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Análise de Conteúdo

Conforme postulado por Bardin (1977), Análise de Conteúdo é um conjunto de instrumentos


e técnicas, aplicados à interpretação, que oscila entre a objetividade e subjetividade. Tem por
objetivo desocultar um discurso.
Tal como a hermenêutica, a retórica e a lógica, a Análise de Conteúdo revela o discurso
simbólico e polissêmico, contudo constitui prática completamente outra. Ao longo da história, em
poucos momentos algo se antecipou e assemelhou à mesma, como quando foram estudados os
valores em noventa hinos religiosos (1640), a expressão das emoções (1888-1892) e a integração de
emigrantes poloneses na Europa e América (1908-1918). Nos referidos estudos foram utilizados
cartas, diários, jornais e outros materiais. Outrossim, o primeiro nome associado à Análise de
conteúdo surge em 1915, H. Lasswell, que fez análise de imprensa e propaganda
Segue independente da linguística por anos, devido essa trilhar um percurso funcionalista e
estruturalista. É então usada na análise de jornais e periódicos suspeitos de serem subversivos
durante a Segunda Guerra Mundial (25% dos trabalhos) estando voltada à investigação das questões
políticas. Procurava: referências favoráveis ao inimigo, comparava jornais nacionais e emissões
nazistas, comparava publicações suspeitas com as patriotas, uso léxica de palavras etc.
Com o passar do tempo, ao longo das décadas de 1940 e 1950, os temas rompem em
diversificação, desde literatura à análise de personalidades, tendo por diferencial uma maior
sistematização da técnica com a inclusão de estatísticas sobre as informações obtidas, para dar
maior objetividade, seguindo o modelo do norte-americano B. Berelson.
Após longo tempo de estagnação, ao final da década de 1950, outras áreas de saber – como a
psicologia, psicanálise, antropologia, linguística, ciência política – juntam-se à análise de conteúdo
intentando o aperfeiçoamento da técnica. Desenvolve-se dois modelos da comunicação: o
instrumental, analisando o contexto e circunstâncias em que as palavras foram ditas, sendo
representado por A. George e G. Mahl; e o representacional, analisando a frequência dos itens
léxicos presentes, sendo representado por G. E. Osgood. Meio o debate sobre ser esta ciência
quantitativa ou qualitativa, percebe-se que seu objetivo não é descritivo, é inferencial.
Três fenômenos afetaram a Anáise de Conteúdo após a década de 1960:
- o recurso ao ordenador, que foi facilitado em parte pelo advento da informática e o uso do
computador, e também exigiu a formulação de regras mais especificamente as regras linguísticas de
categorização, o que contribuiu para o tratamento estatístico das variáveis, sendo constantemente
discutidas questões sobre contexto, desambiguação de termos, dentre outros, visando o
aperfeiçoamento técnico das máquinas ao processo;
- estudos referentes à comunicação não-verbal, focados nas questões da inferência e características
do conteúdo das causas e consequências, necessidade de normas e critérios de comparação à parte o
material analisado, etc;
- e impossibilidade de precisão dos trabalhos linguísticos.
Sua proposta é pôr fim à ilusão da transparência e desconfiar dos pressupostos e ingenuidade
antropológica, com o emprego de técnicas, construtos, que ultrapassem a incerteza de uma leitura
particular e enriqueçam a leitura atenta, descobrindo conteúdos e estruturas que conduzam a uma
descrição e compreensão antes imperceptível. Possui duas funções que se dissociam ou
complementam: uma heurística, enriquecendo a descoberta; e outra, de administração da prova,
confirmando ou não a validade de afirmações e questões hipotetizadas. Desse modo, a técnica ou
técnicas são reinventadas conforme o domínio e objetivo da análise, baseadas nos modelos
estruturados ao longo do século XX, constituindo um
“conjunto de técnicas de análise das comunicações, que utiliza procedimentos
sistemáticos e objetivos de descrição de conteúdo das mensagens, indicadores
(quantitativos ou não que permitam a inferência de conhecimentos relativos às
condições de produção/recepção (variáveis inferidas) destas mensagens” (p.42).
A descrição analítica, tanto do significado (tema) quanto do significante (léxica), atua
conforme as regras de categorização e fragmentação da comunicação, dadas por Berelson, segundo
o qual a análise deve ser: homogênea, exaustiva, exclusiva, objetiva, e adequada ou pertinente. Isto
quer dizer que o analista deve atentar às unidades de codificação (registro) – a frase, o minuto, o
centímetro – e unidades de contexto. Esta pode constituir uma primeira etapa, dado atender aos
quesitos de objetividade e racionalização taxonômicas, análise de contingência e estrutural.
A etapa da inferência, referente às condições de produção ou recepção, recorrendo à
indicadores (quantitativos ou qualitativos), correspondendo à parte intermediária da Análise de
Conteúdo. Trabalha com os vestígios, as evidências, para fazer deduções de maneira lógica,
procurando responder dois tipos de problemas: quais as causas que conduziram a determinado
enunciado; e quais efeitos foram consequências daquelas. Visa assim abarcar a determinação das
condições de produção dos enunciados, articulando entre a superfície dos textos (estruturas
semânticas ou linguísticas) e os fatores que determinaram as características deduzidas (estruturas
psicológicas ou sociológicas). Tem por objetivo, através de significantes e significados, atingir
outros significados
Concluindo as etapas de identificação e definição da Análise de Conteúdo, o estudo da
atuação e da individualidade no uso da palavra, os significados, e delimitação de seu campo de
ação, a mesma une-se à Linguística que, conforme Saussure estuda a língua enquanto aspecto
virtual e coletivo da linguagem, suas regras, sem averiguar o sentido que fica à cabo do estudo da
Semântica, que até-se a língua não chegando à palavra. Diferencia-se assim da semântica, da
sociolinguística, da lexicologia, da estatística linguística e da análise do discurso, mantendo contudo
alguma aproximação à todas em determinado nível.
Aproximando-a para diferenciar, a análise documental apresenta semelhanças com a Análise
de Conteúdo por categorizar/tematizar o documento, visando dar uma forma diferente para facilitar
ao observador obter o máximo de informação com pertinência, por exemplo abstracts e indexação.
Por outro lado, diferencia-se por tratar apenas de documentos, enquanto a Análise de Conteúdos lida
com as mensagens, com a comunicação.
[adicionar o que está no projeto + Minaiyo livro + Texto 06: SÁ-SILVA - Pesquisa documental -
pistas teóricas e metodológicas]

O método
O método da Análise de Conteúdo organiza-se em três etapas:
a) pré-análise;
b) exploração do material;
c) tratamento dos resultados, inferência e interpretação.

A) A pré-análise é a fase de organização e operacionalização das ideias iniciais, na qual


escolhe-se os documentos, formula-se hipóteses e objetivos, e elabora-se indicadores que
fundamentarão a interpretação. Dentre suas atividades estão:
- a leitura flutuante, um primeiro contato com o documento;
- a escolha do documento, que obedece àlgumas regras, como: a da exaustividade e da não-
seletividade, segundo às quais nenhum documento deve ficar de fora; a da representatividade, que a
amostra seja representativa do universo inicial e possa ser generalizável; da homogeneidade, que os
documentos caibam nos mesmos critérios; e da pertinência, adequação ao objetivo pretendido;
- a formulação das hipóteses e dos objetivos, da afirmação que se pretende confirmar ou não
com base nos conhecimentos detidos, e a finalidade proposta. Pode-se partir de procedimentos
exploratórios, quando não há quadro de análise pré-determinado, o que permite partir do próprio
texto para apreender o significado; ou de procedimentos fechados, quando o quadro empírico ou
teórico de análise é um à priori, à partir dos quais se procura formular hipóteses ou questões,
conforme mecanismos de indução.
- a referenciação dos índices e a elaboração de indicadores, o texto contendo índices e sua
organização revelando os indicadores;
- a preparação do material, conservação de gravações, edição do texto etc.

B) Na exploração do material, administra-se as decisões tomadas, codificação, desconto ou


enumeração, em conformidade às regras estabelecidas na fase anterior. É a mais longa.
Especificando, a codificação é a transformação, o tratamento dos dados brutos do texto visando
convertê-los em unidades que podem tornar-se índices. Tal organização obedece aos critérios de:
recorte das unidades; enumeração, escolha das regras de contagem; e classificação e agregação,
escolha das categorias.
Em relação ao recorte, sua escolha dá-se com base:
- na unidade de registro: usando por exemplo unidades semânticas (tema) ou linguísticas
(palavra, frase), onde, em Análise de Conteúdo, a escolha é sempre de ordem semântica, ideias
constituintes, núcleo de sentidos, sendo frequentemente utilizada para estudar motivações de
atitudes, opiniões, crenças, tendo por base inquéritos, testes; o objeto ou o referente, recorte em
função de temas eixo, organizando e agrupando o discurso em redor dos mesmos; o personagem,
em função das características ou atributos como caráter, estatuto social, idade etc.; o acontecimento,
caso sejam relatos ou narrações, em que estes serão recontadas por meio de unidades de ação; o
documento, filme, artigo, entrevista.
- na unidade de contexto: unidade de compreensão que remete ao sentido da mensagem
codificada em registro, sendo importantes para análise de contingência e análise avaliativa,
obedecendo os critérios do custo e da pertinência.
Quanto ao critério de enumeração, essa se diferencia da unidade de registro (o que se conta)
por ser o modo que se conta. Esta dá-se pela: presença (ou ausência) de elementos; a frequência,
que quanto maior demonstra mais a importância do elemento; a frequência ponderada, para quando
houverem elementos cuja importância seja maior que outros; a intensidade, para valores
quantitativos de atitude e ideológicos, fazendo uso da intensidade (semântica) verbal, tempo verbal
(futuro, condicional, imperativo...), advérbios etc; a direção, para valores qualitativos de
favorável/desfavorável/neutro, pequeno/grande, etc; a ordem de aparição de um registro; a co-
ocorrência (análise da contingência) de duas ou mais unidades de registro em uma unidade de
contexto, permite reconhecer a distribuição e a associação (associação, equivalência ou oposição)
de elementos no texto.
Fazendo referência aos critérios de classificação e agregação da categorias, entra-se no
campo das abordagens qualitativa, avaliando a presença ou ausência dos mesmos, sendo utilizado
na confecção de hipóteses visto permitir elaborações específicas sobre variáveis precisas, daí a
importância do contexto; e da quantitativa que, fazendo uso da frequência de elementos para
obtenção de dados descritivos por meio de procedimentos estatísticos, tem preferência na
verificação das hipóteses.
[adicionar texto 03_Minayo_analisequalitativa + Minayo livro + projeto]
(continuar: p.117-categorização)

C) Sobre o tratamento dos resultados, inferência e interpretação, busca-se que os mesmos


sejam significativos e válidos, submetendo-os à provas estatísticas que permitam então defrontar o
material com as inferências.
[p.133]

[reproduzir quadro do livro – imagem abaixo]