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EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA __VARA DE

EXECUÇÕES CRIMINAIS DE PRESIDENTE PRUDENTE – SP

Execução nº 554.887

EMENGARDO DA SILVA, já qualificado nos autos da


Execução Criminal acima epigrafada, atualmente cumprindo sua pena
na Penitenciária de Martinópolis – SP, por seu advogado que ao final
subscreve, vem, mui respeitosamente perante Vossa Excelência,
interpor AGRAVO EM EXECUÇÃO com fundamento no artigo 197 da
Lei de Execuções Penais (Lei nº 7.210/84).

Requer ainda, caso Vossa Excelência não altere ou modifique sua


decisão, que receba e remeta o presente Agravo em Execução, ao
Egrégio Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, com a inclusa
minuta em anexo.

Termos em que,
Pede Deferimento.
(Local, Data)

Advogado
MINUTA DE AGRAVO EM EXECUÇÃO

AGRAVANTE:- EMENGARDO DA SILVA


AGRAVADA:- JUSTIÇA PÚBLICA
Juízo da Vara de Execuções Criminais de Presidente Prudente – SP
Execução nº 554.887

MM.JUIZ
EGRÉGIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA
COLENDA CÂMARA DE DIREITO CRIMINAL
DOUTOS DESEMBARGADORES

I. DOS FATOS

O agravante, matriculado na Secretaria de Administração Penitenciária


(SAP/SP) sob o nº. 234.765, foi condenado em 08/07/06, nos autos do
processo nº. 543/06, a cumprir pena privativa de liberdade, consistente em 06
(seis) meses de detenção, em regime aberto, pela prática do crime de porte de
entorpecentes estabelecido no artigo 16 da Lei nº. 6.368/76. Tal decisão
transitou em julgado em 23/07/06. Emengardo, preso na Penitenciária de
Martinópolis – SP, cumpre outras duas penas por roubo majorado,
totalizada, as duas, em 09 (nove) anos e 04 (quatro) meses de reclusão em
regime fechado (Proc. 979/02 e Proc. 874/03 – 8ª e 9ª Vara Criminal de
Presidente Prudente -SP). Segundo os fatos, o sentenciado foi flagrado em
08/07/06, no interior de sua cela, fazendo uso de um cigarro de “maconha”. A
pena de reclusão dos roubos, pelo cumprimento total, será extinta no próximo
dia 27 de abril de 2019. Emengardo, através de seu advogado, solicitou ao
Juiz da Vara de Execuções Criminais de Presidente Prudente – SP, a
aplicação da Lei nº. 11.343/06 em seu caso, uma vez que sua condenação
datava de período em que estava em vigência a antiga lei de entorpecentes. O
juiz, em fls. 43 dos autos de execução criminal (Proc. nº. 554.887) indeferiu o
pedido realizado pelo sentenciado, afirmando que não poderia aplicar a nova
norma penal uma vez que, tal pedido, necessitava ser realizado através da via
adequada, que seria a revisão criminal dirigida ao Tribunal competente, uma
vez que somente este órgão poderia rescindir os efeitos da “res judicata”.
Determinou, ainda, o nobre magistrado, que após o cumprimento da pena
estabelecida na primeira execução, referente ao roubo qualificado, o
sentenciado deveria ser transferido para o regime aberto, para o cumprimento
da pena de detenção atinente à segunda execução (porte de entorpecente). A
intimação do advogado ocorreu regularmente.

II. DO DIREITO

Frente aos fatos expostos acima, resta explicita a ilegalidade contida na


sentença prolatada por Vossa Excelência, afrontando o princípio basilar
positivado na Constituição Federal em seu artigo 5º, XXXIX, também replicado
no artigo 1º do Código Penal vigente; “Não há crime sem lei anterior que o
defina, nem pena sem prévia cominação legal;” Prejudicando severamente a
situação do agravante, frente à imposição do cumprimento de uma pena
proveniente de ato que, na atual legislação penal pátria, configura crime
punível apenas com de advertência sobre os efeitos das drogas, prestação de
serviços à comunidade e medida educativa de comparecimento a programa ou
curso educativo, de acordo com o artigo 28 da lei nº 11.343/06:

Art. 28. Quem adquirir, guardar, tiver em depósito, transportar


ou trouxer consigo, para consumo pessoal, drogas sem
autorização ou em desacordo com determinação legal ou
regulamentar será submetido às seguintes penas:

I - advertência sobre os efeitos das drogas;

II - prestação de serviços à comunidade;

III - medida educativa de comparecimento a programa ou curso


educativo.
Portanto, é totalmente ilegal a aplicação da pena mais severa, como no
caso, a privativa de liberdade, pelo honroso magistrado, estando em total
discordancia com o ordenamento jurídico vigênte, uma vez que o Código Penal
em seu artigo 2º, parágrafo único positiva que “A lei posterior, que de qualquer
modo favorecer o agente, aplica-se aos fatos anteriores, ainda que decididos por
sentença condenatória transitada em julgado.” , logo, no presente caso, a lei
aplicada deve ser a nº 11.343/06, já que impoe pena mais branda do que a
vigênte no tempo do ato, sendo que o pedido para a transferência do agravante
para o cumprimento da pena privativa de liberdade referente à posse de droga
para consumu próprio resta flagrantemente em desacordo com a lei e a moral.
No tocante ao indeferimento do pedido de aplicação da lei 11.343/06
(fls 43) frente à alegação de Vossa Excelência, no sentido da necessidade de
revisão criminal dirigida ao Tribunal competente, que resultou no indeferimento
do pleito, é notável outra situação de desacordo com o sistema jurídico vigênte
um vez que a situação em pauta trata exclusivamente da aplicação de lei mais
benéfica para o agravante, não havendo nenhuma questão de mérito, logo, se
aplica o disposto no artigo 66 da Lei de Execução Penal, 7.210/84:

Art. 66. Compete ao Juiz da execução:

I - aplicar aos casos julgados lei posterior que de qualquer


modo favorecer o condenado; (...)

VI - zelar pelo correto cumprimento da pena e da medida de


segurança;

Não restam dúvidas que após o total cumprimento das penas


proveniêntes dos processos 979/02 e 874/03, em 27 de abril de 2019, o ora
agravante deverá ser colocado em liberdade, não se aplicando nenhuma
sanção privativa de liberdade frente ao ato positivado no artigo 28º da lei
11.343/06, sendo o juízo da execução penal o competênte para tal ato, frente a
exigência legal do artigo 66º da lei lei 7.210/84.
III. DO PEDIDO

Ante o exposto requer o recorrente que, após conhecido, seja


dado provimento ao presente Agravo em Execução o para o fim de conceder a
aplicação da lei 11/343 no tocante ao fato ocorrido em 08/07/06, substituindo a
pena de detenção de 6 (seis) meses pela prevista no artigo 28° da lei vigênte,
tornando à aplicação da pena, legal.

(Local, data)

Advogado