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Ele andava com pernas meio tortas e jeito desengonçado pela vida, porém, era digno de ser

chamado de feliz.
Os dias não eram muito bons em sua própria percepção – e sim, isso é a própria definição de tristeza
– porém, o mesmo percebia que tais emoções, a tristeza e a felicidade, não eram variáveis, contudo,
mostravam-se como constantes que definiriam nossa vida de acordo com declínios que cada uma
teria.

Ele escolheu a felicidade com declínios de tristeza, e nada além disso; apesar das botas amarelas
que um dia perdera no meio do caminho, tentava muito esquecer que um dia as tivera. Em busca de
novas botas, quem sabe, umas azuis dessa vez?
Além disso, gostava de marcar cada passo que dava por uma música diferente que ouvira, de
tamanha estranheza, entendia que a nostalgia se dava por momentos que poderia reviver, e nada
melhor do que, através da música. As últimas lembravam-lhe pessoas, momentos e lugares.
Era como qualquer um ser humano, nem nada de particular além de sua aguçada vontade de
esquecer o passado, e mesmo assim, era mais feliz a cada dia, e em meio aos dias tristes, aí mesmo
que tornara-se mais feliz.