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VALORIZAÇÃO DAS

DIVERSIDADES CULTURAIS
Professoras:
Me. Andréia dos Santos Gallo
Esp. Francislaine Campos Garcia
DIREÇÃO

Reitor Wilson de Matos Silva


Vice-Reitor Wilson de Matos Silva Filho
Pró-Reitor de Administração Wilson de Matos Silva Filho
Pró-Reitor de EAD William Victor Kendrick de Matos Silva
Presidente da Mantenedora Cláudio Ferdinandi

NEAD - NÚCLEO DE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA

Diretoria Operacional de Ensino Kátia Coelho


Diretoria de Planejamento de Ensino Fabrício Lazilha
Head de Produção de Conteúdos Rodolfo Pinelli
Head de Planejamento de Ensino Camilla Cocchia
Gerência de Produção de Conteúdos Gabriel Araújo
Supervisão do Núcleo de Produção
de Materiais Nádila de Almeida Toledo
Supervisão de Projetos Especiais Daniel F. Hey
Projeto Gráfico Thayla Guimarães
Design Educacional Giovana Vieira Cardoso
Design Gráfico Thayla Guimarães
Ilustração Marta Sayuri Kakitani

C397 CENTRO UNIVERSITÁRIO DE MARINGÁ. Núcleo de Educação


a Distância; GALLO, Andréia dos Santos; GARCIA, Francislaine Campos;

Didática e prática no ensino da arte. Andréia dos Santos
Gallo ; Francislaine Campos Garcia;
Maringá-Pr.: UniCesumar, 2017.
25 p.
“Pós-graduação Universo - EaD”.
1. Didática. 2. ensino da arte. 3. EaD. I. Título.

CDD - 22 ed. 371


CIP - NBR 12899 - AACR/2

NEAD - Núcleo de Educação a Distância


Av. Guedner, 1610, Bloco 4 - Jardim Aclimação - Cep 87050-900
Maringá - Paraná | unicesumar.edu.br | 0800 600 6360
sumário
01 09| METODOLOGIA DO ENSINO DA ARTE

02 13| FORMAÇÃO DE CONCEITOS EM ARTE

03 15| ELEMENTOS FORMAIS DA ARTE

04 17| VALORIZAÇÃO DAS DIVERSIDADES CULTURAIS


VALORIZAÇÃO DAS DIVERSIDADES CULTURAIS

OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM
•• Identificar a construção do conhecimento em arte com o enfoque na meto-
dologia de ensino que perpassa por pelos conhecimentos estético, artístico
de maneira contextualizada.
•• Analisar como se desenvolve a dinâmica do processo de formação de con-
ceitos em Arte.
•• Apresentar e contextualizar os elementos formais e suas composições.
•• Reconhecer as diferentes linguagens de manifestações artísticas dentre as
diversidades culturais suscitando a valorização das mesmas.

PLANO DE ESTUDO

A seguir, apresentam-se os tópicos que você estudará nesta unidade:


•• Metodologia do Ensino da Arte
•• Formação de conceitos em Arte
•• Elementos Formais da Arte
•• Valorização das diversidades culturais
INTRODUÇÃO

O Ensino de Arte na Contemporaneidade tem com um dos grandes desafios tornar-


-se uma disciplina reconhecida por todos com seu devida valorização, visto que a
Arte desperta sensibilidades e visão crítica de mundo.
É de suma importância a arte no cotidiano escolar e na formação do indivíduo de
maneira humanizada, como sujeito inovador e criativo na sociedade. Considerando
assim, as linguagens artísticas como um ato educativo, como um acesso ao conhe-
cimento científico permitindo-lhe formular conceitos, viver novas experiências e
entender de forma crítica o verdadeiro sentido da arte.
Deste modo, vem à necessidade de se saber experimentar e aprender as diferen-
tes linguagens artísticas e ter um conhecimento em Arte. Com isso, é fundamental
refletir sobre a Metodologia do Ensino da Arte no Brasil de maneira a compreender
e utilizar a Arte como linguagem, como fato histórico contextualizado nas variadas
culturas em variados momentos históricos conhecendo e respeitando as produções
presentes nas mais diversas sociedades.
Pós-Universo 7

É necessário assim, reconhecer as diferentes linguagens de manifestações artís-


ticas, pontuando a formação de conceitos na visão dos estudiosos como Dondis e
Ostrower.
Objetiva-se ainda, reconhecer e contextualizar os elementos formais da Arte e
suas composições, ou seja, perfilhar pela organização ou arranjo dos elementos da
arte visual de acordo com os princípios da arte visual. E, dessa forma reconhecendo
as diferentes linguagens de manifestações artísticas dentre as diversidades culturais
suscitando a valorização das mesmas e suas representações ricas que são acervos
culturais vivos da humanidade.
8 Pós-Universo
Pós-Universo 9

METODOLOGIA DO
ENSINO DA ARTE
A construção do conhecimento em arte pode ser compreendida como elo de ligação
entre o conteúdo do sujeito e a cultura em suas diversas produções e manifestações
artísticas. As propostas da Metodologia do Ensino de Arte vêm contribuir para a for-
mação de indivíduos mais imaginativos e criadores de fazer e de pensar sobre a arte,
exercitando seus modos de expressão e comunicação.
Como pensar na arte interagindo com o ato de ensinar e aprender? Segundo
Martins (1998, p. 46):

““
Pensar no ensino de arte é, então, pensar na leitura e produção na linguagem
da arte, o que, por assim dizer, é um modo único de despertar a consciên-
cia e novos modos de sensibilidade, isso pode nos tornar mais sábios, seja
sobre nós mesmo, o mundo ou as coisas do mundo, seja sobre a própria lin-
guagem da arte. A partir da soma dos estudos de vários teóricos do ensino
de arte, podemos estruturar três campos conceituais que são fundamentais
para o ensino da arte: Criação/produção; Percepção/análise; Conhecimento
e contextualização conceitual-histórico-cultural da produção artístico-esté-
tica da humanidade.

Estes três campos conceituais, criar, analisar e contextualizar sobre a produção


artística norteia a prática metodológica do ensino da arte. No entanto, fazer uma
mistura de tendências pedagógicas, muitas vezes não proporciona o aprendizado.
O professor adapta os recursos e ações pedagógicas desvinculadas aos conteúdos,
não se atenta ao processo de avaliação e se afasta gradativamente dos objetivos da
disciplina.
É importante se pautar em uma metodologia com bases teóricas fundamenta-
da no materialismo histórico-dialético, pois o currículo concebe a arte como uma
prática humano-social e propõe três eixos metodológicos: a humanização dos objetos
e dos sentidos que se refere à construção e formação dos sentidos, a familiarização
cultural que é a proximidade entre o aluno com a arte, por meio do convívio em ver,
10 Pós-Universo

sentir, ouvir, conhecer e apreciar a arte e por último, porém não menos importante,
o trabalho artístico em que é preciso praticar a arte, conhecer técnicas, criar, experi-
mentar, desenvolver ideias, enfim: o fazer.
Para a organização dos encaminhamentos metodológicos é preciso se pautar
na proposta curricular que organiza as ações a serem realizadas para se alcançar as
metas estimadas no planejamento anual, que é elaborado partindo da realidade
da escola, tendo como apoio o Projeto Político Pedagógico que oferece condições
básicas, desde que seja um documento construído democraticamente pelos res-
ponsáveis da instituição.
As diretrizes de uma instituição escolar devem estar pautadas como um todo na
escolha dos conteúdos, na metodologia de ensino, nos objetivos, nos projetos, nos
recursos didáticos e na avaliação. A organização de toda esta estrutura que garante
o funcionamento do ensino-aprendizagem no meio escolar.
A proposta escolar, em hipótese alguma pode ser um documento rígido e in-
flexível. Nos dias contemporâneos, as mudanças são constantes e devem estar em
articulação com os encaminhamentos metodológicos, pois o currículo escolar é um
documento que auxilia a prática e deve ter flexibilidade à modificações, de acordo
com as necessidades e mudanças que vão surgindo no decorrer do caminho. “O cur-
rículo é um elo entre a declaração de princípios gerais e sua tradução operacional”
(COLL, 1998).
Saviani (2003) também salienta a necessidade de que o ensino deve se organi-
zar com bases nas situações vivenciais dos alunos e suas experiências.

““
[...] Espera-se que os alunos, progressivamente, adquiram competências de
sensibilidade e de cognição [...] perante a sua produção de arte e o contato
com o patrimônio artístico, exercitando sua cidadania cultural com qualida-
de (BRASIL, 1997, p.63).

A abordagem triangular de Barbosa (1986) direciona a metodologia do ensino de arte


de maneira à valorização do processo ensino aprendizagem e da disciplina, assim
como a autentifica o ensino de Arte por meio de contextualização histórica, apre-
ciação artística e produção com ênfase à prática do fazer. Essa metodologia procura
integrar o fazer, o fruir e o conhecer os contextos da arte global com as culturas.
Pós-Universo 11

A metodologia do ensino de arte deve privilegiar as ações pedagógicas voltadas


para a aquisição dos conhecimentos estético, artístico e contextualizado, a fim de
cumprir a finalidade da arte na educação na formação de indivíduos mais críticos e
criativos que atuarão na transformação da sociedade.

Sistematização da abordagem
triangular para o ensino de arte
Esta proposta contribuiu de modo positivo no ensino de artes no Brasil com uma
abordagem intercultural, na qual há a interação de múltiplas culturas e a pluralidade
de suas manifestações. É acerca da utilização dessa nova metodologia pelos arte-e-
ducadores, que se pode compreender a objetividade do ensino e a real necessidade
dos alunos no que concerne uma aprendizagem significativa em Arte.

CONTEXTUALIZAR

PROPOSTA
TRIANGULAR

APRECIAR PRATICAR

Figura 1: Sistematização da abordagem triangular para o ensino de arte


Fonte: adaptado de BARBOSA, (2008)
12 Pós-Universo

Vimos então que:

““
A metodologia de ensino da arte (...) integra a história da arte, o fazer artístico,
e a leitura da obra de arte. Esta leitura envolve análise crítica da materialidade
da obra e princípios estéticos ou semiológicos, gestálticos ou iconográficos. A
metodologia de análise é de escolha do professor, o importante é que obras
de arte sejam analisadas para que se aprenda a ler a imagem e avaliá-la; esta
leitura é enriquecida pela informação histórica e ambas partem ou desem-
bocam no fazer artístico. (BARBOSA, 2007, p.37).

Ana Mae Barbosa é uma estudiosa da metodologia do ensino de arte que reflete
sobre o processo ensino - aprendizagem em arte nas intensidades da Abordagem
Triangular (Fazer, Ler/apreciar e Contextualizar). O que se prima nessa abordagem é
uma metodologia voltada para o estudo da Estética, a compreensão da historicida-
de e o fazer artístico.
Pós-Universo 13

FORMAÇÃO DE
CONCEITOS EM ARTE
As expressões artísticas são geradoras da capacidade de apreciação e sensibilização
estética, pois agem nas dimensões da cognição, afetividade e imaginação.
O constante contato com apreciação, vivências e criação nas diversas linguagens
artísticas proporcionam transformações e formais de conceitos estéticos e ainda, pos-
sibilitando uma experiência criadora e sensível.
Nas esferas da teoria e da prática a arte oferece o experimentar, a realização da
atividade criadora por meio das produções culturais e que exercitam a imaginação
em processos de construção de significações, fruição e criação.
Ao longo processo de aquisição de conceitos em Arte ocorre mudanças de com-
portamentos, hábitos, formas de pensar e agir. Conforme explicita Vigotski (2001) “a
arte implica em emoção dialética que reconstrói o comportamento e por isso ela
sempre significa uma atividade sumamente complexa de luta interna que se conclui
na catarse” (VIGOTSKI, 2001a, p. 345).
A formação de conceitos trabalha também com a formação do ser humano em
sua individualidade e também no contexto social contribuindo e ampliando as pos-
sibilidades cognitivas e também afetivas e expressivas.
Os Parâmetros Curriculares Nacionais de Arte (1997) prevê no ensino a relevân-
cia formação de conceitos:

““
Edificar uma relação de autoconfiança com a produção artística pessoal e
conhecimento estético, respeitando a própria produção e a dos colegas,
no percurso de criação que abriga uma multiplicidade de procedimentos e
soluções. Compreender e saber identificar a arte como fato histórico contex-
tualizado nas diversas culturas, conhecendo respeitando e podendo observar
as produções presentes no entorno, assim como as demais do patrimônio
cultural e do universo natural, identificando a existência de diferenças nos
padrões artísticos e estéticos. (BRASIL, 1997, p. 53-4)
14 Pós-Universo

Sendo assim, pode se reconhecer que uma das finalidades da arte é a formação de
conceitos estéticos que tendem ao desenvolvimento da percepção, da sensibilida-
de, da criatividade, da autonomia na produção e fruição da arte.
A formação de conceitos busca refinar os sentidos, compreender os significados
e sentidos estéticos da arte, para melhor compreender e fundamentar a função da
experiência estética. Esse conhecimento refere-se à transformação do indivíduo em
seu particular e também no universal da experiência humana.
A percepção dos elementos das linguagens artísticas, possibilita a formação de
conceitos e habilidades intrínsecas a outras áreas de conhecimento. A estética re-
presenta a possibilidade de aprofundar conceitos, de estimular o processo criador e
o desenvolvimento do comportamento estético-reflexivo.
Assim, o conhecimento estético formula novas perspectivas, instiga o entendi-
mento dos conceitos e suscita reflexões mais aprofundada que contribuem para o
desenvolvimento integral do indivíduo.

saiba mais

Para uma reflexão acerca das questões da formação dos conceitos em Arte
que estão atrelados a formação do conceito de estética a obra de Pareyson
(1984) esmiúça essa temática da definição de estética, as teorias do belo
e da arte, leia a obra de Luigi Pareyson intitulada “Os problemas da estéti-
ca” (1984).

Fonte: a autora
Pós-Universo 15

ELEMENTOS FORMAIS
DA ARTE
Na Arte a organização visual abrange princípios, fundamentos e conceitos, em relação
à composição da obra, na qual é estruturada por uma gama de elementos que estru-
turam a linguagem visual que são denominados como elementos formais da Arte.
Os elementos formais representam uma linha que é conceitual da linguagem
visual, ou seja, daquilo que se vê, que possui uma representação gráfica.
Na contemporaneidade a linguagem visual assumiu uma vertente de intensa
responsabilidade social e de formação humana, pois contribui fortemente para in-
formar e formar conceitos, valores e cultura.
Os elementos formais da Arte permeiam o conhecimento, a sensibilidade, a ex-
periência estética possibilitando a aquisição de concepções estética e poética de um
dado momento histórico ou da essência de um indivíduo.
As diferentes formas de arte, de técnicas artísticas e de criação suscitam per-
cepção do que é considerado belo e a produção das emoções pelos fenômenos
estéticos. Toda arte apreciada pelo olhar ressalta a funcionalidade dos elementos
formais que são: Ponto, Linha, Forma, Textura, Cor, Figura, Espaço e Movimento, nos
quais trabalham regidos pelos princípios da linguagem visual que são: Equilíbrio
Ritmo, Ênfase, Padrão, Proporção, Harmonia, Movimento e Variedade com o caráter
teórico e prático da Arte.
Como afirma Dondis (2007) os elementos formais “constituem a substância básica
daquilo que vemos (...)”, e são eles: o ponto, a linha, a forma, a direção, o tom, a cor, a
textura, a dimensão, a escala e o movimento.
Esses elementos permitem que a linguagem visual exerça diferentes efeitos e
significados formais e estéticos, possuindo a capacidade de tornar a obra a ser um
documento histórico, suscitar um diálogo, afetivo ou intelectual entre a obra de arte
e o seu apreciador e ainda, instigar a sensibilização para a reflexão acerca da obra.
16 Pós-Universo

A experiência visual humana é fundamental para desempenhar a natureza da


percepção sensorial, da experiência do belo, do despertar de valores intrínsecos, ins-
tigando a sensibilidade humana.
Uma boa proposta acerca disso é: pense sobre os elementos formais da Arte exer-
cite-os, adentrando o campo teórico –prático – teórico:

1. Escolha, entre seus pertences ou entre as fotos de uma revista, um exemplo


de objeto que tenha valor tanto em termos de belas-artes quanto de artes
aplicadas. Faça uma lista, avaliando sua funcionalidade, sua beleza estéti-
ca, seu valor comunicativo (o que ele faz para expandir o conhecimento
do leitor sobre si mesmo, seu meio ambiente, o mundo, o passado e o pre-
sente) e seu valor decorativo ou de entretenimento.

2. Recorte uma foto de uma revista ou jornal e faça uma relação de respostas
curtas ou de uma só palavra que você lhe aplicaria em termos da mensagem
literal da foto e de seu significado compositivo subjacente, e inclua a reação
a quaisquer símbolos (linguísticos ou de outro gênero) que nela estejam
inclusos. Depois de analisar a foto, escreva um parágrafo que descreva com-
pletamente o efeito da foto e o que poderia ser usado em substituição à
mesma.

3. Escolha um instantâneo que você tenha feito, ou qualquer outra coisa que
tenha desenhado ou criado (um desenho, um bordado, um jardim, um
arranjo de sala, roupas), e analise qual foi o efeito ou a mensagem que teve
em mente ao criá-lo. Compare as intenções com os resultados. (DONIS, 2007).
Pós-Universo 17

VALORIZAÇÃO DAS
DIVERSIDADES
CULTURAIS
Na contemporaneidade as diversidades culturais oportunizam experiências artísti-
cas e enriquecimento de bagagem cultural que permeiam por linguagens artísticas,
culturais, históricas, geográficas e filosóficas. Laraia (2001, p. 41) explicita que:

““
O homem é o resultado do meio cultural em que foi socializado. Ele é her-
deiro de um longo processo acumulativo, que reflete o conhecimento e a
experiência adquiridos pelas numerosas gerações que o antecederam. A
manipulação adequada e criativa desse patrimônio cultural permite as ino-
vações e as invenções.

A cultura é um conjunto de manifestações linguísticas, artísticas, sociais, costumes,


valores morais e éticos de um povo ou de uma comunidade que orienta o compor-
tamento social deste povo, visto que é uma construção histórica, é uma dimensão
do processo social de povos distintos.
18 Pós-Universo

A Convenção da Diversidade apresenta em seu artigo 4º, o conceito de cultura:

““
“Diversidade cultural” refere-se à multiplicidade de formas pelas quais as cul-
turas dos grupos e sociedades encontram sua expressão. Tais expressões são
transmitidas entre e dentro dos grupos e sociedades. A diversidade cultu-
ral se manifesta não apenas nas variadas formas pelas quais se expressa, se
enriquece e se transmite o patrimônio cultural da humanidade mediante a
variedade das expressões culturais, mas também através dos diversos modos
de criação, produção, difusão, distribuição e fruição das expressões culturais,
quaisquer que sejam os meios e tecnologias empregados. ( UNESCO, 2004).

O termo “patrimônio cultural da humanidade”, esta concepção é fundamental para


uma proteção mais abrangente da diversidade cultural. As manifestações culturais
são o que constituem a experiência estética criando assim, o saber cultural e social
por meio de situações cotidianas, porém, regadas de cultura dos mais diversos povoa-
dos como festas populares, a apreciação de músicas, crendices, tradições, culinárias,
religião, danças, nos quais transmitem de geração em geração os conhecimentos
adquiridos perpetuando assim sua cultura. Para Ostrower (2012, p.43):

““
Toda atividade humana esta inserida em uma realidade social, cujas carências
e cujos recursos materiais e espirituais constituem o contexto de vida para o
indivíduo. São esses aspectos, transformados em valores culturais, que pos-
sibilitam o indivíduo e o motivam para agir. Sua ação se circunscreve dentro
dos possíveis objetivos de sua época.

Por intermédio da arte temos acesso aos registros das comunidades mais antigas,
as linguagens e manifestações artísticas, dos sentimentos e da maneira de viver de
qualquer época em qualquer lugar.
Não há civilização sem arte, as manifestações artísticas nos revelam problemati-
zações sociais, religiosas, filosóficas, econômicas e políticas. A arte é considerada um
conhecimento científico e também uma linguagem atemporal e capaz de ser en-
tendida mundialmente.
Pós-Universo 19

A transmissão da Arte em relação aos bens culturais dos povos exercita uma fonte
de enriquecimento mútuo para a vida cultural da humanidade. “A diversidade seria
resultante da variedade de experiências e de realizações humanas, impressa na his-
tória, nas tradições, nos idiomas, e expressa em universos simbólicos, que englobam
a cultura popular e a erudita.” (ALVAREZ, 2008, p. 30-31).
As diferenças culturais entre as civilizações viabilizam o processo ensino aprendiza-
gem em Arte, pois é reconhecido como área de conhecimento capaz de desencadear
processos criativos, críticos e reflexivos. A Lei de Diretrizes da Educação Nacional -
LDB nº 9.394/96 (BRASIL, 1996) estabeleceu em seu artigo 26, parágrafo 2º que: §
2o O ensino da arte, especialmente em suas expressões regionais, constituirá com-
ponente curricular obrigatório nos diversos níveis da educação básica, de forma a
promover o desenvolvimento cultural dos alunos.
O ensino da Arte oportuniza ao aluno o acesso à as mais diversas linguagens ex-
pressivas e forma de conhecimento cultural da humanidade permitindo ao indivíduo
a inserção social de maneira mais ampla, sensível e humana na sociedade.

saiba mais

“Em nossas sociedades cada vez mais diversificadas, torna-se indispensável


garantir uma interação harmoniosa entre pessoas e grupos com identida-
des culturais a um só tempo plurais, variadas e dinâmicas, assim como sua
vontade de conviver. As políticas que favoreçam a inclusão e a participação
de todos os cidadãos garantem a coesão social, a vitalidade da sociedade
civil e a paz. Definido desta maneira, o pluralismo cultural constitui a respos-
ta política à realidade da diversidade cultural. Inseparável de um contexto
democrático, o pluralismo cultural é propício aos intercâmbios culturais e ao
desenvolvimento das capacidades criadoras que alimentam a vida pública. “
Para um aprofundamento sobre as diversidades culturais é interessante
uma leitura e análise da Declaração Universal sobre a diversidade cultural,
apresentada no endereço eletrônico: http://www.dominiopublico.gov.br/
download/texto/ue000115.pdf.
Fonte: a autora
atividades de estudo

1. A arte é mais do que realizar pinturas ou esculturas, pois as aulas de Arte não se
resumem a pintar uma “folhinha” fotocopiada ou cantar uma “musiquinha”. De que
forma a abordagem triangular propõe a metodologia para o ensino de arte?

a) Fruição, apreciação e fazer artístico.


b) Contextualização histórica, apreciação e fazer artístico.
c) Apreciação e Contextualização histórica.
d) Contextualização histórica, fazer artístico e produção.

2. Na contemporaneidade a linguagem visual assumiu uma vertente muito importan-


te que é:

I) Contribuir no desenvolvimento das linguagens; nas atividades desportivas e cor-


porais; na produção artística.
II) A aquisição de conhecimentos, habilidades e a formação de conceitos e valores
como instrumentos para uma visão crítica do mundo.
III) Articular a percepção, a imaginação, a emoção, a sensibilidade e a reflexão para
a apreciação e fruir de produções artísticas.
IV) A responsabilidade social e de formação humana, pois contribui fortemente para
informar e formar conceitos, valores e cultura.
Com base nas informações acima são as alternativas corretas:
a) I, II, III
b) IV, I, II
c) II, III , IV
d) I , II
e) Nenhuma das alternativas está correta
atividades de estudo

3. De acordo com os PCN´s, o ensino em arte propicia o desenvolvimento do pensa-


mento artístico e da percepção estética, a sensibilidade e a criatividade. Dessa forma,
quais as habilidades de arte são previstas nos PCN´s ?

I) Compreender e saber identificar a arte como fato histórico, contextualizando-a


nas diversas culturas.
II) Observar as relações entre o homem e a realidade com interesse e curiosidade,
indagando, discutindo, argumentando e apreciando a arte de modo sensível.
III) Expressar e saber comunicar-se em artes articulando a percepção, a imaginação,
a emoção, a sensibilidade e a reflexão ao realizar e fruir produções artísticas.
IV) A função de colaborar para a compreensão do mundo e suas transformações, si-
tuando o homem como indivíduo participativo e parte integrante do Universo.
Com base nas informações acima são as alternativas corretas:
a) I, II, III
b) IV, I, II
c) II, III , IV
d) I , II, III, IV
e) Nenhuma das alternativas está correta
resumo

As propostas da Metodologia do Ensino de Arte vêm contribuir para a formação de indivíduos


mais imaginativos e criadores de fazer e de pensar sobre a arte, exercitando seus modos de ex-
pressão e comunicação.

A abordagem triangular de Barbosa (1986) direciona a metodologia do ensino de arte de maneira


à valorização do processo ensino aprendizagem e da disciplina, assim como a autentifica o ensino
de Arte por meio de contextualização histórica, apreciação artística e produção com ênfase à
prática do fazer.

Pela metodologia triangular o indivíduo tem a possibilidade de formar conceitos em arte que
vem contribuir com a formação do ser humano em sua individualidade e também no contexto
social ampliando as possibilidades cognitivas e também afetivas e expressivas.

Juntamente, com essa metodologia há de se dar relevância para o apoio do Projeto Político
Pedagógico que oferece condições básicas para o processo ensino-aprendizagem visto que
este documento deve ser construído, democraticamente, pela comunidade escolar e as instân-
cias colegiadas.

A percepção dos elementos das linguagens artísticas, possibilita a formação de conceitos e ha-
bilidades intrínsecas a outras áreas de conhecimento. A estética representa a possibilidade de
aprofundar conceitos, de estimular o processo criador e o desenvolvimento do comportamen-
to estético-reflexivo.

Os elementos formais da Arte permeiam o conhecimento, a sensibilidade, a experiência estética


possibilitando a aquisição de concepções estética e poética de um dado momento histórico ou
da essência de um indivíduo.

Uma das finalidades da arte é a formação de conceitos estéticos que tendem ao desenvolvimen-
to da percepção, da sensibilidade, da criatividade, da autonomia na produção e fruição da arte.

As diferenças culturais entre as civilizações viabilizam o processo ensino aprendizagem em Arte,


pois é reconhecido como área de conhecimento capaz de desencadear processos criativos, crí-
ticos e reflexivos.
material complementar

LIVRO

Título: Universos da Arte

Autor: Fayga Ostrower

Editora: Campus

Sinopse: O livro de Fayga Ostrower “Universos da Arte” representa uma


contribuição original para a compreensão da arte. São expostos os prin-
cípios fundamentais de composição da arte os princípios básicos da
linguagem visual e da crítica, ao mesmo tempo relata uma experiência
fascinante: ministrar um curso de arte para os operários de uma fábrica
relatando a História da Arte com seus problemas teóricos ou estilísticos, o processo de aborda-
gem, a evolução dos alunos, as descobertas, os resultados desta experiência estão documentados
com sensibilidade e inteligência admiráveis. Nesta obra, a autora analisa obras de arte usando
os princípios da linguagem visual e mostra como todo artista é fruto das influências que busca,
bem como de seu tempo histórico assim como os problemas complexos e a profunda crença de
que arte e experiência de vida se misturam.
referências

ÁLVAREZ, Vera Cíntia. Diversidade Cultural e livre comércio: antagonismo ou oportunidade?


Brasília, UNESCO; IRBr: 2008.

ARNHEIM. Arte e Percepção Visual. São Paulo: Livraria Pioneira, 1997.

BARBOSA, Ana Mae Tavares Bastos. A Imagem no Ensino da Arte: Anos Oitenta e Novos Tempos.
São Paulo: Perspectiva, 2007.

___________. (org.). Ensino da arte: memória e história. São Paulo: Perspectiva, 2008.

__________. Teoria e prática da educação artística. 3. ed. São Paulo: Cultrix, 1986.

BRASIL. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros Curriculares Nacionais: Arte. Brasília:


MEC/SEF, 1997.

COLL, C. Psicologia e currículo. 3. ed. São Paulo: Ática,1998.

DONIS A . DONDIS. Sintaxe da linguagem visual. São Paulo: Martins Fontes, 2007.

MARTINS, M.C.; PICOSQUE, G. GUERRA, M.T.T. Didática do ensino da Arte. São Paulo: Editora
FTD, 1998.

PAREYSON, Luigi. Os problemas da estética. São Paulo: Martins Fontes, 1984.

UNESCO. Anteprojeto da Convenção sobre a Proteção da Diversidade de Conteúdos


Culturais e Expressões Artísticas. CLT/CPD/2004/CONF.201/2, Paris, julho de 2004.

OSTROWER, Fayga. Universo da arte. Rio de Janeiro: Campus, 1996.

VIGOTSKI, L. S. Psicologia pedagógica. Tradução Paulo Bezerra. São Paulo: Martins Fontes, 2001a.
resolução de exercícios

1. b) Contextualização histórica, apreciação e fazer artístico.

2. c) II, III , IV

3. d) I , II, III, IV