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DEPARTAMENTO DE ADMINISTRAÇÃO ESCOLAR – ADE

DISCIPLINA: Organização do Ensino Fundamental (Código ADE047)

CURSO: Pedagogia - CARGA HORÁRIA: 60 horas – 1o semestre de 2017


PROFESSORA: Ademilson de Souza Soares
ALUNO: Rodolfo Luiz de Medeiros Braz

Organização da Escola

Na organização da escola em todas as suas demandas, é necessário que se façam


planejamentos e projetos. A escola é um espaço que tem como finalidade o ensino, esse
por sua vez é um direito assegurado pela Constituição e por Leis que normatizam e
apontam critérios de organização, estruturação e funcionamento das instituições de
ensino, sejam elas públicas ou privadas.

No caso da educação pública, a escola tem por finalidade oferecer o direito a


educação de quem se fizer interessado ou necessitado do acesso educação, cabe ressaltar
que no caso de pessoas de estão nas idades entre 4 a 17 anos, essa participação se da de
forma imperativa, pois a Lei diz que a matrícula é obrigatória e responsabiliza a família
e o estado dessa obrigação.

A escola é um espaço onde a diversidade é um elemento indispensável para que


ela atinja o seu objetivo. Os diversos participantes geram na escola a necessidade de se
pensar variadas maneiras de se ensinar um mesmo conteúdo, ou conteúdo diverso
conforme o interesse e também aquilo que é necessário para que as bases que
subsidiarão novas construções sejam ofertadas a todos, sem distinção. Vale lembrar que
embora a escola também prepare para etapas vindouras do educando, ela tem o objetivo
de propiciar conhecimentos e ferramentas que são necessárias no presente de seus
educandos, atendendo às necessidades que vão também além de conteúdos
estabelecidos para cada idade e fase escolar.
Para que a escola funcione um documento importante é o projeto pedagógico na
escola, que embora devesse ser um projeto construído também fora dos muros da
escola, em muitos casos fica a cargo de poucos interessados, não sendo uma construção
democrática e coletiva. Daí surge a necessidade de se de refletir sobre tais construções e
também nas falhas desse processo.

O projeto pedagógico é um documento de interesse de toda a comunidade


escolar: alunos e familiares, professores, coordenadores, gestores, trabalhadores de
diversas áreas da escola e da comunidade onde ela se estabelece. O estado também um
grande interessado e deve ser chamado a cumprir sua responsabilidade na participação
do mesmo.

Como sabido, a escola é constituída por diversidade, mas nas construções de


projetos que buscam aperfeiçoar a organização e funcionamento da mesma, alguns
interessados estão constantemente menos presentes que outros. Quem são esses
distantes? Poderia ser qualquer um, se não estivesse presente na identificação desse
grupo um elemento que os caracteriza pela pobreza e condição de vulnerabilidade
econômica e social que ocupam. Sim, são as famílias das camadas populares, onde os
responsáveis têm baixa formação e pouco conhecimento de seus direitos, sobre tudo o
direito a educação de qualidade e da participação na construção de parâmetros mínimos
de qualidade da oferta do mesmo.

Para SOARES (2017) apud NOGUEIRA, (2011), pais que se distanciam da


escola, geralmente vivem em situação de maior vulnerabilidade econômica e esse
distanciamento pode ser uma autodefesa da própria identidade. Questões como
desconhecimento de seus direitos, da importância da educação para o presente e futuro,
e da necessidade de participação de todos os atores envolvidos nas relações de ensino
aprendizagem podem contribuir para esse distanciamento. Outro elemento é o
desconhecimento da escola de quem seriam esses alunos, como vivem e como são essas
famílias, como se estruturam e como atendê-las?

Construir uma escola pública de qualidade, segundo SOARES (2011), é um


desfio de toda comunidade escolar. E para que essa construção se dê de fato é necessária
a noção de que a escola pública de qualidade esteja presente e bem explicita em uma
relação democrática com a comunidade atendida, sem distinção dos atores envolvidos
no que diz respeito ao acesso e à qualidade, mas considerando sim uma necessidade de
ofertar também de acordo com os distintos grupos e componentes dessa relação.

Em nossa atividade de estudo de caso escolhemos a cidade de Belo Horizonte


para estruturarmos uma escola para esse município. Para pensar essa escola conhecemos
inicialmente a LDB de 96 e a Constituição de 88 que regulamenta as instituições
escolares. A escola hipotética de Belo Horizonte tem como vantagem um sistema de
ensino estruturado, que já aponta a forma em que essas terão e como desvantagem
padroniza também, limitando progressos mesmo de uma escola que destoasse do
positivamente desse padrão. Embora tivéssemos a liberdade de inovar, o modelo de
escola tradicional é o que está impregnado em nossas mentes e por isso mesmo que os
recursos fossem inesgotáveis, ficamos presos ao modelo que conhecemos não ousamos
e investimos em nossa escola hipotética muito além dos parâmetros mínimos que a Lei
estabelece.

Referências

NOGUEIRA, M. A. Trajetórias escolares, estratégias culturais e classes sociais.


In: LOPES, E. M. T.; PEREIRA, M. R. (Orgs.). Conhecimento e inclusão social: 40
anos de pesquisa em educação. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2011.

SOARES, A. S. Relação com as famílias e com as comunidades. In:


Organização do Ensino Fundamental. FAE-UFMG, 2017.