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GT 28 – AS PSICOLOGIAS SOCIAIS DO RECONHECIMENTO E DO NÃO RECONHECIMENTO DA

DIGNIDADE E DE DIREITOS

Proponentes:

Dr. Luis Guilherme Galeão-Silva (IP-USP)

Dra. Débora Cristina Fonseca (UNESP)

Dr. Carlos Cesar Barros (Universidade Estadual de Feira de Santana)

Eixo Temático: Políticas públicas, direitos sociais e emancipação

Proposta:

a) Objetivos do GT

O GT As Psicologias Sociais do Reconhecimento e do Não-reconhecimento da Dignidade e de


Direitos pretende discutir a relação das psicologias sociais com as lutas sociais que têm como
pauta o reconhecimento de direitos à dignidade, à diversidade e à igualdade por pessoas
socialmente vulneráveis, criminalizadas e supostamente incluídas, mas de forma excludente.
Consideramos que a psicologia social tem um papel importante no conhecimento e
engajamento em propostas de resistência à situações de não-reconhecimento que se
caracterizam como a criminalização de jovens, a negação de direitos sociais e humanos. A luta
por reconhecimento configura ações de resistência e insurgência contra a inclusão precária,
marginal e instável na consideração da dignidade por parte do Estado e das Hegemonias
Culturais e Simbólicas. Essas resistências e insurgências vêm sendo pesquisadas e
sistematizadas pela Psicologia Social brasileira e latino-americana, sendo um de nossos
objetivos reunir os resultados de tais pesquisas em debates que fortaleçam as pesquisas na
área e possam desdobrar-se em uma agenda de pesquisa e intervenção da Psicologia Social na
colaboração pelo protagonismo dos movimentos sociais e dos sentimentos de injustiça que
possam mobilizar a sociedade. O engajamento da psicologia social na transformação social que
visa a emancipação é indispensável como compromisso ético-politico de psicólogas e psicólogos
sociais atuantes em universidades, movimentos sociais, trabalho, serviços públicos e sociedade
civil.
b) relação com o tema do encontro

Diante dos impasses das mudanças sociais e dos conflitos sociais na contemporaneidade,
dentre a unidimensionalidade da globalização capitalista e dos diversos fundamentalismos, as
perspectivas políticas liberais e comunitaristas, os maniqueísmos esquerdistas ou direitistas, a
inclusão ou exceção jurídica, parece-nos adequado voltar a atenção para os sentimentos e a
consciência de injustiça sobreviventes neste ainda iniciante século ou milênio. Os atuais
desafios ético-políticos no Brasil apontam para condições controvertidas do protagonismo da
população a partir de suas identidades, movimentos sociais e anseios por dignidade e
representação nas políticas públicas e efetivação de seus direitos sociais e humanos. Ao mesmo
tempo, surgem outros atores sociais que defendem retrocessos nos direitos sociais, na
dignidade e usam o respeito à sua liberdade como farsa para defender o conservadorismo nas
politicas públicas de saúde, educação, assistência, segurança e cultura. Representa um desafio
ético e politico retirar essas importantes dimensões do vivido da abstração, que favorece o
conservadorismo e, por outro lado, reconhecê-las como forças de transformação que visam a
emancipação. Valorizar a ocupação dos espaços da cidade, do labor e da potencialidade da
humanidade como formas de insurgência contra a opressão e efetivação dos direitos é um dos
caminhos que este GT encontra como consonância com o tema geral do encontro.

c) relação com o eixo

O eixo Políticas públicas, direitos sociais e emancipação nos parece o lugar pertinente para os
debates de pesquisadoras e pesquisadoras, reunidos por um engajamento enraizado nas lutas
sociais para transformar as políticas públicas, efetivar os direitos sociais e visar a emancipação
em relação às diversas barbáries estruturais e cotidianas. Nem as políticas públicas nem os
direitos são por si suficientes para alcançar a superação da desigualdade e do desrespeito à
dignidade. Entretanto, são campos de engajamento de atores e atrizes sociais e psicólogas e
psicólogos sociais comprometidos com a emancipação social. Consideramos que essas lutas são
articuladas a partir de lugares sociais que também são identificados com espaços geográficos (o
bairro, a rua, a favela, a periferia, a ocupação irregular) e institucionais (a escola, o trabalho e a
comunidade). Deste modo, as lutas por direitos sociais passam pela ocupação e insurgência no
uso desses espaços por aquelas e aqueles que são relegados à invisibilidade, à naturalização e à
humilhação social.

O Estado não é um ente neutro ou universal na sociedade capitalista e extremamente desigual.


As leis são parte de um processo político que exclui da sua formulação e dos seus atores parte
substancial da população latino-americana. A desigualdade da sociedade também é perpetuada
por ações do Estado com: a criminalização: dos movimentos sociais, dos jovens das periferias e
das ocupações de espaços ociosos no seu uso. Deste modo, as políticas públicas são tomadas
criticamente como espaços de disputa entre movimentos e identidades questionadoras da
iniquidade e da não efetivação de direitos por parte das ações concretas dos agentes do estado.
Consideramos as ações de controle social e popular das politicas públicas como uma força de
resistência ao aparelhamento do estado por interesses dominantes e capitalistas. Bem como
nos preocupamos com os sofrimentos dos trabalhadores em politicas públicas. Estes
trabalhadores e trabalhadoras em politicas sociais se veem em contradição entre seus
princípios éticos, pois lhes faltam de condições para atuarem e lhes sobram procedimentos
inadequados à garantia de direitos.

d) que tipo de trabalho será acolhido e quais as discussões que o GT pretende promover?

Pretendemos promover o debate entre pesquisadoras e pesquisadores, militantes, atores e


atrizes de políticas públicas e da sociedade civil sobre a contribuição da psicologia para
protagonistas que combatem a desigualdade, o desrespeito à dignidade humana e à
diversidade em diferentes contextos e com diferentes gramáticas. Almejamos um diálogo que
respeite a diversidade de abordagens teóricas e metodológicas. Os três proponentes deste GT
têm abordagens diversas, sobre teorias do reconhecimento e da identidade. Estamos
discutindo estes temas a partir da perspectiva da Psicologia Social por meio de conceitos da
Teoria Crítica da Sociedade (Habermas, Honneth) e da Teoria Sócio-Histórica (Vygotsky). Deste
modo, consideramos ser pertinente um debate na psicologia social sobre a desigualdade e a
injustiça contemplar a diversidade teórica e metodológica da luta por reconhecimento da
juventude, da igualdade de gênero, de raça e etnia, da orientação sexual, de respeito à
diversidade cultural, de identidade e do trabalho. Gostaríamos também de destacar as
contribuições teóricas no campo da psicologia social e política ao sistematizar teorias ainda
pouco conhecidas na psicologia brasileira e, por outro lado, apresentar a literatura
internacional sobre reconhecimento e estudos de casos brasileiros, representativos das
diversas regiões dos participantes. Trata-se, portanto, de produzir material de pesquisa que
possa ser útil a uma interação digna entre nossas instituições, ações governamentais e lutas
inerentes ao nosso povo em sua diversidade.