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Cenário Econômico

9 de fevereiro de 2018

Brasil: manutenção do cenário base com novos vetores no balanço de riscos


o Indicadores correntes têm reforçado a manutenção do nosso cenário base, mas novos temas devem ser
acrescentados ao balanço de riscos. As informações mais recentes têm indicado uma intensificação do
cenário de crescimento global combinado com gradual aceleração da inflação, que ainda permanece em
nível confortável. O cenário segue liquidamente favorável para as economias emergentes, uma vez que a
disseminação do crescimento global tem se refletido em aumento das exportações e em valorização nos
preços das commodities. Em nossa avaliação, neste momento, o efeito da valorização dos termos de troca
e a maior demanda global seguem dominantes na determinação dos preços de ativos de emergentes, em
contraposição aos riscos vindos de uma alta mais intensa de juros nos mercados globais.

o Do lado da atividade econômica, diversos indicadores apresentam dinâmica positiva, reforçando a


percepção de disseminação da recuperação. Entendemos que a recuperação econômica é consistente,
mas ainda temos dúvida a respeito de sua intensidade.

o Esse cenário de recuperação econômica sem pressões salariais, inércia inflacionária baixa, expectativas
ancoradas e taxa de câmbio contida reforça nossa projeção de IPCA em 3,9% neste ano e de
manutenção dos juros em 6,75% até o final de 2018. Mesmo com esse cenário benigno para a inflação, é
preciso reconhecer que o balanço de riscos está mais equilibrado, com alguma alta recente nos preços dos
bens industriais.

Mundo: apesar da queda recente dos preços de ativos, fundamentos da


economia global estão sólidos, com aceleração apenas gradual da inflação

o Mercado global passou por um movimento de realização nos preços de ativos na última semana, em
especial de ações. Essa realização se deve a um acúmulo de fatores que elevaram a preocupação em
relação ao ritmo e à intensidade do ajuste dos juros nos EUA. A mudança na expectativa de normalização
da política monetária norte-americana deu suporte ao questionamento sobre a possibilidade de alguns
preços dos ativos estarem excessivamente elevados.

o Apesar dessa forte realização, mantemos a percepção de que os fundamentos da economia global
permanecem sólidos, com retomada dos investimentos e alta nos preços das commodities. O
crescimento da atividade segue forte e bastante disseminado entre os países, com uma composição
bastante favorável, ou seja, impulsionado por gastos com investimentos.

o Essa cenário deve gerar impulso para alguns dos países exportadores de commodities, notadamente os
emergentes. Com isso, ganha força nossa percepção de que esse ciclo positivo de crescimento pode
perdurar, ficando ainda mais disseminado e consistente. Ademais, essa dinâmica favorável para as
economias emergentes reduz o risco de uma forte depreciação cambial no momento de aperto das
condições monetárias nas economias centrais, ainda mais após o ajuste do balanço de pagamentos nesses
países nos últimos anos.

o Em resumo, acreditamos que a forte realização da última semana não parece antever uma mudança no
cenário, mas sim uma correção nos preços em alguns mercados. Dessa forma, acreditamos que o cenário
global deve se manter bastante favorável, com crescimento forte e amplamente disseminado entre as
economias, em especial para os países exportadores de commodities, mitigando parte da aversão ao risco
que pode surgir com juros mais elevados.

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Cenário Econômico

Brasil: manutenção do cenário base com novos vetores no balanço de riscos

Os indicadores correntes têm reforçado a manutenção do nosso cenário base, mas novos temas devem ser
acrescentados ao balanço de riscos. As informações mais recentes têm indicado uma intensificação da
perspectiva de crescimento global combinado com gradual aceleração da inflação, que ainda permanece em
nível confortável. A transmissão desse cenário segue favorável para as economias emergentes, uma vez que a
disseminação da expansão mundial tem se refletido em aumento das exportações e valorização nos preços das
commodities, em especial as metálicas, favorecendo os termos de troca desses países. De toda forma,
aumentou o risco de um cenário mais volátil em função de surpresas com a inflação ou com os juros globais
(veja mais detalhes na próxima seção). Consideramos que esse movimento de piora marginal na aversão ao
risco é um elemento adicional do nosso cenário doméstico, que, por ora, não altera o pano de fundo de um
ambiente que se mostra favorável à economia brasileira, particularmente para o risco país e a taxa de câmbio.
Em nossa avaliação, neste momento, o efeito da valorização dos termos de troca e a maior demanda global
seguem dominantes na determinação dessas variáveis em justaposição aos riscos vindos de uma alta mais
intensa dos juros nos mercados globais.

Esse forte crescimento mundial vem dando suporte para as exportações brasileiras, que combinado com uma
ainda tímida recuperação das importações, tem resultado em um saldo comercial bastante positivo. Pelo
lado do fluxo de capitais, apesar do movimento recente de depreciação do real frente ao dólar, os
investimentos em portfólio continuam mais do que compensando o déficit em conta corrente. Além do cenário
de balanço de pagamentos ajustado, o cenário fiscal, mesmo que impulsionado por receitas extraordinárias,
mostrou números melhores no curto prazo e não deve trazer preocupações nos próximos meses. Na mesma
linha, o risco país permanece baixo e tem favorecido a captação externa e a emissão de ações de muitas
empresas. Dessa forma, acreditamos que os fundamentos globais e do Brasil justificam nosso cenário de real
em R$/US$ 3,20 no final de 2018 e R$/US$ 3,30 no encerramento de 2019. Os riscos para essas projeções
continuam sendo uma reversão mais intensa do ambiente externo e incertezas quanto à continuidade da
agenda de reformas no país.

Do lado da atividade econômica, diversos indicadores apresentam dinâmica positiva, reforçando a percepção
de disseminação da recuperação. De modo particular, a produção industrial acumulou expansão de 1,9% no
quarto trimestre, com expansão em quase todas as categorias. O destaque ficou por conta de bens duráveis,
mas vale citar também o início de retomada dos investimentos. Os setores de serviços, construção civil e
comércio também
producao mostraram
industrial expansão acima da esperada.
Gráfico 1 – Produção industrial por categorias de uso
Dessazonalizado, jan/13 = 100

110

100
Não duráveis
90
Intermediários
80
Duráveis
ITCC
70

60 Bens de capital

50
13 14 15 16 17

Fonte: IBGE

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O mercado de trabalho seguiu apresentando dinâmica positiva no final do ano passado. Houve recuperação
na geração de vagas formais e continuidade na queda da taxa de desemprego. Esperamos que nos próximos
meses a geração de emprego formal ganhe tração, comparativamente ao informal, que se destacou em 2017.
Vale destacar que essa melhora não tem sido acompanhada por pressões salariais, beneficiando a manutenção
da inflação em patamares contidos. Essa contenção dos salários é sintoma de uma elevado grau de ociosidade
em alguns setores da economia.

Em relação ao mercado de crédito, continuamos a observar um movimento heterogêneo entre as carteiras,


mas as concessões para pessoa jurídica começaram a apresentar uma dinâmica mais favorável. Ao longo de
2017, o desempenho da carteira de pessoa jurídica respondeu de forma aquém da esperada à retomada da
atividade e à redução dos juros, registrando queda de 7,0% no ano. Os últimos dados, contudo, sinalizam que o
crédito às empresas começa a ganhar tração e reforçam nossa visão de que o processo de retomada, embora
lento, seguirá em curso neste ano. Em nossa leitura, o mercado de crédito contribuirá de forma positiva para a
retomada do crescimento, sendo um importante canal de transmissão da queda dos juros ocorrida nos últimos
meses para o consumo e os investimentos. Todas as medidas de inadimplência continuam melhorando, o que é
um elemento adicional de suporte à expansão futura do crédito.

Mesmo com essa dinâmica positiva dos indicadores de curto prazo, mantemos nossa projeção de
crescimento do PIB para 2018 em 2,8%. Entendemos que a recuperação econômica é consistente, mas ainda
temos dúvida a respeito de sua intensidade. Ao mesmo tempo em que esperamos uma transmissão mais
efetiva do crédito para a atividade, é preciso considerar que não haverá, em 2018, o estímulo vindo da
liberação dos recursos do FGTS e a renda real terá crescimento mais modesto com a aceleração da inflação. Os
primeiros indicadores do ano sugerem alguma acomodação da atividade em janeiro. Como esses indícios ainda
são preliminares, mantemos esse componente de incerteza em relação à velocidade de retomada da atividade.
Nas próximas semanas teremos a divulgação de novos dados, o que poderá ajudar a dissipar parte dessa
Crescimento anual do PIB, em %
incerteza. Por ora, entretanto, mantemos nosso cenário para o crescimento econômico em 2018.
Gráfico 2 – Crescimento anual do PIB
Em %
10,0

8,0 7,5
5,8 6,1
6,0 5,1
4,4 4,0 4,0
4,0 3,1 3,2 3,0 2,8
1,9
2,0 1,4 1,1 1,1
0,5
0,0
-0,1
-2,0

-4,0
-3,6 -3,5
-6,0
2000 2002 2004 2006 2008 2010 2012 2014 2016 2018

Fonte: IBGE, Bradesco

Esse cenário de recuperação econômica sem pressões salariais, inércia inflacionária baixa, expectativas
ancoradas e taxa de câmbio contida reforça nossa projeção de IPCA em 3,9% neste ano. Os indicadores
referentes ao início de 2018 deverão confirmar esse cenário benigno de inflação. No decorrer do primeiro
trimestre, as medidas de núcleo devem voltar a desacelerar. Parte desse movimento está associado ao reajuste
moderado do salário mínimo, que afeta diretamente 5,8% do total do índice. Porém, mesmo se excluirmos esse
efeito, é possível observar desaceleração desses componentes. Assim, diante de um quadro de retomada
gradual do crescimento e elevada ociosidade nos fatores de produção e nas contas externas, é muito provável
que a inflação continue abaixo do centro da meta do Banco Central.

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Cenário Econômico

Mesmo com esse cenário benigno para a inflação, é preciso reconhecer que o balanço de riscos está mais
equilibrado. No lado positivo, a evolução favorável das safras de grãos e a redução do risco de um fenômeno
climático como o La Niña de forte intensidade reduzem os riscos associados aos preços de alimentos neste ano.
Na mesma linha, a melhora da perspectiva de chuvas trouxe um cenário de curto prazo menos pressionado
para as tarifas do setor elétrico, ainda que as perspectivas de médio prazo continuem a demandar atenção.
Enquanto isso, o petróleo segue como ponto de atenção, uma vez que, mesmo com alguma acomodação de
curto prazo na sua cotação, as preocupações geopolíticas podem afetar os preços da commodity e por
consequência os da gasolina.

O núcleo do IPA industrial vem demostrando dinâmica acima da esperada para a atual fase do ciclo
econômico. Se considerarmos a transmissão histórica desse grupo para os bens industriais do IPCA,
enxergamos um potencial de surpresa altista de cerca de 20 b.p. em relação ao cenário base. Ainda que
acreditemos que a ociosidade atual da economia deve seguir limitando o repasse ao consumidor final, esse
fator vale como ponto de atenção em caso de um ciclo de crescimento mais intenso do que o esperado. Nesse
caso, poderíamos observar algum movimento de recomposição de margens no varejo, que vêm sendo
comprimidas pela pressão nos preços industriais sem o respectivo repasse ao consumidor.

Gráfico 3 – IPCA de bens industriais


Efetivo e sugerido pelo núcleo do IPA industrial defasado
9%
Bens Bens (sugerido pelo nucleo do IPA)
8%

7%

6%

5%

4% 3,8%
3%
2,23%
2%
Efeito do hiato
1%

0%
11 12 13 14 15 16 17 18

Fonte: IBGE

Ainda assim, vale destacar que os riscos que discutimos são majoritariamente choques de oferta, ou seja,
não dizem respeito ao grau de estímulo monetário na economia, com exceção, obviamente, de uma surpresa
positiva com o crescimento. Diante da ainda elevada ociosidade, eventuais choques negativos (com alta de
preços) tendem a apresentar efeitos secundários limitados, o que mantém nossa confiança de um cenário
benigno de inflação para 2018 e de baixo risco de reversão abrupta ou intensa da taxa de juros. Os dados do
IPCA de janeiro (+0,29%) confirmam essa visão benigna, com índice cheio acumulando apenas 2,85% em 12
meses e núcleos e preços de serviços em níveis bastante confortáveis.

Por conta desses fatores, mantemos nosso cenário de estabilidade da taxa de juros em 6,75% até o final de
2018. Com a recuperação gradual da atividade e o cenário de inflação benigno, ainda que com balanço de
riscos mais equilibrado, os juros devem ficar abaixo do neutro ao longo deste ano. Os riscos para esse cenário
estão mais atrelados à volatilidade dos preços dos ativos domésticos, seja por questões locais ou por reversão
nos mercados globais que possa gerar depreciação cambial significativa. O Copom sinalizou que o cenário mais
provável é o fim do ciclo de queda de juros nos atuais 6,75% a.a, com uma pequena chance de mais uma
queda, condicionada a uma melhora substancial do balanço de riscos nos próximos 45 dias.

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Cenário Econômico

Por fim, um ponto de melhora no balanço de riscos de curto prazo está associado às contas públicas, apesar
do desafio de médio prazo. As receitas extraordinárias (e mesmo as recorrentes) continuaram ajudando nos
resultados dos últimos meses e suportaram uma surpresa positiva para o déficit das contas públicas no final de
2017. O déficit primário do setor público consolidado terminou significativamente abaixo da meta do período e,
a dívida, de forma semelhante, ficou em patamares inferiores ao que se estimava há um ou dois anos. Para
2018, a dinâmica do resultado do setor público deve se repetir. Se por um lado as despesas programadas já
estão no limite do teto, a possibilidade de um acordo em torno da cessão onerosa de petróleo vem ganhando
força. Essa concessão poderia gerar receitas adicionais de cerca de R$ 60 bilhões aos cofres públicos, o que
garantiria com folga o cumprimento da meta deste ano. Ainda assim, apesar desse ambiente marginalmente
melhor no curto prazo, os desafios de médio prazo seguem presentes. Sem a aprovação de reformas que
resultem em um equilíbrio de médio prazo para a dinâmica de despesas do Governo, os desafios para o
cumprimento do teto dos gastos serão cada vez maiores.

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Cenário Econômico

Mundo: apesar do movimento recente de realização, fundamentos da economia global


permanecem sólidos com sinais de aceleração da inflação

O mercado global passou por um movimento de realização nos preços de ativos na última semana, em
especial em ações. Essa realização se deve a um acúmulo de fatores que elevaram a preocupação em relação
ao ritmo e a intensidade do ajuste dos juros nos EUA. A mudança na expectativa de normalização da política
monetária nos EUA deu suporte ao questionamento sobre a possibilidade dos preços dos ativos, em especial as
bolsas, estarem excessivamente elevados. A mudança na comunicação do FOMC, na reunião do dia 31 de
janeiro, foi decisiva para esse ambiente. No comunicado divulgado logo após a reunião, além do comitê ter
sinalizado que deve realizar mais uma alta de juros na reunião de março, como era amplamente esperado pelos
analistas, também ressaltou que as condições econômicas requerem aumentos graduais adicionais das taxas de
juros, sugerindo que o colegiado estima um ciclo de alta mais intenso do que o anteriormente precificado. Um
segundo fator foi a surpresa altista com os salários nos EUA, refletindo um mercado de trabalho bastante
apertado. Por fim, a entrevista de Janet Yellen, logo após sua última reunião como presidente do FED, em que
mencionou que os preços dos ativossemana
podem estar em um patamar elevado, contribuiu para o movimento.

Gráfico 1 – Variação das principais bolsas


01/fev até o último dado disponível, em moeda local

0%
-2% -0,8%
-4% -2,6%
-3,9% -3,9% -4,4% -4,7%
-6% -5,1% -5,6% -6,1%
-8% -6,5%

-10% Última atualização: -9,2%


08/02/2018
-12%
México

Argentina
Índia

Suíça

Europa 50

Taiwan
Japão
Dinamarca

Bélgica

França
Malásia

Hong Kong
Polônia

África do Sul
Indonésia

Grécia

Espanha
Alemanha
Finlândia

Suécia

Dow Jones Ind Average


China
Portugal

Rússia
Áustria

Nasdaq
Irlanda

S&P 500
Austrália

Brasil

Índice Mundial Bradesco


Noruega

Turquia

Holanda

Coréia do Sul
Egito

Reino Unido
Canadá

Itália

Fonte: Bloomberg, Bradesco

Apesar dessa forte realização no começo da semana, mantemos a percepção de que os fundamentos da
economia global permanecem sólidos, com retomada dos investimentos e alta nos preços das commodities.
O crescimento da atividade segue forte e bastante disseminado entre os países e com uma composição
bastante favorável, ou seja, impulsionado por gastos com investimentos. Essa retomada dos investimentos
sucede um longo período de elevada ociosidade e baixo crescimento da produtividade no mundo, de tal forma
que a referida aceleração deve ser acompanhada pela elevação da produtividade e consequentemente do PIB
potencial. Os dados iniciais de janeiro indicam um crescimento próximo a 5,0% do PIB global neste primeiro
trimestre, ritmo não observado há muitos anos. Outro fator que reforça a percepção de que o mundo cresce
em bases sólidas é a valorização das commodities, em especial das metálicas e do petróleo. Essa alta mais
disseminada dos últimos dois meses está associada, em grande medida, a um aquecimento adicional da
demanda global. Por mais que em relação ao petróleo persistam algumas tensões geopolíticas, influenciando o
comportamento dos preços, a tendência de alta puxada pela demanda parece consistente. Portanto, uma
eventual normalização mais intensa dos juros no mundo será produto do maior crescimento global e, nesse
ambiente, a aversão ao risco tende a ser limitada.

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Cenário Econômico

O cenário favorável para o crescimento global e os preços de commodities, em especial das metálicas,
funciona como um importante impulso para alguns países exportadores, notadamente os emergentes. Esse
contágio reforça ainda mais nossa percepção de que o ciclo positivo de crescimento pode perdurar, uma vez
que deve ficar ainda mais disseminado e consistente. Ademais, essa dinâmica favorável para as economias
emergentes reduz o risco de uma forte depreciação cambial no momento de aperto das condições monetárias
Exportações líquidas de commodities em % do PIB
nas economias centrais, ainda mais após o ajuste do balanço de pagamentos nesses países nos últimos anos. O
Fonte: Bloomberg
Gráfico 2 mostra algumas das economias mais beneficiadas pelo cenário de alta nos preços das commodities.
Gráfico 2 – Exportações líquidas de commodities
Em % do PIB
25%
20% Agrícolas Energéticas
15% Minérios Ferro e Aço
10% Total
5%
0%
-5%
-10%
-15%
-20%
República Checa
Coreia do Sul

Israel
Taiwan

Tailândia

Canadá
China
Índia

Hungria

Peru
Suíça

Malásia

Austrália
Nova Zelândia
Turquia

Filipinas

Roménia

Chile
Rússia
Cingapura

Polônia

México

África do Sul
Indonésia
Brasil

Colômbia
Fonte: Bloomberg, Bradesco

O cenário de forte crescimento vinha sendo acompanhado por inflação bastante baixa, porém os dados
recentes têm mostrado uma gradual aceleração dos núcleos. Diante desse quadro, os principais bancos
centrais do mundo vêm elevando o tom de seus comunicados, sinalizando que as condições monetárias devem
ficar mais apertadas. Nos EUA, como comentamos anteriormente, o FED sinalizou que além da alta de março,
as condições atuais exigem elevações graduais adicionais, condizente com nosso cenário de quatro altas de
juros ao longo de 2018. Em linha com esse cenário, o Banco Central Europeu (BCE) trouxe um tom mais duro no
seu último comunicado, reforçando nossa percepção de que deve encerrar o programa de compra de ativos em
setembro. Nesse aspecto, as taxas de juros na Europa podem ser as mais afetadas por uma percepção de
aceleração Título
inflacionária
do Gráfico
global, dados seus níveis ainda muito reduzidos, contribuindo para a volatilidade de
ativos ao longo do ano. Por fim, no Reino Unido, o Bank of England também tem sinalizado que deve continuar
com a trajetória de altas graduais na taxa de juros.
Gráfico 3 – Inflação acumulada em 12 meses
6% EUA
Reino Unido
5%
Área do Euro
Japão
4%

3%

2%

1%

0%

-1%

-2%

-3%
03 04 05 06 07 08 09 10 11 12 13 14 15 16 17 18
Fonte: Bloomberg, Bradesco

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Cenário Econômico

Em resumo, acreditamos que a forte realização da última semana não parece antever uma mudança no
cenário, mas sim uma correção de preços em alguns mercados. Dessa forma, avaliamos que o cenário global
deve se manter bastante favorável, com crescimento forte e amplamente disseminado entre as economias, em
especial para os países exportadores de commodities, mitigando parte da aversão ao risco que pode se originar
de juros mais elevados. Ademais, acreditamos que a normalização das condições monetárias deve manter uma
trajetória gradual ao longo de 2018, porém em um ambiente de aumento da pressão inflacionária, com maior
volatilidade nos preços dos ativos.

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Projeções Macroeconômicas (2015 – 2019)

2015 2016 2017* 2018* 2019*


ATIVIDADE, INFLAÇÃO E JUROS
PIB (%) -3,5 -3,6 1,1 2,8 3,0
Agropecuária (%) 3,6 -6,6 12,5 4,0 3,5
Indústria (%) -6,3 -3,8 0,0 3,2 3,0
Serviços (%) -2,7 -2,7 0,3 2,2 3,0
Consumo Privado (%) -3,9 -4,2 1,2 2,0 3,0
Consumo da Adm. Pública (%) -1,1 -0,6 -1,0 1,5 2,0
Investimento (FBKF) (%) -13,9 -10,2 -2,0 6,0 6,0
Exportações Bens e Serviços Não Fatores (%) 6,3 1,9 6,0 4,0 3,0
Importações Bens e Serviços Não Fatores (%) -14,1 -10,3 5,0 5,0 6,0
PIB (R$) - bilhões (Preços Correntes) 6.000 6.267 6.599 7.132 7.746
PIB (US$) - bilhões 1.801 1.796 2.067 2.218 2.380
População - milhões 204,5 206,1 207,7 209,2 210,7
PIB per capita - US$ 8.808 8.713 9.955 10.604 11.300
Produção Industrial - IBGE (%) -8,3 -6,4 2,5 3,5 3,0
Taxa Média de Desemprego - IBGE 8,5 11,5 12,7 12,1 11,6
Vendas no Comércio Varejista - Restrita (%) -4,3 -6,2 2,0 3,0 3,0
IPCA - IBGE (%) 10,67 6,29 2,95 3,94 4,25
IGP-M - FGV (%) 10,5 7,2 -0,5 4,7 4,3
Taxa Selic (final de período) % 14,25 13,75 7,00 6,75 8,00
Taxa Selic nominal (acumulado 12 meses) % 13,3 14,0 10,0 6,6 7,4
Taxa Selic real / IPCA (acumulado 12 meses) % 2,4 7,3 6,8 2,6 3,0
EXTERNO E CÂMBIO
Balança Comercial - BCB (US$ bilhões) 18 45 64 67 61
Exportações (US$ bilhões) 190 184 217 243 249
Importações (US$ bilhões) 172 139 153 176 188
Corrente de Comércio (% PIB) 20,1 18,0 17,9 18,9 18,4
Saldo em conta-corrente (US$ bilhões) -59 -24 -10 -16 -38
Saldo em conta-corrente (% PIB) -3,3 -1,3 -0,5 -0,7 -1,6
Investimento Direto no País (US$ bilhões) 75 79 70 80 82
Taxa de câmbio (final de período) R$ / US$ 3,90 3,26 3,31 3,20 3,30
Taxa de câmbio (média anual) R$ / US$ 3,33 3,49 3,19 3,22 3,25
Reservas internacionais (US$ bilhões) - liquidez 369 372 377 383 390
Dívida Externa Total Médio e Longo Prazo (US$ bilhões) 335 324 330 337 344
Rating Soberano Moody's Baa3 Ba2 Ba2 - -
Rating Soberano S&P BB+ BB BB - -
FISCAL
Resultado primário do setor público (R$ bilhões) -111 -156 -111 -154 -87
Resultado primário do setor público (% PIB) -1,9 -2,5 -1,7 -2,2 -1,1
Dívida Bruta do Setor Público (% PIB) 65,5 70,0 74,0 76,5 79,1
Dívida Líquida do Setor Público (% PIB) 35,6 46,2 51,6 54,0 56,6

Selic (Ex-ante)
(1) Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua. Os dados anteriores a 2012 são da série retropolada.

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Cenário Econômico

Indicadores internacionais (2015 – 2019)


2015 2016 2017p 2018p 2019p
PIB GLOBAL
Mundo 3,4 3,1 3,6 3,8 3,7
Países Desenvolvidos 2,2 1,7 2,3 2,3 1,9
Estados Unidos 2,6 1,6 2,3 2,6 2,2
Área do Euro 2,0 1,7 2,5 2,2 1,7
Reino Unido 1,5 1,8 2,2 2,0 1,5
Japão 1,2 1,0 1,5 1,3 0,5
Países Emergentes 4,2 4,1 4,6 4,9 4,9
China 6,9 6,7 6,9 6,5 6,0
América Latina 0,1 -1,0 1,5 2,5 3,0
JUROS E INFLAÇÃO EUA
Fed Funds (%) 0,25 0,75 1,50 2,50 3,00
Inflação (%) 1,90 2,07 2,10 2,40 2,20

Indicadores internacionais – América Latina (2015 – 2019)


2015 2016 2017p 2018p 2019p
Argentina
PIB (%) 2,6 -2,2 2,8 3,0 3,2
Inflação ao consumidor (%) 26,9 41,0 24,8 18,0 12,0
Taxa básica de juros (%) 33,00 24,75 28,75 20,50 16,00
Taxa de câmbio (final do ano) 12,93 15,87 18,61 19,60 21,30
Brasil
PIB (%) -3,5 -3,6 1,1 2,8 3,0
Inflação ao consumidor (%) 10,7 6,3 2,9 3,9 4,3
Taxa básica de juros (%) 14,25 13,75 7,00 6,75 8,00
Taxa de câmbio (final do ano) 3,90 3,26 3,31 3,20 3,30
Chile
PIB (%) 2,3 1,6 1,6 2,5 2,7
Inflação ao consumidor (%) 4,4 2,7 2,3 2,8 3,0
Taxa básica de juros (%) 3,50 3,50 2,50 2,50 3,50
Taxa de câmbio (final do ano) 709,0 670,7 615,4 630,0 640,0
Colômbia
PIB (%) 3,1 2,0 1,7 3,0 3,6
Inflação ao consumidor (%) 6,8 5,8 4,1 3,5 3,2
Taxa básica de juros (%) 5,75 7,50 4,75 5,25 5,50
Taxa de câmbio (final do ano) 3.174 3.001 2.984 3.080 3.100
México
PIB (%) 2,5 2,3 2,0 2,3 3,0
Inflação ao consumidor (%) 2,3 3,2 6,8 3,5 3,5
Taxa básica de juros (%) 3,25 5,75 7,25 7,00 6,00
Taxa de câmbio (final do ano) 17,2 20,7 19,7 18,2 18,4
Peru
PIB (%) 3,3 3,9 2,8 4,0 3,8
Inflação ao consumidor (%) 4,4 3,2 1,4 2,2 2,5
Taxa básica de juros (%) 3,75 4,25 3,25 3,50 4,00
Taxa de câmbio (final do ano) 3,41 3,36 3,24 3,35 3,35
p: (projeção)
Fonte: FMI, Bradesco

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Cenário Econômico

Equipe Técnica
Diretor de Pesquisas e Estudos Econômicos Fernando Honorato Barbosa
Economistas Ana Maria Bonomi Barufi / Andréa Bastos Damico / Constantin Jancsó / Daniela Cunha de Lima / Ellen
Regina Steter / Estevão Augusto Oller Scripilliti / Fabiana D’Atri / Igor Velecico / Leandro Câmara Negrão
/ Myriã Tatiany Neves Bast / Priscila Pacheco Trigo / Regina Helena Couto Silva / Robson Rodrigues
Pereira / Thomas Henrique Schreurs Pires
Estagiários Alexandre Stiubiener Himmestein / Camila Medeiros Tanomaru / Felipe Yamamoto Ricardo da Silva /
Rafael Martins Murrer / Thaís Rodrigues da Silva
economiaemdia.com.br

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