos oceanos e na atmosfera, restando muito pouco para
o uso humano, o que tem sido fonte de disputas diversas por essas fontes.
De acordo com Harper, a água é essencial para os humanos de diversas maneiras, uma
pessoa precisa de aproximadamente 100 litros de água por dia para beber, cozinhar, e se lavar.
A agricultura, que utiliza 70% de toda a água disponível, precisa de 4.2 milhões de litros para
o crescimento de 1 hectare de milho. A indústria que consome 23% da água disponível,
consome 400.000 litros da água para produzir um automóvel, e sociedades industriais
produzem 50.000.000 de automóveis por ano.
Harper afirma que o crescimento do consumo da água continua crescendo, e que o
fator que mais aponta para essa realidade é o número de países que tem se tornado escassos
nesse recurso. Causando conflitos sociopolíticos, entre países e dentro dos países.
O autor afirma que tratar dos problemas de falta de água, assim como em relação aos
solos, necessita de soluções que melhorem a eficiência do seu uso e sua conservação. O autor
destaca algumas medidas importantes nesse sentido como, a substituição de sistemas de
irrigação defasados, desenvolvimento e barateamento de tecnologias que ajudem na
otimização do consumo.

Biodiversidade e florestas

Harper afirma que toda sociedade possui três tipos de riquezas, “material, social e
cultural, e biológica” e que embora nós compreendamos bem a importância das duas
primeiras, a riqueza biológica ainda não é muito bem compreendida.
O autor aponta que existem alguns tipos de florestas em nosso planeta, as florestas
boreais, as florestas de zona temperada, e as florestas tropicais. Estas últimas contêm mais da
metade da biodiversidade do planeta. Sendo que somente quatro países contêm mais da
metade das florestas do planeta, Brasil, Indonésia, Zaire e Peru.
A maior parte das florestas foram derrubadas para utilização comercial da madeira.
As florestas tropicais, apesar da rica biodiversidade, são pouco renováveis por
crescerem em solos pobres. Isso significa que uma vez depredada, ela perde sua capacidade
de se recuperar e logo se torna solo degradado. Ainda sim elas tem sido devastadas, com a
comercialização de madeira e pastos para gado.
De acordo com Harper, as florestas têm diversas funções dentro de um ecossistema,
elas protegem o solo da erosão, e ajudam na preservação de nutrientes, servem de proteção
contra pestes e doenças, regulam os lençóis freáticos, e ajudam o planeta na regulação da
temperatura.
A humanidade costuma utilizar-se largamente dos benefícios da variabilidade de
espécies no nosso planeta, utilizamos os recursos de diferentes tipos de plantas e animais, e a
cada dia descobrimos mais funções e conhecimentos que podemos absorver da natureza.
Entretanto, o autor aponta que em estudo realizado pela União Internacional para a
Conservação da Natureza, que observou mais de 240.000 espécies de plantas ao redor do
mundo, apontou que 1 em cada 8 correm perigo de extinção, e que 90% delas são endêmicas,
existindo somente em uma única região do mundo. Essa realidade também afeta os animais
que estão em grande risco de extinção imediata, em todos os subfilos analisados. As causas da
perda da biodiversidade estão relacionadas as mudanças climáticas, e a agricultura (pela
monocultura de poucas espécies de plantas), entre outros fatores.
As utilizações e descobertas da natureza são gigantescas, desde ações mecânicas que
protegem nosso ambiente, até os mais diversos medicamentos já descobertos e que podem
ainda ser descobertos. A variabilidade de alimentos também é importante, pois a monocultura
corre o risco de baixa resistência a doenças que podem atacar aquela espécie específica, dessa
forma, sem a variabilidade todas as plantas são atingidas por uma mesma doença, podendo
levá-las à extinção.
Reduzir a perda de biodiversidade pode ser feita de diversas formas. Harper cita, por
exemplo, a reciclagem como uma das formas mais importantes para diminuir o
desflorestamento. Outras formas de preservação podem ser consideradas como a promoção do
uso sustentável, bancos de preservação de espécies, e tratados internacionais de preservação.

Minerais não combustíveis e materiais, e resíduos sólidos.

O autor afirma que economias industriais dependem de minerar a terra para encontrar
materiais e minerais para que sejam transformados em produtos utilizáveis. Uma visão mais
abrangente desses processos envolveria não somente a extração, mas também sua disposição
final na natureza, e em alguns casos sua reciclagem.
Alguns tipos de minerais correm o risco de alcançarem reservas muito baixas já no ano
de 2030, caso o consumo dos países menos desenvolvidos aumente e a população chegue à 10
bilhões. De acordo com o autor, entretanto, esses números não significam especificamente o
esgotamento desses recursos, pois sempre se podem desenvolver novos métodos para alcançar
recursos que não são considerados atualmente pela falta de tecnologia, assim como a
substituição da utilização desses materiais por outros, devido às novas tecnologias. A questão
central está relacionada ao custo crescente de extração e suas consequências.
Harper afirma que existem razões para preocupar-se em função de preços não
calculados da extração, como a utilização de fontes de água, os prejuízos ambientais e o gasto
energético. Assim como problemas geopolíticos, do ponto de vista dos países desenvolvidos,
em um mundo globalizado, pode-se depender de recursos de um país não amigável; e em
países menos desenvolvidos existe a dependência de tornar-se um exportador de matérias-
primas e importador de tecnologias.
O problema da disposição do lixo afetam tanto os países mais quanto menos
desenvolvidos. Ao tratar com incineração, causa problemas na atmosfera, e a reciclagem tem
um alto custo. O reúso de produtos, como garrafas, tem sido uma opção interessante, por criar
empregos e diminuir os custos.

Poluição química e rejeitos tóxicos

Harper afirma que a maior fonte de rejeitos tóxicos é a agricultura, devido a utilização
de pesticidas e herbicidas. Esses rejeitos afetam os trabalhadores e populações que são
atingidas por esses rejeitos. Os efeitos causam diversos tipos de doenças, como o câncer.
A utilização de fertilizantes também afeta a natureza, por exemplo, ao cair nos rios
provoca o crescimento de microrganismos, algas, etc., que retiram o oxigênio da água
matando outros animais. Também atingem às populações humanas que consomem água
contaminada.
Os poluentes das indústrias por sua vez são mais agressivos que os produzidos na
agricultura, contendo metais pesados e produtos químicos sintéticos que não são degradados
na natureza. E muitos desses poluentes não foi nem ao menos estudado.
A poluição urbana é composta pelos gases dos automóveis e esgotos. Os esgotos
carregam doenças e afetam as populações, especialmente em países menos desenvolvidos. Os
gases como o CO e o SO2 causam problemas de respiração e chuva ácida.

MUDANÇAS CLIMÁTICAS GLOBAIS: FALTA DE CERTEZA CIENTIFICA E


RISCOS

O clima no planeta é formado por diversos fatores, resultado de fatores geológicos,


biológicos e com o desenvolvimento da sociedade humana, de nossas intervenções artificiais.
De acordo com Harper, o aquecimento global tem afetado o planeta de diversas
formas, como no derretimento de geleiras e no aumento dos níveis dos oceanos. Outras
consequências são as catástrofes climáticas, como furacões, inundações, secas, etc., atingindo
todas as sociedades sem restrição.
O autor aponta que embora os fatos científicos sejam abundantes, a questão política
influencia muito na ação para combater seus efeitos, dificultando a ação.
Harper afirma que o caso do CFC foi exemplar em relação a capacidade do ser
humano de degradar o meio ambiente. O CFC era um gás produzido para equipamentos de
refrigeração e um produto muito rentável, mas ao constatar-se os danos irreversíveis que
estava causando a camada de ozônio, conseguiu-se parar a sua produção. Demonstrando uma
ação bem-sucedida entre países para agir antes que atingíssemos um ponto irreversível.
Entretanto, o autor aponta que tais mudanças de comportamento poderão ser muito
mais difíceis no futuro, por dependerem de diversos fatores como, se as necessidades de
mudanças exigirem grandes alterações no comportamento social e estilo de vida, quando for
necessário a ação de milhões de atores envolvidos, quando os custos e benefícios estiverem
distribuídos de forma muito desigual pelo mundo.
Em relação ao aquecimento global, por exemplo, e os efeitos das ações humanas na
quantidade de CO2 na atmosfera, existe muito a ser discutido ainda, tanto do ponto de vista
científico quanto político.
Harper aponta que mesmo os Modelos Gerais do Clima que possuímos, para analisar a
influência do CO2 na atmosfera, são limitados por questões como as limitações da capacidade
computacional, entretanto, os modelos têm se demonstrado cada vez melhores nas previsões.
Existe um consenso por grande parte do meio científico, portanto, que afirma que dificilmente
o aquecimento global estaria sendo causado totalmente por fatores naturais, mas sim pela
interferência humana.
O autor elenca então como estão os debates no meio científico, a respeito dos
consensos sobre diversos aspectos, variando a escala entre virtualmente aceito (quase
unanimidade) até incerto (onde existem ainda muitas lacunas). Em relação as ainda incertas,
estão questões relacionadas ao aumento de tempestades e mudanças nas vegetações, e entre as
mais aceitas, o derretimento das calotas polares, e o aquecimento global.
Impactos sociais do aquecimento global variam para os países desenvolvidos e menos
desenvolvidos, mas afetarão todos de alguma forma. O autor cita efeitos como a segurança
alimentar, o aumento dos níveis dos oceanos e os efeitos sobre as cidades litorâneas, o
impacto sobre as reservas de água potável, etc.
Harper aponta que o combate ao aquecimento global deve ocorrer em várias esferas,
tecnológica, política e social. Entretanto, o custo para frear o aquecimento será alto, pois o
ambiente já está sendo afetado, já existe perda de biodiversidade, e realizar essas mudanças
enfrentará grandes dificuldades e altos custos. O autor aponta também para a diferença de
produção de CO2 em relação aos países, comparando a produção dos países desenvolvidos
com os menos desenvolvidos.
Existem também muitas dificuldades geopolíticas, por exemplo, em relação aos
tratados internacionais. Nem sempre os países menos desenvolvidos e mais desenvolvidos
concordam com as medidas necessárias, alegando questões históricas e econômicas.
Harper ainda realiza uma avaliação entre a incerteza e o risco. Apontando a
dificuldade para obter-se dados científicos precisos sobre diversos aspectos, e mesmo em
assuntos muito estudados sempre existirá incerteza. De forma que as diversas vertentes
científicas enxergam os problemas de formas diferentes, e também a aceitabilidade dos riscos.
Essa forma de compreender os riscos também afeta o meio político e social.

ENERGIA E SOCIEDADE

A energia tem sido uma questão central para o desenvolvimento da sociedade humana.
Para exemplificar a importância e os impactos da energia em nossa sociedade, Harper inicia o
capítulo tratando da crise de 1973 quando os membros da OPEP decidiram subir os preços do
barril de petróleo para pressionar o mercado.
De acordo com o autor essa ação levou a diversas mudanças na forma de consumo,
também houve a procura por formas alternativas de energia, de extração de petróleo, e de
relações geopolíticas. Isso demonstra como a energia tem o impacto de afetar a sociedade
contemporânea, sendo colocada em um papel de destaque.
O autor aponta que o custo vinculado ao gás e o petróleo, por exemplo, extrapola o
custo de extração. Envolvendo custos que envolvem questões geopolíticas, como as guerras
com os países do oriente médio. Também destaca que as reservas “fáceis” de ser retiradas
estão acabando, sendo necessário retirar de fontes cada vez mais difíceis, e consequentemente
mais caras.
A poluição causada pelo consumo de combustíveis fósseis também é um grande
problema, elas afetam a atmosfera com a queima dos combustíveis, também afetam o
ambiente ao causarem acidentes com grandes consequências negativas.
Harper aponta também o vínculo entre o desenvolvimento das indústrias e sua relação
com a energia.
Nas Ciências Sociais, autores vincularam o desenvolvimento das sociedades
relacionando com sua capacidade de retirar energia do ambiente. Os autores destacam como
as sociedades se modificam durante o caminho para se tornarem sociedades de alto consumo
energético. O autor também destaca estudos que tentam compreender a relação entre o
desenvolvimento das sociedades e o consumo energético, tanto no nível macro quanto no
micro. Procurando encontrar formas de melhorar a eficiência do consumo energético e evitar
crises que possam prejudicar a sociedade.
Harper realiza também um levantamento geral sobre o sistema atual de energia, as
fontes utilizadas atualmente e as fontes alternativas. Destaca as vantagens e desvantagens de
combustíveis como os fósseis, como o petróleo, o carvão e o gás. Apontando a facilidade de
utilização e o baixo preço desses combustíveis. A energia nuclear, exige alto nível de
tecnologia. Entretanto, os perigos vinculados às usinas nucleares, o que tem causado grandes
problemas em todas as esferas, e sendo responsáveis pela pouca expansão desse tipo de fonte.
Também cita os países que utilizam um programa de energia nuclear para a criação de armas.
As energias renováveis são apontadas como as mais antigas utilizadas pelos humanos, como a
energia hidroelétrica, a biomassa, a energia eólica, a energia solar, e o hidrogênio.
O autor termina o capítulo discutindo as barreiras para as mudanças no nosso sistema
de energia. Como principal barreira aponta o desenvolvimento das tecnologias e seus custos,
assim como questões políticas. Aponta também que apesar das barreiras esta transição está
ocorrendo. A importância da opinião pública também tende a ganhar mais espaço,
impulsionando as empresas em oferecer energias renováveis.